Postagem de Raquel Lyra antes e depois da prisão do PM suspeito de estupro (REPRODUÇÃO/REDE SOCIAL)
Em Doha, no Catar, Raquel Lyra se pronunciou, pelas redes sociais, a respeito da prisão do policial militar suspeito de estuprar uma mulher no posto do BRPv do Cabo de Santo Agostinho.
“Policial suspeito pelo crime de estupro contra uma mulher de 48 anos, no Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv), no Cabo, foi preso.
Aqui, em Pernambuco, não toleramos violência contra mulher!”
Pouco antes da prisão do PM, Raquel havia realizado outra postagem sobre o caso envolvendo integrante da corporação militar:
“Mesmo em missão internacional, sigo acompanhando as investigações que levaram ao mandado de prisão contra o policial suspeito de estuprar uma mulher. Estamos trabalhando para garantir o acolhimento à vítima e na investigação severa desse caso.
Uma coisa é certa: aqui, em PE, não toleramos violência contra mulher!”
A governadora em exercício Priscila Krause se manifestou, também via redes sociais, assim que o PM suspeito foi preso.
“Acaba de ser cumprido o mandado de prisão do policial suspeito de estuprar uma mulher de 48 anos no posto do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv), no município do Cabo de Santo Agostinho.”
Hugo Motta quer votar proposta nesta quarta-feira (20)
A Câmara dos Deputados aprovou requerimento de urgência para o projeto de lei que cria regras para a proteção de crianças e adolescentes durante o uso de aplicativos, jogos, redes sociais e outros programas de computador.
O Projeto de Lei 2628/22 estipula obrigações para os fornecedores e garante controle de acesso por parte dos pais e responsáveis. Com a aprovação da urgência, o projeto poderá ser votado no Plenário sem passar antes pelas comissões.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, já anunciou a intenção de votar a proposta nesta quarta-feira (20), logo após a comissão geral que vai debater o tema no Plenário.
Apelidado de ECA Digital em referência ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o texto obriga as plataformas digitais a tomarem medidas “razoáveis” para prevenir riscos de crianças e adolescentes acessarem conteúdos ilegais ou considerados impróprios para essas faixas etárias.
O projeto de lei entrou na pauta da Câmara nesta semana após a repercussão do vídeo do influenciador Felca Bressanim Pereira, que denunciou o uso de perfis nas redes sociais com crianças e adolescentes em situações consideradas inapropriadas para idade, a fim de conseguir engajamento e monetização dos seus canais.
De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o projeto foi relatado na Câmara pelo deputado Jadyel Alencar (Republicanos-Pi) e tem o apoio de centenas de organizações da sociedade civil que atuam com a proteção das crianças e adolescentes no Brasil.
Ex-primeira-dama não mencionou o mandado explicitamente
Após o ex-presidente Jair Bolsonaro ser alvo de um mandado de prisão, sua esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, recorreu às redes sociais para compartilhar uma mensagem de cunho religioso, mas sem citar o episódio.
Em seu perfil, escreveu: “E os céus anunciarão a sua justiça, pois Deus mesmo é o juiz”.
Michelle Bolsonaro faz postagem após ser decretada a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro | Crédito: Reprodução/ Redes Sociais
Parlamentares e dirigentes de partidos do campo bolsonarista também criticaram a medida, alegando que o ex-presidente foi alvo de uma prisão “sem julgamento” e antes da conclusão do processo que apura sua participação na chamada trama do golpe. A ação irá a julgamento em setembro.
Segundo Moraes, Bolsonaro teria mantido influência política e digital por meio de aliados e familiares, especialmente seus filhos parlamentares, utilizando perfis de terceiros para divulgar mensagens que desafiavam as instituições democráticas, o que violaria a proibição de uso de redes sociais e de contato com outros investigados.
Diante do que classificou como reiteração das condutas e tentativa deliberada de burlar as restrições, Moraes substituiu as medidas anteriores pela prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, proibição de visitas (exceto advogados e familiares próximos), entrega de passaporte e apreensão de aparelhos eletrônicos.
Em texto, o padre afirma que o ambiente virtual têm gerado cada vez mais discussões e ataques direcionados
O padre Fábio de Melo fez um desabafo em seu perfil oficial no Instagram após polêmicas com um funcionário de uma loja de Joinville, Santa Catarina. Na ocasião, um erro no preço dos produtos gerou uma confusão, que fez com que o gerente da loja fosse demitido.
Nesta terça-feira (20), o padre escreveu um texto no qual diz estar “a um passo de desistir” após os julgamentos e ataques que vem recebendo nas redes sociais. “As pessoas querem odiar. Por qualquer motivo. Elas precisam eleger um foco para a manifestação de seus lados sombrios”, desabafou.
Ele continua: “O ódio virtual se manifesta da pior forma. Mentindo, caluniando, blasfemando contra o sagrado de nossas escolhas. Achincalhando as pessoas que amamos, nossos familiares e amigos”.
O sacerdote também fala sobre como os ataques que vem sofrendo aparecem em todo e qualquer postagem sua nas redes sociais, desde fotos simples até homenagens à sua mãe, que faleceu em 2021.
Para ele, o ambiente virtual têm gerado cada vez mais discussões e ataques direcionados. “Não sei como vocês tem sobrevivido às novas versões de guerras. Eu estou a um passo de desistir. Proteja-se. Em proporções diferentes, é claro, mas você está sob mira da mais assertiva armadilha que o Diabo criou: o mundo virtual.”
O padre falou que o caso oco na Havana do Soppinh Joinville. Ele teria ido ao local para comprar doce de leite, mas ao pagar pelo produto viu que o preço do caixa era maior que o da estante.
Ao questionar a funcionária do caixa sobre o erro, ela informou que o preço cobrado era o correto. O padre, então, abordou o código do consumidor, que diz que em casos de cobranças diferentes, o cliente tem o direito de escolher o menor valor.
Após o ocorrido, Fábio de Melo também divulgou um relato em suas redes. No vídeo, ele afirma que em momento algum o gerente dirigiu a palavra diretamente a ele, e que ao invés de reconhecer o erro questionou os funcionários.
Ele também lamenta a demissão do funcionário e diz acreditar que todos merecem uma chance de se redimir.
Proibição do uso de celulares nas escolas. Alunos do colégio Galois seguram celulares. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Por Agência Brasil
Escola também deve discutir desafios relacionados a novas tecnologias
A vida escolar de cerca de 47 milhões de estudantes do ensino fundamental e do ensino médio mudou radicalmente no ano letivo que acabou de iniciar. Conforme a Lei nº 15.100/2025, eles estão proibidos de usar “aparelhos eletrônicos portáteis pessoais durante a aula, o recreio ou intervalos entre as aulas, para todas as etapas da educação básica”.
Para Danilo Cabral, 16 anos, estudante do 2º ano do ensino médio do Colégio Galois em Brasília, a medida exige mudança de comportamento. Vai alterar, por exemplo, a comunicação com a mãe ou com o pai. “Às vezes, no meio da manhã, eu decido que vou almoçar na escola, e fica um pouco mais difícil avisar aos meus pais.”
Apesar do empecilho, Danilo acha que “é só uma questão de adaptação mesmo” e que vai ser “muito benéfico”, porque “para prestar atenção nas aulas, a gente não pode mexer no celular”, admite cerca de dez dias depois da volta às aulas.
Proibição do uso de celulares nas escolas. A aluna do colégio Galois, Joana Chiaretto. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil – Fabio Rodrigues-Pozzebom
Joana Chiaretto, da mesma turma que Danilo e também com 16 anos, percebe “mudanças muito positivas” no pátio da escola. “Antes, a gente via todo mundo no próprio celular. Sem conversar, nem nada, os grupinhos separados. Agora a gente vê um grupão de meninas jogando carta. A gente vê as pessoas conversando mais. Aqui na escola todo mundo está trazendo jogos”, conta com entusiasmo.
Para ela, “as pessoas são muito viciadas no celular.” E, entre os mais jovens, “é muito difícil. Chega a dar aquela angústia, de querer pegar o celular, de ligar pra alguém ou mandar uma mensagem.”
Sem fotos do quadro
A visão crítica dos dois adolescentes sobre o uso de celular no colégio e os benefícios da proibição são compartilhados por seus professores. “Melhorou muito no quesito entrosamento dos alunos. Eles têm que conviver juntos de novo”, ressalta Victor Maciel, professor de biologia do ensino médio.
O professor observa que, sem o celular, “os alunos não tiram mais fotos do quadro” e, mais atentos, perguntam mais, tiram dúvidas e aprendem mais. “Eles têm que estar mais focados agora. A aula fica mais interessante para eles. Porque sabem que não vão ter tanta facilidade depois para conseguir aquele conteúdo.”
Patrícia Belezia, coordenadora do ensino médio no Galois, também apoia a decisão. Ela se recorda de que, em ano anterior, a escola flagrou alunos jogando no celular inclusive em plataforma de apostas, “muitos viciados no jogo do tigrinho e em pôquer eletrônico. Eles faziam apostas entre eles.” Como o exemplo é uma forma de educar, a coordenadora destaca que a restrição aos celulares na escola é para todos. Se estende aos funcionários e aos professores.
Proibição do uso de celulares nas escolas. A diretora do colégio Galois, Dulcinéia Marques. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Dulcineia Marques, sócia fundadora do colégio, acha que “ganhou um presentão” com a lei aprovada no Congresso Nacional e sancionada pelo presidente da República. Para ela, o aparelho celular pode ser um marcador de desigualdades sociais em função do modelo e do pacote de dados.
Ao seu ver, essas distinções distorcem o espírito das escolas que exigem o uso de uniforme igual para todos, que tem um propósito. “É o jeito de educar esses meninos. É assim para igualar as crianças e adolescentes. Para não trazer para dentro da escola o poder aquisitivo que os diferenciam pelos tênis e marcas de roupa.”
Projeto pedagógico
A escola de Dulcineia Marques, no Plano Piloto, atende a 1.198 meninos e meninas das quatro séries finais do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio. A 32 quilômetros dali, em Ceilândia, no Centro Educacional n° 11, o diretor Francisco Gadelha atende a 1.512 estudantes dessas séries e também homens e mulheres de 18 a 60 anos do ensino de jovens e adultos (EJA). O diretor também faz elogios à proibição dos celulares.
“No começo, eu era contrário à lei, por entender que o celular é uma ferramenta tecnológica. Mas agora estou observando em poucos dias como está sendo benéfico inclusive no comportamento. A gente está tendo menos brigas, menos situações de bullying.”
Gadelha está aproveitando a entrada em vigor da Lei nº 15.100/2025 para provocar a reflexão dos alunos e dos professores. Na preparação do ano letivo, a escola adotou o livro “A geração ansiosa: como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais”, do psicólogo social Jonathan Haidt, como referência para a criação de um projeto pedagógico em andamento.
Segundo ele, os três primeiros dias de aula no período diurno foram “cansativos” porque teve de guardar na escola 15 celulares que os alunos trouxeram de casa. Os aparelhos foram devolvidos aos responsáveis pelos estudantes. Apesar da escola retirar o telefone dos alunos, apenas um pai reclamou. “Em regra, os pais estão gostando muito”, avalia o diretor.
Além da direção da escola durante o dia, Francisco Gadelha ainda leciona para adultos no período noturno. De acordo com ele, a proibição do celular “é mais difícil no EJA, porque os adultos estão mais viciados do que as crianças.” Com eles, a escola propõe um termo colaborativo para manter os aparelhos longe das salas de aula.”
Uso consciente
Para Luiz Fernando Dimarzio, analista pedagógico da Ctrl+Play, uma escola de tecnologia para crianças e adolescentes em cidades do Estado de São Paulo, a lei que proíbe celulares é “polêmica”, pois “a questão do permitir ou proibir é acabar indo muito nos extremos.”
Dimarzio opina que é preciso buscar “como que a gente pode utilizar isso de forma saudável, e ensinar o uso consciente da coisa. Eu fico pensando, será que, de repente, definir momentos específicos para uso? Para uma pesquisa, tem inúmeros aplicativos educacionais, né? Será que, de repente, definir momentos específicos para o uso não seria mais interessante?”,
Em suas indagações, o analista pedagógico lembra que a lei faculta o uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula “para fins estritamente pedagógicos ou didáticos, conforme orientação dos profissionais de educação”.
Victor Freitas Vicente, coordenador de educação do Instituto Felipe Neto, avalia que havia um clamor no país pela adoção da lei contra os celulares nas escolas “e que a proibição pode ser um passo importante no contexto de ambientes digitais cada vez mais tóxicos.”
Ele, no entanto, pondera que “a escola não é um jardim murado. Ela é um polo conectado com os desafios da sociedade” e, nesse sentido, “precisa preparar as novas gerações para os desafios que as tecnologias digitais estão colocando, não só em relação ao comportamento, mas em relação a uma nova ordem econômica, a inteligência artificial.”
O coordenador também defende os resultados da proibição do celular sejam avaliados em pesquisas sobre aprendizagem, e que seja implantada a Política Nacional de Atenção Psicossocial nas comunidades escolares, que ainda não têm regulamentação definindo as regras práticas para adoção nos diferentes sistemas de educação brasileiros. Além disso, ele é a favor de que o Congresso Nacional retome a elaboração da lei sobre funcionamento das redes sociais.
Redes sociais
Thessa Guimarães, presidenta do Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal (CRP-DF) considera “fundamental tirar da gaveta projetos de lei que contribuam para a regulação das redes sociais, compreendendo que hoje a nossa vida atravessa as redes sociais”. Ela ressalta que, por causa das redes sociais, “um dispositivo eletrônico é uma porta aberta a toda a produção humana que existe, inclusive a produção de discursos de ódio, a produção de difusão de métodos de auto-lesão e de suicídio.”
Raquel Guzzo, pesquisadora e professora titular de Psicologia na PUC de Campinas, considera que as redes sociais, acessadas principalmente por meio de celulares, “têm um impacto significativo na autoestima e na percepção de si mesmos entre adolescentes, que podem se sentir pressionados a corresponder a padrões irreais de comportamento e estética.”
Ela lembra que as redes sociais “são projetadas para maximizar o tempo que os usuários passam nelas, utilizando algoritmos que promovem o engajamento contínuo.” No entanto, “outros recursos do celular, como jogos e aplicativos, também podem contribuir para a dependência, especialmente quando usados excessivamente.”
Linguagem comprometida
A psicopedagoga Gabriela de Martin, especialista em saúde mental pela UFRJ, avalia que a linguagem utilizada pelos mais jovens e os recursos para a escrita nos celulares também são comprometedores da linguagem e podem gerar barreiras quando forem buscar trabalho.
Gabriela de Martin tem experiência com a colocação profissional de jovens aprendizes (14 a 18 anos) no mercado de trabalho, mas enfrenta, no entanto, “imensa dificuldade, porque os meninos nessa faixa etária estão analfabetos.”
“Temos uma linguagem usada nos aplicativos de mensagem que não têm palavras por inteiro, cheia de erros de pontuação. Muitas vezes é o próprio teclado que vai criando o texto. Eu já vi muita gente que chega com 16, 17 anos sem capacidade de formular uma resposta”, lamenta Gabriela.
Totalmente favorável à proibição dos celulares nas escolas, a presidenta do CRP-DF, Thessa Guimarães, alerta para os riscos de crise de abstinência pela ausência do celular, com efeitos físicos e psíquicos, que pode acontecer “na ausência de qualquer droga, lícita ou ilícita, na ausência de um companheiro amado a partir de uma separação, ou na ausência de um dispositivo que se tornou a centralidade da vida daquela criança e daquele adolescente.”
Em caso de síndrome, Thessa Guimarães recomenda apoio familiar e busca de profissional qualificado para atendimento psicológico e “naturalmente, a substituição progressiva da centralidade daquele dispositivo por mais comunhão familiar e participação em atividades paradidáticas, extracurriculares.”
“É preciso povoar a vida dessa criança e desse adolescente de novos interesses e de novas aberturas, para que ela possa se recuperar do vício e explorar outras potencialidades.”
Contas serão privadas por padrão e receberão aviso de tempo de uso. Pais também poderão configurar mais limites
O Instagram começou, nesta terça-feira (11), a impor uma série de restrições no Brasil para usuários com menos de 18 anos. As contas, agora, serão privadas por padrão e terão limitações na troca de mensagens, entre outras limitações. Menores de 16 anos só poderão alterar as configurações com aprovação dos pais.
O ‘modo adolescente’, que será ativado automaticamente, faz parte de uma série de medidas promovidas pela Meta, dona do Instagram, em meio a pressões por mais proteção dos jovens nas redes, o que inclui medidas contra o uso excessivo das plataformas.
Chamado de ‘Conta de Adolescente’, o recurso foi anunciado no ano passado e já vinha sendo aplicado nos EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e União Europeia. Além do Brasil, um dos principais mercados do Instagram no mundo, as limitações passaram a valer nesta terça-feira também na Índia.
Com o ‘modo’ ativado, os perfis de usuários com menos de 18 anos ficarão privados, o que irá acontecer ao longo das próximas semanas. Isso significa que contas desconhecidas não poderão visualizar ou interagir as publicações, e novos seguidores precisarão ser aprovados manualmente.
O que vai mudar
A troca de mensagens para as contas também terá limitações. Adolescentes só poderão receber DMs (mensagens diretas) de pessoas que já seguem. O Instagram também irá ativar automaticamente a versão mais restritiva do recurso “Palavras Ocultas”, que filtra termos ofensivos em comentários e mensagens.
Outra restrição será aplicada na exibição de conteúdo que aparece para os adolescentes. O Instagram, segundo a Meta, passará a aplicar filtros mais rigorosos para reduzir a recomendação de postagens consideradas sensíveis, o que pode incluir violência, promoção de cirurgias estéticas e outros temas considerados inadequados.
O tempo de uso da rede social também será alvo de mais controle. Após 60 minutos de uso diário, o Instagram passará a enviar notificações incentivando o desligamento do aplicativo. Além disso, entre 22h e 7h, a empresa diz que ativará o “modo descanso”, que silencia notificações.
Controle parental
No caso dos adolescentes com menos de 16 anos, as configurações (como da conta privada) só poderão ser alteradas com autorização dos pais. Isso terá de ser feito a partir das ferramentas de controle parental da Meta.
Para ativar o recurso, o próprio adolescente deve iniciar o processo dentro do Instagram, aceitando o monitoramento dos pais. Após a ativação, qualquer alteração que reduza as restrições da conta dependerá de aprovação dos responsáveis.
A Meta também anunciou novos recursos para os pais que controlam atividade dos filhos no Instagram. A ferramenta de supervisão permitirá que os pais definam um limite diário de tempo de uso da rede social, além de restringir o acesso ao app em determinados horários, como durante a noite ou no período de aulas.
Além disso, os responsáveis também poderão ver com quem os adolescentes conversaram nos últimos sete dias. O conteúdo das mensagens, no entanto, seguirá oculto.
Verificação de idade
Para impedir que menores burlem as restrições, a empresa diz que irá utilizar diferentes métodos de verificação da idade, o que envolve tecnologias que analisam padrões de uso. Uma solução infalível para a verificação etária, no entanto, não parece estar disponível.
Em um comunicado publicado em português, a Meta diz que, por isso, defende que lojas de aplicativos, como a App Store e o Google Play, passem a ser responsáveis por verificar a idade dos usuários e exigir aprovação dos pais antes de permitir o download de redes por menores de 16 anos.
“Estamos pleiteando em todo o mundo que a legislação sobre segurança on-line para adolescentes inclua dispositivos que estabeleçam a verificação de idade e a aprovação dos pais em nível de sistema operacional/loja de aplicativos”, afirma a empresa. “Ao fazer isso, os legisladores ajudariam a criar um padrão consistente em todos os aplicativos”, alega.
O interesse em buscas relacionadas a sair das plataformas da Meta disparou esta semana – Foto: Pixabay
Segundo o Google Trends, pesquisas aumentaram repentinamente mais de 5.000% em relação a períodos anteriores
Por Agência O Globo
As buscas no Google sobre como cancelar e excluir contas do Facebook, Instagram e Threads aumentaram de forma explosiva nos Estados Unidos desde que o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou que a empresa encerrará seu sistema de verificação de fatos por terceiros, afrouxará as políticas de moderação de conteúdo e revogará limites anteriores sobre a quantidade de conteúdo político nos feeds dos usuários. As informações foram divulgadas pelo site de tecnologia Tech Crunch.
Segundo o site, especialistas veem essa mudança como uma tentativa de agradar o governo Trump, que está por vir, e evitar represálias políticas. E ressaltou que as consequências das novas políticas da Meta podem ter sérias implicações para os tipos de publicações, discursos de ódio e violência, além da desinformação, que podem se espalhar ainda mais rapidamente nas plataformas da empresa.
A reação foi imediata. O interesse em buscas relacionadas a sair das plataformas da Meta disparou esta semana, especialmente nos últimos dois dias. As buscas no Google por termos como “como excluir permanentemente o Facebook” atingiram a pontuação máxima de 100 — o nível mais alto de interesse possível no Google Trends.
De acordo com o Google Trends, buscas relacionadas como “como excluir todas as fotos do Facebook”, “alternativa ao Facebook”, “como sair do Facebook”, “como excluir conta do Threads” e “como excluir conta do Instagram sem fazer login” se tornaram pesquisas em destaque, com um aumento repentino de mais de 5.000% em relação a períodos anteriores.
Esse crescimento explosivo destaca a reação contra a decisão da Meta de revogar proteções contra discursos de ódio e conteúdo político inflamado.
A Meta havia implementado políticas de verificação de fatos e moderação de conteúdo após anos de proliferação de desinformação e discursos de violência em suas plataformas, que causaram danos no mundo real.
Um exemplo foi a invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, alimentada por apelos coordenados à violência no Facebook e Instagram. Documentos internos revelaram que o Facebook não agiu de forma contundente contra o movimento Stop the Steal promovido pelos aliados de Trump, apesar de a empresa ter identificado formas de reduzir a disseminação da polarização política, teorias da conspiração e incitações à violência.
A Meta também admitiu que suas plataformas foram usadas para incitar a violência em Mianmar, onde membros do exército birmanês cometeram genocídio contra o povo Rohingya.
Em 2021, Zuckerberg afirmou que a comunidade Meta não quer que “a política e os conflitos dominem sua experiência em nossos serviços”, o que levou a empresa a reduzir a presença de discursos políticos.
No ano passado, a empresa também parou de recomendar proativamente conteúdos políticos aos usuários no Instagram e Threads, decisão controversa entre criadores e usuários. Agora, a Meta irá reinserir conteúdo político nos feeds.
Zuckerberg disse que as novas políticas são uma tentativa de restaurar a liberdade de expressão na plataforma da Meta, ecoando comentários feitos por Elon Musk em sua plataforma X. O CEO da Meta observou que suas plataformas substituirão os verificadores de fatos de terceiros por um sistema de notas da comunidade semelhante ao do X, no qual os usuários podem sinalizar publicações que acharem que precisam de mais contexto.
Buscas por alternativas à Meta também aumentam
Segundo o site, no mesmo período, as buscas no Google por “alternativas ao Facebook” também dispararam, assim como as buscas por Bluesky e Mastodon, duas plataformas de mídia social descentralizadas que vêm ganhando popularidade desde que Elon Musk assumiu o Twitter e o renomeou para X.
O CEO do Mastodon, Eugen Rochko, comentou esta semana sobre as mudanças na moderação de conteúdo da Meta, classificando-as como “uma preocupação para qualquer pessoa com consciência”.
Ele também destacou que os usuários que fazem postagens cruzadas do Threads para o Mastodon por meio do recurso de compartilhamento no fediverse do Threads serão monitorados no Mastodon em relação a discursos de ódio e violações das políticas da plataforma.
Mark Zuckerberg, dono da Meta – Foto: DREW ANGERER / AFP
Marck Zuckerberg, proprietário do Facebook, anunciou nesta terça-feira(7) que vai encerrar o funcionamento da checagem de fatos em suas plataformas
Proprietária do Instagram, Facebook, Threads e Whatsapp, a empresa Meta anunciou nesta terça-feira(7) que encerrará o sistema de verificação de conteúdo, levando ao fim o seu programa de checagem de fatos que auxilia no combate a desinformações e noticias falsas nas redes sociais.
Marck Zuckerberg, presidente e proprietário da Meta, publicou um vídeo em sua conta no Instagram onde falou sobre a decisão de retirar a verificação de conteúdo e criticou o que nomeou como “tribunais secretos” latino-americanos que “censuram redes sociais”. Apesar de não citar o Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu o X (ex-Twitter) em todo o país em agosto do ano passado, o magnata afirmou que o governo dos EUA deve lutar contra esse tipo de prática.
A retirada do programa de checagem de conteúdos indica um alinhamento da empresa com o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que tomará posse de segundo mandato no dia 20 de janeiro. Ontem, Trump afirmou a jornalistas que “provavelmente” as medidas tomadas têm relação com ataques que proferiu a Mark Zuckerberg.
Em 2021, após glorificar os atos violentos no Capitólio, em 6 de janeiro, Trump teve suas contas no Facebook e no Instagram suspensas. Em 2024, Trump afirmou que colocaria Zuckerberg em prisão perpétua, pois, segundo o presidente eleito, o empresário teria colocado as redes sociais contra ele.
Novo sistema
O dono da Meta disse que sua decisão é uma defesa da liberdade de expressão “que foi perdida” nas plataformas nos últimos anos e que “as eleições americanas também parecem ter sido um ponto de inflexão cultural para priorizar novamente o discurso”. O CEO ainda criticou as medidas adotadas por governos da União Europeia, América Latina e China, e afirmou que vai contar com Trump para pressionar governos de todo o mundo para encerrar a regulação que “censure a plataforma”.
A partir de agora, a empresa vai adotar mecanismo que permite aos seus próprios usuários que escrevam e classifiquem as informações postadas, adicionando contexto ou desmentindo o conteúdo, como ocorre hoje no X. O procedimento vai começar pelos EUA.
“Vimos essa abordagem funcionar no X – onde eles capacitam sua comunidade a decidir quando as postagens são potencialmente enganosas e precisam de mais contexto”, apontou o recém-nomeado diretor de assuntos globais da Meta, Joel Kaplan, um republicano que atuou nos governos de George W. Bush (2001-2009), como ex-vice-chefe de Gabinete da Casa Branca.
Outro magnata da tecnologia, Elon Musk, implementou sistema de notas da comunidade para apontar publicações enganosas no X, ainda com o nome Twitter, em 2022. Musk tem posicionado a rede social alinhada a Trump desde então. Em novembro do ano passado, o empresário foi anunciado como chefe do Departamento de Eficiência Governamental dos EUA, também chamado de Doge, um cargo antes nunca visto no gabinete presidencial.
Desde a vitória de Trump nas eleições, em novembro, a Meta busca estreitar as relações com os conservadores de maneira sutil. Zuckerberg até mesmo jantou com Trump em Mar-a-Lago no final de novembro, onde também se reuniu com Marco Rubio, senador que será secretário de Estado de Trump. Além disso, na semana passada, o magnata nomeou Kaplan e, na segunda-feira, 6, anunciou Dana White, chefe do UFC e aliado próximo de Trump, para o conselho de administração da Meta.
Para conseguir implementar a checagem de informações, a Meta construiu e financiou uma rede de organizações independentes que usavam suas recomendações sobre quando remover ou rotular uma publicação em uma de suas redes.
A mudança anunciada deixou as organizações muito surpresas. “Não sabíamos que isso aconteceria”, disse Alan Duke, editor-chefe do Lead Stories, um site de verificação de fatos que recebe financiamento da Meta. “Na verdade, tínhamos certeza de que o programa de verificação de fatos de 2025 estava em andamento e totalmente apoiado pela Meta.”
Para Bruna Martins, especialista em direito digital da Coalizão Direitos na Rede, uma organização que defende os direitos humanos na internet, a mudança é “lamentável” e mostra que a companhia de Mark Zuckerberg trata cidadãos não americanos como “meros números”.
Sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) (Rosinei Coutinho/SCO/STF)
Corte quer análise diárias de conteúdos de postagens na internet e até a identificação de usuário com base em georreferenciamento
O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou a abertura de uma licitação para contratar uma empresa que será encarregada de monitorar as redes sociais sobre conteúdos que envolvam a Corte. O valor do contrato, segundo o edital, é de 345.000 reais e prevê duração de um ano. A iniciativa surge no momento em que a Corte vem intensificando, ano a ano, o combate à disseminação de notícias falsas e ataques que sofre na internet.
O Supremo quer saber tudo que se fala sobre ele nas redes sociais. A empresa que vencer a licitação fará um acompanhamento ininterrupto do Facebook, Twitter, Youtube, Instagram, Flickr, TikTok e Linkedin.
O trabalho envolverá ainda a análise da imagem do Supremo, a identificação de assuntos relevantes abordados pelos usuários e a classificação do material. A empresa também terá a responsabilidade de identificar quem são as pessoas que estão compartilhando os conteúdos, especialmente os autores de menções negativas.
Monitoramento inclui georreferenciamento
O STF solicita no edital que a empresa contratada utilize uma ferramenta específica no trabalho de monitoramento. Ela precisa ser capaz de “identificar públicos, formadores de opinião, discursos adotados, georreferenciamento da origem das postagens, bem como avaliar a influência dos públicos, dos padrões das mensagens e de eventuais ações organizadas na web”.
Os ministros vão receber relatórios com balanços diários, semanais e mensais, identificando os formadores de opinião que debateram assuntos relacionados ao Supremo, com análise de seu posicionamento e sua capacidade de repercussão. O trabalho deve conter ainda uma avaliação geral do impacto da mobilização em torno de temas relacionados à Corte, com avaliação de seus reflexos na opinião pública.
Além dos dados precisos sobre a imagem da Corte no universo digital, a ferramenta deve inibir a difusão de ameaças feitas aos ministros. Os dados colhidos, se for o caso, poderão ser compartilhados com a Polícia Federal. *Fonte: VEJA.
Câmara americana aprovou projeto de lei que pode proibir rede social no país
A China disse nesta quarta-feira (13) que a possível proibição do TikTok nos Estados Unidos é “um ato de bullying”.
Os comentários, feitos pelo ministério das Relações Exteriores da China, vieram horas antes de uma votação da Câmara americana sobre um projeto de lei forçaria o proprietário chinês do TikTok ByteDance a vender o popular aplicativo de vídeos curtos para uma empresa americana – ou enfrentar a proibição em território americano, onde possui mais de 170 milhões de usuários.
“Mesmo que os EUA não tenham encontrado evidências de como o TikTok coloca em risco sua segurança nacional, ele nunca parou de ir atrás do TikTok”, disse Wang Wenbin, porta-voz do ministério.
Wang acusou os americanos de “recorrer a atos de bullying” quando não conseguiu ter sucesso na concorrência justa, dizendo que tal prática interromperia as operações de mercado, minaria a confiança dos investidores e sabotaria a ordem econômica global.
“Isso vai respingar nos EUA”, disse ele.
Autoridades e legisladores americanos têm expressado preocupações de que o governo chinês possa obrigar o dono do TikTok, o ByteDance, a entregar os dados coletados de usuários dos EUA. Eles também temem que o aplicativo possa servir como uma ferramenta para Pequim espalhar propaganda, desinformação ou influenciar os americanos.
Especialistas em segurança cibernética dizem que as preocupações de segurança nacional em torno do TikTok são ainda um cenário hipotético – embora preocupante. Autoridades dos EUA não apresentaram publicamente evidências de que o governo chinês tenha acessado os dados dos usuários do TikTok, mas dizem que seu projeto de lei tem a intenção de evitar esse cenário.
O projeto de lei, após aprovado na Câmara, segue agora para o Senado.
Em comentários recentes a repórteres, o representante republicano de Wisconsin, Mike Gallagher. que preside um comitê da Câmara na China, rejeitou as caracterizações do projeto de lei como uma proibição do TikTok.
“Não é uma proibição”, disse ele. “Coloca a escolha diretamente nas mãos do TikTok para cortar seu relacionamento com o Partido Comunista Chinês. Enquanto a ByteDance não for mais proprietária da empresa, o TikTok pode continuar sobrevivendo … a estrutura básica de propriedade tem que mudar.”
A China disse anteriormente que se “oporia firmemente” a qualquer venda forçada do TikTok.
“A venda ou alienação do TikTok envolve a exportação de tecnologia e os procedimentos de licenciamento administrativo devem ser realizados de acordo com as leis e regulamentos chineses”, disse um porta-voz do Ministério do Comércio da China em março do ano passado.
“O governo chinês tomará uma decisão de acordo com a lei.”
Na rede social chinesa Weibo, o Tiktok foi classificado entre os principais tópicos de tendências na quarta-feira (13), com a hashtag “Tiktok começa a lutar” atraindo 80 milhões de visualizações. Muitos usuários expressaram apoio ao aplicativo e seus esforços para contestar o projeto de lei, que incluem uma notificação em tela cheia incentivando os usuários a chamar seus representantes; alguns acusaram os EUA de serem hipócritas.
“Deixe-me contar uma piada: a sociedade americana é liberal e democrática, e tem uma economia de mercado completa”, disse um comentário.
O jornal estatal Global Times, um tabloide nacionalista, também aderiu à defesa do TikTok.
Em um editorial na semana passada, acusou os EUA de “abertamente tentar roubar TikTok.”
“A imagem da liberdade de expressão e do estado de direito nos EUA está em frangalhos, e o último projeto de lei é simplesmente mais uma prova disso”, disse. *Da CNN.
Sebrae divulga pesquisa sobre “Transformação Digital nos Pequenos Negócios. Para quatro em cada dez micro e pequenas empresas pernambucanas, mídias digitais respondem por mais de 40% das vendas
Pequenos negócios estão avançando na transformação digital, mas o caminho ainda é longo – FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
Os pequenos negócios no Brasil estão apostando na transformação digital. O movimento tem se consolidado ao longo dos últimos três anos, com as micros e pequenas empresas fazendo uso da informatização e das novas ferramentas digitais. Neste cenário, as redes sociais tomaram a dianteira, sendo usadas para abrigar perfis empresariais e para alavancar as vendas de produtos e serviços.
Dados da pesquisa “Transformação Digital nos Pequenos Negócios”, realizada pelo Sebrae, revelam que sete em cada dez empreendedores brasileiros têm perfis empresariais nas redes sociais. Em Pernambuco, o Instagram (71,2%) e o Facebook (36,2%) são as plataformas mais populares. O levantamento do Sebrae mostra que para quase metade dos pequenos negócios do Estado (42,6%), esses canais respondem por mais de 40% das negociações fechadas.
Vendas pelas redes sociais
No caso das vendas, o estudo aponta que 70% das MPEs brasileiras usam ferramentas digitais para a realização de vendas. Os pequenos negócios em Pernambuco têm a maior média do Brasil na utilização do WhatsApp como canal de vendas, com 67,3% de participação. Em seguida, aparecem o Instagram (52,8%) e o Facebook (21,1%).
No caso de outros serviços disponibilizados por meio desses canais, os mais recorrentes são a apresentação do catálogo de produtos e serviços (61,8%), o “fale conosco” para contato direto com a empresa (49,4%) e a apresentação dos preços dos produtos e serviços (41,8%).
Interação com o cliente
Na opinião do analista do Sebrae/PE Arthur Tavares, a pesquisa reforça o papel significativo que as redes sociais desempenham no atual cenário de empreendedorismo. “Elas oferecem maior alcance de público, permitem a divulgação de produtos e serviços de forma mais facilitada e ainda possibilitam que o empreendedor interaja de forma mais rápida com o público-alvo. Através delas, os empreendedores conseguem obter feedbacks praticamente imediatos sobre os produtos ou serviços que disponibilizam por meio das redes sociais”, comenta.
Para aqueles empreendedores que ainda não estão nas redes sociais, o analista faz um alerta: a ausência pode ser interpretada como falta de transparência ou de credibilidade. “Hoje em dia, as pessoas esperam que as empresas estejam nas redes sociais. Se seu negócio não está, você perde conexão com o cliente e deixa de construir uma presença positiva em relação à sua marca. As redes são ferramentas estratégicas e valiosas, principalmente para o crescimento dos pequenos negócios”, destaca.
Perfil do empreendedor
A pesquisa do Sebrae, que conta com 300 páginas, traz um diagnóstico dos pequenos negócios na era digital, com informações sobre todos os Estados do País. Além de revelar o processo de transformação digital, o estudo mostra o perfil do micro e pequeno empreendedor.
O trabalho apresenta uma divisão quase equilibrada quando o assunto é gênero, com 57% dos entrevistados sendo homens e 43% mulheres. Em relação à raça e cor, há uma distribuição diversificada, com uma ligeira predominância de brancos (45%) e pretos/pardos (48%). A faixa etária dominante está entre 35 a 54 anos, representando 49% dos entrevistados.
Quando se trata de educação, há uma divisão equilibrada entre aqueles com ensino médio e superior, ambos representando 39%. Isso indica um nível crescente de educação entre os empreendedores, o que pode influenciar a adoção e o uso de tecnologias.
Confira mais dados da pesquisa:
Perfil empresarial nas redes sociais/internet
71,2%: Instagram
36,2%: Facebook
8,7%: Site próprio
5,4%: TikTok
3,5%: LinkedIn
Serviços mais disponibilizados nas mídias digitais
61,8% possuem catálogo de produtos/serviços nas redes sociais
Conteúdo recomendado, comentários, menções e marcações passarão a ter mais restrições
Atualização está sendo realizada de forma automática – Pixabay/Reprodução
Com o objetivo de garantir que os adolescentes tenham experiências “seguras e adequadas à idade” durante o uso das redes sociais, a Meta anunciou, nesta terça-feira (9), uma atualização nas medidas de proteção do Instagram e do Facebook.
De acordo com a empresa, alguns tipos de conteúdos, como postagens relacionadas à automutilação e transtornos alimentares, passarão a ser ocultados para a faixa etária.
Além disso, as contas de adolescentes passarão a receber mensagens apenas de seus seguidores, e comentários ofensivos serão ocultados. Outra restrição diz respeito à marcação e menção das contas, que também será limitada.
Para tal, as configurações de controle, pesquisa e conteúdos recomendados passarão a ser mais restritivas. Segundo a Meta, mais de 30 ferramentas e recursos de proteção foram desenvolvidos com o auxílio de especialistas.
A atualização está sendo aplicada automaticamente nas contas dos adolescentes. Atualmente, a criação de uma conta nas redes sociais é liberada pela Meta para usuários com a idade mínima de 13 anos.
“A Meta está evoluindo suas políticas em torno de conteúdos que poderiam ser mais sensíveis para os adolescentes, o que é um passo importante para tornar as plataformas de mídia social espaços onde os adolescentes possam se conectar e ser criativos de maneiras adequadas à idade”, afirmou uma das psicólogas envolvidas no processo de desenvolvimento das ferramentas, doutora Rachel Rodgers. *Por Danielle Santana/Folha de Pernambuco.
WhatsApp lança edição de mensagens Divulgação Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link – Foto/Reprodução/ Valor Econômico
Recurso deve estar disponível para todos os usuários no decorrer das próximas semanas.
O WhatsApp agora permite editar as mensagens enviadas pelo app, disponível para celulares Android e iPhone (iOS). O recurso, que era muito aguardado, está sendo liberado aos poucos globalmente já a partir desta segunda-feira (22) e deve chegar para todos os usuários no decorrer das próximas semanas. Com a novidade, é possível fazer edições no conteúdo enviado em até 15 minutos após realizado o envio. Nas linhas a seguir, saiba tudo sobre a nova função de editar mensagens no WhatsApp.
Para editar uma mensagem enviada no WhatsApp, será preciso dar um toque longo no balão da mensagem e, então, tocar sobre “Editar”. O conteúdo modificado será sinalizado com a etiqueta “Editado” – assim, os usuários poderão saber quando você fizer alguma alteração nas mensagens. Será possível fazer a edição em todas as versões do WhatsApp, seja mobile ou web.
Apesar da sinalização de mensagem editada, o histórico de edição não é mostrado para o destinatário. É válido reforçar que os conteúdos só poderão ser modificados durante a janela de quinze minutos depois do envio – após esse período, o botão “Editar” não ficará mais disponível no menu da mensagem.
Caso o menu para editar mensagens não tenha aparecido para você, uma boa opção é atualizar o aplicativo. Você pode fazer a atualização de forma manual, indo até a loja de apps do seu celular – App Store para iPhone, e Google Play Store para Android – e buscando por “WhatsApp”. Se houver um update disponível, basta tocar sobre “Atualizar”. Outra opção é usar a atualização automática do sistema (veja como fazer aqui).
É preciso avaliar os riscos que redes sociais trazem em diferentes idades, como problemas de atenção, estresse e ansiedade – Foto: Bigstock
86% dos usuários de Internet entre 9 e 17 anos (aproximadamente 21 milhões de brasileiros) têm perfil em rede social, mas praticamente metade não têm seus e-mails e perfis verificados pelos pais. Este é um dos resultados que chamam atenção na pesquisa TIC KIDS ONLINE BRASIL, que entrevistou presencialmente 2.604 crianças e adolescentes, assim como seus pais e responsáveis. A pesquisa é feita pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil desde 2012 e procura levantar evidências sobre o uso da internet por crianças e adolescentes no Brasil.
Como as redes sociais interferem no comportamento dos jovens? Elas podem aumentar os casos de ansiedade e depressão entre crianças e adolescentes? Podem piorar a concentração? De que forma os pais devem acompanhar seus filhos no ambiente virtual? Como estar atento sem quebrar a confiança do filho? Que regras podem ser combinadas? No episódio de hoje, a gente conversa com a psiquiatra Julia Khoury, que é mestre e doutora em dependências tecnológicas.
Prós e contras
Primeiramente, esse envolvimento pode trazer efeitos positivos e negativos. Segundo estudo que eu e meus colegas já realizamos, o uso da rede social é importante para que o adolescente receba apoio emocional, construa uma comunidade e tenha espaço para se expressar. No entanto, pode impactar negativamente a saúde mental e o bem-estar dele.
Em nosso trabalho no Grupo de Pesquisa em Ciberpsicologia da Nottingham Trent University, conversamos com jovens adolescentes, seus pais e professores sobre os desafios percebidos e os danos do uso das redes sociais. Como resultado, descobrimos que eles passam cada vez mais tempo online, apresentam mudanças de comportamento devido ao julgamento antecipado de colegas, e sofrem consequências cognitivas e emocionais graves, como problemas de atenção, estresse e ansiedade.
Além disso, novas pesquisas sugerem que dessas redes também pode interferir na satisfação que a criança ou adolescente tem com a vida. Em uma grande amostra do Reino Unido com mais de 17 mil jovens entre 10 e 21 anos, pesquisadores descobriram que os efeitos prejudiciais aparecem principalmente aos 14, 15 e 19 anos para meninos, e aos 11, 12, 13 e 19 anos para meninas.
Outro fator a ser avaliado é em relação ao tempo excessivo de exposição às telas, que pode estar associado a sintomas de estresse, ansiedade, depressão e vícios. De acordo com a Academia Americana de Pediatria, crianças menores de 2 anos não devem ser expostas em momento nenhum às telas, e aquelas com até 5 anos devem usá-las por, no máximo, uma hora por dia, com foco em conteúdo educacional. Só que, embora não saibamos exatamente que tipo de informação as crianças estão assistindo nas redes sociais, é improvável que seja algo de alta qualidade. Fonte (G1)
Decisão foi tomada após aplicativo cumprir “de forma precária” determinação de fornecimento de dados sobre grupos nazistas que utilizam a plataforma.
O aplicativo de mensagens Telegram será suspenso temporariamente em todo o Brasil e ainda terá de pagar multa de R$ 1 milhão por dia por não ter cumprido decisão da Justiça Federal do Espírito Santo, que determinou no último dia 19 que dados sobre grupos neonazistas que utilizam o aplicativo fossem entregues à Polícia Federal (PF) para investigação.
Em 19 de abril, a Justiça Federal solicitou que a plataforma fornecesse em 24 horas “dados cadastrais com nome, nome de usuários, CPF, foto do perfil, status do perfil, e-mail, endereço, dados bancários e do cartão de crédito cadastrados, contatos fornecidos para recuperação de conta, dispositivos vinculados (incluindo IMEI, se houver), número de confiança indicado para a autenticação de dois fatores e logs de criação (contendo IP, data, hora, fuso horário GMT/UTC e porta lógica)” de todos os usuários de dois canais abertamente anti-semitas hospedado pelo Telegram.
Esta primeira decisão estabelecia R$ 100 mil em multa por dia de atraso.
A resposta dada pelo aplicativo foi considerada “precária” pela Justiça. No caso de um dos canais, o Telegram informou que, apesar do canal já ter sido deletado, havia um usuário, um número de telefone e um IP vinculados ao administrador dele.
Em relação ao segundo canal, a plataforma disse “com base no ID fornecido, foi possível identificar que o grupo já foi deletado. Assim, para recuperar dados privados de seu administrador, é necessário o seu número de telefone”.
No entendimento da Polícia Federal, “a despeito da resposta dentro do prazo, as informações fornecidas não atendem à ordem judicial. Salienta-se que a determinação era para que o Telegram encaminhasse os dados cadastrais de TODOS os integrantes do canal e do grupo de chat”.
A decisão judicial desta quarta-feira concorda: “O Delegado de Polícia Federal peticionante tem razão ao argumentar que o cumprimento deficitário da ordem judicial pelo Telegram não se justifica.”
Assinado pelo juiz Wellington Lopes da Silva, o documento estabelece que “a sanção de suspensão temporária das atividades do Telegram no Brasil é medida que pode ser efetivada desde logo nestes autos, por meio da expedição dos ofícios às empresas referidas”.
E também dispõe sobre o valor a ser pago pelo Telegra: “majoro a multa anteriormente cominada para R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) por cada dia de atraso no cumprimento fidedigno da decisão anteriormente proferida ou 5% (cinco por cento) do faturamento do grupo econômico no Brasil no exercício de 2022, o que for menor”.
Em nota, a Polícia Federal (PF) informou que, em razão do descumprimento de determinação judicial provocada pela PF no interesse de uma investigação em curso, foram determinadas sanções ao aplicativo Telegram, que estão sendo executadas nesta data. Com Informações da (CNN Brasil).