Aedes aegypti transmite dengue, zika e chikungunya – FREEPIK/BANCO DE IMAGENS
SES-PE confirma primeira morte por dengue em 2025; estado registra 7.696 casos notificados e investiga 11 óbitos suspeitos de arboviroses
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou, por meio do Boletim Epidemiológico de Arboviroses Nº 13, divulgado nesta quarta-feira (2), a primeira morte por dengue em 2025 no Estado.
A vítima foi um homem de 27 anos, residente da região Agreste, que faleceu no dia 9 de fevereiro, durante a semana epidemiológica 7.
De acordo com o boletim, o paciente apresentou sintomas como febre, cefaleia, mialgia, sonolência, dor articular, falta de apetite, astenia e plaquetopenia. O caso foi investigado pela Vigilância Epidemiológica, que confirmou a causa da morte como dengue.
Redução nos casos notificados
Apesar da confirmação do primeiro óbito do ano, o levantamento da SES-PE aponta uma redução de 74,2% nos casos notificados de dengue em comparação ao mesmo período de 2024.
Até o momento, foram registrados 7.696 casos suspeitos da doença no estado, com 1.312 confirmações, incluindo 16 casos graves. Outros 11 óbitos seguem sob investigação para determinar se há relação com arboviroses.
A SES-PE explicou que houve uma atualização na metodologia de análise dos casos, priorizando a notificação em vez da comparação de casos prováveis. Essa mudança visa oferecer um panorama mais preciso da incidência da doença em Pernambuco.
Atualmente, 131 municípios pernambucanos apresentam baixa incidência de dengue, 17 estão em nível médio e sete registram alta incidência da doença. Além da dengue, o boletim epidemiológico também trouxe dados sobre outras arboviroses: 1.239 casos notificados de Chikungunya, com 177 confirmações, e 178 casos suspeitos de Zika, sem confirmações até o momento.
Dos casos confirmados de dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, sete são graves – Foto: Valery Hache/AFP
Por César Gabriel/Folha-PE
Até o momento, foram confirmados 659 casos de dengue em Pernambuco, sendo sete de maior gravidade. Os casos notificados seguem em investigação
Pernambuco divulgou, nesta quarta-feira (12), um levantamento de 4.744 casos notificados de dengue no Boletim Epidemiológico de Arboviroses Nº10.
O documento contabiliza dados referentes às semanas epidemiológicas de 29 de dezembro de 2024 a 8 de março de 2025.
O levantamento revela uma diminuição de 72% de diminuição em comparação ao mesmo período do ano anterior no Estado.
Dos 659 casos confirmados, sete foram considerados graves, e 11 óbitos foram registrados em investigação para arboviroses.
O boletim desta semana mostrou que 127 municípios pernambucanos têm baixa incidência de casos de dengue, 3 localidades apresentam incidência média e cinco apresentam alta incidência.
“A SES-PE reforça que houve uma atualização na metodologia, que substituiu a análise comparativa dos casos prováveis pelas notificações, para evidenciar a diferença entre os anos. O desempenho do número de casos prováveis é influenciado por contextos distintos nas semanas analisadas. Esses casos são compostos pelos confirmados, além dos ainda não investigados, excluindo-se os descartados. Em 2025, o número de casos descartados é ainda muito pequeno, já que o período de investigação é de, no máximo, 90 dias. Em contrapartida, o mesmo período de 2024 teve as investigações concluídas, com um grande volume de casos descartados”, destacou a SES-PE.
Zika e Chikungunya
O Boletim Epidemiológico de Arboviroses também informa que foram notificados 713 casos de Chikungunya, com 95 confirmações. Para o Zika, foram registrados 90 casos notificados, mas nenhuma confirmação.
De janeiro a março deste ano, o Brasil registrou 502.317 casos prováveis de dengue. Durante o período, foram confirmadas 235 mortes pela doença, enquanto 491 óbitos permanecem em investigação. O coeficiente de incidência no país, neste momento, é de 236,3 casos de dengue para cada 100 mil habitantes.
Os dados são do Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde. De acordo com a plataforma, 55% dos casos prováveis de dengue registrados este ano foram entre mulheres e 45%, , entre homens. As faixas etárias que mais concentram casos são de 20 a 29 anos, de 30 a 39 anos e de 40 a 49 anos.
São Paulo lidera o ranking de estados, com 291.423 casos prováveis. Em seguida estão Minas Gerais (57.348), Paraná (31.786) e Goiás (27.081). Em relação ao coeficiente de incidência, o Acre aparece em primeiro lugar, com 760,9 casos para cada 100 mil habitantes, seguido por São Paulo (633,9), Mato Grosso (470,2) e Goiás (368,4).
Análise
Em nota, o Ministério da Saúde informou que, nos dois primeiros meses de 2025, o Brasil registrou uma redução de 69,25% nos casos prováveis de dengue em comparação com o mesmo período de 2024.
O levantamento corresponde às semanas epidemiológicas 1 a 9, compreendendo o intervalo de 29 de dezembro de 2024 a 1º de março de 2025.
“A queda demonstra a efetividade das medidas adotadas pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, e reforça a necessidade de esforços contínuos para manter a tendência de redução”, avaliou a pasta.
Dados do ministério indicam que, nos primeiros meses de 2024, o Brasil havia registrado 1,6 milhão de casos prováveis, 1.356 óbitos e 85 em análise.
Prevenção da dengue inclui eliminação de possíveis focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti – Foto: Rodrigo Nunes/Acervo MS
Por Cinthya Leite/DP
Além do aumento expressivo da dengue, o Estado confirmou dois casos graves da doença e investiga três mortes nas cinco primeiras semanas de 2025
Os casos confirmados de dengue em Pernambuco cresceram 90% em apenas sete dias, segundo dados do boletim epidemiológico de arboviroses divulgado, nesta quarta-feira (5), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). Os casos prováveis (confirmados + investigação) também continuam em ascensão: aumentaram 45% no mesmo período.
Além do aumento expressivo, o Estado confirmou dois casos graves da doença e investiga três mortes para arboviroses.
Ao todo, em 2025, foram registrados 1.354 casos prováveis de dengue até a quinta semana epidemiológica, que terminou no último sábado (1º/2). Até a quarta semana, o Estado tinha 932 notificações de pessoas que adoeceram com sintomas sugestivos de dengue. Ao comparar as duas semanas, o incremento foi de 45%.
Já em relação aos confirmados, já são 108 pessoas com diagnóstico da doença; na semana anterior, eram 57 (ou seja, aumento de 90%).
De acordo com o balanço da SES-PE, o volume atual de casos prováveis é 166% maior do que o registrado no mesmo período de 2024.
Sorotipo 3 da dengue
A vigilância constante e a adoção de medidas preventivas são essenciais para controlar a disseminação da doença e minimizar os riscos associados aos seus diferentes sorotipos, especialmente o sorotipo 3 da dengue.
Em janeiro, a SES-PE lançou o plano de enfrentamento das arboviroses no Estado para os anos de 2025 e 2026. Segundo as estratégias, em períodos de epidemia, serão ampliados leitos em hospitais para o atendimento de casos graves, com regulação centralizada pela SES-PE.
Ainda de acordo com o plano, em períodos de epidemia, a confirmação da maioria dos casos de dengue e demais arboviroses pode ser feita pelo critério clínico-epidemiológico. A coleta de amostras, no entanto, é prioritária para casos graves, óbitos, gestantes, crianças e idosos, a fim de se fazer confirmação laboratorial.
“O Plano de Enfrentamento às Arboviroses é um documento fundamental para organizar a rede e as equipes para a sazonalidade deste grupo de doenças. Ele traz, além de uma análise crítica do cenário epidemiológico, organização das fases de resposta e as respostas em si por setores”, diz o diretor-geral de Vigilância Ambiental da SES-PE, Eduardo Bezerra.
As elevadas temperaturas associadas a um maior volume de água neste período contribuem para acelerar a proliferação do Aedes aegypti
Durante o verão, os casos de dengue aumentam consideravelmente. Isso acontece devido à alta incidência de chuvas em grande parte do país, já que o acúmulo de água faz com que a proliferação do mosquito Aedes Aegypti se intensifique. Somado ao calor intenso, o ambiente fica ainda mais propício para que os ovos colocados pelas fêmeas eclodam e deem origem a milhares de novos mosquitos.
O secretário adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Rivaldo Cunha, explica porque acontece uma escalada de casos neste período.
“Durante o verão, nós temos dois fenômenos que estão diretamente associados com a biologia do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue: as elevadas temperaturas e um maior volume de água. Esses dois fatores, juntos, contribuem para acelerar a proliferação do vetor da dengue, encurtando, inclusive, aquele período entre ovos e mosquito adulto”, observa. “Ao intensificar a atividade biológica do mosquito, nós temos um maior número de pessoas sendo infectadas, porque há um maior número de mosquitos nesse período”, ressalta Rivaldo.
O cuidado por parte dos moradores é a principal medida de prevenção contra o mosquito: limpeza dos quintais para evitar água empoçada, vedação das caixas d’água, limpeza dos vasos de plantas e calhas. Também é essencial receber os agentes de saúde para fazer a vistoria em possíveis focos do Aedes aegypti.
“Recomenda-se, para este período do verão, intensificar os cuidados e dedicar uns 10 minutinhos para cuidar do seu ambiente, do seu domicílio, ver se tem algum objeto que possa acumular água, cuidar dos terrenos baldios, dos quintais, conversar com os seus vizinhos e cobrar que o poder público também faça a sua parte, recolhendo rotineiramente o lixo produzido pelos domicílios”, recomenda o secretário adjunto.
Ciclo de vida do mosquito tem quatro fases
Assim como diversos insetos, o Aedes passa por metamorfose completa durante seu desenvolvimento. Isso significa que as fases jovem e adulta são completamente diferentes e, portanto, ocupam nichos distintos, vivendo em ambientes diferentes e com hábitos particulares em cada etapa do desenvolvimento.
Assim como as borboletas e mariposas, a transição de larva para adulto depende de uma etapa de desconstrução dos tecidos larvares e a reconstrução das estruturas do adulto, fase chamada de pupa. Diferentemente das crisálidas das borboletas, as pupas de Aedes aegypti são capazes de se movimentar.
Porém, as pupas não se alimentam e, por isso, são muito pouco vulneráveis a compostos vindos do meio externo, como é o caso dos inseticidas.
Todo o processo de desenvolvimento, de ovo a adulto, é muito influenciado por condições ambientais. O tempo de duração do desenvolvimento completo, até a fase adulta, e da longevidade da vida do inseto adulto, pode variar muito, dependendo de fatores como umidade, temperatura, disponibilidade de alimento, necessidade de deslocamento, entre outros.
O desenvolvimento de Aedes de ovo, passando por larva e pupa, até a fase de mosquito adulto, geralmente dura de 7 a 10 dias, dependendo das condições ambientais.
Sorotipo 3 não circula predominantemente no Brasil desde 2008. Então, há muitas pessoas suscetíveis, que não entraram em contato com esse sorotipo e podem ter a doença – Foto/Reprodução/Pixabay
O cenário traz inquietações porque o vírus não circula de forma predominante no País desde 2008 e, assim, grande parte da população está suscetível
Por Agência Brasil
O sorotipo 3 da dengue registrou aumento em meio a testes positivos para a doença no Brasil – sobretudo nos Estados de São Paulo, de Minas Gerais, do Amapá e do Paraná. A ampliação foi registrada principalmente nas últimas quatro semanas de dezembro.
O cenário preocupa autoridades sanitárias brasileiras, já que o vírus não circula de forma predominante no País desde 2008 e, consequentemente, grande parte da população está suscetível.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, ao longo de todo o ano de 2024, o sorotipo da dengue que circulou de forma predominante no Brasil foi o 1, identificado em 73,4% das amostras que testaram positivo para a doença.
“Estamos vendo uma mudança significativa para o sorotipo 3”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (9).
“Quero chamar a atenção porque o sorotipo 3 não circula (predominantemente) no Brasil desde 2008. Temos 17 anos sem esse sorotipo circulando em maior quantidade. Então, temos muitas pessoas suscetíveis, que não entraram em contato com esse sorotipo e podem ter a doença.”
Alta incidência
Uma projeção feita com base nos padrões registrados em 2023 e 2024 no Brasil e apresentada pela pasta revela que a maior parte dos casos de dengue esperados para 2025 devem ser contabilizados nos seguintes Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Paraná. Nessas localidades, é esperada uma incidência acima do que foi registrado ao longo do ano passado.
“O que a gente pode esperar para 2025? A gente continua com o efeito do El Niño e, portanto, com altas temperaturas e com esses extremos de temperatura. Também temos o problema da seca, que faz com que as pessoas armazenem água, muitas vezes, em locais inadequados. E isso também faz com que a proliferação de mosquitos possa acontecer”, explicou a secretária de Vigilância em Saúde.
“O aumento da circulação do sorotipo 3 não entrou nessa modelagem. Não sabemos como ele vai se espalhar. Estamos fazendo esse monitoramento”, completou Ethel.
Segundo ela, nas últimas quatro semanas de 2024, 84% dos casos de dengue se concentraram nos estados de São Paulo, do Espírito Santo, de Minas Gerais, do Paraná, de Goiás e de Santa Catarina.
Zika
Dados da pasta mostram ainda que, nas últimas quatro semanas de 2024, 82% do total de casos prováveis de Zika identificados no países se concentraram no Espírito Santo, no Tocantins e no Acre.
Chikungunya
Nas últimas quatro semanas de dezembro, 3.563 casos prováveis de Chikungunya foram identificados, sendo 76,3% deles em São Paulo, em Minas Gerais, no Mato Grosso, no Espírito Santo e no Mato Grosso do Sul. “Os Estados se repetem, alguns deles, para dengue, zika e chikungunya”, destacou a secretária.
Oropouche
“Estamos com uma concentração grande de casos no Espírito Santo, com casos importados no Rio Grande do Norte, em Goiás, no Distrito Federal, Paraná e Rio Grande do Sul, mas 90% dos casos estão concentrados no Espírito Santo, com aumento significativo das notificações. Estamos, neste momento, com uma equipe lá”, disse Ethel.
De acordo com a pasta, na primeira semana de 2024, 471 casos de febre do oropouche foram identificados no País. Já na primeira semana de 2025, 98 casos da doença foram contabilizados no Brasil.
Arte / Metrópoles – Ilustração em que um mosquito da dengue aparece sobre o mapa do Brasil
Só em 2024, o Brasil registrou mais de 6,5 milhões de casos de dengue, sendo considerado o maior número da série histórica
Por Giovanna Estrela/Portal Metrópoles
Em 2024, a dengue bateu todos os recordes possíveis. Ao longo do ano, segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 6,5 milhões de casos prováveis da doença. É o maior número da série histórica.
Se comparado a 2023, o aumento de casos de dengue foi 300% maior. Ainda na mesma comparação, em se tratando de mortes, o país chegou a 5.893, 400% mais elevado que no ano anterior. As informações constam no Painel de Monitoramento das Arboviroses.
A incidência da doença no Brasil em 2024 também registrou um aumento expressivo em relação ao ano anterior. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país contabilizou 3.246 casos para cada 100 mil habitantes, número quatro vezes superior ao registrado em 2023.
Estados mais críticos
O Distrito Federal apresentou a maior taxa de incidência, com 9.884 casos por 100 mil habitantes. Na sequência, aparecem os estados de Minas Gerais (8.231), Paraná (5.710) e São Paulo (4.846).
Apesar de São Paulo não liderar no índice proporcional, o estado se destaca no número absoluto de casos prováveis. Até o momento, já foram contabilizados 2,1 milhões de ocorrências. Minas Gerais (1,6 milhão), Paraná (653 mil) e Santa Catarina (348 mil) vêm logo atrás no total de registros.
Fatores climáticos
O El Niño, ativo desde o final de 2023, provocou aumento das temperaturas e antecipação das chuvas em várias regiões do país. A combinação de calor e umidade favorece a reprodução acelerada do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
Fatores estruturais
Nos últimos anos, houve uma desmobilização das políticas de controle do mosquito, em parte pela priorização do combate à Covid-19. Isso incluiu a redução do número de agentes de endemias e a falta de renovação e treinamento de novos profissionais.
Além disso, o pacto que previa mobilização comunitária foi descontinuado, o que enfraqueceu as ações preventivas nas residências.
Fatores biológicos
A circulação de diferentes sorotipos do vírus da dengue também foi determinante. De acordo com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, locais onde o sorotipo 1 era predominante passaram a registrar a presença do sorotipo 2, como no Distrito Federal.
Essa mudança aumenta o risco de reinfecção e de casos de dengue hemorrágica. No Rio de Janeiro, foram registrados casos de sorotipo 3.
Impacto nas políticas públicas
Especialistas criticam a contratação de agentes de forma temporária e em número insuficiente. Para conter a epidemia, seria necessário intensificar a vigilância e as visitas domiciliares antes do período de chuvas, mas as ações geralmente ocorrem fora de época, reduzindo sua eficácia.
Estado confirma 17 mortes por arboviroses; 61 municípios têm alta incidência de dengue
Por Mareu Araújo/DP
Nesta quarta-feira (13), a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) divulgou o Boletim Epidemiológico das Arboviroses Nº 45, que revela um aumento alarmante de 318,8% nos casos prováveis de dengue em comparação com o ano anterior. O boletim, que considera os dados entre 31 de dezembro de 2023 e 9 de novembro de 2024, aponta para 29.821 casos prováveis da doença em todo o estado, dos quais 11.626 já foram confirmados. Desse total, há 198 casos considerados graves e 17 óbitos confirmados: 12 devido à dengue e 5 relacionados à chikungunya.
O monitoramento epidemiológico também confirma que outros 50 óbitos foram descartados como associados a arboviroses, enquanto 28 mortes seguem em investigação. A análise desses casos é feita inicialmente pela Vigilância Epidemiológica municipal e, em seguida, passa por um comitê técnico que avalia as causas das mortes.
Dos municípios pernambucanos, 55 apresentam baixa incidência de casos de dengue, enquanto 69 estão em uma faixa de incidência média e outros 61 encontram-se em estado crítico, com alta incidência de casos.
O boletim também registra 4.763 casos prováveis de chikungunya, com 1.531 confirmações, e 240 casos prováveis de Zika, sem confirmações até o momento. Em relação à febre de Oropouche, uma arbovirose que também tem gerado preocupação no estado, Pernambuco registra 169 casos confirmados. Os casos de Oropouche foram identificados em cidades como Cabo de Santo Agostinho, Camaragibe, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, entre outras.
Perfil dos óbitos registrados
Entre os casos confirmados de óbito, chama atenção o caso de uma criança de quatro anos, moradora de Nazaré da Mata, que faleceu em Recife devido à chikungunya em abril deste ano. A criança apresentou sintomas graves como vômitos, sonolência e insuficiência hepática e renal, evoluindo para insuficiência respiratória. Já em agosto, um homem de 40 anos, residente de Moreno, também veio a óbito no Recife após complicações relacionadas à dengue, com sintomas como febre alta, dor articular e escarro com sangue.
Com o aumento expressivo das arboviroses, as autoridades de saúde de Pernambuco reforçam a necessidade de medidas preventivas, como eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, e de atenção especial aos sintomas, especialmente em municípios com alta incidência da doença.
Febre Oropouche é causada pelo mosquito maruim (mosquito-pólvora ou borrachudo) — Foto: Reprodução/TV Globo
Casos foram registrados no Recife, em Bom Jardim e Gravatá, no Agreste.
A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou três novas mortes de fetos infectados com o vírus da Febre do Oropouche. Os registros aconteceram em julho deste ano, em três cidades: na capital, Recife; e em Bom Jardim e Gravatá, no Agreste do estado. Assim, subiu para seis o número de mortes em que o vírus do Oropuche foi encontrado.
O boletim da Secretaria de Saúde, divulgado nesta quarta-feira (9), mostra que o estado contabiliza, até o momento, 156 casos da Febre do Oropouche. Segundo a nota, Bom Jardim e Gravatá não entram na lista de localidades em que o vírus foi identificado, exigindo um complemento das investigações.
Os pacientes com o vírus foram identificados em 28 municípios:
Grande Recife:
Cabo de Santo Agostinho
Camaragibe
Catende
Ipojuca
Itamaracá
Jaboatão dos Guararapes
Moreno
Recife
Timbaúba
Zona da Mata Sul:
Água Preta
Gameleira
Jaqueira
Machados
Maraial
Rio Formoso
São Benedito do Sul
Sirinhaém
Zona da Mata Norte:
Aliança
Itaquitinga
Macaparana
Agreste:
Barra de Guabiraba
Bonito
Garanhuns
Lagoa dos Gatos
Limoeiro
Pombos
Santa Cruz do Capibaribe
São Vicente Ferrer
O que é Febre Oropouche e quais são os sintomas?
A Febre Oropouche é uma virose transmitida principalmente por mosquitos que, depois de picarem uma pessoa ou animal infectado, mantêm o vírus em seu sangue por alguns dias e, posteriormente, podem passar o vírus ao picarem outra pessoa saudável.
A virose apresenta sintomas parecidos com os provocados pela dengue e pela chikungunya, incluindo dor de cabeça, muscular, nas articulações, além de náusea e diarreia. Os sintomas semelhantes podem complicar a identificação da doença.
Como a virose é transmitida?
Segundo o Ministério da Saúde, a doença tem dois ciclos de transmissão:
Ciclo silvestre: no qual os animais, como bichos-preguiça e macacos, são os vetores do vírus. O principal vetor é o inseto Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora.
Ciclo urbano: neste cenário, os humanos são os principais portadores do vírus. Além do mosquito comum, como o maruim, a muriçoca ou pernilongo (Culex quinquefasciatus) também pode transmitir o vírus.
Dengue
A Secretaria de Saúde apontou 29.694 casos prováveis de dengue (somados os casos em investigação e confirmados) em Pernambuco, que já está na terceira semana seguida em que os casos descartados superam as novas notificações.
Atualmente, o número de casos prováveis de dengue representa um aumento de 352,9% em relação ao mesmo período de 2023. Até o momento, 11.149 casos de dengue foram confirmados no estado, sendo 182 casos graves prováveis e 15 óbitos confirmados (11 óbitos por dengue e 4 por chikungunya).
No boletim desta semana, os dados apontam 53 municípios pernambucanos com baixa incidência para casos de dengue, 68 localidades apresentam incidência média e 64 municípios aparecem com alta incidência de casos. Por g1 PE.
Até o dia 28 de setembro, 10.985 casos de dengue foram confirmados em Pernambuco. Desse total, 181 são considerados graves
A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) divulgou, nesta quarta-feira (02), o Boletim Epidemiológico das Arboviroses n.º 39, que traz os dados das semanas epidemiológicas de 31 de dezembro de 2023 a 28 de setembro deste ano.
Segundo a pasta, o número de casos prováveis de dengue, atualmente, representa um aumento de 360,1% em relação ao mesmo período de 2023.
Até o dia 28 de setembro, 10.985 casos de dengue foram confirmados em Pernambuco. Desse total, 181 são considerados graves.
Ainda conforme o monitoramento epidemiológico, 46 óbitos foram descartados para arboviroses e outros 29 seguem em investigação.
A investigação é realizada, inicialmente, pela equipe de Vigilância Epidemiológica do município de residência do óbito.
Após isso, o caso vai para um comitê técnico de discussão de óbito, em que diversos profissionais avaliam a causa da morte.
Incidência
No boletim desta semana, os dados apontam 55 municípios pernambucanos com baixa incidência para casos de dengue, 66 localidades apresentam incidência média e 64 municípios aparecem com alta incidência de casos.
Outras arboviroses
No Boletim 39 foram notificados 4.695 casos prováveis de Chikungunya, com 1.413 casos confirmados.
Já para Zika foram notificados 271 casos prováveis, mas sem confirmação até o momento.
O estado já registrou 12 mortes entre 31 de dezembro de 2023 e 07 de setembro de 2024
Pernambuco já registrou, entre os dias 31 de dezembro de 2023 e 07 de setembro de 2024, 10.269 casos de dengue, sendo 174 casos graves prováveis e 12 óbitos confirmados.
Os números foram divulgados nesta quarta-feira (11) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).
O Boletim Epidemiológico das Arboviroses Nº 36 mostra que Pernambuco já soma, até o dia 07 de setembro, 29.818 casos suspeitos, o número de 389,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O relatório da SES aponta que 63 municípios pernambucanos estão com alta incidência de casos de dengue, 69 apresentam uma incidência considerada média e 53 localidades aparecem com baixa incidência da doença.
Além disso, o monitoramento destaca que 45 mortes por arboviroses foram descartadas e 29 seguem sendo investigadas pela equipe de Vigilância Epidemiológica do município de residência do óbito.
Posteriormente, o caso é levado para um comitê técnico de discussão de óbito, em que diversos profissionais avaliam a causa da morte.
Chikungunya e Zika
O boletim ainda informa que, em Pernambuco, já foram notificados 4.655 casos prováveis de Chikungunya e 1.367 confirmações.
Para o vírus Zika, foram registrados 255 casos suspeitos, embora nenhum tenha sido confirmado até o momento.
A melhor maneira de evitar a contaminação por estas doenças é através do combate ao transmissor delas, o mosquito aedes aegypti. Entre as orientações estão:
Evitar água parada em pneus, latas, garrafas vazias e outros recipientes;
Manter caixas d’água, tonéis e barris de água bem tampados;
Limpar regularmente a caixa d’água e mantê-la fechada;
Colocar areia nos vasos de plantas e nos cacos de vidro de muros;
Colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira bem fechada;
Não jogar lixo em terrenos baldios;
Limpar ralos e canaletas externas;
Usar mosquiteiros e telas nas janelas dos quartos.
Segundo a SES, já foram contabilizados 27.655 casos prováveis da doença, o que equivale a um aumento de 427,8% se comparado com o mesmo período de 2023
Pernambuco atingiu a marca de mais de 27 mil casos prováveis de dengue e chegou a mais de 7 mil casos confirmados do vírus. Além disso, o Estado já notificou dez óbitos confirmados em decorrência da doença.
As informações são reveladas pelo boletim epidemiológico atualizado da Secretaria Estadual de Saúde (SES), divulgado nesta quarta-feira (24), que equivale a semana epidemiológica 29, em que são contabilizados dados no período de 31 de dezembro de 2023 a 20 deste mês.
Segundo a SES, já foram contabilizados 27.655 casos prováveis da doença, o que equivale a um aumento de 427,8% se comparado com o mesmo período de 2023. Neste indicador, a pasta contabiliza casos em investigação mais casos confirmados.
“Até o momento, 7.176 casos de dengue foram confirmados em Pernambuco, sendo 132 casos graves prováveis e 10 óbitos confirmados”, disse a pasta, por meio de nota.
Ainda segundo a pasta, de acordo com o monitoramento epidemiológico, 29 óbitos já foram descartados para arboviroses e outros 33 seguem em investigação.
“A investigação é realizada, inicialmente, pela equipe de Vigilância Epidemiológica do município de residência do óbito. Após isso, o caso vai para um comitê técnico de discussão de óbito, em que diversos profissionais avaliam a causa da morte”, explicou a SES, em nota.
Dengue em Pernambuco
Segundo a SES, no boletim desta semana, os dados apontam a permanência de 55 municípios pernambucanos configurando baixa incidência para casos de dengue, 70 localidades apresentam incidência média e 60 municípios aparecem com alta incidência de casos.
Outras arboviroses
De acordo com a SES, no boletim 29 foram notificados 4.403 casos prováveis de Chikungunya, com 1.065 casos confirmados. Já para Zika foram notificados 254 casos prováveis, mas sem confirmação até o momento. Por Diario de Pernambuco.
Febre do Oropouche é disseminada pelo mosquito conhecido como maruim – Foto: Flávio Carvalho/WMP/Fiocruz
Transmitida pelo mosquito maruim e pela muriçoca, a Febre do Oropouche infectou mais quatro moradores de municípios pernambucanos.
De acordo com o novo balanço divulgado pelo Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE) nesta quarta-feira (24), o Estado já confirmou 86 casos de infecção pelo vírus, que causa sintomas parecidos com os da dengue e chikungunya.
Segundo o laboratório, os novos casos foram detectados nos municípios de Jaqueira, na Zona da Mata Sul; Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife; e Aliança, na Zona da Mata Norte. Além desses, o vírus também foi identificado em pacientes das seguintes cidades:
Pombos;
Água Preta;
Moreno;
Maraial;
Cabo de Santo Agostinho;
Rio Formoso;
Timbaúba;
Itamaracá;
Jaboatão dos Guararapes;
Catende;
No Brasil, mais de 7 mil casos foram confirmados em 16 estados. São eles: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.
Ceará, Pará e Mato Grosso do Sul ainda têm investigações.
Os principais sintomas da Febre do Oropouche são:
Febre alta;
Dor de cabeça;
Dores musculares e articulares;
Naúsea;
Diarreia.
Atualmente, o Ministério da Saúde investiga três mortes suspeitas de Febre do Oropouche no país, sendo uma em Santa Catarina e duas na Bahia.
De acordo com a pasta, a análise deverá passar por uma avaliação criteriosa dos aspectos clínicos epidemiológicos, considerando o histórico do paciente e a realização de exames laboratoriais.
Caso confirmadas, essas serão as primeiras mortes pelo vírus documentadas no mundo.
Relação da doença com a morte de fetos
Em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) investiga a possível relação entre a febre e a morte de dois fetos durante a 30ª semana de gravidez.
Como a relação entre a arbovirose e a morte fetal é inédita na literatura científica, os casos, registrados nos municípios de Rio Formoso, na Mata Sul, e de Ipojuca, ainda estão sendo debatidos com especialistas.
De acordo com o diretor-geral de Vigilância Ambiental da SES-PE, Eduardo Bezerra, a predominância de casos na Zona da Mata se dá porque o vírus tem maior ocorrência em regiões mais úmidas.
“O crescimento dos casos pode estar relacionado ao comportamento que as arboviroses já apresentam em sua sazonalidade, além de uma sensibilidade maior dos municípios no registro de pessoas sintomáticas”, alertou. *Por folha de Pernambuco
Muriçoca pode atuar como vetor da febre do Oropouche – Foto: Freepik
Vírus Oropouche foi isolado e identificado em pacientes de 13 municípios pernambucanos
Pernambuco confirmou mais 10 casos de febre do Oropouche, nessa segunda-feira (22). Com a nova rodada de notificações, feita pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), o Estado agora totaliza 82 registros da doença.
O vírus Oropouche foi isolado e identificado em pacientes de 13 municípios pernambucanos: Jaqueira, Pombos, Palmares, Água Preta, Moreno, Xexéu, Maraial, Cabo de Santo Agostinho, Rio Formoso, Timbaúba, Itamaracá, Jaboatão dos Guararapes, Catende e Camaragibe.
Os últimos 10 casos são de Jaqueira e Camaragibe, segundo a SES-PE. Na semana passada, a pasta havia confirmado mais de 59 casos, elevando o total, naquela ocasião, a 72.
A SES-PE ainda investiga a possível relação entre a febre e a morte de um feto com 30 semanas de gestação. Caso, que aconteceu em Rio Formoso, na Mata Sul de Pernambuco, é inédito na literatura científica e está sendo debatido com especialistas.
As notificações são confirmadas após exames feitos pelo Laboratório Central de Pernambuco (Lacen/PE).
A febre é transmitida principalmente pelo mosquito maruim e pela muriçoca, e que tem sintomas parecidos aos da dengue e chikungunya.
Possíveis mortes no Brasil
O Ministério da Saúde investiga três mortes suspeitas de febre do Oropouche no Brasil, sendo uma em Santa Catarina e duas na Bahia.
Caso confirmadas, essas serão as primeiras mortes pela doença documentadas no mundo. No Maranhão, um caso também estava sendo investigado, mas foi descartado.
O País já registrou neste ano mais de 7 mil casos da doença.
Mais casos em regiões mais úmidas
O diretor-geral de Vigilância Ambiental da SES-PE, Eduardo Bezerra, explica que a predominância de casos na Zona da Mata se dá porque o vírus tem maior ocorrência em regiões mais úmidas.
“O crescimento dos casos pode estar relacionado ao comportamento que as arboviroses já apresentam em sua sazonalidade, além de uma sensibilidade maior dos municípios no registro de pessoas sintomáticas”, alertou.
Febre do Oropouche
Causada por um arbovírus, diferente da dengue, zika e chikungunya, o vetor da febre do Oropouche não é o Aedes aegypti e sim o maruim (culicoide) e a muriçoca (culicídeo).
Em termos de enfrentamento vetorial, esse fato apresenta uma dificuldade maior para a saúde pública. Mais afeitos à água com muito material orgânico, tanto o maruim quanto a muriçoca usam de mangues, alagados, várzeas, água acumulada em área com muitas folhas caídas, cultivo de bananeiras, além de área com esgoto a céu aberto, coleta de lixo ineficiente ou terrenos baldios.
Em função disso, é preciso haver um cuidado maior no sentido de evitar a exposição a picadas. O uso de roupas que protejam a pele de exposição, sobretudo nos horários de penumbra (ao amanhecer e ao anoitecer), quando os vetores se mostram mais ativos.
Além disso, o uso de repelentes adequados e o cuidado com o acúmulo de lixo, também ajudam a evitar o contato com os insetos. Não há enfrentamento vetorial químico possível, uma vez que fumacê e aplicação local de larvicidas e adulticidas não são efetivos.
Segundo o Ministério da Saúde, a febre pode causar surtos significativos, especialmente em áreas tropicais e subtropicais.
Sintomas comuns incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares e articulares, e em alguns casos, pode levar a complicações mais graves.
“A disseminação de conhecimento sobre a doença é crucial para a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado, contribuindo para a redução de sua morbidade e mortalidade”, garante o ministério. *Por Folha de Pernambuco.
Febre Oropouche é causada pelo mosquito maruim (mosquito-pólvora ou borrachudo) — Foto: Reprodução/SES
Estado registrou apenas dois casos em maio e confirmou mais 59 casos no mês de julho. Número de exames foram ampliados para quem testou negativo para dengue, zika e chikungunya.
A secretaria de Saúde de Pernambuco confirmou 59 novos casos de Febre do Oropouche no estado, concentrados em especial no Grande Recife e na Zona da Mata. Os registros saltaram de dois casos no mês de maio, para 13 ocorrências no início de julho, e agora para 72. O governo ampliou o número de exames realizados em pessoas com sintomas e que tiveram resultado negativo para as outras arboviroses: dengue, zika e Chikungunya.
O maior número de registros fez acender o sinal sobre a necessidade de orientar a população sobre como se prevenir da doença, em especial as mulheres grávidas, crianças e pessoas idosas (veja mais abaixo). A maior concentração de casos foi em cidades da Zona da Mata e do Grande Recife.
As cidades com em que foram registrados os casos foram:
Água Preta
Cabo de Santo Agostinho
Camaragibe
Catende
Ilha de Itamaracá
Jaboatão dos Guararapes
Jaqueira
Maraial
Moreno
Palmares
Pombos
Rio Formoso
Timbaúba
Xexéu
“A Oropouche é uma arbovirose, o que significa que é transmitida por insetos. Mas, nesse caso, é o maruim – como primeiro transmissor, e a muriçoca como transmissor secundário. A questão é que o maruim vive em água limpa, no mangue, nas plantas, em lugares úmidos, em restos de materiais orgânicos. Então não é possível usar inseticida contra ele porque afetaria outras espécies e poluiria o meio ambiente”, explicou Eduardo Bezerra, diretor-geral da Vigilância Ambiental.
Bezerra lembrou que, enquanto o mosquito Aedes aegypti tem entre 6 e 7 milímetros, o maruim tem apenas 1 milímetro e é quase imperceptível visualmente para os seres humanos.
“É comum que esses insetos estejam em materiais orgânicos, no mangue, locais úmidos, alagados. Não temos produtos efetivos para combater esse mosquito. Podemos trabalhar com o comportamento da população. Informar a importância de usar repelente, roupas mais longas, não acumular lixo em casa. E para as prefeituras, que intensifiquem o recolhimento do lixo, para que não fique muito tempo ao ar livre”, complementou.
No caso de crianças, idosos e gestantes, o diretor-geral da Vigilância Ambiental chamou atenção para cuidados mais intensivos e lembrou que o tipo de repelente também precisa ser especial, menos tóxico.
Investigação de casos
A identificação da Febre do Oropuche num feto morto em Pernambuco, anunciada no início de julho pela Secretaria Estadual de Saúde, e a nota técnica emitida pelo Ministério da Saúde, na qual relatou a presença do vírus em quatro crianças que nasceram com microcefalia (sem detalhar os locais dessas ocorrências), chamaram ainda mais a atenção das autoridades para a necessidade de ações de prevenção da doença, especialmente nas mulheres grávidas.
De acordo com a diretora do Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE), Keilla Paz, a ocorrência do vírus identificado no feto ainda está passando por mais análises laboratoriais, mas já existem pesquisas que identificaram o Oropouche em tecido da placenta e por isso as gestantes devem ter mais atenção.
“[As gestantes que testaram positivo para a Febre do Oropouche] estão sendo acompanhadas, com os sintomas monitorados, e os casos [registrados] estão em investigação laboratorial. É importante destacar que os sintomas são parecidos com os de outras arboviroses: dor no corpo, febre e outros sintomas associados”, explicou Keilla Paz.
Ao apresentar os sintomas, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde mais próxima para fazer o exame de sangue no tempo certo, de até cinco dias, para identificar qual é o vírus que está provocando a doença.
Eduardo Bezerra, da Vigilância Ambiental, explicou que não é possível associar a Febre do Oropouche a casos de má formação congênita em fetos e crianças.
“Pernambuco foi o epicentro da Síndrome da Zika na época de maior proliferação do vírus e também o pioneiro nas pesquisas sobre o assunto. É bom que a gente deixe delimitado que não é possível afirmar que existe associação entre a microcefalia e a Febre do Oropouche. Mas é preciso reconhecer que existe um indicativo para orientar e desencadear ações de prevenção ao vírus e por isso a gente conta com a colaboração da população”, explicou Eduardo Bezerra. Com informações do g1.
Novo boletim sobre arboviroses foi divulgado, nesta quarta (10), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE)
Mais um boletim epidemiológico sobre as arboviroses foi divulgado pela Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE), nesta quarta-feira (10).
Segundo o comunicado, 6.551 casos de dengue foram confirmados, com 114 casos graves.
Mais uma morte foi contabilizada desde a última atualização dos números. Agora, Pernambuco tem oito mortes confirmadas por meio de exames laboratoriais.
Casos
O número de casos prováveis de dengue (em investigação + confirmados) subiu para 26.841, representando um aumento de 445,3% em relação ao mesmo período de 2023. O monitoramento epidemiológico apontou a investigação de 31 óbitos.
A investigação é realizada, inicialmente, pela equipe de Vigilância Epidemiológica do município de residência do óbito. Depois disso, o caso vai para um comitê técnico de discussão de óbito, em que diversos profissionais avaliam a causa da morte.
Conforme os dados da SES-PE, 55 municípios pernambucanos configuram baixa incidência para casos de dengue, 70 localidades apresentam incidência média e 60 cidades aparecem com alta incidência de casos.
Outras arboviroses
O Boletim registrou 4.293 casos prováveis de Febre Chikungunya, tendo incidência de 47,4 casos por 100 mil habitantes e, até o momento, com 952 casos confirmados.
O Zika vírus, contabiliza, atualmente, 275 casos prováveis, sendo 47 em gestantes e sem nenhuma confirmação. *Fonte: Diario de Pernambuco.
Mosquito da Dengue, Aedes Aegypti, picada, Malária. Foto: shammiknr/Pixabay
Números são divulgados pelo Ministério da Saúde
O painel de monitoramento de arboviroses do Ministério da Saúde contabiliza 5.968.224 casos prováveis de dengue e 3.910 mortes confirmadas pela doença ao longo de 2024. Há, ainda, 2.970 óbitos em investigação. O coeficiente de incidência da dengue no Brasil, neste momento, é de 2.939 casos para cada 100 mil habitantes.
Jovens com idade entre 20 e 29 anos seguem respondendo pela maior parte dos casos de dengue. Em seguida estão as faixas etárias de 30 a 39 anos; de 40 a 49 anos; e de 50 a 59 anos. Já as faixas etárias que respondem pelos menores percentuais de casos da doença são menores de um ano; 80 anos ou mais; e de um a quatro anos.
Em números absolutos, o estado de São Paulo lidera o ranking – 1.813.282 casos – seguido por Minas Gerais – 1.607.043 vítimas e pelo Paraná, com 614.713 casos. Quando se leva em consideração o coeficiente de incidência, o Distrito Federal responde pelo maior índice, 9.547 casos para cada 100 mil habitantes. Em seguida estão Minas Gerais (7.824) e Paraná (5.371).
Chikungunya
O painel contabiliza, ainda, 220.828 casos prováveis de chikungunya, arbovirose também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Em 2024, a doença responde por 121 mortes confirmadas. Há, ainda, 139 óbitos em investigação. O coeficiente de incidência de chikungunya no Brasil, neste momento, é de 108,8 casos para cada 100 mil habitantes.
Zika
Em relação à zika, os dados do painel contabilizam 8.466 casos prováveis em 2024, sem mortes confirmadas ou em investigação pela doença. O coeficiente de incidência no Brasil, neste momento, é de 4,2 casos para cada 100 mil habitantes. Fonte: Agência Brasil.
Mas a população deve seguir com os cuidados com os focos do Aedes Aegypti, que transmitem a Dengue, Zica e Chikungunya
O período sazonal de Arboviroses acontece, normalmente, entre março e julho, mas os especialistas já vislumbram a sustentabilidade da queda da Dengue em Pernambuco neste mês de maio. Nesta quarta-feira (15/05) foi possível identificar uma redução de 89,9% na entrada de novos casos de dengue nas últimas cinco semanas.
A última semana epidemiológica Nº 19, entre 31/12/23 e 11/05/2024, já se identificou sustentabilidade da queda dos números de dengue sem atingir uma condição de alta incidência, que é quando a taxa supera 300 casos prováveis a cada 100 mil habitantes. No último boletim epidemiológico, o indicador apontava 278,7 casos prováveis a cada 100 mil habitantes.
As arboviroses que circulam em Pernambuco pertencem a um grupo de doenças que são transmitidas pelo Aedes aegypti. Os sintomas podem variar entre febre, dores de cabeça, náusea, manchas e dores no corpo. Em situações mais graves, a dor abdominal, seguida de vômitos e sangramentos, alerta para a necessidade de um atendimento médico urgente.
Os dados recentes consolidam a projeção de uma linha sustentável de redução da entrada de novos casos das arboviroses no Estado e apontam para o fim do período de sazonalidade nas próximas semanas.
“Pernambuco já se encontra em tendência de queda em relação aos casos de dengue no Estado. Esse cenário também se deve às medidas prévias que tomamos com o plano de contingência lançado em novembro, formação do manejo clínico para dengue e dia D de arboviroses nas escolas onde foram alcançadas mais de um milhão de pessoas com ações educativas, além das ações de parceria próxima com os municípios no combate ao mosquito e a estruturação capilarizada da vigilância e da assistência à saúde”, explica a secretária de saúde, Zilda Cavalcanti.
A alta dos casos ocorreu na semana epidemiológica 11, quando mais de 3000 casos prováveis, que é a soma de casos confirmados + casos em investigação, foram registrados em relação à semana 10. Nesta semana (SE 19), foram registrados 268 novos casos prováveis se comparado à semana anterior.
“Nos prevenimos anteriormente para preparar a população para um possível surto”, destaca o diretor geral de Vigilância Ambiental, Eduardo Bezerra, com relação ao empenho prévio no combate às arboviroses e no reforço sobre os cuidados com o mosquito. “Preparamos as unidades e os profissionais em todas as macrorregiões, e esperamos um declínio ainda maior nos casos para realmente se constituir o final do período sazonal. Não esquecendo de que para nos manter firmes no combate ao mosquito, a população é crucial nesse enfrentamento”, destaca Eduardo Bezerra.
A queda nos números de casos foi viabilizada por uma série de ações realizadas pelos municípios e pela SES-PE, tanto em nível central quanto nas GERES, visando ao combate no período de elevação das doenças. Iniciando ainda em 2023, o lançamento do Plano de enfrentamento às Arboviroses aconteceu em novembro, promovendo o monitoramento precoce e o acompanhamento de forma efetiva.
Dando seguimento nas ações, em fevereiro de 2024, foi instituído o Comitê de Enfrentamento das Arboviroses, composto por participantes técnicos da SES, além de representantes de entidades médicas e pesquisadores. Além disso, no mesmo mês, foi distribuído o fluxo de manejo clínico para os profissionais da rede estadual de saúde, seguido de atualização deste fluxo, no mês de março, por meio de capacitações em todas as regionais de saúde.
O elevado número de casos se dá devido ao fato de que as arboviroses são doenças de notificação compulsória, ou seja, precisam ser registradas oficialmente. Além disso, sua notificação é feita por suspeita e não por confirmação, como outras doenças. No caso da dengue, chikungunya e zika, a notificação ocorre por meio de critério clínico-epidemiológico, que analisa os sintomas descritos pelos profissionais, e de forma laboratorial, que é realizada pela coleta de sangue para análise.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e gestores municipais das cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR) promoveram ação conjunta, nesta quarta-feira (15/05), voltada para intensificação da vacinação contra a dengue. A iniciativa se apresenta como forma de chamamento da sociedade para proteger da doença crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos.
Desde o início da imunização nos 20 municípios que compõem a RMR, no mês de abril, apenas 11,23% das doses da vacina recebidas pelo Estado foram aplicadas e registradas pelos gestores no sistema de informação oficial. Entre os critérios elencados pelo Ministério da Saúde (MS), foram observados o cenário epidemiológico da dengue em cada território e os municípios com mais de 100 mil habitantes.
Até o momento foram registradas quatro mortes por dengue no estado. A última, foi registrada no boletim Nº 19, de um homem, 79 anos, residente de Moreno. O óbito ocorreu em 05/04 e o paciente tinha outras comorbidades. Fonte: Folha de Pernambuco.
Segundo a pesquisa, feita pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), o impacto financeiro até agora foi de R$ 35,5 milhões
Pesquisa feita pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), apontou que o aumento dos casos de dengue e de outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti neste ano, além de afetar a saúde de milhares de pernambucanos, também tem comprometido a operação das indústrias do Estado.
Segundo o estudo, o impacto financeiro até agora foi de R$ 35,5 milhões. Se os casos continuarem em ascensão, pode haver um choque de R$ 84,5 milhões na produtividade de todos os setores econômicos do Estado – indústria, comércio e serviço -, até o fim do ano.
De acordo com o Ministério da Saúde, Pernambuco está entre os cinco estados com tendência de aumento de casos.
Impacto na indústria
Conforme o levantamento, os empresários foram questionados sobre o principal impacto nas suas indústrias e os resultados foram:
45,56% dos empresários citaram a queda na produção como principal impacto;
34,44% das indústrias precisaram realocar seu pessoal;
15,56% tiveram que pagar hora extra para compensar o afastamento dos colaboradores com as doenças;.
4,44% dos empresários industriais afirmaram que foi necessário realizar novas contratações.
O economista da Fiepe, Cézar Andrade, afirma que a incidência das arboviroses tem sido uma preocupação constante para as indústrias.
“Com os casos, as empresas vêm enfrentando desde o aumento do absenteísmo devido às licenças médicas até a redução da eficiência do trabalho, em razão dos sintomas causados por essas doenças”, analisou.
Sobre os trabalhadores, o estudo revelou que o percentual de absenteísmo foi de 8,34% e que a perda de produção devido ao afastamento por arbovirose por cada trabalhador em Pernambuco chega a ser de R$ 2.012,71, considerando sete (7) dias de afastamento.
Além disso, quase 73% dos empresários entrevistados informaram que tiveram empregados afetados por alguma doença transmitida pelo Aedes aegypti.
Assistência médica
A diretora de saúde e segurança do Serviço Social da Indústria (Sesi-PE), Fernanda Guerra, um alerta sobre a importância do diagnóstico para dengue, chikungunya e zika; para que seja realizado o tratamento adequado para cada doença de imediato, “uma vez que os colaboradores podem achar que é apenas um resfriado ou uma virose e, assim, acabarem camuflando, por exemplo, um possível foco dentro da empresa”, afirma a diretora.
“Com a identificação da doença, o funcionário se trata da forma adequada e volta a trabalhar mais rapidamente, diminuindo o índice de absenteísmo e evitando o comprometimento da produtividade das indústrias”, observa a diretora.
Fernanda explica que o Sesi-PE, que integra o sistema Fiepe, oferece exames – pago – de diagnóstico e também dispõe de um canal de telemedicina, criado pelo Sesi nacional, para atender os trabalhadores da indústria e seus dependentes com suspeita de dengue. Os trabalhadores que apresentarem sintomas da doença podem ter, através do WhatsApp (61) 3317-1414, acesso à assistência e a orientações em saúde especializada.
Os valores dos exames, na Região Metropolitana do Recife (RMR) e Caruaru, variam de acordo com a doença, entre R$ 172 e R$ 332, e podem ser conferidos através do site pe.sesi.org.br/para-voce; onde também são realizadas as marcações.
Para colaboradores da indústria, o desconto é de 25%. Já para as indústrias sindicalizadas é de 35%.
Pesquisa
As informações captadas na pesquisa foram obtidas através de 24,32% são de micro indústrias; 32,43%, pequenas indústrias; 27,03% de médias; e 16,22% de indústrias de grande porte. *Por Portal Folha de Pernambuco.
Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e de outras arboviroses, como zika e chikungunya – Foto/Divulgaçõ
Outros 2.345 óbitos estão sendo investigados
O Brasil passou de 4 milhões de casos de dengue registrados neste ano, conforme atualização do Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde nesta segunda-feira (29). No total, 4.127.571 casos prováveis da doença foram notificados em todo o país nos quatro primeiros meses.
Quanto às mortes por dengue, 1.937 foram confirmadas e 2.345 estão sob investigação. O coeficiente de incidência da doença no país é 2.032,7 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.
A faixa etária mais afetada é de 20 a 29 anos, que concentra a maior parte dos casos. Já a faixa etária menos atingida é a de crianças menores de 1 ano, seguida por pessoas com 80 anos ou mais e por crianças de 1 a 4 anos.
As unidades da Federação com maior incidência da doença são Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo, Goiás e Santa Catarina.
Projeções divulgadas no início do ano apontam que os casos de dengue no país podem chegar a 4.225.885.
Combate à dengue
O Ministério da Saúde e o governo de Minas Gerais inauguraram nesta segunda-feira (29), em Belo Horizonte, a Biofábrica Wolbachia. A unidade, administrada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vai permitir ao Brasil ampliar sua capacidade de produção de uma das principais tecnologias no combate à dengue e outras arboviroses.
A Wolbachia é uma bactéria presente em cerca de 60% dos insetos na natureza, mas ausente naturalmente no Aedes aegypti. O chamado método Wolbachia consiste em inserir a bactéria em ovos do mosquito em laboratório e criar Aedes aegypti que portam o microrganismo. Infectados pela Wolbachia, eles não são capazes de carregar os vírus que causam dengue, zika, chikungunya ou febre amarela. *Fonte: Ministério da Saúde.