POLÍTICA
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A questão da participação feminina na política e na magistratura é uma bandeira antiga da ministra e nova presidente do Tribunal Superior Eleitoral
A nova presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, escalou três mulheres para postos-chave da cúpula da Corte. A questão da participação feminina na política e na magistratura é uma bandeira antiga da ministra. Na gestão passada, do ministro Alexandre de Moraes, esses cargos eram ocupados por homens.
À frente da Justiça Eleitoral pela segunda vez, Cármen terá como desafio comandar as eleições municipais de outubro e pretende continuar atuando de maneira dura no combate à fraude à cota de gênero. Hoje, ela é a única mulher que ocupa uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).
Conheça as indicadas pela ministra e os cargos que irão ocupar:
Roberta Gresta, direção-geral
O posto tem uma função administrativa no tribunal, de planejamento e gestão do orçamento, tendo papel de destaque na organização das eleições. Ele será ocupado pela professora Roberta Gresta que, assim como a ministra, também é mineira. Servidora de carreira da Justiça Eleitoral, ela atuou no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). Também é uma das fundadoras da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep).
Andréa Pachá, secretaria-geral
Quem ocupa o cargo se dedica mais a questões institucionais e jurisdicionais, inclusive na área da comunicação do tribunal. O posto será ocupado pela desembargadora Andréa Pachá, que atua no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) e ficou conhecida por lançar livros como a “A vida não é justa”, baseado em sua experiência à frente de uma vara de família.
Kátia Gonçalves, Assessoria Especial de Segurança e Inteligência
O cargo é considerado estratégico e ganhou especial importância nos últimos anos, quando a Justiça Eleitoral passou a ser alvo de ataques e campanhas de desinformação. Tem como função garantir a segurança dos ministros e do patrimônio da corte. A escolhida para o posto foi Kátia Gonçalves, delegada da Polícia Federal (PF) com mais de 20 anos de experiência. *Por Valor Econômico