Prefeito do Recife, João Campos (PSB), e governadora do Estado, Raquel Lyra (PSD) (Foto: Reprodução/Blog Dantas Barreto)
Levantamento da Conecta/Opindata mostra queda na diferença e cenário de empate técnico em eventual segundo turno
A mais recente rodada de pesquisas eleitorais, realizada pela Conecta Pesquisas em parceria com o Instituto OPINDATA, entre 1 e 5 de dezembro de 2025, trouxe novos dados sobre a disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026. O levantamento, com base em 10 mil entrevistas online, foi divulgado com exclusividade no site do jornalista Jamildo.
De acordo com o levantamento estimulado (quando o eleitor escolhe entre uma lista de candidatos previamente apresentada), o prefeito do Recife, João Campos (PSB), aparece com 45% das intenções de voto. A atual governadora, Raquel Lyra (PSD), marca 38%, resultando em uma vantagem de 7 pontos percentuais para João Campos. A margem de erro é de 0,98 ponto percentual, o que indica que a disputa permanece competitiva e há chances reais de segundo turno.
Conforme avalia a pesquisa, a forte concentração de intenções sugere que a eleição dificilmente será decidida já no primeiro turno, apontando para a possibilidade de um confronto direto entre candidatos. Esse cenário é reforçado pela pequena distância entre os dois líderes no levantamento.
A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre João Campos e Raquel Lyra. Nesse cenário hipotético, João Campos alcança 46% das intenções de voto, enquanto Raquel Lyra registra 43%. A diferença de 3 pontos percentuais entre os dois candidatos está dentro da margem de erro e caracteriza um empate técnico.
Esse resultado aponta para uma disputa acirrada, com mobilização intensa de eleitores, pois qualquer oscilação ou evento durante a campanha pode influenciar decisivamente o desfecho da eleição. A proximidade dos números demonstra que ambos os candidatos terão que trabalhar fortemente a favor da adesão dos indecisos e engajamento dos seus eleitores.
Com os dados em mãos, o ambiente eleitoral em Pernambuco se consolida como uma disputa aberta e disputada, o que coloca pressão sobre as campanhas para definir estratégias sólidas, capturar a atenção do eleitor e garantir mobilização nas semanas que antecedem a eleição.
Pesquisa Datafolha divulgada no último sábado apontou que só 8% dos eleitores consideram Flávio Bolsonaro o nome que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria apoiar – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Por Agência O Globo
Senador participou de primeiro ato como pré-candidato em Brasília
Em seu primeiro ato público após anunciar candidatura à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admite que pode não levar o projeto até o fim, mas diz que “tem um preço” para desistir.
— Olha, tem uma possibilidade de eu não ir até o fim. Eu tenho um preço para isso. Eu vou negociar. Eu tenho um preço para não ir até o fim— disse neste domingo após participar de um culto em Brasília.
Indagado se o preço a ser pago seria a votação da anistia, o senador respondeu:
— Está quente, está perto —afirmou.
Pesquisa Datafolha divulgada no último sábado apontou que só 8% dos eleitores consideram Flávio Bolsonaro o nome que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria apoiar na disputa presidencial de 2026. A preferência permanece concentrada na ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, citada por 22%, e no governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), lembrado por 20%.
Após participar de um culto em Brasília, o senador reiterou que a decisão de se candidatar foi tomada depois de conversas com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso, e que aguardava o momento em que o pai se sentiria “confortável” para autorizar o anúncio.
Flávio relatou que Bolsonaro o sondava “há bastante tempo” sobre disputar a Presidência, diante das dificuldades do cenário atual. Segundo ele, o anúncio foi feito após uma reunião familiar na última semana. Agora, disse, o objetivo é atrair aliados e começar a definir o projeto de governo.
O deputado federal Túlio Gadelha pode estar de malas prontas para o PSD, partido comandado em Pernambuco pela governadora Raquel Lyra. A informação ganhou força nos bastidores.
Segundo apurações, Túlio estaria avaliando que disputar a reeleição pela Rede Sustentabilidade representa um alto risco, especialmente diante da possibilidade de o influenciador de esquerda Jones Manoel entrar na disputa por uma vaga na Câmara Federal pelo PSOL, sigla federada com a Rede, atual partido de Gadelha.
Por outro lado, uma eventual filiação de Túlio ao PSD pode gerar reações internas entre pré-candidatos da legenda, que enxergam no ingresso do deputado uma ameaça direta às suas chances eleitorais, já que ele tende a atrair uma votação expressiva fazendo os demais servirem de ‘calda’.
A movimentação, se confirmada, reforçaria o esforço do PSD em ampliar seu peso na Câmara Federal e aproximar setores mais à esquerda da base de sustentação da governadora Raquel Lyra. Com Informasções do Blog Ponto de Vista
Um novo levantamento do Instituto Conecta, em parceria com o Blog Ponto de Vista, mostra o prefeito do Recife, João Campos (PSB), liderando com ampla vantagem a corrida pelo Governo de Pernambuco com quase o dobro das intenções de voto da sua concorrente Raquel Lyra. Se as eleições fossem hoje, João teria 53%, contra 27% da governadora Raquel Lyra (PSD).
Na sequência aparecem Eduardo Moura (Novo), com 3%, e Gilson Machado Neto (PL), com 2%. Ivan Moraes (PSOL) não alcançou 1% das citações. Brancos e nulos somam 10%, enquanto 5% não souberam ou não responderam.
A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 28 de setembro, ouvindo 1.241 eleitores em 53 municípios de todas as regiões do Estado. A margem de erro é de 2,78 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Comparação em relação a agosto
Em comparação ao levantamento anterior do Conecta, feito em agosto, Raquel Lyra perdeu quatro pontos percentuais — caiu de 31% para 27%. João Campos, por sua vez, oscilou positivamente de 52% para 53%.
Votos válidos
Quando é levado em consideração os votos válidos, João Campos apresenta quase o dobro de votos de Raquel Lyra. Ele fica com 63%, enquanto que a governadora com 32%. Eduardo Moura fica com 3% e Gilson Machado 2%.
PESQUISA PARA O SENADO
Ainda nesta quinta-feira (02/10) o Blog Ponto de Vista apresentará os números sobre a disputa pelo Senado Federal em Pernambuco.
João Campos (PSB) prefeito do Recife. Foto: PSB/Divulgação
O prefeito do Recife aparece mais de 30 pontos à frente da governadora Raquel Lyra nas intenções de voto
Um levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira 12 aponta o favoritismo do prefeito do Recife, João Campos (PSB), em uma provável disputa pelo governo de Pernambuco em 2026.
Campos desponta com 57% das intenções de voto no principal cenário estimulado, ante 24% da governadora Raquel Lyra (PSD). Completam a relação Gilson Machado (PL), com 6,2%, e Eduardo Moura (Novo), com 3%. Brancos e nulos representam 6,2%, enquanto 3, 3,6% não responderam.
Em uma projeção com troca do candidato do PL, há poucas mudanças. João Campos registra 56,5%, contra 24,2% de Raquel, 5,8% de Anderson Ferreira (PL) e 3,2% de Moura. Brancos e nulos são 6,5%, e 3,8% não responderam.
O Paraná Pesquisas entrevistou 1.510 eleitores em 62 municípios permambucanos entre 1º e 5 de agosto. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%.
Senador tem 43,2% das intenções de voto, e ex-prefeito de Petrolina, 36,7%; serão duas vagas em jogo em 2026
Levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta 3ª feira (12.ago.2025) mostra que o senador Humberto Costa (PT-PE) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) lideram a corrida ao Senado em Pernambuco. O petista tem 43,2% das intenções de voto, e Coelho, 36,7%. Leia a íntegra do estudo.
Como em 2026 serão duas vagas em disputa no Senado em cada unidade da Federação, os entrevistados pelo estudo puderam citar 2 nomes em quem votariam se as eleições fossem hoje. Por essa razão, soma dos percentuais não é 100%.
Eis o cenário em Pernambuco:
Humberto Costa – 43,2%;
Miguel Coelho – 36,7%;
Gilson Machado – 28,4%;
Silvio Costa Filho – 20,5%; nenhum/brancos/nulos – 18,5%; não sabem – 5,8%.
Eis o que a Paraná Pesquisas perguntou aos entrevistados: “Se as eleições para senador do Estado de Pernambuco fossem hoje e os candidatos fossem esses, em quem o(a) Sr(a) votaria? Em 2026, o(a) Sr(a) votará em dois Senadores, então quem seria o seu segundo candidato a Senador?”.
O levantamento entrevistou 1.510 eleitores em 62 municípios de Pernambuco de 1º a 5 de agosto. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.
A disputa pelas 54 das 81 cadeiras do Senado é uma prioridade para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ambos já se manifestaram publicamente a respeito do tema. O petista disse ser preciso ter maioria na Casa Alta. O ex-chefe do Executivo projeta ter 20 senadores só do PL.
Há um movimento em parte da oposição a favor do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), decidir se aceita ou não um pedido. Ele já declarou que não pautará o tema no plenário.
O ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (União Brasil) utilizou o seu perfil, no Instagram, para interagir com o público e debater a função do Senador. Na postagem, o político pergunta: “Você sabe qual é o papel de um Senador da República? Apesar da resposta ser bastante simples, a verdade é que muita gente desconhece”. Em seguida, Miguel Coelho explica que o senador é responsável por defender os interesses do estado em Brasília e buscar recursos para áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública.
O pré-candidato também convidou seus seguidores a assistirem a um vídeo, no qual, segundo ele, detalha a função do cargo. “É por isso que te convido a assistir o vídeo acima. Nele, explico melhor a função desse cargo, e como ele anda sendo exercido aqui em Pernambuco”, completou.
Nos bastidores, a publicação foi vista como mais um movimento de Miguel para se firmar como nome da oposição na disputa pelo Senado em 2026.
Durante entrevista concedida a uma emissora de Serra Talhada, o deputado estadual Luciano Duque tranquilizou a população ao afirmar que segue firme na disputa eleitoral do próximo ano. “Não há nada que me torne inelegível. Não houve dolo, nem desvio de recursos públicos. Todos os fundamentos legais foram cumpridos. Estou tranquilo e sigo com meu nome à disposição do povo”, declarou.
Mesmo com parecer favorável do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Câmara de Vereadores rejeitou as contas de Duque referentes a 2019, o que, segundo o parlamentar, evidencia o uso político da votação.
Duque denunciou um complô articulado para favorecer o marido da atual gestora, que é pré-candidato a deputado estadual. “Serra Talhada vai saber separar o joio do trigo, os interesses eleitorais dos interesses do povo. Quem tem serviço prestado, como eu e como a governadora Raquel Lyra, que tem feito muito pela cidade, merece respeito. O que não dá é aceitar uma Câmara que age de forma subserviente.”
O deputado também criticou a comparação feita por vereadores com o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. “Aquilo foi um golpe, e agora tentam repetir o mesmo roteiro aqui. Mas o povo não é bobo.”
Duque aproveitou para agradecer aos vereadores que votaram com responsabilidade e coerência com o parecer técnico do TCE. “Quero parabenizar os vereadores Lindomar Diniz, Antônio de Antenor, Clênio de Agenor e China Menezes. Eles votaram com seriedade, como já aconteceu em outras oportunidades, reconhecendo o que é justo e respeitando a legalidade. Esse é o tipo de postura que a população espera dos seus representantes.”
Luciano finalizou reafirmando seu compromisso com o Sertão. “Serra Talhada e todo o Pajeú podem continuar contando comigo. Vamos seguir em frente, defendendo os interesses do povo.”
“O partido não irá abrir mão da candidatura de Miguel Coelho ao Senado em 2026”
destacou o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, afirmando de maneira categórica que o partido manterá a candidatura de Miguel Coelho ao Senado em 2026. Em entrevista concedida à imprensa pernambucana nesta terça-feira, Rueda registrou que a postulação do ex-prefeito de Petrolina é uma das prioridades da legenda em nível nacional.
“A candidatura de Miguel Coelho é uma prioridade nacional do União Brasil. Ele tem o apoio incondicional de todos os integrantes da legenda e reúne as melhores condições para disputar, sendo extremamente competitivo”, disse Rueda. O dirigente argumentou que Miguel é único dos postulantes que tem a experiência de ter comandado a prefeitura de uma grande cidade, sendo chefe do Executivo de Petrolina por dois mandatos. Além de ser um quadro com capacidade política de dialogar e reunir forças.
Ele revelou que irá trabalhar para que a federação, formada por UB e PP, caminhe ao lado da pré-candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado. “João é um candidato fortíssimo, liderando todas as pesquisas e provando que tem um enorme potencial”, pontuou Rueda. Por Wellington Ribeiro
Ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) e Senador Humberto Costa (PT). Por Wellington Ribeiro 📸 Reprodução
Em meio às articulações que ganham corpo para as eleições de 2026, o senador Humberto Costa (PT) usou as redes sociais, nesta quinta-feira (3), para registrar um encontro com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), em Brasília. Segundo o parlamentar, a conversa abordou temas como os investimentos federais no país, a conjuntura política e, especialmente, o cenário em Pernambuco.
Pré-candidato à reeleição ao Senado, Humberto Costa busca ampliar alianças e fortalecer sua presença no debate público estadual. Já Silvio Costa Filho também é apontado como possível postulante a uma das duas vagas ao Senado que estarão em disputa no próximo pleito. O encontro reacende a expectativa sobre a composição de uma chapa pela Frente Popular liderada pelo prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, nome cotado para disputar o governo de Pernambuco.
O gesto de Humberto ocorre após o crescimento da movimentação de outros pré-candidatos ao Senado que buscam subir ao palanque com João Campos, como Marília Arraes (Solidariedade) e Miguel Coelho (União Brasil).
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparecem empatados em uma possível disputa de segundo turno nas eleições presidenciais de 2026. Segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (5) pelo instituto Genial/Quaest, ambos têm 41% das intenções de voto.
O levantamento mostra um cenário de estabilidade em relação ao desempenho de Bolsonaro, que oscilou positivamente dentro da margem de erro desde o último estudo, divulgado em abril. À época, Lula liderava com 44% contra 40% de Bolsonaro. Agora, ambos pontuam igualmente.
A pesquisa também revela crescimento na taxa de indecisos, que passou de 3% para 5%. Já os eleitores que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas mantiveram-se estáveis, em 13%.
Além de Bolsonaro, Lula agora aparece tecnicamente empatado com outros possíveis adversários, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), e Michelle Bolsonaro (PL). Na sondagem anterior, o petista vencia todos esses nomes com folga.
Encomendada pela Genial Investimentos, a pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 29 de maio e 1º de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
PSDB-PE filia ex-desembargador Bartolomeu Bueno, que disputará cadeira de deputado federal – Foto/Divulgação
A filiação aconteceu na sede do partido, no Derby, nesta terça-feira (27)
O PSDB de Pernambuco filiou, nesta terça-feira (27), o ex-desembargador Bartolomeu Bueno. O magistrado aposentado reforça os quadros do partido e chega com o projeto de concorrer a cadeira na Câmara dos Federal em 2026.
Com uma trajetória de mais de 40 anos dedicados ao Judiciário estadual, Bueno desvinculou-se voluntariamente do cargo de desembargador em abril deste ano e retomou a advocacia. Ao longo da atuação no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), assumiu a vice-presidência do órgão, a corregedoria-geral de Justiça e a presidência da Comissão de Direitos Humanos da instituição.
De acordo com o presidente do PSDB pernambucano, deputado Álvaro Porto, a filiação de Bartolomeu Bueno engrandece a legenda e fortalece o processo de reorganização do partido no estado.
“O desembargador tem uma brilhante trajetória e uma vasta lista de serviços prestados a Pernambuco, com uma vida pública integra e reconhecida em todo o estado. O PSDB comemora a chegada de Bartolomeu e já trabalha para atrair novos quadros para formar chapas competitivas para deputado estadual e federal”, disse Porto.
A filiação aconteceu na sede do partido, no Derby, e contou com a presença de Gabriel Porto, pré-candidato a deputado federal, e dos deputados estaduais Sileno Guedes, Rodrigo Farias, Francismar Pontes, Junior Matuto, Diogo Morais (todos do PSB), Antônio Coelho (União Brasil) e Mario Ricardo (Republicanos).
Da esquerda para a direita: o prefeito de Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto Arruda; filha do ex-senador Jarbas Vasconcelos Adriana Vasconcelos, vice de Henry; prefeito do Recife, João Campos; e o presidente reeleito do MDB, Raul Henry – Foto: Reprodução do Instagram
Prefeito do Recife ajudou a fortalecer grupo que disputou contra o deputado Jarbas Filho
Uma das peças-chave na articulação para compor a chapa encabeçada por Raul Henry para presidir o MDB em Pernambuco, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), reuniu o grupo em um restaurante da cidade. Celebrou a eleição que garantiu a vitória de Henry por 65 votos contra 49 votos do deputado estadual Jarbas Filho.
Horas depois de telefonar para Henry, ainda durante as comemorações na Câmara de Vereadores do Recife, João Campos postou nas redes sociais uma foto ao lado do presidente reeleito para o MDB; Adriana Vasconcelos, filha do ex-senador Jarbas Vasconcelos, e vice-presidente do partido; e do prefeito de Vitória de Santo Antão, Paulo Roberto Arruda.
“O MDB segue alinhado com sua história e com suas convicções. Pernambuco e Recife ganham com isso. Parabéns Raul, Paulo e Adriana!”, comentou João Campos em uma postagem no Instagram.
Jantar
Na noite da sexta-feira, um dia antes da eleição, João Campos reuniu o grupo em um hotel na Zona Norte do Recife. Em um encontro que durou aproximadamente três horas, na presença de prefeitos, vereadores e líderes emedebistas, garantiu ajduar a fortalecer a legenda, mesmo compromisso assumido na eleição para vereador do Recife, quando ajudou a compor a chapa proporcional.
O MDB elegeu três vereadores na capital pernambucana: Samuel Salazar, lídeer do governo João Campos; Tadeu Calheiros, que era oposição no início da gestão; e Fabiano Ferraz, que apoiou a candidatura de Jarbas Filho por ser ligado ao grupo do senador Fernando Dueire.
Presidente estadual do PSB, Sileno Guedes confirmou que o partido vai disputar o Governo de Pernambuco em 2026, em entrevista à Rádio Jornal, nesta segunda-feira (24) – Reprodução/Rádio Jornal
Presidente estadual do PSB falou sobre articulações do partido para as eleições de 2026 em debate na Rádio Jornal, nesta segunda-feira (24)
O PSB terá candidatura ao Governo de Pernambuco nas eleições de 2026. É o que diz o presidente estadual do partido, o deputado estadual Sileno Guedes, que revelou as articulações da legenda em Pernambuco, em debate na Rádio Jornal, nesta segunda-feira (24).
No entanto, Sileno não confirmou o nome que estará na disputa eleitoral do próximo ano. De acordo com o presidente estadual do PSB, a militância cobra o nome do prefeito do Recife, João Campos (PSB), que deverá assumir a presidência nacional do partido a partir de junho.
“O projeto do PSB é ter uma candidatura própria, a militância do PSB cobra do prefeito João Campos que ele seja candidato no ano que vem”, disse.
De acordo com Sileno, João Campos é um quadro de renovação das lideranças de esquerda no Brasil, destacando o papel que cumprirá na presidência nacional do PSB.
“João Campos não é uma liderança do PSB apenas no Recife ou em Pernambuco, mas é um quadro de renovação das lideranças de esquerda do país, aponta para o futuro e vai ser o nosso presidente nacional do partido. Toda a interlocução do nosso partido com o ‘mundo nacional’ vai ser dar através dele”, afirmou.
O presidente estadual não negou sua preferência pelo nome de João Campos para disputar o governo de Pernambuco, mas disse que a decisão é do atual prefeito do Recife. Segundo Sileno, o nome de João tem gerado expectativa nos eleitores.
“Onde você chega, visita ou conversa, só se fala nessa expectativa. Nós, como militantes, temos direito de pedir que ele cumpra esse papel”, disse.
“Se dependesse de mim, anunciava aqui e agora. Quem decide é ele”, complementou.
Ainda de acordo com Sileno, o PSB “continua sendo o maior partido” de Pernambuco” e que tem um projeto claro para apresentar em 2026.
“O PSB hoje é um partido com projeto definido para 2026. Estamos fazendo o dever de casa, o ano de organizar e trabalhar é esse ano de 2025. Fizemos bem feito em 2024 e vamos chegar em 2026 com um projeto definido e claro para apresentar à sociedade”, enfatizou.
Projetando disputa em 2026, Sileno sobe tom contra governo Raquel Lyra
Após confirmar a candidatura do PSB para o pleito de 2026, Sileno reafirmou seu posicionamento crítico à gestão da governadora Raquel Lyra (PSD), que deve disputar a reeleição, sendo assim, uma eventual adversária do PSB nas eleições do próximo ano.
Sileno afirma que a gestão atual representa um “retrocesso” do que o PSB construiu nos anos que governou o Estado. O presidente estadual do PSB afirmou que há uma “lerdeza muito grande” na execução de ações por parte da atual gestão.
“A gente não pode permitir que haja retrocesso em várias áreas que o PSB conseguiu avançar quando governou Pernambuco. […] Temos enxergado no atual governo uma lerdeza muito grande na execução de algumas ações, uma falta de cuidado com temas que são muito caros ao PSB, como a educação, por exemplo. Então é por isso que estamos nos organizamos, teremos um projeto e vamos defender esse legado para que Pernambuco possa ter, sim, um retorno daquilo que sempre foi compromisso do PSB, que é a educação, economia, desenvolvimento, área social”, criticou.
Sileno também apontou que a atual gestão, que chegou ao terceiro ano de mandato, não tem feito movimentos políticos suficientes para “virar a chave” e apresentar resultados. O presidente estadual do PSB destacou que não é possível enxergar “paz política” na base do governo.
“A gente não consegue enxergar essa virada de chave, são alguns movimentos políticos que não haviam sido feitos até hoje, é como se tivessem correndo atrás do prejuízo. É o terceiro ano de mandato da governadora, estamos chegando praticamente em abril e não conseguimos enxergar as entregas que a governadora se propôs, a gente não consegue enxergar uma paz política na base”, criticou.
Nomeação de políticos foi prática de Raquel Lyra (PSDB) e João Campos (PSB) em suas gestões – Hesíodo Góes/Divulgação
Por Pedro Beija
Cientista político vê “movimentação natural” em nomeações de políticos, que deverão funcionar como “multiplicadores de votos” em uma eventual campanha
Nesta quinta-feira (30), foram publicadas novas nomeações de políticos para cargos na administração estadual, pela governadora Raquel Lyra (PSDB), em continuação a uma leva de nomeações no dia anterior. Em menor escala, a prática também foi realizada no Recife, com o prefeito João Campos (PSB) abrigando ex-vereadores e ex-candidatos na gestão municipal, em nomeações assinadas pelo vice-prefeito Victor Marques (PCdoB), que ocupava o cargo interinamente.
Ao todo, Raquel 37 políticos para cargos no Estado, sendo 29 ex-prefeitos, seis ex-vereadores, um ex-vice prefeito e um ex-candidato a prefeito.
João Campos, por sua vez, trouxe para a gestão municipal um total de 8 políticos, sendo uma ex-prefeita, dois ex-vereadores, quatro ex-candidatos a vereador do Recife e um presidente estadual de partido.
Nesta quinta-feira (30), foram publicadas novas nomeações de políticos para cargos na administração estadual, pela governadora Raquel Lyra (PSDB), em continuação a uma leva de nomeações no dia anterior. Em menor escala, a prática também foi realizada no Recife, com o prefeito João Campos (PSB) abrigando ex-vereadores e ex-candidatos na gestão municipal, em nomeações assinadas pelo vice-prefeito Victor Marques (PCdoB), que ocupava o cargo interinamente.
Ao todo, Raquel 37 políticos para cargos no Estado, sendo 29 ex-prefeitos, seis ex-vereadores, um ex-vice prefeito e um ex-candidato a prefeito.
João Campos, por sua vez, trouxe para a gestão municipal um total de 8 políticos, sendo uma ex-prefeita, dois ex-vereadores, quatro ex-candidatos a vereador do Recife e um presidente estadual de partido.
Cientista político vê “cálculo racional” em nomeações de políticos
Para o cientista político Antônio Henrique Lucena, as nomeações representam “cálculo racional” de João e Raquel para as eleições de 2026, embora nenhum dos dois gestores tenham confirmado candidaturas para o pleito estadual.
“São cálculos racionais que estão sendo realizados para garantir apoios regionais e locais para a eleição de 2026. É a busca por consolidar o terreno, pavimentar o caminho”, disse.
Ainda de acordo com o cientista político, as nomeações de Raquel surtem um impacto maior e é possível identificar uma “distribuição regional das nomeações”. Já as indicações de João possuem uma limitação natural pela área de atuação, restrita à cidade.
Para Antônio, as movimentações são naturais, faltando em torno de um ano e meio para as eleições. Apesar disso, ainda de acordo com o cientista político, as nomeações de políticos para cargos comissionados possuem os seus riscos.
“Vejo como um movimento relativamente natural. Claro que isso pode ser classificado como não moralmente muito recomendável, porque você vai aumentar os custos da administração pública, enquanto todos eles falam de redução de gastos, de eficiência, coisas dessa ordem”, afirmou.
Nomeados podem funcionar como “multiplicadores de votos”
Para Antônio Henrique Lucena, os políticos nomeados devem cumprir funções como “multiplicadores de votos”, em suas respectivas regiões e áreas de atuação, enfatizando as dinâmicas de eleições majoritárias no Nordeste, onde apoios de prefeitos e vereadores são importantes para obtenção de resultados.
“No caso de Raquel, assim como também no de João Campos, a ideia é você ter algumas pessoas influentes em determinadas regiões que atuem como agregador de votos”, afirmou.
“A eleição para governador, principalmente em estados aqui do Nordeste, você precisa de ter apoio do prefeito e também dos vereadores, porque eles atuam como multiplicadores de voto. Estando em campanha, não vai dar para visitar todos os municípios do Estado. E é aí que entra justamente o poder da máquina administrativa”, complementou.
Confira abaixo as listas de políticos nomeados por Raquel Lyra e João Campos
Nomeados por Raquel Lyra
Região Metropolitana do Recife
Célia Sales – Ex-prefeita de Ipojuca;
Nadegi Queiroz – Ex-prefeita de Camaragibe;
Professor Lupércio – Ex-prefeito de Olinda;
Joamir Alves de Oliveira – Ex-prefeito de Araçoiaba.
Zona da Mata
Judite Botafogo – Ex-prefeita de Lagoa do Carro;
Xisto Freitas – Ex-prefeito de Aliança.
Mata Norte
Antônio Cassiano da Silva; ex-prefeito de Condado.
Mata Sul
Cláudio José Gomes de Amorim Júnior – Ex-prefeito de São Benedito do Sul;
Rolph Casale – Ex-prefeito de Belém de Maria.
Agreste
Giorge Bezerra – Ex-prefeito de Camocim de São Félix;
Emerson Cordeiro – Ex-prefeito de Poção;
Luiz Aroldo – Ex-prefeito de Águas Belas;
Regina da Saúde – Ex-prefeita de Itaíba;
Renato Lima de Sales – Ex-prefeito de Vertentes do Lério;
Uilas Leal – Ex-prefeito de Alagoinha;
José Maria – Ex-prefeito de Cupira;
José Soares da Fonseca – Ex-prefeito de Salgadinho;
Matheus Emídio de Barros Calado – Ex-prefeito de Terezinha;
Severino Soares dos Santos – Ex-prefeito de Tupanatinga;
Edson Monteiro – ex-candidato a prefeitura de Bonito;
Manuel Plácido Filho – Ex-prefeito de Machados;
Sebastião Leite da Silva – Ex-prefeito de Pesqueira.
Sertão
Domingos Sávio da Costa Torres – Ex-prefeito de Tuparetama;
José Torres – Ex-prefeito de Iguaracy;
Haroldo Silva Tavares – Ex-prefeito de Verdejante;
Manuca – Ex-prefeito de Custódia;
Rafael Cavalcanti – Ex-prefeito de Afrânio;
Raimundinho Saraiva – Ex-prefeito de Exu;
Edilton Alves de Carvalho Nunes – Ex-vice-prefeito de Salgueiro;
Raimundo Pimentel – Ex-prefeito de Araripina;
Bernardo de Moraes Ferraz – Ex-prefeito de Itacuruba.
Vereadores
Alcides Cardoso – ex-vereador do Recife pelo Partido Liberal (PL). Atuou como oposição ao prefeito do Recife, João Campos (PSB);
Ronaldo Lopes – ex-vereador pelo Partido Progressista (PP). Conquistou cerca de 7 mil votos no último pleito municipal;
Josué Varela de Oliveira (Doduel) – ex-vereador pelo PSD;
Amaro Cipriano (Maguary) – ex-vereador pelo PP;
Lucinha Mota – ex-vereadora de Petrolina e ex-secretária Justiça e Direitos Humanos do governo Raquel;
Nelson Diniz Moura – ex-vereador de Caruaru.
Nomeados por João Campos
Ana Célia Farias, ex-prefeita de Surubim;
Aline Mariano (PSB) – ex-vereadora do Recife;
Victor André Gomes (PV) – ex-vereador do Recife;
Josemi Simões (PSB) – ex-candidato a vereador do Recife;
Germana Lacerda (PSB) – ex-candidata a vereadora do Recife;
Benjamim da Saúde (DC) – ex-candidato a vereador do Recife;
Edmar de Oliveira (DC) – ex-candidato a vereador do Recife e presidente estadual do DC;
Fábio Bernardino (Agir) – presidente estadual do Agir.
Amupe divulgou edital de convocação para as eleições da entidade, que definirão a nova diretoria executiva, conselho fiscal e conselho deliberativo – Foto/Divulgação
Por Pedro Beija/JC
Processo eleitoral da Amupe definirá diretoria executiva, conselho fiscal e conselho deliberativo da entidade; Votação acontece no dia 27 de fevereiro
A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) divulgou, nesta segunda-feira (27), em seu site oficial, o edital de convocação para as eleições de sua diretoria executiva, conselho fiscal e conselho deliberativo. A votação será realizada no dia 27 de fevereiro, das 8h às 17h, por meio de um link fornecido pela entidade.
Entre os nomes que já manifestaram a pré-candidatura para a presidência da Amupe estão Marcelo Gouveia (Podemos), atual presidente da entidade e ex-prefeito de Paudalho; Pedro Ermírio Freitas (PP), prefeito de Aliança; e Márcia Conrado (PT), prefeita de Serra Talhada e ex-presidente da Amupe.
As chapas devem ser compostas por 38 integrantes, distribuídos entre diretoria executiva (8), conselho fiscal (6) e conselho deliberativo (24). O prazo para inscrições vai até 17 de fevereiro, das 8h às 17h, de segunda a quinta, e das 8h às 13h, nas sextas-feiras.
A Comissão Eleitoral, formada pelos prefeitos Lula Cabral (Cabo de Santo Agostinho), Zé Martins (João Alfredo) e Joel Gonzaga (Feira Nova), divulgará a lista de associados aptos a votar até cinco dias antes do pleito.
Estão habilitados a votar os prefeitos associados efetivos em dia com as obrigações financeiras e os ex-presidentes da Amupe, como sócios honorários. A votação será virtual, mas a entidade disponibilizará computadores com internet em sua sede para quem preferir votar presencialmente. Após a apuração, a chapa eleita será anunciada, definindo a gestão da Amupe para o período 2025-2027.
Justificativa pode ser feita por ferramenta eletrônica do TSE ou perante o juízo eleitoral
O cidadão que deixou de votar no primeiro turno das eleições deste ano tem até o dia 5 de dezembro para justificar a ausência à urna eletrônica. De acordo com a legislação eleitoral (Lei nº 6.091, de 1974) e a Resolução TSE nº 23.659, de 2021, a justificativa fundamentada deve ser apresentada por meio de ferramenta eletrônica disponibilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (aplicativo e-Título ou pela página Justifica) ou perante o juízo de qualquer zona eleitoral em que se encontre a eleitora ou o eleitor.
As normas definem os seguintes prazos máximos para a apresentação de justificativa fundamentada: 60 dias (contados do dia da eleição) e 30 dias (contados do retorno ao país, no caso de a eleitora ou o eleitor se encontrar no exterior na data do pleito, salvo se for mais benéfico para eles o prazo de 60 dias, contados do dia da eleição).
Multa
No caso de a eleitora ou o eleitor não justificar a ausência da votação em cada um dos turnos em que deixou de votar, a juíza ou o juiz eleitoral poderá arbitrar a cobrança de multa, nas formas previstas na legislação eleitoral e nas normas do TSE.
Além disso, a multa poderá ser aplicada se o pedido de justificativa for rejeitado pelo sistema devido ao preenchimento com dados insuficientes ou inexatos, que impossibilitem a identificação da eleitora ou do eleitor no cadastro eleitoral, ou se o pedido de justificativa for indeferido pela juíza ou pelo juiz da zona a que pertence a inscrição eleitoral.
Os valores da multa serão fixados entre o mínimo de 3% até o máximo de 10% do salário mínimo da região, o que pode ser decuplicado (aumentado em até dez vezes) em razão da situação econômica da eleitora ou do eleitor. Para a fixação da multa, cada turno do pleito será considerado uma eleição, ou seja, a justificativa deverá ser feita para a ausência em cada um dos turnos.
A eleitora ou o eleitor que quiser obter a certidão de quitação eleitoral ou requerer a operação por meio eletrônico do TSE, antes de a multa ser arbitrada pelo juízo competente, poderá quitá-la pagando o valor máximo, que corresponde a 10% do valor utilizado como base de cálculo.
Se a eleitora ou o eleitor declarar seu estado de pobreza, sob as penas da lei e perante qualquer juízo eleitoral, ficará isenta ou isento do pagamento da multa por ausência à urna.
Candidatos que concorrem à presidência da OAB-PE encerraram agendas de campanha; votação acontece nesta segunda-feira (18), a partir das 9h
A partir das 9h desta segunda-feira (18), advogados de todo o estado irão eleger a diretoria e o conselho que vão conduzir a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE), pelo triênio 2025-2027. Os candidatos que concorrem à presidência da seccional estadual da entidade são Almir Reis, Fernando Santos Júnior e Ingrid Zanella.
A eleição da OAB-PE de 2024 já é considerada um marco histórico, por ser a primeira vez que terá votação online à disposição dos advogados aptos a votar. O voto é obrigatório aos advogados inscritos, recadastrados ou não, adimplentes com o pagamento das anuidades. Aos advogados acima de 70 anos, a votação é facultativa. O horário de votação encerra às 17h.
Além da eleição para a diretoria da OAB-PE, haverá ainda a votação para escolher a lista sêxtupla do Quinto Constitucional do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Candidatos encerraram campanha neste domingo (17)
Os candidatos que concorrem à presidência da OAB-PE realizaram seus últimos atos de campanha e encerraram as agendas neste domingo (17).
Almir Reis realizou agenda interna, ao lado de apoiadores e membros da chapa “Renova OAB”, com ligações para advogados de todo o Estado, para pedir votos e reforçar orientações sobre a votação. À tarde, Almir participou de reunião promovida pela Comissão Eleitoral da entidade, acompanhado da equipe jurídica.
“Cada ligação é uma troca. Não é apenas sobre conquistar um voto, mas sobre escutar as dores e esperanças de cada colega. Há um clamor por mudança que transcende a disputa eleitoral. É o desejo de construir uma OAB que volte a ser a casa de todos os advogados e advogadas”, afirma Almir.
Fernando Santos Júnior, da chapa “Coragem para Mudar”, realizou live nas redes sociais, onde fez um balanço da campanha e reforçou propostas. Em publicação após a transmissão, Fernando agradeceu o apoio e enfatizou ter realizado uma “campanha que está fazendo história na advocacia de Pernambuco”.
“Chegamos na reta final de uma campanha que está fazendo história na advocacia de Pernambuco! Com uma proposta limpa, propositiva e cheia de significado, seguimos com confiança e determinação. A cada escritório visitado, a cada fórum, a cada advogado e advogada que nos ouviu e acredita no nosso projeto de mudança, meu mais profundo agradecimento”, diz trecho da publicação.
Ingrid Zanella, da chapa “Renovação Experiente”, se reuniu com voluntários em seu comitê de campanha, no bairro de Boa Viagem, no Recife. No local, realizou mutirão de ligações, orientando sobre o formato de votação.
Ao longo do dia, além das ligações, Ingrid deu foco à alteração no formato de votação para as eleições da OAB-PE, que acontecerá online. Nas redes sociais, compartilhou vídeos orientando sobre como votar, bem como vídeos de apoiadores pedindo voto para a sua candidatura.
Em seguida, clique no botão “votar” que aparecerá na tela. Após inserir o CPF no campo indicado, clique em continuar.
Na próxima etapa, será necessário selecionar uma das formas de autenticação disponíveis:
Entrar com certificado digital;
Entrar com certificado em nuvem;
Receber código de acesso por email ou SMS;
Entrar com biometria facial.
Cada opção levará para as respectivas instruções
Votação presencial
Apesar da chegada da votação online para o pleito de 2024, também haverá votação presencial. A OAB-PE disponibilizará pontos de apoio presenciais em 30 cidades, para votação. Os endereços estão disponíveis no manual tira-dúvidas das eleições.
Além da votação online, a OAB-PE disponibiliza pontos de apoio presenciais de votação em 30 cidades.
Nas eleições para a OAB, o voto para advogados inscritos na entidade é obrigatório. O advogado que não votar e não apresentar justificativa está sujeito a aplicação de multa, equivalente a 20% do valor da anuidade.
A justificativa deverá ser feita por escrito no prazo de 30 dias, contados a partir do dia útil seguinte à data da eleição, e será apreciada pela ordem.
Donald Trump, 47º presidente dos Estados Unidos. — Foto: Carlos Barria/Reuters
Por Luisa Belchior/g1
O candidato republicano Donald Trump, 78 anos, venceu as eleições de terça-feira (5) ao garantir votos suficientes para um novo mandato como presidente dos Estados Unidos, aponta projeção da Associated Press desta quarta-feira (6).
A vitória foi anunciada após ser atingida uma margem segura de votos em que não é mais possível que ele seja superado pela democrata Kamala Harris, ainda que a contagem de cédulas pelo país não tenha sido totalizada. Sua vitória repercutiu no mundo todo e líderes mundiais parabenizaram Trump nesta quarta.
Ele já discursou na Flórida, mesmo antes de Kamala reconhecer a derrota. Trump falou sobre imigração ilegal, afirmou que seu slogan será ‘promessas feitas serão cumpridas’ e pregou a união entre todos os americanos.
A projeção do resultado feita por estatísticos a serviço de institutos e meios de comunicação não é oficial, mas é historicamente aceita pela sociedade americana em eleições presidenciais. Entenda como funciona.
Os Estados Unidos não têm um tribunal eleitoral de âmbito nacional, como o Brasil, e a apuração é de responsabilidade de cada estado. A contagem pode demorar semanas, e a projeção permite saber com antecedência quem será o vencedor.
Há 178 anos, a AP é uma das fontes mais confiáveis para contabilizar os votos das eleições americanas.
Vitória
A vitória de Trump marca o retorno do republicano ao poder após quatro anos, quando perdeu para o democrata Joe Biden em 2020. É a segunda vez que um presidente volta ao cargo na história, depois de Grover Cleveland (1893-1897 e 1885-1889).
Trump assume o cargo em 20 de janeiro de 2025. Ele terá nos dois primeiros anos de governo a Câmara e o Senado de maioria republicanas.
A eleição dele representa uma situação totalmente inédita na história dos Estados Unidos: Trump será o primeiro presidente já condenado na Justiça.
Em maio deste ano, ele foi condenado por fraude contábil ao declarar como gasto de campanha um pagamento feito a uma ex-atriz pornô. O dinheiro, segundo a acusação, foi pago para comprar o silêncio de Stormy Daniels para que ela não tornasse público o suposto caso que tiveram durante a campanha presidencial de 2016, da qual ele saiu vencedor.
O republicano ainda é réu em três processos diferentes, com dezenas de acusações. E, mesmo reeleito, ele terá de ir a julgamento e pode até governar atrás das grades se for condenado à prisão em algum deles.
Em um dos processos, Trump é acusado de tentar reverter de forma ilegal as eleições presidenciais de 2020. Ele sistematicamente contesta a sua derrota nas urnas naquele pleito, que culminou na invasão do Capitólio (o prédio do Congresso dos EUA) em janeiro de 2021.
O republicano é acusado ainda por 18 mulheres de crimes sexuais — três deles estupros — segundo um levantamento da rede de TV norte-americana ABC. Ele nega todos os casos.
Republicanos foi o partido que mais se destacou, elegendo 2.067 vereadores a mais que no último pleito municipal
Nas eleições municipais de 2024, a direita se destacou nas disputas às câmaras municipais, elegendo 2.470 vereadores a mais que no pleito de quatro anos atrás. Republicanos e PL foram os que mais cresceram em relação a 2020, com 2.067 e 1.493 novos vereadores, respectivamente.
Em números absolutos, neste ano o MDB foi o partido que elegeu o maior número de vereadores, conquistando 8.109 cadeiras nas câmaras municipais do Brasil. No outro extremo, o PSOL conseguiu 80 vereadores, sendo o partido com menos representantes eleitos.
Como funciona a eleição de vereadores?
A eleição para vereador utiliza o sistema proporcional, o mesmo adotado para deputados federais, estaduais e distritais. Nesse modelo, o número de votos individuais do candidato não é o único fator decisivo. O desempenho geral do partido ou federação também conta na distribuição das vagas.
Os eleitores podem votar diretamente em um candidato (voto nominal) ou no partido (voto de legenda). A distribuição das cadeiras entre os partidos segue dois cálculos principais:
Quociente eleitoral: obtido dividindo o total de votos válidos (excluindo brancos e nulos) pelo número de cadeiras disponíveis na câmara. Apenas partidos que atingem esse quociente têm direito a vagas;
Quociente partidário: define quantas cadeiras cada partido receberá. É calculado dividindo o total de votos válidos do partido pelo quociente eleitoral. As cadeiras conquistadas são ocupadas pelos candidatos mais votados de cada legenda.
Esse sistema faz com que nem sempre os mais votados individualmente sejam eleitos, já que o desempenho do partido no conjunto dos votos é crucial para determinar a distribuição das vagas. Fonte: R7.