Serasa abre um dia de negociação de dívidas

ECONOMIA

Dinheiro, Real Moeda brasileiraFoto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
Dinheiro, Real Moeda brasileira Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo

Descontos podem chegar a 99% do valor devido

Cerca de 10 milhões de dívidas na Serasa poderão ser negociadas nas mais de 6 mil agências dos Correios, com até 99% de desconto. Essa possibilidade de negociação, no entanto, será aberta por apenas um dia, nesta terça-feira (9).

A negociação, que reúne mais de 1,6 mil empresas, está sendo oferecida por meio da plataforma Serasa Limpa Nome.

“Ao todo, mais de 2,3 milhões de brasileiros podem ter uma ou mais dívidas com o desconto máximo. Essa é uma ação inédita que reúne várias empresas e o maior volume de ofertas com 99% de desconto da história da plataforma Serasa Limpa Nome”, informou os Correios.

Instituições participantes

De acordo com a estatal, entre as instituições participantes do mutirão estão grandes bancos, varejistas, financeiras, securitizadoras, concessionárias de contas básicas, como água, luz e gás, entre outros.

Levantamento da Serasa mostra que este ano houve recorde de negociações de dívidas com o valor máximo de desconto concedido. De janeiro a julho, foram fechados mais de 672 mil acordos com 99% de desconto, resultado que representa aumento de 7,94% na comparação com igual período do ano anterior.

“Para essa ação emergencial, a população pode contar com o atendimento presencial dos Correios para resolver de forma rápida e segura as pendências e assim alcançar mais tranquilidade financeira”, disse, por meio de nota, o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos.

Canais oficiais da Serasa para negociação:

  • Site: http://www.serasalimpanome.com.br
  • App Serasa no Google Play e App Store
  • WhatsApp: (11) 99575-2096
  • Agência dos Correios: neste caso, mediante o pagamento de uma taxa de R$ 4,60 por acordo realizado e de R$ 3,30 para reimpressão de 2ª via de boletos.

Passo a passo para a negociação:

1º Passo – Baixe o app da Serasa:
Faça o download do aplicativo da Serasa no celular (disponível para Android e iOS), digite o seu CPF e preencha um breve cadastro. Ao acessar a plataforma, todas as informações financeiras do consumidor já aparecerão na tela, como a existência de possíveis dívidas e a pontuação do Serasa Score.

2º Passo – Escolha a oferta:
Após selecionar a opção “Ver ofertas”, é possível verificar as condições oferecidas para pagamento com o desconto do Serasa Limpa Nome já aplicado. Basta clicar em uma das dívidas disponíveis e serão apresentadas as opções para renegociar cada débito. Para fazer um acordo, clique no campo “Negociar” de cada uma das ofertas”.

3 º Passo – Revise e finalize o acordo:
Escolha a opção que desejar e a forma de pagamento de sua preferência. Caso seja boleto, você pode copiar o código, baixar ou solicitar o envio via WhatsApp. Se optar pela opção do Pix, selecione o dia para vencimento e a quantidade de parcelas desejada. Depois, confirme as informações, revisando todas as condições apresentadas, e clique em “Concluir acordo”.

4º Passo – Faça o pagamento do acordo:
Ao fechar seu acordo, você deve realizar o pagamento de acordo com as condições definidas na etapa anterior. Para pagar com o Pix, clique em “Copiar chave Pix” e cole no aplicativo da instituição bancária para prosseguir.

Por Agência Brasil

Orçamento de 2026 prevê rombo fiscal efetivo de R$ 23,3 bilhões

CONTAS PÚBLICAS

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Peça orçamentária conta com, pelo menos, R$ 127 bilhões de receitas extras e condicionadas à aprovação do Congresso, mas contas devem fechar no vermelho em R$ 23,3 bilhões. Meta é cumprida só com desconto de precatórios do cálculo

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2026, apresentado, na noite da última sexta-feira (29/8), por técnicos da equipe econômica vai fechar o ano com as contas públicas no vermelho em R$ 23,3 bilhões, o equivalente a 0,17% do Produto Interno Bruto (PIB), mesmo criando várias receitas extras. 

O governo fez um malabarismo contábil para fechar as contas de 2026 e lançou mão de, pelo menos, R$ 127 bilhões de receitas extraordinárias e condicionadas, em pleno ano eleitoral – quando os gastos são muito mais elevados do que nos anos sem eleição.

E, apesar disso, o governo só conseguirá cumprir a meta fiscal, que prevê um superavit primário de R$ 34,3 bilhões, ou 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com limite inferior de deficit primário zerado, no papel, graças ao aval do Supremo Tribunal Federal (STF) para o desconto de parte do pagamento previsto de precatórios – dívidas judiciais que não cabem recursos.

O montante aumentou de R$ 55,1 bilhões, no PLDO, para R$ 57,8 bilhões, no Ploa, e, com isso, o governo passou a prever um superavit de R$ 34,5 bilhões, ou 0,25% do PIB.

O Ploa de 2026 prevê um reajuste real (acima da inflação) de 2,5% no salário mínimo que deverá passar dos atuais R$ 1.518 para R$ 1.631. O dado é R$ 1 acima do valor previsto no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do próximo ano e R$ 113 acima do piso atual e o reajuste está no teto de aumento real de despesas previsto no arcabouço fiscal.

O Orçamento de 2026 será o último do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e é cheio de recordes, somando R$ 6,530 trilhões de despesas. Um deles é o orçamento da Previdência Social, que, pela primeira vez, vai ultrapassar a marca de R$ 1,1 trilhão.  Do total de despeas, R$ 2,6 trilhões é a previsão para o gasto primário do governo central – que inclui Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social – dado R$ 6,8 bilhões acima do previsto no PLDO.

O limite para o arcabouço fiscal em 2026 cresceu R$ 168 bilhões em relação ao teto deste ano, para R$ 2,428 trilhões, e 93,6% delas são obrigatórias, das quais R$ 80,9 bilhões são gastos com benefícios previdenciários e R$ 39,7 bilhões, com pessoal e encargos. Os técnicos reconheceram que o aumento real no salário mínimo contribuiu para a explosão dos gastos previdenciários. 

Do Correio Braziliense

Brasil inicia ação para usar Lei de Reciprocidade contra os EUA

ECONOMIA

Brasília - 17/07/2025 Vice Presidente da República Geraldo Alckmin durante Reunião (Videoconferência) Marco Stefanini, Presidente e CEO Global do Stefanini Group. Foto : Cadu Gomes/VPR
Vice Presidente da República Geraldo Alckmin durante Reunião (Videoconferência) Marco Stefanini, Presidente e CEO Global do Stefanini Group. Foto: Cadu Gomes/VPR

Alckmin diz que medida favorece diálogo e negociação

O governo brasileiro deu mais um passo visando a aplicação da Lei de Reciprocidade econômica contra os Estados Unidos, em resposta ao tarifaço de 50% aplicado pelo governo norte-americano contra produtos brasileiros.

A aplicação da lei – aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em abril pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva – possibilita ao Brasil uma resposta a eventuais medidas unilaterais adotadas por outros países contra produtos brasileiros.

Ela permite ao Brasil contramedidas tarifárias em situações como a atual, em que os EUA sobretarifam importações prejudicando a competitividade das empresas de outros países.

Ajuda para negociação

Diante da situação, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) – órgão colegiado de 10 ministérios, responsável por formular, implementar e coordenar as políticas de comércio exterior – foi provocada, dando início a um processo que tem, entre suas etapas, a de notificar os Estados Unidos sobre a resposta brasileira ao tarifaço.

Antes de embarcar de volta ao Brasil, após missão oficial ao México, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que a Lei de Reciprocidade pode ajudar o Brasil na negociação com os EUA.

“Espero que isso até possa ajudar a gente acelerar o diálogo e a negociação. Essa é a disposição que o Brasil sempre teve. Precisamos lembrar que temos 201 anos de parceria e amizade com os Estados Unidos e que temos uma boa complementariedade econômica”, disse Alckmin.

Aço e carvão

Ele citou como exemplo o setor do aço. “Nós somos o terceiro comprador de carvão siderúrgico dos Estados Unidos [utilizado para a fabricação de aço]. Fazemos o semiplano e vendemos para os Estados Unidos, que fazem o aço para o automóvel, para o avião, para as máquinas. Você tem uma complementariedade, uma integração. Essa é a lógica do comércio exterior”, argumentou.

Dessa forma, acrescentou o vice-presidente, “quem ganha é o conjunto da sociedade com produtos mais baratos que beneficiam a sociedade”.

Por Agência Brasil

Governo apresenta Orçamento de 2026 com salário mínimo de R$ 1.631 e meta de superávit

ECONOMIA 

ministra do Planejamento, Simone Tebet, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (Diogo Zacarias/MF/Divulgação)

Área econômica mira um superávit de R$ 34 bilhões, equivalente a 0,25% do PIB

O governo federal divulgou, na última sexta-feira, 29, o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026, o último da terceira gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta prevê salário mínimo de 1.631 reais, reajuste que combina uma reposição de inflação de 4,78% medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e ganho real de 2,5%.

O texto, elaborado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), também prevê que as contas públicas fechem o ano no azul. Foi fixada uma meta de resultado primário em superávit de 34,3 bilhões de reais, o equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). O limite para despesas primárias foi estabelecido em 2,428 trilhões de reais. Trata-se de um aumento líquido de 168 bilhões de reais, ou 7,4%, em relação ao exercício anterior.

O PLOA de 2026 contempla os pisos constitucionais de saúde, educação e investimentos. Para 2026, estão reservados 245,5 bilhões de reais para a saúde e 133,7 bilhões de reais para a educação. Além disso, 83 bilhões de reais serão empregados em investimentos, o equivalente a 0,6% do PIB.

Entre os principais gastos obrigatórios, o PLOA prevê 1,11 trilhão de reais para a Previdência, 427,2 bilhões de reais para pessoal e encargos sociais, 159,5 bilhões de reais para o Bolsa Família ee 130,6 bilhões de reais para o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

No campo social, o orçamento do Bolsa Família deve atender 19,9 milhões de famílias em 2026. O governo também prevê 5,1 bilhões de reais para o Auxílio Gás e 778 milhões de reais para o Programa de Aquisição de Alimentos, destinado à agricultura familiar. Na educação, estão previstos 87,4 bilhões de reais para o ensino básico e 12 bilhões de reais para o programa Pé-de-Meia, voltado voltado à permanência de estudantes no ensino médio.

Os investimentos do Novo PAC vão representar 77,6 bilhões de reais nos orçamentos fiscal e da seguridade social, além de 88,5 bilhões de reais no orçamento de investimento.

Próximos passos
Com a apresentação do PLOA de 2026, a proposta deve ser enviada ao Congresso Nacional, que deve votar a lei orçamentária até 22 de dezembro para que ela possa ser sancionado pelo presidente Lula.

Por Felipe Erlich/Veja

Pix: novas regras vão facilitar devolução de valores em casos de golpe

ECONOMIA

Brasília (DF), 01/04/2025 - Arte para matéria sobre Tira-Dúvidas do Imposto de Renda 2025. Anti-fake: o governo passou a cobrar Imposto de Renda por transações em Pix? Arte/Agência Brasil
Arte/Agência Brasil

´Vítima poderá denunciar no próprio aplicativo do banco

O Banco Central (BC) publicou nesta quinta-feira (28) uma resolução que altera as regras do Pix para melhorar o chamado Mecanismo Especial de Devolução (MED). A mudança, anunciada em abril, facilita a devolução de recursos para vítimas de fraudes, golpes ou coerção.

A partir de 1º de outubro, o MED passa a ser feito de forma 100% digital, sem a necessidade de interação com o atendimento da instituição financeira. Todos os bancos participantes vão disponibilizar a funcionalidade no próprio ambiente Pix de seus aplicativos. Dessa forma, a transação poderá ser facilmente contestada, sem a necessidade de entrar em contato com a instituição financeira por meio das centrais de atendimento.

De acordo com o BC, o autoatendimento do MED dará mais agilidade e velocidade ao processo de contestação de transações fraudulentas, “o que aumenta a chance de ainda haver recursos na conta do fraudador para viabilizar a devolução para a vítima”.

Contas

Outra mudança no MED, a partir da resolução publicada hoje, é que será possível fazer a devolução do dinheiro a partir de outras contas, e não apenas daquela utilizada na fraude. Até o momento, a devolução dos recursos pode ser feita apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude. O problema é que os fraudadores, em geral, retiram rapidamente os recursos da conta que recebeu o dinheiro e os transferem para outras. Dessa forma, quando o cliente faz a reclamação e pede a devolução, o mais comum é que a conta já esteja esvaziada.

Com os aprimoramentos, o MED vai identificar possíveis caminhos dos recursos. Essas informações serão compartilhadas com os participantes envolvidos nas transações e permitirão a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação, de acordo com o BC. Essa mudança estará disponível a partir de 23 de novembro, de forma facultativa, e se torna obrigatória em fevereiro do ano que vem. 

“O BC espera que, com essa medida, aumente a identificação de contas usadas para fraudes e a devolução de recursos, desincentivando fraudes. O compartilhamento dessas informações impedirá ainda o uso dessas contas para novas fraudes”, esclarece o banco, em nota.

Sobre o MED 

Existente desde 2021, o Mecanismo Especial de Devolução só pode ser usado em caso comprovado de fraudes ou de erros operacionais da instituição financeira. A ferramenta não pode ser usada para desacordos comerciais, casos entre terceiros de boa-fé e envio de Pix para a pessoa errada por erro do próprio usuário pagador (como erro de digitação de uma chave).

Por Agência Brasil

INSS começa o pagamento de agosto a aposentados e pensionistas; veja calendário

ECONOMIA 

Calendário de pagamento do INSS começa nesta segunda-feira LUIS LIMA JR/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Recebem primeiro os segurados que ganham salário mínimo; calendário vai de 25 de agosto a 5 de setembro

Aposentados pensionistas e beneficiários de auxílios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começam a receber o pagamento de agosto nesta segunda-feira (25).

Os depósitos serão feitos de 25 de abril a 5 de setembro, para quem recebe até um salário-mínimo (R$ 1.518) (veja calendário abaixo). Os primeiros beneficiados serão os que têm cartão com final 1 (dígito antes do traço).

Para quem ganha acima do piso nacional, os créditos serão feitos de 1º a 5 de setembro, a começar pelos segurados que têm final de matrícula 1 e 6.

Para verificar a data de pagamento, o cidadão deve considerar o número final do cartão de benefício, sem o último dígito verificador que aparece depois do traço. Por exemplo, se o número do benefício for 0102-8, o dígito final a ser considerado é o 2.

Como consultar

  • Para consultar o número do cartão do benefício, acesse o site ou aplicativo Meu INSS
  • Clique no serviço “extrato de pagamento”
  • Também é possível obter a informação pelo telefone 135, que funciona de segunda à sábado, das 7h até as 22h.

Veja calendário de junho

Quem ganha até um salário-mínimo:

Final 1: 25/ago

Final 2: 26/ago

Final 3: 27/ago

Final 4: 28/ago

Final 5: 29/ago

Final 6: 1/set

Final 7: 2/set

Final 8: 3/set

Final 9: 4/set

Final 0: 5/set

Quem ganha acima do piso nacional:

Finais 1 e 6: 1/set

Finais 2 e 7: 2/set

Finais 3 e 8: 3/set

Finais 4 e 9: 4/set

Finais 5 e 0: 7/set

Ressarcimento

INSS também tem pago aposentados e pensionistas com direito ao ressarcimento de descontos indevidos.

Até agora o governo federal já liberou mais de R$ 1 bilhão a quase 2 milhões de segurados que foram vítimas de descontos indevidos em benefícios.

Os valores são pagos de forma integral, com correção pela inflação, diretamente na conta onde o segurado recebe o benefício.

Fonte R7

Caixa inicia pagamento da parcela de agosto do Pé-de-Meia nesta segunda-feira

ECONOMIA 

Benefício é de R$ 200 Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Valores serão depositados em contas abertas automaticamente no banco federal

A Caixa inicia, nesta segunda-feira (25), o pagamento da nova parcela do Incentivo Frequência do Programa Pé-de-Meia do governo federal. Neste calendário, cerca de 3,4 milhões de estudantes receberão o incentivo.

O valor de R$ 200 corresponde ao incentivo-frequência às aulas e é destinado aos alunos da rede pública que estão matriculados no ensino médio regular ou na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA).

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), para ter direito ao benefício, eles devem ter presença mínima de 80% nas aulas. Os pagamentos são feitos conforme o mês de nascimento dos alunos que estão matriculados em uma das três séries do ensino médio na rede pública de ensino.

Confira o calendário:
– Nascidos em janeiro e fevereiro recebem em 25 de agosto;
– Nascidos em março e abril recebem em 26 de agosto;
– Nascidos em maio e junho recebem em 27 de agosto;
– Nascidos em julho e agosto recebem em 28 de agosto;
– Nascidos em setembro e outubro recebem em 29 de agosto;
– Nascidos em novembro e dezembro recebem em 1 de setembro.
Depósitos

A parcela da “poupança do ensino médio” está sendo depositada em uma conta poupança do banco público, aberta automaticamente em nome dos estudantes.

O valor pode ser movimentado ou sacado imediatamente, se o participante desejar. Basta acessar o aplicativo Caixa Tem, se o aluno tiver 18 anos ou mais.

No caso de menores de 18 anos, será necessário que o responsável legal autorize a movimentação da conta no banco. O consentimento poderá ser dado no próprio aplicativo ou, se preferir, em uma agência da Caixa.

O participante poderá consultar no aplicativo Jornada do Estudante, do MEC, o status de pagamentos (rejeitado ou aprovado), as informações escolares e regras do programa.

As informações relativas ao pagamento também podem ser obtidas nos aplicativos Caixa Tem ou Benefícios Sociais.

Fonte: O Dia

Em votação relâmpago, Câmara aprova urgência para projeto que amplia isenção do Imposto de Renda

ECONOMIA 

Sessão da Câmara dos Deputados em 21/08/2025 📸/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Até mesmo partidos da oposição, como o Novo, votaram a favor, mas ponderaram que farão discussões posteriores sobre o mérito

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (21), em votação simbólica, o regime de urgência para o projeto que eleva a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Com a medida, o texto poderá ser votado diretamente no plenário, sem passar antes pelas comissões temáticas da Casa. A matéria foi aprovada em segundos.

A proposta, que tem apelo social e impacto direto sobre a renda da classe média, é uma das prioridades da pauta econômica do governo. Atualmente, a faixa de isenção está limitada a rendimentos de até e R$ 3.036. Se aprovado, o novo patamar mais que dobraria o limite, ampliando o número de contribuintes livres do pagamento do imposto.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a urgência atende a uma demanda da sociedade. Segundo ele, o Congresso busca dar resposta rápida a um tema que afeta milhões de trabalhadores. “É um assunto de interesse do Brasil e vai ajudar milhões de brasileiros”, disse.

Líderes governistas e do centro defendem que a medida trará alívio imediato ao bolso das famílias e pode estimular o consumo.

— É uma das matérias mais importantes da legislatura. Vai levar o povo a uma correção histórica. A tabela vem anos sem ser corrigida nem para inflação — disse Isnaldo Bulhões (MDB-AL).

Até a oposição, contudo, orientou a favor da urgência. Siglas como o Partido Novo afirmaram que, posteriormente, na discussão de mérito, irão se posicionar para que a medida não aumente custos fiscais.

O Ministério da Fazenda calcula que a mudança terá impacto na vida de ao menos de dez milhões brasileiros.

Com a urgência aprovada, o projeto deve ser incluído na pauta de votações do plenário nas próximas semanas. A expectativa é de que seja aprovada até setembro. Se aprovado na Câmara, o texto seguirá para análise do Senado.

Por Agência O Globo

Brasil vai exportar carne bovina para Indonésia

ECONOMIA 

📸Mapa/Istock

País asiático é o 4º mais populoso do mundo e considerado estratégico

O Brasil passará a exportar carne bovina para a Indonésia, quarto país mais populoso do mundo. 

Um acordo firmado entre os dois países permite a venda de carne bovina com osso, miúdos bovinos, produtos cárneos e preparados de carne, conforme informaram nesta terça-feira (19) os ministérios da Agricultura (Mapa) e Pecuária e das Relações Exteriores (MRE).

Com 283 milhões de habitantes, o país asiático é considerado um mercado estratégico para o setor de proteína animal, com aumento do consumo da carne bovina em razão da melhora na renda da população e crescimento da classe média urbana.

Em 2024, os indonésios compraram US$ 4,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, principalmente sucroalcooleiro, soja, fibras e têxteis.

De acordo com o Mapa, com a nova medida, 402 mercados estrangeiros foram abertos para produtos agropecuários brasileiros desde 2023. 

Argélia

A pasta anunciou ainda a exportação de ovinos vivos (ovelhas, carneiros, cordeiros) para a Argélia.

A abertura desse mercado vai favorecer em especial a ovinocultura nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Por Agência Brasil

Alckmin: socorro a exportador não causará impacto fiscal

ECONOMIA 

📸/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Medida Provisória em vigor deve ser aprovada em até 120 dias

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou, no ultimo sábado (16), em Brasília, que as medidas de apoio às empresas afetadas pelas taxas que os Estados Unidos impuseram aos produtos brasileiros não causarão impacto fiscal negativo, pois, a rigor, não configuram um novo gasto para a União.

“O que estamos fazendo é antecipando algo que vai ser devolvido; recursos que não pertencem ao governo”, declarou Alckmin ao visitar uma concessionária de automóveis de Brasília para checar como estão as vendas de veículos contemplados pelo programa federal Carro Sustentável, que reduz alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de modelos que atendam requisitos de sustentabilidade.  O programa foi lançado em 10 de julho deste ano.

“Nem o Drawback, nem o Reintegra, deveriam ter qualquer questão fiscal, porque o dinheiro não é do governo, que está apenas devolvendo mais rápido para aqueles que foram atingidos pelo tarifaço [dos Estados Unidos] e tiveram suas exportações frustradas”, acrescentou o vice-presidente, referindo-se a dois dos mecanismos previstos na medida provisória (MP) que o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional na última quarta-feira (13).

Chamada de Plano Brasil Soberano, a MP reúne medidas de apoio estatal às empresas exportadoras e de proteção aos trabalhadores dos setores afetados, liberando cerca de R$ 30 bilhões para compensar eventuais prejuízos aos exportadores brasileiros.

Recurso

O chamado Drawback é um recurso que possibilita a suspensão da cobrança de tributos que incidem sobre insumos importados utilizados na produção de artigos nacionais exportados para os EUA. Com isso, o prazo para que as empresas consigam exportar as mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime será prorrogado.

Já o Novo Reintegra prevê incentivos fiscais que permitirão às empresas brasileiras afetadas recuperar parte dos impostos indiretos incidentes sobre a cadeia produtiva dos produtos exportados, na forma de créditos tributários. Dessa forma, ajuda as empresas a reduzirem custos e melhorar a competitividade no mercado externo.

“Vamos dar 3% de Reintegra. Ou seja, a empresa [afetada pela sobretaxa dos EUA] receberá 3% do valor do produto. Isso não deveria ter impacto fiscal, pois é resíduo tributário”, reiterou Alckmin ao destacar que, embora a Constituição Federal estabeleça que as exportações brasileiras não devem ser tributadas, os produtos acumulam tributos embutidos que devem ser restituídos aos fabricantes.

“Quando eu exporto um automóvel [por exemplo], mesmo não pagando imposto de exportação, eu paguei imposto ao comprar os pneus, o aço, o vidro. Então, estes impostos precisam ser devolvidos ao exportador. Só que os governos demoram a devolvê-los e o exportador fica com um crédito tributário. O que estamos fazendo é antecipando [a devolução] de algo que vai ser devolvido”, explicou Alckmin.

Princípio

“O Drawback segue o mesmo princípio. Quando vou comprar um produto para exportar, eu não pago imposto, mas se eu não cumprir o regime [dentro do prazo legal], tenho não só que pagar o imposto como também uma multa […] O que estamos dizendo é que quem comprou um produto para exportar para os EUA terá mais um ano [de prazo] para exportar. Estamos adiando por um ano este Drawback para que o exportador possa buscar outro mercado ou [renegociar com seus clientes] nos Estados Unidos”, assegurou o vice-presidente.

A seguir, Alckmin sinalizou que o governo federal tem pressa na aprovação, pelo Congresso Nacional, da medida provisória (MP) e do projeto de lei complementar apresentados pelo Poder Executivo. A MP já está em vigor, mas precisa ser referendada pelos parlamentares em, no máximo, até 120 dias. Além disso, algumas das medidas que constam da MP precisam ser regulamentadas por meio da aprovação de projeto de lei.

O vice-presidente da República salientou, ainda, que “temos a expectativa de que isso seja feito rapidamente. Porque um é vinculado ao outro”, concluiu Alckmin ao defender que o Poder Legislativo “tem um papel importante a cumprir, que é o de dar uma resposta rápida” à proposta do governo federal.

Por Agência Brasil

A rotina de Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, na cadeia

CASO DE POLÍCIA

O empresário paulista Sidney OIiveira, dono da rede Ultrafarma (Marcia Stival/Wikimedia Commons)

Uma Ultrafarma adorna a esquina do 8º Distrito Policial de São Paulo, no bairro do Belenzinho, na Zona Leste. Na entrada, uma grande foto de Sidney Oliveira, o dono do negócio, sorridente, dá boas-vindas aos clientes. A poucos passos dali, o empresário está preso. Detido em investigação por fraudes em créditos tributários que ultrapassam 1 bilhão de reais.

Não é fácil sua rotina na cadeia. Desde terça-feira, 12, Oliveira está detido junto a outras cinco pessoas que foram alvo da Operação Ícaro. São sete pequenas celas na delegacia, entre 6 e 9 metros quadrados cada. Considerando Oliveira e os outros investigados, são 52 presos. Ou seja, mais de sete detidos por cela — eles mesmos definem a distribuição da hospedaria.

Oliveira dorme em um fino colchão ao lado do banheiro. São três refeições por dia: café da manhã, almoço e jantar. Um marmitex padrão, com arroz, feijão e uma proteína. Durante o dia, todos ficam juntos no pátio da delegacia, em banho de sol. Às 17h, eles são levados para suas celas.

Curiosos mudaram o dia-a-dia da delegacia. Desde que Oliveira foi preso, pessoas passaram a movimentar o entorno do Distrito. “É o custo de ter uma celebridade presa”, diz em condição de anonimato um dos carcereiros. “Nessas horas a democracia funciona”.

Veja fotos do espaço:

Pátio da cadeia do 8º Distrito Policial de São Paulo (Reprodução/Reprodução)
Reprodução/Reprodução)

Por Pedro Gil/Veja Abril

STF valida lei que permite devolução de valores pagos na conta de luz

ECONOMIA

📸 / Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Consumidor tem 10 anos para pedir dinheiro de volta

O Supremo Tribunal Federal (STF) validou, nesta quinta-feira (14), em Brasília, a lei que garantiu  a devolução de valores pagos a mais por consumidores nas contas de energia elétrica.

A Corte julgou constitucional a Lei 14.385/2022, norma que estabeleceu a competência da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para promover a devolução de valores extras pagos pela incidência do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do PIS/Pasep (Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) sobre o serviço de fornecimento de energia elétrica até 2021.

No julgamento, os ministros também fixaram prazo de prescrição de dez anos para os consumidores que pretendem solicitar a devolução do dinheiro na Justiça.

A questão foi decidida a partir de uma ação protocolada pela Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), entidade que questionou a constitucionalidade da norma.

Em 2021, o STF decidiu que a cobrança dos impostos no patamar superior a 17% pelos estados é inconstitucional.

Desconto nas contas

Desde então, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determina às distribuidoras de energia o desconto nas contas dos consumidores, sem a necessidade de ingresso de ação judicial.

Estima-se que cerca de R$ 44 bilhões já foram devolvidos aos consumidores. Neste ano, aproximadamente R$ 5 bilhões serão descontados.

Em julho deste ano, a Aneel definiu a metodologia para devolução dos créditos. A agência decidiu que os valores serão restituídos nas tarifas de energia calculadas nos próximos 12 meses.

Por Agência Brasil

Alimento mais comprado por brasileiros vai ficar muito barato nos supermercados

ECONOMIA 

Imagem ilustrativa/Freepik

O preço do café registrou a primeira queda em 18 meses, trazendo um alívio nas prateleiras dos consumidores. Em julho de 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apontou que o café moído caiu 1,01% no Brasil.

Essa redução ocorre após um período de aumentos constantes, onde o produto quase dobrou de preço, alcançando uma alta de 99,46% no período de um ano e meio.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o café é o alimento mais consumido do Brasil, seguido do feijão e do arroz.

Impacto na inflação

O café, mesmo com a redução, ainda acumula uma alta de 41,46% neste ano e de 70,51% nos últimos 12 meses. Durante esse período, o café moído destacou-se como o segundo maior influenciador positivo no IPCA, contribuindo com 0,30 ponto percentual para a inflação geral de 5,23%.

A dinâmica de preço do café se reflete em tendências observadas no campo, onde a diminuição dos valores começou em março, com o início da colheita.

Influência da colheita

A colheita mais abundante é um dos principais fatores para a queda de preços. A maior oferta de grãos aliviou a pressão da demanda, ajustando os valores.

No entanto, as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro podem restringir exportações e contribuir para mais cortes nos preços, caso os produtores não encontrem novos mercados compradores.

Especialistas apontam que a queda nos preços do café no campo poderá ser repassada aos consumidores em 2026, dependendo das condições climáticas e da oferta.

A expectativa é de um alívio gradual nos preços, que ainda são incertos, podendo variar ao longo dos próximos trimestres. Acompanhar o desempenho do mercado global e as relações comerciais será crucial para entender os ajustes na inflação.

Por Alan da Silva/Diario do Comércio

Tarifaço: Lula anunciará nesta quarta (13), medida de ajuda a exportadores começará com R$ 30 bilhões em crédito

ECONOMIA

Presidente Lula em entrevista para a Reuters — Foto: Adriano Machado/Reuters

Medida será anunciada oficialmente nesta quarta (13); MP faz parte do pacote de ajuda do governo às empresas afetadas pelas taxas impostas pelo presidente Donald Trump.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (12) que assinará uma Medida Provisória (MP) com uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para a exportadores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos.

Segundo Lula, a medida será anunciada oficialmente nesta quarta-feira (13) pelo governo federal. A MP faz parte do pacote de ajuda do governo brasileiro às empresas afetadas pelas taxas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

“Nesta quarta-feira (13), eu vou assinar uma MP que cria uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para as empresas brasileiras que, porventura, tiverem prejuízos com a taxação do Trump. […] R$ 30 bilhões é o começo. O começo. Você não pode colocar mais, você não sabe quanto é”, disse Lula.

O presidente deu a declaração ao jornalista Reinaldo Azevedo no programa “O É da Coisa”, da rádio BandNews.

Segundo Lula, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), devem participar do anúncio das medidas.

Segundo Lula, o valor será direcionado a empresas que perderam competitividade no mercado externo devido ao aumento das taxas de importação.

“Vai ser extremamente importante para que a gente possa mostrar que ninguém ficar desamparado por conta da taxação do presidente Trump, de que nós vamos cuidar dos trabalhadores dessas empresas, vamos procurar achar outros mercados para essas empresas. Nós estamos mandando a lista dos produtos que a gente vendia para os Estados Unidos, para outros países”, afirmou o presidente.

Novos mercados e briga judicial

O presidente também afirmou que vai acionar os presidentes de países que conhece para tentar abrir novos mercados para os produtos brasileiros e também analisar o que pode ser vantajoso importar para o Brasil destes locais.

“Também [quero] incentivar os empresários a brigar pelos mercados. Não dá para deixar barato a taxa do Trump. Tem lei nos Estados Unidos que eles podem abrir processo, eles podem brigar lá. É isso que nós queremos que aconteça e eu acho que vai dar certo”, afirmou.

Nos últimos dias, Lula manteve conversas com os líderes de países que formam o Brics. O presidente brasileiro conversou com: Xi Jinping, da China; Vladimir Putin, da Rússia; e Narendra Modi, da Índia.

O tarifaço de Trump

O tarifaço foi anunciado por Trump em julho e atinge principalmente produtos industrializados e commodities brasileiras.

O governo brasileiro já havia informado que trabalhava em um plano emergencial para mitigar os prejuízos de exportadores e preservar empregos nos setores mais afetados.

Além do pacote econômico, o Palácio do Planalto estuda medidas pontuais de reciprocidade contra produtos norte-americanos, previstas na nova Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso e regulamentada dias após o anúncio das tarifas pelos EUA.

A proposta é de que eventuais retaliações sejam específicas e negociadas com setores produtivos, para evitar impacto negativo na economia interna.

Por Isabella Calzolari, g1 — Brasília

Governo atualiza tabela de preços médios dos combustíveis; confira tabela em cada estado

  1. ECONOMIA
documento, publicado pelo Ministério da Fazenda, estabelece os valores que servirão como base para o cálculo do ICMS sobre combustíveis em cada Estado 📸/Sergio Lima/Poder360

Novos valores entram em vigor a partir de 16 de agosto e servirão como base para tributação

O Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) divulgou nesta 5ª feira (07.ago.2025) os novos valores do PMPF (Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final) de combustíveis para Estados e o Distrito Federal.

Os preços dos combustíveis entrarão em vigor a partir de 16 de agosto e servem como base para o cálculo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Eis a íntegra (PDF – 338 KB) publicada no DOU (Diário Oficial da União).

INSCREVA-SE A nova tabela apresenta preços para os seguintes combustíveis: QAV (querosene de aviação), AEHC (álcool etílico hidratado combustível), GNV (gás natural veicular), GNI (gás natural industrial) e óleo combustível.

Para o álcool etílico hidratado, o Amazonas tem o preço mais elevado, chegando a R$ 5,44 por litro, enquanto São Paulo oferece o menor valor (R$ 3,96/litro).

O Distrito Federal registra o GNV mais caro do país, com preço de R$ 6,78 por m³. O Amazonas tem o menor valor para este combustível, a R$ 3,16 por m³.

Tocantins apresenta o maior preço para o querosene de aviação, com valor de R$ 7,31 por litro. Já o Rio de Janeiro registra o menor valor para este combustível, fixado em R$ 2,44. Só 2 estados apresentam valores para o gás natural industrial na tabela: Amazonas (R$ 1,83/m³) e Mato Grosso (R$ 3,67/m³).

Eis os preços por Estado:

Fonte: Poder360

 

Produtos nacionais impactados pelo tarifaço vão virar merenda escolar

ECONOMIA 

📸/Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ministro Wellington Dias diz que pequenos produtores são prioridade

Com as tarifas de 50% sobre os produtos exportados para os Estados Unidos em vigor, os alimentos brasileiros que duram pouco e que foram impactados com as medidas vão virar merenda escolar. É o que reforçou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, que citou a prioridade aos pequenos produtores. 

“Frutas, alimentos perecíveis, peixes, por exemplo, o açaí. Vamos comprar o alimento que ia para exportação e não conseguiu sair para exportação. E vamos utilizar na rede, por exemplo, de alimentação escolar. O nosso ministério tem 34 mil unidades de acolhimento, onde cuidam de crianças, de idosos, de pessoas com deficiência, as APAE, enfim. A ordem do presidente é proteger nossos produtores, especialmente os pequenos, especialmente essa área de alimento.” M

Wellington Dias participou nesta quinta-feira (7) do programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

No fim de julho, o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, chegou a mencionar, também no Bom Dia, Ministro, a sugestão ao governo sobre essas compras, como forma de não desperdiçar alimentos e garantir a venda aos pequenos produtores.

“Como os valores são pequenos perto do todo, que a gente possa subsidiar e colocar na rede pública de merenda, de alimentação, ou faz a manga a R$ 1, que certamente todo mundo compraria. A gente exporta para os Estados Unidos R$ 200 bilhões. Então, você pega 0,8 disso, que é mais ou menos o que se exporta dos pequenos. É um valor pequeno, não é tão relevante para você subsidiar ou pelo menos tentar ajudar essas pessoas.”

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo federal pode alterar a legislação para que os governadores comprem esses alimentos, para compor a merenda escolar. A ideia é que essa compra seja feita sem precisar de licitação.

Por Sayonara Moreno/Radio Nacional

Haddad entrega a Lula plano contra efeitos do tarifaço dos EUA

ECONOMIA

📸/Antonio Cruz/ Agência Brasil

Texto da Medida Provisória está pronto, informou o ministro da Fazenda

O texto da medida provisória (MP) com as ações planejadas pelo governo federal, em resposta ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, contra os produtos com origem no Brasil, será enviado ao Palácio do Planalto pelo Ministério da Fazenda ainda nesta quarta-feira (6).

“Será um plano muito detalhado para começar a atender, sobretudo, aqueles que são pequenos e não têm alternativas à exportação para os EUA. A maior preocupação é com o pequeno produtor”, disse o ministro Fernando Haddad ao chegar no ministério.

Haddad também informou que o plano está pronto. Ele prevê medidas de concessão de crédito para as empresas mais impactadas pelo tarifaço; e aumento das compras governamentais.

“Ele está pronto. Ontem nós procuramos entender a encomenda do presidente em relação ao detalhamento. Dissemos para ele que a questão empresa por empresa não precisa evidentemente ser tratada em lei. Pode ser objeto de regulamentação. Provavelmente o ato do presidente será uma medida provisória, para entrar em vigor imediatamente”, acrescentou.

Interesse nacional

De acordo com o ministro, as medidas focam na garantia da soberania nacional e da aplicação da lei da legislação brasileira pertinente ao caso, disse Haddad ao avaliar como inaceitável a tentativa de interferência do governo norte-americano no Judiciário brasileiro.

“O Executivo está zelando pelo interesse nacional”, disse ao reiterar pedido de uma união nacional que envolva empresários e governadores da oposição, uma vez que os estados são afetados.

Nesse sentido, o ministro cobrou dos governadores que cumpram as prerrogativas do cargo, no sentido de defender os interesses de seus estados. Para Haddad, o mesmo vale para o empresariado: “Precisam ligar para a oposição e pedir que parem de atrapalhar o país”, afirmou.

“Somos o único país do mundo que tem uma força política interna em Washington trabalhando contra o interesse nacional. Tem algum indiano fazendo isso? Tem algum chinês fazendo isso? Tem algum russo fazendo isso? Tem algum europeu fazendo isso? Não. Temos de botar o dedo nessa ferida de uma vez por todas”, complementou.

Haddad citou uma entrevista recente de Eduardo Bolsonaro, na qual o deputado licenciado ameaça, mais uma vez, os poderes constituídos do Brasil.

“Foi uma entrevista muito forte, ameaçando o Congresso Nacional”, disse.

“Tem também uma entrevista de um líder da oposição da extrema direita brasileira dizendo que vai fazer o possível para continuar atrapalhando o país. Se isso não é a notícia do dia, fica difícil entender para onde nós vamos. O país precisa se unir para defender a causa nacional e separar o que é a economia, do que é política”, acrescentou o ministro da Fazenda.

Reunião marcada

Haddad informou que a reunião com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já tem “data e hora fixada”. Será na próxima quarta-feira, dia 13.

“Obviamente, a depender da qualidade da conversa, ela poderá se desdobrar em uma reunião de trabalho presencial, aí com os ânimos já orientados no sentido de um entendimento entre os dois países que, repetimos, têm um relacionamento de 200 anos.

América do Sul

O ministro da Fazenda avaliou que até mesmo a taxação inicialmente prevista, de 10%, já seria inadequada para os países da América do Sul, uma vez que a relação desses países com os EUA é deficitária.

“Uma outra coisa que é importante é que nós somos um bloco econômico. O Brasil não pode ser tratado diferentemente do Paraguai, Uruguai, da Argentina, Bolívia. É um bloco econômico, assim como a União Europeia”, argumentou.

Da Agência Brasil

Comissão do Senado aprova projeto que amplia isenção de IR para quem ganha até dois salários; texto vai a plenário

ECONOMIA 

Parlamentares no plenário do Senado Carlos Moura/Agência Senado

Proposta vai substituir medida provisória, que vence no próximo dia 11; isenção para quem recebe até R$ 5 mil segue em análise da Câmara

No primeiro dia de trabalho após o retorno do recesso parlamentares, senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovaram nesta terça-feira projeto que amplia a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos. Com isso, o texto poderá ser levado ao plenário da Casa.

O projeto, aprovado na Câmara no fim de junho, ratifica proposta que já estava válida por meio de medida provisória (MP), publicada em abril e que perde a validade dia 11. O governo aumentou a faixa de isenção de R$ 2.259,20 para R$ 2.428,80.

O projeto aprovado no Senado não interfere na proposta de ampliação da isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil, que ainda está em discussão na Câmara.

No ano passado, o governo aumentou o salário mínimo de R$ 1.412, em 2024, para R$ 1.518 em 2025, uma alta de R$ 106.

A ampliação dessa faixa de isenção do imposto de renda vai custar R$ 3,29 bilhões em impostos que não serão recolhidos neste ano para os cofres públicos, segundo o cálculos do governo. Para 2026 e 2027, o impacto será de R$ 5,34 bilhões e R$ 5,73 bilhões, respectivamente.

Por Gabriel Sabóia

Tarifaço de Trump: taxas de 50% contra o Brasil entram em vigor nesta quarta-feira

ECONOMIA 

presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 📸(Win McNamee/Getty Images)

Entram em vigor nesta quarta-feira (6) as tarifas de importação de 50% impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros.

Segundo a Casa Branca, a medida é uma resposta a ações do governo brasileiro que representariam uma ‘ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional’. A medida vai afetar suco de laranja, Aeronaves civis, principalmente carne bovina, café e frutas.

e petróleo estão entre os itens que ficaram de fora.

Trump assina decreto e oficializa tarifaço de 50% contra o Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quarta-feira (30) um decreto que impõe uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, elevando o total para 50%. A medida, no entanto, prevê uma longa lista de exceções como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e peças, fertilizantes e produtos energéticos.

Segundo a Casa Branca, o decreto foi adotado em resposta a ações do governo brasileiro que representariam uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA”. (veja abaixo a íntegra do texto)

O anúncio oficializou o percentual mencionado pelo republicano em carta enviada a Lula neste mês e afirma que a ordem executiva foi motivada por ações que “prejudicam empresas americanas e os direitos de liberdade de expressão de cidadãos americanos”, além de afetar a política externa e a economia do país.

A Casa Branca cita “perseguição política, intimidação, assédio, censura e processos judiciais” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores, classificando essas ações como “graves abusos de direitos humanos” e um enfraquecimento do Estado de Direito no Brasil.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, é citado no texto como responsável por “ameaçar, perseguir e intimidar milhares de seus opositores políticos, proteger aliados corruptos e suprimir dissidências, frequentemente em coordenação com outros membros do STF”.

“Quando empresas americanas se recusaram a cumprir essas ordens, ele impôs multas substanciais, ordenou a exclusão dessas empresas do mercado de redes sociais no Brasil, ameaçou seus executivos com processos criminais e, em um caso, congelou os ativos de uma empresa americana no Brasil para forçar o cumprimento”, diz o comunicado.

Além disso, a Casa Branca também cita o caso do blogueiro Paulo Figueiredo, residente nos EUA e alvo de processo criminal no Brasil por declarações feitas em território americano, como exemplo de violação à liberdade de expressão.

“O presidente Trump está defendendo empresas americanas contra extorsão, protegendo cidadãos americanos contra perseguição política, salvaguardando a liberdade de expressão americana contra censura e protegendo a economia americana de ser sujeita a decretos arbitrários de um juiz estrangeiro tirânico”, afirma a Casa Branca.

Além das tarifas, o comunicado justifica o bloqueio de vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal, por serem considerados responsáveis por “censurar a liberdade de expressão protegida nos EUA”.

  • No dia 18, os EUA revogaram os vistos americanos dos ministros Alexandre de Moraes, Luis Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flavio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foi sancionado.
  • Ficaram fora da lista os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux.

Segundo a Casa Branca, preservar e proteger os direitos de liberdade de expressão de todos os americanos e defender empresas americanas contra “censura forçada” continuará sendo prioridade na estratégia de política externa de Trump.

“O presidente Trump ordenou ao secretário Rubio que revogasse os vistos pertencentes ao ministro Moraes, seus aliados no Tribunal e seus familiares imediatos por seu papel em permitir as violações de direitos humanos contra brasileiros e violações de liberdade de expressão contra americanos”, diz o texto.

Da Redação g1/SP

“O mundo não vai acabar”, diz Luiz Marinho sobre tarifaço dos EUA

ECONOMIA 

📸/Walter Campanato/ Agência Brasil

Ministro do Trabalho afirma que ainda é cedo para avaliar impactos

Ainda é cedo para avaliar o impacto sobre os possíveis efeitos do tarifaço do governo de Donald Trump sobre o emprego no Brasil, disse nesta segunda-feira (4) o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Ele reiterou que o governo brasileiro está disposto a negociar e que os Estados Unidos podem voltar atrás em alguns pontos das medidas comerciais.

“O mundo não vai acabar. O mundo continuará lindo, firme e forte. O governo brasileiro e o presidente Lula dizem sempre que estamos inteiramente à disposição das negociações com os americanos e com qualquer outro país que deseje dialogar com o Brasil sobre eventuais parcerias comerciais”, afirmou Marinho em entrevista coletiva para detalhar os dados do Novo Caged.

Plano de contingência

O ministro não adiantou as medidas do plano de contingência em elaboração pelo governo para ajudar os setores afetados. Apenas declarou que o Ministério do Trabalho e Emprego está concluindo os estudos sobre o pacote de ajuda aos exportadores.

Marinho ressaltou que qualquer decisão sobre o plano só será tomada a partir de quarta-feira (6), quando entram em vigor as novas tarifas dos Estados Unidos. Segundo ele, o vaivém nas negociações pode implicar em mudanças de última hora nos planos do governo.

“Acho que ele [Trump] não tem muita convicção porque voltou atrás em vários produtos. Como se trata de uma relação um pouco tanto esquizofrênica, temos que aguardar as consolidações para poder tomar as decisões. Para ter base real e concreta para tomada de decisão”, declarou

Diálogo

O ministro do Trabalho e Emprego reiterou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua disposto a conversar com Trump. No entanto, ressaltou que as conversas devem ocorrer com base em informações corretas, como a de que a balança comercial dos Estados Unidos com o Brasil é superavitária, com os norte-americanos exportando mais do que importando das empresas brasileiras.

“Está clarinho que não existe esse déficit em desfavor dos Estados Unidos e, sim, do Brasil. Quem teria de reclamar somos nós. Mas vamos sentar e discutir, preparados, e da forma que tem que ser”, disse. “Os Estados Unidos são um importante parceiro comercial do Brasil e as relações bilaterais são antigas, de dois séculos. Não é possível misturar ‘alhos com bugalhos’. E ninguém pode ficar com qualquer dúvida, respeitadas as circunstâncias de cada país”, concluiu.

Da Agência Brasil