Tarifaço: Governo pode usar R$ 30 bi do seguro às exportações para crédito a setores afetados

NEGÓCIOS

Equipe de Lula está trabalhando para viabilizar um programa de compras governamentais, que envolva estados e municípios, para adquirir produtos perecíveis que antes seriam enviados aos Estados Unidos, como frutas, pescados e mel – Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Empresas beneficiadas terão que se comprometer a manter empregos

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva estuda usar R$ 30 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) como fonte de recurso para operações de crédito com juros mais baixos a setores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos, apurou O Globo.

Em troca do empréstimo, a empresa beneficiada teria de se comprometer a manter os empregos de seus funcionários.

O fundo, que já é usado como fonte de recursos pelo BNDES, tem hoje R$ 48 bilhões de superávit, segundo uma fonte. Em março, conforme o último balanço do banco, tinha R$ 53 bilhões.

Ou seja, não deve ser necessário um novo aporte do Tesouro Nacional no FGE para viabilizar o socorro às empresas afetadas. Dessa forma, essa medida não teria impacto primário, apenas financeiro, com efeito sobre a dívida pública.

Além disso, o governo avalia criar uma linha de financiamento de R$ 10 bilhões destinada à renegociação de dívida de produtores rurais. O alvo são pecuaristas, produtores de café e frutas, afetados pelo tarifaço. Mas outros setores também poderão ser beneficiados.

Em outra frente, a equipe de Lula está trabalhando para viabilizar um programa de compras governamentais, que envolva estados e municípios, para adquirir produtos perecíveis que antes seriam enviados aos Estados Unidos, como frutas, pescados e mel.

A ideia é focar o pacote de compensação no socorro aos setores mais afetados no Brasil, especialmente o agronegócio.

O texto do pacote está em fase de ajustes finais no Ministério da Fazenda para ser enviado à Casa Civil.

Segundo apurou O Globo, o anúncio deve ficar para a próxima semana. Integrantes de dois dos ministérios envolvidos na elaboração das medidas afirmaram que não haverá tempo de concluir o trabalho até sexta-feira.

Por isso, a expectativa é que a apresentação das medidas só ocorra no começo da semana que vem. No momento, as equipes da Fazenda, da Casa Civil e da pasta de Indústria e Comércio estão fazendo os cálculos dos impactos que o pacote trará aos cofres públicos.

Ao mesmo tempo, técnicos estão conferindo novamente se as medidas realmente vão alcançar todas as empresas que serão afetadas pela taxa de 50% para exportação.

A verificação visa também encontrar eventuais brechas que permitam que empresas não atingidas se beneficiem.

A sobretaxa, a maior aplicada pelo presidente Donald Trump a um país, vai atingir 35,9% das exportações enviadas ao EUA e afetar produtos-chave da pauta comercial, como carne, café e frutas.

Por Agência O Globo

CNPJ terá letras e números a partir de 2026; saiba mais

EMPRESAS

Sede da Receita Federal (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Sede da Receita Federal (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Para os CNPJs já existentes, os números atuais permanecerão válidos

As informações são da Veja

A Receita Federal vai adotar um novo formato para o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) a partir de 2026. O cadastro vai passar a ser alfanumérico, ou seja, composto por letras e números. A nova regra foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), na última quinta (16), e pode ser acessada no site da receita.

Com a mudança, o CNPJ vai ser formado da seguinte forma: as oito primeiras posições vão ser formadas por letras e números, compondo a raiz do CNPJ; da 9ª até a 12ª posição vão ser formadas por números e letras identificando a ordem do estabelecimento; as 13ª e 14ª posições vão ser formadas somente por números, identificando os dígitos verificadores.

A receita justifica que a implementação do CNPJ alfanumérico visa garantir a continuidade das políticas públicas e assegurar a disponibilidade de números de identificação, sem causar impactos técnicos significativos para a sociedade brasileira.

Quando o CNPJ vai passar a ter letras e números?

A mudança está prevista para acontecer de forma progressiva a partir de julho de 2026.

Quem já tem um CNPJ vai precisar fazer a mudança?

Não, essa nova regra será somente para novos cadastros, que terão 14 posições nos registros. Para os CNPJs já existentes não terá mudanças, os números atuais permanecerão válidos, e os dígitos verificadores também não serão alterados.

Quantos CNPJs existem no Brasil atualmente?

Cerca de 21 milhões de empresas estão ativas no Brasil atualmente, considerando matrizes, filiais e microempreendedores individuais (MEI). Desse total, 93,5% das empresas são microempresas ou empresas de pequeno porte. No total, mais de 60 milhões de CNPJs já foram abertos no país ao longo da história. Em 2023, o Brasil teve um saldo positivo de 1.714.847 empresas abertas.

Quantos MEIs existem no Brasil atualmente?

Somente em 2023, 2.887.788 MEIs foram abertos no país, representando um aumento de 0,6% em relação ao ano de 2022. No total, 11.682.765 MEIs estão ativos ativos atualmente.

Revalida 2024: inscrições para a segunda etapa terminam nesta terça-feira

EMPREGOS E NEGÓCIOS

Provas de habilidades clínicas da Revalida 2024 serão nos dias 20 e 21 de julho – Foto/Freepik

Classificados na primeira edição de 2024 do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) têm até esta terça-feira (11) para se inscrever para as provas de habilidades clínicas, que serão aplicadas nos dias 20 e 21 de julho.

A inscrição deve ser feita pelo Sistema Revalida. A taxa – de R$ 4.106,09 – pode ser paga até a próxima quinta-feira (13) em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativo bancário, por meio da Guia de Recolhimento da União emitida pelo sistema. Outras formas de pagamento como PIX, cartão de crédito, transferência ou depósito não são aceitas.

Durante a inscrição, os candidatos devem optar pela cidade de aplicação do exame. Também é possível solicitar atendimento especializado e tratamento por nome social. A previsão é que o cartão de confirmação seja disponibilizado a partir do dia 12 de julho.

Para serem classificados para a segunda etapa do Revalida, os participantes precisam ter alcançado no mínimo 64,277 de um total de 100 pontos na primeira etapa. A nota de corte foi divulgada no dia 29 de maio, por meio de edital publicado no Diário Oficial da União.

Entenda

Com a finalidade de revalidar diplomas de médicos estrangeiros e brasileiros que se formaram no exterior, o exame avalia habilidades e conhecimentos a partir de princípios e necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Composto por duas etapas – teórica e prática – o Revalida avalia as competências em cinco áreas da medicina: clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria, medicina da família e comunidade.

Na primeira etapa são aplicadas provas teóricas, objetiva e discursiva. Já na segunda fase, os profissionais passam por dez estações avaliativas. Todo o processo é baseado na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina e normativas associadas, além da legislação profissional brasileira. *Por

Agência Brasil.

Carnaval traz expectativa de mais vendas no comércio e em bares e restaurantes em Pernambuco

NEGÓCIOS

Acessórios são alguns dos produtos que fazem sucesso durante o Carnaval
Acessórios são alguns dos produtos que fazem sucesso durante o Carnaval – Foto/Divulgação

No comércio varejista, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Recife) espera movimento entre 5% e 10% maior que no Carnaval de 2023

Com a proximidade do Carnaval, comerciantes, bares e restaurantes e outros serviços se animam com a expectativa de melhorar as vendas neste início de ano. Mesmo com a festa ‘colada’ ao mês de janeiro (Carnaval acontece na segunda semana de fevereiro este ano), empreendedores e empresários não vêm grande impacto das dívidas do começo de ano e projetam aumento no faturamento.

No comércio varejista, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Recife) espera movimento entre 5% e 10% maior que no Carnaval de 2023. Entre os setores em destaque estão o de confecções, calçados, cosméticos, decoração, fantasias e acessórios.

A procura tem sido grande por itens carnavalescos mesmo antes da virada do ano. Na ‘Vamo Brilhar’, que produz acessórios e adereços carnavalescos, as vendas, que já vinham crescendo, se intensificaram na segunda quinzena de janeiro.

“Tivemos prévias e festivais no segundo semestre, então, desde outubro, já estávamos em ritmo de Carnaval. Mas, após as festas de fim de ano, as vendas só voltaram a crescer nos últimos dias do mês de janeiro. Mesmo assim, superaram em cerca de 25% janeiro do ano passado”, afirma Amanda Miranda, à frente da marca, que tem vendas on-line e em quatro pontos físicos, no Recife.

Com a proximidade do Carnaval e o mês de janeiro, a expectativa da empreendedora é de que, este ano, as compras sejam de última hora.

“Desde a metade de janeiro, estamos notando que o volume de vendas aumenta nas sextas-feiras e nos finais de semana, antes dos principais blocos. Ao contrário do ano passado, que tivemos o primeiro Carnaval após três anos e uma grande procura com antecedência, assim que lançamos a coleção. Agora, as vendas estão concentradas, chegando a triplicar no fim de semana em relação aos outros dias”, relata.

Embora o carnaval seja no início de fevereiro, ela espera superar os resultados de 2023 em 30%.

Serviços de alimentação

Segundo o presidente da CDL-Recife, Fred Leal, a expectativa é que a sazonalidade, junto com o período de férias, incremente os negócios do setor. Conforme o representante do varejo recifense, “o Carnaval também incentiva negócios de outros segmentos como o de turismo, serviços de bares e de restaurantes, de mobilidade, artistas e de entretenimento”.

A expectativa dos bares e restaurantes para o Carnaval é positiva, e os dias de folia devem contribuir para o lucro no setor. Segundo pesquisa nacional da Abrasel, realizada com 1.878 empreendedores, 81% devem abrir durante os dias da festa. Dentre eles, 75% esperam faturar mais que em 2023 (enquanto 20% esperam faturar o mesmo e apenas 5% esperam faturar menos).

O levantamento indicou que a média de aumento no faturamento esperado é de 15% em relação ao ano passado e 17% em comparação a um fim de semana normal.

A pesquisa ainda trouxe informações sobre o grau de importância que o Carnaval terá para os estabelecimentos: 33% dos estabelecimentos que vão abrir no Carnaval dizem que a data é extremamente importante/muito importante no faturamento.

Para 24% é mais ou menos importante, para 25% é pouco importante e 18% dizem que o impacto da data não é importante.

Bares e restaurantes

Segundo o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, a expectativa positiva para o setor em função da data é reflexo do atual cenário econômico favorável no Brasil. Porém, existem outros desafios que o setor enfrenta, como a alta taxa de empresas endividadas.

“O cenário de queda da inflação e dos juros, aliado ao aumento no número de empregos, cria um ambiente propício para um Carnaval mais lucrativo para bares e restaurantes. A união desses fatores impulsiona o poder de compra dos consumidores e contribui para nos fazer acreditar em um Carnaval com crescimento de até 15% no faturamento do setor. O atual cenário econômico também teve influência na queda da porcentagem de estabelecimentos operando em prejuízo, o menor índice desde outubro de 2022. O que ainda representa um desafio para o setor são as dívidas, que seguem afetando o dia a dia de boa parte das empresas. Apesar da melhoria no faturamento, ainda há dificuldade dos empreendedores em conseguir quitar as contas atrasadas, adquiridas durante o período mais crítico da pandemia”, afirma. *Por JC.

Americanas fica no vermelho em 2022; lucro de 2021 vira prejuízo

PREJUÍZO 

Em 2021, Americanas reportou um prejuízo de R$ 6,237 bilhões. Em 2022, varejista também ficou no vermelho, com prejuízo de R$ 12,912 bilhões

Homem passa por fachada da loja Americanas em brasília - Metrópoles
Foto/Divulgação/Igo Estrela/Metrópoles

A Americanas, que está em recuperação judicial e vive a maior crise de sua história, divulgou nesta quinta-feira (16/11) seus balanços revisados referentes a 2021 e 2022, números que vinham sendo muito aguardados pelo mercado nos últimos meses.

Em 2021, a varejista reportou um prejuízo de R$ 6,237 bilhões, revisando o resultado anunciado anteriormente, que indicava um lucro líquido de R$ 544 milhões.

Em 2022, a Americanas também ficou no vermelho, com um prejuízo de R$ 12,912 bilhões. Com os resultados revisados, a companhia registrou um aumento de 104% nas perdas entre 2021 e 2022.

De acordo com a Americanas, o desempenho é consequência do fraco resultado operacional, além de alta despesa financeira e lançamentos extraordinários.

A receita líquida consolidada, em 2022, foi de R$ 25,8 bilhões.

As despesas gerais e administrativas, por sua vez, foram de R$ 9 bilhões, o que corresponde a 35% da receita líquida. O resultado financeiro consolidado de 2022 ficou negativo em R$ 5,2 bilhões – alta de 230,7% em relação às perdas do ano anterior.

Segundo a Americanas, o valor “já considera as despesas de juros dos contratos de risco sacado e contratos de capital de giro devidamente contabilizados”.

Dívidas

No ano passado, a dívida bruta da Americanas teve um aumento significativo e a companhia diminuiu os níveis de caixa e recebíveis.

A dívida líquida foi de R$ 26,3 bilhões, um aumento anual de mais de R$ 12 bilhões.

A Americanas também revisou o resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2021, que passou de R$ 2,3 bilhões positivos para R$ 1,8 bilhão negativos.

Já em 2022, o Ebitda ficou negativo em R$ 6,2 bilhões.

Projeções

Além de divulgar os balanços atualizados de 2021 e 2022, a Americanas também fez projeções para 2025, considerando que o plano de recuperação judicial, que vem sendo negociado com os credores da empresa, seja aprovado.

Segundo a varejista, o Ebitda deve alcançar mais de R$ 2,2 bilhões em 2025.

Adiamentos

Os balanços revisados da Americanas de 2021 e 2022 estavam previstos para ser divulgados na segunda-feira (13/11), mas houve um adiamento. Ao todo, foram quatro adiamentos desde o escândalo contábil na companhia, que veio à tona em janeiro deste ano.

“A Americanas foi vítima de uma fraude sofisticada e muito bem arquitetada, o que tornou a compilação e análise de suas demonstrações financeiras históricas uma tarefa extremamente desafiadora e complexa”, disse a Americanas, em comunicado ao mercado, no início da semana.

A crise da Americanas

Na semana passada, como noticiado pelo Metrópoles, a Bolsa de Valores do Brasil (B3) decidiu retirar o selo do Novo Mercado da Americanas. Além disso, a companhia teve 22 diretores, conselheiros e membros de seu comitê de auditoria punidos pela B3 por descumprimento das regras do Novo Mercado.

O selo foi criado pela B3 em dezembro de 2020 e premia companhias com alto nível de governança e transparência. A perda da classificação, portanto, é um novo dano à reputação da Americanas. Embora tenha perdido o selo do Novo Mercado, a empresa continua listada na Bolsa.

No início deste ano, veio à tona um rombo contábil bilionário nos balanços financeiros da Americanas, estimado inicialmente em R$ 20 bilhões. Recentemente, a CPI da Câmara dos Deputados que investigou o episódio chegou ao fim sem apontar os responsáveis pela possível fraude. O caso também é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal.

A Americanas anunciou, também por meio de um fato relevante, que vai sacar mais R$ 500,6 milhões da linha de financiamento que obteve junto aos acionistas de referência da varejista, Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles.

Em fevereiro, a Justiça autorizou que os três acionistas fizessem empréstimos de até R$ 2 bilhões para manter a operação da companhia. A empresa já havia utilizado R$ 1 bilhão desses recursos. Agora, os saques somam três quartos do total.

Esse tipo de crédito, chamado de “debtor-in-possession” (DIP), é destinado a companhias em recuperação judicial. É usado para manter e dar liquidez a empresas nessa situação. Por isso, ele teve de ser aprovado pela 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, onde corre a recuperação judicial da varejista.

A venda de ativos seria outra forma que a Americanas teria para obter recursos. Mas essa não é uma solução simples. Tanto é assim que a companhia decidiu suspender a busca por interessados na compra de sua participação no Grupo Uni.co, dono de marcas como Puket e Imaginarium. De acordo com a empresa, “as condições comerciais propostas” não refletiram o “real valor” do Uni.co.

*Fonte/Metrópoles

Prejuízo das Casas Bahia dispara mais de 300% e vai a R$ 836 milhões

NEGÓCIOS

O grupo fechou 32 lojas no terceiro trimestre: 19 das Casas Bahia e 13 do Ponto. O total de lojas era de 1.095 ao fim do terceiro trimestre

Loja das Casas Bahia -Foto/Divulgação

O Grupo Casas Bahia encerrou o terceiro trimestre deste ano com um prejuízo líquido de R$ 836 milhões, de acordo com dados do balanço financeiro da companhia, divulgado na noite de quinta -feira (9/11).

O resultado negativo do período entre julho e setembro de 2023 é 311% maior do que o prejuízo reportado no mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 66 milhões, ante um resultado positivo de R$ 390 milhões no terceiro trimestre de 2022.

A receita líquida das Casas Bahia somou R$ 6,6 bilhões, uma queda anual de 6%. Já o lucro bruto da varejista totalizou R$ 1,513 bilhão, ante R$ 2,149 bilhões do mesmo período do ano anterior.

No fim de setembro de 2023, o caixa líquido ajustado da companhia era de R$ 871 milhões, ante R$ 95 milhões de um ano antes.

*Fonte: Metrópoles 

 

CNJ julga juíza que bloqueou R$ 16 mi de banco em ação de R$ 159 mil

INVESTIGAÇÕES

Banco afirma que magistrada nomeou perita sem cadastro profissional, acelerou processo e determinou bloqueio em valores exorbitantes

cnj
Foto/CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai julgar o caso da juíza Ritaura Rodrigues Santana, de Campina Grande, na Paraíba, acusada pelo Bradesco de executar uma condenação de R$ 16 milhões sobre o banco em uma ação que começou com a discussão de valores que giram em torno de R$ 159 mil.

O banco afirma que a juíza nomeou uma perita que sequer tinha habilitação para atuar na área. Esta profissional, segundo o Bradesco, apresentou cálculos estratosféricos de atualização de valores devidos na ação de um correntista que contestava cobranças irregulares em contratos de crédito.

A magistrada aceitou bloquear as contas do banco em valores ainda maiores do que os da profissional contábil a pedido do autor da ação. A instituição financeira reclama de ter sido alijada da possibilidade de acompanhar a perícia e da velocidade atípica no processo.

Documentos e perita

A ação discutia cobranças indevidas entre 2009 e 2011. O banco afirma ao CNJ que a ação foi apresentada pela empresa correntista sem documentos essenciais que sequer permitiriam o cálculo dos valores originais. A juíza nomeou uma perita que não tinha mais nem seu registro profissional para atuar na área de contabilidade.

Segundo o banco, a juíza calculou a atualização dos R$ 159 mil, valor também contestado pelo banco, em até 4% ao dia desde cada desembolso, quando a taxa máxima sobre esses valores em atualização seria de 1% ao mês. Nos cálculos do banco, em uma atualização mais arrojada, os valores devidos seriam de R$ 375 mil.

Inicialmente, este cálculo levou à atualização do valor para R$ 6 milhões, em 2014, à época da condenação do banco. Os valores atualizados pela Justiça, quando a sentença entrou em fase de execução após derrota definitiva do banco no processo, chegaram aos R$ 11 milhões em 2016.

Para piorar a situação do banco, o autor da ação pediu à juíza, em 2017, para que a sentença fosse executada em um valor ainda maior, de R$ 15 milhões. A magistrada autorizou e deferiu o bloqueio dos valores. O desfalque só não foi levado a cabo porque o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu um pedido urgente do banco para evitar a execução dos valores.

Processo em Sergipe

O banco ainda afirmou ter encontrado outro processo, em Sergipe, em que os mesmos advogados da autora da ação conseguiram, com atuação da mesma perita, uma condenação milionária imposta ao Banco do Brasil em valores muito maiores do que o valor real daquele que está sendo discutido no processo.

O caso chegou a ser denunciado pelo banco na Corregedoria do TJ da Paraíba. No órgão, cinco desembargadores se afastaram do caso por impedimento ou suspeição. O órgão, no entanto, acabou arquivando a investigação. O banco recorreu ao CNJ, que tem o poder de revisar decisões das corregedorias de tribunais.

Procurada, a juíza não se manifestou até o fechamento da reportagem.

*Fonte/Metrópoles.

Tropeços em série deixam mercado em alerta máximo com Casas Bahia

NEGÓCIOS 

Mas a empresa, com dívidas elevadas e caixa curto, afirma que a reestruturação em curso será suficiente para reverter o atual sufoco

As Casas Bahia possuem várias lojas espalhadas pelo Brasil – Foto/Divulgação

Quem acompanha o fechamento da Bolsa brasileira (B3) está habituado com a presença das ações da Casas Bahia entre as que despencam com uma frequência exasperante. Em 21 dias úteis de setembro, por exemplo, elas estiveram nove vezes entre os três papéis que mais caíram nos pregões e lideraram as quedas em sete dessas nove ocasiões.

E o que está acontecendo? Em síntese, trata-se de uma série de números ruins que vem se acumulando – e engordando – com o tempo. A empresa acumula prejuízos por quatro trimestres seguidos. No primeiro trimestre deste ano, o rombo foi de R$ 297 milhões. No segundo, o buraco aumentou. Passou a ser de R$ 492 milhões.

Isso é o que se vê pelo retrovisor. Mas o que se coloca adiante, na avaliação de analistas de mercado, não soa muito mais animador. Em uníssono, esses especialistas afirmam que a companhia tem uma dívida pesada, com vencimentos polpudos no curto prazo, e um caixa fraquinho para fazer frente a tais compromissos.

Exposta em alguns números, observa José Eduardo Daronco, analista da Suno Research, a situação ganha maior nitidez. No segundo semestre deste ano, o endividamento da companhia atingiu R$ 5,2 bilhões. O caixa, no mesmo período, ficou em R$ 874 milhões e seu valor vem caindo com o tempo. No segundo trimestre de 2022, estava em R$ 1,23 bilhão.

É o caixa

O problema, nota o especialista, é que a varejista tem dívidas de R$ 932 milhões para vencer no segundo trimestre de 2024 e de R$ 622 milhões no terceiro trimestre também do próximo ano. Ou seja, valores maiores ou próximos ao do caixa do segundo trimestre deste ano. “O fato é que a companhia não gera recursos suficientes para pagar os juros da dívida”, diz Daronco.

Gabriel Costa, da Toro Investimentos, destaca que as ações da empresa também recuaram de forma intensa, em 13 de setembro, quando a Casas Bahia foi ao mercado tentar obter dinheiro novo. Nessa data, ela promoveu uma oferta pública de ações (follow-on, no jargão). “O objetivo era conseguir cerca de R$ 1 bilhão”, diz Costa. “Mas ela obteve R$ 620 milhões. Isso pode até ter dado algum alívio imediato ao caixa, mas ficou muito abaixo do valor pretendido.”

Saia justa

O corte da S&P provocou uma nova saia justa. Por causa da redução da nota, parte dos credores da Casas Bahia poderia ter exigido o pagamento antecipado de dívidas – no caso, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Eles, contudo, optaram por não exercer esse direito. “Isso trouxe um alívio momentâneo à empresa”, diz Costa. “Mas ela teve de oferecer aos detentores dos CRIs uma remuneração adicional, além do pagamento de um prêmio.”

Com esse acúmulo de nós, na avaliação dos analistas, a Casas Bahia passa por um momento, no mínimo, delicado. Daronco, o analista da Suno Research, vai mais longe. Para ele, a empresa “flerta com a recuperação judicial”.

Volta por cima

Sergio Leme, responsável pelas áreas de Cadeia de Suprimentos, Relações com Investidores, Comunicações e ESG do grupo Casas Bahia, afirma que esse tipo de análise não é nova e nem sequer o assunto. “Quando vejo os planos operacional e financeiro que temos e já estamos executando, tenho convicção de que não vamos recorrer a uma recuperação judicial”, diz o executivo, que está desde 2019 na empresa.

Essas mudanças, na prática, começaram com a troca do comando do grupo. Em maio, Renato Franklin foi apresentado como novo CEO da Casas Bahia, que também é dona do Extra.com e Ponto (ex-Ponto Frio), em substituição a Roberto Fulcherberguer. Em meados de junho, o conselho de administração da companhia aprovou ainda a eleição de Elcio Mitsuhiro Ito como diretor vice-presidente financeiro.

Hora dos cortes

Ao divulgar os resultados do segundo trimestre, a empresa também expôs parte do projeto de reestruturação, em curso atualmente. Ele prevê a redução de até R$ 1 bilhão em estoques neste ano, o fechamento de 50 a 100 das quase mil lojas instaladas em todo o país até dezembro e a demissão de 6 mil funcionários – a varejista emprega, hoje, cerca de 40 mil pessoas.

A mudança estratégica, de acordo com fato relevante divulgado em 10 de agosto, deve alcançar ainda o crédito a consumidores, ou seja, quando o cliente compra parcelado no carnê. De acordo com a companhia, cerca de 50% de sua exposição de crédito está ligada a esse sistema de crediários. Hoje, a Casas Bahia paga juros aos bancos para financiar o modelo. Agora, ela pretende colocar a carteira de crediário no mercado de capitais, de forma direta, por meio da constituição de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC).

Produtos rentáveis

Outra alteração é o foco em produtos mais rentáveis, principalmente no canal online próprio, como celulares, TVs, itens de informática, eletrodomésticos e móveis, em detrimento de coisas como artigos de limpeza e higiene. “Na prática, estamos redesenhando o negócio, com novas alavancas operacionais e financeiras”, afirma Leme. “E miramos numa virada para ser ‘caixa positivo’ na segunda metade de 2024. Isso é viável e estamos tendo o apoio de nossos parceiros tradicionais, como os bancos”.

Outra transformação implementada pelo grupo foi o resgate do nome do negócio. Em 2021, a varejista trocou de “Via Varejo” para somente “Via”. Desde 20 de setembro, passou de “Via” para Casas Bahia. Com a retomada da antiga assinatura, a empresa, fundada em 1952, recuperou até o velho bordão: “Dedicação total a você”. Agora, resta saber até que ponto essas modificações vão afetar positivamente os números da companhia. É nisso que o mercado está de olho. * As informações são do Metrópoles.

Ex-diretor da Americanas ficou “surpreso com denúncia de fraude”

NEGÓCIOS

Homem passa por fachada da loja Americanas em brasília - Metrópoles
Foto/Divulgação

Foi o que disse Márcio Meirelles, que trabalhou 28 anos na varejista, na CPI da Câmara. Depois, ele decidiu permanecer em silêncio.

Ex-diretor da Americanas Márcio Cruz Meirelles optou por permanecer em silêncio durante a sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara dos Deputados, que apura a fraude contábil de R$ 20 bilhões na varejista, realizada nesta terça-feira (15/8). Meirelles afirmou aos parlamentares que não faria declarações, seguindo orientação de seus advogados.

Antes disso, porém, lendo um comunicado, Meirelles disse que ficou “surpreso” com a denúncia de fraude na Americanas, exposta em fato relevante divulgado pela própria companhia, em 11 de junho. No documento, ex-diretores da companhia eram apontados como responsáveis pelo problema.

A mesma acusação foi feita pelo atual CEO da empresa, Leonardo Coelho Pereira, durante sessão da CPI, em 13 de junho. Ela estava baseada em documentos coletados por um comitê interno da companhia, criado pelo conselho de administração, que investiga o caso.

A mesma acusação foi feita pelo atual CEO da empresa, Leonardo Coelho Pereira, durante sessão da CPI, em 13 de junho. Ela estava baseada em documentos coletados por um comitê interno da companhia, criado pelo conselho de administração, que investiga o caso.

Por meio de nota, a varejista contestou a versão de Meirelles. “A Americanas reitera que o relatório apresentado na Comissão Parlamentar de Inquérito em 13/06 foi baseado em documentos levantados pelo Comitê de Investigação Independente, além de documentos complementares identificados pela Administração e seus assessores jurídicos. O material prévio indica que as demonstrações financeiras da companhia vinham sendo fraudadas pela diretoria anterior da Americanas. A companhia reforça que as investigações do Comitê Independente ainda estão em curso. A Americanas segue colaborando com todas as apurações e investigações, tanto pela Comissão de Valores Mobiliários, como outras autoridades e órgãos competentes, como o Ministério Público, a Polícia Federal e a Câmara dos Deputados, sendo a maior interessada no esclarecimento dos fatos“. * Fonte (Metrópoles).

Transnordestina a Suape e Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima contemplam Pernambuco no novo PAC

NEGÓCIOS

Foto da matéria: Transnordestina a Suape e Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima contemplam Pernambuco no novo PAC
Foto/Fernando Castilho

Lula pretende anunciar um novo pacote de investimentos de modo a fazer crescer a economia. Mas desta vez não há muito dinheiro da União. A Petrobras vai liderar os investimentos.

Na festa que o presidente Lula programa para o lançamento do novo PAC, nesta-sexta-feira (!!) existem ao menos dois pontos importantes que deverão estar relacionados e que em tese poderiam acrescentar R$10 bilhões em investimentos no estado. A construção do ramal Salgueiro Petrolina é estimada em R$5 bilhões e o Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima cuja construção está orçado em outros R$5 bilhões.

O projeto da Transnordestina está desenhado no formato de uma concessão ao setor privado. O governo se dispõe a colocar recursos do orçamento no projeto, mas não construí-lo. O dinheiro inicialmente reservado no OGU será para não deixar perdido o que já foi feito no trecho.

Obra da Infra S.A.

Isso vai ser tarefa da Infra S.A., antiga Valec que é dona de 37% da Transnordestina junto com a CSN. Ainda não sabe como isso será feito, mas as conversas são no sentido de preparar o trecho para entregar ao setor privado. E tudo isso custaria R$5 bilhões.

No caso da Refinaria Abreu e Lima, o governo está apenas incluído no PAC, o investimento que já consta no orçamento da Petrobras. Ela está no pacote destino a ampliação da capacidade de refino da empresa, cujos investimentos em novas plantas chega a 21 bilhões, dos quais 47% são investimentos em novas plantas e melhoria das atuais. O Trem 2 da Rnest está nesse pacote junto com a refinaria Replan (SP) e o Gasclub (RJ).

Adutora PE

Pode vir outros dinheiros menores para a conclusão da adutora do Agreste que a União ainda tem compromisso de investir R$2 bilhões. Mas no fundo o anúncio de R$1 trilhão é a soma de dinheiro da Petrobras (R$300 bilhões) R$240 milhões da União (quatro anos de R$60 bilhões) e o resto do setor privado.

O governo tenta engordar a parte dele colocando no novo PAC emendas de parlamentares em projetos mais robustos. Mas o fato é que do total o governo Lula não banca mais de 24% do valor retumbante de R$1 trilhão. O resto é propaganda mesmo.

Roteiro do ICMS

O governo do Estado está articulando com a Assembleia Legislativa a remessa do projeto que altera a alíquota do ICMS no máximo até a próxima segunda-feira(14). O objetivo é manter um cronograma entre as comissões da casa que permita sua apreciação dentro dos prazos mínimos. A nova lei terá que ser sancionada pela governadora até 30 de setembro de modo a assegurar o início de aplicação em 1º de janeiro de 2024.

Praiaba e RN

Entretanto, a governadora está conversando com os governadores da Paraíba, João Azevedo, e do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra de modo que todos os estados do Nordeste façam essa correção nas alíquotas. Os outros estados já processaram essas modificações.

Estoque de leite

O governo brasleiro vai voltar a fazer estoque regulador de leite em pó a preços de varejo. A medida emergencial é uma das ações para socorrer os produtores de leite brasileiros que enfrentam a forte concorrência de países do Mercosul. O problema cresceu em função da importação de leite de países como Argentina e Uruguai, usando as regras do Mercosul. O tema está sendo tratado com total atenção pelo governo federal, mas a decisão de ajudar os produtores brasileiros está tomada, disse o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Hidrogênio verde

Nesta sexta-feira(11) tem uma reunião, na Fiesp, da Comissão Especial para Estudo das Fontes Renováveis e Produção de Hidrogênio Verde no Brasil da Câmara dos Deputados para discutir os objetivos do Pacto Brasileiro pelo Hidrogênio Renovável, criado este ano pelos agentes do setor privado de energias renováveis com o propósito de acelerar o desenvolvimento do mercado brasileiro de hidrogênio renovável (H2R) no Brasil. A Vice-presidente de Investimentos e Hidrogênio da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, Camila Ramos vai defender a proposta de produzir hidrogênio renovável (H2R) no Brasil usando energia solar.

Artesanal NE

Na próxima quarta-feira (16) no Senai Lauro de Freitas a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal promove o Congresso Cerveja Brasil Nordeste. É uma conversa para apresentação de estudos e análises estratégicos para fomentar discussões em busca do crescimento do segmento das artesanais nos nove estados da Região. Segundo o Anuário da Cerveja 2022, o Nordeste conta com 120 fábricas que representam 6,9% das cervejarias do Brasil.

Veículo militar

Depois que o presidente Lula vetou a venda das viaturas da família Guarani, o exército recebeu nesta terça-feira 20 unidades do MaxxPro Recovery Vehicle, um caminhão com proteção blindada apta a realizar resgates de veículos de combate em campo de batalha. Ele resiste a disparos de armas de calibre 5,56 e 7,62 mm, estilhaços de artilharia, minas e artefatos explosivos improvisados. É usado como suporte de reboque e arraste aos Guarani comprado para o Programa Forças Blindadas.

MRV no MCMV

MRV está lançando nesta quinta-feira (10), o segundo empreendimento em Paulista com mais 500 unidades e VGV de 110 milhões com o Pontal de Itamaracá. O empreendimento faz parte do Complexo Asa Paulista que terá dois mil apartamentos em cinco edifícios. O apartamento custa R$190 mil e está enquadrado no MCMV e no Entrada Garantida, lançado pelo Governo de Pernambuco.

Livro da ACP

No próximo dia 17 na sede da ACP tem olançamento do livro “Associação Comercial de Pernambuco – Rumo aos 200 anos” projeto patrocinado pelo Banco do Nordeste e pela Pernambucanas por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mas a ação. O livro é apenas uma ação cultural. Não está no projeto de captação de recursos do prédio da ACP que está semi-interditado devido às condições do edifício.

Passageiros 99

A briga por dados do consumidor está mais acirrada. O aplicativo 99 lançou o Selo de Verificação para passageiros. Com ele, usuários que entreguem mais informações na plataforma passarão a receber classificações de dois tipos de selo: o Essencial e o Premium. O objetivo é ajudar os motoristas a aceitarem mais viagens de passageiros com perfis mais completos. Para isso o passageiro deve inserir o nome exato no CPF.

Unimed

Seguros Unimed, braço segurador e financeiro do Sistema Unimed, amplia atuação em Pernambuco. Em uma ano, registrou um faturamento consolidado (Odonto, Vida, Previdência e Ramos Elementares) de mais de R$25 milhões, conquistando mais de 85 mil novos clientes no Estado. E cresceu no segmento de Ramos Elementares (seguros patrimoniais, Residencial e Empresarial e de Responsabilidade Civil Profissional).

Deline na vice

Deliine, marca líder de margarina no Norte e Nordeste subiu da terceira para a segunda colocação entre as mais vendidas do Brasil. Hoje ela só fica atrás da marca Qualy, ambas produzidas pela BRF e companhia da categoria. A Deline só está disponível nas regiões Norte (46%) e Nordeste (32%) segundo dados Nielsen. Ele foi desenvolvido para o público nordestino.

Sol de Canhotinho

Um ano depois de inaugurar uma planta em Jaboatão dos Guararapes, o Grupo SSM do Brasil anunciou que vai deixar o município para Canhotinho, mesmo que tenha iniciado a operação de exportação de aço e alumínio para a Europa e América do Norte a partir do Porto de Suape. A empresa trabalha no mercado de extrusão do alumínio e transformação do aço voltado à produção de estrutura e moldura para fixar as placas solares fotovoltaicas. A planta de Jaboatão tem capacidade de produção de 72 mil toneladas/ano. E faz parte de um grupo que é líder no setor e detém uma capacidade produtiva anual de aço de cinco milhões e quinhentos mil painéis fotovoltaicos (importados da China), sendo um total de 3.025 GWp de produção. O que chama atenção é migrar para Canhotinho quando sua planta está a 30 de Suape por onde exporta. * As informações são do JC.

Divulgação
Divulgação A SSM Solar do Brasil é a única empresa fabricante de estruturas que proporciona aos seus clientes 30 anos de garantia. – Divulgação

Micro, pequenas e médias empresas preocupam bancos

NEGÓCIOS

Foto da matéria: Micro, pequenas e médias empresas não se recuperam e bancos fazem mais provisões para prejuízos este anoi
Micro, pequenas e médias empresas não se recuperam e bancos fazem mais provisões para prejuízos este ano – Foto/Divulgação

O banco diz que o índice de inadimplência acima de 90 dias aumentou 10 pontos base em relação ao trimestre anterior.

No meio dos números do balanço trimestral do Banco Itaú que registrou lucro de R$8,7 bilhões com alta de 13,9% em sobre o mesmo período de 2022 num retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado de 20,9% tem um dado interessante sobre qualidade do crédito no período.

O banco diz que o índice de inadimplência acima de 90 dias (NPL 90) aumentou 10 pontos base em relação ao trimestre anterior na carteira de micro, pequenas e médias empresas no Brasil embora tenha ocorrido a redução no índice de pessoas físicas e de grandes empresas.

O banco considerou como Créditos de Liquidação Duvidosa R$8.616 bilhões, 5,2% mais que o período de janeiro a março e 21,4% sobre o segundo trimestre de 2022. O banco vendeu por R$100 milhões carteiras registradas como prejuízo no total de R$2,4 bilhões.

Mas o Itaú comemorou o crescimento de 6,2% da carteira de crédito total comparado ao segundo trimestre de 2022 e chegou a R$1,151 trilhão. Vamos ver como os demais líderes do setor se comportaram sobre a questão da inadimplência das micro, pequenas e médias empresas.

Desenrola Itaú

A Recovery, empresa do Grupo Itaú e especializada em recuperação de crédito no Brasil, celebrou mais de 490 mil acordos, totalizando mais de R$351 milhões. São Paulo fechou 129.605 contratos. No Nordeste, Bahia (34.435) , Pernambuco (24.870) e Ceará (23.572) lideraram as negociações.

Desenrola Brasil

No setor bancário o Desenrolar alcançou R$5,4 bilhões exclusivamente pela Faixa 2, um crescimento de 116% em relação aos R$2,5 bilhões somados nos 15 dias anteriores. O número de contratos de dívidas negociadas chegou a 905 mil. A adesão ao programa será até o dia 31 de dezembro.

Márcio Pochmann

Para quem como Márcio Pochmann acha que o PIX foi “mais um passo na via neocolonial que antecede a abertura financeira escancarada com o real digital e a sua conversibilidade ao dólar.” Segundo o relatório “WorldPay from FIS”, cerca de 35% das operações financeiras realizadas no Brasil ainda foram realizadas por meio do dinheiro em papel. Foram R$342,3 bilhões pagos em dinheiro.

Coalizão Verde

Para dar visibilidade ao projeto da Coalizão Verde o Governo determinou que os bancos de desenvolvimento dos países da Bacia Amazônica formem uma aliança internacional mobilizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pelo BNDES. O BNDES ao lado do BID estará no programa Amazônia Sempre e no Floresta Viva, chamado de finanças híbridas para Bioeconomia Florestal na Amazônia.

Salário de amigo

Bastou o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann, participar do seminário Coalizão Verde: Mobilizando Recursos para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia para o governo se lembrar do cargo dele. Tem gente querendo que para evitar que Guido Mantega vá para a Vale. Não há nível de comparação do prestígio no setor de Raul Jungmann, mas a troca seria a única forma de atender ao desejo de Lula de arranjar um emprego para o ex-ministro e afastar o perigo. A presidência do IBRAM tem salário de R$200 mil.

Total Flex

A tecnologia Total Flex está comemorando 20 anos. Foi um marco da tecnologia inteiramente desenvolvida no Brasil é apontada internacionalmente como exemplo de contribuição da indústria automobilística à sustentabilidade e à preservação ambiental. Foi em março de 2003 que saiu o Gol Power 1.6 Total Flex, primeiro modelo no País capaz de rodar com gasolina, etanol ou a mistura dos dois combustíveis em qualquer proporção.

Gripe Aviária

Amanhã tem audiência debate situação da Gripe Aviária convocada pela deputada estadual Debora Almeida (PSDB) para debater possíveis impactos em Pernambuco. No auditório Sérgio Guerra, na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Hidrogênio.CE

Também nesta quarta-feira (9), o governo do Ceará vai fazer uma festa para adesão ao Pacto Brasileiro pelo Hidrogênio Renovável, composto pela ABEEólica, ABSOLAR, ABIOGÁS e Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK Rio), com o propósito de acelerar o desenvolvimento do mercado brasileiro de hidrogênio renovável (H2R), no estado cearense.

Menos cimento

As vendas de cimento registraram queda de 0,7% em relação ao mesmo mês de julho de 2022, atingindo 5,5 milhões de toneladas comercializadas segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). De janeiro a julho, o recuo foi de 1,8%. A comercialização em julho foi de 233 mil toneladas por dia em julho de 2023. Com informações do JC.

Focus: mercado reduz estimativa de inflação para 4,95% em 2023

NEGÓCIOS

Banco Central do Brasil BACEN - Copom - Metrópoles
Banco Central do Brasil BACEN – Foto/Divulgação

Segundo economistas consultados pelo Banco Central, inflação deve ficar em 4,95% e taxa básica de juros, em 12%. PIB deve crescer 2,19%.

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) voltaram a reduzir a estimativa de inflação para 2023. É o que mostra o Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (10/7).

De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve terminar este ano em 4,95% – a projeção da semana passada era de 4,98%. Foi a oitava redução consecutiva.

Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3,25%. Como há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,75% e 4,75%.

Os economistas ouvidos pelo BC mantiveram as estimativas de inflação para 2024 (em 3,92%) e 2025 (em 3,6%).

PIB

Segundo o Focus, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2023 deve ter crescimento de 2,19%, a mesma projeção da semana anterior.

Já para 2024, a previsão de crescimento da economia brasileira foi mantida em 1,28%. Em 2025, a estimativa caiu de 1,81% para 1,8%.

Selic

Em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic, o mercado financeiro manteve a estimativa para o fim de 2023 em 12% ao ano. Para 2024, a projeção segue em 9,5% ao ano.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic foi mantida em 13,75% ao ano.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.

Dólar

Os analistas consultados pelo BC mantiveram a projeção para o dólar em R$ 5 em 2023. Para 2024, a estimativa caiu de R$ 5,08 para R$ 5,06.

Relatório Focus

O Relatório Focus resume as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. O boletim é divulgado sempre às segundas-feiras. *(Metrópoles).

Juro do cartão dispara para 455% ao ano, maior patamar desde 2017

NEGÓCIOS

Foto/Divulgação

Rotativo do cartão de crédito é uma linha de crédito pré-aprovada no cartão. Ela é acionada por quem não pode pagar o valor total da fatura.

A taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo disparou para 455,1% ao ano em maio, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (28/6) pelo Banco Central (BC).

Em abril, a taxa estava em 447,5% ao ano. O patamar alcançado em maio é o maior em mais de seis anos, desde março de 2017, quando a taxa era de 490% ao ano.

O rotativo do cartão de crédito é uma linha de crédito pré-aprovada no cartão. Ela é acionada por quem não pode pagar o valor total da fatura na data de vencimento.

Em caso de inadimplência do cliente, o banco deve parcelar o saldo devedor ou oferecer outra forma de quitação da dívida, em condições mais vantajosas, em um prazo de 30 dias.

Segundo especialistas, o rotativo do cartão é a linha de crédito mais cara do mercado e deve ser evitada. A recomendação é a de que os clientes paguem o valor integral da fatura mensalmente.

Em abril, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestou preocupação com a taxa de juros do cartão rotativo. Na época, ele disse que negociaria com os bancos uma possível redução. Até o momento, não houve avanços nesse sentido.

“O desenho do crédito do cartão rotativo está prejudicando muito a população de baixa renda. Uma boa parte do pessoal que está no Serasa hoje é por causa do cartão de crédito”, afirmou. “As pessoas não conseguem sair do rotativo. É preciso encontrar um caminho negociado como fizemos com a redução do consignado dos aposentados.” Inf. (Metrópoles).

Petrobras muda forma de vender gás e abre espaço para preços menores a distribuidoras

NEGÓCIOS

A Petrobras muda forma de vender gás a distribuidoras
A Petrobras muda forma de vender gás a distribuidoras – Foto/Divulgação

Serão dez formatos distintos, considerando cinco diferentes prazos, dois indexadores e os custos do local de entrega da matéria-prima.

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira que vai alterar a forma como vende o gás natural às distribuidoras. Há duas semanas, a estatal criou uma nova política de preços para gasolina e diesel, levando em conta os custos logísticos e de produção no Brasil sem se afastar dos preços internacionais, como a cotação do barril do petróleo.

A mudança envolve a criação de novos modelos de comercialização do gás, explicou a estatal. De acordo com a Petrobras, serão dez formatos distintos, considerando cinco diferentes prazos, dois indexadores e os custos do local de entrega da matéria-prima. Isso vai permitir, diz a empresa, mais possibilidades e flexibilidade para as distribuidoras que compram o gás.

Segundo fontes na estatal, essa maior flexibilidade vai permitir preços menores. Isso porque a Petrobras irá utilizar, além da cotação do preço do barril de petróleo, o chamado Henry Hub, um centro de distribuição de gás nos Estados Unidos cujos preços são usados como referência internacional e já usado por companhias do setor ao redor do mundo.

A Petrobras informou que “já está participando dos processos competitivos de chamadas públicas de distribuidoras estaduais com a nova carteira comercial”. Para uma fonte ligada à estatal, o novo modelo vai ajudar a Petrobras a criar condições para oferecer preços menores.

A estatal informou que o novo modelo vai permitir a “redução de volumes contratados pelas distribuidoras estaduais em caso de migração de volumes de clientes cativos para o ambiente livre”.

Hoje, lembrou um analista, os contratos de fornecimento envolvem quantidades específicas de gás, independente da demanda da distribuidora ao longo dos anos com cláusulas chamadas de “take or pay”, quando há pagamento da molécula mesmo que não haja consumo.

Segundo Rivaldo Moreira Neto, sócio da Gas Energy, há uma indicação de preços menores para o gás em relação aos valores que vem sendo praticados hoje pela estatal:

-E isso ocorre a medida que há contratos mais longos. A nossa visão é que há uma expectativa de preços menores por conta dessa maior competitividade no mercado. Apesar de prazos longos serem complexos se levar em conta o mercado livre, a estatal indicou que haverá flexibilidade para reduzir o volume ao longo do tempo. Fonte (O Globo).

 

Mercado aumenta estimativa de inflação para 2023

NEGÓCIOS

Banco Central (BC) – Foto/Divulgação

Segundo analistas consultados pelo Banco Central, inflação deve terminar este ano em 5,96%; projeção para o PIB foi mantida em 0,9%.

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) elevaram a estimativa de inflação para 2023. É o que mostra o Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (3/4).

De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve terminar este ano em 5,96% – a projeção da semana passada era de 5,93%.

Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3,25%. Como há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,75% e 4,75%.

Os economistas ouvidos pelo BC mantiveram a estimativa de inflação para 2024 em 4,13%. Para 2025, a projeção foi mantida em 4%.

Em 2022, o Brasil teve inflação acumulada de 5,79%, acima do teto da meta estipulada pelo governo federal pelo segundo ano consecutivo.

Selic

Em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic, o mercado financeiro manteve a estimativa para 2023, de 12,75% ao ano. Para 2024, a projeção continua em 10% ao ano.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic foi mantida em 13,75% ao ano.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.

PIB

Segundo o Focus, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2023 deve ter crescimento de 0,9%, a mesma estimativa da semana anterior.

Já para 2024, a previsão de crescimento da economia brasileira subiu de 1,4% para 1,48%. Em 2025, o país deve crescer 1,8% (ante 1,71% da projeção anterior).

Dólar

Os analistas consultados pelo BC mantiveram a projeção para o dólar em 2023, em R$ 5,25. Para 2024, a estimativa segue em R$ 5,30.

Relatório Focus

O Relatório Focus resume as estatísticas calculadas a partir das expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação. O boletim é divulgado sempre às segundas-feiras.

Após um mês de suspensão, carne brasileira voltará a ser exportada para China

NEGÓCIOS

Foto/Divulgação

Vendas de carne bovina brasileira ao país asiático estavam suspensas por autoembargo do Brasil desde 23 de fevereiro.

A Administração Geral das Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) afirmou, em comunicado, que o sistema brasileiro de prevenção e controle da encefalopatia espongiforme bovina (EEB), doença conhecida como “mal da vaca louca”, está em conformidade com os requisitos de quarentena e saúde do país asiático e, diante isso, poderão ser retomadas as importações de carne bovina desossada com menos de 30 meses de idade a partir desta quinta-feira, 23.

As vendas de carne bovina brasileira ao país asiático estavam suspensas por autoembargo do Brasil desde 23 de fevereiro, quando houve a detecção, no Pará, de um caso isolado e atípico de EEB.

Suspensão das importações de carne brasileira:

Um protocolo bilateral assinado em 2015 por Brasil e China estabelecia a suspensão imediata e voluntária das exportações da carne bovina brasileira em caso de identificação de EEB, mesmo sendo atípico. Após a detecção do caso do Pará, o Brasil suspendeu voluntariamente a venda de carne bovina ao gigante asiático.

“A Administração Geral das Alfândegas atribui grande importância a isso (suspensão voluntária), realizou várias rodadas de consultas técnicas com o lado brasileiro e organizou especialistas para realizar uma avaliação de risco no sistema brasileiro de prevenção e controle da doença da vaca louca”, afirmou o governo chinês.

Em 2 de março houve a confirmação de que a doença detectada no animal de nove anos no município de Marabá surgiu de forma espontânea no organismo do animal, sem risco de disseminação no rebanho nem ao ser humano. Uma vez comprovado o caso atípico era esperado que a viagem de uma equipe técnica do Ministério da Agricultura  (MAPA) à China, nesta semana, tornasse viável a retomada das vendas externas ao país.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil e tem protocolos rígidos quanto à qualidade dos alimentos. “Quando os produtos relevantes entrarem no país, a alfândega implementará inspeção e quarentena de acordo com as leis e regulamentos para garantir que atendam aos requisitos de segurança e saúde”, reforçou o Gaac.

Fonte: (EXAME).

Redução de impostos e aumento no volume de chuvas acima da média derruba PIB de Pernambuco

NEGÓCIOS

CHESF/DIVULGAÇÃO
Muita água com reservatórios das represas cheios, Brasil passa longe de uma crise elétrica, mesmo assim paga caro pela energia térmica – Foto/Divulgação/CHESF

A economia de Pernambuco cresceu 0,7% em 2022. Foi menos de um quarto do que cresceu o Brasil que chegou a 2,9%. Curiosamente a performance do Estado, ano passado, tem a ver com a redução dos impostos (ICMS) na conta de energia elétrica – que caíram no segundo semestre dos 29% para 17% por força da mudança na legislação relacionada a combustíveis e telecomunicações – e com a ocorrência de chuvas acima da média que ajudou no índice de inflação nacionalmente, mas derrubou uma receita no estado que vem de um setor que aposta exatamente nas dificuldades do regime das chuvas.

Explica-se. Pernambuco abriga um conjunto de térmicas a gás e até combustível que, em 2021, pôde se beneficiar da crise hídrica do Brasil e fez o setor de produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana crescer 11,0%. Mas ano passado quando, segundo Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), a tarifa residencial teve uma redução média de 20%, considerando preços até outubro, as usinas praticamente não forma acionadas de modo que em Pernambuco o setor caiu: -13,1%. Ou seja, passou de um crescimento de 11% para uma queda de 13,1%.

O problema é que em Pernambuco, a produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana responde por 4% do PIB e é quase a mesma coisa que construção civil (que responde por 4,2% do chamado Valor Adicionado Bruto) também caiu 3,5%. Finalmente a indústria de transformação cresceu pífios 0,6% completando a sucessão de números ruins.

A questão do crescimento negativo das térmicas, em 2022, deve se repetir este ano, pois a quantidade de água armazenada está acima de 80% dos três grandes sistemas nacionais entre eles Sobradinho com 90,0%. Ou seja, ligar as térmicas emergenciais em 2023, nem pensar.

Então todo esse pacote tributário e metrológico acabou se transformando numa tempestade perfeita contra o Estado que também viu o crescimento da Jeep que está no setor de Fabricação de automóveis, camionetas e utilitários cair 7,6% refletindo as dificuldades do setor automobilístico. E olha que a fabrica de Goiana está produzindo a plena carga os seus quatro modelos.

Isso quer dizer que junto com a queda no segmento de automóveis, camionetas e utilitários vem uma queda brutal na indústria em 2022. A máquinas, aparelhos e materiais elétricos caiu 19,9%, a de produtos têxteis 18,4% e a de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos caiu -15,3 apenas para ficar nas quatro maiores quedas.

Desse pacote de números ruins acabou fazendo PIB de o estado ter um crescimento medíocre quando o Brasil foi a 2,9%. Até porque o setor de serviços que em Pernambuco representa quase três quartos da nossa economia cresceu apenas 1,2%. O ruim desse quadro é que ele está inserido num cenário nacional cuja previsão este ano é de um crescimento de, no máximo, 1%. Ou seja, a governadora Raquel Lyra não deve ter muitas expectativas de números melhores em 2023.

Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da CNC aponta que 79,5% das mulheres estavam endividadas em fevereiro. A inadimplência chega 30,3% do total de consumidores com dívidas atrasadas contra 29,1% dos homens. As mulheres têm endividamento nas modalidades de curto prazo como o cartão de crédito. Elas estão proporcionalmente mais endividadas do que os homens em três modalidades de dívida: cartão de crédito (86,5%), carnês de lojas (19%) e crédito consignado (5,9%). Parte dessa situação decorre do empréstimo do nome para o marido ou companheiro já inadimplente o que acaba fazendo o casal entrar na lista negra. Por Fernando Castilho/JCNE.

IPCA sobe 0,84% em fevereiro e acumula 5,60% em 12 meses

NEGÓCIOS

Homem de costas olhando para prateleira de supermercado
Foto/Divulgação

No acumulado de 12 meses até fevereiro, a inflação oficial do país foi de 5,6%; resultado significa aceleração em relação a janeiro.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,84% em fevereiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (10/3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado significa uma aceleração em relação a janeiro. No primeiro mês de 2023, o IPCA ficou em 0,53%. Em dezembro do ano passado, o índice foi de 0,62%.

No acumulado de 12 meses até fevereiro, a inflação oficial do país foi de 5,6%.

O resultado veio acima das estimativas do mercado. O consenso Refinitiv projetava inflação de 0,78% em fevereiro e de 5,54% no acumulado de 12 meses. Em fevereiro de 2022, a variação mensal havia sido de 1,01%.

Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3,25%. Como há um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,75% e 4,75%.

Em 2022, o Brasil teve inflação acumulada de 5,79%, acima do teto da meta estipulada pelo governo federal pelo segundo ano consecutivo, mas abaixo dos Estados Unidos e dos principais países da Europa.

Como já se esperava, a educação puxou o índice em fevereiro, representando o maior impacto sobre o IPCA do mês (0,35 ponto percentual) e a maior variação (6,28%). É a taxa mais alta desde fevereiro de 2004 (6,7%).

Em seguida, aparecem os grupos de saúde e cuidados pessoais (1,26%) e habitação (0,82%), que responderam por 0,16 ponto percentual e 0,13 ponto percentual, respectivamente.

Por outro lado, transportes (0,37%) e alimentação e bebidas (0,16%) tiveram variações menores do que as registradas no mês anterior.

Nos dois primeiros meses de 2023, a alta acumulada nos preços é de 1,37%.

Veja a variação de todos os grupos pesquisados

  • Educação: 6,28%
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,26%
  • Comunicação: 0,98%
  • Habitação: 0,82%
  • Despesas pessoais: 0,44%
  • Transportes: 0,37%
  • Vestuário: -0,24%
  • Alimentação e bebidas: 0,16%
  • Artigos de residência: 0,11%

Fonte: (Metrópoles).

 

Prefeitura de Carnaíba realizará licitação pública na “modalidade Leilão”

NEGÓCIOS

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A Prefeitura de Carnaíba realizará o Leilão no dia 16 de fevereiro de 2023, às 10h. Destinado à alienação de Bens Móveis Inservíveis, no estado em que se encontram. O Leilão será realizado presencial e online simultaneamente, através do site https://www.ccjleiloes.com.br.
Os interessados podem obter informações com o Leiloeiro Oficial Gervásio Vasconcelos de Albuquerque, Inscrito na JUCEPE Sob nº 13/22, telefones: (82) 99976 7401, e ainda na sede da Prefeitura, telefone (87) 99169 3499.
A alienação para a venda de bens móveis se dá em virtude de tornarem-se antieconômicos e inservíveis para o Município, além de onerosos aos cofres públicos municipais, com as suas permanências. Foram previamente avaliados com a fixação dos preços mínimos pela Comissão de Levantamento e Avaliação de Bens Móveis.
Os veículos automotores e materiais diversos, objetos do leilão, encontram-se na garagem da Prefeitura Municipal e poderão ser examinados entre os dias 12/02/2023 a 15/02/2023, das 08h às 12h, e dia 16/02/2023, das 08h às 10h.
Todas as informações encontram-se no Edital Nº 001/2023 publicado no Diário Oficial da Amupe. Também está disponível no site da Prefeitura de Carnaíba:www.carnaiba.pe.gov.br e no site de leilões:https://www.ccjleiloes.com.br/leilao/127/lotes.
Bens Móveis que irão à Leilão em 16 de fevereiro. Fotos/montagem: André Luis

Na primeira semana de fevereiro inflação desacelera, diz FGV

NEGÓCIOS

Ilustração utilizando graficos para mostrar alta da inflação
Ilustração utilizando gráficos para mostrar alta da inflação. Javier Ghersi/ Getty Images

Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) registrou alta de 0,57% no período, ante um avanço de 0,8% na última semana de janeiro.

O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), inflação medida pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou alta de 0,57% na primeira quadrissemana de fevereiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (8/2).

O resultado significa uma desaceleração do índice de inflação em relação à última semana de janeiro, quando a alta foi de 0,8%. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPC-S avançou 4,9%.

Houve queda da inflação em cinco dos oito segmentos de despesa pesquisados no período. No grupo de educação, a variação de preços passou de 3,28% (na quarta quadrissemana de janeiro) para 1,6%.

Também registraram queda os grupos de transportes (0,92% para 0,7%), alimentação (0,48% para 0,39%), vestuário (-0,08% para -0,34%) e saúde e cuidados pessoais (0,42% para 0,40%).

Por outro lado, a inflação subiu em comunicação (0,73% para 0,82%), despesas diversas (0,97% para 0,99%) e habitação (0,26% para 0,27%).

O IPC-S

O IPC-S mede a variação do custo de vida para famílias com renda entre 1 e 33 salários-mínimos mensais.

O indicador integra o sistema de índices de preços ao consumidor do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre-FGV), que também inclui: IPC-3i, IPC-C1, IPC-DI, IPC-10 e IPC-M.

Apesar de a coleta ser semanal, a apuração das taxas de variação leva em conta a média dos preços coletados nas quatro últimas semanas até a data de fechamento. O intervalo entre o fim da coleta e sua divulgação é de um dia. (Fonte: Metrópoles).