Em dia de incêndio no Recife, números de telefone dos bombeiros e da polícia ficam fora do ar

PERNAMBUCO

Fumaça se espalhou durante incêndio no Mercado da Encruzilhada, na Zona do Norte do Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp
Fumaça se espalhou durante incêndio no Mercado da Encruzilhada, na Zona do Norte do Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Na manhã deste domingo (3), fogo atingiu o Mercado da Encruzilhada, na Zona Norte. Várias pessoas afirmaram que tentaram ligar para Corpo de Bombeiros, mas chamadas não estavam completando.

No dia em que o Mercado da Encruzilhada foi atingido por um incêndio, vários moradores do entorno afirmaram que tentaram ligar para o Corpo de Bombeiros, mas o telefone 193 estava fora do ar quando o fogo começou, na manhã deste domingo (03). Dez boxes do mercado foram atingidos pelas chamas e parte da estrutura do prédio desmoronou. Não houve feridos.

A reportagem do g1 tentou também ligar, tanto para os bombeiros, pelo número 193, como para a Polícia Militar, pelo 190, mas, até as 11h30, ambas as chamadas não estavam completando.

O fogo teve início pouco antes das 9h. O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado por volta das 9h30 e enviou dez viaturas ao local. Segundo a corporação, a primeira equipe chegou sete minutos após o acionamento, mais de meia hora depois do início do incêndio.

O representante comercial André Pereira, que mora em frente ao Mercado da Encruzilhada, disse que viu as chamas começarem e que ligou 15 vezes para os bombeiros.

“Primeiro, as viaturas da Polícia Militar chegaram ao local. Ligamos desde o início do incêndio e foi quase uma hora para a chegada da corporação. Vale salientar que a base do Corpo de Bombeiros fica na Avenida João de Barros e é muito perto do Mercado da Encruzilhada, coisa de cinco minutos. Liguei até para o Samu para pedir ajuda na ocorrência”, contou.

Marido de uma funcionária de um dos boxes que estavam abertos no momento do incêndio, o pedreiro Charlone da Silva Romão disse que, como ninguém conseguiu acionar os bombeiros por telefone, foi de moto até a sede da corporação, na Avenida João de Barros, a menos de 1,5 quilômetro do local.

“Como minha esposa trabalha num box, fiquei com medo de que [o incêndio] pegasse, falei: ‘Vou lá’. Peguei minha moto e fui lá no Corpo de Bombeiros”, contou Charlone.

O pedreiro disse ainda que, quando chegou à sede da corporação, os bombeiros não sabiam do incêndio.

“Quando cheguei lá, ninguém sabia. Estava caindo direto a ligação. Estava horrível. Mas, graças a Deus, eles chegaram. Não chegaram a tempo, mas chegaram antes de acontecer mais alguma tragédia. […] Parei a moto na frente, dei duas buzinadas, botaram a cabeça assim [para fora]. Disse que estava pegando fogo no mercado e eles disseram: ‘Espera aí, que a gente está indo'”, falou.

A advogada Izabella Alencar, que mora num prédio a um quarteirão do mercado, disse que também tentou ligar três vezes para os bombeiros às 9h, mas não conseguiu completar as ligações.

“A gente começou a sentir o cheiro de fumaça e saiu procurando no prédio. Quando viu a fumaça do lado de fora, a gente percebeu que o incêndio era na localização do mercado. Foi quando a gente começou a tentar ligar daqui de casa, só que não completava”, disse a advogada.

A bióloga Susanne Galeno, que mora nas proximidades, também tentou chamar os bombeiros, sem sucesso. Fonte G1.

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