Professores do Recife fazem ato por reajuste salarial e melhores condições de trabalho

PARALISAÇÃO DE PROFESSORES

Simpere convoca professores a paralisarem as atividades por 24 horas
Simpere convoca professores a paralisarem as atividades por 24 horas – Foto: Filipe Gondim

Por Mirella Araújo/JC

O ato busca pressionar a Prefeitura garantindo o reajuste de 6,27% dos salários, além de assegurar melhores condições de trabalho nas escolas da rede

Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere) vai reunir a categoria para um grande ato nesta quarta-feira (12), às 15h, no Marco Zero, no bairro do Recife, data em que se celebra o aniversário da capital pernambucana.

A entidade convocou os docentes a paralisarem as atividades por 24 horas. No entanto, a Secretaria de Educação do Recife informou que as aulas nas escolas e creches da rede municipal serão mantidas normalmente.

O ato tem como objetivo pressionar a Prefeitura a cumprir a Lei do Piso Nacional do Magistério, garantindo o reajuste salarial de 6,27%, além de cobrar melhores condições de trabalho nas unidades de ensino.

“Nenhuma cidade se desenvolve sem investimento sério na educação. Nossa luta não é só pelos nossos direitos, mas pelo futuro da educação pública no Recife. No dia 12, paralisamos para dizer: educação de qualidade se faz com valorização dos profissionais”, reforçou Anna Davi, uma das coordenadoras do sindicato.

A pauta também inclui outras reivindicações que, segundo o Simpere, seguem sem resposta por parte da gestão municipal. Entre elas estão: o pagamento do piso na carreira para professores ativos e aposentados, o cumprimento da Lei da Aula-Atividade, melhorias no Saúde Recife e a garantia de estrutura adequada para atender crianças com deficiência nas escolas.

Educação Especial

Em conversa com a coluna Enem e EducaçãoJaqueline Dornelas, uma das coordenadoras do Simpere, destacou que o sindicato não pode se limitar a reivindicações apenas salariais.

No caso da Educação Especial, a entidade volta a cobrar investimentos no quadro de professores e de Agentes de Apoio ao Desenvolvimento Escolar Especial (AADEE) para suprir a demanda existente na rede municipal – que conta com mais de 8.200 crianças com deficiência matriculadas.

Professores da UFRPE aderem à greve nacional; saiba quando começa a paralisação das aulas

GREVE

A paralisação começa a valer a partir de segunda-feira, dia 29 de abril.
A paralisação começa a valer a partir de segunda-feira, dia 29 de abril. – Foto: Divulgação

Decisão contou com 188 votos favoráveis

Os professores da Universidade Federal Rural de Pernambuco UFRPE decidiram, na tarde desta quinta-feira (25), aprovar a desão à greve nacional dos servidores públicos federais.

A decisão aconteceu durante assembleia, realizada no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Aduferpe) por 188 votos favoráveis, 16 contrários e 3 abstenções. A paralisação começa a valer a partir de segunda-feira, dia 29 de abril.

A assembleia foi realizada na Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST), na quarta (24), e na quinta (25) na sede da Aduferpe, em Dois Irmãos.

Na UAST, foram 47 votos favoráveis à greve, 6 contrários e 2 abstenções.  Já na sede 141 docentes votaram a favor da greve, 10 contrários e 1 abstenção. A assembleia contou com a participação de mais de 500 pessoas entre estudantes, técnicos e docentes, mas apenas esta última categoria teve direito ao voto.

A categoria exige 22,7% de reajuste salarial.
A categoria exige 22,7% de reajuste salarial. FOTO: Divulgação

A categoria exige 22,7% de reajuste salarial para recompor as perdas salariais com a inflação nos últimos anos. Os professores pedem reajuste dividido em três parcelas iguais de 7,06% em maio, de 2024, 2025 e 2026.

Como contraproposta, o governo ofereceu um reajuste de 9% para 2025, e 3,5% para 2026, mas segue sem ceder para um aumento que aconteça ainda neste ano.

A categoria deve enviar a documentação à reitoria para formalização do movimento. O prazo legal é de 72 horas. *Por Folha-PE

Sintepe realiza nesta quinta-feira mais uma paralisação da Rede Estadual de Ensino

EDUCAÇÃO

Arte/Sintepe

Em mais uma atividade da Campanha Salarial Educacional 2024, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) realiza nesta quinta-feira, 18 de abril, mais um Dia Estadual de Paralisação na Rede Estadual de Ensino.

Portanto, não haverá aula ou outras atividades nas escolas estaduais nesta quinta-feira. Haverá um ato público na Praça do Derby, às 10h, no Recife.

Amanhã também é o Dia Nacional de Luta pelo Piso Salarial, Carreira e Defesa do Ensino Médio. Entre as principais reivindicações dos professores e demais servidores da rede estadual de ensino.

Destacam-se os seguintes:

  • Valorização profissional, com a repercussão do piso salarial do magistério em toda a carreira da educação, recuperação das perdas salariais de 2023 e a reformulação do Plano de Cargos e Carreiras;
  • Imediata convocação dos aprovados no concurso público para professores, analistas e administrativos;
  • Democracia nas Escolas: eleições para diretor e diretora das escolas estaduais, para a comunidade escolar participar das decisões dentro das escolas;
  • Melhora urgente na infraestrutura, com instalação de ar-condicionado em todas as salas de aula da rede estadual de ensino;
  • Fornecimento de merenda de qualidade, com a compra de frutas e legumes da agricultura familiar, construindo e reformando refeitórios nas unidades educacionais.

O Sintepe já realizou duas rodadas de negociação com o Governo do Estado e avançou em vários pontos da pauta de reivindicações. No próximo dia 25 de abril, o Sindicato vai participar de outra rodada de negociações, na sede da Secretaria de Administração. No dia 26, o Sindicato realiza mais uma assembleia geral onde vai deliberar, junto com a categoria, sobre a proposta do governo. *Fonte: Assessoria/Sintepe.

GREVE DOS PROFESSORES: Professores da rede estadual decretam Greve em protesto contra Piso apresentado por Raquel Lyra

PARALIZAÇÃO DOS PROFESSORES

Em assembleia do Sintepe, professores decretam greve
Em assembleia do Sintepe, professores decretam greve – Foto/Divulgação

Professores protestam contra a aprovação do piso salarial da categoria, apresentado pelo governo Raquel Lyra e aprovado na Alepe

Aulas são paralisadas em Pernambuco nesta quinta-feira

PARALIZAÇÃO DOS PROFESSORES

Foto: Acervo JC Imagem
Foto: Acervo JC Imagem

Nesta quinta-feira (25), os professores da rede estadual de ensino de Pernambuco paralisam as atividades nas unidades de ensino. Em campanha salarial, a categoria cobra da governadora Raquel Lyra (PSDB) uma nova proposta para pagamento do reajuste do piso salarial, de 14,95%. O Estado já enviou à Assembleia Legislativa um projeto em regime de urgência para pagamento do aumento, porém só contempla um pequena parte da categoria.

Contrários à atual proposta apresentada pela governadora, os professores prometem paralisar as aulas em todas as unidades de ensino do Estado. De acordo com o sindicato dos profissionais da educação de Pernambuco (Sintepe), o dia será de diálogo com a população sobre a Campanha Salarial Educacional 2023, mobilização em torno das escolas e panfletagem.

Irão paralisar as atividades professores, analistas e administrativos de cada escola, além de terem sido convocados os profissionais que atuam em outras unidades administrativas. Atualmente, a Rede Estadual de Ensino conta com 1.056 escolas e atende 519.229 estudantes na educação básica.

Segundo o sindicato, apesar das paralisações, o dia letivo estará garantido, pois haverá aula em uma parte do turno. Também não será interferido o serviço de almoço/merenda aos estudantes.

As paralisações acontecem de maneira coordenada em cada unidade de ensino. Nas escolas integrais de 45 horas/aula a paralisação será após o almoço. Nas escolas integrais de 35h/a, a parada das atividades é após o lanche.

Após o lanche ser servido,  as escolas regulares do turno diurno terão as atividades paralisadas, mesma situação das escolas de turno vespertino.

No caso das unidades com ensino noturno, haverá aula e demais atividades apenas durante meio expediente.  Nas demais unidades de trabalho a paralisação também contempla metade do turno. Novas paralisações estão marcadas para os dias dois e seis de junho.

Projeto de Raquel Lyra para os professores na Alepe

A governadora Raquel Lyra enviou em regime de urgência à Alepe proposta de reajuste do piso dos professores que contempla apenas 32% da categoria, sem nenhum percentual de reajuste para a maioria dos professores.

O governo do Estado alega ser “inviável” aplicar o reajuste de 14,95% a todos os professores, mas mesmo aberto à negociação, não apresenta nenhum outro percentual de reajuste.

Na última terça-feira (23), profissionais da educação realizaram passeata até o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo do Estado. Segundo Ivete Caetano, presidente do Sintepe, apesar da categoria ter sido recebida, foi “decepcionante a reunião com o Governo”.

“Fomos recebidos por técnicos que apenas confirmaram os dados que trouxemos, mas nenhum deles tem poder político de decisão. Os dados estão aí, o Governo sabe que temos ciência dos números, falta vontade política”, explicou.

Os professores cobram que a governadora apresenta uma nova proposta de reajuste, contemplando toda a categoria, retirando de pauta o texto já enviado à Alepe.

Na Casa Legislativa, o projeto atual tem até o dia 31 de maio para o recebimento de emendas. Após 10 dias úteis é que o texto vai ser votado na Comissão de Justiça, tendo ainda que passar por outras três comissões antes de chegar ao plenário da Alepe. Parlamentares se propuseram, inclusive, para em comissão, discutirem com a Casa Civil o regime de urgência e necessidades de mudança no texto do reajuste do piso enviado pela governadora. Fonte (JC).

Pernambuco: profissionais da educação estadual farão paralisação nesta quinta-feira 25

PARALIZAÇÃO DOS PROFESSORES

Sintepe realiza primeira paralisação do ano nas escolas da rede estadual
A presidente do Sintepe, Ivete Caetano – Foto/Divulgação

Na manhã desta terça-feira (23), o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação de Pernambuco (Sintepe), realizou uma Assembleia Geral em frente a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Após a Assembleia, foi realizada uma passeata até o Palácio do Campo das Princesas, onde mais uma vez a categoria tentou negociar o reajuste de 14,95% para todos os servidores e servidoras da Secretaria de Educação de Pernambuco.

Após a reunião no Palácio, a presidente do Sintepe, Ivete Caetano criticou a postura do governo e a falta de diálogo com a categoria.

“Nós não estamos mais numa situação de debate técnico, então, nós fomos recebidos por técnicos e não pelo secretário da Casa Civil [José Neto], nem pela vice-governadora [Priscila Krause] e nem pela governadora [Raquel Lyra]. Queremos dizer que isso merece toda a nossa indiguinação”, destacou Ivete.

A presidente do Sintepe lembrou que o governo já sabe qual a proposta da categoria, que é em relação à tramitação do Projeto de Lei que trata sobre o piso, “que é a suspensão do regime de urgência, ou até a retirada do PL pra que a gente possa fazer a negociação”.

Ainda segundo Ivete, apesar dos técnicos terem dito que o governo quer dialogar, para ela o que querem é fazer escutas. “Escuta não é diálogo e a gente não está numa situação pra fazer escuta”, afirmou.

Diante do impasse a categoria fará uma paralisação nesta quinta-feira (25) e fará um diálogo com as comunidades. Também será entregue uma carta à Comunidade Escolar.

O Sintepe representa servidores da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco (professores, analistas educacionais e administrativos) e diz que garante a todos eles, sejam concursados ou contratos temporários, o direito de aderir à paralisação sem sofrer qualquer tipo de perseguição.

Em Pernambuco, aulas serão paralisadas em dia de protesto com greve de professores

PARALISAÇÃO DE PROFESSORES

BRENDA ALCÂNTARA/JC IMAGEM
Professores de Pernambuco irão fazer um dia de paralisação – Foto/Divulgação. Por/JC/NE

Além da aplicação do reajuste do piso salarial com rebatimento em toda a categoria, os professores cobram do estado a homologação dos resultados de concursos.

Os professores da rede pública do Estado de Pernambuco decidiram em assembleia, realizada nesta terça-feira (28), pela convocação de um dia de paralisação antes da última rodada de negociação com o governo do Estado. A categoria cobra a aplicação do reajuste de 14,95% do piso salarial para toda a categoria, além de homologações de concursos e eleições diretas para diretores das unidades de ensino.

Os professores irão cruzar os braços no próximo dia 11 de abril. A expectativa é de que no dia seguinte, a gestão estadual acate a proposta defendida pela categoria.

“A gente entregou a pauta ao governo do estado no dia 10 de fevereiro, e tivemos duas rodadas de negociação, já vai completar dois meses e o governo não apresentou nenhuma proposta em relação ao principal ponto da pauta, reajuste de 14,95% na carreira”, diz a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe), Ivone Caetano.

Além da aplicação do reajuste do piso salarial com rebatimento em toda a categoria, os professores cobram do estado a homologação dos resultados dos concursos para analistas e administrativos, da educação inclusiva e do Conservatório Pernambucano de Música e posicionamento sobre a revogação do Novo Ensino Médio.

“É lei. Então o governo até agora só confirmou o pagamento do piso para os salários iniciais. Mas não disseram ainda como será, em que mês. A maior parte da categoria se encontra na carreira, por isso cobramos o reajuste do piso para todas as faixas salariais”, detalha Ivone.

A secretaria de Administração de Pernambuco, responsável pela negociação salarial, diz que o Estado iniciou o diálogo com o sindicato, estando ainda em fase de negociação.

Nesta quarta-feira (29), os professores da rede pública de ensino do Recife também realizam assembleia para definir sobre deflagração de greve. O movimento na capital também cobra a aplicação do reajuste do piso salarial para toda a categoria.