Pernambuco investiga terceira morte suspeita de intoxicação por metanol

POLÍCIA CIVIL

Delegado de Lajedo, Cledinaldo Orico, e diretora da Apevisa, Karla Baêta — Foto: Iris Costa/g1
Delegado de Lajedo, Cledinaldo Orico, e diretora da Apevisa, Karla Baêta — Foto: Iris Costa/g1

Mortes foram registradas nos municípios de Lajedo e João Alfredo, no Agreste. Polícia investiga possível compra de bebidas em caminhão de Belo Jardim.

Uma quarta pessoa pode ter sido vítima de intoxicação por metanol em Pernambuco. Oficialmente, três casos suspeitos foram notificados em Pernambuco pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) na terça-feira (30).

Jonas da Silva Filho (esquerda) e Celso da Silva (direita) morreram por suspeita de intoxicação por metanol — Foto: Reprodução
Jonas da Silva Filho (esquerda) e Celso da Silva (direita) morreram por suspeita de intoxicação por metanol — Foto: Reprodução

Os casos já notificados aconteceram em municípios do Agreste: uma morte e uma perda de visão, em Lajedo, e uma morte em João Alfredo. A Polícia Civil, no entanto, aponta que um terceiro homem também bebeu de um uísque possivelmente contaminado em Lajedo e morreu antes de ser encaminhado ao Hospital Mestre Vitalino (HMV), em Caruaru, que é a unidade de saúde que fez as notificações.

Os novos detalhes sobre a investigação de possíveis casos de intoxicação por metanol foram repassados pela diretora da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), Karla Baêta, e pelo delegado titular de Lajedo, Cledinaldo Orico, em entrevista coletiva no Recife, nesta quarta (1º).

São suspeitos de contaminação por metanol no estado:

  • Um homem de 43 anos, de Lajedo, identificado como Celso da Silva, que deu entrada no Hospital da Mestre Vitalino no dia 2 de setembro e morreu uma semana depois, no dia 9;
  • Um homem de 32 anos, de Lajedo, identificado como Marcelo dos Santos Calado que deu entrada no HMV no dia 4 e recebeu alta no dia 23, com perda da visão;
  • Um homem de 30 anos, de João Alfredo, internado na última sexta (26) no HMV e com morte confirmada na terça (30);
  • Um terceiro homem de Lajedo, identificado como Jonas da Silva Filho, que morreu na madrugada do dia 29 de agosto, antes de ser transferido para o HMV.

De acordo com o delegado titular de Lajedo, Cledinaldo Orico, há indícios de que os três casos possíveis de contaminação por metanol na cidade tenham partido de garrafas de uísque compradas por uma das vítimas, em um caminhão na cidade de Belo Jardim, para revenda.

Por não suspeitar de contaminação, ainda segundo o delegado, o próprio comprador tomou a bebida, acompanhado de dois cunhados, enquanto acontecia um festival de rock na cidade.

“Não era um bar. Um deles adquiriu esses produtos com finalidade de revenda, mas, ao que indica, não tinha desconfiança da corrupção tóxica dessa bebida e também fez a ingestão. Três pessoas fizeram essa ingestão, duas delas faleceram e uma, graças a Deus, está viva, mas com a visão comprometida”, afirmou o delegado.

Apesar de duas pessoas de Lajedo terem morrido, a SES só notificou uma morte na cidade. Segundo Karla Baêta, diretora da Apevisa, a diferença ocorre porque apenas dois dos homens foram transferidos para o Hospital Mestre Vitalino, que realizou a notificação. Por conta disso, a morte está sendo investigada pela polícia, mas não é um dos casos considerados suspeitos pela SES.

“Esses três casos são da cidade de Lajedo, só que nem todos os três casos deram entrada pelo hospital [Mestre Vitalino]. […] Esse terceiro foi [mencionado] durante a oitiva, durante a conversa com a esposa[de uma das vítimas], que teve um terceiro caso que não deu entrada no hospital”, disse a diretora da Apevisa.

Apesar disso, a segunda morte em Lajedo também foi confirmada pela prefeitura da cidade através de nota. Segundo o município, três pessoas deram entrada no Hospital Municipal Maria da Penha apresentando sintomas semelhantes, mas um deles, Jonas da Silva Filho, morreu antes de ser transferido para o Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru.

De acordo com o delegado, a investigação já conta com garrafas de uísque entregues à polícia pela esposa de uma das vítimas, que suspeita de adulteração.

A esposa de uma das vítimas nos procurou e nos apresentou algumas garrafas de uísque supostamente corrompidas, então nós de imediato procedemos à oitiva dessa senhora, enquanto seu marido estava em estado grave no hospital em Caruaru. De imediato, nós já requisitamos também a realização de exame pericial, tanto nos corpos, quanto na bebida, para que possamos detectar realmente se há essa intoxicação pelo metanol”, afirmou.

A confirmação depende dos exames periciais. “Ainda não temos essa certeza, temos uma suspeita grande, mas a certeza depende de perícia técnica. Como é um delito que deixa vestígios, o Código de Processo Penal determina que seja realizado o exame pericial para comprovar a materialidade”, explicou o delegado.

Contaminação por metanol

Até a tarde desta quarta-feira (1º), os episódios confirmados de infecção por metanol se concentram no estado de São Paulo, sendo:

  • 5 mortes confirmadas por intoxicação com metanol;
  • 1 morte confirmada por intoxicação a partir de bebida adulterada;
  • 4 mortes sob investigação da origem da contaminação;
  • 17 casos suspeitos em investigação.

Segundo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), dos cinco mortos registrados no estado, quatro pessoas eram da cidade de São Paulo e uma faleceu em São Bernardo do Campo, mas provavelmente consumiu bebida na capital paulista.

Uma reportagem do Fantástico do domingo (28) mostrou casos recentes envolvendo o consumo de gin, uísque e vodca, comprados tanto em bares quanto adegas da cidade. Em um dos casos, um jovem internado em estado grave há quase um mês passou mal após beber gin com amigos. Outra vítima perdeu a visão após tomar três caipirinhas preparadas com vodca em um bar.

Por Iris Costa, g1 PE

Caso Deolane Bezerra: Justiça deve decidir sobre prisões nesta segunda-feira (22); veja lista de indiciados

INVESTIGAÇÕES

A advogada e influenciadora Deolane Bezerra continua na Colônia Penal Feminina de Buíque
A advogada e influenciadora Deolane Bezerra continua na Colônia Penal Feminina de Buíque – Foto/Reprodução/Redes Sociais

Além de devolver inquérito com pedido de provas à polícia, MPPE sugere que Justiça de PB fique com processo da empresa “Vai de Bet” e de Gusttavo Lima

A semana começa com a expectativa sobre a decisão da juíza Andréa Calado da Cruz, da 12º Vara Criminal do Recife, em relação à recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para que os investigados da Operação Integration – incluindo a advogada e influenciadora Deolane Bezerra – tenham as prisões preventivas substituídas por outras medidas cautelares.

Diante da urgência, já que parte dos 22 indiciados pela Polícia Civil segue em unidades prisionais do Estado, a magistrada deve se posicionar nesta segunda-feira (23). Trata-se do primeiro dia útil após a recomendação do MPPE, que foi assinada por cinco promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

Deolane está na Colônia Penal Feminina de Buíque, no Agreste de Pernambuco. A mãe dela, Solange Bezerra, está na unidade prisional localizada no Recife. Além delas, há outros investigados no Centro de Observação Criminológica e Triagem (Cotel), em Abreu e Lima.

A coluna Segurança teve acesso à íntegra do documento do MPPE, de 11 páginas, com as observações feitas em relação ao inquérito policial que investigou uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e prática ilegal de jogos de azar, com movimentação avaliada em R$ 3 bilhões.

No documento, entregue na última sexta-feira (20), o grupo de promotores citou os nomes de 22 pessoas indiciadas pela polícia – incluindo os 19 alvos de prisão preventiva na deflagração da operação. O principal é Darwin Henrique da Silva Filho, dono da empresa Esportes da Sorte.

Familiares e outras pessoas ligadas a ele aparecem como indiciados porque a investigação encontrou movimentações financeiras suspeitas – algumas delas são quantias milionárias e que não condizem com os rendimentos dos investigados.

Nessa lista, também está Nivaldo Batista Lima, nome de batismo do cantor Gusttavo Lima, dono da empresa Balada Eventos e Produções.

A companhia dele surgiu no curso da investigação porque vendeu um jato Cessna Aircraft à empresa Vai de Bet, pertencente ao empresário José André da Rocha Neto. O mesmo avião havia sido adquirido por Darwin Filho – com indícios de lavagem de dinheiro, segundo a polícia.

No dia da operação, em 4 de setembro, o avião foi apreendido, e também houve o bloqueio de R$ 20 milhões da Balada Eventos e Produções.

Confira os nomes dos indiciados:

Darwin Henrique da Silva Filho, CEO do Esportes da Sorte;

Darwin Henrique da Silva, pai de Darwin e fundador da Caminho da Sorte;

Eduardo Pedrosa Campos, sócio de uma seguradora;

Flávio Cristiano Bezerra Fabrício, proprietário de imóveis e de carros de luxo;

Marcela Tavares Henrique da Silva Campos, irmã de Darwin Filho;

Maria Aparecida Tavares de Melo, mãe de Darwin Filho;

Maria Bernadete Pedrosa Campos, mãe de Eduardo;

Maria Carmen Penna Pedrosa, tia de Eduardo;

Maria Eduarda Quinto Filizola, esposa de Darwin Filho;

Rayssa Ferreira Santana Rocha, sócia da Zelu Brasil Facilitadora de Pagamentos Ltda;

Ruy Conolly Peixoto, diretor da Esportes da Sorte;

Thiago Lima Rocha, sócio da Zelu Brasil Facilitadora de Pagamentos Ltda;

Edson Antônio Lenzi Filho, sócio da empresa Pay Brokers;

Thiago Heitor Presser, também sócio da Pay Brokers;

José André da Rocha Neto, sócio da Pix365 Soluções Tecnológicas (Vai de Bet);

Aislla Sabrina Truta Henriques Rocha, esposa de André;

Giorgia Duarte Emerenciano, madrasta de Darwin Filho;

Dayse Henrique da Silva, tia de Darwin Filho;

Deolane Bezerra Santos, advogada e influenciadora digital;

Solange Alves Bezerra Santos, mãe de Deolane;

Boris Maciel Padilha, empresário;

Nivaldo Batista Lima (Gusttavo Lima).

RECOMENDAÇÕES DO MPPE

O grupo de promotores afirmou, no documento, que fez uma análise minuciosa da conclusão da Polícia Civil, mas que se verificou “a necessidade da realização de diligências complementares indispensáveis”.

Diante disso, recomendou à Justiça a substituição das prisões preventivas por outras medidas cautelares, a exemplo da prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica. Os promotores argumentaram que “o lapso temporal necessário ao cumprimento das diligências, imprescindíveis ao oferecimento da denúncia, implicará, inevitavelmente, em constrangimento ilegal (das prisões preventivas)”.

Em relação às lacunas da investigação, o MPPE pontuou, por exemplo, que faltaram provas sobre os supostos crimes atribuídos a alguns dos investigados.

“Em relação à empresa Zelu Brasil Facilitadora de Pagamentos LTDA, cujos sócios são os indiciados Thiago Lima Rocha e Rayssa Ferreira Santana Rocha, verifica-se que sua inclusão na investigação se deu tão somente em virtude da identificação de transferências de valores para HSF Entretenimento e Promoção de Eventos Eireli (Esportes da Sorte), sem a demonstração da correlação entre essas transferências e os delitos investigados nos autos”, disse o documento do MPPE.

“Além dessas transferências, Thiago Lima Rocha e Rayssa Ferreira Santana Rocha foram indiciados por receberem em suas contas, pessoas físicas, dinheiro da empresa Zelu Brasil Facilitadora de Pagamentos LTDA, de propriedade deles, e apresentarem incompatibilidades entre os rendimentos declarados e as movimentações bancárias”, citaram os promotores.

Sobre a decisão do MPPE de devolver o inquérito e pedir novas diligências, a assessoria da Polícia Civil informou, em nota, que “não se pronuncia sobre decisões de outras esferas de poder”.

PROCESSO ENCAMINHADO PARA JUSTIÇA DA PARAÍBA

O MPPE também recomendou um desmembramento dos processos, transferindo as acusações em relação à empresa Vai de Bet (sediada na Paraíba) e empresa de Gusttavo Lima para a Justiça daquele Estado.

No documento, os promotores citam que a Vai de Bet só entrou na investigação de lavagem de capitais por causa das transferências bancárias feitas pela Zelu Brasil Facilitadora de Pagamentos Ltda na compra da aeronave que pertencia à Balada Eventos e Produções LTDA.

“Ocorre que, sendo PIX365 Soluções Tecnológicas (Vai de Bet) sediada na Paraíba, eventuais ilicitudes decorrentes da relação entre esta e a Zelu Brasil Facilitadora de Pagamentos LTDA hão de ser apuradas no referido Estado.”

“O mesmo se diga em relação a eventuais ilicitudes havidas nas negociações entre a Balada Eventos e Produções LTDA, por intermédio de seu sócio Nivaldo Batista Lima e a PIX365 Soluções Tecnológicas, através de seus sócios Thiago Lima Rocha e Rayssa Ferreira Santana Rocha.”

Uma cópia dos autos foi enviada para análise do Juízo Criminal da Comarca de Campina Grande (PB). Caso seja reconhecida a incompetência da justiça pernambucana, haverá o desmembramento e Thiago Lima, Rayssa Ferreira e Gusttavo Lima responderão a processo na Paraíba. Não há prazo para a decisão. Por JC/NE.

Ùltimo sinal de celular indica que foragidos da penitenciária de Mossoró estão na divisa do RN com CE

INVESTIGAÇÕES

Polícia monitorou sinal de celulares roubados por detentos que fugiram de presídio federal no Rio Grande do Norte

Cartazes de procurados de Rogério Mendonça e Deibson Nascimento
Rogério Mendonça e Deibson Nascimento estão foragidos – Reprodução/GloboNews

As investigações sobre a fuga de detentos do presídio de segurança máxima em Mossoró (RN) revelam pistas cruciais. O último sinal de celular dos fugitivos foi detectado em uma área rural, próxima à divisa entre Rio Grande do Norte e Ceará.

Desde então, os celulares roubados de moradores em uma invasão na sexta-feira (16) permanecem em silêncio, possivelmente sem bateria. Os fugitivos, além de roubar os aparelhos, realizaram atividades como acesso a redes sociais e acompanhamento de notícias sobre a fuga. A residência invadida está a aproximadamente três quilômetros da Penitenciária Federal de Mossoró, na comunidade de Riacho Grande.

Os principais envolvidos na busca acreditam que os criminosos ainda estejam na região, não tendo se distanciado muito do presídio. Nesta segunda-feira (19), de acordo com o g1, as autoridades intensificam as buscas por Rogério Mendonça e Deibson Nascimento em cidades próximas à divisa com o Ceará.

O último sinal de um dos celulares roubados pelos fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró (RN) foi registrado em uma área rural próximo da divisa entre o Rio Grande do Norte e o Ceará.

A suspeita dos investigadores é de que os aparelhos tenham ficado sem bateria. Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson “Tatu” Cabral Nascimento, de 33, fugiram do presídio na quarta-feira (14/2).

É a primeira fuga de uma unidade prisional do Ministério da Justiça na história.

Roubo de celulares a 3 km do presídio

Logo após a fuga durante a madrugada, os dois detentos invadiram uma casa a cerca de 3 quilômetros do presídio, na comunidade de Riacho Grande, e roubaram dois telefones.

Eles também se alimentaram e usaram a internet para ver notícias sobre a fuga.

De acordo com reportagem da TV Globo, os investigadores da Polícia Federal monitoraram os sinais desses aparelhos roubados. Cerca de 500 agentes da PF e da Polícia Rodoviária Federal intensificaram buscas próximo da divisa com o Ceará. *Portal Metrópoles.

Técnico de enfermagem é preso por usar nome de médico para alterar receitas e desviar remédios do Hospital da Restauração

PERNAMBUCO

HR é a maior emergência pública do Estado (Foto: Divulgação/SES)
HR é a maior emergência pública do Estado (Foto: Divulgação/SES)

Segundo Polícia Civil, homem foi autuado por usar carimbo de médico que não atuava mais na unidade de saúde, a maior do Estado

Um técnico de enfermagem foi preso nesta quinta-feira (25) em flagrante por alterar prescrições médicas e desviar remédios do Hospital da Restauração, como também adulterava prescrições incluindo o medicamento para fazer a retirada  no setor da farmácia do HR, localizado no bairro do Derby, no Centro do Recife. Segundo a Polícia Civil, o suspeito, de 25 anos, usava o carimbo de um médico que não trabalha no local para praticar o crime.

De acordo com o hospital, a denúncia foi feita por servidores da unidade, que acionaram a polícia ao perceberem que o funcionário estava utilizando a identidade do profissional para solicitar a retirada de medicações.

Segundo a Polícia Civil, o homem, que não teve o nome divulgado, foi autuado por  falsa identidade/ falsidade ideológica e peculato, crime configurado quando o infrator usa o cargo público para obter vantagens pessoais.

Procurado, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) disse que, durante a sessão judicial, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva e o suspeito foi levado para o Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima.

Já o Hospital da Restauração confirmou que o funcionário foi preso e disse que está à disposição para colaborar com as investigações. *Por g1 PE.

CNJ julga juíza que bloqueou R$ 16 mi de banco em ação de R$ 159 mil

INVESTIGAÇÕES

Banco afirma que magistrada nomeou perita sem cadastro profissional, acelerou processo e determinou bloqueio em valores exorbitantes

cnj
Foto/CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai julgar o caso da juíza Ritaura Rodrigues Santana, de Campina Grande, na Paraíba, acusada pelo Bradesco de executar uma condenação de R$ 16 milhões sobre o banco em uma ação que começou com a discussão de valores que giram em torno de R$ 159 mil.

O banco afirma que a juíza nomeou uma perita que sequer tinha habilitação para atuar na área. Esta profissional, segundo o Bradesco, apresentou cálculos estratosféricos de atualização de valores devidos na ação de um correntista que contestava cobranças irregulares em contratos de crédito.

A magistrada aceitou bloquear as contas do banco em valores ainda maiores do que os da profissional contábil a pedido do autor da ação. A instituição financeira reclama de ter sido alijada da possibilidade de acompanhar a perícia e da velocidade atípica no processo.

Documentos e perita

A ação discutia cobranças indevidas entre 2009 e 2011. O banco afirma ao CNJ que a ação foi apresentada pela empresa correntista sem documentos essenciais que sequer permitiriam o cálculo dos valores originais. A juíza nomeou uma perita que não tinha mais nem seu registro profissional para atuar na área de contabilidade.

Segundo o banco, a juíza calculou a atualização dos R$ 159 mil, valor também contestado pelo banco, em até 4% ao dia desde cada desembolso, quando a taxa máxima sobre esses valores em atualização seria de 1% ao mês. Nos cálculos do banco, em uma atualização mais arrojada, os valores devidos seriam de R$ 375 mil.

Inicialmente, este cálculo levou à atualização do valor para R$ 6 milhões, em 2014, à época da condenação do banco. Os valores atualizados pela Justiça, quando a sentença entrou em fase de execução após derrota definitiva do banco no processo, chegaram aos R$ 11 milhões em 2016.

Para piorar a situação do banco, o autor da ação pediu à juíza, em 2017, para que a sentença fosse executada em um valor ainda maior, de R$ 15 milhões. A magistrada autorizou e deferiu o bloqueio dos valores. O desfalque só não foi levado a cabo porque o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu um pedido urgente do banco para evitar a execução dos valores.

Processo em Sergipe

O banco ainda afirmou ter encontrado outro processo, em Sergipe, em que os mesmos advogados da autora da ação conseguiram, com atuação da mesma perita, uma condenação milionária imposta ao Banco do Brasil em valores muito maiores do que o valor real daquele que está sendo discutido no processo.

O caso chegou a ser denunciado pelo banco na Corregedoria do TJ da Paraíba. No órgão, cinco desembargadores se afastaram do caso por impedimento ou suspeição. O órgão, no entanto, acabou arquivando a investigação. O banco recorreu ao CNJ, que tem o poder de revisar decisões das corregedorias de tribunais.

Procurada, a juíza não se manifestou até o fechamento da reportagem.

*Fonte/Metrópoles.

Detentos de Pernambuco lideram facção que movimentou quase R$ 500 milhões, diz polícia

INVESTIGAÇÃO

Operação, nesta quarta-feira (25), cumpriu 49 mandados de prisão preventiva, sendo 17 em presídios do Estado. Ao todo, há 140 investigados

Operação prende grupo especializado no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes
Operação prende grupo especializado no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes – Foto/Welington Lima/JC

Detentos espalhados por presídios de Pernambuco estavam comandando um grupo criminoso especializado em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, que envolve empresas de fachada e fantasmas e até criptomoedas. O grupo, que teria ligação com a facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), movimentou quase R$ 500 milhões em apenas dois anos, segundo a Polícia Civil.

A informação foi revelada, em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (25), na sede da Polícia Civil, na área central do Recife, após a realização de uma operação para cumprir 66 mandados de prisão preventiva em 14 estados do País. Mais de 340 policiais civis e federais participaram.

“Pelo histórico do suspeito, que não trabalhava, resolvi prosseguir com a investigação. Ao longo do inquérito, descobrimos que havia presidiários financiando o varejo de drogas da Região Metropolitana do Recife”, afirmou o delegado.

Com o avanço das investigações, a polícia descobriu que o grupo era articulado e envolvida ao menos 20 estados do País.

“No primeiro momento existia o tráfico de drogas, mas também a lavagem de dinheiro, que acontecia por meio de empresas de fachada, que trabalhavam com eventos, mídias sociais e até comércio de ouro. Também existiam empresas fantasmas, que são aquelas que na prática não existem. Encontramos, por exemplo, várias ‘empresas’ cadastradas no mesmo endereço”, explicou.

Segundo o delegado, 140 pessoas são investigadas no inquérito, que ainda não foi concluído. Até agora, foi confirmada a movimentação de R$ 471.822.306,26.

NOS PRESÍDIOS, DETENTOS MOVIMENTARAM MILHÕES DE REAIS

O inquérito policial identificou que vários detentos conseguiram movimentar milhões mesmo atrás das grades. Um deles chegou a somar mais de R$ 3 milhões em transações bancárias entre os anos de 2021 e 2022.

“Por meio do trabalho investigativo, identificamos que havia comunicação dos detentos por meio de conversas no WhatsApp. Também descobrimos extratos bancários com esses valores”, afirmou o delegado.

Um dos homens investigados dobrou o valor da conta bancária enquanto permanecia preso.

“Também descobrimos que esses presidiários faziam movimentações com criptomoedas. Na operação de hoje (quarta-feira), solicitamos à Justiça o bloqueio de criptoativos de ao menos nove pessoas”, completou.

Polícia Federal aceita acordo de delação premiada de Mauro Cid

INVESTIGAÇÃO

Termos ainda precisa ser homologado pelo MPF e pelo Supremo, mas apontam para abertura de novas linhas de investigação no caso das jóias

Ex-ajudante de Ordens Mauro Cid em depoimento na CPI da CLDF – (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)

A Polícia Federal aceitou firmar um acordo de delação premiada com o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, Mauro Cid. A partir da admissibilidade da delação, a corporação comunica o caso ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), que precisam homologar e elaborar os termos, de acordo com fontes ligadas ao caso ouvidas pelo Correio.

Mauro Cid forneceu informações suficientes, e indicou provas, que na avaliação dos investigadores, sustentam as declarações que foram feitas durante duas semanas de depoimento. Os investigadores passaram os últimos dias avaliando as oitivas do militar, os elementos apontados e novas linhas de investigação que poderiam ser abertas no caso envolvendo a venda de jóias sauditas no exterior.

Uma das novidades em relação ao caso é a suspeita de negociação envolvendo imóveis por parte da família Bolsonaro nos Estados Unidos, entre o ano passado e o começo deste ano. As investigações em curso no Brasil apontam que parte das pedras preciosas sauditas doadas ao governo brasileiro foram objetos de uma operação para tentar burlar o fisco. A tentativa seria de incorporar ao patrimônio pessoal de Bolsonaro e demais envolvidos.

Os objetos preciosos, repassados pelo governo da Arábia Saudita, foram apreendidos no Aeroporto de Guarulhos. Além disso, a investigação envolve outros itens de elevado valor que deviam estar no acervo do Planalto.
De acordo com a legislação, os presentes deveriam ser incorporados no acervo da União, pois entregues em agenda internacional são de propriedade da República e não de uso pessoal. Um dos materiais, um relógio Rolex, de elevado padrão, foi vendido nos Estados Unidos, durante viagem do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A PF identificou que o relógio foi comprado posteriormente, quando os acusados temeram que o TCU determinasse a devolução dos presentes, para que fossem guardados pela União.

Um recibo que comprova a negociação de venda e compra foi encontrado e colabora com as provas que apontam a existência do esquema. Mauro Cid é um dos suspeitos de envolvimento no caso.

Ele está preso e com o acordo de delação pode obter benefícios, como redução de pena e conversão da prisão em prestação de serviços comunitários, multa, entre outras ações. Procurada pela reportagem para saber se concordou com a delação, a defesa de Mauro Cid não se manifestou. Com informações do Correio Brasiliense.

 

Em estado grave, Padre Airton é transferido para hospital no Recife; ele é investigado por estupros e está preso

INVESTIGAÇÕES

Padre Airton Freire, da Fundação Terra — Foto: Reprodução/Fundação Terra
Padre Airton Freire, da Fundação Terra — Foto: Reprodução/Fundação Terra

Religioso estava internado no Hospital Memorial Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, desde a tarde do sábado (22) e foi levado para o Hospital Português, na manhã deste domingo (23).

Custodiado pela polícia, o padre Airton Freire, de 67 anos, foi transferido para o Hospital Português, no Recife, na manhã deste domingo (23) por causa do grave estado de saúde. Ele estava internado, desde a tarde do sábado (22), no Hospital Memorial Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, após ter uma crise de hipertensão arterial.

O religioso, que é investigado por estupros e está preso preventivamente desde o dia 14 de julho, foi levado da cela onde estava detido no Presídio Advogado Brito Alves, em Arcoverde, para o hospital particular da cidade, sob escolta policial, segundo a Secretaria Executiva de Ressocialização de Pernambuco (Seres).

A transferência do Padre Airton para a capital pernambucana foi por causa de “um princípio de acidente vascular cerebral que requer cuidados especializados”, de acordo com a assessoria dele

“O estado de saúde do religioso é conhecido das autoridades judiciais desde a decretação de sua prisão preventiva, contestada pelos advogados que o defendem por não atender os requisitos previstos em lei. A defesa enfatiza a necessidade de um habeas corpus para que ele responda em liberdade”, disse a assessoria do padre.

O quadro clínico do religioso, o Hospital Português se limitou a informar que “não tem autorização para divulgar o estado de saúde do paciente”.

A Fundação Terra, instituição criada por Padre Airton, foi procurada pelo g1 para se pronunciar sobre o internamento do religioso, mas não enviou resposta até a última atualização desta reportagem.

Padre investigado

  • De acordo com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), há cinco inquéritos policiais abertos contra o padre Airton Freire, acusado de estupro pela personal stylist Silvia Tavares de Souza;
  • Em maio, ela denunciou que foi estuprada pelo motorista de padre Airton, Jailson Leonardo da Silva, a mando do religioso;
  • Segundo Silvia Tavares, o estupro aconteceu no dia 18 de agosto de 2022, em uma propriedade da Fundação Terra;
  • Desde a denúncia, Padre Airton está suspenso das atividades religiosas;
  • Padre Airton foi preso na sede da Fundação Terra, em Arcoverde, após o cumprimento de um mandado de prisão preventiva.
  • Os advogados Mariana Carvalho e Marcelo Leal, que defendem Padre Airton, disseram que a prisão “surpreendeu” a defesa, e que vão tentar conseguir na Justiça um habeas corpus. Por g1 PE.

CGU aponta R$ 202 Bilhões em desvios no governo Bolsonaro

INVESTIGAÇÕES

CGU aponta R$ 202 bilhões em desvios no governo Bolsonaro - Congresso em Foco
CGU aponta distorções contábeis de R$ 202 bilhões em cinco ministérios no último ano do governo do ex-presidente da República Jair Bolsonaro. Incra apresentou os maiores desvios. Foto: Reprodução

Auditoria elaborada pela Controladoria-Geral da União (CGU) aponta distorções contábeis de R$ 202 bilhões em cinco ministérios no último ano do governo do ex-presidente da República Jair Bolsonaro. As distorções são referentes ao exercício financeiro de 2022. A CGU recomendou aos ministérios o aprimoramento dos controles internos para correção das distorções identificadas.

A maior inconsistência financeira foi encontrada no Ministério da Agricultura, no valor de R$ 142,9 bilhões. De acordo com os técnicos da CGU, os problemas contábeis estão centrados, na maior parte, no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), órgão que fazia parte da pasta na gestão de Bolsonaro.

As inconsistências envolvem imóveis do Incra e falhas na contabilização dos programas Fundo de Terras, Reforma Agrária e Funcafé.

No Ministério da Educação (MEC), as falhas são de R$ 17,1 bilhões. Segundo a CGU, as demonstrações financeiras “não refletem a situação patrimonial, o resultado financeiro e os fluxos de caixa” da pasta. Só no Fies, as distorções foram de R$ 782 milhões. São valores diferentes reconhecidos contabilmente pela pasta em relação aos valores registrados na Caixa e no Banco do Brasil.

No Ministério da Saúde, foram identificadas falhas de R$ 15,9 bilhões nos controles internos de pagamento de despesas, na gestão de controle de medicamentos e perda de estoques. Já no Ministério da Cidadania, a CGU encontro falhas em R$ 6,3 bilhões em falhas em controles de pagamento aos beneficiários dos programas Auxílio Brasil e Auxílio Gás.

No antigo Ministério da Infraestrutura, apareceram falhas de R$ 20,3 bilhões.

Falsa entrevista de emprego: Mulheres denunciam que foram estupradas em sala do Aeroporto do Recife

INVESTIGAÇÃO

Gabriel Ferreira/ Jc Imagem
Segundo as vítimas, estupro aconteceu numa sala do aeroporto – Foto/Gabriel Ferreira/JC Imagem

Três vítimas procuraram a polícia e contaram que o estupro aconteceu durante uma falsa entrevista de emprego numa sala do Aeroporto do Recife.

Três mulheres procuraram a Polícia Civil e denunciaram que foram estupradas durante uma falsa entrevista de emprego em uma sala do Aeroporto Internacional do Recife Guararapes – Gilberto Freyre, localizado no bairro da Imbiribeira, Zona Sul do Recife. O caso está sendo investigado.

Duas vítimas têm 23 anos e outra tem 37, segundo a Polícia Civil. Elas procuraram a Delegacia de Boa Viagem em 30 de junho, um dia após os supostos estupros. As mulheres contaram que, ao entrarem na sala para participarem da entrevista de emprego, foram trancadas pelo suspeito. Ele teria informado que ” iria fazer uma revista nelas, tocando em parte íntimas nos corpos delas”.

Sertanejo Bruno será investigado por transfobia contra repórter transexual

INVESTIGAÇÕES

Foto/Divulgação

Sem saber que já estava sendo gravado, o sertanejo questionou uma repórter sobre seus órgãos sexuais. “Ele fez mal para toda a comunidade, não só para mim”, disse a jornalista.

A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) de São Paulo abriu um inquérito policial para investigar se houve crime de transfobia do cantor Bruno, que faz dupla com Marrone, contra Lisa Gomes. O caso aconteceu no dia 12 de maio. Sem saber que já estava sendo gravado, o sertanejo questionou a repórter da RedeTV! sobre seus órgãos sexuais. A abertura do inquérito foi solicitada pelo Ministério Público.

A equipe jurídica de Lisa confirmou as informações à revista Quem. “A BRG Advogados, representando os interesses da jornalista Lisa Gomes no que tange ao triste episódio envolvendo o cantor Bruno em 12/05/2023, comunica que: 1) vem acompanhando toda a movimentação acerca da repercussão que o caso teve junto ao Ministério Público Paulista, especialmente em relação à apuração da prática de crime de transfobia; 2) a jornalista Lisa Gomes está à disposição das autoridades para ajudar na justa e correta apuração dos fatos e suas consequências a quem infringiu a lei; 3) envidará todos os seus esforços para que a lei seja cumprida e condutas como a do cantor Bruno, eivadas de preconceito, sejam fortemente reprimidas pelo Estado, em todos os seus aspectos. Na mesma dinâmica, a jornalista Lisa Gomes continua firme no seu propósito de buscar a necessária guarida judicial, com vistas a garantir a justa punição ao seu ofensor”, diz a nota.

A jornalista Lisa Gomes afirmou que Bruno não ofendeu apenas a ela, e sim toda uma comunidade. “Quantas transexuais você vê trabalhando na televisão hoje? É de contar nos dedos. Eu devo uma resposta a essas pessoas que se sentem representadas por mim. Ele fez mal para toda a comunidade, não só para mim”, disse à época.

Horas após o ocorrido, o cantor fez um pedido de desculpas nas redes sociais. “Estou aqui para pedir desculpa para Lisa Gomes pelo que perguntei a ela. Fui totalmente infantil e inconsequente. Acho que não tem como voltar no tempo… perdão, Lisa Gomes”, disse Bruno.

Com informações do Observatório dos Famosos*

Governo Bolsonaro soube de fome e cortou comida de yanomamis, dizem ofícios

INVESTIGAÇOES

Governo cortou comida do yanomami. Foto/ Reprodução

Mesmo ciente da situação o governo federal deixou de enviar alimentos suficientes para os indígenas.

Ofícios da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), do Ministério da Saúde, revelam que o governo de Jair Bolsonaro cortou a alimentação doada a yanomamis, mesmo após alertado da grave situação e do pedido da manutenção de entrega de comida aos indígenas.

Os documentos foram enviados entre junho de 2021 e março de 2022 aos ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Cidadania. Dois deles foram obtidos pela coluna e comprovam que tramitaram ao menos três pedidos com sérios alertas do órgão sobre a situação nutricional dos yanomamis.

Relatam também os impactos de uma parada de distribuição de comida por meio do programa ADA (Ação de Distribuição de Alimentos a Grupos Populacionais Tradicionais).

“Diante da situação atual do quadro de déficit nutricional demonstrado no relatório supracitado, ressalta-se a importância da manutenção das ações de Distribuição de Alimentos, com objetivo de minimizar emergencialmente as situações de vulnerabilidade alimentar da população indígena yanomami”, diz um Ofício de 1º de fevereiro de 2022.

“Diante da situação atual do quadro de déficit nutricional demonstrado no relatório supracitado, ressalta-se a importância da manutenção das ações de Distribuição de Alimentos, com objetivo de minimizar emergencialmente as situações de vulnerabilidade alimentar da população indígena yanomami”, escreve um trecho do alerta.

Segundo a Sesai, o Dsei (Distrito Sanitário Indígena Especial) Yanomami foi contemplado pela ADA em 2017, após determinação do TCU (Tribunal de Contas da União). A ação era coordenada pela Secretaria Nacional de Inclusão Social e Produtiva Rural, do antigo Ministério da Cidadania.

Documentos

Ofício de 30 de junho de 2021 – Ministério da Justiça é alertado do “quadro de déficit nutricional” dos yanomamis. “Ressalta-se a importância da manutenção das ações de Distribuição de Alimentos”, diz.

Ofício de 1° de fevereiro de 2022 – Ministério da Justiça e Ministério da Cidadania são novamente alertados, “solicitando apoio na articulação com os ministérios para a distribuição de cestas de alimentos.”

Ofício de 23 de março de 2022 – Repete as solicitações do dia 1° de fevereiro, alterando apenas a sugestão de data para debate do tema em reunião interministerial.

Reportagem de Carlos Madeiro no UOL.

 

O Senador Humberto Costa diz que vai ao MPF entrar com representação contra Michelle Bolsonaro

INVESTIGAÇÕES

Senador Humberto Costa
O senador Humberto Costa (foto) pedirá que o MPF entre com ações que busquem indenizações por danos morais coletivos contra Michelle Bolsonaro. Foto/Reprodução/ Poder 360

Senador cita órgãos como MPT e TCU para investigar supostos crimes envolvendo a ex-primeira-dama durante passagem pelo Planalto, Ex-primeira-dama, foi acusada de ‘rachadinha’, assédio moral e corrupção.

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse neste sábado (4.fev.2023) que acionará o MPF (Ministério Público Federal) contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Em seu perfil no Twitter, o congressista afirmou que pedirá que o órgão apure denúncias contra a mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Humberto menciona uma reportagem do portal Metrópoles com acusações de um ex-funcionário do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, contra a família Bolsonaro. O texto traz uma série de relatos contra Michelle e inclui a suspeita de “rachadinha”, que consiste no repasse de parte do salário de funcionários.

O senador diz que pedirá que o MPF e a PF (Polícia Federal) “apurem os possíveis crimes de apropriação indébita, corrupção e atos de improbidade administrativa cometidos pela ex-primeira-dama”. Humberto também cita o MPT (Ministério Público do Trabalho) para “apuração de responsabilidades em virtude dos maus-tratos aos funcionários terceirizados que prestavam serviços no Palácio da Alvorada “. Além disso, afirma que vai “solicitar ao TCU [Tribunal de Contas da União] a apuração de dano ao patrimônio público e de desvios de recursos públicos”. À CGU (Controladoria Geral da União),  a apuração de dano ao patrimônio público e de desvios de recursos públicos”. À CGU (Controladoria Geral da União), o senador do PT pedirá que “apure as responsabilidades funcionais e administrativas dos servidores envolvidos”. Humberto entrará com as representações na 2ª feira (6.fev), conforme informou sua assessoria.

O senador Humberto Costa (PT), informou em suas redes sociais, que entrará com uma série de representações nos órgãos competentes para apurar as denúncias de crimes praticados pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Confira:

PF deflagra operação para combater desvio de recursos na saúde em Pernambuco

INVESTIGAÇÕES

DIVULGAÇÃO/PF
Operação clã da Polícia Federal em Pernambuco. Foto/Divulgação /PF

Os crimes em apuração pela PF são de peculato e organização criminosa, sonegação fiscal e lavagem de capitais.

Polícia Federal deflagrou, na data desta terça (24), a operação “Clã”, para combater crimes de desvio de recursos da saúde por Organização Social de saúde em Pernambuco.

Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão na tentativa de encontrar documentos, relatórios, notas fiscais e outros elementos probatórios que ajudem a polícia a comprovar os crimes em questão.