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Cada vez mais próximo da candidatura republicana, ex-presidente quer centrar logo fogo em provável rival nas urnas temendo melhora na economia e condenação judicial
Donald Trump está de olho no relógio. Após vencer, na terça-feira, em New Hampshire, a segunda prévia republicana seguida, pautou seu discurso de vitória pela necessidade de iniciar imediatamente a batalha contra o presidente Joe Biden, seu provável adversário no flanco democrata para a Casa Branca em novembro. A pressa, afirmam apoiadores do ex-presidente, tem razões óbvias, entre elas os milhões de dólares a serem gastos em propaganda nos 24 estados que irão às urnas até a Super Terça-Feira de 5 de março, a maioria deles já confirmados no calendário de sua derradeira adversária interna, a ex-governadora Nikki Haley.
Mas há outras, contingenciais, examinadas em círculos mais restritos, notadamente a melhora da confiança do consumidor na economia americana, com real potencial para ajudar o governo, e a possibilidade de Trump ser formalmente processado ou preso antes de assegurar a maioria dos delegados do partido.
— Derrotamos Haley de modo inequívoco, mas essa impostora fez um discurso de vitoriosa aqui em New Hampshire após levar uma surra no voto — disse Trump, irritado, em seu discurso. — Ela segue nas primárias sem possibilidade real de vitória, quando deveríamos estar concentrados em derrotar Biden.
Em afiado comentário na rede MSNBC, a apresentadora Rachel Maddow dissecou a ironia da reação do ex-presidente:
— É isso mesmo? Trump está indignado, pois uma candidata adota a narrativa de segundo lugar como vitória? Tacha de “delirante” a perdedora seguir na disputa após perder no voto? Se diz enojado com alguém ter a cara de pau de falar “como se tivesse vencido uma disputa que perdeu”? Nada como um dia após o outro.
Trump tinha tudo para transformar seu discurso em em uma celebração, pautado pelos números. Acabara de vencer as duas primeiras batalhas internas do partido. A vantagem de 11 pontos percentuais sobre Haley foi menor do que as pesquisas indicavam, mas ele confirmou a força de sua base populista e escancarou os limites da coalizão antitrumpista.