O presidente Jair Bolsonaro entrou em modo desespero nesta quinta feira (28), enquanto estava no avião a caminho do Rio de Janeiro, deu ordem de meia volta, volver, a caminho de Brasília.
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Lá, quando chegou, estava pegando fogo, e ele decidido a uma ruptura radical. Mas teve duas reações. De um lado, os comandantes das três forças militares – Exército, Marinha e Aeronáutica – foram categóricos contra qualquer ruptura institucional, reafirmando o compromisso para respeitar o resultado das urnas. De outro lado, os políticos do núcleo duro da base do Governo, especialmente Artur Lira e Ciro Nogueira, foram inteiramente contra a postura de sublevação de Bolsonaro, deixando claro que não seguiriam sua a posição.
Restou ao atual presidente conceder uma entrevista ladeado apenas pelo ministro da Justiça e pelo aposentado general Heleno, na quais reclamou contra o famoso Xandão, ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, no tocante a suposta manipulação das inserções em rádios a favor de Lula. Mas no final, prevaleceu a posição dos comandos militar e político: quem ganhar domingo vai assumir a Presidência da República.
As razões: “apurei que o desespero de Bolsonaro se dá por conta do crescimento da diferença em favor de Lula. Segundo os famosos tracking internos, o petista tem vantagem crescente e ontem atingiu 8 pontos na dianteira, com tendência de crescimento em favor do PT. Até o candidato de Bolsonaro em São Paulo, Tarcísio Freitas, deu entrevista dizendo que vai ter uma relação respeitosa e republicana com Lula”. Dise magno
Bolsonaro tem recebido notícias da fuga de muitos membros do centrão em direção a Lula. Assim, a tropa de choque da campanha de Bolsonaro quer que ele vá para a confrontação, especialmente os filhos Carlos e Eduardo, bem como o ministro Fábio Farias. Isso significa que o debate desta sexta (28) vai ser um dos mais emocionantes e decisivos que já se deu neste País
O TRE de Pernambuco deferiu dois pedidos de liminar apresentados pela coligação Pernambuco quer Mudar contra a concorrente Pernambuco na Veia. Nos dois, a chapa encabeçada pela ex-prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, argumenta que foi alvo de “divulgação de fatos sabidamente inverídicos”. As inserções da propaganda eleitoral gratuita descritas nas representações judiciais devem ser suspensas e em caso de descumprimento, tanto a campanha da deputada federal Marília Arraes, responsável pelas publicações, quanto as emissoras de televisão estão sujeitas a multa de R$ 10 mil por infração.
As peças publicitárias abordam um episódio de rebelião na Funase, no município de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, que terminou com a morte de um adolescente, na época que a candidata Raquel Lyra era secretária da Criança e Juventude, responsável pela instituição.
No processo 0603517-15.2022.6.17.0000, o pedido apresentado é para a suspensão imediata do conteúdo veiculado durante o guia eleitoral do último dia 25 de outubro, às 13h16. Neste caso, o relator, desembargador eleitoral auxiliar Dario Rodrigues Leite de Oliveira, esclarece que decidiu por autorizar “a concessão tutela de urgência para remoção da peça impugnada, na medida que a publicidade objurgada apresenta fatos aparentemente dissociados da realidade”.
No processo 0603516-30.2022.6.17.0000, é demandada a remoção de peças publicitárias de 30 segundos, veiculadas ao longo da programação da TV e a concessão de um direito de resposta, que foi negado. “Por sua vez, o requisito do perigo da demora também se encontra presente, na medida em que quanto mais tempo a inserção estiver sendo veiculada, mais a mensagem distorcida é difundida em escala exponencial, circunstância a prejudicar não só a Representante-candidata, mas a própria higidez do Processo Eleitoral”, descreveu o desembargador Dario Leite em sua decisão.
Mas não é hora pra tratar disso, senão a gente esquece a gestão, alegou
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O vice-prefeito de Afogados da Ingazeira Daniel Valadares, do MDB, falou ao Debate das Dez do programa Manhã Total sobre a relação com o pai, o ex-prefeito Totonho Valadares.
Totonho decidiu pelo apoio a Marília Arraes e Daniel, vota em Raquel Lyra. O prefeito disse que a relação entre pai e filho sempre será a mesma, mas admitiu o distanciamento político.
“A relação de pai e filho com Totonho é a mesma, mas ele tem caminho diferente nessa eleição”.
Daniel fez avaliação positiva da votação de seus candidatos e lamentou a não chegada de Gonzaga Patriota ao décimo primeiro mandato, apesar de entender que ele não ficará sem função pública ano que vem.
Sobre seu mandato, invocou a sua posição em busca de emendas para o governo Sandrinho, dizendo que sua participação deu uma nova cara à função de vice-prefeito.
“Busco trazer recursos para Afogados. Estou sendo essa semente”, disse, afirmando ter conseguido quase R$ 2,5 milhões. Registre-se, outro aliado, Raul Henry, também não teve êxito eleitoral, quebrando a corrente das fontes de recursos defendida por ele. “Mas já tem deputado eleito me ligando. Vamos avaliar”.
Sobre 2024, disse que “é claro que quer” repetir a chapa com Sandrinho. “Ele também quer. Mas se a gente for parar para falar disso agora, não tem o que apresentar em 2024. Temos que construir até lá essa relação na política e na gestão”.
Uma denúncia ao Ministério Público do Rio de Janeiro e uma carta aberta de fiéis da Paróquia Nossa Senhora do Desterro relatam atitudes de intimidação de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL), em Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, onde hoje ocorre um comício do presidente.
27.out.2022 – Ato de Jair Bolsonaro na praça da Paróquia Nossa Senhora do Desterro em Campo Grande, na zona oeste do Rio. Imagem: Marcelo Ferraz/UOL
A paróquia —que é a igreja mais antiga do bairro, fundada em 1755— está fechada desde segunda-feira (24) para evitar vinculação ao ato de campanha de Bolsonaro. Três pessoas ligadas à paroquia relataram ao UOL que, desde sábado (22), apoiadores do candidato à reeleição acamparam na praça Dom João Esberard e intimidaram funcionários para entrar na igreja.
O UOL procurou a assessoria de imprensa da campanha de Jair Bolsonaro, mas ainda não obteve retorno.
Apoiadores de Bolsonaro quiseram conhecer o local para que este fosse um espaço de apoio ao evento de campanha.
Integrantes daquela comunidade religiosa —que preferiram não ter suas identidades reveladas— contam que simpatizantes de Bolsonaro tentaram, sem autorização, visitar o espaço interno da paróquia para conhecer a infraestrutura e usá-la no ato de hoje. Além disso, relatam que os bolsonaristas coagiram funcionários da paróquia para fazer uma reunião não agendada com o padre.
No domingo (23), o padre não permitiu o uso da igreja como base para o ato de hoje, alegando que ela deve se manter neutra na campanha eleitoral. Ante a negativa, os apoiadores continuaram intimidando padres residentes da paróquia e funcionários.
Temendo pela segurança dos fiéis e da paróquia, a igreja fechou as portas durante toda esta semana.
O José Francisco Alves —morador da região que participa das atividades da paróquia— denunciou o caso ao MP-RJ. Ele se disse perplexo.
“Tudo tem limite, até se apropriar de forma indevida do nome das pessoas e das instituições. Nunca vi algo parecido em nossa comunidade e em nenhuma paróquia de nossa região”, afirma ele.
Por meio das redes sociais o padre João Lucas, da Congregação dos Sagrados Corações, falou sobre o evento político e desvinculou a atividade do espaço religioso.
“Gostaria de esclarecer que a praça Dom João Esberard, situada em frente à Paróquia Nossa Senhora do Desterro, em Campo Grande, não pertence à paróquia, mas à Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro. Desta forma, qualquer evento a ser realizado nesta referida praça, a autorização deverá ser requerida ao órgão responsável na prefeitura.”.
Imagens da campanha de Bolsonaro que convocam para o ato mostram ao fundo a fachada da igreja —o que também foi motivo de uma fala do padre no Instagram da paróquia. “Sobre o uso de imagens —vídeo e fotos— das igrejas no território da arquidiocese, a autorização deverá ser solicitada ao Vicariato da Comunicação Social, por e-mail e com antecedência”, disse o pároco.
A Arquidiocese do Rio de Janeiro, por meio de sua assessoria de comunicação, diz que não recebeu nenhum pedido de autorização para uso da imagem da paróquia pela campanha de Bolsonaro.
A carta aberta dos paroquianos, que há possui adesão de mais de 2.500 pessoas, será entregue ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao cardeal Dom Orani, arcebispo do Rio.
Segundo um dos envolvidos, o objetivo é mostrar a insatisfação da comunidade ante o uso indevido da imagem da Igreja Matriz e o assédio que relatam ter sofrido para utilização do espaço sagrado.
Em um dos trechos da carta, os paroquianos reforçam a mensagem do pároco de que, “pela fé, já conhecemos e defendemos: Igreja não é palanque!”.
Enquanto a candidatura do Sr. Jair Messias Bolsonaro alega constantemente que seu adversário político vai promover o ‘fechamento de igrejas’, é efetivamente a ação de sua campanha eleitoral, que aqui denunciamos, que acarretou fechamento temporário do templo religioso, que existe há quase 270 anos e se localiza na região central do bairro de Campo Grande.”.
Trecho da carta aberta de fiéis da Paróquia Nossa Senhora do Desterro.
Eles relatam ainda que paroquianos bolsonaristas ficaram descontentes com a não acolhida ao evento do presidenciável. Contaram ainda que alguns deles foram contra a carta e contra a postura dos padres de terem fechado a igreja nesta semana.
Alves afirma que não havia outra opção, senão fechar as portas da paróquia.
“Foi uma ação prudente dos sacerdotes para preservarem a integridade dos fiéis, mediante a organização, montagem, evento. Mas nós fomos privados nesta semana das missas, confissões, das ações das pastorais e dos movimentos e também das ações sociais que realizamos com o povo de nossa comunidade”, reclamou.
Em nota, a Arquidiocese do Rio diz que sempre orientou a não-utilização de imagens de igrejas para fins que não sejam da evangelização e assistência ao povo. Também afirmou que a Praça Dom João Esberard é de responsabilidade da Prefeitura do Rio e que a paróquia não possui nenhuma participação na gestão da mesma.
A pesquisa divulgada nesta quinta-feira está registrada no TSE sob o número BR-04208/2022. Foram entrevistadas 4.592 pessoas, entre terça-feira (25/10) e esta quinta-feira (27/10), em 253 municípios das 27 unidades da Federação
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27/10) – (crédito: EVARISTO SA / AFP – NELSON ALMEIDA / AFP)
O Instituto Datafolha divulgou, nesta quinta-feira (27/10), a quarta pesquisa da empresa que apura a preferência dos eleitores sobre os dois candidatos à Presidência da República, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou o presidente, Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, no segundo turno das eleições. De acordo com os números, o ex-presidente tem 49% dos votos totais. Já o atual presidente ficou com 44%.
Brancos e nulos ficaram com 5% e não sabem 2%.
No último levantamento do Datafolha, divulgado na quarta-feira da semana passada (19/10), Lula estava à frente, com 49%. Bolsonaro tinha 45% — logo, oscilou 1% percentual para baixo, dentro da margem de erro. A vantagem do petista diminuiu um ponto, dentro da margem de erro, em relação ao levantamento anterior. Nulos e brancos somam 4% e 1% de indecisos. Nos votos válidos, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) faz a totalização, o petista viu a vantagem diminuir em dois pontos: 52% a 48%, contra 53% a 47% na semana passada.
A pesquisa divulgada nesta quinta-feira está registrada no TSE sob o número BR-04208/2022. Foram entrevistadas 4.592 pessoas, entre terça-feira (25/10) e esta quinta-feira (27/10), em 253 municípios das 27 unidades da Federação. O levantamento foi contratado pela empresa Folha da Manhã, que edita o jornal Folha de S.Paulo, e pelo grupo Globo, ao custo de R$ 615.874.
Levantamento foi feito entre os dias 21 e 26 de outubro
Raquel Lyra e Marília Arraes – Reprodução
A segunda pesquisa para o Governo de Pernambuco realizada pelo Instituto Potencial em parceria com a Folha de Pernambuco aponta uma pequena subida (0,2%) de ambas as candidatas na intenção de votos estimulada. A ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB) saiu de 50,1% para 50,3%, enquanto a deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) pulou de 46,3% para 46,5%. O novo levantamento mantém o empate técnico no limite da margem de erro, que chega a 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. Mil pessoas, de 70 municípios, abrangendo todas as regiões do Estado, foram entrevistadas por telefone, do dia 21 de outubro de 2022 até ontem (26 de outubro).
A diferença também foi pequena entre os que ainda não sabem em quem votar: 2,5% contra 2,6% nos dados anteriores. A maior queda foi entre os que não quiseram responder. O primeiro levantamento registrou 0,4% e agora, 0,1%. Entre os primeiros entrevistados, 0,3% disse que vai anular o voto. O índice cresceu agora para 0,4%. O percentual se manteve entre os que afirmam votar em branco: 0,3%
Maioria das pessoas ouvidas é mulher (536), contra 464 homens. O maior número (245) se concentra na faixa etária de 45 a 59 anos e o menor (17), entre 16 e 17 anos. A partir dos 70 anos, o eleitor não é mais obrigado a votar, mas 58 deles, até os 79 anos, e 26 com idade superior a 79 anos foram entrevistados. 207 têm de 25 a 34 anos e outros 207, de 35 a 44. De 60 a 69 anos de idade, são 106; 84 estão entre 21 e 24 anos, e 50 têm de 18 a 20 anos.
Sobre o grau de instrução, 255 pessoas disseram ter ensino médio completo; seguidas por 241 com fundamental incompleto; e 156 com ensino médico incompleto; 109 delas apenas leem e escrevem; 79 têm o superior completo, enquanto 67 se declararam analfabetas; 48 fizeram o fundamental completo e 45 não concluíram o ensino superior.
Entre os entrevistados, 594 afirmaram ter até dois salários mínimos como renda mensal familiar; 271 recebem mais de dois e até cinco salários mínimos; 80 falam em mais de cinco e até dez salários; e 55 consultados declararam renda mensal superior a dez salários mínimos.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o nº PE-01529/2022
A segunda pesquisa para o Governo de Pernambuco realizada pelo Instituto Potencial em parceria com a Folha de Pernambuco aponta uma pequena subida (0,2%) de ambas as candidatas na intenção de votos estimulada. A ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB) saiu de 50,1% para 50,3%, enquanto a deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) pulou de 46,3% para 46,5%. O novo levantamento mantém o empate técnico no limite da margem de erro, que chega a 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. Mil pessoas, de 70 municípios, abrangendo todas as regiões do Estado, foram entrevistadas por telefone, do dia 21 de outubro de 2022 até ontem (26 de outubro).
Em sabatina do Correio, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o presidente Jair Bolsonaro, que, segundo ele, não conversa com ninguém, e disse que pretende fazer diferente caso seja eleito
(crédito: Reprodução/YouTube)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (27/10), em sabatina no Correio Braziliense e na rádio Clube FM, que o desafio que espera encontrar em 2023, caso seja eleito presidente da República, é um desafio muito maior do que em 2002, quando venceu a disputa pelo Palácio do Planalto pela primeira vez. Nesta quinta, completam exatamente 20 anos da eleição de Lula contra José Serra (PSDB). “Doze anos depois eu volto, e o pais está pior do que quando peguei a primeira vez”, afirmou.
No entanto, o petista prometeu que sabe o que fazer para resolver a fome do país, que tem sido sua grande promessa de campanha. “Nós vamos ter que reconstruir. Vamos ter que começar quase tudo de novo. A gente vai cuidar dos pobres outra vez. (…) Vou voltar, ter que trabalhar mais do que 24 horas por dia para colocar o Brasil nos eixos”, disse. “Eu estou voltando porque é possível reconstruir o país”, completou.
O ex-presidente disse que uma das primeiras ações como presidente será se reunir com os governadores de todas unidades da Federação para ver o que cada um tem de recursos e o que cada unidade federativa precisa para poder tomar providências. Lula também aproveitou a oportunidade para criticar o adversário, o presidente Jair Bolsonaro (PL). “Não é possível viver em um país que o presidente não conversa com ninguém”, frisou.
Na reta final da campanha, o presidente Jair Bolsonaro (PL) investe em uma nova narrativa para eventualmente contestar o resultado das urnas, caso perca a reeleição no domingo (30): que sua candidatura foi prejudicada. O argumento dele é de que emissoras de rádio teriam omitido transmissões de inserções da propaganda eleitoral e, por consequência, estariam favorecendo o adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT
Foto: Reprodução do UOL
O discurso, que está sendo construído desde segunda (24), ganhou força nesta quarta (26) e passou a substituir a narrativa anterior, que questionava a confiabilidade da urna eletrônica.
As informações citadas pela campanha são contestadas por ao menos seis das oito rádios mencionadas pela equipe de Bolsonaro. Mas, na manhã de quarta, a exoneração de um servidor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aumentou a dimensão do caso. Ele disse ter sido demitido após alertar superiores sobre irregularidades na transmissão de uma rádio mineira.
O episódio causou tumulto ao longo do dia e ocupou espaço nas redes sociais e na televisão, tirando totalmente o foco do ataque a policiais feito pelo deputado federal Roberto Jefferson (PTB), aliado de Bolsonaro, no domingo. A campanha do presidente divulgou a ação sobre rádios 25 horas após a prisão do aliado.
Mudança de rota
A temperatura ainda estava alta na noite de quarta. Bolsonaro estava no avião quando decidiu mudar a agenda para voltar a Brasília e se reunir com aliados. Ele passou o dia cumprindo agenda em Minas Gerais e, à distância, acompanhou a confusão que envolveu as rádios, o tribunal e o núcleo de sua campanha.
O presidente chegou à capital e foi ao Palácio da Alvorada, onde recebeu os ministros Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Anderson Torres (Justiça), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), além dos comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica, entre outros.
A Presidência convocou jornalistas para cobrir um pronunciamento de Bolsonaro que durou menos de dez minutos. Em seu discurso, ele criticou o ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, por barrar uma ação de sua campanha questionando as inserções de propaganda nas rádios. A decisão do magistrado saiu pouco antes de o presidente anunciar o pronunciamento.
Quatro linhas da Constituição
“Nosso jurídico deve entrar com recurso, já que foi para o STF (Supremo Tribunal Federal). Da nossa parte, iremos às últimas consequências dentro da Constituição para fazer valer o que nossas auditorias constataram: enorme desequilíbrio das inserções [de rádios]. Isso interfere na quantidade de votos no final da linha”, disse Bolsonaro.
Bolsonaro voltou a atacar Moraes e o inquérito que apura o uso da máquina do governo para disseminar notícias falsas. E insinuou que há um complô para prejudicar a sua candidatura.
“Sabemos que está em cima, as eleições estão aí, mas meu lado foi muito prejudicado e não foi de agora. Quem tiver mais voto na urna deve assumir o cargo na data adequada”, afirmou.
Ao longo do dia, bolsonaristas levantaram a possibilidade de a crise envolvendo as rádios ser determinante para adiar o segundo turno da eleição.
No entanto, como mostrou a colunista do UOL Notícias, Carolina Brígido, o “Radiogate” não tem força suficiente para adiar ou anular o pleito marcado para domingo.
Radiogate
Na noite de segunda (24), o ministro das Comunicações, Fabio Faria, disse que a campanha teria um relatório de auditoria que apontava que Lula foi beneficiado com 154.085 inserções de rádio a mais do que a de Bolsonaro.
Logo depois, o presidente do TSE determinou que a equipe de Bolsonaro entregasse as provas em 24 horas. A campanha do presidente apresentou um material que o magistrado considerou incompleto por não fornecer datas e horários específicos.
Na manhã de quarta, o Diário Oficial publicou a exoneração do servidor Alexandre Gomes Machado, que atuava no TSE justamente no setor que lida com veículos de imprensa e é responsável pela distribuição das inserções de rádio para as emissoras de rádio e televisão do país.
Machado registrou boletim de ocorrência na Polícia Federal acusando o tribunal: disse que foi dispensado da função depois de alertar superiores de que havia irregularidade na transmissão de uma rádio mineira que não havia veiculado inserções de Bolsonaro.
A demissão de Machado deu munição para a equipe do presidente. Nos bastidores, aliados dizem que o fato foi criado e vai gerar uma “batalha de narrativas” sobre a lisura do processo eleitoral.
O TSE informou que a exoneração foi motivada por “reiteradas práticas de assédio moral, inclusive por motivação política”.
A rádio mineira disse que as inserções não foram transmitidas porque o PL, partido de Bolsonaro, não enviou o material a tempo.
Apesar de ter convocado jornalistas de noite, Bolsonaro não respondeu perguntas.
Como mostrou o UOL Notícias, uma das controvérsias em relação à auditoria é que o monitoramento de rádios via software é realizado por webcast —transmissão ao vivo de áudio e vídeo utilizando a tecnologia de streaming público dos sinais abertos de retransmissão das rádios. A veiculação das inserções dos candidatos não é obrigatória no webcast.
Relatório mostra tendências de buscas relacionadas à disputa eleitoral ao Palácio do Planalto
O presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ALAN SANTOS/PR E RICARDO STUCKERT/CAMPANHA LULA – ARQUIVO
A três dias do segundo turno das eleições deste ano, educação, preço do dólar e saúde foram os assuntos mais pesquisados pelos brasileiros, segundo o relatório do Google Trends, ferramenta que monitora as tendências de pesquisas na internet. Os dados são referentes ao período entre 26 de setembro e 25 de outubro.
A página do buscador sobre as eleições 2022 mostra dados em uma escala de 0 a 100, sendo que 100 aponta o máximo interesse e 0, o menor. Nesse caso, o termo “escola”, ligado à educação, chegou ao pico do gráfico em 17 de outubro. Nos últimos 30 dias, o tema escola só não foi o mais pesquisado em 3 de outubro, por causa do crescimento de buscas pelo termo “dólar”.
Outros temas em destaque são “Auxílio Brasil”, “empréstimo” e “vaga”. O gráfico mostra que as pesquisas sobre o benefício do governo ganharam força em 11 de outubro, dia em que os beneficiários começaram a receber a parcela mensal do auxílio.
O termo “empréstimo” também está ligado às pesquisas sobre o Auxílio Brasil. Isso porque o crescimento nas buscas pela palavra aconteceram em 27 de setembro, quando o governo regulamentou o empréstimo consignado aos beneficiários do programa social.
Lula e Bolsonaro
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) disputam a vaga de presidente da República neste segundo turno. Com excessão dos termos comuns aos dois candidatos, como “Lula e Bolsonaro” e “pesquisa Lula e Bolsonaro”, quem quer saber mais informações sobre o ex-presidente busca os termos: “Lula presidente”, “Lula debate” e “governo Lula”.
O relatório também mostra que a pergunta “por que Lula não foi ao debate da Record” está em crescimento nos últimos 7 dias. No domingo (23), o termo “fujão” foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter após o ex-presidente ter desistido de participar do debate da Record TV. Sem o petista, o presidente Bolsonaro, candidato à reeleição, foi sabatinado na emissora. A imagem que mostra o púlpito de Lula vazio viralizou nas redes sociais.
Outros temas relacionados ao ex-presidente que aparece em crescimento são: “Roberto Jefferson e Lula”, “quantos anos Lula tem”, “Lula no Flow” e “quando Lula foi preso”.
Já quem pesquisa sobre Bolsonaro busca termos como “live Bolsonaro”, “Bolsonaro na frente” e “filha de Bolsonaro”. Esse último termo teve pico de pesquisa com a repercussão do caso que envolveu Laura Bolsonaro, de 12 anos, a filha mais nova de Michelle e Jair Bolsonaro, quando a menina foi ofendida por uma jornalista nas redes sociais.
“Por que Bolsonaro saiu do PSL”, “por que Bolsonaro foi reformado” e “o que Bolsonaro defende” também aparecem como pesquisas em crescimento relacionadas ao atual presidente. Além disso, os eleitores que querem saber mais informações sobre o candidato à reeleição também buscam termos como “o que é privatização”, “socialismo significado” e “Venezuela é comunista”.
Lula e Bolsonaro se enfrentam no segundo turno da eleição no domingo (30).
A exoneração de Alexandre Gomes Machado, assessor de gabinete da Secretaria Judiciária do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foi decidida pela equipe do presidente da corte, ministro Alexandre de Moraes, porque algumas de suas atitudes foram consideradas “estranhas”.
Prédio TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em Brasília Imagem: Antonio Augusto / Ascom / TSE
Segundo fontes do TSE, desde que colaboradores da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) começaram a reclamar que emissoras de rádio estariam veiculando menos inserções do candidato que as previstas em lei, Machado passou a dificultr o levantamento de informações para dar respostas a esses questionamentos.
A informação oficial do TSE é que a exoneração faz parte de mudanças que o ministro Moraes vem implementando desde que assumiu a presidência na corte. Machado, em depoimento que decidiu prestar à Polícia Federal, mostrou que as circunstâncias da dispensa não foram rotineiras. Ele disse ao delegado que depois da exoneração foi “conduzido por seguranças para o exterior do Tribunal”.
No depoimento, Machado diz que “na condição de coordenador do Pool de Emissoras do TSE” recebeu e-mail da rádio JM ON LINE em que a emissora admite ter deixado de veicular cem inserções a favor de Bolsonaro. Segundo conta, meia hora depois de fazer essa comunicação, ele foi exonerado.
Integrantes do TSE informaram que a presidência da corte não tinha conhecimento de denúncias sobre falha na fiscalização e acompanhamento na veiculação que teriam sido feitas aos ministros desde 2018, como Machado relatou à PF.
Ele disse que foi à polícia por temer por sua integridade física e para impedir que lhe sejam imputados “fatos desabonadores”.
Oficialmente, o TSE ainda não deu detalhes sobre a exoneração do assessor, mas publicou comunicado no site para informar que “não é função do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) distribuir o material a ser veiculado no horário gratuito”. O texto continua: “São as emissoras de rádio e de televisão que devem se planejar para ter acesso às mídias e divulgá-las seguindo as regras estabelecidas”.
Um mutirão de apelos, feito por assessores, demoveu Bolsonaro de tentar lançar granadas, ontem, ao cair da tarde, no ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
Reprodução/vídeo
Não se pode dizer que Bolsonaro estava furioso como jamais se viu – já se viu, sim, e talvez em pior estado. Ao exercício da fúria inútil sucede quase sempre o recuo com medo das consequências.
Ele morde e assopra. Late e cala. Bate na mesa e depois corre para debaixo da saia de Michelle. Justamente por apoiá-lo, os militares conhecem muito bem com quem estão lidando.
“Cavalão”, seu apelido no tempo dos quartéis, não decorre de nenhuma demonstração de força admirável que ele tenha dado. Ele só se destacou por correr rápido como um cavalo árabe.
Em Minas Gerais, Bolsonaro constatou que, ali, não vencerá as eleições, e que poderá aumentar a diferença em favor de Lula. Então, quando voava ao Rio, mandou desviar o avião para Brasília.
Chegou bufando ao Palácio da Alvorada. Quis convocar uma reunião ministerial – mas cadê os ministros? A maioria estava nos estados. Clima de fim de feira é assim. Encontrou-se com três.
E o anúncio de golpe que muitos temiam virou uma gotinha. Por sinal, golpe não se anuncia, aplica-se. Bolsonaro disse que lutará até o fim “dentro das quatro linhas da Constituição”.
É o que se espera que faça. Não gostou da decisão de Moraes de rejeitar a denúncia de que fora garfado por emissoras de rádio que não teriam veiculado seus comerciais?
Tudo bem. Vá reclamar ao Supremo Tribunal Federal. A denúncia não passou de mais uma fake news para fazer o país mudar de assunto. O assunto era Roberto Jefferson. Deixou de ser.
O assunto, hoje e amanhã, deverá ser o último debate entre Lula e Bolsonaro na noite desta sexta-feira. Se empatar ou perder o debate por poucos pontos, Lula terá ganhado.
Sabe-se lá mais o quê, à base do desespero e diante da derrota que se avizinha, Bolsonaro poderá aprontar até sábado, quando as últimas pesquisas de intenção de voto serão reveladas.
Mas, no domingo, é certo o que ele planeja. Simples: os votos do Nordeste são os últimos a serem apurados. Bolsonaro deve anunciar sua vitória quando estiver à frente da apuração.
Se a apuração terminar com sua derrota, dirá que a eleição foi roubada e que reagirá “dentro das quatro linhas da Constituição”. Ou simplesmente dirá que ela foi roubada.
O resto ficará por conta dos seus seguidores mais radicais. Bolsonaro espera que eles saiam por aí botando para quebrar, e exigindo a realização de uma espécie de terceiro turno.
Não sorriam. Acreditem. Há loucos bastante no mundo. E sob o comando de um tresloucado, são capazes de acreditar nas maiores barbaridades, e de se empenharem por realizá-las.
Nada de pavor. Muita calma. O domingo nunca demorou tanto para chegar, mas chegará. Votai, vigiai e cautela, que como caldo de galinha não faz mal a ninguém.
Os ministros se reúnem a partir das 10h. A sessão ocorre um dia após servidor demitido acusar o TSE de falhas em fiscalização de propaganda
Igo Estrela/Metrópoles
Em meio a troca de acusações entre partidos, candidatos e até contra o próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Corte realiza nesta quinta-feira (27/10), às 10h, a última sessão antes do segundo turno das eleições gerais de 2022. Na pauta de julgamento, estão ao menos cinco representações e um agravo regimental.
Os ministros vão analisar, por exemplo, decisões da ministra Cármen Lúcia, que determinou a remoção de propaganda eleitoral que associam Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao incentivo da prática do aborto.
A ação ajuizada pela campanha de Lula contra Bolsonaro pede a exclusão de URLs no Twitter e no YouTube. Cármen deferiu o pedido e determinou ainda diligência para identificar o responsável pelo perfil @arooppi no Twitter.
Há ainda análise de decisão no mesmo sentido, que pede explicações do filho número 1 do presidente, Flávio Bolsonaro (PL), por ter replicado as informações contidas em propaganda irregular.
O TSE vai analisar ainda se referenda decisão de Cármen Lúcia que suspendeu a veiculação de propaganda que contenha o trecho de vídeo que diz: ” Mas Lula quer mudar a lei e incentivar a mãe a matar o próprio filho no seu próprio ventre”. A ministra considerou que o vídeo tem conteúdo falso e distorce fatos.
Em São Paulo
Há ainda análise de irregularidades em campanhas locais, como a de São Paulo. Esta última de relatoria do ministro Sérgio Banhos.
Nesse caso, o relator negou pedido de resposta ao candidato ao governo Fernando Haddad (PT). A Coligação Juntos por São Paulo e Fernando Haddad interpuseram recurso especial eleitoral em face de acórdão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo em razão de informação divulgada em horário eleitoral gratuito, supostamente inverídica e ofensiva, na qual se afirmou que “o padrinho do Haddad, o Lula, lá na televisão chamando o agro de fascista. Aí não, né? Por aí já dá pra ver como o PT pretende tratar o agro de São Paulo”.
O ministro considerou perda de objeto levando em consideração que a demanda trata de período da propaganda eleitoral relativa ao primeiro turno das eleições de 2014.
Acusações
A sessão ocorrerá após forte acirramento de ânimos entre a campanha de Jair Bolsonaro e o TSE. Nos últimos três dias, a campanha do candidato à reeleição vem acusando rádios do Nordeste de não terem veiculado suas inserções.
Na segunda-feira (24/10), o ministro das Comunicações, Fabio Faria, disse que rádios do país deixaram de veicular algo em torno de 154 mil inserções do presidente. A campanha alega que apenas no Nordeste teriam sido 29 mil inserções a menos, o que estaria favorecendo o candidato oposto.
Ao apresentar as denúncias à imprensa e ao TSE, no entanto, não foram mostrados detalhes sobre as supostas irregularidades. No dia seguinte, a campanha de Bolsonaro indicou oito rádios que não teriam feito a veiculação das propagandas.
A acusação foi contestada pelas emissoras. Em nota publicada nas redes sociais, a rádio Viva Voz FM de Várzea da Roça (BA), uma das citadas no relatório, mostrou prints de e-mail que comprovam o envio tardio de inserções pela campanha de Bolsonaro. “Na volta à campanha eleitoral do 2º turno, recebemos material de campanha de todas as coligações no dia 6/10, com exceção da coligação do candidato Bolsonaro, que só recebemos no dia 10/10. Como podem verificar nos prints do e-mail da nossa emissora”, declarou a emissora.
Nessa quarta-feira (26/10), Moraes determinou a extinção do processo iniciado pela campanha de Jair Bolsonaro (PL). O presidente do Tribunal Superior Eleitoral considerou a petição inicial inepta por não trazer provas e avaliou que o material anexado na terça-feira (25/10) também não traz indícios mínimos de irregularidades.
Além de extinguir a ação, que pedia a interrupção da veiculação de inserções de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Moraes determinou a investigação de possível crime eleitoral por parte dos integrantes da campanha de Jair Bolsonaro à reeleição. Segundo o ministro do TSE, é necessário apurar se Bolsonaro e aliados utilizaram o caso para tentar “tumultuar” as eleições a poucos dias do pleito.
De acordo com Moraes, “os autores nem sequer indicaram de forma precisa quais as emissoras que estariam supostamente descumprindo a legislação eleitoral, limitando-se a coligir relatórios ou listagens de cunho absolutamente genérico e indeterminado”.
Junto ao documento enviado ao TSE, a defesa de Bolsonaro protocolou também uma pasta com arquivos da auditoria feita pela Audiency Brasil Tecnologia, contratada pelo Partido Liberal (PL). A petição, no entanto, não especifica todas as 29 mil inserções a mais do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que teriam sido exibidas por rádios do Nordeste.
No relatório, a campanha do presidente da República afirma que foi utilizada “uma pequena amostragem de oito rádios” para apontar “discrepância de 730 inserções, em desfavor da campanha do candidato peticionário”.
Segundo o ministro Alexandre de Moraes, as alegações apresentadas a poucos dias do 2º turno são inconsistentes, carecem de prova e têm a finalidade de tumultuar o pleito
Fachada do TCE. Foto: Divulgação
Em decisão monocrática proferida nesta quarta-feira (26), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, indeferiu petição apresentada pela coligação Pelo Bem do Brasil para que fosse suspensa a veiculação de peças de propaganda eleitoral da coligação Brasil da Esperança no rádio e extinguiu o processo sem julgamento do mérito. O ministro também determinou notificação à Procuradoria-Geral Eleitoral para que seja investigado possível crime eleitoral com a finalidade de tumultuar o segundo turno das Eleições 2022 em sua última semana.
Ainda conforme a decisão, deverá ser instaurado procedimento administrativo no âmbito do TSE para apuração de responsabilidade em possível desvio de finalidade na utilização de recursos do Fundo Partidário por parte dos autores da petição.
Nas conclusões do presidente do TSE, “não restam dúvidas de que os autores – que deveriam ter realizado sua atribuição de fiscalizar as inserções de rádio e televisão de sua campanha – apontaram uma suposta fraude eleitoral às vésperas do segundo turno do pleito sem base documental crível, ausente, portanto, qualquer indício mínimo de prova”, o que viola a legislação eleitoral.
A decisão se fundamentou nas informações prestadas em nota técnica pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), que, em seu site, informa como se dá a prática da veiculação do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. Segundo a instituição, o conteúdo a ser veiculado é colocado à disposição das emissoras de rádio, cabendo a elas fazer o download dos conteúdos para a devida veiculação.
Também conforme informado pela Abert, é dos partidos políticos, coligações ou federações partidárias a responsabilidade de fiscalizar a efetiva veiculação dos conteúdos. Por fim, a nota da Associação esclarece que a norma eleitoral não obriga a veiculação de conteúdo eleitoral na programação transmitida via internet (streaming).
O ministro Alexandre de Moraes reforça que não é atribuição do TSE fiscalizar o processo de recebimento e posterior veiculação das inserções, cabendo a cada candidato, partido, coligação ou federação, ou ainda o Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) realizar esse controle para, no caso de haver qualquer irregularidade, acionar a Justiça Eleitoral a fim de que sejam, então, tomadas as medidas judiciais e administrativas cabíveis.
A decisão aponta que o pedido trazido ao TSE pela coligação Pelo Bem do Brasil foi genérico, carente de comprovação, incerto e indefinido. A petição, embora reclame o descumprimento das regras de veiculação da propaganda eleitoral por rádios em todo o Brasil, cita apenas oito – o que significa 0,16% das rádios existentes no país –, todas das regiões Norte e Nordeste. O único documento comprobatório que acompanhou a decisão foi um relatório produzido por uma empresa “não especializada em auditoria e cuja metodologia não oferece condições necessárias de segurança para as conclusões apontadas”.
Candidato à reeleição fará campanha nesta quarta-feira (26/10) em várias cidades mineiras, onde tenta reverter votos pró-Lula
Matheus Veloso/Metrópoles
Em sua quinta viagem a Minas Gerais no segundo turno, o presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), disse que o estado já virou votos a seu favor. No primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou à frente, com 48,29% dos votos válidos, ante 43,60% de Bolsonaro, uma vantagem de 563 mil votos para o petista.
O segundo maior colégio eleitoral do país é visto como estratégico por ambas as campanhas. Historicamente, desde a redemocratização do país, os candidatos que venceram no estado foram eleitos para a Presidência da República.
Bolsonaro chegou a Governador Valadares antes das 8h da manhã. Em discurso no aeroporto da cidade, ele resgatou o atentado à faca sofrido em Juiz de Fora em setembro de 2018:
“E dizer que em Juiz de Fora eu tenho a lembrança do meu renascimento. Sou mineiro também, uai. Eu sou mineiro, uai. Vamos para a virada, Minas já virou. O bem vai derrotar o mal novamente”.
Bolsonaro disse que o comício na cidade não estava programado, mas na noite de terça-feira (25/10) ele divulgou um vídeo convidando os moradores de Governador Valadares para o evento.
A programação de campanha de Bolsonaro ainda prevê agendas em Teófilo Otoni, nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, e em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O governador reeleito, Romeu Zema (Novo), é o principal cabo eleitoral de Bolsonaro no estado.
Foco em Minas
Antes desta quarta, Bolsonaro esteve três vezes em Belo Horizonte, onde teve encontro com prefeitos, participou de um evento empresarial e de um culto evangélico. Na semana passada, fez um comício em Juiz de Fora, local da facada.
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Família em situação extrema de pobreza; total de pessoas nessa condição chegou a 49 milhões Imagem: Getty Images
Durante o governo Bolsonaro aumentou de 39 milhões para 49 milhões o número de pessoas na extrema pobreza inscritas no CadÚnico, o cadastro para programas sociais do governo federal. É quase um quarto da população brasileira na miséria, vivendo em famílias que têm menos de R$ 105 para gastar por mês com cada um de seus integrantes.
CORRIDA ELEITORAL Placar atualizado: Lula 53% X 47% Bolsonaro, segundo o Ipespe.
Bolsonaro voltou à carga contra as urnas eletrônicas, dizendo que as Forças Armadas não garantem a “credibilidade” do equipamento. Enquanto isso, Lula martela o compromisso de fazer um governo amplo e de não tentar a reeleição.
ELEIÇÃO EM SÃO PAULO Pesquisa Ipec mostra Fernando Haddad (43% das intenções de voto) tecnicamente empatado com Tarcísio de Freitas (46%) na disputa pelo governo paulista.
A Polícia Civil de São Paulo vai pedir a íntegra dos vídeos de um tiroteio em Paraisópolis feitos por um cinegrafista da Jovem Pan que foi pressionado a apagar as imagens por um integrante da campanha de Tarcísio de Freitas.
ELEIÇÃO GAÚCHA Um trecho de debate entre Eduardo Leite e Onyx Lorenzoni teve cara de quadro de programa de humor. Leite pediu oito vezes para Lorenzoni apresentar uma proposta para a dívida gaúcha, e a resposta, várias vezes, foi que era melhor que a do adversário – e só.
SEU BOLSO Depois do plano de mexer no salário mínimo, a proposta da vez do governo Bolsonaro é acabar com as deduções de despesas de saúde e de educação no Imposto de Renda. Em quatro anos, Paulo Guedes já quis mudar o salário mínimo, as aposentadorias, o Imposto de Renda e os salários de servidores públicos.
CERCADINHO Roberto Jefferson, o amigo presidiário de Bolsonaro, voltou a ofender a ministra do STF Cármen Lúcia. E chamou Alexandre de Moraes de integrante de milícia judicial.
Depois de ter atirado em policiais federais, Jefferson virou “herói” em canais neonazistas no Telegram.
Análise de Matheus Pichonelli: Bolsonaro finge que quer punir Jefferson por seguir sua cartilha violenta.
Carlos Affonso vê no uso das redes sociais na prisão de Roberto Jefferson uma repetição do caos na eleição nos EUA.
Por Bolsonaro, o PTB, partido de Jefferson, abandonou o centrão para abrigar radicais da extrema-direita – e se deu mal; elegeu só um deputado federal.
O BRASIL NA LONA Triste recorde no país: 6,3 milhões de empresas (30% de todas) estão inadimplentes.
O NÚMERO 42 mil É o total de mulheres presas no Brasil; 63,5% são negras; 45% não têm condenação. No mundo, só EUA e China têm mais mulheres na prisão.
QUESTÃO INDÍGENA Relatório da ONU fala em ameaça espiritual, cultural e física aos indígenas no Brasil.
NA NEWSLETTER DA THAÍS OYAMA A edição desta semana explica por que as pesquisas de intenção de voto divulgadas a partir de ontem podem indicar com precisão o resultado do segundo turno. Inscreva-se para receber o boletim.
NA NEWSLETTER NÓS NEGROS Na semana do aniversário da morte da ativista norte-americana Rosa Parks, famosa por não ter cedido o lugar no ônibus para um branco, o boletim destaca o caso de racismo contra o humorista Eddy Júnior, novo episódio da discussão sobre o lugar ocupado por pessoas negras. Cadastre-se para receber o boletim toda terça e toda sexta.
Assim como ocorre em 2022, o feriado do Dia de Finados caiu próximo do segundo turno em 2010, ano de maior abstenção da história
Crédito: Hugo Barreto/Metrópoles
A proximidade do Dia de Finados com a data do segundo turno das eleições deste ano tem preocupado tanto a campanha de Lula quanto a de Jair Bolsonaro.
O temor é de que o feriado de 2 de novembro ajude a aumentar a abstenção nas urnas em 30 de outubro, com eleitores preferindo emendar o feriadão para viajar, em vez de votar.
A preocupação tem relação com dados históricos. A última vez que o segundo turno caiu próximo do Dia de Finados foi em 2010, justamente o ano em que houve o maior porcentual de abstenção desde a redemocratização.
Naquele ano, o segundo turno da eleição presidencial aconteceu no domingo 31 de outubro, a um dia do feriado, que caiu na terça-feira, o que levou 21,47% dos eleitores a não votarem, segundo dados do TSE.
O percentual é ligeiramente maior que o de 2018, que registrou 21,29% de abstenção. Há quatro anos, a eleição caiu no dia 28 de novembro. O Dia de Finados, por sua vez, emendou com o fim de semana seguinte ao do pleito.
Veja o histórico de abstenção no 2º turno:
2018 – 21,29%
2014 – 21,1%
2010 – 21,47%
2006 – 18,99%
2002 – 20,46%
1998 – Não houve segundo turno
1994 – Não houve segundo turno
Pessoas convocadas pela Justiça Eleitoral vão receber até R$ 55 para cobrir as despesas; valor poderá ser pago por Pix
Mesários e colaboradores poderão receber até R$ 55 para despezas de alimentação durante a eleição REPRODUÇÃO/RICMAIS
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou o valor máximo de alimentação para mesários e colaboradores durante o segundo turno da eleição deste ano, marcado para o próximo domingo (30). De acordo com portaria publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (26), cada pessoa convocada pela Justiça Eleitoral terá direito a receber até R$ 55 para cobrir as despesas.
No primeiro turno, em 2 de outubro, o valor do benefício foi de R$ 45. No entanto, segundo o TSE, após solicitações dos TREs, houve uma adequação do valor. Nas eleições municipais de 2020, o valor era de R$ 40.
A portaria determina ainda que cabe aos Tribunais Regionais Eleitorais – de acordo com as particularidades locais e disponibilidade orçamentária – definir quem será beneficiado com o pagamento. Fica proibido, no entanto, o pagamento do benefício aos magistrados e promotores da Justiça Eleitoral e aos servidores dos Tribunais Eleitorais.
A medida prevê ainda que fica a critério dos tribunais regionais eleitorais fornecer alimentação no lugar do dinheiro, desde que respeitado o teto de R$ 55 por pessoa. Em alguns estados, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o pagamento do benefício poderá ser feito por Pix.
Com isso, para receber o benefício nos dias das eleições, basta que o beneficiário tenha uma chave Pix cadastrada com o CPF em qualquer instituição financeira. No entanto, o Banco do Brasil aceitará somente chave Pix do tipo CPF. Não será possível o pagamento do auxílio para outras chaves Pix, mesmo que vinculadas ao beneficiário.
Já os mesários e colaboradores de estados que não oferecem a opção do pagamento via Pix, é preciso baixar o aplicativo Carteira Digital bB, do Banco do Brasil para receber o valor. A carteira digital está disponível nas lojas virtuais de aplicativos.
Pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre domingo (23) e esta terça-feira (25), em 75 municípios pernambucanos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O ex-presidente Lula e o presidente Jair Bolsonaro — Foto: Miguel Schincariol/AFP e Suamy Beydoun/Reuters
Pesquisa Ipec encomendada pela Globo e divulgada nesta terça-feira (25) revela os índices de intenção de voto dos eleitores de Pernambuco para presidente no segundo turno das eleições deste ano. O ex-presidente Lula (PT) está com 69%; e o presidente Jair Bolsonaro (PL), com 26%.
Este é o segundo levantamento do instituto realizado no estado após o primeiro turno das eleições. Na pesquisa anterior, divulgada no dia 11 de outubro, Lula teve 68%, e Jair Bolsonaro, 25%.
A segunda pesquisa Ipec para o segundo turno ouviu 2.000 pessoas entre domingo (23) e esta terça-feira (25), em 75 municípios pernambucanos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01633/2022.
Presidente diz que, segundo as Forças Armadas, “é impossível dar um selo de credibilidade” ao sistema de votação, devido às “vulnerabilidades”. Campanha apresenta supostas provas de irregularidades na propaganda em rádio
Crédito: Reprodução/YouTube)
A quatro dias do segundo turno, o presidente Jair Bolsonaro (PL) retomou os questionamentos sobre a segurança do processo de votação, seja ao colocar em dúvida a lisura das urnas eletrônicas, seja ao denunciar suposta irregularidade na propaganda eleitoral.
De acordo com Bolsonaro, as Forças Armadas sustentam que “é impossível dar um selo de credibilidade” ao sistema de votação, devido às “muitas vulnerabilidades”. As declarações foram dadas em entrevista a Ben Shapiro, youtuber conservador americano, e divulgada ontem pelo chefe do Executivo.
“Temos uma eleição pela frente e o que nos traz certa confiança é que as Forças Armadas foram convidadas a integrar uma comissão de transparência eleitoral. E têm feito um papel atuante e muito bom nesse sentido. Contudo, eles me dizem que é impossível dar um selo de credibilidade, tendo em vista ainda as muitas vulnerabilidades que o sistema apresenta”, afirmou.
Os militares, porém, nunca fizeram essa afirmação. Eles informaram, na semana passada, que devem entregar, no começo de janeiro, a última etapa da fiscalização realizada no sistema eleitoral. Em 26 anos de existência do sistema de urnas eletrônicas nas eleições do país nunca houve comprovação de fraude.
“Eu questiono as eleições há muito tempo. O nosso sistema eleitoral não é o mesmo em nenhum país do mundo que tenha uma economia razoável”, prosseguiu Bolsonaro. O presidente ainda citou o projeto derrotado de voto impresso. “Nós lutamos há muito tempo por um modelo eleitoral transparente. Não tivemos força para isso”, acrescentou.
O chefe do Executivo também criticou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontando que os magistrados são indicações políticas. “E o Tribunal Superior Eleitoral, aqui no Brasil, dos seus sete integrantes, três são do Supremo Tribunal Federal, que são pessoas indicadas por partidos políticos”, ressaltou.
Ele destacou que, apesar de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sido solto, não foi absolvido. “A Lei da Ficha Limpa não alcança quem está sendo julgado ou condenado em primeira instância. Assim sendo, Lula da Silva conseguiu o direito de disputar as eleições. Obviamente, por um casuísmo de um ministro do Supremo indicado pelo PT no passado”, frisou.
Segundo Bolsonaro, “a reeleição dele (Lula) tem de ser evitada com as armas da democracia”. “É mais difícil você lutar com essas armas, mas estamos jogando, como chamo aqui, dentro das quatro linhas da Constituição”, completou.
Em comparação com a última pesquisa eleitoral do instituto, Lula e Bolsonaro oscilaram dentro da margem de erro
Arte/Metrópoles
A Quaest Pesquisa e Consultoria, em levantamento feito a pedido da Genial Investimentos, divulgou novos números nesta quarta-feira (26/10) para o segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Segundo os índices,Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 52,1% dos votos válidos contra 47,9% de Jair Bolsonaro (PL).
Na última pesquisa apresentada pela Genial/Quaest, em 19 de outubro, Lula alcançou 52,8%, enquanto Bolsonaro alcançou 47,2%. Os votos válidos não consideram indecisos, brancos e nulos.
Cenário de votos estimulados por região de pesquisa da Genial/Quaest divulgada em 26 de outubroGenial/Quaest
Cenário de votos válidos de pesquisa da Genial/Quaest divulgada em 26 de outubroGenial/Quaest
No cenário estimulado, quando todas as intenções são incluídas e os nomes dos dois candidatos são mostrados ao eleitores, o petista oscilou de 47% para 48% em comparação aos dois levantamentos. Já Bolsonaro se manteve com 42%
A pesquisa Genial/Quaest foi feita de 23 a 25 de outubro, com 2 mil pessoas pelo método face a face (aplicação de questionário estruturados). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiança. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR 00470/2022.