Imprensa nacional já especulou que Sebastião Oliveira pode assumir presidência, com Marília Arraes em uma diretoria.
O blog de Jamildo foi informado que o PT de Pernambuco não quer a ex-deputada federal Marília Arraes em uma diretoria da estatal Hemobrás, em Goiana. No entanto, de acordo com correligionários dela, assumir uma diretoria seria mais desgastante do que voltar a andar pelo Estado, de olho nas próximas eleições. João Campos já acolheu aliada da ex-petista Aline Mariano na Câmara Municipal do Recife.
“Marília jamais, só se fosse na cota de Lula, mas ele acaba de estar em Pernambuco e não se encontrou com ela. Para o PT enquanto partido ela não é opção”, afirma uma fonte do partido.
“Há três espaços a serem ocupados lá. Vai ser uma indicação do senador Humberto Costa, referendando o grupo político dele”. Humberto Costa deu aval para Paulo Câmara no BNB e Danilo Cabral na Sudene, nos casos mais visíveis de sua atuação partidária.
O blog apurou que a troca de comando deve ocorrer até outubro, quando os mandatos atuais se expiram, de acordo com uma avaliação jurídica quanto às substituições na estatal.
Os planos de saúde terão reajuste em junho. A estimativa é de um aumento entre 10% e 12%, de acordo com a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), com base na metodologia de aumento adotada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e em cálculo de consultorias.
Em reunião da diretoria colegiada na próxima segunda-feira (12), a ANS vai definir o índice máximo de aumento anual para contrato individual ou familiar.
O aumento vai afetar 8,9 milhões de beneficiários de planos de saúde individuais e familiares, o que representa 17,6% do total de consumidores de planos de assistência médica no país.
O setor atingiu um total de 50.573.160 usuários em abril deste ano, esse é o maior número desde novembro de 2014.
O aumento nos planos de saúde vai valer para contratos feitos a partir de janeiro de 1999 e poderá ser aplicado pela operadora a partir da data de aniversário da contratação do plano.
Hospital do Tricentenário, em Olinda – Foto: Divulgação
Os dois recentes pacientes estão internados no Hospital do Tricentenário, em Olinda, na RMR.
Subiu de sete para nove o número de casos de Candida auris confirmados em Pernambuco. Nesta segunda-feira (05), quatro dias após o último registro, mais duas pessoas tiveram diagnóstico para o superfungo.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), os casos mais recentes do superfungo são de dois homens, de 50 e 54 anos, internados no Hospital do Tricentenário, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR).
Segundo a SES-PE, os pacientes foram admitidos na unidade de saúde por outras motivações, que envolvem sequelas de AVC e infecção do trato urinário. Eles não apresentam repercussões clínicas decorrentes do fungo e estão sendo acompanhados no setor de enfermaria do hospital.
Dos nove casos confirmados para Candida auris este ano, desde o mês de maio, cinco são de pacientes internados no Hospital do Tricentenário e três do Hospital Miguel Arraes, em Paulista. Até o momento, duas pessoas receberam alta médica.
secretaria reforça que o Hospital Miguel Arraes (HMA), que estava fechado para novos pacientes desde que confirmou o primeiro caso da Candida auris, iniciou, na sexta-feira (02), o desbloqueio gradativo de leitos da unidade.
Neste primeiro momento, 56 leitos foram liberados, sendo 28 de cirurgia geral e outros 28 de ortopedia. Esses leitos poderão receber pacientes encaminhados pela Central Estadual de Regulação de Leitos. O setor de emergência permanece fechado para novos pacientes.
Encontrado em Pernambuco até o momento somente em ambiente hospitalar, o superfungo Candida auris é transmitido pelo contato direto com pessoas infectadas ou com objetos. Entre os principais sintomas, estão febre, tontura, alteração da pressão arterial, dificuldade para respirar e aceleração do ritmo cardíaco.
Para evitar a proliferação, medidas de prevenção devem ser adotadas em unidades de saúde, como higiene das mãos, uso apropriado de equipamento de proteção, limpeza e desinfecção constante do ambiente de atendimento e de equipamentos reutilizáveis.
Monitoramento
No último dia 25 de maio, quando o Estado contabilizava três pacientes detectados com o fungo, a Secretaria Estadual de Saúde criou um comitê técnico para identificar, prevenir, controle e acompanhar infecções por Candida auris em serviços de saúde de Pernambuco. Inf. Folha de Pernambuco.
Hospital do Tricentenário, em Olinda, é um dos que passam por surto de Candida auris. Na unidade, há três pacientes colonizados pelo superfungo – Foto/Divulgação
Candida auris, responsável por mais três surtos em Pernambuco este ano, é um fungo emergente que representa uma séria ameaça à saúde pública.
Em menos de 15 dias da identificação dos dois primeiros casos de Candida auris este ano em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) já contabiliza sete pacientes com diagnóstico confirmado do superfungo emergente, que representa uma série ameaça à saúde pública.
Nesta quinta-feira (1º), um novo caso de Candida auris foi confirmado.
Trata-se de um paciente do sexo masculino, de 69 anos, que está internado no Hospital do Tricentenário, em Olinda, no Grande Recife.
Este é o terceiro caso de Candida auris no Tricentenário este ano.
Com a nova confirmação, Pernambuco totaliza sete casos diagnosticados neste ano, com duas altas hospitalares.
O paciente, que está internado e cumprindo isolamento no setor de enfermeira do Tricentenário, foi admitido no serviço devido ao histórico de infecção do trato urinário.
De acordo com a SES-PE, ele não apresenta problemas decorrentes do fungo.
O diagnóstico do paciente se deu porque ele passou por exames de vigilância, já que foi considerado contactantes de caso positivo de Candida auris no hospital. Inf. (JC/NE10).
Pouco mais da metade da população-alvo se vacinou e por isso governo de Pernambuco decidiu estender a campanha.
A campanha de vacinação contra a gripe foi prorrogada até o dia 30 de junho pelo estado de Pernambuco, por conta da baixa adesão da população à imunização. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), até esta quarta-feira (31), foram aplicadas 1.973.602 doses da vacina – o que representa uma cobertura vacinal de 55,94% da população. Podem se vacinar pessoas a partir de 6 meses de idade.
A Campanha Nacional de Vacinação começou em 10 de abril, apenas para públicos prioritários, e no dia 12 de maio foi ampliada para a população acima de 6 meses.
A atual cobertura deixa Pernambuco em quarto lugar no ranking nacional, atrás do Amapá (90,71%), da Paraíba (71,20%) e do Amazonas (57,57%), segundo o Ministério da Saúde.
No estado, segundo a SES, 14 municípios atingiram a meta de 90% de cobertura. O Programa Estadual de Imunizações (PEI) já recebeu e encaminhou para os municípios 2,9 milhões de doses da vacina da gripe.
A secretaria destaca que a vacinação contra a gripe é importante porque o imunizante protege contra as cepas da influenza A H1N1, A H3N2 e o tipo B.
A vacina “diminui o número de casos graves da doença e reduz novos adoecimentos, internações em serviços de saúde e mortalidade provocadas pelo vírus da influenza”, destaca a SES. Fonte (g1).
Internado na UTI: Médico explica quadro de saúde do cantor Sidney Magal e faz alertas – Foto/Divulgação
Sidney Magal, de 72 anos, que está internado na UTI desde a última quinta-feira (25), por conta de uma crise de pressão alta que sentiu durante um show em São José dos Campos, no interior de São Paulo, segue em observação. Por meio das suas redes sociais, na última sexta-feira (26), Magal explicou o ocorrido.
“Tenho pressão alta há muito tempo, ela foi nas alturas, e achei que deveria correr para o hospital”, disse, acrescentando que os médicos “viram que não é nada grave”, disse ele na ocasião.
Rodrigo Magalhães, filho de Sidney Magal, revelou que os médicos ainda estão controlando a pressão do pai: “Ele segue estável, provavelmente, será liberado da UTI nesta terça-feira (30), mas segue em observação e ainda estão controlando a pressão”, explicou o rapaz, em entrevista ao jornal Extra.
A IstoÉ Gente conversou o Dr. Anderson Oliveira, que é Cirurgião Geral pelo SUS, Intensivista e Gestor em Saúde pelo Albert Einstein, que explicou tudo sobre a doença que causou a internação de Sidney Magal. Confira abaixo!
O que é hipertensão arterial?
A hipertensão arterial, comumente chamada de pressão alta, é uma condição médica crônica na qual a pressão sanguínea nas artérias encontra-se persistentemente elevada. A pressão arterial é medida em milímetros de mercúrio (mmHg) e é expressa por dois valores: pressão sistólica (o valor mais alto) e pressão diastólica (o valor mais baixo). Valores iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg são considerados elevados e indicam hipertensão arterial.
A hipertensão arterial é uma das doenças crônicas mais comuns em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 1,13 bilhão de pessoas tenham hipertensão arterial em todo o mundo. Esse número representa aproximadamente 1 em cada 4 adultos. A prevalência é maior em países desenvolvidos, como Estados Unidos e países da Europa Ocidental, mas está aumentando rapidamente em países em desenvolvimento, devido a fatores como mudanças nos estilos de vida e envelhecimento da população.
No Brasil, aproximadamente 32% da população apresenta a doença, entretanto apenas aproximadamente 25% faz o tratamento adequado. Segundo a sociedade brasileira de cardiologia essa taxa de hipertensos pode ter aumentado por conta da Pandemia e do sedentarismo.
A hipertensão arterial é frequentemente chamada de “assassino silencioso” porque, na maioria dos casos, não apresenta sintomas óbvios. Muitas pessoas com hipertensão arterial não sabem que a têm até que seja detectada durante uma consulta médica de rotina ou quando ocorre uma complicação relacionada, como um ataque cardíaco, derrame ou problemas renais.
Sintomas
A pressão arterial elevada pode causar sintomas como dores de cabeça, tonturas, visão embaçada, dor no peito, falta de ar e sangramento nasal. É importante salientar que esses sintomas são inespecíficos e podem estar relacionados a outras condições.
Tratamento
O tratamento da hipertensão arterial geralmente envolve uma abordagem combinada, que inclui mudanças no estilo de vida (MEV) e medicamentos. Em primeiro lugar, é essencial adotar uma dieta saudável, com baixo teor de sal (sódio), rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras. Além disso, a prática regular de exercícios físicos, como caminhadas ou natação, é altamente recomendada.
A Hipertensão Arterial, infelizmente, não apresenta cura. É considerada uma doença crônica, porém é comumente controlável.
O controle realmente envolve o MEV (Mudança do Estilo de Vida), Hábitos saudáveis e boa alimentação. Evitar o consumo de álcool e tabagismo auxiliam no controle e até mesmo na melhora do condicionamento cardiovascular.
É imprescindível ressaltar que a não adesão ao tratamento pode culminar em diversas outras doenças como:
– AVC
– Infarto Agudo do Miocárdio
– Insuficiência renal
– Vasculopatias (Alterações nos vasos)
– Síndrome metabólica
Alerta
Em casos graves pode estar associado a lesões cardíacas ou neurológicas e até mesmo causar a morte do paciente. Por isso, a medicina preventiva é tão importante. Medidas simples como MEV, boa alimentação e atividade física corroboram em uma vida saudável com menores riscos de doenças como Hipertensão Arterial. Fonte (ISTOÉ).
Imagem mostra Hospital Miguel Arraes, onde deu entrada paciente infectado com superfungo -Foto/Divulgação
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou nesta segunda-feira (29) mais um caso, atestado laboratorialmente, de Candida auris, chamado também de “superfungo”, que preocupa ambientes hospitalares no mundo todo. Com isso, sobe para quatro o número de infectados em duas semanas. Geralmente, o paciente que está “colonizado” pelo fungo é assintomático, não havendo manifestação clínica. Para identificar o Candida auris é preciso realizar um exame no Laboratório Central de Pernambuco (Lacen PE). MEm casos graves, porém, o patógeno pode matar.
O novo paciente positivado também está internado no Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista. É um homem de 63 anos, que deu entrada na UTI da unidade com problemas ortopédico. No momento, está isolado. Como o primeiro paciente diagnosticado passou por várias áreas do Hospital Miguel Arraes, toda a unidade de saúde foi fechada para novas internações e só está recebendo pacientes em casos de urgência, ainda assim encaminhando para outras unidades em caso de necessitar de internação.
No último dia 18 de maio, a Secretaria Estadual de Saúde notificou os dois primeiros casos confirmados para Candida auris, em pacientes internados nos hospitais Miguel Arraes e no Tricentenário, em Olinda. Eles foram internados devido a outros motivos, não apresentando repercussões clínicas por causa do fungo. O terceiro caso foi confirmado na segunda-feira passada (22): um outro homem, internado em hospital particular do Recife, que evoluiu bem e já recebeu alta, no fim de semana.
COMITÊ
Na última quinta-feira (25) foi criado um comitê técnico para identificar, prevenir e controlar as infecções por Candida auris nos serviços de saúde do estado. O grupo é formado por membros das secretarias-executivas de Vigilância em Saúde e Atenção Primária (SEVSAP), de Atenção à Saúde (SEAS), de Regulação em Saúde, além do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Pernambuco (Cievs-PE), da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-PE) e especialistas da área da infectologia.
SURTO
No Brasil, o primeiro caso foi identificado em 2020, em um paciente que estava internado em uma unidade de saúde em Salvador, na Bahia, tendo existido desde então relato de novos casos. Em Pernambuco, os dois primeiros casos do superfungo foram oficializados em janeiro de 2022, em uma mulher de 70 anos, e um homem, de 67. Ambos estavam internados no Hospital da Restauração. A mulher veio a óbito. Sete meses depois, a SES-PE informou um surto de 48 pacientes foram infectados pelo fungo. Sendo 47 detectados no Hospital da Restauração e um no Hospital Miguel Arraes.
PREVENÇÃO
As formas de prevenção se dão pela higiene das mãos; uso adequado de materiais de proteção e limpeza do local onde estão os pacientes infectados.
Ao contrário da maioria dos fungos, o Candida auris apresenta tolerância a temperaturas elevadas de 37°C a 42°C. Além disso, ele têm a capacidade de sobreviver a condições ambientais adversas por longos períodos, adaptando-se até mesmo fora do hospedeiro humano. O fungo pode causar doenças em pessoas que possuem a imunidade mais comprometida e estão internadas por algum tempo. Com informações do (Diario de Pernambuco).
Atendimento pelo programa Mais Médicos – Foto/Divulgação
O Diário Oficial da União desta segunda-feira (22/5) traz o edital de chamamento para profissionais que queiram participar do programa Mais Médicos para o Brasil. No documento publicado pelo Ministério da Saúde, o ciclo válido de trabalho é de quatro anos, para formados em instituições nacionais ou estrangeiras.
Nesta etapa, serão 5.970 vagas em 1.994 municípios brasileiros, com salário de R$ 12.386,50 para 48 meses que podem ser prorrogados pelo mesmo período.
Os requisitos são os seguintes:
Perfil 1: médicos formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no País, com registro no Conselho Regional de Medicina – CRM;
Perfil 2: médicos brasileiros com habilitação para exercício da Medicina no exterior; e
Perfil 3: médicos estrangeiros com habilitação para exercício de medicina no exterior
Eles vão atuar da seguinte forma:
As inscrições só são feitas pelo internet, por meio do Sistema de Gerenciamento de Programas. O endereço eletrônico é https://maismedicos.saude.gov.br.
O programa foi relançado oficialmente no dia 20 de março pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é uma releitura do antigo Mais Médicos. O objetivo, porém, continua o mesmo: suprir a carência de profissionais de saúde em regiões remotas do país (municípios do interior e periferias das grandes cidades).
Há algumas diferenças básicas. Uma delas é a prioridade ao profissional formado em território brasileiro.
Negacionismo e falsa sensação de segurança das pessoas, no entanto, prejudicam esforços para atingir metas de imunização.
A partir de hoje, as unidades do Sistema Único de Saúde passarão a aplicar a vacina contra a gripe (influenza) na população com mais de seis meses de idade. Até agora, apenas os grupos prioritários, como idosos, gestantes e professores e pessoas mais expostos ao vírus, estavam recebendo a vacina.
A ampliação, anunciada pelo Ministério da Saúde (MS) na última quinta-feira, atende a pedido dos estados e municípios, que estão às voltas com altos estoques do imunizante, devido à baixa procura da população. Desde o início da campanha de vacinação, em 10 de abril, mais de 80 milhões de doses foram distribuídas pelo ministério aos estados. Mas apenas 21 milhões (26%) foram aplicadas até agora. A meta é imunizar 90% da população.
A baixa procura não se resume à vacina contra a influenza. No final de abril, a pasta liberou a aplicação da vacina bivalente contra a covid-19 para maiores de 18 anos, mas o comparecimento às unidades de saúde segue abaixo da expectativa. Antes da ampliação, a pasta esperava imunizar 61 milhões de brasileiros, no entanto, a campanha iniciada em fevereiro só atingiu 16% deste público, pouco mais de 10 milhões de pessoas.
Com a ampliação do grupo, a estimativa é que cerca de 97 milhões de pessoas estejam aptas a atualizar a proteção contra a covid-19 no país. Até o último fim de semana, segundo a plataforma LocalizaSUS, o total de doses bivalentes aplicadas era de 16,5 milhões.
Antivacinas
A estratégia do MS aponta para uma maior proteção populacional, mesmo que não seja entre os grupos prioritários. Para Alexandre Cunha, vice-presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, o negacionismo em relação à efetividade das vacinas, aliada a uma menor sensibilização da população em relação aos riscos da doença, é chave para entender a procura abaixo da esperada pelo ministério.
“Sobrou muita vacina porque a campanha antivacina está cada vez mais forte e sem evidência científica que respalde. Outra coisa é a sensação de segurança. As pessoas veem menos casos graves, graças à vacinação em massa. É o paradoxo da vacina”, explica Cunha.
Dados indicam que a descredibilização de imunizantes atingiu muito mais que os da gripe e da covid-19. Segundo relatório Situação Mundial da Infância 2023, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 1,6 milhão de crianças não receberam nenhuma dose da vacina DTP, que previne difteria, tétano e coqueluche entre 2019 e 2021, no Brasil. A DTP no país é conhecida como pentavalente porque protege, ainda, contra a hepatite B e a haemophilus influenza tipo B. Outras 700 mil tomaram a primeira e/ou segunda dose, mas não tomaram a terceira, somando 2,4 milhões de crianças que não estão adequadamente imunes a essas doenças.
O Unicef apurou, ainda, que 26% da população infantil brasileira não recebeu nenhuma dose vacinal em 2021, e que a confiança da população na importância de imunizantes caiu 10 pontos percentuais, para 89%. O Brasil beirou os 100% de confiança durante muitos anos, como aponta o órgão.
“A diminuição da cobertura de outras vacinas tem tudo a ver com a grande campanha contra a vacina de covid-19. Uma vez que se desacredita uma vacina, as outras vem na esteira”, observa o infectologista. “Bolsonaro foi o grande estimulador desse processo. Mas, neste momento, o fanatismo político alcançou tal nível que o processo independe dele. Já existe uma corrente enorme de pessoas antivacinas.” Fonte: (Correio Brasiliense).
Para a região do Sertão, são 31 vagas distribuídas entre 19 cidades.
Nesta terça-feira (18), o Programa Mais Médicos, por meio do Ministério da Saúde, publicou um edital com 173 vagas de reposição distribuídas entre 69 municípios pernambucanos.
Para a região do Sertão, são 31 vagas distribuídas entre 19 cidades, incluindo Serra Talhada, Afogados da Ingazeira e Tabira, no Sertão Pajeú; São José do Belmonte, Salgueiro e Parnamirim, no Sertão Central; e Arcoverde e Custódia, no Sertão do Moxotó.
Esse é o primeiro chamamento público após o anúncio da retomada do programa, em 20 de março. No total, são 6.252 vagas em todo o país.
Confira as vagas para a região do Sertão de Pernambuco: Afogados da Ingazeira (2), Afrânio (1), Araripina (2), Arcoverde (1), Belém do São Francisco (1), Cabrobó (1), Custodia (2), Ipubi (2), Lagoa Grande (1), Ouricuri (2), Parnamirim (1), Petrolândia (1), Petrolina (4) Salgueiro (1), Santa Cruz (1), Santa Maria da Boa Vista (1), São José do Belmonte (2), Serra Talhada (2) e Tabira (3).
No Brasil, 196.916 pacientes aguardam na fila para a realização de consultas, exames e cirurgias no Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados foram divulgados durante a terceira Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT).
Com o intuito de reduzir essas filas de espera, o governo federal criou o Programa Nacional de Redução de Filas (PNRF). No início do ano, foram destinados R$ 600 milhões para apoiar estados e municípios nessa redução.
Durante a CIT, Helvécio Miranda, secretário de atenção especializada à saúde, do Ministério da Saúde, afirmou que o programa deve ampliar o esforço em cada município, para a diminuição das filas.
“Especialmente os grandes municípios, mas não só, para identificar, com forma segura, com CPF, a lista dos pacientes que estão demandando, desde a consulta pré anestésica, desde que indicado, para cirurgia eletiva”, pontua.
O secretário reforça que a atuação da equipe responsável pela saúde municipal no desenvolvimento do projeto é crucial para que os gestores possam avaliar a quantidade de pessoas que estão na fila de espera e, assim, projetar estratégias eficazes para reduzir as filas.
Felipe Proenço, diretor de programas na Secretaria de Atenção Primária à Saúde, do Ministério da Saúde, destaca que todos os pedidos que chegaram até o início do ano foram contemplados e os demais aguardam as publicações das portarias.
“São mais de 56 mil serviços e equipes que estavam represados. Então, à medida que as portarias forem publicadas pelo gabinete da ministra, vão ser divulgados os prazos ao longo deste mês de abril”, explica.
De acordo com o Ministério da Saúde, os critérios e detalhes para o repasse dos valores aos fundos estaduais e municipais de saúde serão publicados em portaria. Cada unidade federativa terá que entregar um diagnóstico com a real demanda local por cirurgias, assim como um planejamento para executar o programa de redução das filas, para que seja estipulada a liberação de recursos. Inf. (Brasil 61).
Análise com dados de 5 milhões de pessoas mostra que, mesmo em pequenas doses, o consumo diário de bebidas alcoólicas não protege contra doenças cardiovasculares. Mulheres que adotam o hábito ficam ainda mais vulneráveis.
Por muito tempo, prevaleceu a crença de que tomar uma ou duas doses de vinho diariamente faz bem ao coração. Mas, agora, um artigo com dados de 5 milhões de pessoas afirma que o hábito não protege contra enfermidades cardiovasculares nem ajuda a viver mais. Publicada na Revista da Associação Médica Norte-Americana (Jama), a pesquisa examinou 107 estudos epidemiológicos de grande porte que avaliaram a associação entre o consumo frequente de álcool e a mortalidade em geral. Para a decepção de quem acredita no potencial benéfico da bebida, a principal conclusão foi outra: “Menos álcool é melhor”, destaca Tim Naimi, autor do estudo e professor da Universidade de Vitória, no Canadá.
A análise não se concentrou apenas no vinho, mas em qualquer tipo de bebida consumida diariamente em níveis moderados — menos de 25g. Para comparação, uma dose de destilado tem 25g e uma taça de vinho de 90ml tem 10g, mesma quantidade de uma lata de cerveja. Segundo os autores, pesquisas antigas que atestavam benefícios do álcool não faziam ajustes de idade, sexo e estilo de vida, como prática de exercícios, tabagismo e dieta, o que pode distorcer os resultados. Agora, todos esses fatores foram calculados, garantindo, de acordo com os especialistas, um quadro mais acurado.
“A revisão dos 107 artigos envolvendo mais de 4,8 milhões de participantes não encontrou redução significativa na mortalidade por todas as causas para bebedores que ingeriam menos de 25g de etanol por dia”, destaca Naimi. “Agora, houve um crescimento significativo de aumento da mortalidade entre mulheres que ingeriam mais de 25g por dia e homens que bebiam 45g ou mais diariamente”, alerta. As descobertas vão ao encontro de um estudo de base genética, publicado no ano passado, que também apontava que qualquer consumo de álcool frequente faz mal à saúde.
Segundo Dennis Bruemmer, do Departamento de Cardiologia da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos, a crença de que a ingestão moderada diária de vinho tinto faz bem ao coração baseia-se no chamado paradoxo francês. No país europeu, essa bebida é muito popular, com um adulto médio consumindo cerca de 47l por ano (mais de 62 garrafas). Além disso, os franceses apresentam, no geral, baixas taxas de doenças cardiovasculares.
Porém, o cardiologista afirma que essa característica não é explicada pela bebida e, sim, porque, em comparação a países com mortalidade mais alta, há menos taxas de obesidade e diabetes tipo 2, menos sedentarismo e hábitos alimentares mais saudáveis, com preferência por dietas semelhantes à mediterrânea, porções menores e baixo consumo de fast-food. “Acredito que o paradoxo francês não é realmente explicado pelo consumo de álcool e vinho tinto tanto quanto por esses outros fatores”, afirma.
Resveratrol
De fato, a casca das uvas usadas para a fabricação de vinho tinto tem um composto natural antioxidante chamado resveratrol que teria potencial de proteger contra doenças cardiovasculares. “O resveratrol ajuda a ativar uma enzima chamada telomerase, que protege a integridade do genoma”, explica Bruemmer. “E por causa disso, tem sido associado à prevenção de doenças cardiovasculares e, na verdade, ao prolongamento da longevidade.” Porém, boa parte das evidências foram obtidas em estudos laboratoriais, e não em humanos. Além disso, a quantidade necessária da substância para promover algum benefício teria de ser imensa. “Seria impossível conseguir isso com vinho tinto.”
Rosário Ortolá, pesquisadora de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Universidade Autônoma de Madri, na Espanha, onde o consumo de vinho também é alto, diz que o artigo publicado na Jama demonstra que o consumo de álcool não deve ser recomendado para melhorar a saúde, mesmo em pequenas quantidades. “Deve ficar claro que, se você beber, quanto menos melhor”, aconselha.
“Já não há dúvidas de que o consumo excessivo de álcool é claramente prejudicial à saúde, mas persiste a controvérsia sobre os efeitos do consumo moderado, embora surjam cada vez mais estudos com metodologias mais rigorosas que não mostram benefícios em beber pequenas quantidades”, reforça Ortolá. “Os resultados desse novo estudo vão nessa linha, pois não encontram um menor risco de morte para o consumo baixo ou moderado, mas um risco maior para o alto consumo.” Além disso, nas mulheres, a vulnerabilidade começa a aumentar com menores quantidades de álcool, algo que já é conhecido e se reflete em limites de risco mais baixos do que para os homens, salienta.
Essas conclusões têm levado sociedades médicas a destacar, cada vez mais, o potencial maléfico do álcool. No ano passado, a Federação Mundial do Coração publicou um relatório, o Impacto do consumo de álcool na saúde cardiovascular: mitos e medidas, que conclui: “Ao contrário da opinião popular, o álcool não é bom para o coração”. “Essas alegações são, na melhor das hipóteses, mal informadas e, na pior, uma tentativa da indústria do álcool de enganar o público sobre o perigo de seu produto”, disse Monika Arora, coautora do trabalho. As informações são do (Correio Brasiliense).
Falta de regulamentação sobre cigarros eletrônicos abre espaço para comércio ilegal e agrava problemas de saúde pública.
A proibição de cigarros eletrônicos no país não tem freado brasileiros que procuram o comércio ilegal em busca do dispositivo. O assunto gera preocupação, em termos de saúde pública, tanto para defensores da liberação regulamentada quanto para críticos de qualquer legislação que permita o consumo e a venda no Brasil.
A comercialização, importação e propaganda de cigarros eletrônicos é vetada no Brasil desde 2009. Em julho de 2022, a Anvisa revisou a determinação e decidiu manter a proibição, após votação unânime. Apesar disso, o consumo no país tem apresentado um crescimento assombroso.
Segundo levantamento do instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), de 2021, mais de 2 milhões de brasileiros fumam cigarros eletrônicos. A situação é ainda mais preocupante entre os jovens. Pesquisa do Covitel – Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em Tempos de Pandemia – aponta que um a cada cinco adultos de 18 a 24 anos faz uso do dispositivo no país.
De um lado, especialistas alertam para os riscos do fumo à saúde e preocupações com o aumento do tabagismo no país. Por outro, defensores alegam que o dispositivo é menos nocivo do que cigarros comuns. Mas em um ponto, todos concordam: a falta de regulamentação na venda expõe brasileiros a produtos que a população nem sequer sabe a composição ou a procedência.
Representantes da indústria do fumo, como a British American Tobacco (BAT), uma das maiores fabricantes de cigarros do mundo, afirmam que há uma diferença significativa entre a liberação do consumo indiscriminado de cigarros eletrônicos e a regulamentação. A BAT ressalta a necessidade de serem criadas normas nacionais para fabricação, importação, comunicação e venda dos produtos – inclusive, composição e limites de idade para uso.
“Os riscos estão claros. As pessoas estão consumindo produtos que elas não sabem o que tem dentro. Você vê muitos casos de pessoas que vêm sofrendo problemas de saúde, e não se sabe se isso é atribuído ao cigarro eletrônico, ao que tem dentro desse produto. Não é possível saber, porque não tem um registro, uma empresa para onde possa ser feita uma reclamação”, explica Lauro Anhezini, chefe de assuntos científicos e regulatórios da BAT no Brasil.
“Essa regulamentação representa uma segurança a quem consome. Fato é que os consumidores estão aí, você consegue ver isso nas ruas de noite, nas baladas, nas pessoas consumindo fora dos escritórios… Mas não sabe o que tem dentro, a Anvisa não tem nenhum controle sobre isso”, continua. Do portal (Metrópoles).
A nova gestão está ampliando o número mensal de atendimentos, em mais 500 consultas, chegando a 4.100 atendimentos (Foto: Divulgação)
Serão retomados nesta segunda-feira (03), os atendimentos da Central de Saúde Bucal, localizada no bairro da Torre, do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado (Sassepe), coordenado pelo Instituto de Recursos Humanos do Estado (IRH). Além da retomada dos serviços, que estavam parados desde dezembro de 2022, a nova gestão está ampliando o número mensal de atendimentos, em mais 500 consultas, chegando a 4.100 atendimentos.
De acordo com o presidente do IRH, João Victor Falcão, o retorno e o aumento no número de consultas na Central, mostra o interesse da atual gestão em restabelecer e fortalecer o Sassepe. “Queremos cada vez mais garantir uma melhor qualidade na assistência à saúde e no controle da utilização da nossa rede própria”, explica.
O local possui seis consultórios, onde são oferecidos atendimentos de urgência e emergência, periodontia, endodontia, bucomaxilo, odontopediatria, dentista, perícia odontológica e atendimentos para pessoas com necessidades especiais.
A equipe de profissionais inclui 17 odontólogos e seis peritos. “Em visita à unidade, foram identificadas as necessidades do serviço ser realizado o redimensionamento de equipe com o objetivo de ampliar a oferta de atendimentos pela Rede Própria com funcionamento das 8h às 20h, de segunda a sexta”, afirmou a diretora de Assistência à Saúde do Servidor, Natália Costa.
As marcações das consultas e perícias podem ser realizadas, das 10h às 13h, pelos telefones 0800 284 2727 (ligação de telefone fixo) e o 4020-2616 (ligações de celular). As informações são do Diário de Pernambuco.
Nísia Trindade, nova ministra da Saúde anunciou um aumento para 6 mil vagas; foram anunciadas 5 mil vagas inicialmente — Foto/Fernando Frazão/Agência Brasil
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou nesta quarta-feira (29), durante debate na 24ª Marcha dos Prefeitos, que vai ampliar em mil vagas o edital de contratação imediata de médicos para atuar nos municípios com déficit de profissionais. “Anunciamos 5 mil vagas, mas vamos ampliar o programa Mais Médicos. Vamos abrir 6 mil vagas”, declarou.
No lançamento do programa, na semana passada, o governo comunicou que tem como objetivo ter 28 mil médicos atendendo pelo programa até o fim deste ano. Além do preenchimento das 6 mil vagas de maneira imediata, outras 10 mil serão ocupadas prevendo uma contrapartida dos municípios. O objetivo é garantir aos prefeitos um menor custo e maior agilidade na reposição profissional. Atualmente, 13 mil médicos atuam no programa.
Durante o debate, o presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, falou sobre a dificuldade financeira das cidades para bancar ações na área de saúde.
A ministra reconheceu que é preciso avançar no financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e nas pactuações com Estados e municípios. “Estamos trabalhando pela reforma tributária. Acho que os ganhos com a reforma tributária precisam servir para a melhoria dos investimentos no nosso país”, afirmou Nísia.
Ela ressaltou que só foi possível manter programas essenciais na área de saúde em razão da aprovação, no Congresso, da chamada PEC da Transição. A ministra fez um diagnóstico crítico sobre a situação da saúde nos últimos quatro anos e cobrou participação dos prefeitos para fazer um grande mutirão de vacinação no país.
“A campanha de vacinação tem uma dimensão pública, mas entendemos que não é suficiente. Por isso, é fundamental os prefeitos estejam juntos. Quero dizer que me coloco à disposição para traçarmos estratégias conjuntas”, disse.
Mais de 80% das mortes por Covid nos últimos 12 meses foram de idosos – Foto/Divulgação. Fonte: (R7)
Um mês após início da aplicação do imunizante atualizado, cobertura nos grupos prioritários está abaixo de 12%.
Passado um mês desde que o Ministério da Saúde começou a campanha para aplicar a vacina bivalente contra a Covid-19 em grupos mais vulneráveis ao agravamento da doença, apenas um em cada quatro idosos com mais de 70 anos elegíveis para receber o imunizante o haviam tomado até o dia 26 de março.
O critério de elegibilidade é o esquema vacinal completo, com pelo menos duas doses da vacina monovalente, sendo que a última delas deve ter sido administrada com um intervalo mínimo de quatro meses.
Os primeiros grupos a serem chamados foram os de idosos acima de 70 anos, indivíduos imunocomprometidos, residentes de lares de longa permanência e seus funcionários, indígenas, população ribeirinha e quilombola.
Em relação aos idosos com mais de 70 anos, o governo estima que 14 milhões de pessoas possam receber a vacina bivalente, mas até agora, somente 3,3 milhões (23,4% do total) procuraram os postos para atualizar a caderneta, conforme um levantamento feito com base nos dados disponíveis até o momento.
As coberturas estão baixas também para os demais grupos que foram convocados inicialmente. De 1,3 milhão de imunocomprometidos, 163,9 mil (11,9%) tomaram a vacina bivalente, patamar semelhante dos residentes em lares de longa permanência (11,2%).
A primeira fase da vacinação tinha como alvo 18,7 milhões de pessoas, que fazem parte dos grupos acima. Deste total, apenas 3,6 milhões (19,4%) tomaram o reforço com a vacina bivalente.
No dia 18 de março, o Ministério da Saúde liberou o imunizante para todo o grupo prioritário e passou a incluir também gestantes e puérperas, idosos com mais de 60 anos e profissionais da saúde, por exemplo – um adicional de 35,5 milhões de pessoas.
Neste último grupo 2,5 milhões (7,1%) já se imunizaram, sendo os idosos acima de 60 anos o que tem a maior cobertura: 12,7%.
Somente 4,2% dos trabalhadores da saúde tomaram a vacina, e 0,75% das gestantes e puérperas.
Ao todo, dos 54,2 milhões de brasileiros aptos a tomar a bivalente, cerca de 6,2 milhões (11,4%) se imunizaram.
“Nós já temos todas as vacinas, e a gente pode adotar aquela estratégia em bloco, quer dizer, todo mundo que está no grupo prioritário pode comparecer à unidade de saúde, observando, na sua cidade, como está sendo essa chamada”, disse no dia 18 a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do ministério, Ethel Maciel.
Um dos motivos apontados por especialistas em imunizações ouvidos pela reportagem para a baixa procura por vacinas contra a Covid-19 é a menor percepção de risco por parte da população.
Além disso, também existe dificuldade de convencimento das pessoas acerca da necessidade de manter o esquema de doses atualizado, especialmente em um cenário de desinformações nas redes sociais.
Importância da vacinação
Os grupos determinados pelo Ministério da Saúde para receber o reforço com a versão atualizada do imunizante da Pfizer são de pessoas que, historicamente, correm mais risco, seja pela exposição ou por condições de saúde que facilitam as complicações da Covid-19.
Sobre os idosos, por exemplo, a pasta cita um relatório da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) que revela a partir dos 60, o risco de hospitalização e morte por Covid-19 é duas vezes maior, quando comparado à totalidade dos casos.
Nos últimos 12 meses, ocorreram 28,5 mil mortes por Covid no Brasil, segundo dados da Central Nacional de Informações do Registro Civil. Deste total, 24 mil (84,3%) foram de idosos com mais de 60 anos.
O cenário deixa evidente que, mesmo com as vacinas disponíveis, essa parcela da população está mais sujeita e, por isso, precisa de vacinas que garantam uma proteção mais robusta.
A mesma preocupação existe com os imunossuprimidos – transplantados de órgãos sólidos, indivíduos com HIV, com doenças autoimunes, em tratamento oncológico, etc.
Outro grupo com baixa cobertura vacinal até o momento, os indígenas, já vivem com “com elevada carga de morbimortalidade, com o acúmulo de comorbidades infecciosas, carências ligadas à contaminação ambiental, assim como doenças crônicas, aumentando o risco de complicações e mortes por Covid-19”, segundo o ministério.
“Doenças infecciosas nesses grupos tendem a se espalhar rapidamente e atingir grande parte da população”, salienta a pasta, acrescentando que o mesmo se aplica para comunidades ribeirinhas e quilombolas, “que tendem a apresentar uma transmissão do vírus mais intensa, considerando vários aspectos de vulnerabilidade existentes”.
A vacina
Vacina da Pfizer atualizada confere imunidade adicional contra a Ômicron- Foto/Divulgação
O imunizante bivalente da Pfizer em uso no Brasil foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em novembro de 2022, após a comprovação de segurança e eficácia.
A nova versão oferece uma proteção adicional contra a variante Ômicron do coronavírus, que atualmente é a predominante.
A vacina é destinada somente para uso como reforço em quem tenha completado o esquema primário (pelo menos duas doses) há mais de três meses.
Os grupos prioritários da vacinação foram escolhidos pelo Ministério da Saúde levando em conta indivíduos que têm maior risco de complicações se forem infectados pelo coronavírus ou que estão mais expostos, como os profissionais de saúde.
Um estudo realizado em Israel mostrou que as vacinas bivalentes reduziram em 81% o número de hospitalizações por Covid-19 em idosos acima de 65 anos.
Também houve redução de 86% do risco de morte nessa faixa etária, segundo a pesquisa, que analisou dados de mais de 500 mil pessoas.
A Secretaria Municipal de Saúde e o Conselho Municipal de Saúde irão realizar na próxima quinta-feira (30), a 9ª Conferência de Saúde Municipal de São José do Egito, no auditório da Secretaria de Educação, a partir das 08h.
A temática da etapa municipal segue a mesma que das Conferências Estadual e Nacional, que é garantir direitos e defender o Sistema Único de Saúde (SUS), a vida e a democracia, amanhã vai ser outro dia.
A Conferência de Saúde é uma grande reunião realizada a cada quatro anos e conta com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis municipais, estaduais e federal.
As deliberações discutidas nas municipais são levadas até a Conferência Estadual e posteriormente para a Conferência Nacional de Saúde. É esta representatividade local que garante a legitimidade do evento como instância colegiada dos vários segmentos representados.
As conferências proporcionaram transformações históricas para a gestão da saúde no Brasil e consequentemente nos municípios.
Alunas do Centro de Ensino Fundamental são vacinadas contra o papiloma vírus humano – HPV (Marcelo Camargo/Da Agência Brasil)
Projeto prevê teste de detecção de HPV no SUS.
O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (22) estratégia para zerar os casos de câncer do colo do útero no país. A doença é o quarto tipo de câncer mais comum entre mulheres e mata, em média, 6 mil brasileiras ao ano.
A medida prevê ações para reduzir casos, prevenção, vacinação e inclusão de teste molecular (PCR) para detecção do HPV, vírus sexualmente transmissível e causador do câncer do colo do útero, no Sistema Único de Saúde (SUS).
Recomendado pela Organização Mundial da Saúde, o teste identifica de forma mais precisa a presença do vírus e, com isso, será possível ampliar o rastreio da doença na população feminina entre 25 e 64 anos e reduzir casos graves e mortes. Atualmente, o diagnóstico é feito na rede pública de saúde pelo exame papanicolau.
De acordo com orientações do ministério, se o teste PCR for positivo, a paciente deve passar pelo exame citológico (papanicolau) e tratamento. Em caso negativo, o PCR deve ser repetido em cinco anos.
“Vamos proteger as mulheres, junto com a vacina de HPV e rastreamento do câncer do colo do útero”, disse a ministra Nísia Trindade, ao anunciar a ação, no Recife, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No mesmo evento, foi relançado o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Outra ação é elevar os índices de vacinação contra HPV, que apresentam queda nos últimos anos. Em 2022, a baixa foi de 75% entre meninas. A meta é chegar a 90% de cobertura, percentual considerado fundamental para garantir a eliminação do câncer de colo do útero no país. A vacina é gratuita, está disponível nas unidades básicas de saúde e é recomendada para adolescentes de 9 a 14 anos, além de imunossuprimidas.
Projeto-piloto
A cidade do Recife será pioneira no projeto da Estratégia Nacional de Controle e Eliminação do Câncer Cervical. Cerca de 400 mil mulheres no estado, de 25 a 64 anos, serão testadas. Haverá também monitoramento de exames e implantação do projeto nas unidades de saúde.
A partir do segundo semestre, as ações serão ampliadas para todo o país.
SEM O REVALIDA – O baiano Cássio: “O Mais Médicos é minha chance de trabalhar no país” – Foto/Divulgação
Presidente participa nesta segunda de cerimônia de retomada do programa que leva profissionais de saúde a regiões isoladas do pais.
Lula vai relançar hoje (20), em Brasília, ao lado da ministra da Saúde, Nísia Trindade, o programa Mais Médicos, que prevê enviar profissionais de saúde a lugares isolados do país.
O programa foi originalmente lançado em 2013 por Dilma Rousseff e foi criticado pela sociedade médica porque trouxe profissionais cubanos para atuar no país sob o pretexto de que médicos brasileiros não tinham interesse em ocupar vagas em lugares distantes dos grandes centros.
A iniciativa foi também muito atacada por Jair Bolsonaro e por parte da oposição que defendem a reserva de mercado dos profissionais brasileiros e também criticam a contratação de médicos formados pela ditadura cubana. Antes mesmo de Bolsonaro assumir, Cuba anunciou o fim do convênio e mandou retirar os médicos do programa. O ex-presidente chegou a criar o programa “Médicos pelo Brasil”, em 2019.
O novo Mais Médicos dará prioridade na contratação de médicos brasileiros formados no Brasil e no exterior. As vagas que não forem preenchidas serão ofertadas a profissionais estrangeiros. Mais detalhes só serão conhecidos durante o relançamento do programa nesta segunda-feira. Inf. Veja.
O Hospital dos Servidores do Estado (HSE) é o hospital âncora do Sassepe – Foto/Reprodução/Internet
Representantes do governo de Pernambuco reuniram-se, na tarde da quarta-feira (15), com o Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisa e Análises Clínicas do Estado de Pernambuco (Sindhospe), que representa a rede hospitalar privada e filantrópica.
Na pauta do encontro, a crise do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Sassepe), que está à beira de um colapso generalizado.
O Sassepe precisa dar conta de uma dívida imensa com a rede credenciada, de R$ 296 milhões, para sobreviver. A crise do plano de saúde levou a rede credenciada a anunciar, via Sindhospe, na última sexta-feira (10), paralisação de parte de procedimentos de hospitais para o Sassepe.
Se as negociações não avançarem, a suspensão das consultas e cirurgias eletivas começará no próximo dia 27.
Na tentativa de evitar a parada das atividades, o Sindhospe apresentou uma proposta, durante a reunião, ao presidente do Instituto de Recursos Humanos do Estado de Pernambuco (IRH-PE), João Victor Falcão, e a demais representantes do governo que participaram da discussão sobre a insustentabilidade do caixa do Sassepe.
Sassepe e Sindhospe: propostas para salvar plano de saúde dos servidores
“Apresentamos uma proposta que vai contemplar as reivindicações dos prestadores e associados. Acredito que vamos encontrar uma solução. Não queremos dar descontinuidade à assistência. Os servidores e usuários do Sassepe merecem atendimento. Mas, para isso, tem que ter aporte financeiro e pagamento da inadimplência, especialmente a do segundo semestre de 2022”, disse o presidente do Sindhospe, George Trigueiro.
O governo de Pernambuco informou que já foi feito um pagamento este ano, aos prestadores de serviço do Sassepe, no valor de aproximadamente R$ 80 milhões, referente a despesas de 2022.
“Elaboramos uma programação, e já estamos analisando o que o Sindhospe nos apresentou. É uma proposta objetiva, que prioriza o pagamento de faturas menores. Na segunda-feira (20), vamos entregar um documento com base no que vamos considerar ser possível”, explicou João Victor Falcão.
O Sindhospe informa que aguarda essa contraproposta do IRH para debater, na tarde da próxima segunda-feira (20), em nova assembleia geral extraordinária com a rede credenciada ao Sassepe, sobre a negociação e a reavaliação sobre a possível paralisação dos procedimentos eletivos que são realizados para o plano de saúde.
Hospitais vão deixar de atender Sassepe
Se ficar decidida a paralisação, devem ser atingidos todos os procedimentos eletivos (os que não são considerados como caráter de urgência). Isso inclui atendimentos ambulatoriais, consultas médicas e cirurgias programadas.
Há unidades de saúde que estão há quase um ano sem receber pagamento e alegam não conseguir manter a estrutura empenhada para garantir os atendimentos.
Dessa maneira, os pacientes/beneficiários do Sassepe vivem em peregrinação, na busca de atendimento de saúde. Tentam, por meses, agendar consultas e exames.
O Hospital dos Servidores do Estado (HSE), no Espinheiro, Zona Norte do Recife, é o âncora do Sassepe e, segundo representantes dos servidores, está abandonado.
Quem tem direito a usar o Sassepe
O Sassepe atende mais de 180 mil usuários (servidores do Estado) e mantém parcerias com várias unidades de saúde do Estado.
De acordo com o Sindhospe, extraoficialmente 10% dos associados (rede credenciada) deixaram de atender os usuários, número que deve aumentar a partir do fim de março, caso não seja feito acordo.
Sassepe/IRH
O relatório apresentado pelo Instituto de Recursos Humanos (IRH) mostra que a receita média mensal do Sassepe é de cerca de R$ 50 milhões. Já a despesa chega a R$ 70 milhões, considerando os custos de R$ 54 milhões com a rede credenciada e R$ 16 milhões com a rede própria.
Dessa maneira, o diagnóstico aponta a necessidade de um incremento de R$ 20 milhões por mês (valor do déficit orçamentário), que corresponde a 41% da atual receita.
A presidente da Associação de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Assepe), Fiorentina Cabral, participou da reunião com o governo na última quinta-feira (09) e disse que será feita uma avaliação mais detalhada das contas para se identificar quanto o Sassepe deve a cada um dos credenciados.
“Esta situação precisa ser resolvida o mais rápido possível. A solução é para ontem”, diz Fiorentina. As informações são do (JC).