PERNAMBUCO

Equipamentos, digitais e com Inteligência Artificial, serão instalados em toda a RMR e em alguns municípios do interior
Por Diario de Pernambuco
O governo do Estado anunciou que vai instalar cerca de duas mil câmeras de videomonitoramento em todos os municípios da Região Metropolitana do Recife e em alguns localizados no interior, como Caruaru, no Agreste, e Petrolina, no Sertão. Os equipamentos são digitais e com Inteligência Artificial (IA), deixando para trás o modelo antigo dos equipamentos analógicos. O investimento será de R$ 122,9 milhões.
“A aquisição dessas câmeras, mais modernas e, portanto, mais eficientes, se soma a uma série de ações que estão sendo implantadas em todo o Estado, através do Juntos pela Segurança, para garantir mais tranquilidade à população. Essas ações já resultaram na redução do número de homicídios, em novembro, pelo 7º mês consecutivo, Seguiremos avançando no nosso compromisso de buscar, todos os dias, a paz social para os pernambucanos”, afirmou a governadora Raquel Lyra.
O secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, destacou que, neste período, as câmeras estão desativadas e que as forças policiais seguiram garantindo a segurança da população, contando com apoio da tecnologia, como o uso de drones, por exemplo. “As novas câmeras são mais um compromisso da governadora Raquel Lyra sendo cumprido e que fortalecerá ainda mais a atuação do nosso efetivo no combate à criminalidade”, declarou.
A empresa vencedora da licitação das câmeras de videomonitoramento é a Teltex Tecnologia. A homologação aconteceu na tarde da sexta-feira (20). A empresa será responsável pela cobertura do sistema de segurança, em um contrato de cinco anos.
A secretária de Administração, Ana Maraíza, disse que a licitação exigiu muitas etapas até que a empresa fosse declarada vitoriosa. “Com o fim do processo e a homologação da vencedora, os pernambucanos contarão com equipamentos modernos que ajudarão no combate à criminalidade”, pontuou.
As câmeras foram instaladas no ano de 2012, posicionadas em lugares baseados em estatísticas daquele ano. Na avaliação do governo, esse posicionamento se tornou obsoleto e antieconômicos. Outro argumento da atual gestão do governo estadual é que as câmeras ofereciam baixa qualidade de resolução de imagem, os equipamentos impossibilitavam, na maioria dos casos, a identificação da fisionomia e de placas de veículos, por exemplo, envolvidos em ocorrências.
A partir da identificação e da decisão para realização de uma nova licitação, uma Força-Tarefa envolvendo a SDS, a Secretaria de Administração (SAD), a Agência de Tecnologia e Informação (ATI) e a Procuradoria Geral do Estado (PGE) foi designada para seguir adiante com o processo até sua total conclusão.