Carlos Neves é eleito presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco

TCE-PE

Carlos Neves é eleito presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco
Carlos Neves é eleito presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco – Divulgação/TCE-PE

O conselheiro presidirá o TCE-PE no biênio 2026-2027

O conselheiro Carlos Neves foi eleito, na sessão do pleno desta quarta-feira (19), presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) para o biênio 2026-2027.

A nova mesa diretora será composta pelos conselheiros Marcos Loreto (vice-presidente), Dirceu Rodolfo (corregedor), Eduardo Porto (diretor da Escola de Contas) e Rodrigo Novaes (ouvidor). Os conselheiros Valdecir Pascoal e Ranilson Ramos presidirão, respectivamente, a segunda e a primeira câmaras.

O atual presidente do TCE-PE, Valdecir Pascoal, fez uma saudação, enfatizando alguns dos atributos técnicos e pessoais de Carlos Neves.

“É uma honra ver um amigo, com quem tenho tantas afinidades, chegar pela primeira vez ao posto mais alto do Tribunal de Contas de Pernambuco. Carlos Neves tem sólida formação acadêmica e experiência no sistema de controle externo brasileiro. É um conhecedor do direito, uma pessoa que respeita o contraditório, com enorme capacidade de diálogo, e firmeza sem autoritarismo”, afirmou.

O conselheiro Carlos Neves, que atualmente é vice-presidente do tribunal, rememorou sua trajetória e agradeceu a confiança dos seus pares.

“Essa é uma instituição de referência no controle externo brasileiro. Eu tenho muito orgulho de ser conselheiro do Tribunal de Contas de Pernambuco. Com a ajuda dos meus colegas e de todos os servidores da casa, que muito contribuíram para eu estar aqui, espero contribuir com o aprimoramento da nossa atuação e, em última instância, com a melhoria da vida dos pernambucanos”, disse.

Currículo 
Nascido no Recife, em 1974, Carlos Neves é graduado pela Faculdade de Direito do Recife (1997), e mestre pela Faculdade de Direito de Lisboa (2006).

Tomou posse como conselheiro no TCE-PE em 2019. Na instituição, já foi ouvidor (2022-2023), focando sua atuação na ampliação das ouvidorias municipais, que passaram de 86 para 132 (+56%) no período.

Também foi vice-presidente (2024-2025), tendo sido responsável pela implantação do Sistema de Pós-Julgamento (SPJ) e pelo modelo de monitoramento do cumprimento das determinações do TCE-PE, iniciativas que aperfeiçoaram o controle externo nas etapas posteriores às decisões.

Em sua passagem pela vice-presidência, pela primeira vez o TCE-PE gerou de forma automatizada, via SPJ, a lista dos gestores com contas julgadas irregulares que é enviada ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) em anos eleitorais.

Neves também ocupou funções nas instituições que compõem o sistema Tribunais de Contas (TCs). No Instituto Rui Barbosa (IRB), presidiu o comitê de Tecnologia, Governança e Segurança da Informação dos TCs, adquirindo uma visão ampla em áreas como segurança da informação e o uso da Inteligência Artificial no controle externo.

Na Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), coordenou a rede Infocontas (2022-2023), que congrega os setores de inteligência de todos os TCs brasileiros.

Atualmente é vice-presidente de Relações Jurídico-Institucionais da Atricon, atuando junto aos tribunais superiores na defesa das prerrogativas dos TCs. É exemplo dessa atuação a aprovação, no STF, da ADPF 982, que confirmou a competência dos TCs para julgar contas de prefeitos ordenadores de despesas.

Na vice da Atricon, articulou a criação da Rede de Consenso dos Tribunais de Contas, com o objetivo de estruturar núcleos de consenso em todos os TCs. Também integrou um grupo de trabalho voltado à estruturação das carreiras para as procuradorias jurídicas dos TCs brasileiros.

Antes de tomar posse como conselheiro, Carlos Neves construiu carreira na advocacia. Foi membro do conselho consultivo da Escola Nacional da Advocacia e diretor-geral da Escola Superior da Advocacia em Pernambuco (ESA-PE). Também foi conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE).

*Com informações da assessoria de imprensa 

Tribunal de Contas lança painel com dados de pessoal do Estado e municípios

SERVIDORES

Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) lançou ferramenta "Mapa dos Servidores de PE" nesta quarta-feira (20), com dados sobre pessoal do Estado e de municípios pernambucanos
Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) lançou ferramenta “Mapa dos Servidores de PE” nesta quarta-feira (20), com dados sobre pessoal do Estado e de municípios pernambucanos – Foto/Divulgação

Por Pedro Beija/JC

Ferramenta “Mapa dos Servidores de PE” foi lançada nesta quarta-feira (20), com dados oficiais fornecidos pela administração pública

Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) lançou, nesta quarta-feira (20), um painel interativo contendo informações detalhadas sobre os servidores públicos estaduais e municipais. A ferramenta Mapa dos Servidores de PE, acessível no portal Tome Conta, tem como principal objetivo fornecer transparência sobre a estrutura de pessoal e os gastos com folha de pagamento em todo o estado.

Elaborado a partir de dados oficiais fornecidos pela administração pública, o painel tem como data-base junho de 2024. De acordo com levantamento do TCE-PE, 52,8% dos servidores públicos – sejam municipais ou estaduais – de Pernambuco eram efetivos. Em relação ao início da série histórica, em 2020, houve uma queda de 4% nos vínculos efetivos no serviço público em Pernambuco. Essa diminuição foi de 3,7% nos municípios, e de 4,3% no estado.

Já os contratos temporários, que representam 34,5% do total de servidores, tiveram aumento de 36,3% em relação a 2020. No entanto, esse crescimento de vínculos temporários foi maior nos municípios, com aumento de 43,6%, enquanto no estado foi de apenas 7,2%.

Os cargos comissionados, que correspondem a 12,7% do total, cresceram 26,7% no recorte de quatro anos (2020-2024), com um avanço maior nos municípios (+29,3%) do que no estado (+5,4%).

Outro dado relevante do estudo aponta que metade dos municípios pernambucanos possui mais servidores temporários do que efetivos. Além disso, 37 câmaras municipais não contam com servidores efetivos em seus quadros.

O presidente do TCE-PE, Valdecir Pascoal, ressaltou a importância da divulgação dessas informações para ampliar o controle social.

“Estamos dando publicidade a essas informações para que a população possa exercer melhor o seu controle social. Embora previsto pela Constituição, o contrato temporário deve ser a exceção, necessitando sempre ser justificado”, disse.

Pascoal também alertou para a necessidade de reforçar os concursos públicos como principal meio de ingresso no serviço público.

“Esses dados causam preocupação, já que a regra de para admissão de pessoal é o concurso público para cargos efetivos. O TCE-PE tem estado atento a isso, agindo por meio de auditorias especiais, autos de infração, e medidas cautelares para garantir uma gestão pública eficiente”, disse.

Responsabilidade fiscal

O painel também oferece dados sobre o cumprimento dos limites de despesas com pessoal estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). No cenário municipal, 23 prefeituras (13,5%) ultrapassaram o teto de 54% da receita corrente líquida com gastos de pessoal.

Em contrapartida, o governo estadual, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e o próprio TCE-PE permanecem dentro dos parâmetros legais.

Alerta sobre Contratações Temporárias

Diante da alta no número de contratações temporárias, o TCE-PE emitiu um alerta, em junho de 2024, aos prefeitos dos 184 municípios do estado. O órgão informou que contratações irregulares podem resultar em penalidades como multas, rejeição de contas e encaminhamento de processos aos Ministérios Públicos, incluindo o Eleitoral, para apuração de atos de improbidade administrativa e outras sanções.

Serra Talhada: TCE-PE recomenda novo concurso na Prefeitura após contratos

SERTÃO DE PERNAMBUCO 

Foto/Reprodução

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco considerou como ilegais, várias contratações temporárias realizadas pela gestão municipal de Serra Talhada, segundo informa o site Jaula Cursos.

A decisão teria sido tomada, devido as contratações terem ocorrido sem a realização de um processo seletivo e portanto, violariam os princípios constitucionais de impessoalidade e isonomia.

Adriano Cisneiros, conselheiro substituto, durante o julgamento, destacou a ausência de justificativa para as contratações como de excepcional interesse público. O processo também apontou ainda que a gestão municipal teria ultrapassado os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, para a contratação de pessoal.

A Segunda Câmara do TCE decidiu por unanimidade, anular as contratações listadas nos anexos do processo e os registros dos servidores contratados teriam sido negados.

Multas e penalidades do TCE-PE

Além de anular as admissões, o Tribunal prevê multas individuais no valor de R$ 5.325,48 a Cristiano Gomes Fonseca de Menezes, Karina Pereira Rodrigues, Lisbeth Rosa de Souza Lima, Márcio Augusto Figueiredo Inácio de Oliveira, Marta Cristina Pereira de Lira Fonte, Nildo Pereira de Menezes Filho e Renan Carlos Pereira Bastos.

montante seria destinado ao Fundo de Aperfeiçoamento Profissional e Reequipamento Técnico do Tribunal.

Teria sido estabelecido o prazo de 15 dias após o trânsito em julgado da decisão. Diante da situação, o Tribunal determinou que a Prefeitura avalie sua necessidade de pessoal.

O objetivo é viabilizar um concurso público e, assim, garantir admissões dentro da legalidade. Dessa maneira, a decisão reforça a importância da transparência e do cumprimento das normas na administração pública.

Com informações do Portal Prefeitura

 

 

TCE-PE: Pleno aprova voto de pesar pela morte de José Patriota

PERNAMBUCO

20240918 0
Foto/Reprodução/TCE-PE

Por TCE-PE

O Pleno do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) aprovou um voto de pesar pelo falecimento do deputado estadual José Patriota, ocorrido nesta terça-feira (17).

O conselheiro Ranilson Ramos, autor da homenagem, destacou a trajetória de Patriota, que atuou na Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Pernambuco (Fetaepe), foi prefeito de Afogados da Ingazeira por duas ocasiões, Secretário Estadual de Articulação Regional, e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) por seis mandatos, até chegar ao cargo de deputado estadual.

Ranilson ressaltou ainda a força de José Patriota na defesa do municipalismo. “O Sertão do Pajeú perdeu sua mais importante liderança política”, comentou.

O voto recebeu o apoio de todos os demais conselheiros presentes à sessão nesta quarta-feira (18).

“Era uma referência de alguém que sabia lidar tanto com o homem mais humilde, quanto com o presidente, além de ter uma enorme capacidade de articulação”, disse o conselheiro Rodrigo Novaes.

“Tinha uma grande capacidade resolutiva. Com isso, sempre procurava o Tribunal para tratar dos problemas que afligiam os municípios”, comentou Marcos Loreto.

O conselheiro Dirceu Rodolfo lamentou “a perda de uma liderança de trato sincero e capacidade de articulação pouco vista”.

O conselheiro Eduardo Porto definiu Patriota como “uma pessoa de grande conhecimento e visão de mundo, que escutava todos os lados, e andava em todos os rincões do estado”.

“É fácil, no Brasil, ser defensor do federalismo. Difícil é botar a pauta do municipalismo debaixo do braço, ir para Brasília lutar para que o municípios tenham respeito nessa federação tão complexa como a brasileira”, disse o conselheiro Carlos Neves, que presidiu a sessão interinamente.

“O Conselho, representando todos que fazem parte deste Tribunal de Contas, faz este registro de pesar”, concluiu Neves.

Outras homenagens

O Pleno aprovou ainda votos de pesar pelo falecimento do ex-deputado estadual e ex-prefeito de Goiana, Beto Gadelha, ocorrido no último dia 15, e do ex-deputado estadual Ulisses Tenório, que faleceu nesta terça-feira (17). E também pelo falecimento da mãe do conselheiro substituto Luiz Arcoverde, Maria Ligia Arcoverde, nesta quarta-feira (18).

Prazo para consulta sobre melhoria de serviços públicos vai até 30 de setembro

TRIBUNAL DE CONTAS DE PERNAMBUCO

escuta front menor
Arte/Divulgação/TC-PE

Termina em 30 de setembro o prazo para resposta à “Escuta Cidadã”, uma consulta feita pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) à população para saber quais os serviços públicos que mais precisam de melhorias no Estado.

As respostas vão orientar o planejamento das fiscalizações da instituição. Com base nos resultados, o TCE-PE vai direcionar ações para as necessidades mais urgentes da sociedade, contribuindo assim para melhorar os serviços oferecidos.

Desde que foi lançada, em julho, a Escuta Cidadã já recebeu quase 8 mil contribuições. “A participação da sociedade é muito importante nesse projeto. Quanto mais gente responder à consulta, mais informações teremos para atuar”, afirmou Diego Maciel, auditor de controle externo responsável pela Escuta Cidadã.

Para participar, o cidadão deve acessar o hotsite da consulta.

Fonte: Fonte: TC-PE

TCE expede nova cautelar que pode atrasar pacote de obras de Raquel Lyra

PERNAMBUCO

Rodrigo Novaes, conselheiro do TCE, deu uma decisão monocrática sobre a licitação - Divulgação
Rodrigo Novaes, conselheiro do TCE, deu uma decisão monocrática sobre a licitação – Foto/Divulgação

Conselheiro mandou anular licitação da Secretaria de Projetos Estratégicos de Pernambuco, que cuida do pacote de obras de Raquel Lyra

Tribunal de Contas do Estado (TCE) emitiu mais uma cautelar sobre uma licitação do Governo de Pernambuco, desta vez, na Secretaria de Projetos Estratégicos de Pernambuco.

A decisão foi do conselheiro Rodrigo Novaes, do TCE, após denúncia de uma empresa sobre a fase de habilitação da licitação.

A licitação tinha como objeto a “prestação de serviços técnicos especializados nas áreas de engenharia e arquitetura com disponibilização de mão de obra, visando atender às necessidades da Secretaria de Projetos Estratégicos”.

Segundo fontes no Governo, o Estado precisa de profissionais para acompanhar o novo pacote de novas obras que a governadora Raquel Lyra (PSDB) quer tocar com o dinheiro dos novos empréstimos. Daí esta licitação ser estratégica para a gestão estadual, que enfrenta um “apagão” de quadros técnicos, segundo a fonte.

A gestão estadual pretendia gastar R$ 30.868.539,72 apenas com técnicos para acompanhar, em nome do Governo, as obras que Raquel Lyra pretende lançar com os recursos do empréstimo.

A empresa denunciante alegou que foi desclassificada indevidamente. Segundo a decisão do TCE, a empresa “foi indevidamente desclassificada por não atender critérios de qualificação técnica contidos no Edital do certame”.

A desclassificação da empresa, segundo o TCE, poderia ensejar suposto prejuízo ao erário. O TCE diz que a empresa “teve a proposta mais vantajosa do que a da empresa que foi declarada vencedora, perfazendo uma economia de R$ 323.635,84 anuais“.

Segundo a decisão do TCE, o “Parecer da Gerência de Fiscalização em Licitações de Obras–GLIO atestou que a empresa Representante atende aos critérios de qualificação referente à experiência e capacidade técnica, pela qual foi inabilitada”.

A ordem do TCE, ao final, foi para a gestão Raquel Lyra fazer a “anulação da decisão do julgamento pela inabilitação das empresas, bem como todos os atos posteriores”.

O Governo do Estado também deverá, por ordem do TCE, fazer a “reanálise da habilitação das empresas, considerando os entendimentos já expostos no Parecer Técnico da Gerência de Fiscalização em Licitações de Obras – GLIO, promovendo as diligências que se fizerem necessárias para esclarecimento dos fatos, como determina a jurisprudência relativa à matéria”.

decisão é monocrática e ainda será analisada pela Segunda Câmara do TCE, composta por 3 conselheiros. Rodrigo Novaes assinou a decisão em 6 de agosto. *Blog de Jamildo

TCE-PE vai acompanhar execução de emendas Pix. Valdecir Pascoal defende transparência

PERNAMBUCO

Ocasião deve reunir nomes importantes para o prestigiado lançamento – Foto/Divulgação

Valdecir Pascoal esclarece que a fiscalização será incorporada na rotina dos trabalhos da Corte

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) está acompanhando a execução das chamadas emendas Pix em Pernambuco. O presidente da Corte, Valdecir Pascoal, esclarece que a fiscalização será incorporada na rotina dos trabalhos da instituição e que a iniciativa integra o seu Plano de Controle Externo anual.

“O objetivo é garantir que os recursos sejam aplicados dentro do que determina a legislação, e com a devida transparência. O TCE-PE vai verificar, entre outros pontos, se as despesas realizadas pelos municípios com esses recursos respeitaram as vedações estabelecidas pela Constituição Federal”, explicou Valdecir Pascoal.

Fiscalização

O acompanhamento se destina a verificar se as despesas realizadas com os recursos das transferências especiais respeitaram os limites estabelecidos pela Constituição Federal, como a proibição de uso da verba para despesas com pessoal e encargos sociais.

A Corte de Contas também visa assegurar que os registros contábeis desses recursos sejam realizados corretamente, conforme os padrões da Secretaria do Tesouro Nacional e a Lei de Responsabilidade Fiscal, garantindo a integridade e transparência dos dados financeiros municipais.

Também será avaliado se os municípios informaram ao Legislativo local sobre o recebimento dos recursos, além de verificar a elaboração e divulgação de um plano de aplicação dessa verba. Outro ponto de atenção são as contratações financiadas com esses recursos.

É preciso verificar se elas foram registradas e divulgadas no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), conforme exigem as leis federais. A Corte vai acompanhar se os recursos foram recebidos e movimentados em contas bancárias específicas, mantendo a transparência e a adequada gestão dos recursos.

Por Blog da Folha

Valdecir Pascoal toma posse na presidência do TCE-PE

POSSE

Conselheiro assumiu a Presidência do Tribunal em um evento prestigiado

Posse de Valdecir Pascoal na presidência do TCE – Alexandre Aroeira/Folha de Pernambuco

Parlamentares de vários partidos, políticos, juristas e diversas outras personalidades lotaram o auditório da Escola Judicial de Pernambuco (Esmape), no bairro da Ilha Joana Bezerra no final da tarde desta segunda-feira (8), para prestigiar a cerimônia de posse do novo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), conselheiro Valdecir Pascoal, e da nova diretoria. O evento também contou com a presença do diretor Executivo da Folha de PernambucoPaulo Pugliesi, que representou o presidente do Grupo EQMEduardo de Queiroz Monteiro.

Juntamente com o novo presidente, assumiram, para esse novo biênio, os conselheiros Carlos Neves na Vice-Presidência; Marcos Loreto, na Corregedoria-Geral; Dirceu Rodolfo, na direção da Escola de Contas Públicas; e Eduardo Porto, na Ouvidoria. Ao discursar, Pascoal falou das prioridades para a sua segunda gestão à frente do TCE. Segundo ele, no âmbito da conformidade das contas, continuará atento ao planejamento orçamentário e às contratações públicas.

“A mesma atenção deve estar voltada a questões como obras inacabadas, sustentabilidade ambiental nos contratos públicos, concessão de benefícios fiscais, admissão de servidores, transparência, limites constitucionais em educação e saúde e também aos limites e vedações da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal)”, disse.

Destacou, ainda, a sustentabilidade fiscal, considerando-se a implementação gradual da reforma tributária, já aprovada, e que atingirá a federação por inteiro. “A reforma do sistema tributário, tão sonhada, é um sopro de esperança e de racionalidade, que pode gerar desenvolvimento econômico e justiça tributária, mas que requer uma atenção especial quanto à sua regulamentação, a fim de que se transforme, na prática, em um avanço fiscal e federativo sustentável”, analisou.

Balanço da gestão

No discurso de abertura da solenidade, o presidente do TCE-PE na gestão 2022-2023, conselheiro Ranilson Ramos, listou algumas ações realizadas no período, inclusive as parceiras que o Tribunal fez com as prefeituras, como a da destinação de resíduos sólidos. “O núcleo de engenharia do Tribunal de Contas tem um estudo que (diz que) a gente pode gerar R$ 1,8 bilhão de receita por ano em 26 aterros se a gente começar a avançar para o segundo passo que é a produção de energia”, lembrou.

As boas-vindas ao novo presidente coube ao diretor da Escola de Contas Públicas do TCE, conselheiro Dirceu Rodolfo. Ele fez um discurso em que mesclou letras de músicas a ideias de grandes pensadores. Fez, também, uma analogia entre Valdecir Pascoal e o garotinho de uma fábula japonesa. “Pascoal tem a coragem, a hombridade de convidar o dragão para o aniversário dele e tem mais coragem ainda: ter a pureza de acreditar na bondade do dragão”, finalizou. *As informações são da Folha de Pernambuco.

Solidão: Prefeito Djalma Alves tem Agravo negado pelo Tribunal de Contas de Pernambuco

SERTÃO DO PAJEÚ

Foto/Divulgação

Na 40ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, realizada na quarta-feira (22), o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco julgou o Agravo interposto pela Prefeitura Municipal de Solidão, no processo digital TCE-PE nº 2159127-1. O prefeito Djalma Alves, representado pela advogada Laudicéia Rocha de Melo – OAB/PE N° 17.355, teve seu recurso analisado pelo Relator, Conselheiro Ranilson Ramos.

O Agravo em questão foi interposto contra o despacho nº 072/2021 (PETCE Nº 29135/2021 – PETCEWEB-015283). O Acórdão T.C. nº 2010/2023, publicado no Diário Eletrônico do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco desta sexta-feira (24), trouxe a decisão unânime dos Conselheiros do Tribunal de Contas.

O teor do acórdão destaca que, após a análise dos autos do Processo TCE-PE nº 2159127-1, os Conselheiros consideraram que os pressupostos de legitimidade, tempestividade e interesse processuais para a interposição do recurso foram atendidos. No entanto, os argumentos apresentados pelo Agravante, Djalma Alves de Souza, não foram considerados suficientes para modificar a decisão recorrida.

O relator, Conselheiro Ranilson Ramos, embasou sua decisão nos artigos 77, inciso II, parágrafos 3º e 4º, e no artigo 79, §1°, ambos da Lei Estadual nº 12.600/2004 (Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco). O Acórdão decidiu, à unanimidade, preliminarmente, conhecer do presente processo de Agravo e, no mérito, negar-lhe provimento, mantendo, na íntegra, os termos da deliberação atacada.

A sessão contou com a presença do Conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior, presidente em exercício, e dos Conselheiros Valdecir Pascoal, Marcos Loreto, Carlos Neves, Eduardo Lyra Porto, Rodrigo Novaes, e do Dr. Gustavo Massa, Procurador-Geral.

*Por André Luis