IPCA
Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, seis registraram variação positiva; o grupo de transportes teve o maior impacto. Por outro lado, alimentação registrou deflação pelo quarto mês consecutivo

A inflação do mês de setembro foi de 0,26%, ficando 0,03 ponto percentual acima do registrado em agosto. Segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado nesta quarta-feira (11/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado foi impulsionado pela alta de 2,80% da gasolina, subitem com a maior contribuição individual. Com isso, a inflação acumulada foi de 5,19% na janela de 12 meses e de 3,5%, no acumulado do ano.
Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, seis registraram variação positiva. O grupo de transportes teve o maior impacto positivo, com destaque para o subitem passagens aéreas, segunda maior variação mensal (13,47%) e segundo maior impacto no total do IPCA.
- Prévia da inflação sobe 0,35% em setembro, influenciada pela gasolina
- Inflação tem se mostrado mais resiliente que o esperado, diz Galípolo
- Dia das Crianças: Inflação cede e brinquedos sobem menos em 2023
O item combustíveis, onde o subitem gasolina está inserido, teve alta de 2,70%, com aumento nos preços do óleo diesel (10,11%) e do gás veicular (0,66%) e queda no etanol (-0,62%).
Outro impacto importante entre as altas foi do grupo de habitação, com crescimento de 0,47% nos preços de setembro em relação a agosto. A maior contribuição do grupo foi da energia elétrica residencial, que teve alta de 0,99%.
Alimentação
Pelo lado das quedas, o índice de setembro sofreu influência do grupo de alimentação e bebidas, que registrou deflação de 0,71%. “É o grupo de maior peso no IPCA e teve deflação pelo quarto mês consecutivo, mantendo trajetória de queda no preço dos alimentos, principalmente para consumo no domicílio”, destacou André Almeida, gerente da pesquisa.
* As informações são do Correio Brasiliense.