Plano Safra 25/26 prevê R$ 89 bilhões para agricultura familiar

AGRICULTURA FAMILIAR

© Fábio Rodrigues -Pozzebom/AgênciaBrasil GÊNCIA BRASIL

Do total para a safra, R$ 78,2 bilhões são para o Pronaf

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta segunda-feira (30), o Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026, com R$ 89 bilhões para crédito rural no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e outras políticas como compras públicas, seguro agrícola, assistência técnica e garantia de preço mínimo. O valor é recorde para o setor. Em 2024, foram destinados R$ 76 bilhões em recursos.

Do total para a safra, R$ 78,2 bilhões são para o Pronaf, que este ano completa 30 anos de reconhecimento da agricultura familiar para o desenvolvimento do país. Está mantida a taxa de juros de 3% para financiar a produção de alimentos, como arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite – caindo para 2% quando o cultivo for orgânico ou agroecológico.

Em cerimônia no Palácio do Planalto, Lula comemorou a expansão do programa ao longo dos anos e a manutenção das taxas de juros em baixa.

“Eu vi uma quantidade de juros de 3%, de 2%, acho que a taxa mais alta é de 5% [em outras linhas de crédito]. É importante registrar que uma taxa de juro a 5% numa inflação de 5% é taxa de juro zero. É importante lembrar que uma taxa de juro a 3% num país com a inflação de 5% significa menos dois, é menos que juro zero”, disse.

“Nossos bancos estão fazendo aquilo que historicamente não se fazia nesse país. É por isso que o programa ganhou densidade nacional”, celebrou.

Presidente Lula da Silva durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026 – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente também destacou a importância das linhas de incentivo à mecanização do campo, tanto para o aumento de produtividade das lavouras quanto para qualidade de vida dos pequenos produtores. Para Lula, esses incentivos também estimulam a indústria de produção de máquinas e equipamentos.

“Quando nós criamos o Programa Mais Alimentos, em 2008, a gente conseguiu um sucesso extraordinário, porque foi o Programa Mais Alimentos que fez com que sobrevivesse a indústria automobilística naquele instante, que estava vivendo uma crise, porque nós conseguimos vender 80 mil tratores até 80 cavalos. E a mesma coisa está acontecendo agora”, afirmou.

“Ou seja, se a gente não criar as condições, se a gente não provocar o empresário para que ele possa produzir máquinas de acordo com o tamanho da terra… porque um cidadão que tem 10 hectares, ele não pode comprar uma máquina daquela que tem 50 metros de largura. Não, ele precisa de uma máquina do tamanho da terra dele”, reforçou.

ALinhas de crédito

Neste plano safra para os agricultores familiares, foram criadas linhas de crédito para apoiar a agroecologia, irrigação sustentável, adaptação às mudanças climáticas, quintais produtivos, conectividade e acessibilidade no campo. Por exemplo, serão dadas condições especiais para microcrédito voltado a mulheres rurais, com foco em quintais produtivos, com limite de até R$ 20 mil em recursos, juros de 0,5% ao ano e bônus de adimplência de 25% a 40%.De acordo com o governo, o programa é um das demandas da Marcha das Margaridas de 2023.

Quintais produtivos, também conhecidos como quintais agroecológicos ou caseiros, são sistemas integrados que combinam diversas práticas agrícolas, como hortas, pomares, criação de animais de pequeno porte e o uso de plantas medicinais. São espaços ao redor da casa, conduzidos por mulheres, que unem atividade produtiva com a rotina da casa e os cuidados com a família.

Outro destaque são os incentivos para a mecanização, no contexto do Programa Mais Alimentos. O limite para a compra de máquinas e equipamentos menores foi ampliado de R$ 50 mil para R$ 100 mil com a manutenção da taxa de juros de 2,5%. Para máquinas maiores, de até R$ 250 mil, a taxa de juros é de 5%, com subsídio do governo federal para incentivar mais tecnologia no campo, “que impacta em mais produtividade, qualidade de vida e alimentos”.

Governo lança o Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026, em cerimônia no Palácio do Planalto – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Ainda, do total de recursos, no âmbito do seguro agrícola, foram destinados R$ 1,1 bilhão para o Garantia-Safra e R$ 5,7 bilhões para o Proagro Mais. O governo destinou também R$ 3,7 bilhões para compras públicas de produtos da agricultura familiar, R$ 240 milhões para assistência técnica e R$ 42,2 milhões para garantia de preço mínimo para três produtos da sociobiodiversidade: babaçu, pirarucu e borracha.

Também nesta segunda-feira, o governo lançou o Programa de Transferência de Embriões, iniciativa inédita para estímulos à inovação da cadeia leiteira e qualidade genética do rebanho.

Complementando os recursos para o setor rural, nesta terça-feira (1º/7), Lula vai anunciar o Plano Safra 2025/2026 para o agronegócio, com crédito rural e programas destinados a médios e grandes produtores do país.

Redução de agrotóxicos

Durante o evento, Lula também assinou o decreto do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara) que é, agora, uma das principais estratégias do Estado brasileiro para a transição agroecológica. O objetivo é fomentar práticas agrícolas “mais seguras, resilientes e saudáveis”, com ações integradas de pesquisa científica, monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos e no ambiente, fortalecimento da assistência técnica e ampliação do uso de bioinsumos.

O Pronara estrutura-se como um instrumento de indução de políticas públicas voltadas à redução progressiva da dependência do modelo agrícola baseado em insumos químicos sintéticos, notadamente agrotóxicos, e à promoção de sistemas de produção sustentáveis, com ênfase na agricultura familiar, na agroecologia e na produção orgânica.

O governo apresentou dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) que apontam que o Brasil ocupava, em 2021, a primeira posição mundial no consumo de agrotóxicos, respondendo por cerca de 22% do total utilizado globalmente.

“Tal realidade reforça a urgência da implementação de políticas públicas estruturantes voltadas à transição para modelos agroecológicos de produção de alimentos. A institucionalização do Pronara insere o debate sobre o uso excessivo de agrotóxicos no escopo das políticas nacionais de desenvolvimento rural sustentável e de segurança alimentar e nutricional”, afirmou o presidente.

Ainda de acordo com o governo, o programa é resultado de um processo participativo e interinstitucional, conduzido por espaços de governança democrática, como a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e a Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica, com ativa contribuição de órgãos públicos federais e representantes da sociedade civil organizada.

O programa contará com a coordenação interministerial da Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Saúde, do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Por Agência Brasil

Pagamento do Garantia-Safra 2023/2024 começa este mês

AGRICULTURA 

Foto/Reprodução

Agricultores que sofreram perdas causadas por adversidades climáticas, como seca ou excesso de chuvas, serão beneficiados em 11 estados brasileiros 

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia, dará início a partir do dia 18 de março aos pagamento do benefício Garantia-Safra referente à safra 2023/2024. Nesta primeira etapa, 558.686 agricultores familiares de 744 municípios em 11 estados serão contemplados, totalizando um investimento de R$ 670 milhões.

O benefício é concedido quando há comprovação de perdas de pelo menos 50% da produção devido a fatores climáticos. A medida visa apoiar agricultores familiares que sofreram perdas devido a eventos climáticos adversos, como secas e chuvas intensas, garantindo a segurança econômica e a continuidade da produção no campo.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o programa é essencial para a manutenção da agricultura familiar e para a segurança alimentar do país. “O Garantia-Safra é uma política fundamental. Não apenas garante um suporte financeiro essencial para milhares de famílias no campo, mas também fortalece a produção rural e a segurança alimentar do país. O compromisso do Governo Lula é assegurar que esses trabalhadores tenham condições de continuar produzindo e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Brasil”, destaca Vanderley Ziger, secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF/MDA).

O Garantia-Safra é destinado a produtores com renda mensal de até 1,5 salário-mínimo, cuja área plantada varie entre 0,6 e 5 hectares de feijão, milho, arroz, algodão ou mandioca. O Programa, considerado uma medida importante no fortalecimento e sustentabilidade no campo, atua mitigando os impactos da vulnerabilidade climática enfrentada por milhares de famílias, garantindo melhores condições para o planejamento da produção rural.

O pagamento do Garantia-Safra segue o calendário de pagamento dos benefícios sociais e será depositado em Conta Poupança Digital da Caixa Econômica Federal. A relação nominal dos municípios que terão o benefício autorizado no mês de março será publicada e editada em Portaria específica, com o começo dos pagamentos no dia 18 de março. Clique aqui para conferir a lista de beneficiários por safra e mais informações.

Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

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Governo inicia compra para o Programa de Aquisição de Alimentos

AGRICULTURA FAMILIAR 

MDA/DIVULGAÇÃO

Por Agência Brasil 

Conab receberá proposta até o dia 20 de março 

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) passa a receber, a partir desta terça-feira (18), propostas de compra de alimentos de agricultores e agricultoras familiares. As propostas devem ser encaminhadas até o dia 20 de março para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por meio do sistema PAANet. Os recursos para compra totalizam R$ 500 milhões.

As aquisições serão feitas na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), onde os alimentos serão destinados ao abastecimento de restaurantes populares e cozinhas solidárias, bem como outros equipamentos da rede socioassistencial e de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional.

As propostas encaminhadas ao PAA devem contar com no mínimo 50% de participação feminina. Além disso, será dada prioridade para os projetos agroecológicos e orgânicos, assim como as propostas com participação de indígenas, comunidades quilombolas e povos e comunidades tradicionais (PCTs) e de assentados da reforma agrária.

Cada organização fornecedora poderá atingir o limite de R$ 1,5 milhão por ano, sendo que o limite por agricultor familiar é de R$ 15 mil.

A iniciativa é do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e conta com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

“De um lado a transferência de renda e do outro o complemento alimentar, com alimento saudável da agricultura familiar”, disse o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, durante o lançamento do programa deste ano, em Brasília.

Durante o evento, Teixeira lembrou que os programas de compras de alimentos foram praticamente extintos no governo anterior, o que foi um dos elementos que contribuíram para que o país voltasse ao mapa da fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

“Eles acabaram com o programa de aquisição de alimentos. O presidente Lula assumiu com 33 milhões de brasileiros no mapa da fome, porque não são políticas de governo, são políticas de Estado que foram desarticuladas, e isso resultou na inclusão do Brasil no mapa da fome da FAO”, apontou.

O ministro disse que uma das estratégias do governo federal foi recuperar os programas de compras públicas que, aliados a outras políticas públicas, como o microcrédito, o financiamento de máquinas agrícolas e o incremento do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), ajudaram na retomada da política pública.

“Os programas de compras públicas têm a virtude de aumentar a produção de alimentos, ao mesmo tempo em que estimula os agricultores a produzir e faz com que consigamos realizar um ciclo curto de alimentação e consumo, já que esses alimentos serão produzidos e consumidos nas mesmas regiões onde esses agricultores estão”, afirmou. “A gente quer ampliar quem produz alimentos no Brasil”, resumiu.

O PAA é uma das estratégias da Conab para a promoção da segurança alimentar e nutricional, com vistas a promover a agricultura familiar, o desenvolvimento rural com a geração de renda e emprego, contribuindo para a redução do êxodo rural e para a geração de capital no setor agropecuário.

O presidente da Conab, Edegar Pretto, lembrou que o programa é um importante instrumento para a erradicação da fome no país.

A última chamada do programa adquiriu e distribuiu 1.132 toneladas de alimentos. Desse total, 40% das compras foram de agricultores familiares da Região Nordeste; 19% da Região Norte; no Sudeste foram 13%; no Sul, 21% e 7% no Centro-Oeste.

“Estamos consolidando a volta do PAA. Estamos aqui para dizer que o programa de aquisição de alimentos não só é uma realidade, mas um grande instrumento para ajudar a produzir mais comida no nosso país”, disse Pretto.

Pernambuco Agroecológico beneficiará 13 mil famílias rurais

SUSTENTABILIDADE

Segundo o IBGE, cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro são provenientes de produções familiares
Segundo o IBGE, cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro são provenientes de produções familiares – Foto: Divulgação

Por Julia Rocha/Folha-PE

Com investimento de US$ 62 milhões, programa visa fortalecer a produção sustentável e orgânica da agricultura familiar

Projeto Pernambuco Agroecológico, que visa fortalecer a produção sustentável e orgânica de agricultores familiares do Estado, finalizou a etapa de consulta pública na última sexta-feira (08) e tem seu início previsto para o primeiro semestre de 2025.

Com investimento de US$ 50 milhões do Banco Mundial e aporte de US$ 12 milhões do Governo de Pernambuco, o programa deve contemplar cerca de 13 mil famílias rurais.

Os órgãos responsáveis pela execução do projeto, que alinha desen­volvimento econômico e preservação ambiental, serão o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Ana Luiza Ferreira, secretária da Semas, explicou a importância da agroecologia para os sistemas florestais.

“Uma das nossas principais estratégias para a restauração florestal em Pernambuco são os sistemas agroflorestais. Então, para a gente não é simplesmente plantar árvores, de qualquer forma, a gente sempre prioriza programas de agroecologia e sistemas agroflorestais”.

Produção

Já para Ellen Viégas, presidente do IPA, é de suma importância que os pequenos produtores sejam inseridos no modelo de produção agroecológica, que se baseia na integração e aplicação de conceitos ecológicos e sustentáveis na produção de alimentos.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro, como feijão, arroz, milho, leite, batata, mandioca, são provenientes de produções familiares.

“Nós sabemos que não é barato e nem fácil para um pequeno produtor conseguir essa estrutura: comprar caixa entomológica, sistema de irrigação, mudas e sementes de produtos orgânicos para fortalecer os seus espaços”, explicou.

Assistência

As atividades práticas serão realizadas por meio do fornecimento de equipamentos, além de acompanhamento de assistência técnica continuada, para onde será direcionado maior parte do valor investido.

Além disso, o projeto conta com um orçamento direcionado à implementação de planos de trabalho produtivos, a exemplo de planos de meliponicultura(criação de abelhas e produção de mel), quintais produtivos e o desenvolvimento de trabalhos ligados à caprinocultura e ovinocultura.

Mapeamento

Sobre o processo de participação, as equipes do Pernambuco Agroecológico irão a campo analisar se as famílias identificadas tem interesse na iniciativa, além de identificar os perfis para cada atividade.

“O diagnóstico será a primeira etapa de execução e funciona para saber se aquela família tem interesse em participar e, segundo, para que a gente possa estudar o espaço dela e saber qual é a aptidão da região que ela vive e qual o interesse econômico dessa família em nível de sustentabilidade”, explicou Ellen Viégas.

Raquel Lyra recebe lideranças da Agricultura Familiar e apresenta ações para melhoria da competitividade no setor

AGRICULTURA FAMILIAR

 (Foto: Janaína Pepeu/Secom)
Foto: Janaína Pepeu/Secom

Por Diario de Pernambuco

No encontro, a governadora apresentou ações do governo estadual para beneficiar os agricultores, como obras que proporcionam a segurança hídrica

A governadora Raquel Lyra recebeu lideranças da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf) para um encontro no Palácio do Campo das Princesas, onde foram apresentadas demandas para melhorar a competitividade das famílias produtoras. Durante o diálogo, representantes de trabalhadores da agricultura familiar de todas as regiões de Pernambuco compartilharam suas necessidades em relação à infraestrutura, equipamentos, incentivos e segurança hídrica.

A chefe do Executivo compartilhou as ações do governo para melhorar o ambiente da agricultura familiar com destaque para as obras que proporcionam segurança hídrica, regularização do abastecimento de água e sistemas de irrigação. “Estamos buscando todas as alternativas de financiamento e apresentando projetos para fazer as obras que são necessárias para levar água para todas as regiões do Estado. Uma das nossas prioridades é a Adutora do Agreste, que é parte importante para a redenção para uma região que sofre muito sem acesso à água, beneficiando 25 municípios já com a primeira etapa concluída, em 2025, e beneficiando 72 municípios com a segunda etapa”, afirmou Raquel Lyra.

“Todos os estudos estão sendo feitos para que possamos garantir mais água para cada uma dessas regiões. Água para consumo humano e desenvolvimento de projetos para produção, para que a população possa produzir. E a gente está construindo alternativas para isso”, completou a governadora.

O secretário de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, Cícero Moraes, destacou a importância do encontro. “O governo apresentou e discutiu todos os avanços que já foram feitos notadamente no que diz respeito à recuperação de estradas, estradas vicinais. Também foi apresentado e discutido os avanços no que diz respeito ao acesso à água e foram apresentadas novas demandas, de modo que vamos ter outros encontros de caráter mais operacional com o IPA (Instituto Agronômico de Pernambuco), Adagro (Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco), com Adepe (Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco) e com a Secretaria de Desenvolvimento Agrário para continuar avançando no apoio agricultura familiar”, explicou o gestor.

“Conversei com alguns companheiros saímos daqui muito satisfeitos, com um sentimento de que as coisas vão andar”, comentou João Santos da Silva, coordenador da Fetraf.

A reunião foi acompanhada pelo deputado federal Pastor Eurico e os deputados estaduais Luciano Duque e João Paulo. “Saímos daqui tranquilos e sabendo de fato sobre as ações para melhorar a competitividade da agricultura familiar a partir dos interesses dos agricultores”, declarou o deputado Luciano Duque.

Participaram do encontro os secretários da Casa Civil, Tulio Vilaça, e da Assessoria Especial à governadora e Relações Internacionais, Fernando Holanda.

Pequenos produtores terão incentivos do Projeto Pernambuco Agroecológico

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O programa prevê a implantação de quintais coletivos, cisternas, pontos de abastecimento de água e assistência técnica
O programa prevê a implantação de quintais coletivos, cisternas, pontos de abastecimento de água e assistência técnica – Foto: Silva Junior/Arquivo Folhapress

Ao todo, serão investidos US$ 62 milhões, sendo US$ 50 milhões provenientes do Banco Mundial e US$12 milhões em contrapartida do Governo do Estado

Agricultores familiares, além de marisqueiras e pescadores, serão contemplados com a implantação de quintais coletivos, cisternas, pontos de abastecimento de água e assistência técnica, por meio do Projeto Pernambuco Agroecológico. Ao todo, serão investidos US$ 62 milhões, sendo US$ 50 milhões provenientes do Banco Mundial e US$ 12 milhões em contrapartida do Governo do Estado.

Para isso, o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha (Semas) e o Banco Mundial, está realizando um levantamento da cadeia produtiva para identificar as necessidades de cada família. De acordo com a presidente do IPA, Ellen Viégas, o projeto encontra-se na fase crucial.

“Agora, estamos na etapa de planejamento. Tivemos nossa última missão em junho e finalizamos os documentos necessários para entregar ao banco. A expectativa é que Pernambuco seja inserido na reunião do Banco Mundial, que acontece em agosto, para aprovação do empréstimo”, disse.

Viégas destaca ainda que o planejamento inclui critérios rigorosos para a seleção das famílias beneficiadas e da região a ser contemplada. “As famílias participam de forma voluntária, e a primeira etapa será um diagnóstico direto com cada uma delas. Estamos focados em garantir que as ações do projeto sejam efetivas e adaptadas às necessidades locais”, pontuou a presidente do IPA.

Construção
Em reuniões híbridas realizadas na sede do IPA, técnicos do Banco Mundial discutiram minuciosamente os próximos passos com representantes da Unidade Gestora do Projeto e da Semas. O foco principal dessas discussões é assegurar que o projeto seja implementado de forma eficiente e inclusiva, visando beneficiar diretamente famílias de agricultores, marisqueiras e pescadores em diversas regiões de Pernambuco.

A ideia é fortalecer a agricultura familiar e promover a sustentabilidade ambiental
A ideia é fortalecer a agricultura familiar e promover a sustentabilidade ambiental – Foto/Reprodução

Impacto
Carlos Magno, coordenador de mobilização social do Centro Sabiá, ressalta a importância da parceria entre IPA e Semas no projeto. “O IPA e a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco têm uma boa sinergia nessa relação. O projeto tem potencial para melhorar significativamente a produção agroecológica e a comercialização, além de impactar positivamente a vida dos agricultores familiares em Pernambuco”, argumentou.

Magno também enfatiza a necessidade de envolvimento das comunidades locais. “É fundamental que o Governo escute as comunidades e organizações. Precisamos retomar o comitê da política estadual de agroecologia para garantir que as vozes dos agricultores sejam ouvidas e respeitadas”.

Experiências 
O Projeto Pernambuco Agroecológico visa não apenas fortalecer a agricultura familiar, mas também promover a sustentabilidade ambiental em todo o Estado. Adaptando experiências anteriores, como o Programa Estadual de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, espera-se garantir o sucesso e a participação efetiva das comunidades.

“Esperamos que as nossas expectativas possam ser de fato alcançadas. Que a gente tenha projetos que olhem para um conjunto dessas dimensões para tentar transformar, tentar construir com os agricultores, respeitando as suas especificidades”, declarou o coordenador.

Com esses preparativos avançados e o engajamento das partes interessadas, o projeto está no caminho para contribuir para o desenvolvimento sustentável de Pernambuco, beneficiando diretamente aqueles que dependem da agricultura familiar e promovendo práticas agroecológicas inovadoras. *Por Folha de Pernambuco.

Projeto sustentável do Cecor em comunidade quilombola é destaque na TV Globo

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As vantagens da técnica para a terra e para as famílias são apontadas por meio de depoimentos das pessoas que já estão sendo beneficiadas.

O Projeto Quilombo Sustentável desenvolvido pelo Centro de Educação Comunitária Rural – Cecor no Quilombo Catolé, em Serra Talhada, com o apoio do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), destaque no ABTV 1ª edição, da TV Globo.

A reportagem faz parte de uma série produzida pelo canal em alusão ao Dia Nacional da Caatinga, celebrando neste domingo, 28 de abril.

Na reportagem, produzida pela jornalista Caren Diniz, é explicada a implantação dos sistemas agroflorestais no Quilombo Catolé, que está incluída nas atividades previstas pelo projeto.

 É produção de vida e garantia de segurança alimentar e nutricional na Caatinga!

As vantagens da técnica para a terra e para as famílias são apontadas por meio de depoimentos das pessoas que já estão sendo beneficiadas com a iniciativa sustentável, garantindo segurança alimentar e nutricional e preservação da Caatinga.

Confira a  reportagem completa nos links abaixo:

A reportagem está disponível nos links abaixo:

https://globoplay.globo.com/v/12550665/

https://www.instagram.com/p/C6RHBbyuAMQ/

Governo avalia que a queda no preço de alimentos aos produtores chegará em breve a consumidores

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Presidente Lula se reuniu com ministros e representantes da Conab para discutir estratégias para garantir preços acessíveis aos alimentos. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Estimativa é de que redução seja vista nos supermercados até abril. Durante reunião, presidente Lula e ministros também discutiram ajustes no Plano Safra

Uma queda no preço do arroz e de alguns outros alimentos está prevista para o fim de março e meados de abril. A previsão foi feita pelos ministros Carlos Fávaro (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto.

Depois de uma alta no fim do ano causada por efeitos de enchentes em áreas de plantio, em especial no Rio Grande do Sul, a avaliação é de que já há uma tendência de baixa de preço com o avanço da colheita da safra e que isso tende a repercutir nos valores apresentados nos supermercados.

“O Rio Grande do Sul produz praticamente 85% do arroz produzido e consumido no Brasil e tivemos enchentes na região, exatamente nas áreas produtoras, o que causou certa instabilidade, mas os preços aos produtores já desceram de R$ 120 para em torno de R$ 100 a saca”, afirmou Fávaro. “A gente espera, então, que com o caminhar da colheita, que está chegando a 50% agora, esse preço caia, é a tendência natural. É importante que os atacadistas repassem esses preços ao consumidor”, completou.

Paulo Teixeira destacou que é prioridade que os alimentos cheguem de forma acessível na mesa da população. “O presidente chamou a equipe de ministros para discutir essa alta do fim do ano. É uma preocupação que a comida chegue barata na mesa do povo brasileiro. Todo mundo assistiu ao excesso da alta temperatura no Centro-Oeste, as chuvas no sul do Brasil.  Foi um aumento sazonal”, declarou Teixeira.

PLANO SAFRA – Fávaro detalhou ainda medidas em andamento com o novo Plano Safra para estimular a produção de arroz, feijão, trigo, milho e mandioca, incluindo a compra de estoques públicos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e o lançamento de contratos de opções para garantir preços mínimos, principalmente aos produtores da agricultura familiar.

“Tudo isso precisa de estímulo. A gente vai tomar medidas para que haja incentivo à produção de arroz, feijão, trigo, milho e mandioca no novo Plano Safra. A Conab tem um papel fundamental. Começamos a comprar estoques públicos no ano passado de milho, 360 mil toneladas, o que foi fundamental no problema climático do fim do ano.”

Fávaro destacou a importância de intensificar o plantio de segunda safra de arroz em regiões estratégicas para garantir a proximidade de centros consumidores. “Quando a gente estimula o plantio da segunda safra no Centro-Oeste, no MATOPIBA, a gente está incentivando a ter arroz perto desses centros consumidores, do Nordeste, Centro-Oeste Brasileiro, e esse papel vai caber à Conab no nosso plano de safra”, afirmou.

ESTOQUES – Por fim, foi discutido o aumento dos estoques, especialmente diante de relatórios recentes que indicaram redução. “A vontade do presidente Lula é que a gente garanta a todos os agricultores que optarem por produzir comida que eles tenham renda, que a gente garanta a todos os que querem voltar a produzir arroz, feijão, mandioca, hortaliças, que a gente garanta a compra com políticas públicas”, explicou Edegar Pretto. Também participaram do encontro os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Rui Costa (Casa Civil). *Por Portal Gov.

Entenda a importância do programa de agricultura familiar no combate à fome

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Alimentos doados do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) — Foto: Neto Lucena
Alimentos doados do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) — Foto: Neto Lucena

Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) foi criado durante o primeiro mandato de Lula, em 2003, mas esvaziado no últimos anos enquanto o país voltava ao Mapa da Fome da ONU. Proposta que retoma o PAA foi aprovada no Senado na semana passada.

Para Julian Perez-Cassarino, professor de agroecologia da Universidade Federal da Fronteira Sul e pesquisador da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Penssan), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) pode ser considerado chave para o combate à insegurança alimentar porque atinge as duas pontas da fome, nas suas palavras.

“Ele, por um lado, é um programa de doação de alimentos para famílias em situação de insegurança alimentar, e, por outro lado, é um programa que viabiliza a comercialização para agricultura familiar”, disse ele em entrevista ao podcast O Assunto desta segunda-feira (17).

“Então, ao mesmo tempo que a gente garante a oferta de alimentos saudáveis para pessoas na cidade, a gente também garante a geração de renda para famílias rurais, agricultores familiares, que são aqueles que comercializam seus produtor.”

O PAA foi lançado no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003. Em 2021, o então presidente Jair Bolsonaro trocou o nome para Alimenta Brasil, sem alterar as regras básicas. No auge, o projeto comprou e doou em um ano mais de 500 mil toneladas de comida da agricultura familiar.

Nos últimos anos, entretanto, enquanto o país voltava ao Mapa da Fome da ONU, a ação foi esvaziada. Desde 2016, entre os governos Dilma Roussef, Michel Temer e Bolsonaro, o volume doado não passou de 200 mil toneladas. Comparando 2011 com 2021, a queda foi de 76%: 491.260 toneladas contra 114.043 no ano passado (leia mais aqui).

Na semana passada, o Senado aprovou a proposta que retoma o PAA. O texto, que seguirá para a sanção de Lula, estabelece que pelo menos 30% do reservado pelo governo para a compra de alimentos a órgãos da administração pública federal deverá ser gasto com produtos de agricultores familiares. Do (g1).

Garantia a soberania alimentar com qualidade, José Patriota aprova política pró agricultura familiar

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SEMENTES – “O Estado precisa ter um banco genético original para garantir a soberania alimentar com qualidade”, defendeu José Patriota. Foto: Giovanni Costa

A Comissão de Assuntos Municipais aprovou substitutivo aos PLs nº 441/2023 e nº 458/2023, que dispõem sobre a Política Estadual de Conservação e Utilização Sustentável de Sementes Crioulas e Agrobiodiversidade no Estado de Pernambuco.

O objetivo é contribuir para a manutenção de um banco genético de sementes relacionadas à agricultura tradicional. Os projetos que deram origem ao texto são de autoria dos deputados Simone Santana (PSB) e Doriel Barros (PT).

O parecer favorável foi concedido pelo deputado José Patriota (PSB) e aprovado por unanimidade. Ele destacou a importância da iniciativa. “O Estado precisa ter um banco genético original de sementes para garantir a soberania alimentar com qualidade”, afirma. * (ALEPE).