Gasolina e etanol registram queda em julho e atingem menores preços desde janeiro

ECONOMIA 

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Segundo a Edenred Ticket Log, valor médio da gasolina caiu para R$ 6,35 e o do etanol para R$ 4,36, com reduções em todas as regiões do país

Os motoristas brasileiros sentiram um leve alívio no bolso em julho com a redução no preço médio dos combustíveis. De acordo com dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), a gasolina recuou 0,47% em relação a junho e foi comercializada, em média, por R$ 6,35. Já o etanol apresentou queda de 0,68%, atingindo R$ 4,36. Trata-se dos menores valores registrados desde janeiro de 2025.

O levantamento da Edenred Ticket Log consolida os preços praticados em 21 mil postos credenciados em todo o país, com base em milhões de transações. “Mesmo após o anúncio da Petrobras em junho sobre a redução no preço da gasolina, o que observamos é que o repasse aos postos segue acontecendo de forma gradual. Ainda assim, julho encerra com os menores preços médios para a gasolina e o etanol desde janeiro, o que representa um alívio importante para o consumidor”, afirmou Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade.

Queda se espalha por todas as regiões – Todas as regiões do país registraram recuos nos preços dos combustíveis. O Centro-Oeste liderou a redução no mês: o etanol caiu 1,37%, ficando em R$ 4,33, enquanto a gasolina recuou 0,77%, com preço médio de R$ 6,43. No Sudeste foram registrados os menores valores absolutos: R$ 4,23 para o etanol (queda de 0,70%) e R$ 6,21 para a gasolina (recuo de 0,16%).

A região Norte manteve os combustíveis mais caros do país, ainda que com queda nos preços. O etanol foi vendido a R$ 5,20 (-0,19%) e a gasolina a R$ 6,84 (-0,15%).

Maranhão e Rio lideram extremos nos estados – No recorte por estado, o Maranhão se destacou por registrar os maiores aumentos em julho: o etanol subiu 1,20%, atingindo R$ 5,06, enquanto a gasolina teve alta de 0,63%, indo a R$ 6,37. Em contrapartida, o Amapá registrou a maior queda no preço do etanol, com recuo de 3,63%, alcançando R$ 5,31.

São Paulo manteve a posição de estado com o etanol mais barato do Brasil, com valor médio de R$ 4,08 (-0,97%). Já o etanol mais caro foi encontrado no Amazonas, a R$ 5,48 — mesmo patamar de junho.

No caso da gasolina, o Rio Grande do Norte registrou a maior redução, de 1,25%, com o litro vendido a R$ 6,30. O menor preço do combustível foi encontrado no Rio de Janeiro, a R$ 6,13, após recuo de 0,65%. O Acre, mesmo com queda de 0,53%, manteve a gasolina mais cara do país, a R$ 7,48.

Vantagem econômica x impacto ambiental – Embora a gasolina tenha se mantido como a alternativa mais econômica para os motoristas na maioria dos estados, especialmente nas regiões Nordeste e Sul, a Edenred Mobilidade reforça a importância ambiental do etanol. “A gasolina se mostrou a opção mais vantajosa economicamente na maior parte dos estados do Brasil em julho, principalmente para quem abastece nas regiões Nordeste e Sul. Entretanto, é importante ressaltar que o etanol traz mais benefícios ambientais, uma vez que emite menos poluentes, contribuindo para uma mobilidade mais sustentável e de baixo carbono”, afirmou Mascarenhas.

fonte: Brasil 247

INSS: R$ 330 milhões já foram devolvidos a 500 mil vítimas de fraudes

ECONOMIA 

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

 

Pagamentos iniciaram na última quinta-feira (24). Ressarcimento são feitos em lotes diários e seguem ordem cronológica de adesão ao acordo 

Mais de 500 mil aposentados e pensionistas que sofreram descontos indevidos durante a fraude INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) já foram ressarcidos pelo governo federal, segundo o presidente do Instituto, Gilberto Waller. Ao todo, o governo já repassou cerca de R$ 330 milhões para as vítimas.

Os pagamentos iniciaram na última quinta-feira (24).

Os ressarcimentos são feitos em lotes diários até que todos os casos sejam concluídos. O pagamento segue a ordem cronológica da adesão ao acordo, ou seja, aqueles que aderiram primeiro ao acordo vão receber primeiro.

Podem aderir ao plano de ressarcimento os beneficiários que fizeram a contestação dos descontos e não obtiveram resposta das entidades.

O prazo para adesão vai até 14 de novembro, com possibilidade de extensão se for necessário, segundo o governo.

O acordo permite que aqueles que sofreram descontos indevidos entre março de 2020 e março de 2025 recebam o valor de volta sem precisar entrar na Justiça.

necessário aceitar a proposta pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente nas agências dos Correios. A adesão é gratuita e não é preciso enviar documentos adicionais, segundo o governo.

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que os pagamentos do governo federal para ressarcir as fraudes em benefícios de aposentados do INSS poderão ser feitos tanto fora do limite de despesas do arcabouço fiscal quanto da meta fiscal.

Para isso, o governo editou uma MP (Medida Provisória) abrindo um crédito extraordinário de aproximadamente R$ 3,3 bilhões.

O crédito extraordinário é um recurso que o governo pode usar para despesas inesperadas, fora do orçamento aprovado, sem afetar o limite fixado para os gastos ou a meta fiscal.

Da CNN, Brasília

INSS: 1,1 milhão de aposentados serão ressarcidos até 30 de julho

ECONOMIA 

📸/INSS/Divulgação

Adesão ao acordo com governo pode ser feita até novembro

Balanço divulgado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) contabiliza que, na primeira semana de ressarcimento pelos descontos indevidos feitos por entidades associativas a aposentados e pensionistas, 533 mil beneficiários já foram contemplados com o depósito em suas contas bancárias.

“E a gente já tem programado o pagamento, até dia 30 de julho, quarta-feira, de um total de 1,147 milhão de aposentados e pensionistas que foram vítimas desse golpe”, disse o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, durante entrevista ao programa A Voz do Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

De acordo com o INSS, até o final da tarde de sexta-feira (25), foram contabilizadas 1,248 milhão de adesões, de um total de 2,295 milhões pessoas aptas a fazer o acordo proposto pelo governo federal para antecipar o reembolso.

“Nossa ideia é que esses 2,295 milhões de aposentados e pensionistas façam adesão de maneira imediata para poder receber rapidamente esse valor”, disse o presidente do instituto.

Número pode subir

Este número pode subir, segundo Gilberto Waller. “Até sexta-feira, 4,8 milhões de pessoas ainda não haviam reconhecido o desconto, para dar início ao processo com 15 dias úteis previstos para a instituição [que fez a cobrança supostamente indevida] responder”, disse.

A adesão ao acordo pode ser feita até o dia 14 de novembro. Vale ressaltar que os reembolsos serão feitos na conta em que o benefício é pago, por ordem de adesão. Ou seja, quem aderir primeiro, recebe primeiro.

Comunicação

“Não queremos deixar nenhuma aposentado para trás. Por isso estamos aumentando a forma de comunicação por por vários meios: pelo aplicativo do meu INSS; por avisos nas instituições financeiras. O banco já avisa no seu extrato sobre a possibilidade de você pode aderir, a esse 1,1 milhão que ainda que não aderiram”, detalhou.

Além disso, o governo federal usará também mensagens de WhatsApp. Ele, no entanto alerta que essas mensagens enviadas ao celular não terão link relativo à contestação.

“Dirá apenas que você está apto a fazer essa adesão ao acordo para receber o dinheiro de maneira rápida, integral e corrigida pelo IPCA”, explicou, alertando que se o aposentado ou pensionista receber mensagem link deve ignorá-la, pois trata-se de golpe.

“A adesão não será pelo Whatsapp. Será apenas pelo aplicativo do INSS ou em agências dos Correios”, complementou.

Correios

Segundo Waller, mais de 2 milhões de pessoas já buscaram os Correios; e 1,3 milhão dos que identificaram o desconto já apresentaram a contestação, o que “representa quase 30% do nosso público total de contestações”.

Quem adere ao acordo se compromete a não entrar na Justiça para solicitar o ressarcimento.

“Caso o beneficiário já tenha uma ação ou não tenha recebido via judicial, ele ainda pode fazer a adesão ao acordo. Se ingressou com ação antes de 23 de abril, ele faz o acordo e desiste da ação. O INSS vai, inclusive, pagar 5% de honorários advocacias para o seu advogado”, acrescentou.

Quem pode aderir?

Podem aderir ao acordo os aposentados e pensionistas que contestaram os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis.

A adesão é gratuita e, antes de assinar o acordo, os aposentados e pensionistas podem consultar o valor que têm a receber.

A adesão é feita exclusivamente pelos seguintes canais:

A central telefônica 135 está disponível para consultas e contestações, mas não realiza adesão ao acordo.

Como aceitar o acordo pelo aplicativo Meu INSS?

  1. Acesse o aplicativo Meu INSS com CPF e senha;
  2. Vá até “Consultar Pedidos” e clique em “Cumprir Exigência” em cada pedido (se houver mais de um);
  3. Role a tela até o último comentário, leia com atenção e, no campo “Aceito receber”, selecione “Sim”;
  4. Clique em “Enviar” e pronto. Depois, basta aguardar o pagamento

Como funciona o processo até a adesão ao acordo?

  1. O beneficiário registra a contestação do desconto indevido;
  2. Aguarda 15 dias úteis para que a entidade responda;
  3. Se não houver resposta nesse prazo, o sistema abre a opção para adesão ao acordo de ressarcimento.

Da Agência Brasil

INSS notifica beneficiários sobre direito à restituição de descontos

ECONOMIA 

📸/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Mensagem por WhatsApp orienta como solicitar o reembolso

Mais de um milhão de aposentados e pensionistas do INSS que têm direito à restituição de valores descontados indevidamente e que ainda não fizeram a adesão ao acordo de ressarcimento começaram a receber mensagens, por meio do WhatsApp.

As mensagens informam que o beneficiário pode solicitar o reembolso acessando o aplicativo “Meu INSS” ou comparecendo a uma agência dos Correios.

O contato destaca que tudo é feito exclusivamente pelo canal oficial do Governo Federal.

No final da mensagem, o beneficiário será questionado se deseja continuar recebendo as comunicações do governo sobre o acordo de ressarcimento.

O esforço é para garantir a devolução do dinheiro descontado indevidamente para todos os aposentados e pensionistas que foram vítimas da fraude.

Para segurança dos beneficiários, o Instituto Nacional do Seguro Social reforça que não envia links, não telefona pedindo dados pessoais, nem cobra taxa para devolução dos valores. Se isso acontecer, pode ser golpe.

A devolução dos descontos indevidos feitos por entidades associativas começou na semana passada. No total, 533 mil beneficiários que aderiram ao acordo proposto pelo governo federal vão receber inicialmente.

Os aposentados e pensionistas que ainda não aderiram têm até o dia 14 de novembro.

O reembolso, em parcela única e com correção pelo IPCA, é feito por ordem de adesão.

Foram disponibilizados canais para dúvidas: no site gov.br/inss, no aplicativo Meu INSS ou no telefone 135.

Da Agência Brasil

Descontos indevidos do INSS: quase um milhão de segurados já aceitaram acordo para ressarcimento

ECONOMIA 

Gilberto Waller Jr., presidente do INSS 📸/Reprodução/YouTube CanalGov

Primeiros pagamentos serão feitos nesta quinta-feira, começando com 400 mil pessoas

Mais de 948 mil segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já aderiram ao acordo que prevê o ressarcimento de descontos indevidos em mensalidades associativas. O dado foi informado pelo presidente do órgão, Gilberto Waller Jr., em entrevista à GloboNews nesta quarta-feira (dia 23).

Os primeiros pagamentos serão feitos nesta quinta-feira, começando com 400 mil pessoas. A partir de sexta-feira, o INSS fará lotes diários de cem mil depósitos em dias úteis, sempre respeitando a ordem de adesão. O valor será creditado de forma integral, em parcela única, na mesma conta em que o segurado já recebe seu benefício previdenciário.

Ao aceitar o acordo, o segurado renuncia ao direito de processar o INSS no futuro por esses valores, mas continua podendo acionar judicialmente as associações responsáveis pelos descontos.

A adesão é gratuita e pode ser feita presencialmente, nas agências dos Correios, ou de forma digital pelo site e aplicativo Meu INSS.

Além do esforço para ressarcir aposentados e pensionistas, o INSS também começou a reduzir o número de pessoas que aguardam a análise de benefícios. Após alcançar o pico de 2,7 milhões de pedidos pendentes em março, o estoque caiu para cerca de 2,4 milhões em junho — uma redução de 9,8%, equivalente a 264 mil requerimentos a menos.

— Ao assumirmos, o estoque de pedidos represados era de 2,7 milhões. Conseguimos uma queda de praticamente 10%, isso só foi possível graças aos mutirões, ao empenho dos servidores com trabalho extra, ao esforço concentrado em diversas frentes — disse o presidente do INSS.

De acordo com o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, a redução marca o início de uma nova fase no atendimento.

— Estamos atuando para cumprir a determinação do presidente Lula: reduzir o tempo de espera no INSS e garantir que quem tem direito receba o mais rápido possível. Nossa meta é que o cidadão espere menos de 45 dias entre o pedido e o recebimento do benefício.

Entre os principais grupos, as aposentadorias apresentaram a maior redução proporcional: queda de 25% desde março, com 109 mil pedidos a menos. Os benefícios por incapacidade, que dependem de perícia médica, também tiveram queda de 9% no mesmo período, o que representa 123 mil processos a menos na fila.

Tempo médio de análise

O tempo médio para concessão de benefícios, desconsiderando períodos de exigência com o segurado, variou nos últimos meses:

  • Março: 55 dias
  • Abril: 51 dias
  • Maio: 44 dias
  • Junho: 51 dias

Por Por Bruna Lessa/ Extra

INSS começa a ressarcir aposentados e pensionistas por descontos indevidos nesta quinta-feira (24)

ECONOMIA 

Fachada do INSS Cristiano Mariz/Agência O Globo

Os valores serão pagos integralmente e com correção monetária, diretamente na conta onde o benefício é depositado.

O ressarcimento a aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos indevidos começa nesta quinta-feira (24). Até o momento, 948 mil beneficiários já aderiram ao acordo para receber os valores de volta, o que representa quase metade do total de aptos à restituição. Ao todo, mais de 2 milhões de pessoas têm direito ao ressarcimento, por terem sido alvo de cobranças ilegais e não terem obtido resposta das entidades associativas envolvidas.

Para viabilizar os pagamentos, o governo federal liberou um crédito extraordinário de mais de R$ 3 bilhões. Os primeiros depósitos serão feitos nesta quinta e sexta-feira, beneficiando cerca de 700 mil pessoas que aderiram ao acordo até a última segunda-feira. Os valores serão pagos integralmente e com correção monetária, diretamente na conta onde o benefício é depositado.

Os demais beneficiários que aderiram após essa data devem receber na próxima semana. O governo informou que pretende divulgar um novo calendário de pagamentos até sexta-feira (26), garantindo que todos os que já firmaram o acordo sejam contemplados em breve. A adesão ao acordo pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS ou presencialmente nas agências dos Correios. No entanto, ao aderir, o beneficiário renuncia automaticamente ao direito de acionar a Justiça para reaver os valores.

Quem ainda não aderiu ou sequer contestou os descontos indevidos pode fazê-lo até o dia 14 de novembro. As contestações podem ser feitas pelo aplicativo, pela Central de Atendimento 135 ou nas agências dos Correios. O INSS orienta que os beneficiários fiquem atentos aos prazos e canais oficiais para garantir o ressarcimento.

Da CBN

Ministro do STF Alexandre de Moraes mantém decreto do IOF do governo, mas revoga cobrança sobre risco sacado

ECONOMIA 

O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão no plenário do STF — Foto: Fellipe Sampaio /STF

Ministro do STF tomou decisão após partes não chegarem a acordo durante audiência

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira manter a maior parte do decreto do governo que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), revogando apenas a cobrança das operações do risco sacado. Moraes é relator de quatro ações no STF que tratam do decreto, que causou uma disputa entre Executivo e Congresso.

O risco sacado, comum entre varejistas, é uma espécie de antecipação de pagamento de empresas aos fornecedores, intermediada pelos bancos, mediante cobrança de taxas. Antes do decreto do governo, não incidia IOF sobre a transação porque não era considerada, para esses fins, uma operação de crédito.

O ato do governo federal, contudo, determinou que essa era uma operação de crédito, e que, portanto, deveria ser cobrada como tal. O governo estimava arrecadar R$ R$ 12 bilhões em 2025 e R$ 31,2 bilhões em 2026 com as novas regras do IOF. Porém, a saída do risco sacado vai reduzir esse valor em R$ 450 milhões em 2025 e até R$ 3,5 bilhões em 2026 — o equivalente a cerca de 11,4% da arrecadação esperada com o imposto para o próximo ano.

  • Os caminhos para ajustar as contas públicas: cortar gastos é inevitável, dizem analistas

Ao suspender o artigo relativo ao risco sacado, Moraes explica que o governo extrapolou sua competência ao usar decreto para incluir operações de risco sacado como se fossem operações de crédito sujeitas ao IOF. Para o ministro, isso viola o princípio da legalidade tributária e o regime constitucional de delegação de competência tributária.

“Não bastasse isso, a equiparação normativa realizada pelo decreto presidencial das operações de “risco sacado” com “operações de crédito” feriram o princípio da segurança jurídica, pois o próprio Poder Público sempre considerou tratar-se de coisas diversas”, aponta o ministro.

Moraes destacou que o decreto que promoveu as mudanças no IOF foi editado seguindo o que é previsto pela Constituição, que autoriza o Executivo a alterar alíquotas de tributos com função extrafiscal — como o IOF. Segundo ele, a medida não extrapolou os limites legais previstos na Lei nº 8.894/1994, que disciplina o imposto.

“Não restou comprovado qualquer desvio de finalidade na alteração das alíquotas pelo ato do Presidente da República”, afirma.

O Congresso Nacional alegava que o decreto teria caráter arrecadatório, o que seria inconstitucional. Moraes rejeitou essa tese, afirmando que a motivação econômica não desfigurou a natureza regulatória do IOF.

“Não há mais necessidade de manutenção da cautelar, pois ausente o risco irreparável decorrente de eventual exação fiscal irregular”, observa.

Em nota, o advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que a decisão de Moraes “representa uma vitória significativa para a Constituição Federal” e disse que o espaço de diálogo promovido pelo Supremo foi “crucial para que a decisão judicial fosse devidamente ponderada”.

“Sobre a ressalva sobre o “risco sacado”, contida na decisão cautelar, respeitamos o entendimento do Ministro Relator, por tratar-se de controvérsia nova, que efetivamente ainda suscita divergências”, ressaltou Messias.

Na terça-feira, o ministro do STF conduziu uma audiência de conciliação entre o governo federal e membros do Legislativo para buscar um meio-termo. As partes, no entanto, alegaram que preferiram uma decisão do magistrado.

Há duas semanas, Moraes suspendeu tanto o decreto do governo federal quanto a revogação dele, decidida pelo Congresso. Com isso, as regras anteriores sobre o IOF voltaram a valer, temporariamente.

Quatro ações sobre o tema tramitam no STF, todas sob responsabilidade de Moraes. Duas delas dizem respeito diretamente ao decreto sobre o IOF: o governo federal pediu que sua constitucionalidade seja reconhecida, enquanto o PL solicitou que fosse derrubado. As outras duas tratam da decisão do Congresso de rever a medida. O PSOL afirma que o ato foi irregular, e outros oitos partidos pedem que a votação seja mantida.

Em nota, o Ministério da Fazenda avaliou que a decisão reafirma as prerrogativas constitucionais e contribui para a “retomada da harmonização entre os Poderes”, encerrando um dos principais embates institucionais do ano. A crise entre Executivo e Legislativo teve início em maio, quando o governo editou um decreto elevando o IOF com potencial arrecadatório de até R$ 40 bilhões em 2026. Após forte reação no Congresso e entre agentes do mercado, o governo recuou e reduziu o impacto da medida, mas ainda assim enfrentou uma ofensiva parlamentar para sustar os efeitos do decreto.

Crise entre Poderes

A crise aberta entre os Poderes começou com a edição de um decreto pelo governo, em maio, que elevava o IOF sobre diversas operações financeiras, gerando cerca de R$ 20 bilhões em receitas este ano e R$ 40 bilhões no próximo.

A medida gerou forte reação nos mercados e no Congresso, que, mesmo após negociar recuos com o Executivo, resolveu sustar os efeitos da medida por meio da aprovação de um decreto legislativo.

Na última versão, o decreto previa uma arrecadação de R$ 12 bilhões este ano e de R$ 31,3 bilhões em 2026, receita considerada fundamental para alcançar as metas fiscais, especialmente no ano que vem, em que o governo tem de alcançar um resultado superavitário.

Neste ano, R$ 31,3 bilhões do Orçamento já estão congelados. Se não houver solução favorável ao governo no STF sobre o IOF, é provável que essa contenção aumente no relatório de atualização do Orçamento que sai na semana que vem.

Por Agência O Globo

‘Estamos fazendo isso porque eu posso’, diz Trump sobre tarifas de 50% ao Brasil

ECONOMIA

Trump: ‘Taxei o Brasil porque eu posso’ 📸 Reprodução

A declaração, que ignora fatores econômicos, foi dada após jornalistas questionarem o republicano sobre a taxa imposta ao Brasil. A medida é a mais alta até agora, entre mais de 20 países que devem enfrentar cobranças sobre importação nos EUA a partir de 1º de agosto.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (15) que decidiu impor tarifas de 50% sobre a importação de produtos brasileiros porque “pode fazer isso” e quer “dinheiro entrando” no país.

A declaração, que ignora fatores econômicos, foi dada após jornalistas questionarem o republicano sobre a tarifa imposta ao Brasil. A medida é a mais alta até agora, entre mais de 20 países que devem enfrentar cobranças elevadas sobre importação nos EUA a partir de 1º de agosto.

“Estamos fazendo isso porque eu posso fazer. Ninguém mais seria capaz”, disse Trump no gramado da Casa Branca. “Temos tarifas em vigor porque queremos tarifas e queremos o dinheiro entrando nos EUA”, acrescentou.

Em carta endereçada ao presidente Lula (PT) na última quarta-feira (9), Trump argumentou que irá elevar a taxa do Brasil em 50% por ter uma relação comercial “injusta” com o país. Os dados oficiais, no entanto, mostram que os norte-americanos têm vantagem na balança comercial. (leia abaixo)

Além disso, o republicano citou Jair Bolsonaro (PL) e disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta terça-feira, Trump também voltou a defender Bolsonaro após ser informado sobre o pedido de condenação apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em sua fala, Trump afirmou que “não é que ele seja amigo” de Bolsonaro, mas sim alguém que conhece. O presidente dos EUA também voltou a dizer, sem apresentar provas, que o julgamento de Bolsonaro no STF seria uma “caça às bruxas”.

“O presidente Bolsonaro é um bom homem. Conheci muitos primeiros-ministros, presidentes, reis e rainhas, e sei que sou muito bom nisso. O presidente Bolsonaro não é um homem desonesto. Ele ama o povo brasileiro. Ele lutou muito pelo povo brasileiro”, disse Trump.

“Ele negociou acordos comerciais contra mim em nome do povo brasileiro, e foi muito duro, porque queria fazer um bom negócio para seu país. Ele não era um homem desonesto. Acredito que isso seja uma caça às bruxas e que não deveria estar acontecendo. Eu sei disso”, continuou.

Déficit comercial?

Ao justificar a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, Trump afirmou que a relação comercial dos EUA com o Brasil é “injusta”. “Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco”, escreveu.

“Por favor, entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os EUA. Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional”, disse Trump na carta a Lula.

Apesar do argumento, dados do Ministério do Desenvolvimento mostram o contrário. O Brasil tem registrado déficits comerciais seguidos com os EUA desde 2009 — ou seja, há 16 anos. Isso significa que o Brasil gastou mais com importações do que arrecadou com exportações.

Ao longo desse período, as vendas americanas ao Brasil superaram as importações em US$ 90,28 bilhões (equivalente a R$ 493 bilhões na cotação atual), considerando os números até junho de 2025. Leia mais aqui.

Por isso, analistas afirmam que a postura de Trump com as tarifas tem um forte componente geopolítico, com o objetivo principal de ampliar seu poder de barganha e influência nas relações internacionais.

Por Redação g1 — São Paulo

ONS defende volta do horário de verão para suprir demanda de energia A partir do próximo sábado

ECONOMIA 

📸 Marcelo Camargo/Agência Brasil

Documento aponta necessidade de acionamento de usinas térmicas

O sistema elétrico brasileiro deve apresentar problemas para o suprimento da demanda de potência de energia elétrica nos horários de pico, especialmente no fim do dia, nos próximos cinco anos, caso não realize leilões de potência de energia.

A conclusão é do Plano da Operação Energética (PEN 2025), lançado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nessa terça-feira (8). O documento traz as avaliações das condições de atendimento ao mercado previsto de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) para o período de 2025 a 2029.

Segundo o ONS, haverá necessidade de despacho de usinas térmicas flexíveis para atender a demanda no horário de pico, com a adoção de medidas alternativas. Entre elas, a possibilidade de retorno do horário de verão, suspenso no governo do ex-presidente Bolsonaro. A adoção do horário de verão poderá ser recomendada, mas dependerá das projeções de atendimento dos próximos meses.

O documento aponta que a geração de energia no país cresceu, puxada principalmente pelas fontes de energia intermitentes, como a eólica, solar e a MMGD (mini e microgeração distribuída solar), essas últimas duas praticamente não produzem menos energia no horário noturno, quando há maior necessidade de potência.

Futuro

Para os próximos anos, é estimado um acréscimo de 36 Giga Watts (GW) de capacidade instalada, em relação ao gerado em dezembro de 2024, totalizando 268 GW até 2029.

A MMGD, em conjunto com fonte solar, corresponderá a 32,9% da matriz elétrica em 2029, fazendo com que a fonte solar seja a segunda maior em termos de capacidade instalada do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Para o operador, a mudança no perfil da matriz elétrica, com a crescente participação das fontes renováveis no atendimento ao SIN, trouxe novos desafios para a operação e tem exigido maior flexibilidade na operação, especialmente das usinas das hidrelétricas, que são mais controláveis, além do despacho das termelétricas.

A avaliação do ONS é que, diante do cenário atual, haverá necessidade de preparar o sistema para elevados montantes de despacho termelétrico no segundo semestre para o atendimento de potência sob o ponto de vista conjuntural, principalmente a partir de outubro deste ano. “Observa-se, em todo o horizonte, necessidade de elevado despacho térmico adicional ao previsto para atendimento energético, sendo que grande parte dos cenários já indica a necessidade de utilização da reserva de potência ao longo do segundo semestre de 2025”, diz o documento.

Geração térmica

Apesar de apontar a necessidade de despacho das térmicas, o ONS não recomenda a inclusão de geração térmica com alto nível de inflexibilidade ou com longo tempo de acionamento nos próximos cinco anos.

“Ao contrário, o SIN tem demandado cada vez mais requisitos de flexibilidade e, desta forma, o ONS precisa ter à disposição elementos de despachabilidade adequados às rápidas variações de potência requeridas para o atendimento à variação da demanda e das fontes intermitentes ao longo do dia”, diz o ONS.

Leilão

Um leilão para a contratação de potência elétrica –  Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência – estava previsto para agosto do ano passado. Mas o certame foi judicializado, levando a inúmeros adiamentos da definição das regras do leilão.

A previsão era de que o leilão ocorresse em junho, mas em abril, o Ministério de Minas e Energia editou uma portaria revogando as regras para o certame, o que, na prática, acabou cancelando a disputa que seria destinada à contratação de potência elétrica a partir de empreendimentos de geração, novos e existentes provenientes de usinas hidrelétricas e termelétricas a gás natural e a biocombustíveis.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) disse que, caso seja publicada uma nova portaria, um novo leilão será coordenado pela Aneel e realizado na plataforma online da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

“Assim, todo o aprendizado e os documentos redigidos no processo, como a consulta pública realizada pela Agência, poderão ser utilizados como base, na medida do que for adequado e pertinente, em eventual nova instrução”, informou a agência reguladora.

Próximos anos

Para o horizonte estrutural (2026/2029), documento aponta o risco explícito de insuficiência da oferta de potência (LOLP), com a violação do nível de confiança da insuficiência da oferta de potência de agosto de 2026 a dezembro de 2026, de agosto de 2027 a abril de 2028 e de julho de 2028 a dezembro de 2029. Ou seja, a LOLP é violada em todos os anos da avaliação.

“No sentido de busca do equilíbrio estrutural em termos de atendimento aos requisitos de potência, é premente a realização de leilões anuais de reserva de capacidade na forma de potência, uma vez que os estudos do PEN 2024 já indicaram violação dos critérios de garantia de suprimento de potência em 2025, e os resultados do PEN 2025 mostram aprofundamento das violações com o decorrer dos anos avaliados” diz o documento.

Cargas especiais

Outro ponto que merece atenção é a inserção de cargas especiais no sistema, tais como plantas de datacenters e hidrogênio verde, que demandam alto suprimento de energia e possuem baixa flexibilidade operativa, “com impacto tanto nos critérios de garantia de suprimento de energia quanto de potência, como mostrado nos cenários de sensibilidade”.

“Atenção especial deve ser dada na viabilização do atendimento destas cargas no período de ponta noturno, momento no qual o sistema já apresenta uma maior dificuldade no atendimento aos requisitos de carga”, finaliza o documento.

Por Agência Brasil

Trump diz que ‘Brasil não tem sido bom’ com os EUA e que vai divulgar tarifa até esta quinta-feira

ECONOMIA 

Republicano tem enviado cartas a líderes globais anunciando novas taxas sobre importações, com início previsto para 1º de agosto. Na segunda-feira, ele ameaçou aplicar uma tarifa de 10% aos países do Brics.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (9) que pretende realizar, entre hoje e amanhã, o envio de novas cartas a países sobre o aumento de tarifas. O Brasil foi citado diretamente pelo republicano e, dessa vez, estará entre os notificados.

“O Brasil, por exemplo, não tem sido bom conosco, nada bom”, disse Trump a repórteres durante um evento com líderes da África Ocidental na Casa Branca. “Vamos divulgar um número referente ao Brasil ainda esta tarde ou amanhã de manhã.”

O republicano começou a enviar nesta quarta-feira sua segunda leva de cartaspara notificar parceiros comerciais. Ele definiu tarifas mínimas sobre produtos importados, que variam entre 25% e 40%, a depender do país, com validade a partir de 1º de agosto.

Nesta segunda etapa, pelo menos sete países foram notificados até agora: Argélia, Brunei, Filipinas, Iraque, Líbia, Moldávia e Sri Lanka.

Só na segunda-feira, o republicano enviou os documentos a 14 nações. No mesmo dia, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que haveria “cartas adicionais nos próximos dias”.

Ao falar sobre a alteração das tarifas para produtos importados do Brasil, Trump afirmou que as novas taxas anunciadas se baseiam em “fatos muito, muito substanciais” e em um “histórico anterior”.

Apesar do argumento de Trump de que a aplicação de tarifas busca corrigir a balança comercial norte-americana, dados do Ministério do Desenvolvimento mostram que o Brasil tem registrado déficits comerciais seguidos com os EUA desde 2009 — ou seja, há 16 anos.

Ao longo desse período, as vendas americanas ao Brasil superaram suas importações em US$ 88,61 bilhões (equivalente a R$ 484 bilhões na cotação atual). Leia mais aqui.

Por isso, analistas apontam que a postura de Trump com as tarifas tem um forte componente geopolítico, com o objetivo de ampliar seu poder de barganha nas relações internacionais.

Veja abaixo a lista de países que já receberam os documentos e as taxas anunciadas por Trump até o momento:

  • África do Sul: 30%
  • Argélia: 30%
  • Bangladesh: 35%
  • Bósnia e Herzegovina: 30%
  • Brunei: 25%
  • Cambodja: 36%
  • Cazaquistão: 25%
  • Coreia do Sul: 25%
  • Filipinas: 20%
  • Indonésia: 32%
  • Iraque: 30%
  • Japão: 25%
  • Laos: 40%
  • Líbia: 30%
  • Malásia: 25%
  • Myanmar: 40%
  • Moldávia: 25%
  • Sérvia: 35%
  • Sri Lanka: 30%
  • Tailândia: 36%
  • Tunísia: 25%

Ameaçaa países do Brincs e resposta de Lula 

O presidente dos EUA afirmou nesta terça-feira (8) que os países do Brics vão receber uma tarifa de 10% “muito em breve”.

Segundo o republicano, o Brics estaria tentando prejudicar os EUA e substituir o dólar como moeda padrão global.

  • O Brics é um grupo de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Egito, Arábia Saudita, Etiópia, Indonésia e Irã.

“O que eles estão tentando fazer é destruir o dólar para que outro país assuma a posição e torne sua moeda o novo padrão. Perder o padrão mundial do dólar seria como perder uma grande guerra mundial. Não seríamos mais o mesmo país. E não vamos deixar isso acontecer”, completou Trump.

Em resposta, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que os países do Brics são soberanos.

“Não aceitamos intromissão de quem quer que seja”, disse Lula. “Nós defendemos o multilateralismo”.

A nova ofensiva de Trump vem apenas um dia após o republicano ameaçar aplicar uma taxa adicional de 10% a qualquer país que se alinhasse “às políticas antiamericanas” do Brics, em uma publicação em seu perfil no Truth Social.

Trump não explicou o que entende por “políticas antiamericanas”. Autoridades do governo dos EUA afirmam que não há decreto em elaboração no momento, e que tudo dependerá dos próximos movimentos do bloco.

pressão pela conclusão de acordo comerciais 

Combustível: governo prevê queda de preço se petróleo mantiver cotação

ECONOMIA 

📸 Marcelo Camargo Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que “há uma real possibilidade” de queda no preço da gasolina e do diesel nas próximas semanas, caso o valor do petróleo no mercado internacional se mantenha. Ele participou, nesta segunda-feira (7), da reunião de cúpula do Brics, no Rio de Janeiro.

“Nós estávamos muito apreensivos, naturalmente, com essa guerra entre Israel e Irã. A tensão diminuiu. Esperamos que termine”, disse o ministro, em entrevista.

Afirmou, ainda, que o governo tem se mobilizado para evitar cobranças abusivas nos preços dos combustíveis.

“O presidente Lula vem cobrando isso de forma reiterada para que, na bomba de combustível, cheguem as reduções feitas pela Petrobras. E nós estamos trabalhando de forma fiscalizatória. Esse é o papel do governo para que a gente tenha realmente o resultado desse esforço que é feito nas políticas públicas para poder construir justiça tarifária no país”, acrescentou.

Cúpula do Brics

Silveira afirmou que o Brics discutiu, nesta cúpula, a questão da sustentabilidade, de forma “muito vigorosa”. “[O Brics] é um fórum internacional fundamental, inclusive para poder articular financiamento para a transição energética através do Banco do Brics”, disse.

O ministro citou ainda que a extração de minerais críticos, dos quais o Brasil e outros países do Brics têm reservas importantes, é fundamental para a transição energética.

Mas, segundo ele, é preciso buscar um equilíbrio entre as atividades econômicas e a legislação.

Por Agência Brasil

CMN remaneja R$ 2 bi para operações de crédito de governos locais

ECONOMIA 

📸 José Cruz/Agência Brasil

Dinheiro vem de sublimites de crédito para Novo PAC e PPPs

A partir desta quarta-feira (2), os estados e municípios poderão pegar R$ 2 bilhões adicionais emprestados no sistema financeiro com garantia da União. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) remanejou os sublimites para atender aos governos locais.

O total de crédito que os entes públicos (União, estados, municípios e estatais) podem contratar em 2025 continua em R$ 21,426 bilhões, limite estabelecido em janeiro. As realocações ocorreram porque quase metade do espaço para novas operações de crédito dos governos locais com garantia da União tinha sido consumida.

Com a decisão, o sublimite para o crédito dos governos locais com garantia da União, em que o Tesouro Nacional cobre eventuais inadimplências, passou de R$ 5 bilhões para R$ 7 bilhões até o fim do ano.

O dinheiro veio da redução de dois sublimites: o teto para operações de crédito de obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), também com garantia da União, caiu de R$ 3 bilhões para R$ 1,5 bilhão. O sublimite para operações de crédito com garantia da União em Parcerias Público Privadas (PPPs), caiu de R$ 1 bilhão para R$ 500 milhões.

A falta de demanda para os financiamentos de empreendimentos do Novo PAC permitiu o remanejamento dos limites. A resolução entra em vigor amanhã. Em janeiro de cada ano, o CMN define o limite, e os sublimites para a contratação de crédito pelos órgãos públicos para os 11 meses seguintes.

Por Agência Brasil

Entram em vigor novas regras de segurança para chaves Pix

ECONOMIA 

📸Bruno Peres/Agência Brasil

Bancos devem verificar dados com a Receita Federal

A partir desta terça-feira (1º), os bancos devem verificar com a Receita Federal as informações vinculadas ao Pix para evitar fraudes, como inclusão de pessoas mortas em chaves de terceiros. Anunciadas em março, as medidas de segurança entram em vigor hoje.

Segundo o próprio Banco Central, criador e administrador do sistema Pix, o principal objetivo da mudança é evitar que fraudadores insiram um nome diferente numa chave Pix do nome registrado na base de dados da Receita Federal. Essa situação, que ocorre por erro das instituições financeiras, tem sido usada por criminosos para dificultar o rastreamento.

A mudança afetará apenas 1% das chaves Pix cadastradas. Código identificador de uma conta, a chave Pix permite registrar a origem e a destinação no sistema de transferências instantâneas. Ela pode estar vinculada a um CPF, CNPJ, número de telefone, e-mail ou um código aleatório composto por letras e números.

Na época do anúncio, em março, as medidas foram alvo de fake news. Entre as mentiras difundidas, estão a de que quem deve impostos ou está com o nome sujo terá a chave bloqueada. Na verdade, as mudanças abrangem poucos usuários e buscam evitar golpes financeiros.

Tire suas dúvidas sobre as novas regras do Pix:

De quem foi a decisão? Da Receita Federal ou do Banco Central?

O reforço na segurança do Pix foi decidido pelo Banco Central, que criou e administra o sistema de transferências instantâneas.

Quem terá a chave excluída?

Entre as pessoas físicas, as chaves CPF na seguinte situação (1% do total):

•   4,5 milhões: grafia inconsistente

•   3,5 milhões: falecidos

• 30 mil: CPF suspenso (cadastro com informações incorretas ou incompletas)

•  20 mil: CPF cancelado (CPF suspenso há mais de cinco anos, com duplicidade de inscrição ou cancelado por decisão administrativa da Receita ou decisão judicial)

•  100: CPF nulo (com fraude ou erro grave no cadastro).

Entre as pessoas jurídicas, as chaves CNPJ na seguinte situação

•    984.981 com CNPJ inapto (empresa que não apresentou demonstração financeira e contábil por dois anos)

• 651.023 com CNPJ baixado (empresa oficialmente encerrada)

•    33.386 com CNPJ suspenso (empresa punida por descumprir obrigações legais)

•   Banco Central não informou a quantidade de CNPJ nulos (sem validade)

Quando as chaves serão excluídas?

Segundo o BC, a exclusão está prevista a partir de julho.

Como se dará a exclusão?

As instituições financeiras e de pagamento deverão verificar o cadastro sempre que houver um procedimento relacionado a chaves Pix, como registro, mudança de informações, pedido de portabilidade ou reivindicação de posse. Caso seja constatada alguma das irregularidades acima, a chave deverá ser excluída.

Quem deve impostos terá chave excluída?

Não. O BC esclareceu que a inconformidade de dados cadastrais de CPF e de CNPJ não tem relação com o pagamento de tributos, apenas com a identificação cadastral do titular do registro na Receita Federal.

Quem está com o nome sujo deixará de fazer Pix?

Não. Esta é uma fake news que passou a ser espalhada nos últimos dias. As medidas só abrangem quem tem problemas cadastrais na Receita Federal.

O que mudará nas chaves aleatórias?

Pessoas e empresas que usam chaves aleatórias (combinação de letras e números) não poderão mais alterar informações vinculadas a essa chave. Agora, o usuário precisará excluir a chave aleatória e criar uma nova, com as informações atualizadas.

O que mudará nas chaves vinculadas a e-mails?

A partir de abril, a chave do tipo e-mail não poderá mais mudar de titular. Não será mais possível migrar a chave de um dono para outro.

Haverá mudanças nas chaves vinculadas a número de celular?

Não. As chaves do tipo celular poderão mudar de titular e de conta. Segundo o BC, a possibilidade de alteração foi mantida por causa da troca frequente de números de telefone, principalmente de donos de linhas pré-pagas.

Qual o principal objetivo das medidas?

Aumentar a segurança no Pix, ao inibir o uso de chaves com nomes diferentes da base de dados da Receita Federal, no caso do CPF e do CNPJ e impedir a transferência de chaves para terceiros, no caso de chaves aleatórias e de e-mails.

Devolução de qualquer valor dos dispositivos 

Desde novembro de 2024, caso uma conta transferisse para uma outra conta existente sem chave Pix criada, a devolução seria limitada a R$ 200. BC retornou a norma antiga e retirou o limite para esse tipo de transação.

É possível verificar se o CPF está em situação regular?

Sim. A consulta pode ser feita na página da Receita Federal, na aba “Comprovante de situação cadastral”.

Por Agência Brasil

Caixa paga nesta sexta (27) Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 9

ECONOMIA 

© Lyon Santos/ MDS

Com adicionais, valor médio do benefício está em R$ 666,01

A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (27) a parcela de junho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 9.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 666,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 20,49 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,63 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até 6 meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Os beneficiários de 30 cidades receberam o pagamento no último dia 16, independentemente do NIS. A medida beneficiou moradores de seis estados, afetados por chuvas ou por estiagens ou com povos indígenas em situação de vulnerabilidade: Alagoas (cinco municípios), Amazonas (quatro), Paraná (seis), Roraima (um), São Paulo (município de Diadema) e Sergipe (oito).

A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde o ano passado, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 3,02 milhões de famílias estão na regra de proteção em junho. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo. Para essas famílias, o benefício médio ficou em R$ 365,04.

A partir deste mês, quem ingressar na regra de proteção terá o tempo de permanência reduzido de dois anos para um ano. Quem se enquadrou na regra até maio deste ano continuará a receber metade do benefício por dois anos.

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago nesta sexta-feira às famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 9. O valor foi mantido em R$ 108 neste mês.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 5,36 milhões de famílias. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, no fim de 2022, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Confira tabela: 

Arte EBC

Por Agência Brasil

Caixa dá até 90% de desconto em dívidas renegociadas por clientes

ECONOMIA 

© MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Saiba os canais de atendimento para quitação dos débitos em atraso

Tudo em Dia Caixa é o nome da campanha que a Caixa Econômica Federal lançou para  ajudar os clientes (pessoas físicas e empresas) a quitarem suas dívidas comerciais, com até 90% de desconto.

O banco público estima que cerca de 5,8 milhões de clientes, sendo 5,3 milhões de pessoas físicas e 476 mil pessoas jurídicas, podem regularizar seus débitos, abrangendo um total de 8,5 milhões de contratos.

Mais de 85% dos clientes deste público alvo da campanha podem liquidar suas dívidas pagando até R$ 2 mil, calcula a instituição financeira. Não há limite de dívida.

Após o pagamento do boleto, o contrato é confirmado. Com isso, o nome do cliente será retirado dos cadastros de restrição de crédito (como SPC/Serasa) em até cinco dias úteis e a pessoa volta a ter acesso a crédito.

Onde negociar

As negociações dos débitos em atraso podem ser podem ser realizadas presencialmente por canais digitais e remotos do banco. São eles:

  • em qualquer agência bancária da Caixa Econômica Federal;
  • em casas lotéricas, é possível ter acesso às condições especiais para quitação de valores até R$ 5 mil reais, informando o Cadastro de Pessoa Física (CPF);
  • no site da campanha Tudo em Dia Caixa;
  • pelo aplicativo Cartões Caixa;
  • pelo WhatsApp 0800 104 0104, disponível de segunda a sexta, exceto feriados (das 8 horas às 18 horas);
  • pelo telefone Alô Caixa: 4004 0104 (para ligações feitas a partir de uma das 27 capitais) e 0800 104 0 104 (demais localidades), entre 8 horas e 20 horas.

Durante o período da campanha, o caminhão Tudo em Dia Caixa estará presente em várias cidades prestando atendimento em locais de fácil acesso. A rota atualizada com as cidades que receberão o caminhão pode ser consultada no site da Caixa.

Outras dívidas

As dívidas em atraso fora da campanha de descontos e aquelas de contratos habitacionais também podem ter condições de especiais para negociação, esclareceu o banco.

Para estes casos, a Caixa também disponibiliza:

  • renegociação de dívidas em até 120 meses (10 anos);
  • parcelamento das faturas e de cartões de crédito pelo aplicativo cartões Caixa;
  • Já os titulares de contratos habitacionais em atraso podem:
  • usar seu saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar até 80% da prestação mensal do financiamento habitacional, compreendendo até seis prestações em atraso;
  • incorporar encargos ao saldo da dívida, de acordo com o enquadramento do contrato nas condições negociais disponibilizadas pela Caixa;
  • pausa no pagamento das prestações, de acordo com o perfil do contrato.​

São exemplos de contratos habitacionais: financiamentos para compra de imóveis novos ou usados; aquisição de terreno e construção; reforma ou ampliação de imóvel.

As negociações podem ser feitas por meio do aplicativo Habitação Caixa.

Por Agência Brasil

Mutirão do Serasa permite quitação de dívidas até final de junho

ECONOMIA 

© JOÉDSON ALVES/AGÊNCIA BRASIL

Uso do Pix para pagar possibilita nome limpo na hora

Depois de constatar que pelo menos 35 milhões de brasileiros têm dívidas com instituições bancárias, a Serasa, empresa de proteção ao crédito, está fazendo um mutirão, até o dia 30 de julho, para estimular a quitação de dívidas de até R$ 100.

Cerca de 11 milhões de devedores estão dentro da faixa de valor. O mutirão envolve 40 bancos que devem conceder descontos de até 97% na negociação. O uso de Pix para pagar dívidas no mutirão possibilita nome limpo na hora.

A plataforma do Serasa disponibiliza 23 milhões de dívidas bancárias que podem ser pagas por R$ 50. Em São Paulo, são mais de 18 milhões de dívidas que podem ser quitadas por até R$ 100 reais, e 7 milhões quitadas por menos de R$ 50.

“Nossas pesquisas revelam que 38% dos brasileiros com dívidas em bancos e financeiras estão negativados por causa do cartão de crédito há mais de dois anos, sendo que 46% deles já tentaram negociar a dívida, mas não conseguiram um bom acordo. Por isso, nos unimos a mais de 40 bancos para ampliar o alcance das condições especiais e oferecer oportunidades reais de renegociação”, disse a especialista em educação financeira da Serasa, Aline Maciel.

Segundo o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa mostra que há 77 milhões de pessoas com o CPF negativado pelo credor. O volume equivale a 47,3% da população adulta. A dívida média do consumidor brasileiro chegou a R$ 6.036,94, o equivalente a quatro salários-mínimos.

Os bancos representam o principal motivo de negativação do consumidor no país, responsáveis por 27,8% do total. Cartão de crédito, empréstimos e cheques especiais são os vilões do endividamento nacional. Em seguida, estão as contas básicas, como luz e água (20%), e as financeiras (19%), empresas que concedem crédito, mas não se caracterizam como bancos.

Para aderir ao mutirão, basta procurar os canais oficiais do Serasa:

Consumidores podem negociar dívidas do Serasa Limpa Nome nas mais de 10 mil agências dos Correios espalhadas pelo país, mediante a uma taxa de R$ 4,60 por acordo realizado e R$ 3,30 por consulta a acordos (reimpressão de 2ª via de boletos.

Para negociar pelo aplicativo, basta digitar o CPF, preencher um cadastro e ao acessar a plataforma que todas as informações financeiras do consumidor já aparecerão na tela, como a existência de possíveis dívidas e a pontuação do Serasa Score.Em seguida, basta selecionar a opção “Ver ofertas” para verificar as condições oferecidas para pagamento com o desconto do Serasa Limpa Nome já aplicado. Basta clicar em uma das dívidas disponíveis e serão apresentadas as opções para renegociar cada débito.  Para fazer um acordo, clique no campo “Negociar” de cada uma das ofertas.

Depois, é preciso escolher a opção que desejar e a forma de pagamento de sua preferência. Caso seja boleto, é possível copiar o código, baixar ou solicitar o envio via WhatsApp. Se optar pela opção do Pix, tem que selecionar o dia para vencimento e a quantidade de parcelas desejada. Depois, confirme as informações, revisando todas as condições apresentadas, clicar em “Concluir acordo”.  Ao fechar o acordo, o consumidor deve realizar o pagamento com as condições definidas na etapa anterior. Para pagar com o Pix, clique em “Copiar chave Pix” e colar no aplicativo da instituição bancária para prosseguir.

Febraban

No último mês de março, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em conjunto com o Banco Central do Brasil, Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e Procons realizaram o Mutirão Nacional com o objetivo de promover a renegociação de dívidas com os bancos. Segundo a Febraban, foram negociados mais de 1,4 milhão de contratos. Os produtos bancários mais renegociados foram cartão de crédito, empréstimos no geral e cheque especial.

As campanhas ocorrem anualmente, em março (mês do consumidor) e novembro, desde 2019, ocasião em que os bancos oferecem condições especiais para a regularização de contratos em atraso, como parcelamento, descontos no valor da dívida ou taxas de juros reduzidas para refinanciamento, de acordo com a política de cada instituição.

De acordo com a Federação, no mutirão realizado em março de 2023 foram repactuados 2,057 milhões contratos e, no mutirão realizado em março de 2024, mais 1,6 milhão de contratos foram repactuados. Entre março de 2020 e novembro de 2022, os bancos alcançaram 24,3 milhões de contratos, que superam R$ 1,3 trilhão em saldo devedor e R$ 200 bilhões em parcelas suspensas.

“A renegociação de dívidas é fundamental para que o consumidor possa retomar o controle sobre sua vida financeira, evitando o agravamento da situação e o superendividamento. Além disso, a renegociação contribui para a estabilidade do mercado, ao reduzir a inadimplência e possibilitar o retorno do consumidor ao mercado de consumo”, afirmou o diretor de Cidadania Financeira e Relações com o Consumidor da Febraban, Amaury Oliva.

Por Agência Brasil

Lula convoca reunião com ministros diante de risco de nova derrota no Congresso encarecer conta de luz

ECONOMIA

O presidente Lula em cerimônia no Palácio do Planalto -Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência com alguns de seus principais ministros na manhã de hoje diante de sinais de que o Congresso pode impor novas derrotas ao governo e encarecer a conta de luz.

No foco, os vetos presidenciais ao marco das eólicas em alto-mar. Lula barrou benefícios a outros segmentos do setor elétrico que foram inseridos no projeto, como a contratação de térmicas a gás e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

Uma parte desses vetos já foi derrubada na sessão do Congresso na semana passada, impondo um custo adicional de R$ 35 bilhões ao ano nas tarifas de energia, valor que terá de ser rateado entre todos os consumidores. Há, porém, outro vetos pendentes que podem elevar essa conta para R$ 65 bilhões, segundo técnicos do governo.

A derrota levou o Palácio do Planalto a indicar que editará uma nova medida provisória para reduzir esse impacto. Auxiliares de Lula, porém, receberam sinais do Congresso de que o governo terá dificuldade para avançar com o tema. Além disso, a articulação política foi avisada de que há intenção de pautar a apreciação dos vetos restantes em breve, com risco de novo revés para Lula.

Diante disso, o presidente chamou parte de seu núcleo duro para debater os possíveis caminhos de reação. Os ministros Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Silveira (Minas e Energia) participaram da reunião, que não estava inicialmente prevista na agenda de Lula.

Um dos planos é acelerar a edição da medida provisória, ainda que a aceitação das Casas ao novo texto seja incerta. Como mostrou o GLOBO, o documento elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) que servirá como base para a proposta prevê a manutenção de alguns dos benefícios, mas reduz o impacto na tarifa para R$ 11 bilhões.

Segundo auxiliares de Lula, não está descartada, no entanto, a ideia de levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), tentando uma liminar para brecar o movimento dos parlamentares de derrubar mais vetos com efeito nas contas de luz. Essa hipótese, por ora, não tem aval da Advocacia-geral da União (AGU), que já indicou nos bastidores dúvidas sobre a chance de sucesso da estratégia de judicialização desse tema.

As informações são da Agência O Globo.

Gripe aviária: 17 países suspendem restrição à carne brasileira

ECONOMIA 

© REUTERS/JORGE SILVA

Brasil registrou primeiro caso em estabelecimento comercial em maio

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou nota nesta terça-feira (24) informando que 17 países retiraram as restrições à importação de carne de aves do Brasil, após o caso de gripe aviária registrado no Rio Grande do Sul.

Integram a lista Argélia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Egito, El Salvador, Iraque, Japão, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mianmar, Montenegro, Paraguai, República Dominicana, Sri Lanka, Vanuatu e Vietnã.

No último dia 18, o Brasil voltou a ser um país livre da influenza aviária após ter cumprido os protocolos internacionais que preveem, entre outras medidas, o prazo de 28 dias sem novos registros em granjas comerciais.

Um único caso confirmado em estabelecimento comercial foi registrado em uma granja no município gaúcho de Montenegro, no dia 16 de maio. A confirmação da doença foi feita no dia 22 de maio, após a conclusão da desinfecção da granja contaminada.

No momento, 14 países, mais a União Europeia, mantém o embargo total à exportação da carne brasileira. Mais 18 países, além do Reino Unido, estão com a suspensão restrita à carne proveniente do Rio Grande do Sul. Catar, Emirados Árabes e Jordânia estão com a exportação suspensa apenas para produto oriundo do município de Montenegro.  

O ministério informou que permanece em articulação com as autoridades sanitárias dos países importadores para prestar todas as informações técnicas necessárias sobre o caso.

“As ações adotadas visam garantir a segurança sanitária e a retomada segura das exportações o mais breve possível.”

O que é a gripe aviária?

A influenza aviária, comumente conhecida como gripe aviária, afeta principalmente aves, mas também foi detectada em mamíferos, incluindo bovinos.

A transmissão ocorre pelo contato com aves doentes e também por meio da água e de materiais contaminados.

A doença raramente afeta humanos, e a orientação é que as pessoas se mantenham informadas e adotem as medidas preventivas recomendadas.

Segundo o Ministério da Agricultura, carnes e ovos podem ser consumidos com segurança, desde que preparados adequadamente.

Por Agência Brasil

Receita abre consulta a novo lote de restituição nesta segunda-feira

ECONOMIA 

JOÉDSON ALVES/AGÊNCIA BRASIL

Cerca de 6,5 milhões de contribuintes receberão R$ 11 bilhões

A Receita Federal abre nesta segunda-feira (23), às 10h, consulta a mais um lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física de 2025, o maior da história em número de contribuintes e em valor.Esse é o segundo dos cinco lotes de 2025 e também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, 6.545.322 contribuintes receberão R$ 11 bilhões. Todo o valor, informou o Fisco, irá para contribuintes com prioridade no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  • 4.764.634 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
  • 1.044.585 contribuintes de 60 a 79 anos;
  • 496.650 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • 148.090 contribuintes acima de 80 anos;
  • 91.363 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.

Embora não tenham prioridade por lei, os contribuintes que usaram dois procedimentos em conjunto, pré-preenchida e Pix, passaram a ter prioridade no recebimento da restituição neste ano.Neste lote, não haverá pagamento a contribuintes sem prioridade.

A consulta poderá ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tabletse smartphones.

O pagamento será feito em 30 de junho, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001(capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

Por Agência Brasil

Milho está mais caro: preço subiu até 54,55% em relação a 2024 em Pernambuco, aponta Procon

ECONOMIA 

Milho é principal alimento consumido nas festividades juninas – BERG ALVES / JC IMAGEM

Levantamento identificou oscilações de até 25% entre os dias e horários de compra no Ceasa; Procon orienta consumidores a pesquisarem os preços

Durante o período de festas juninas, o preço do milho verde é ingrediente tradicional das comemorações de São João. De acordo com um levantamento realizado pelo Procon-PE, o valor do produto chegou a registrar alta de até 54,55% em comparação com o mesmo período de 2024.

A pesquisa foi conduzida entre os dias 11 e 13 de junho no Centro de Abastecimento Logístico de Pernambuco (Ceasa), o principal polo de comercialização do estado.

De acordo com o Procon, o valor de manteve estável ao longo dos três dias analisados, representando uma variação de 25%. Já o milho verde grande foi encontrado com preços variando entre R$ 50 e R$ 60, uma oscilação de 20% durante o período monitorado.

A mão de milho médio, por sua vez, foi vendida por valores entre R$ 35 e R$ 45, com média entre R$ 35 e R$ 40 — o que representa um aumento de 54,55% em relação ao mesmo período de 2024.

O Procon-PE reforça a importância da pesquisa de preços antes de efetuar as compras, principalmente em datas comemorativas, quando a demanda por determinados produtos é maior.

Segundo o órgão, a consulta prévia pode ajudar a evitar gastos desnecessários e encontrar melhores condições de compra.

Variação de preços e comparação com o ano anterior

O levantamento identificou oscilações de até 25% nos preços, dependendo do dia e do horário da compra. No último dia da pesquisa, por exemplo, a mão de milho verde de tamanho pequeno foi comercializada por até R$ 25.

Segundo o PROCON -PE, esse valor se manteve estável ao longo dos três dias analisados, representando uma variação de 25%. Já o milho verde grande foi encontrado com preços variando entre R$ 50 e R$ 60, uma oscilação de 20% durante o período monitorado.

A mão de milho médio, por sua vez, foi vendida por valores entre R$ 35 e R$ 45, com média entre R$ 35 e R$ 40 — o que representa um aumento de 54,55% em relação ao mesmo período de 2024.

O Procon-PE, reforça a importância da pesquisa de preços antes de efetuar as compras, principalmente em datas comemorativas, quando a demanda por determinados produtos é maior.

Segundo o Procon, Segundo o órgão, a consulta prévia pode ajudar a evitar gastos desnecessários e encontrar melhores condições de compra.

Por Maria Letícia Menezes