ARBOVIROSES

Por Cinthya Leite/DP
Além do aumento expressivo da dengue, o Estado confirmou dois casos graves da doença e investiga três mortes nas cinco primeiras semanas de 2025
Os casos confirmados de dengue em Pernambuco cresceram 90% em apenas sete dias, segundo dados do boletim epidemiológico de arboviroses divulgado, nesta quarta-feira (5), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Os casos prováveis (confirmados + investigação) também continuam em ascensão: aumentaram 45% no mesmo período.
Além do aumento expressivo, o Estado confirmou dois casos graves da doença e investiga três mortes para arboviroses.
Ao todo, em 2025, foram registrados 1.354 casos prováveis de dengue até a quinta semana epidemiológica, que terminou no último sábado (1º/2). Até a quarta semana, o Estado tinha 932 notificações de pessoas que adoeceram com sintomas sugestivos de dengue. Ao comparar as duas semanas, o incremento foi de 45%.
Já em relação aos confirmados, já são 108 pessoas com diagnóstico da doença; na semana anterior, eram 57 (ou seja, aumento de 90%).
De acordo com o balanço da SES-PE, o volume atual de casos prováveis é 166% maior do que o registrado no mesmo período de 2024.
Sorotipo 3 da dengue
A vigilância constante e a adoção de medidas preventivas são essenciais para controlar a disseminação da doença e minimizar os riscos associados aos seus diferentes sorotipos, especialmente o sorotipo 3 da dengue.
Em janeiro, a SES-PE lançou o plano de enfrentamento das arboviroses no Estado para os anos de 2025 e 2026. Segundo as estratégias, em períodos de epidemia, serão ampliados leitos em hospitais para o atendimento de casos graves, com regulação centralizada pela SES-PE.
Ainda de acordo com o plano, em períodos de epidemia, a confirmação da maioria dos casos de dengue e demais arboviroses pode ser feita pelo critério clínico-epidemiológico. A coleta de amostras, no entanto, é prioritária para casos graves, óbitos, gestantes, crianças e idosos, a fim de se fazer confirmação laboratorial.
“O Plano de Enfrentamento às Arboviroses é um documento fundamental para organizar a rede e as equipes para a sazonalidade deste grupo de doenças. Ele traz, além de uma análise crítica do cenário epidemiológico, organização das fases de resposta e as respostas em si por setores”, diz o diretor-geral de Vigilância Ambiental da SES-PE, Eduardo Bezerra.