Após nova vitória, Trump mira em Biden e problemas à frente

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Ex-presidente Donald Trump durante evento de campanha na noite do caucus em Iowa
Ex-presidente Donald Trump durante evento de campanha na noite do caucus em Iowa — Foto: CHIP SOMODEVILLA/AFP

Há, portanto, problemas, que, creem aliados e desafetos, alimentaram a irritação do político desacostumado a ser contrariado, sobretudo por mulheres. Na página de Opinião do conservador Wall Street Journal, o articulista William Galston decretou que, “na prática, a disputa entre e Biden e Trump começou” terça-feira. E apontou as dificuldades de ambos em foto da disputa tirada a pouco menos de 10 meses de sua conclusão.

Biden teria como trunfos a melhora na economia, com o aumento da confiança do consumidor, a queda da inflação e do preço da gasolina, o que deve aumentar sua aprovação, hoje na casa de 40%, “a não ser que o país entre em recessão”. Não por acaso, o presidente ontem recebeu com toda pompa, em Washington, o apoio do maior sindicato de trabalhadores da área automotiva no país. O democrata também deve se beneficiar do debate em torno do direito ao aborto, que, ressalta o editorial, “não desaparecerá tão cedo” e foi o centro de seu discurso de terça-feira na Virgínia.

Pesquisas também indicam que 30% dos republicanos ficarão em casa se Trump for condenado em ao menos um dos 91 processos que enfrenta na Justiça, entre eles o de participar de insurreição contra o Estado na invasão do Capitólio. “E há um fato histórico que não pode ser esquecido: Biden já venceu Trump, há exatos quatro anos”, diz o editorial.

Imigração, idade e guerras

Por outro lado, Trump teria a seu favor os discursos do endurecimento contra a imigração e da importância da segurança nacional. Nas primárias republicanas, os temas surgiram no topo da preocupação do eleitor, incluindo independentes. O ex-presidente também bate nos gastos bilionários dos EUA em guerras “em países que os eleitores nem sabem onde ficam”, como disse em New Hampshire. Aposta na fadiga com Ucrânia e Oriente Médio.

Também teria a vantagem de ser (ainda que só quatro anos) mais jovem que Biden e de apresentá-lo como velho demais e mentalmente incapaz para o cargo. Mas parte significativa dos eleitores parece considerar Trump perigoso demais para voltar à Casa Branca. Impressões que, crava o editorial, martelarão ainda mais a cabeça dos eleitores quando Haley deixar a disputa: “E o resultado final da batalha dependerá de qual dessas duas dúvidas se mostrar mais resistente até novembro.” *Por Agência O Globo.

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