EDUCAÇÃO

O secretário de Educação de Pernambuco, Gilson Monteiro, participou de uma audiência da Comissão de Administração Pública nesta terça (1) para esclarecer questionamentos sobre a gestão da sua pasta. Além dos deputados estaduais, a audiência teve a presença de representantes da comunidade escolar (professores, alunos e pais), que abordaram problemas relacionados à rede pública de ensino.
Na reunião, Monteiro teve de prestar contas sobre o atraso na entrega de kits de material escolar e fardamento. Entre outros temas, estudantes relataram ainda o empobrecimento do cardápio das escolas e casos em que foi oferecida comida estragada. Sobre este ponto, parlamentares criticaram a utilização de contratos temporários para a prestação deste serviço.
Outra pauta dos alunos foi a melhoria da infraestrutura das escolas, especialmente com a climatização das salas. A audiência também debateu a convocação de aprovados nos concursos da secretaria e a ameaça de alunos que participam do Programa Ganhe o Mundo não poderem fazer seus intercâmbios por conta de problemas em uma licitação.
Lideranças do movimento estudantil ainda denunciaram que gestores de escolas estariam ameaçando e coagindo alunos que estavam se mobilizando para a audiência.
Kits escolares
Em relação aos kits escolares, o secretário informou que o atraso foi gerado por problemas no processo licitatório e por medidas cautelares do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Para não atrasar mais a entrega, a gestão estadual fez as compras utilizando atas de preços definidas pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Governo Federal.
“Acreditamos que na primeira quinzena de abril, ou até o dia 20 no máximo, vamos conseguir fazer a entrega para toda a comunidade escolar, porque os pedidos já estão em trânsito”, garantiu o secretário. “Chegamos a distribuir alguns kits, não no quantitativo que a gente quer, mas estamos discutindo e diagnosticando com a empresa fornecedora constantemente”, complementou
Merenda
Em relação à alimentação nas escolas, o secretário avaliou que os problemas se concentram na compra de merenda terceirizada, que ocorre em 191 escolas estaduais, 18% do total. Segundo Monteiro, a ideia é fazer com que a merenda seja escolarizada, ou seja, produzida nas próprias escolas, como ocorre no restante da rede.
A Secretaria terá que fazer compras emergenciais enquanto não conclui a compra de equipamentos para produção das merenda. “Se eu soltar um processo licitatório, eu fico preso por pelo menos dois anos com essas empresas e, com apenas um ano, praticamente ninguém adere, porque o investimento é alto demais para esse tempo de contrato”, justificou.
Ar-condicionado
Em relação à climatização das escolas, Gilson Monteiro destacou que no governo Raquel Lyra a quantidade de escolas com ar-condicionado mais que dobrou, indo de 243 para 500 em dois anos – pouco menos de 50% de toda a rede estadual. Ele informou que a secretaria está trabalhando na infraestrutura das escolas e adquirindo aparelhos para garantir a climatização de todas as escolas até 2026.
Por Alepe