Protesto de policiais e profissionais de segurança pública fecha Av. Conde da Boa Vista para reivindicar melhores condições de trabalho e salários

PERNAMBUCO

Ato foi convocado por 12 entidades de classe. Entre as pautas, estão investimentos em infraestrutura, recomposição de pessoal e valorização salarial.

Protesto de profissionais da segurança na Praça do Derby, no Recife — Foto: Luiz Felipe Matos/TV Globo
Protesto de profissionais da segurança na Praça do Derby, no Recife — Foto: Luiz Felipe Matos/TV Globo

Sindicatos e associações que representam diferentes categorias ligadas à segurança pública em Pernambuco realizaram um protesto, nesta quinta-feira (26), na área central do Recife. Entre as principais pautas dos manifestantes, que fecharam parte da Avenida Conde da Boa Vista, no Centro da cidade, estão investimentos na estrutura das polícias, valorização salarial e contratação de pessoal.

O ato foi convocado pelo Fórum dos Servidores dos Profissionais de Segurança Pública, formado por 12 entidades de classe, incluindo sindicatos e associações de policiais civis, militares e penais, além de peritos da Polícia Científica.

Com cartazes e carro de som, os manifestantes saíram por volta das 17h15 da Praça do Derby, seguindo em passeata pelo Centro da cidade em direção ao Palácio do Campo das Princesas, no bairro de Santo Antônio.

No trajeto, o grupo fechou uma parte da Avenida Conde da Boa Vista, interditando o trânsito no sentido subúrbio-cidade. Depois, quando os manifestantes chegaram ao Palácio das Princesas, uma comissão foi recebida por representantes do governo.

Representante da Associação de Polícia Científica de Pernambuco (Apocpe), a perita criminal Camila Reis disse que espera que o governo do estado apresente uma proposta de valorização salarial para a categoria.

“O motivo dessa passeata é porque a gente vem, individualmente e em conjunto, provocando o governo do estado, desde o início do ano, pedindo as mesas de negociação para valorização e recomposição dos quadros das polícias. E a gente segue ignorado”, disse a perita.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), Rafael Cavalcante, as demandas das categorias têm quatro eixos em comum: estrutura, efetivo, valorização e diálogo permanente com o governo.

“Primeiramente, todas as representações desses profissionais de segurança pública estão cansados de tanto massacre e falta de priorização da segurança pública. Pernambuco, ao longo dos últimos 12 anos, é o 24º estado que menos destina recursos para a área. E isso acaba desaguando nas piores estruturas que nós temos aqui, seja de presídios, delegacias, institutos ou batalhões”, declarou o sindicalista.

O que diz o governo

O governo de Pernambuco informou que a comissão formada por servidores públicos que participaram do protesto foi recebida pelo secretário executivo de Administração da Casa Civil, Igor Cadena, e por representantes da Secretaria de Administração (SAD), que ouviram as demandas dos profissionais da segurança pública.

A gestão estadual disse ainda que:

  • Desde o início do ano, vem realizando tratativas com o funcionalismo estadual e as pautas das categorias têm sido discutidas;
  • Os encontros acontecem tanto no âmbito da “Mesa Geral de Negociação Coletiva Permanente”, da qual participam os secretários do estado e todos os sindicatos, quanto no das “Mesas Específicas de Negociação Coletiva Permanente”, realizadas diretamente com a SAD;
  • Até o momento, foram realizadas mais de 40 reuniões entre o governo e entidades sindicais “para escutar e conhecer as principais demandas de cada uma das categorias que compõem o quadro de pessoal do Poder Executivo Estadual”;
  • No dia 30 de outubro, será realizada a quinta reunião da Mesa Geral de Negociação Coletiva Permanente, quando “as categorias poderão novamente dialogar”. *Por g1 PE.

 

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