Sociólogo avalia que o futuro da centro-esquerda em 2030 passa por Pernambuco
Em meio às incertezas sobre quem poderá suceder o presidente Lula nas eleições presidenciais de 2030, o sociólogo e cientista político Rudá Ricci afirmou que o prefeito do Recife, João Campos (PSB), desponta como um sucessor inevitável da esquerda no cenário nacional. A análise foi feita nesta segunda-feira (20) durante entrevista à Rádio Folha FM 96,7.
O especialista citou que se o prefeito da capital pernambucana continuar se projetando, o presidente deve levá-lo para o Partidos dos Trabalhadores antes das eleições de 2030.
Para ele, Lula vai tentar se aproximar e vai tentar avançar sobre o PSB, que já tem o vice-presidente com ele, Alckmin.
“Seria algo muito estranho se Lula não percebesse que o futuro da centro-esquerda passa por Pernambuco”.
O foco para 2030, segundo o professor, será construir musculatura para a possível candidatura presidencial do atual prefeito e possível candidato ao governo do estado para 2026. Já que, a projeção nacional que já vem sendo articulada pelo gestor, deverá se expandir para que ele não vire um “candidato do Nordeste”.
Segundo Rudá Ricci, o movimento de Lula em relação ao prefeito do Recife pode repetir o que vem acontecendo com Guilherme Boulos (PSOL), que se aproxima cada vez mais do governo federal. A indicação de Boulos para a Secretaria-Geral da Presidência, discutida desde o início do ano, deverá ser oficializada nos próximos dias.
Relação com aliados
Para o sociólogo, essa estratégia reflete uma marca do partido e do próprio presidente Lula, de aproximar aliados e trazê-los ao executivo, priorizando o fortalecimento da presidência e não uma articulação mais ampla com o Congresso Nacional.
Ricci observa que essa postura tem impactos diretos na relação entre os poderes.
“Você pode ver, ele vive falando ‘vamos voltar para deputado’ mas ele não faz campanha pro parlamento. O PT é todo focado, principalmente, na presidência da República. Então os nomes fortes do PT são quase sempre do executivo”, afirmou.
Executivo e Legislativo
Essa dinâmica, segundo o cientista político, explica a dificuldade de Lula em consolidar uma base parlamentar estável.
“Não vai melhorar. O PT continua apostando no Executivo, enquanto quem joga mais peso no Parlamento é o centrão, que atua de forma fragmentada e regional. Ainda vai correr muita água por debaixo da ponte até a próxima eleição”, concluiu.
Em entrevista concedida na manhã desta terça-feira (14) à Rádio Voluntários da Pátria, em Ouricuri, o prefeito de Araripina, Evilásio Mateus, fez duras declarações sobre sua relação com o Governo do Estado. O gestor afirmou lamentar ter apoiado a governadora Raquel Lyra nas eleições de 2022 e disse se sentir tratado como adversário político pela atual gestão estadual.
“Enquanto eu a apoiei, o ex-prefeito estava no grupo contrário. Agora, parece que os papéis se inverteram”, declarou Evilásio durante a entrevista, em tom de descontentamento.
O prefeito destacou ainda que, apesar de ter se engajado na campanha da governadora no Sertão do Araripe, o município de Araripina não tem recebido o tratamento esperado por parte do Governo de Pernambuco.
Eduardo Bolsonaro disse que se considera um ‘conselheiro informal’ da gestão Trump Foto: @bolsonarosp via Instagram
Em entrevista à BBC News Brasil concedida em Washington (EUA) nesta quarta-feira (13), Eduardo referiu-se ao ministro como “psicopata”, “mafioso” e “bandido”.
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou estar disposto a “ir às últimas consequências” para retirar do poder o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em entrevista à BBC News Brasil concedida em Washington (EUA) nesta quarta-feira (13), Eduardo referiu-se ao ministro como “psicopata”, “mafioso” e “bandido”.
O filho “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificou o Brasil como uma “ditadura” e alegou perseguição política a si, ao pai e a apoiadores. Ele acusou Moraes de usar o cargo para influenciar decisões do Congresso Nacional e disse que a mulher do ministro deveria ser alvo de sanções por suposto enriquecimento ilícito.
Eduardo, que comemora nas redes sociais tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros, disse sobre impactos econômicos para setores de produção agropecuária que “os brasileiros estão entendendo que existe um sacrifício a ser feito”: “Vale a pena lutar. A nossa liberdade vale mais do que a economia”, afirmou.
Sobre a perspectiva de novas sanções, Eduardo Bolsonaro disse que os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), “estão no radar” do governo norte-americano e podem ser alvos caso não deem início à tramitação do projeto de anistia aos condenados nos atos de 8 de janeiro de 2023 e ao processo de impeachment de Alexandre de Moraes.
“Eu estou disposto a ir às últimas consequências para retirar esse psicopata do poder. Se depender de mim, a gente vai continuar aqui, dobrando a aposta até que a pressão seja insustentável e as pessoas que sustentam Moraes larguem a mão dele para que ele vá sozinho para o abismo”, afirmou.
Atualmente, ele vive no Texas (EUA) com a mulher e os dois filhos, o que tem chamado de “exílio”. No país norte-americano, deu sequência a articulações para incentivar sanções do governo Trump contra autoridades brasileiras, iniciadas com viagens sucessivas aos EUA enquanto ainda exercia o mandato.
Na quarta-feira, uma autoridade do governo Lula foi punida pela primeira vez com a perda de visto. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, revogou os vistos do secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Júlio Tabosa Sales, e de um ex-funcionário do governo brasileiro
Eduardo, que se considera um “conselheiro informal” da gestão, agradeceu a medida nas redes sociais: “EUA anunciam mais restrições e perda de vistos para autoridades brasileiras! Obrigado Presidente Trump e secretário Rubio”. À BBC, ele afirmou que a reação norte-americana em relação ao Brasil não é sua atuação e, sim, do “regime”. “O responsável por tudo isso é o Lula que dá suporte ao regime capitaneado pelo Alexandre de Moraes.”
O deputado licenciado é investigado em caso que tramita no STF pela suposta atuação para incitar o governo norte-americano a adotar medidas contra o ministro da Corte. A ação apura os supostos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação e abolição violenta do Estado democrático de direito.
O prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira (PSB), está entre os gestores pernambucanos que participam da 25ª edição da Marcha dos Prefeitos em Brasília. Além de acompanhar os debates sobre as pautas prioritárias do municipalismo, Sandrinho reforçou a necessidade de reformas estruturais e de uma divisão mais justa do bolo tributário entre União, estados e municípios.
“A marcha é sempre um espaço de troca de experiências, de aprendizado, mas também de cobrança. Há uma ansiedade diante do pronunciamento do presidente, porque precisamos de reformas como a previdenciária e a tributária. Não dá para seguir com essa distribuição desigual de recursos quando é no município que a vida acontece”, afirmou o prefeito sertanejo.
Para Sandrinho, a equidade — e não apenas a igualdade — deve ser o princípio norteador da distribuição de verbas públicas. “É preciso ajudar mais quem mais precisa. Municípios pequenos enfrentam dificuldades enormes e precisam de atenção redobrada. O debate sobre a divisão do bolo tributário precisa ser permanente”, acrescentou.
O prefeito também revelou que participou da entrega de documentos com propostas e cobranças à Presidência da República e ao Congresso Nacional, junto com outros gestores. “Não são temas fáceis, mexem com muitos interesses, mas é fundamental encará-los com coragem”, destacou.
Sobre o cenário político de 2026, Sandrinho declarou total apoio ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), como futuro candidato ao governo de Pernambuco. “Sou um incentivador dessa candidatura. João é um exemplo de gestor, tem feito um grande trabalho no Recife e já demonstrou capacidade para liderar um projeto estadual. O Recife ficou pequeno para ele”, avaliou.
Sandrinho confirmou presença no congresso nacional do PSB, nos dias 30 e 31 de maio e 1º de junho, onde João Campos será oficializado como presidente nacional do partido. “Estarei lá para fortalecer esse novo momento do PSB e reafirmar nosso compromisso com um projeto de desenvolvimento para todo o estado”, concluiu. As informações são do Blog Ponto de Vista
Missa do Vaqueiro no centro de polêmica – Foto: Folha de Pernambuco/Arquivo
“A Missa é Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco, ela é tutelada pelo Estado, não pode sofrer mudanças”, desabafou Helena Câncio
Mais uma vez, a Missa do Vaqueiro, tradicional celebração religiosa que homenageia a cultura e a fé do povo sertanejo, está no meio de um imbróglio político. Em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco, Helena Câncio, diretora da Fundação Padre João Câncio, responsável pela promoção da Missa no município de Serrita, denunciou os desmandos cometidos pelo prefeito Aleudo Benedito (MDB) com relação ao evento.
Mais uma vez, a Missa do Vaqueiro, tradicional celebração religiosa que homenageia a cultura e a fé do povo sertanejo, está no meio de um imbróglio político. Em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco, Helena Câncio, diretora da Fundação Padre João Câncio, responsável pela promoção da Missa no município de Serrita, denunciou os desmandos cometidos pelo prefeito Aleudo Benedito (MDB) com relação ao evento.
O prefeito, numa ação recorrente, pois, segundo Helena, todos os anos ele tenta criar uma confusão com os organizadores da Missa, agora quer mudar a data e o nome da celebração. Através de um Projeto de Lei enviado à Câmara dos Vereadores de Serrita, Aleudo quer transferir o evento para o terceiro final de semana de julho e mudar o nome da Missa para ‘Festa do Jacó’.
Tradicionalmente, durante quase 30 anos, a Missa do Vaqueiro acontece no último domingo de julho. “Ao invés de estarmos ganhando o apoio e o respaldo do município, não, estamos travando uma briga, uma briga para que a tradição continue preservada, até porque a Missa é Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco, ela é tutelada pelo Estado, não pode sofrer mudanças”, desabafou Helena.
“Movimentos de voluntários e vaqueiros estão vindo de todos os lugares do Estado para protestar contra esse ato do prefeito, que vai ser votado na Câmara no próximo dia 25, às 9h. Nós também acionamos o Conselho de Cultura de Pernambuco, o Ministério Público, a Empetur e a Comissão de Educação e Cultura da Alepe, mas ainda não obtivemos o retorno e de nenhum desses órgãos”, afirmou a diretora da Fundação Padre João Câncio.
Helena acredita que esta confusão entre o município e a Fundação teve início após o Governo do Estado ceder o parque onde acontece a missa para a administração municipal. “O prefeito entendeu que junto com o parque veio todo o direito sobre a festa. Só que a história e a tradição são inegociáveis. Ninguém pode estar dando, emprestando, vendendo e negociando sobre uma história, sobre uma tradição, porque ela pertence ao povo. Nós temos percebido que o município tem se valido do benefício do Estado para tentar calar a Fundação e não nos deixar participar da realização da Missa do Vaqueiro”, disse.
“Isso deixa a gente muito triste, porque a gestão política passa e a história continua. João Câncio e Luiz Gonzaga já não estão mais aqui, mas os familiares constituíram uma instituição que respalda toda essa história. Helena Câncio também vai passar, mas a história do vaqueiro continua, a história da Missa do Vaqueiro vai continuar. Todos nós deveríamos estar lutando em favor da festa e não uns com os outros”, finalizou.
Prefeito do Recife, João Campos (PSB), avaliou momento atual do governo Lula (PT) – Foto: Jailton Jr/JC Imagem
Prefeito do Recife destacou as mudanças na comunicação do presidente e a expectativa de bons resultados para 2025, citando investimentos em PE
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), fez breve avaliação do momento atual do governo do presidente Lula (PT), destacando evolução na capacidade de comunicação da gestão do petista, além de visualizar um 2025 de “colheita” com bons resultados para o governo federal.
As declarações foram dadas nesta quinta-feira (13), em entrevista após o Encontro Anual Educação Já, realizado pelo Todos pela Educação, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo.
Melhoria na comunicação
De acordo com João Campos, as mudanças na comunicação promovidas pelo governo federal, no início deste ano, resultaram em um “incremento na capacidade de comunicação” da gestão, destacando uma presença digital “mais expressiva”. No entanto, o gestor recifense lembrou que os resultados não chegam do dia para a noite.
“Eu acredito que recentemente houve um incremento da capacidade de comunicação do governo, de presença digital mais expressiva, mas lógico que isso é algo que não acontece do dia pra noite. Isso tem um tempo pra maturar, pra construir, mas o principal é a confiança”, analisou.
Ainda de acordo com João Campos, mais importante do que a comunicação, é o presidente Lula “fazer por quem precisa da forma certa”, destacando que o petista conhece o Brasil e quer ver o país dar certo.
“O presidente Lula tem um espírito público muito largo, conhece o Brasil e quer ver o Brasil dar certo. Então é alguém que está imbuído do melhor espírito possível pra fazer o Brasil dar certo. E isso é o principal. É muito mais importante do que comunicação, é fazer por quem precisa e fazer da forma certa. E eu vejo que o presidente está disposto a fazer isso”, enfatizou.
Perguntado sobre a recente declaração de Lula sobre a ministra Gleisi Hoffmann, na última quarta-feira (12), onde o presidente afirmou que colocou uma “mulher bonita” na articulação política para ter boa relação com os presidentes da Câmara e Senado, João afirmou que não cabe a ele fazer avaliações sobre o que é dito pelo presidente, mas destacou que Lula “sempre foi um grande comunicador”.
“Eu acho que o presidente é uma pessoa com muita experiência, que sempre foi um grande comunicador, a capacidade de comunicar com as pessoas, com o povo, comunicar direto com a ponta, e é claro que não cabe a mim fazer a avaliação do que ele fala ou do que ele deixa de falar”, afirmou.
2025 de “colheita” para o governo Lula
João Campos também fez projeções para o terceiro ano do atual mandato de Lula à frente da presidência da República. De acordo com o prefeito do Recife, a gestão viveu as diferentes etapas que precisava passar, mas destacou que 2025 é o “momento da colheita”, onde os resultados vão aparecer.
“Eu acho que um governo sempre tem etapas diferentes, tem momentos de concepção de projetos, estruturação de orçamento, de escuta popular, de entrega de resultado, certamente esse ano, terceiro para quarto ano é um momento onde você precisa colher, é o momento da colheita, então você já plantou, você começa a colher esses resultados e eu acredito que esses resultados aparecerão”, analisou.
O gestor recifense destacou os investimentos feitos pelo governo Lula em Pernambuco, como exemplo da chegada do momento de colheita para a gestão petista.
“Você pega o volume de investimento, por exemplo, que ele tem feito no estado de Pernambuco, grandes duplicações de estradas, destravando obras de grande porte de refinaria, de ampliação da capacidade logística do Estado, de polo farmacoquímico, levando obras para as cidades, novas creches, unidade de saúde, obras de proteção de encostas, por exemplo, na Região Metropolitana do Recife”, comentou.
Ainda de acordo com João Campos, é importante que prefeitos e governadores reconheçam os esforços do governo Lula nos investimentos e entregas.
“Tudo isso, você imagina que estava parado lá atrás, não tinha nenhuma agenda. Essa agenda foi desenhada e ela está sendo desenvolvida. Eu acho que agora é o momento da colheita disso e é claro que é importante as pessoas reconhecerem isso, principalmente prefeitos, governadores, apontarem assim, “isso foi feito através de uma parceria institucional, do PAC, com o governo federal, com a decisão do presidente Lula”. Isso tem que ser dito pelas pessoas, e as pessoas sabendo disso, o resultado virá”, concluiu.
Márcia avalia quadro político – Foto: Folha de Pernambuco/Arquivo
Durante a entrevista, Márcia também fez uma análise sobre a queda na popularidade do presidente Lula (PT) e da governadora Raquel Lyra (PSDB).
Em entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco, a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), afirmou que, para 2026, está esperando o posicionamento do seu partido e não sabe se estará no mesmo palanque que o seu ex-padrinho e atual adversário político, o deputado estadual Luciano Duque (SD). Mesmo rompidos politicamente, os dois apoiam a governadora Raquel Lyra (PSDB) e o presidente Lula (PT).
“Tenho dito que eu estou esperando o posicionamento do meu partido, do PT, a qual eu tenho uma grande honra de fazer parte. Sábado estive com o nosso presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, no aniversário de 45 anos do PT, e sigo firme dentro da minha legenda. Então, preciso do posicionamento do partido, para saber como vou seguir”, afirmou Márcia.
Em 2020, quando se elegeu pela primeira vez, Márcia teve sua candidatura lançada por Duque, que era um dos prefeitos mais bem avaliados do Sertão. Ela chegou à Prefeitura de Serra com 60% dos votos e manteve uma boa relação com o deputado até meados de 2023, quando anunciaram o rompimento oficial da aliança.
Durante a entrevista, Márcia também fez uma análise sobre a queda na popularidade do presidente Lula (PT) e da governadora Raquel Lyra (PSDB). “Ambos estão no segundo ano de governo e eu acho que esta avaliação está baixa, sim, mas é normal. As coisas estão se consertando, a engrenagem está funcionando. Eu tenho certeza de que 2025 será um ano de entregas e a população vai reconhecer isso”, disse a prefeita.
Sobre a eleição para presidência da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), a qual Márcia retirou a candidatura, a prefeita explicou que, para o momento, o ideal é manter os municípios unidos e uma eleição sem consenso prejudicaria a entidade como um todo.
“Há 12 anos que não se tem uma disputa na Amupe. Quando se tem disputa, sempre existe alguém que sai entristecido. No consenso, nem todo mundo ganha tudo, mas também nem todo mundo perde tudo. A Amupe é apartidária, ela luta pelos interesses dos municípios, principalmente dos de pequeno e médio porte. Neste momento, onde já existe uma polarização para 2026, a Amupe precisava sair maior do que o que ela é, e esse consenso representou isso”, cravou Márcia.
Questionada sobre como estão os investimentos em Serra Talhada, Márcia falou com orgulho de como andam as contas do município e as novidades previstas para 2025. “Pela primeira vez, na história de Serra Talhada, fechamos quatro anos com saldo positivo na geração de empregos. Recebemos, na semana passada, a visita de Bruno Veloso, presidente da FIEPE, que vai instalar o Sistema S da indústria aqui. O município vai comprar um terreno de 10 hectares para abrigar o Sistema. Outras obras como o Residencial Almeida, a ampliação do aeroporto, são obras de destaque não só para nossa cidade, mas para toda região”, finalizou.
Prefeito reeleito do Recife, João Campos (PSB), em participação no Roda Viva, da TV Cultura – Foto/ Nadja Kouchi/TV Cultura/Reprodução
Prefeito do Recife comparou desempenho do seu grupo político com o da base do governo Raquel Lyra nas eleições municipais
O prefeito reeleito do Recife, João Campos (PSB), participou do programa Roda Viva, da TV Cultura, onde discutiu temas da política estadual e nacional, além da sua gestão à frente da capital pernambucana.
João iniciou sua participação comentando sobre sua reeleição para a prefeitura do Recife, após vencer em primeiro turno nas eleições municipais de 2024, com 78,12% dos votos, totalizando 725.721 eleitores.
“Eu gostaria de agradecer a votação que o Recife me deu, foi do tamanho da generosidade do povo do Recife”, disse.
Análise das eleições no país
Questionado sobre resultados em outras capitais, incluindo cidades onde o gestor recifense marcou presença e teve envolvimento no segundo turno, João respondeu com uma análise do cenário, enfatizando o recorde de prefeitos reeleitos, destacando que o grande vencedor da eleição foi “a capacidade de trabalho de realizar”.
“Acho que essa eleição, mais do que uma disputa de campo, ela se deu no âmbito do trabalho. A gente tem um recorde de reeleição, quase 80%, isso se espelha também nas capitais e nas grandes cidades. Para além da polarização, vejo como o grande vencedor dessa eleição a capacidade de trabalho e de realizar. Quem estava dentro da posição e fez um grande trabalho, teve um êxito eleitoral. Esse é um resultado que precisa ser compreendido”, analisou.
Falando especificamente do resultado das eleições para a prefeitura de Fortaleza e da vitória de Evandro Leitão (PT) no município, João relembrou o apoio ao petista.
“Parabenizar o prefeito Evandro, falei com ele ainda hoje. Tive a oportunidade de ir lá, ainda no segundo turno, pra dizer que eu acreditava naquele projeto, que eu não tinha nenhuma dúvida que ele seria eleito pela confiança das pessoas”, comentou.
Lido como um político posicionado na centro-esquerda, João também analisou a situação dos partidos de esquerda nas disputas pelas prefeituras no país. Para o recifense, a forma de comunicação “precisa mudar”, destacando a “pauta histórica da esquerda” no campo social.
“Quando você faz um levantamento de gestões que fizeram expansão de CRAS, creches, equipamentos de saúde, atenção à população de rua, essas expansões não tem similaridade com os partidos políticos que estão governando essa cidade. Enquanto há apenas um discurso, do outro lado você tem realizações em campos diversos. Com isso você fortalece a pauta da entrega. Qual a grande questão da política? É a criação de empatia, um vínculo, uma capacidade de representar os outros. A forma de comunicação precisa mudar, ela precisa ser uma consequência daquilo que você é”, analisou.
Críticas ao desempenho eleitoral do governo Raquel Lyra
Entre os temas debatidos, João foi questionado sobre a relação com a governadora Raquel Lyra (PSDB), após os resultados das eleições municipais, onde o partido da chefe do executivo estadual conseguiu ultrapassar o PSB em número de prefeituras conquistadas.
Em resposta, João, enquanto representante da oposição à governadora, o gestor recifense detalhou números para afirmar que seu grupo político conquistou a “maior vitória de uma oposição na história” de Pernambuco.
“A gente obteve a maior vitória de uma oposição na história do estado de Pernambuco. Em média, você tem os governos de 2000 pra cá com uma base de 120 prefeitos pelo menos. Quando você pega o arco de alianças formais (nas eleições de 2024) dá menos de 90 prefeitos na base do governo e 91 na oposição. Isso é um resultado nunca antes alcançado. Dos 10 maiores colégios eleitorais, 6 prefeitos ligados ao nosso conjunto, 3 ligados ao conjunto do governo e o prefeito Mano, do PL, de Jaboatão”, afirmou.
João complementou, enfatizando que o governo Raquel Lyra obteve “o pior desempenho da história” das eleições municipais em Pernambuco.
“Nunca, na história, você teve um partido de oposição sendo o mais votado. […] O fato é que é o melhor desempenho da história da oposição e o pior desempenho da história de um governo, além de uma vitória ampla que nós tivemos na capital. Você tem as grandes cidades com a maioria dentro da Frente Popular, a maior base de oposição da história das cidades”, completou.
Ainda analisando os números do pleito de 2024 e reafirmando que seu grupo político conquistou uma “grande vitória”, o prefeito do Recife comparou o desempenho da base do governo em Pernambuco com resultados dos governos da Paraíba e do Ceará.
“O fato é que nós tivemos uma grande vitória. Pela regra democrática que a gente vê os estados, Brasil afora, imagine São Paulo, se a base de Tarcísio fizesse menos prefeitos que a oposição. Imagina no Paraná, se Ratinho Jr tivesse perdido, ou em Goiás com Ronaldo Caiado. Na Paraíba, do nosso lado, o PSB que é governo, fez mais de 60 prefeitos. No Ceará, o PSB que é da base do governo, fez mais de 60 prefeitos. Normalmente é uma distância gigante do governo para a oposição. Para a oposição, ter uma diferença pequena é uma grande vitória, empatar é uma vitória estrondosa”, disse.
Planos para 2026
Após a vitória com larga vantagem no pleito recifense, especula-se que João seja um dos candidatos ao Governo do Estado em 2026. Questionado sobre tema, o gestor recifense afirmou que não é possível cravar, de forma imediata, quem será candidato para um pleito que acontece daqui a 2 anos. João também enfatizou que “tem um compromisso com o Recife”.
“Eu acabei de disputar uma eleição, fui reeleito com a maior votação da história da nossa cidade. Isso mostra a confiança das pessoas. Não tem como, dois anos antes, findado um processo eleitoral, de forma imediata você cravar quem é candidato pra 2026. Eu tenho um compromisso com o Recife, que é fazer o dever de casa bem feito, dia após dia”, disse.
O prefeito reeleito do Recife também afirmou que para realizar uma candidatura no porte de uma eleição para Governo, é preciso ser “candidato de um projeto” e que “ninguém é candidato de si”, reforçando que qualquer decisão a ser tomada virá “no tempo certo” e que as coisas “não devem ser antecipadas”, além de enfatizar que vai fazer um mandato “ainda melhor que o primeiro” à frente da capital pernambucana.
Perguntado novamente sobre as eleições de 2026, mas desta vez para a presidência, João declarou que torcerá para Lula ser candidato à reeleição e que vai votar no petista.
Futuro da política brasileira
Questionado sobre o futuro da política no país e se será capaz de liderar algum processo a nível nacional, João afirmou que é preciso superar de vez o cenário de polarização dentro da política brasileira. O pessebista usou como exemplo a busca por votos dos evangélicos no Recife, para exemplificar que “o povo está cansado dessa briga de divisão”.
“O meu sentimento é que o povo está cansado dessa briga de divisão. As pessoas querem buscar alguém que junte. Eu busquei fazer isso. Eu cheguei ao final, a última semana da nossa eleição, nos trackings internos, com 80% dos votos evangélicos na nossa cidade. E por que isso é importante? Eu valorizo muito isso. Porque eu busquei trabalhar para as pessoas da cidade. Ninguém é só evangélico. A pessoa é evangélica ou tem alguma outra religião. Ela mora numa área da cidade. O filho ou o neto estuda numa creche. Ela vai numa unidade de saúde. Ela frequenta uma das 200 praças que nós reformamos. Então ela vê que a cidade está melhorando”, disse.
Recordação sobre Eduardo e decisões políticas do PSB na última década
Perguntado sobre as decisões políticas tomadas pelo PSB nas Eleições de 2014, quando o partido decidiu apoiar Aécio Neves (PSDB-MG) na disputa presidencial, após a morte do então candidato Eduardo Campos, pai de João, vítima de um acidente de avião.
Em resposta, o recifense enfatizou que, “se não fosse aquele acidente”, Eduardo teria sido Presidente.
“Em 2014, nosso candidato à presidência era Eduardo Campos. Se não fosse aquele acidente, ele seria Presidente da República. E se ele fosse presidente, o Brasil era outro. Não tenho dúvida que a gente não teria entrado num grande aspiral de uma polarização excessiva e, principalmente, com o risco democrático que nós vivemos”, afirmou.
O recifense complementou, afirmando que vê como “assunto superado” algum tipo de divergência entre PSB e PT a nível nacional, lembrando de composição feita pelo presidente Lula para ter Geraldo Alckmin (PSB) como vice.
“O maior exemplo disso é que hoje o vice-presidente da República é do PSB, Geraldo Alckmin, numa composição construída e liderada pelo presidente Lula, do PT. Se tudo isso não tivesse sido superado, o PSB não teria sido o maior partido a apoiar a coligação do presidente Lula na eleição vitoriosa de 2022. São situações absolutamente cristalizadas e superadas entre os partidos e com o olhar do tempo histórico da época. Claro que pessoas acertam e erram na caminhada, agora vale lembrar que a gente tinha um projeto nacional claro que era o de Eduardo Campos”, disse. Por Pedro Beija/JC/NE.
Henrique Chagas morreu após fazer peeling de fenol com esteticista Natali Becker na clínica dela em São Paulo — Foto: Reprodução/Redes sociais/ TV Globo
O empresário Henrique Silva Chagas, de 27 anos, morreu nesta semana, em São Paulo, depois de fazer um peeling de fenol. Um procedimento arriscado, com uso de ácido, para rejuvenescer o rosto.
A responsável pelo tratamento, Natalia Fabiana de Freitas Antonio, conhecida como Natalia Becker, não tem formação de esteticista e aprendeu a técnica num curso online.
O Fantástico deste domingo (09) trouxe uma entrevista com Becker e imagens que mostram o que aconteceu dentro da clínica.
Num trecho, o namorado de Henrique alerta:
“Ei! Ele tá passando mal! Natalia…”.
E se desespera:
“Ajuda pelo amor de deus, gente”.
Henrique chegou às 10h03 na clínica. O namorado, Marcelo, entra logo em seguida.
Na recepção, uma funcionária pergunta: tudo bom? É fenol? Vou te dar uma fichinha para você preencher, tá?
Ela quer saber o que ficou combinado sobre o pagamento: 4500 reais. E pede que ele aguarde.
Três horas depois dessa imagem, Henrique está numa sala. Ele tinha acabado de fazer o procedimento e começa a tremer.
“Ei! Ele tá passando mal! Natalia…”, diz Marcelo, que depois põe a mão no coração do namorado.
“Tá parando, gente. Rick. Rick. Rick”.
Imagem da câmera da clínica em SP onde empresário morreu após realizar procedimento estético. — Foto: Fantástico
Natalia Becker cobrou 4.500 reais pelo procedimento feito na última segunda-feira no empresário. E se apresentou como esteticista. Em entrevista exibida neste domingo (09), Becker não respondeu à repórter Giuliana Girardi sobre qual era sua formação.
“É, tô um pouco nervosa”, diz.
Nessa hora, o marido e a advogada de Natalia, que não aparecem na imagem, interrompem a entrevista.
“Não vamos falar essas partes bem técnicas”, afirma a advogada.
A Associação Nacional dos Esteticistas e Cosmetólogos (ANESCO) diz que Natalia é uma pessoa leiga que não pode ser considerada esteticista. A ANESCO informou também que, com base na lei do esteticista e na lei do ato médico, esteticistas habilitados podem fazer peelings químicos, mas o peeling de fenol no rosto todo deve ser feito em centros cirúrgicos.
O Fantástico também perguntou sobre o tempo desde quando Natalia realizava a aplicação de fenol. Ela disse que desde dezembro do ano passado. Depois, Natalia é questionada sobre as substâncias que usa.
“Essas coisas eu não quero falar. Já dei meu depoimento falando certinho. Eu não quero mais dar entrevista”, diz Natália, que nesse momento se levanta.
A advogada dela pediu que essa primeira parte da entrevista não fosse ao ar. O Fantástico avaliou o pedido, mas entendeu que a exibição dessa parte da entrevista contém informações relevantes e de interesse público. Por isso, a exibição foi mantida.
Segundo os princípios, concedida uma entrevista exclusiva, uma fonte pode pedir alterações, acréscimos ou supressões, mas o jornalista julgará se o pedido se justifica. Haverá vezes em que o jornalista não concordará com a mudança, sendo, nestes casos, necessário registrar que a mudança foi solicitada, mas não aceita.
Imagens das câmeras da clínica
Minutos depois, Natalia recomeça a entrevista e diz que Henrique não reclamou de dores: “Umas 10h30 a minha funcionária subiu e começou a fazer o preparo da pele. Ele até falou que estava com uma sensação gostosa, foi essa a palavra que ele falou”.
12h58: a câmera mostra Henrique logo depois do procedimento junto com Natalia, que está de preto.
Marcelo entra, tira fotos do rosto do namorado. Não dá para ouvir a conversa, mas Marcelo se recorda de como foi: “Ele [Henrique] falava que tinha doído. Que era uma coisa bem, praticamente insuportável, mas ele falava, é a dor da beleza, é a dor da beleza”.
“Ele agarrou meu braço, arregalou o olho e já travou a respiração e ali ele já ficou, já saiu fora de si”, recorda Marcelo.
Depois, Natalia é vista entrando com uma funcionária. “Quer que eu chame o resgate?”, diz ela.
Ao Fantástico, ela conta que ligou para o SAMU: “Todo mundo ficou desesperado. Foi bem difícil, foram cenas bem fortes para mim e me traumatizou completamente”.
Em outro trecho das imagens das câmeras da clínica, é possível ver Natalia colocando o ouvido no peito de Henrique para tentar ouvir o coração dele. Depois, Natalia e as funcionárias começam a seguir as orientações do SAMU e Henrique é posto no chão.
13h26: os funcionários do SAMU entram e começam a fazer massagem cardíaca. A partir desse momento, Natalia não é mais vista na sala.
14h03: os atendentes então encerram os trabalhos.
Técnica de um curso online
Ao ser questionada pelo Fantástico sobre se teve problemas com algum paciente, Natalia afirma que isso não tinha acontecido até então, mas uma ex-paciente mostrou para a reportagem áudios que Natalia encaminhava para ela durante o tratamento.
Ela só autorizou mostrar a região afetada do seu rosto, e aceitou conversar por telefone.
“Eu me iludi porque ela falou que em 10 dias estaria ótima a minha pele”, disse. “Eu fiquei cinco meses com a pele vermelha. Minha pele ela começou a ficar com pus e sangrava toda noite”.
Natalia não quis comentar. Ela foi indiciada pelo crime de homícidio com dolo eventual, que é quando não há intenção, mas se assume o risco de matar.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) diz que a venda de fenol é proibida na internet. Depois que Natalia revelou que fazia a compra online, o fenol desapareceu das páginas que ofereciam o produto. O mesmo aconteceu com o curso de peeling de fenol que a Natalia fez.
O composto orgânico pode ser altamente tóxico e causa queimaduras.
Justamente por isso, o peeling químico de fenol provoca uma troca de pele no rosto de quem tem rugas profundas ou cicatrizes. a pele fica craquelada durante a recuperação; lenta e difícil.
A clínica da Natalia foi fechada e a rede social não existe mais. Marcelo, namorado de Henrique, contou que foi lá que o empresáro se convenceu de fazer o procedimento. *Por Fantástico.
Em uma entrevista ao programa A Tarde é Sua da Rádio Pajeú, o ex-vereador Heleno Mariano discutiu o atual cenário político-eleitoral que se desenha para as eleições municipais de outubro em Afogados da Ingazeira. A entrevista abordou diversos temas, incluindo as escolhas partidárias, as pré-candidaturas, e as possíveis mudanças no quadro político local.
Prazos e movimentações iniciais
Heleno Mariano destacou que as movimentações políticas estão em seus estágios iniciais, ressaltando a importância do tempo e prazos para a organização partidária. Com a proximidade da janela partidária, que se inicia em 6 de março e se estende até 6 de abril, o ex-vereador enfatizou a necessidade de os partidos se organizarem para formar chapas e coligações, preparando-se para a campanha eleitoral.
Escolha de Danilo Simões pelo PSD
Heleno Mariano comentou sobre a decisão do pré-candidato de oposição, Danilo Simões, de escolher o PSD para disputar as eleições. Apesar de reconhecer que Danilo fez uma boa escolha, Heleno expressou preocupação sobre a possível saída de quatro vereadores do PSD, incluindo o presidente da Câmara de Vereadores, Rubinho do São João. O ex-vereador sugeriu que essas mudanças podem impactar o partido localmente.
Pré-candidatura de Danilo Simões
Sobre a pré-candidatura de Danilo Simões, Heleno Mariano elogiou o candidato, destacando sua preparação e recall político, herdado de seus pais. No entanto, ressaltou a importância de Danilo ganhar um entendimento mais profundo dos problemas locais, uma vez que passou parte de sua vida fora do município. Heleno reconheceu que a entrada de Danilo na disputa enriquece o debate político em Afogados da Ingazeira.
Possibilidade de migração de vereadores para o bloco oposicionista
Questionado sobre a possibilidade de Rubinho do São João e Sargento Argemiro, vereadores que anunciaram que não disputarão a reeleição, migrarem para o bloco oposicionista, Heleno destacou sua experiência política ao afirmar que tudo é possível em política. No entanto, expressou a expectativa de que os vereadores permaneçam na Frente Popular, caminhando junto com os quatro vereadores do PSD que devem deixar o partido.
Disputa pela vice na Frente Popular
Heleno Mariano defendeu a manutenção da atual chapa da Frente Popular, com Daniel Valadares na vice. Argumentou que a chapa possui uma elevada aprovação, destacando a eficácia de Daniel em trazer recursos para o município. O ex-vereador expressou sua esperança de que a chapa seja mantida, apesar das disputas internas pelo cargo de vice.
Possíveis convites da oposição:
Heleno afirmou que ainda não recebeu convites da oposição para migrar de lado. Ele enfatizou sua coerência e compromisso com a chapa Sandrinho e Daniel, mencionando o que o prefeito Sandrinho Palmeira é um homem de gesto e que isso é admirável. O ex-vereador reiterou que sua posição atual é de apoio total à Frente Popular.
Heleno Mariano proporcionou uma visão abrangente do cenário político em Afogados da Ingazeira, oferecendo análises sobre escolhas partidárias, pré-candidaturas e possíveis mudanças no quadro político local, preparando o terreno para uma eleição municipal animada em 2024.
Corte define que veículos só podem ser condenados por entrevistas se houver “indícios concretos” de falsidade da acusação
Supremo Tribunal Federal – Foto: Fellipe Sampaio/STF/Divulgação
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou, nesta quarta-feira (29), tese que irá nortear os parâmetros sobre liberdade de expressão e o direito à indenização por danos morais devidos em razão da publicação de matéria jornalística que imputa prática de ato ilícito a uma pessoa. A questão será paradigma para futuros julgamentos.
Por maioria de votos, venceu a tese proposta pelo ministro Alexandre de Moraes, que defende que a liberdade de imprensa deve ser consagrada com “responsabilidade” e que não é um direito absoluto. Para ele, embora não se admita censura prévia, é possível responsabilizar a publicação por “informações comprovadamente injuriosas, difamantes, caluniosas, mentirosas”.
Diz a tese proposta por Moraes: “A plena proteção constitucional à liberdade de imprensa é consagrada pelo binômio liberdade com responsabilidade, não permitindo qualquer espécie de censura prévia, porém admitindo a possibilidade posterior de análise e responsabilização por informações comprovadamente injuriosas, difamantes, caluniosas, mentirosas, e em relação a eventuais danos materiais e morais, pois os direitos à honra, intimidade, vida privada e à própria imagem formam a proteção constitucional à dignidade da pessoa humana, salvaguardando um espaço íntimo intransponível por intromissões ilícitas externas”.
Ainda segundo o enunciado do ministro, “na hipótese de publicação de entrevista em que o entrevistado imputa falsamente prática de crime a terceiro, a empresa jornalística somente poderá ser responsabilizada civilmente se: (i) à época da divulgação, havia indícios concretos da falsidade da imputação; e (ii) o veículo deixou de observar o dever de cuidado na verificação da veracidade dos fatos e na divulgação da existência de tais indícios”.
No caso que fez com que o tema chegasse ao Supremo, está uma disputa entre o jornal Diario de Pernambuco e a família do ex-deputado federal Ricardo Zarattini Filho, morto em 2017. O diário pernambucano foi condenado a pagar indenização pela publicação em 1995 de uma entrevista em que o entrevistado imputou ao ex-parlamentar uma conduta ilícita. Zarattini foi acusado de responsável pelo atentado a bomba no aeroporto de Guararapes, em 1968, auge da Ditadura Militar.