“Não queremos mais Bolsonaro, queremos o Exército”, diz manifestante

ELEIÇÕES 2022

Líder do movimento em Rio do Sul, Santa Catarina, defende que Exército aja para “botar ordem” no país. Bolsonaro fez apelo por desbloqueio

Em vídeo que circula pelas redes sociais, um homem identificado como líder do movimento que obstrui vias em Rio do Sul, Santa Catarina, defende que o Exército entre em campo para “botar ordem” no país.

A fala começou a circular logo após o presidente Jair Bolsonaro (PL) pedir que seus apoiadores desobstruam as rodovias do país. Ao menos 25 unidades da Federação registraram protestos com pedidos de “intervenção federal”. Desde a noite de domingo (30/10), bolsonaristas têm bloqueado várias rodovias brasileiras em protesto ao resultado das eleições presidenciais, que tiveram como vitorioso o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

“Temos que ter noção de uma coisa: nós não temos mais presidente. Não queremos mais o Jair Messias Bolsonaro como presidente. Queremos, sim, uma intervenção militar. Queremos o Exército para vir botar (sic) a ordem em nosso país”, diz o homem.

“O pessoal que está para assumir está fugindo das quatro linhas da Constituição faz muito tempo. Não vamos aceitar. Nós queremos o Exército brasileiro tomando a frente e queremos eles de volta no poder, porque não queremos corruptos, ladrões”, prossegue.

“Nós queremos o Exército, não queremos mais o Bolsonaro. Nós queremos o Exército brasileiro nas ruas”, concluiu o homem, que é aplaudido pelo público presente.

Transição começa com foco no Auxílio Brasil e no reajuste do mínimo

ELEIÇÕES 2022

Na estreia como coordenador da transição do novo governo, vice-presidente eleito Geraldo Alckmin inicia hoje negociações por mudanças no Orçamento para manter benefício de R$ 600 e aumentar salário acima da inflação

 (crédito: Juca Varella/Divulgação )
(crédito: Juca Varella/Divulgação )

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB-SP) estreia, hoje, no papel de coordenador-geral da equipe de transição do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com uma missão prioritária: negociar mudanças no projeto do Orçamento da União para 2023, em tramitação no Congresso, para viabilizar o pagamento de R$ 600 do Auxílio Brasil e o aumento do salário mínimo acima da inflação a partir do ano que vem.

Correio Brasiliense

Movimentos antidemocráticos: interdições de estradas se concentram em MT, SC, PA e RO. 16 estados não têm ocorrências

PROTESTOS

Veja onde estão os bloqueios:

Agentes da PRF num bloqueio realizado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro na BR 116, em Novo Hamburgo (RS)
Agentes da PRF num bloqueio realizado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro na BR 116, em Novo Hamburgo (RS) Foto: Evandro Leal / Agência Enquadrar / Agência O Globo

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atualizou, na manhã desta quinta-feira, a situação dos bloqueios nas rodovias federais do país feitos por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. De acordo com uma postagem da corporação no Twitter, são 71 manifestações em andamento. Os atos se concentram em Mato Grosso, Santa Catarina, Pará e Roraima.

– Acre- duas interdições

– Amazonas – uma interdição

– Goiás- uma interdição

– Minas Gerais – uma interdição

– Mato Grosso – 27 interdições

– Mato Grosso do Sul – uma interdição

– Pará – dez interdições

– Paraná – uma interdição

– Rondônia – nove interdições

– Rio Grande do Sul – três interdições

– Santa Catarina – 17 interdições e 13 bloqueios

Extra

 

 

O maior campeão! Palmeiras goleia Fortaleza e festeja título brasileiro

FUTEBOL

Já garantido após tropeço do Inter à tarde, Verdão joga leve diante de sua torcida, dá show e reforça: é o melhor time deste Brasileirão

Em pé: Weverton, Gustavo Gómez, Mayke, Murillo, Vanderlan, Marcelo Lomba, Luan e Flaco López; Agachados: Endrick, Piquerez, Danilo, Merentiel, Marcos Rocha, Rony, Wesley, Gustavo Scarpa, Zé Rafael, Gabriel Menino, Breno Lópes, Bruno Tabata, Rafael Navarro, Atuesta e Dudu
Em pé: Weverton, Gustavo Gómez, Mayke, Murillo, Vanderlan, Marcelo Lomba, Luan e Flaco López; Agachados: Endrick, Piquerez, Danilo, Merentiel, Marcos Rocha, Rony, Wesley, Gustavo Scarpa, Zé Rafael, Gabriel Menino, Breno Lópes, Bruno Tabata, Rafael Navarro, Atuesta e Dudu ETTORE CHIEREGUINI/AGIF/ESTADÃO CONTEÚDOARTE/R7

 

Foi uma noite de celebração no Allianz Parque. Com o título brasileiro garantido horas antes, após o tropeço do Internacional contra o América-MG, o Palmeiras entrou em campo na noite desta quarta-feira apenas para comemorar com sua torcida, mas fez muito mais: goleou o Fortaleza por 4 a 0, no Allianz Parque, dando mais uma mostra do porquê o time de Abel Ferreira nunca correu qualquer risco de deixar este Brasileirão escapar. Jogando leve, solto e quase no automático, o Verdão construiu a vitória com naturalidade e viu seus dois principais atacantes brilharem, com dois gols de Rony e um de Dudu, por cobertura. Foi noite também de celebrar o garoto Endrick, de 16 anos, principal joia do clube, titular pela primeira vez e autor do gol que fechou a vitória histórica desta quarta. Coadjuvante na festa, o Fortaleza perdeu a chance de colar no grupo da Libertadores.

O maior campeão!

O título brasileiro aumenta a já extensa lista de conquistas do Palmeiras, mas dá ainda dois recordes – o Verdão continua sendo o maior campeão de Brasileirões, abrindo vantagem e agora com 11 taças, e também o maior campeão de torneios nacionais, com um a mais do que o Flamengo – 16 a 15.

Craque do Jogo!

Endrick teve uma merecida festa, mas o melhor em campo foi Dudu. O maestro e maior ídolo do atual Palmeiras fez grande partida e acabou premiado com um golaço, por cobertura, especialidade do camisa 7.

Como foi o jogo?

O Palmeiras fez um primeiro tempo digno de campeão contra o Fortaleza. A equipe de Abel Ferreira controlou a posse e criou oportunidades do começo ao fim. Aos 14 minutos, após um bolão de Gustavo Scarpa, Rony saiu cara a cara com Fernando Miguel e tocou na saída do goleiro para abrir o placar. Aos 31, depois de outras chances criadas pelo Verdão, Dudu recebeu o lançamento de Marcos Rocha no ataque e encobriu Fernando Miguel da beirada da área. Foram sete finalizações do Palmeiras, contra uma do Fortaleza na primeira etapa. Endrick, joia do campeão brasileiro, teve um começo de jogo intenso, mas foi caindo no decorrer dele. No segundo tempo, porém, o Verdão cresceu, chegou ao terceiro gol com Rony e, jogando fácil e sem reação do Leão, deu o quarto gol para Endrick, completando a festa alviverde.

ge

‘Sheik dos Bitcoins’ é preso preventivamente em operação da Polícia Federal, em Curitiba

NA MIRA

Empresário Francisley Valdevino da Silva é suspeito de liderar esquema de fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas, e descumpriu medidas cautelares, segundo a polícia; g1 tenta localizar defesa.

Francisley Valdevino da Silva, conhecido como 'Sheik dos Bitcoins' — Foto: Reprodução/Jornal Hoje
Francisley Valdevino da Silva, conhecido como ‘Sheik dos Bitcoins’ — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

O empresário Francisley Valdevino da Silva, conhecido como “Sheik dos Bitcoins”, investigado por suspeito de fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas, foi preso em Curitiba, nesta quinta-feira (3), em uma operação da Polícia Federal (PF).

Conforme a polícia, ele teve prisão preventiva decretada após descumprir medidas cautelares. Nesta manhã, os policiais cumpriram o mandado de prisão contra ele, além de dois mandados de busca e apreensão.

Anteriormente, o empresário respondia em liberdade sob restrições, como a determinação de que ele não poderia continuar a administrar as empresas ou fazer gestão envolvendo interesse do grupo econômico dele.

Até a publicação desta reportagem, o g1 e a RPC tentavam contato com a defesa de Francisley.

Francisley é suspeito de cometer crimes, desde 2016, ao comandar um esquema de pirâmide financeira disfarçado de aluguel de criptomoedas.

Uma outra fase da mesma operação, deflagrada pela Polícia Federal no início de outubro, cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao suspeito, onde foram apreendidos barras de ouro, dinheiro em espécie, joias, carros, relógios de luxo e outros itens.

Descumprimento das medidas

A PF informou que, dias depois da deflagração da operação, Francisley passou a realizar encontros frequentes na casa dele, em Curitiba, com funcionários das empresas investigadas.

Entre esses funcionários estavam a gerente financeira do grupo e o responsável pelo designer gráfico das plataformas virtuais criadas pelo investigado para prática das fraudes.

Ainda conforme a polícia, os encontros frequentes com este último funcionário “demonstrou que a organização criminosa continuava ativa e promovendo atos criminosos”.

Operação Poyais

Entre as possíveis vítimas está Sasha Meneghel, que, segundo a PF, teve um prejuízo de cerca de R$ 1,2 milhão. A polícia destacou que na lista de vítimas também estão jogadores de futebol, que não tiveram os nomes revelados.

A Polícia Federal informou que, aos clientes, as empresas de Francisley diziam ter vasta experiência no mercado de tecnologia e criptoativos e possuir uma grande equipe que faria operações de investimento com as criptomoedas para gerar lucros.

A investigação mostrou, entretanto, que nunca existiu atividade comercial pelo grupo, e que o dinheiro arrecadado era gasto por Francisley.

Quem é o Sheik

Segundo a polícia, Francisley se apresentava como Francis Silva e é natural de São Paulo, mas se estabeleceu em Curitiba. Na capital paranaense ele desenvolveu uma empresa do ramo da tecnologia.

De acordo com a PF, o suspeito possui mais de cem empresas abertas no Brasil vinculadas a ele. A investigação indica que ele usava o dinheiro arrecadado nas fraudes para a compra de imóveis de alto valor, carros de luxo, embarcações, roupas de grife, joias, viagens, aviões e para fazer doações a igrejas.

Ainda conforme o delegado, o esquema começou a ruir no fim de 2021, quando Francisley não conseguiu mais pagar o que devia aos clientes.

A PF disse que a investigação contra o suspeito começou em março deste ano, depois de um pedido de cooperação policial internacional feito pela Interpol.

O pedido informava sobre uma investigação que identificou uma organização criminosa, liderada por Francisley, em Curitiba.

Sequestro do tio do Sheik do Bitcoin foi motivado por dívida com investidor, diz Polícia Civil

A investigação apontou que alguns membros da família de Francisley também se envolveram nas fraudes. De acordo com a PF, os familiares eram funcionários das empresas, e se apropriavam dos valores investidos pelas vítimas.

g1

PT inicia transição de governo nesta quinta; Lula chega a Brasília na 2ª

EELEIÇÕES 2022

Lula deve desembarcar na capital federal para articular novo governo na próxima semana. Alckmin, Gleisi e Mercadante fazem reuniões nesta 5ª

Vinícius Schmidt/Gustavo Moreno/Daniel Ferreira

São Paulo e Brasília – A transição entre o governo de Jair Bolsonaro (PL) e o do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa nesta quinta-feira (3/11), em Brasília. Segundo apurou o Metrópoles, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, receberá às 14h o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB), a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-ministro Aloizio Mercadante.

Lula deve desembarcar na capital federal na segunda-feira (7/11), quando retomará as articulações do processo de transição. O petista passa alguns dias de descanso na Bahia com a esposa, Rosângela Silva, a Janja.

Em Brasília, o próximo chefe do Planalto pretende se reunir na terça-feira (8/11) com a ministra Rosa Weber, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF); com Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado e do Congresso Nacional; e com Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados.

A equipe de transição do petista também tem um encontro marcado nesta quinta com o Tribunal de Contas da União (TCU) e com o relator-geral do Orçamento, Marcelo Castro (MDB-PI). A prioridade inicial do grupo será analisar a situação fiscal do país, para tentar realizar ajustes que permitam manter o Auxílio Brasil em R$ 600 e aumentar o salário mínimo no primeiro ano de mandato, compromissos feitos durante a campanha.

Em entrevista ao Metrópoles, Castro adiantou que a equipe de transição terá um desafio pela frente: “No Orçamento não tem espaço para nada”. Segundo o emedebista, faltam soluções e sobram problemas.

A transição de governo é prevista em lei e em decreto. Cabe à Casa Civil coordenar a entrega de documentos à equipe do presidente eleito. Os nomes de até 50 dirigentes, em diversos setores, devem ser publicados no Diário Oficial da União. Todos os nomeados trabalham até a posse, em 1º de janeiro de 2023, em preparação do novo mandato.

Prioridades

A ideia da equipe petista é começar a transição com foco no acesso a dados do governo federal e sem pressa para anunciar o nome de ministros, até porque essa articulação passa pela prioridade do governo eleito no momento, que é buscar a maioria no Congresso em 2023. A estratégia para facilitar o processo de transição inclui suavizar o discurso bélico com o presidente Bolsonaro.

Gleisi Hoffmann adiantou que “todos os partidos” que apoiaram a candidatura de Lula irão participar da equipe de transição. Ela ressaltou, contudo, que os nomes indicados não devem ser considerados prováveis integrantes do futuro governo. Lula anunciou durante a campanha que pretende governar com ao menos 13 ministérios — mas, evita citar nomes, apesar de possibilidades terem sido ventiladas.

Metrópoles

 

O dia de finados é feriado nacional ou ponto facultativo?

BRASIL

Entenda a origem da data e saiba como ela é celebrada ao redor do mundo

Os Países ocidentais celebram em 02 de novembro, o dia de Finados ou dia de todas as almas. Essa data foi instituída na Idade Média, pelo abade Odilon de Cluny. A celebração de Finados é de grande relevância para a Igreja Católica, igrejas Anglicanas e Ortodoxa Oriental.
O dia de finados é feriado nacional ou ponto facultativo?
Foto: Divulgação
Diversos países celebram essa data de uma maneira diferente, no México, por exemplo, eles promovem a “Festa dos Mortos”, uma festa católica misturada com antigos rituais astecas. Aqui no Brasil, as pessoas costumam meditar e rezar pelos mortos, visitam cemitérios, levam flores em memória dos entes queridos, além de realizar rituais como orações e cânticos.
Já na Indonésia, eles promovem o Ma’nene, ritual dedicado para vestir o morto com diferentes roupas. No Haiti, as pessoas fazem uma espécie de batucada usando tambores para despertar o Deus dos mortos. Na China, acontece o Ching Ming, onde as pessoas prestam homenagens aos antepassados e entes queridos já falecidos, realizam  limpeza nos túmulos e fazem manutenção das placas com nome.

O dia de Finados é feriado nacional ou ponto facultativo?

De acordo com a Portaria nº 29, de 2021 do Senado Federal, o dia 2 de novembro, data dedicada ao dia de finados, é feriado nacional. Com isso, a folga para trabalhadores é obrigatória, com exceções para serviços essenciais como hospitais, transporte público, entre outros. Você sabe qual a diferença entre ponto facultativo e feriado nacional? O que difere o feriado nacional e ponto facultativo, é a concessão ou não da folga.
No Ponto facultativo, o trabalho é opcional e empresa ou órgão público decidem se o trabalhador terá folga ou não. Em datas de feriado nacional, a folga é obrigatória. Mas se houver expediente, principalmente em serviços essenciais, o empregado tem direito ao pagamento em dobro da hora de trabalho, ou até mesmo, receber uma folga por esse dia trabalhado.

Terapia do luto: qual a importância do apoio psicológico?

terapia do luto é um acompanhamento psicológico voltado para pessoas ou famílias enlutadas. Elas contam com a ajuda da psicologia para superar a dor da perda. A terapia contribui para que o luto não se torne um problema psíquico. As sessões estimulam a pessoa expressar os seus sentimentos, identificar a melhor maneira para enfrentar luto. Além disso, o terapeuta ajuda a prevenir os conflitos familiares que podem surgir nesse momento de abalo.
Se você gosta da área da psicologia e deseja aprender habilidades e técnicas voltadas para o entendimento de pacientes com os mais diversos distúrbios de cunho emocional, como depressão, transtorno de ansiedade generalizada, o curso de graduação em psicologia é ideal para você. O Educa Mais Brasil, programa de inclusão educacional disponibiliza bolsas de estudo com até 70% de desconto. Acesse o site e inscreva-se gratuitamente.

 

Reposição hormonal na menopausa é associada a maior risco de depressão, aponta estudo

SAÚDE

Pesquisadores dinamarqueses analisaram mais de 800 mil mulheres com 45 anos ou mais que fizeram terapia hormonal de estrogênio, ou estrogênio e progesterona 

A manutenção da massa muscular passa também por uma alimentação correta e, nesse caso, não se restringe apenas à manutenção do peso, a ingestão de proteínas é essencial. 'Precisamos garantir uma ingestão alimentar de proteína adequada, e ela depende da faixa etária. Por exemplo, para adulto, que seria até 59 anos, a gente vai ter de consumir 0,8g de proteína por quilo de peso. Agora, a partir dos 60 anos, essa necessidade aumenta em 40% e passa para 1,2 a 1,5g, para eu não perder e eu conseguir construir massa muscular', alerta Simone
A manutenção da massa muscular passa também por uma alimentação correta e, nesse caso, não se restringe apenas à manutenção do peso, a ingestão de proteínas é essencial. ‘Precisamos garantir uma ingestão alimentar de proteína adequada, e ela depende da faixa etária. Por exemplo, para adulto, que seria até 59 anos, a gente vai ter de consumir 0,8g de proteína por quilo de peso. Agora, a partir dos 60 anos, essa necessidade aumenta em 40% e passa para 1,2 a 1,5g, para eu não perder e eu conseguir construir massa muscular’, alerta Simone. Foto Reprodução

Cientistas da Dinamarca encontraram mais um motivo para questionar a reposição hormonal das mulheres no período da menopausa.

De acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (1º), na revista Jama Network, da Associação Médica Americana, o uso de terapias para compensar as perdas hormonais desse período pode estar relacionado com maior risco de depressão.

Ao longo da vida, o corpo feminino passa por inúmeras mudanças hormonais. Essas alterações são comumente apontadas como as principais causas para problemas mais frequentes entre as mulheres, como a depressão e a enxaqueca.

Cientistas da Dinamarca encontraram mais um motivo para questionar a reposição hormonal das mulheres no período da menopausa.

De acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (1º), na revista Jama Network, da Associação Médica Americana, o uso de terapias para compensar as perdas hormonais desse período pode estar relacionado com maior risco de depressão.

O climatério, que normalmente acontece entre 45 e 55 anos, caracteriza-se pela diminuição da produção de progesterona e estrogênio, hormônios produzidos nos ovários.

Por isso, de 60% a 70% das mulheres apresentam sintomas do climatério, que incluem mudanças de humor, taquicardia e calor excessivo.

Para evitar o desconforto, muitos médicos recomendam a reposição hormonal. No entanto, ëste método é questionado, já que pode aumentar o risco de câncer e de eventos tromboembólicos, como infarto e AVC (acidente vascular cerebral) – e, agora, pode também estar associado à depressão.

Com base nos dados do sistema de saúde público da Dinamarca, os pesquisadores analisaram todas as mulheres que tinham 45 anos entre 1º de janeiro de 1995 e 31 de dezembro de 2017, desde que não tivessem tirado um dos ovários ou tivessem tido câncer, seja em órgãos reprodutivos ou não.

As 825.238 voluntárias foram acompanhadas até dia 31 de dezembro de 2018. Foram analisadas as prescrições de reposição hormonal só de estrogênio ou de estrogênio associado à progesterona, administradas de forma sistêmica – via oral ou por pomada na pele transdérmica e local (intravaginal ou intrauterino).

Os diagnósticos de depressão foram identificados no Registro Central de Pesquisa Psiquiátrica Dinamarquesa e no Registro Nacional de Pacientes Dinamarquês, entre 1995 e 2018.

Durante o período analisado, um total de 189.821 mulheres iniciaram terapia hormonal (23%) e 13.069 (1,6%) foram hospitalizadas por depressão, o que representa uma incidência de 17,3 casos por 10.000 pessoas/ano.

As mulheres que usaram a terapia hormonal sistêmica iniciada antes dos 50 anos tiveram um risco maior de um diagnóstico subsequente de depressão. Sendo que o risco foi especialmente alto no ano em que foi começado o tratamento tanto de estrogênio isolado, quanto de estrogênio combinado com progestina – composto sintético com efeitos similares aos da progesterona.

Já a reposição administrada no local não foi associada ao risco de depressão. Todavia, as chances de o uso de hormônios sintéticos interferirem na saúde mental são ainda menores se a reposição é começada após os 54 anos de idade.

“Esses achados sugerem que a TH [terapia hormonal] administrada sistemicamente antes e durante a menopausa está associada a maior risco de depressão, especialmente nos anos imediatamente após o início. Enquanto a TH administrada localmente está associada a menor risco de depressão para mulheres com 54 anos ou mais”, escreveram os autores na publicação.

Os pesquisadores admitem que o estudo tem algumas limitações. Porém, “a análise autocontrolada mostrou que a taxa de depressão era menor, especialmente antes da prescrição de TH, o que pode indicar que os médicos de clínica geral são menos propensos a prescrever TH para mulheres com risco de depressão. Por outro lado, os médicos que prescrevem a reposição precisam ficar mais atentos ao aparecimento de sintomas depressivos entre os pacientes a quem prescreveram TH, isso poderia introduzir viés de detecção.”

Metrópoles

 

 

 

 

 

 

 

RESUMINDO A NOTÍCIA

  • Reposição hormonal pode aumentar risco de depressão
  • Tipo de reposição interfere diretamente no aumento dos riscos da doença
  • Reposição hormonal também pode aumentar o risco de câncer e de eventos tromboembólicos
  • Iniciar a reposição logo após o início da menopausa é contraindicado pelos pesquisadores

Governo cobra R$ 5,5 milhões em 912 multas a motoristas por bloqueios

BLOQUEIOS

Motoristas recebem multas por infração gravíssima, que é interromper circulação em vias sem autorização

Polícia Militar retira apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) da Marginal Tietê, na altura da ponte das Bandeiras, zona norte de São Paulo na manhã desta terça-feira (01). Os apoiadores interditaram a via em protesto contra o resultado das eleições - Metrópoles
PM de São Paulo conversa com manifestantes. foto: Fabio Vieira/ Metrópoles

Nos últimos dois dias, o Ministério da Justiça e Segurança Pública aplicou 912 multas a condutores autuados por bloquearem rodovias. De acordo com a pasta, as multas variam entre R$ 5 mil e R$ 17 mil, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

O órgão informou que os valores aplicados entre segunda (31/11) e terça-feira (1º/11) ultrapassam R$ 5,5 milhões. Motoristas podem consultar as infrações na página da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo o artigo 253-A do CTB, todo e qualquer condutor que utiliza veículos para, deliberadamente, interromper, restringir ou perturbar a circulação na via sem autorização de entidade de trânsito deve ser penalizado com infração gravíssima.

A pena para a infração é multa de R$ 5 mil e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. O infrator também pode ter o veículo removido como medida administrativa. A multa chega a R$ 17 mil para os que forem identificados como organizadores do bloqueio da via.

“Em caso de reincidência, aplica-se em dobro a multa no período de 12 meses. Ainda de acordo com o CTB, as penalidades são aplicáveis a pessoas físicas ou jurídicas que incorram na infração”, informou o ministério. As penalidades são aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas.

Mesmo após o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (PL) na terça-feira (1º/11), o país amanheceu com 167 bloqueios em rodovias federais nesta manhã (2/11), feriado de Finados.

Apesar de não motivar o fim dos atos, o discurso de Bolsonaro — no qual o mandatário desaprovou as ações — fez com que o movimento perdesse força. As obstruções, organizadas por apoiadores do presidente, ocorrem em estradas de 17 estados. Na manhã de terça, 22 unidades federativas contavam com obstruções.

Segundo o artigo 253-A do CTB, todo e qualquer condutor que utiliza veículos para, deliberadamente, interromper, restringir ou perturbar a circulação na via sem autorização de entidade de trânsito deve ser penalizado com infração gravíssima.

A pena para a infração é multa de R$ 5 mil e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. O infrator também pode ter o veículo removido como medida administrativa. A multa chega a R$ 17 mil para os que forem identificados como organizadores do bloqueio da via.

“Em caso de reincidência, aplica-se em dobro a multa no período de 12 meses. Ainda de acordo com o CTB, as penalidades são aplicáveis a pessoas físicas ou jurídicas que incorram na infração”, informou o ministério. As penalidades são aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas.

Metrópoles

Tarifa Social: como pedir desconto na conta de energia elétrica?

ECONOMIA

Para obter descontos ou gratuidade na Tarifa Social, o interessado precisa ter renda mensal menor ou igual a meio salário mínimo. 

Tarifa social dá desconto na conta de luz; veja como funciona e como se inscrever | Economia | G1
Foto: Divulgação

A Tarifa Social é um benefício federal que dá desconto e gratuidade nas contas de energia elétrica de pessoas de baixa renda. Para participar desse programa, você precisa estar cadastrado no programa Cadastro Único.

Para obter descontos ou gratuidade, o interessado precisa ter renda mensal menor ou igual a meio salário mínimo. Essa é a mesma condição para o pagamento do Auxílio Brasil.

Quem recebe do INSS o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou seja, as pessoas que não tem a aposentadoria convencional também tem direito de solicitar a Tarifa Social.

Se você foi aposentado pelo INSS na categoria 87, que é amparo assistencial ao portador de deficiência, ou na categoria 88, que é amparo assistencial ao idoso, e também estiver no CadÚnico, também pode solicitar o benefício.

Os brasileiros que recebem até três salários mínimos e tenham pessoas portadoras de deficiência ou patologia em tratamento também podem receber esse benefício.

Confira a seguir o desconto liberado na Tarifa Social:

  • De 0 a 30 kWh – 65%
  • De 31 kWh a 100 kWh – 40%
  • De 101 kWh a 220 kWh – 10%
  • A partir de 221 kWh – 0%

Edital Concursos Brasil

De seguidores a contratos: veja ganhos e perdas de 15 influenciadores nesta eleição

SALDO DAS ELEIÇÕES 

Acostumados a sugerir produtos nas redes sociais, nas suas famosas “publis”, os influenciadores digitais ampliaram seus nichos de indicações este ano. Em meio a uma eleição presidencial polarizada, muitos resolveram declarar o voto e amplificar, em menor ou maior grau, a campanha de um dos candidatos ao posto mais importante do país. E o EXTRA traz, abaixo, análises do impacto virtual do posicionamento político exposto por 15 famosos. Entre eles, Felipe Neto, Gil do Vigor, Emily Garcia, Paula Sperling, a cantora Anitta e o jogador de futebol Neymar.

Na internet, audiência cobra e julga posicionamentos
Na internet, audiência cobra e julga posicionamentos. Foto: Reprodução

Embora o que mais se ouça é que declarar o voto numa eleição pode ser prejudicial aos números das redes sociais, as análises de especialistas revelam que o cenário é mais complexo do que isso. As recomendações, feitas espontânea e gratuitamente, tiveram efeitos diversos este ano.

Para alguns perfis menores, a declaração de voto foi mesmo um holofote, possibilitando aumentar o número de seguidores. Já os grandes perfis — que costumam ter na sua base de seguidores pessoas de todos os lados políticos —, na maioria dos casos, tiveram queda no número de seguidores instantaneamente. Mas as marcas anteriores puderam ser recuperadas. Em outros casos, sequer houve variação de seguidores fora da média.

— Este ano, principalmente, por conta da polarização, algumas audiências já estavam alinhadas a discursos. Por exemplo, a Boca Rosa já havia feito críticas ao Bolsonaro, então não foi um choque pras pessoas ela apoiar o Lula — comenta Daniel Bovolento, especialista em Marketing de Influência: — Como Andrea Sorvetão se lançou candidata a deputada federal bolsonarista este ano, ter se declarado eleitora dele foi um ponto neutro.

Fred Furtado, CEO da Tubelab, que conecta influenciadores e marcas, sugere também:

— Em muitos casos, acontece uma substituição de seguidores. Assim como pessoas que não sabiam que um influenciador era a favor do Bolsonaro descobrem e deixam de segui-lo, outras pessoas que não tinham conexão passam a segui-lo — explica.

A recuperação do número de seguidores também dependeu, principalmente, da presença ativa nas redes nos dias seguintes. Como a profissão já lida com a volatilidade das taxas rotineiramente, os influenciadores sabem que produzir conteúdo é importante para conquistar novos fãs, e quais conteúdos mais agradam. Assim, fizeram uso dessas cartas na manga, como fotos com pets ou caixinhas de perguntas, para retomar seus índices.

Se o comportamento dos “follows” e “unfollows” é difícil prever, por outro lado, o engajamento é certo. Publicações com declarações de votos costumam ser muito curtidas e comentadas, além de atraírem muitas visitas aos perfis pela polêmica.

E as marcas, como lidam?

Nos contratos firmados com influenciadores digitais, as marcas tentam se proteger de ruídos causados em suas imagens porassociação a posturas de influenciadores. Assim, casos de preconceito em geral ou violência que são expostos geram rompimento imediato de contrato. Sobre um posicionamento político, não há uma regra definida.

Segundo o especialista em Branding Galileu Nogueira, há marcas com diretrizes globais que não permitem se associar a influenciadores com posicionamentos políticos explícitos. Em alguns contratos, acrescenta Bovolento, há cláusulas de não posicionamento durante o vigor da parceria. Mas as empresas não costumam levar tão a pé da letra o texto, com receio da exposição pelos famosos e acusações de cerceamento da liberdade de expressão.

— Muitas marcas já entenderam que posicionamento político faz parte do dia a dia do cidadão e é um direito. Mas elas geralmente escolhem influenciadores cujo conteúdo político não é o centro da sua produção — avalia Bovolento, exemplificando: — Um influenciador que fala sobre Beleza, mas se posiciona politicamente não perde tanta publicidade. Mas o influenciador que reverbera sempre política é mais complicado para uma marca.

Por isso, ir além da declaração de voto, como fez Felipe Neto, e se engajar tão ativamente numa campanha pode render maiores prejuízos. Em entrevista ao “PropMark”, neste ano, o influenciador contou que chegou a ficar dois anos sem fechar contrato com uma marca operacionalizada no Brasil.

— Os motivos foram os mais variados, desdemedo de algumas agências em função da quantidade de bolsonaristas que me odeiam, até agências e marcas com integrantes bolsonaristas em seus conselhos administrativos, que vetavam meu nome sempre que surgia — opinou.

A saída é se isentar?

Para os especialistas, entretanto, a resposta certa não é se ausentar da discussão política.

— O influenciador que não declara o voto tem o benefício da neutralidade diante das marcas, as marcas gostam. Mas geralmente o influenciador rompe com a audiência. Numa eleição como foi agora, polarizada e super apoiada em princípios ideologicos, a audiência cobrou de muitos influenciadores e percebeu a falta de posicionamento. Isso pode ser irreparável — coloca Bovolento.

Galileu Nogueira concorda, ainda que a queda nos números de seguidores nesses casos seja mais diluída, e mais difícil de perceber.

— Não é de agora. Em 2018 houve uma cobrança por parte dos fãs a pessoas públicas. Se sentiram no direito de cobrar: ‘se você vai defender um ideal que é oposto ao meu, eu gostaria de saber isso para decidir se vou continuar comprando sua obra, consumindo seu conteúdo, indo ao seu show’. E isso se repetiu em 2022.

Ele percebe que os influenciadores já entenderam isso.

— O influenciador entendeu este ano que sua vida não pode ser neutra e viver só de publicidade, fugindo de um tema que decidiria o rumo do país pelos próximos quatro anos. Entendeu que era necessário se posicionar e que o momento exigia isso — pontua.

Veja o que aconteceu com 15 influenciadores

As análises a seguir foram feitas por Daniel Bovolento.

– Jaquelline Grohalski

Declarou voto em Bolsonaro no Twitter 8 de setembro.

Análise: Quando crescia, Jaquelline ganhava aproximadamente 400 seguidores por dia. Mas depois de 8 de setembro, sua conta no Instagram passou a conquistar mais 5 mil seguidores por dia. No Twitter, sua média de ganho de seguidores era de 150 por semana, quando acontecia. Na semana em que declarou seu voto, ganhou 10 mil novos seguidores. O movimento voltou ao normal na semana seguinte.

– João Guilherme

Declarou voto em Lula através de vídeo no Tiktok em 1º de setembro.

Análise: A média de crescimento do influenciador no Instagram era de 500 a 1 mil seguidores por dia. Ao gravar o vídeo, mesmo para outra rede, ganhou 2 mil novos seguidores no Instagram. Nos dias seguintes, a média também foi de 2 a 3 mil novos seguidores. No Tiktok não houve alteração de ganho ou perda na média.

– Paula Sperling

Declarou voto em Bolsonaro pelos stories em 1º de outubro.

Análise: Paula perdeu seguidores no dia, mas permaneceu dentro da sua média de variação diária. Voltou ao mesmo patamar de seguidores em 10 de outubro.

– Anitta

Declarou voto em Lula pelo Twitter em 11 de julho.

Análise: Anitta tem um crescimento vertiginoso e irregular no Instagram. Nos dias 11 e 12, o crescimento seguiu dentro da média. No Twitter, o número de seguidores também não variou além da média. Mas o número de likes aumentou e provavelmente a publicação lhe rendeu crescimento no engajamento.

– Gil do Vigor

Publicou foto com Lula no Instagram em 18 de agosto.

Análise: Gil perdeu seguidores no dia, mas permaneceu dentro da sua média de variação diária. A publicação, no entanto, foi uma das que teve melhor engajamento no perfil dele, chegando a três vezes os números de outras fotos.

– Felipe Neto

Declarou apoio à Lula no Twitter em 25 de agosto.

Análise: Felipe já tinha um ganho médio de 3 mil seguidores diários e manteve a média a partir da data sem grandes picos. No Twitter, ocorreu o mesmo: mantendo a média de 4 mil novos seguidores por dia. Até o dia 27 de outubro, Felipe ganhou cerca de 499 mil seguidores na rede social do passarinho.

– Andrea Sorvetão

Publicou foto com Bolsonaro no Instagram em 2 de junho.

Análise: Como Andrea se lançou candidata a deputada federal bolsonarista este ano, ter se declarado eleitora dele foi um ponto neutro. Andrea apresentava um crescimento tímido de cerca de 500 seguidores diários e manteve a média. A foto com Bolsonaro, porém, representou um dos maiores engajamentos de sua conta: subindo de 0,2% para 2,7%.

As análises a seguir foram feitas por Fred Furtado.

– Bianca Andrade (Boca Rosa)

Declarou voto em Lula pelo Twitter em 25 de agosto.

Análise: Entre 24 e 25 de agosto, Bianca ganhou seguidores no Instagram. Entre 25 e 26, perdeu. Pode ter havido um número comum de entradas e saídas de seguidores que neutralizou rapidamente o balanço. A variação, para mais e menos, seguiu nos dias seguintes. No Twitter, ela manteve sua média de ganho de 1 mil novos seguidores por dia.

– Virgínia Fonseca

Publicou stories no dia 2 de outubro, que foram interpretados como apoio a Bolsonaro.

Análise: A influenciadora ganhava dezenas de milhares de seguidores todos os dias, e deixou de crescer por três dias. Ao todo, perdeu na época, 80 mil seguidores. No entanto, já superou atualmente o número de seguidores anterior à postagem.

– Neymar

Publicou stories em apoio a Bolsonaro no dia 29 de setembro.

Análise: O apoio não impactou tanto as redes do jogador. No dia, Neymar ganhou 56 mil seguidores, número abaixo da sua média de crescimento diária. O engajamento do perfil subiu, mas pouco: 1,30%.

– Carlinhos Maia

Publicou foto no Instagram em apoio a Lula no dia 1º de outubro.

Análise: Em quatro dias, Carlinhos perdeu cerca de 120 mil seguidores. O engajamento, no entanto, subiu 2,86% no dia. A foto teve 1,12 milhão de likes, número superior a sua média atual de 517 mil likes nessas publicações. Atualmente, seu número de seguidores já igualou a marca anterior à publicação.

– Arthur Picoli

Publicou foto com Lula no Instagram em 7 de maio.

Análise: No dia, perdeu 28 mil seguidores. O engajamento, no entanto, cresceu 3,69% no dia. A foto superou 500 mil likes, mais de três vezes sua média histórica.

– Yudi Tamashiro

Publicou vídeo no Instagram declarando apoio a Bolsonaro em 2 de outubro.

Análise: Yudi perdeu 22 mil seguidores no dia, mas no dia seguinte ganhou 190 mil. Sua taxa de engajamento subiu 0,66% com o vídeo tendo 533 mil curtidas, número muito superior à média histórica de 42 mil likes. De lá pra cá, ganhou 1,5 milhão de seguidores.

– Gusttavo Lima

Publicou no Instagram registro da sua viagem para apoiar Bolsonaro, em 17 de outubro.

Análise: O artista crescia todo os dias em milhares de seguidores. Mas perdeu 99 mil seguidores no dia e ainda não recuperou o número. O engajamento, no entanto, cresceu 0,64% no dia, com a postagem angariando 2,8 milhões de likes, enquanto sua média histórica é de 447 mil.

– Emily Garcia

Declarou apoio a Bolsonaro nos stories em 1º de outubro.

Análise: A influenciadora tinha variação irregular de seguidores. Após o posicionamento, no entanto, perdeu seguidores por quatro dias seguidos, totalizando 49 mil seguidores a menos. Atualmente, já superou o número de seguidores anterior à postagem. O engajamento no dia cresceu 1,79%.

EXTRA

Manifestantes que fecharam rodovias por contestar resultado de eleições são identificados e vão responder criminalmente, diz SDS

PERNAMBUCO

Até a noite desta terça-feira (1º), ninguém havia sido detido no estado por participar das ações inconstitucionais feitas por grupos bolsonaristas.

Secretário Humberto Freire e representantes das forças policiais em Pernambuco — Foto: Pedro Alves/g1

A Secretaria de Defesa Social (SDS) disse, nesta terça (1º), que começou a identificar os participantes de atos antidemocráticos e de interdições de rodovias em Pernambuco. Também informou que eles vão responder criminalmente. Até o início da noite, ninguém havia sido detido por participar das ações feitas por manifestantes bolsonaristas.

O estado tem registro, desde a segunda (31), de bloqueios nas BRs 101, 104, 232 e 408 feitos por manifestantes contrários ao resultado do segundo turno das eleições.

Lula (PT) derrotou Jair Bolsonaro (PL). Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que polícias impeçam essas interdições.

O secretário de Defesa Social Humberto Freire disse que as polícias estão fazendo relatórios para que, por meio da Polícia Federal e do Ministério Público, os participantes de atos antidemocráticos sejam responsabilizados.

“Algumas pessoas já foram identificadas e serão responsabilizadas criminalmente por essas interdições. As penas para esses crimes vão de 4 a 8 anos de reclusão. Também temos multas que podem ser impostas, em torno de R$ 5 mil, de R$ 17 mil, e, conforme a decisão do STF, multas que podem ir até R$ 100 mil, por pessoa que tenha praticado isso”, afirmou o secretário.

TSE derruba perfis de Zezé di Camargo, Carla Zambelli e André Valadão

MUNDO DOS FAMOSOS

Os motivos ainda não estão claros, mas nos perfis há o aviso “A conta foi retida no Brasil em resposta a uma demanda legal”

Zezé di Camargo, Carla Zambelli e André Valadão são bloqueados no Twitter
Zezé di Camargo, Carla Zambelli e André Valadão são bloqueados no Twitter Foto: Divulgação

Os perfis no Twitter do cantor Zezé di Camargo, da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e do pastor evangélico André Valadão foram bloqueados nesta terça-feira (1°). Zambelli também teve outras contas em plataformas digitais suspensas, como FacebookYouTubeLinkedIn e Instagram. Os motivos ainda não estão claros, mas a ação teria sido um pedido do Tribunal Superior Eleitoral.

Nas contas suspensas, o Twitter direciona para um link que explica o possível motivo.

“Em nosso esforço contínuo para disponibilizar nossos serviços para pessoas em todos os lugares, se recebermos uma solicitação válida e com escopo adequado de uma entidade autorizada, pode ser necessário reter o acesso a determinado conteúdo em um determinado país de tempos em tempos. Tais retenções serão limitadas à jurisdição específica que emitiu a demanda legal válida ou onde o conteúdo violar a(s) lei(s) local(is)”, diz as regras da plataforma.

Zezé di Camargo é apoiador de Jair Bolsonaro, mas ainda não se sabe se a suspensão de seu perfil individual (@zezedicamargo) teria sido por postagens políticas. O aviso na página diz: “Conta suspensa: o Twitter suspende as contas que violam as Regras do Twitter”. Já o perfil da dupla com o irmão Luciano segue ativo.

Carla Zambelli manifestou recentemente apoio aos movimentos que contestam as eleições e estão bloqueando rodovias pelo Brasil. A deputada tinha mais de 2 milhões de seguidores no Twitter. No último sábado (29), a deputada perseguiu um apoiador do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Já André Valadão compartilhou um vídeo no Twitter em 19 de outubro com uma suposta retratação a Lula— então candidato a presidente no segundo turno das eleições — sob intimação do Tribunal Superior Eleitoral. Tanto a Justiça Eleitoral quanto o TSE desmentiram que houve tal exigência da parte deles. Em resumo, o vídeo seria uma resposta a uma fake news inventada por Valadão, para assumir o papel de vítima.

Byte procurou o Twitter no Brasil para saber sobre o bloqueio das contas e aguarda o posicionamento da empresa. Também busca mais dados com o TSE e André Valadão.

Terra

 

Bolsonaro diz que vai cumprir a Constituição; Ciro Nogueira inicia a transição

ELEIÇÕES

Dois dias após perder a eleição, presidente fez pronunciamento de dois minutos, agradeceu os votos que recebeu e não citou o presidente eleito, Lula. Bolsonaro criticou atitudes como invasão de propriedade e cerceamento do direito de ir e vir.

Bolsonaro fez pronunciamento no Palácio da Alvorada — Foto: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez nesta terça-feira (1º), dois dias após o resultado do segundo turno, o primeiro pronunciamento após perder a eleição. Bolsonaro leu um discurso curto, de dois minutos, em que disse que continuará cumprindo a Constituição. Depois, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou que dará início à transição de governo.

Bolsonaro também disse que “manifestações pacíficas são bem-vindas” e criticou ocupações. Caminhoneiros que apoiam o presidente fazem bloqueios em rodovias do país desde o fim do domingo (30).

“Quero começar agradecendo os 58 milhões de brasileiros que votaram em mim no último dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”, continuou.

O resultado das eleições foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57 de domingo, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela hora, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava 49,17% de votos válidos.

Ao todo, com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 60,3 milhões de votos, e Bolsonaro, 58,2 milhões de votos.

Em seu pronunciamento, Bolsonaro discordou de ser chamado de antidemocrático e disse que sempre jogou “dentro das quatro linhas da Constituição”“Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais. Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição”, afirmou.

Bolsonaro também disse que “manifestações pacíficas são bem-vindas” e criticou ocupações. Caminhoneiros que apoiam o presidente fazem bloqueios em rodovias do país desde o fim do domingo (30).
“Quero começar agradecendo os 58 milhões de brasileiros que votaram em mim no último dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”, continuou.

O resultado das eleições foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57 de domingo, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela hora, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava 49,17% de votos válidos.

Ao todo, com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 60,3 milhões de votos, e Bolsonaro, 58,2 milhões de votos.

No pronunciamento, Bolsonaro não citou o nome de Lula. Tradicionalmente, candidatos derrotados ligam para os vitoriosos. De acordo com o PT, Bolsonaro não havia procurado Lula até a tarde desta terça.

Transição 

Logo após a breve fala de Bolsonaro, Ciro Nogueira assumiu o microfone no púlpito para falar sobre a transição de governo, tema que não foi abordado pelo presidente.

“O presidente Jair Bolsonaro autorizou, quando for provocado, com base na lei, a iniciarmos o processo de transição”, disse o ministro.

“A presidente do PT [Gleisi Hoffmann], segundo ela em nome do presidente Lula, disse que na quinta-feira será formalizado o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin. Aguardaremos que isso seja formalizado para cumprir a lei do nosso país”, completou Nogueira.

Movimentação no Alvorada 

A primeira fala pública de Jair Bolsonaro após a derrota nas eleições foi antecedida de uma intensa movimentação no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, onde ele se fechou nos últimos dias.

No início da tarde, carros de vários ministérios chegaram ao local, levando os ministros para a companhia do presidente.

Bolsonaro discursou ao lado de auxiliares diretos. Entre os ministros presentes estavam Ciro Nogueira (Casa Civil), Marcelo Queiroga (Saúde), Paulo Guedes (Economia), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa), Anderson Torres (Justiça), Marcelo Sampaio (Infraestrutura), Joaquim Leite (Meio Ambiente), Carlos França (Relações Exteriores), Célio Faria (Secretaria de Governo) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral).

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também esteve no Alvorada, mas deixou o prédio antes do pronunciamento de Bolsonaro.

g1

 

 

 

 

 

 

Festa de lançamento definirá os grupos do Paulistão 2023

CAMPEONATO PAULISTA

Torneio tem início em 15 de janeiro e final em 9 de abril; R7 transmite ao vivo sorteio dos grupos, a partir das 12h30 (de Brasília)

Paulistão é considerado o estadual mais forte do Brasil
Paulistão é considerado o estadual mais forte do Brasil DIVULGAÇÃO/FPF

2022 ainda nem acabou, mas já tem torcedor pensando no ano que vem. Ao menos no futebol paulista, a próxima temporada começa já nesta terça-feira (1º), dia do lançamento do Paulistão 2023. O evento, a partir das 12h30 (de Brasília), no Pacaembu, em São Paulo, sorteará também os grupos do estadual mais forte do Brasil, com transmissão ao vivo do R7.

O campeonato, que vai para sua 122ª edição, começa em 15 de janeiro e vai até 9 de abril, dia da grande decisão. A Record TV, mais uma vez, transmite o torneio de forma exclusiva na TV aberta.

Na primeira fase, os 16 times estarão divididos em quatro grupos e todos eles enfrentam os representantes das outras chaves, com 12 rodadas, até conhecermos os classificados para o mata-mata, para o troféu do interior, além dos dois rebaixados.

Como de costume, cada um dos quatro maiores times do estado está em um grupo diferente. O Palmeiras, atual campeão estadual e perto de confirmar o título do Brasileirão, desponta como favorito para buscar a sua 25ª taça.

Já São Paulo, Santos e Corinthians também são concorrentes para aumentarem suas galerias de troféus. Assim como a Portuguesa, dona de três títulos, e que está de volta à Série A-1 depois de oito anos ausente. Quem também é novidade para 2023 é o São Bento, vice-campeão da A-2 na atual temporada.

R7

20 anos do caso Richthofen: Com quem ficou a herança do casal assassinado?

CRIME

Em valores atualizados, o patrimônio somava cerca de R$ 11 milhões. Por causa da morte do casal, que foi espancado, os bens foram arrolados em um processo judicial de inventário

 (crédito: Reprodução/Rede Globo)
(crédito: Reprodução/Rede Globo)

O casal Manfred e Marísia von Richthofen, morto em 31 de outubro de 2002, levava uma vida de padrão elevado e construiu um patrimônio de alto valor. Entre os bens deixados como espólio estavam a casa de alto padrão na qual o casal foi assassinado, na Rua Zacarias de Góis, no bairro Campo Belo, zona sul da capital paulista, e uma chácara em São Roque, no interior, além de dois carros e numerário em contas bancárias. A filha das vítimas, Suzane von Richthofen, o namorado dela, Daniel Cravinhos, e o irmão dele, Cristian Cravinhos, foram condenados pelo crime.

Em valores atualizados, o patrimônio somava cerca de R$ 11 milhões. Por causa da morte do casal, que foi espancado, os bens foram arrolados em um processo judicial de inventário. Como a filha mais velha, Suzane, estava presa, acusada do assassinato, o outro filho, Andreas, menor de idade à época e sob a tutela do tio Miguel Abdalla, foi nomeado inventariante.

O processo foi julgado em 2011, cinco anos após o julgamento e a condenação de Suzane a mais de 39 anos de prisão pela morte dos pais. A ré foi excluída como herdeira por ter sido considerada “indigna” de ficar com parte do patrimônio da família. Houve recurso e houve decisão final somente em 2015.

Na sentença, o juiz José Ernesto de Souza Bittencourt Rodrigues determinou “a exclusão, por indignidade, da herdeira Suzane Louise von Richthofen, relativamente aos bens deixados por seus pais, ora inventariados. Defiro o pedido de adjudicação formulado pelo único herdeiro remanescente, Andreas Albert von Richthofen”.

A casa no Campo Belo havia sido adquirida por Manfred em 1998 por R$ 330 mil. O casarão foi vendido por Andreas pouco mais de um ano após a decisão da Justiça que o tornou herdeiro, valendo quase dez vezes mais.

O novo proprietário reformou o imóvel, dando um novo visual à fachada. O imóvel de São Roque chegou a ser objeto de ações de cobrança pela prefeitura local, devido ao débito de impostos durante o curso do inventário, mas não há informações sobre eventual venda.

Conforme a advogada Danielle Corrêa, especialista em Direito de Família e Sucessões, pela perspectiva do Direito Civil, como filha, Suzane seria herdeira legítima do casal. “No entanto, em linhas sucessórias, os herdeiros indignos ou deserdados perdem o direito à herança. A deserdação ocorre quando anunciada pelo testador por motivos graves que justificam o afastamento do herdeiro de sua herança”, diz.

“Há indignidade quando o herdeiro pratica atos reprováveis em desfavor do autor da herança, cometendo contra este atos contra a sua vida, honra e a liberdade que possui para firmar o testamento”, complementa Danielle. Ainda segundo ela, a indignidade deve ser fundamentada em previsão contida na lei.

“Por exemplo, quando o herdeiro houver sido autor, coautor ou partícipe de crime consumado ou tentado de homicídio doloso contra a pessoa que deixou a herança, como é o caso da filha do casal von Richthofen, que arquitetou e colaborou friamente na morte dos pais. A herança, tanto no caso de deserdação como no caso da indignidade, será partilhada apenas entre os demais herdeiros, no caso, apenas o outro filho do casal”, continua a advogada.

A indignidade, segundo a advogada, não é automática, sendo necessário que o herdeiro seja considerado indigno por sentença judicial. “No caso em questão, o irmão de Suzane, Andreas, menor à época, era o único que poderia requerê-la, e assim o fez, tendo a jovem sido considerada indigna, não vindo a receber um tostão sequer da herança dos pais.”

Ela lembrou que, apesar disso, Suzane não saiu com as mãos abanando e desamparada. A avó paterna, antes de morrer, deixou um testamento com um patrimônio avaliado em R$ 1 milhão para a criminosa recomeçar sua vida. “Parece injusto, mas nossa lei não proíbe isso”, disse.

A reportagem não conseguiu contato com Andreas. Suzane informou que não falaria com o Estadão. Procurada, sua advogada não deu retorno.

Agência Estado

 

Aliados do presidente Bolsonaro no DF sinalizam com oposição propositiva

ELEIÇÕES

Parlamentares da base de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados avaliam posicionamento da bancada do DF no governo petista. Maioria sugere um tom conciliatório, mas algumas pautas serão inegociáveis

Gilvan diz que Republicanos avaliará os projetos de acordo com o que for melhor para o povo - (crédito: )
Gilvan diz que Republicanos avaliará os projetos de acordo com o que for melhor para o povo – (crédito: )

Com a vitória de Lula (PT) no segundo turno das eleições, os parlamentares eleitos pelo Distrito Federal começam a avaliar o papel da oposição nos próximos quatro anos. A capital do país elegeu, em sua maioria, deputados federais apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL). Devido a isso, o espaço de diálogo se tornou tema central para o sucesso das articulações políticas. O Correio procurou os parlamentares ao longo do dia e as respostas, de bastidores e oficiais, garantiram em sua maioria o tom conciliatório, apesar de algumas ressalvas.

Deputado federal Alberto Fraga (PL) avaliou ser prematuro fazer uma análise do comportamento da bancada do DF ao lidar com Lula. “Temos que ver como o Congresso vai se comportar. Precisamos aguardar alguns acontecimentos, qual será o comportamento dos presidentes dos partidos a nível nacional. Mas pela força que o Congresso tem, o Lula não governa sem o apoio dele. E essa bancada não vai aceitar retrocesso, não vamos admitir invasão de terra, ideologia de gênero nas escolas, essas pautas idealizadas”, garantiu Fraga.

Gilvan Máximo, deputado federal pelo Republicanos, afirmou que o partido vai trabalhar pelo que for bom para o Brasil e criticar o que for ruim. “Vamos seguir com responsabilidade, porque esse momento requer muito cuidado com o povo brasileiro”, pontuou Gilvan. O parlamentar acrescentou que reconhece a vitória de Lula e parabenizou o presidente Bolsonaro pela disputa, além de avaliar o cenário do governo do DF com o presidente Lula: “Ibaneis demonstrou durante os quatro anos que é de diálogo, e tenho certeza que ele vai dialogar com o presidente (eleito), porque assim vamos ganhar o melhor para o DF, para o Brasil e para o povo”.

A mesma opinião foi defendida por Júlio César (Republicanos). “Vou seguir trabalhando e buscando o diálogo para que o país continue crescendo”, pontuou. O deputado federal disse que seguirá na linha da independência, “claro que mantendo a coerência”. “O que for bom para o país estarei pronto para aprovar no Congresso, assim como o que for ruim, estarei pronto para criticar, bem como me posicionar contra”, disse.

Fraga diz que não aceitará retrocesso com pautas ideológicas. foto: Narcelo Ferreira/CD/D.A pres

À disposição

Chefe do Palácio do Buriti, Ibaneis se colocou “à disposição para trabalhar ao lado do presidente eleito”. O pronunciamento foi dado pelas redes sociais logo após a apuração dos votos. Ibaneis acrescentou que o presidente da República reside no DF e, “como governador reeleito, farei tudo para que tenhamos — e tenho certeza de que teremos — uma convivência harmônica para que possamos governar para todos”.

O governador não foi o único a se posicionar pelas redes. A senadora Damares Alves (Republicanos) também se manifestou, mas não em tom conciliatório. “Os 14 anos do PT no poder, resultaram em fome, miséria e corrupção. Nos quatro anos do governo Bolsonaro, o Brasil avançou 40 anos!”, escreveu.

Aproximação 

Professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Frederico Bertholini destacou que, “embora a maior parte dos parlamentares esteja em um campo antagônico ao presidente Lula, não tem como definir que são oposição”. “Isso será decidido com o começo do governo e os arranjos da Câmara. Temos que lembrar que essa oposição não é completamente linear e não existe uma ausência total de cooperação entre o governo e esse setor de parlamentares”, avaliou.

Frederico também citou sobre o orçamento secreto. “Não sabemos como vai funcionar isso no novo governo, mas essa tem sido uma forma dos políticos conseguirem retornos sem passar necessariamente pelo presidente da República, mas passando pelo presidente da Câmara e pelo relator. Essa é uma possibilidade dos parlamentares do DF conseguirem recursos a despeito do aparente antagonismo entre a maior parte deles e o presidente”, observou.

Cientista política, Noemi Araujo pontuou que Lula enfrentará dificuldades em seu terceiro mandato na Presidência. “Em um contexto novo e desafiador sem a maioria dos parlamentares do espectro da esquerda, mas Lula sempre teve traquejo político e habilidade de interlocução mesmo com seus opositores, haja vista a Frente Ampla que conseguiu unir para o segundo turno e sair vitorioso”, afirmou. A especialista também analisou a situação do ponto de vista de Ibaneis Rocha, e opinou que deve haver uma aproximação entre presidente e chefe do Buriti. “Visto que o seu partido (MDB) foi peça fundamental na eleição de Lula, por meio, principalmente, da figura da senadora Simone Tebet”, disse.

A reportagem também buscou o posicionamento da deputada Bia Kicis (PL) e de Fred Linhares (Republicanos), mas até o fechamento desta edição, não obteve retorno.

Edis Henrique Peres/ CB

Operação cala a boca: Globo veta presença Cassia Kis no Encontro e Domingão

MUNDO DOS FAMOSOS

As recentes falas de Cassia Kis sobre relações homoafetivas, adoção e aborto causaram tanto mal-estar na Globo que a emissora achou melhor cuidar para que a atriz permaneça quieta. Nos bastidores de Travessia, a ordem é para os programas da casa não darem espaço à intérprete de Cidália na novela das nove.

Cassia Kis está encostada em uma caixa de madeira com o nome da novela Travessia
Atriz de Travessia, Cassia Kis causou desconforto com opiniões controversas sobre assuntos delicados. Foto: Fabio Rocha/TV Globo

O receio na emissora é de que ela volte a dar declarações polêmicas e/ou chocantes, prejudicando ainda mais a repercussão de Travessia. Até mesmo o Gshow, que é o site oficial da Globo, foi orientado a não procurar Cassia para comentar nada, nem mesmo assuntos relacionados à trama de sua personagem da história de Gloria Perez.

A orientação vale para programas como Encontro, Mais Você, Domingão com Huck e Fantástico. As produções dos dois últimos estavam com a intenção de dar voz a Cassia para ela explicar suas falas controversas, mas todos foram desencorajados a continuar com a pauta.

O que Cassia Kis disse?

Cassia causou desconforto com suas opiniões sobre assuntos que envolvem escolhas das mulheres, criação dos jovens e também sobre sexualidade. A atriz de Travessia relembrou um aborto que fez nos 1980, do qual ela se arrepende.

“Ouvi falar que lá na Europa, que é tudo legalizado e espero que nos mantenhamos longe disso, eles fazem a mãe escutar o coração do bebê. Se tivesse ouvido o coração do meu filho na barriga, teria tido este filho que não tive. Eu matei o meu filho”, desabafou ela na entrevista à jornalista Leda Nagle, publicada no YouTube.

Em seguida, a atriz criticou o uso de contraceptivos no país: “Para esses jovens, fazer um aborto, tomar uma pílula do dia seguinte, um anticoncepcional é muito fácil, porque eles não têm a referência do bebê, da vida dentro da barriga. Isso é grave, muito grave”, disparou.

Cassia contou que uma vez convidou uma amiga católica a colocar um bebê nos braços de jovens para os quais a mulher lecionava. Sua ideia era conscientizar aquelas pessoas sobre o significado de uma vida. A atriz finalizou o o discurso com outra fala preconceituosa sobre casais homoafetivos:

“Não existe mais homem e mulher, mas mulher com mulher e homem com homem, e homem com homem não dá filho, nem mulher com mulher. Como a gente vai fazer?”, criticou.

Por Daniel Castrro /Notícias da Tv

Preços da gasolina sobem pela terceira semana seguida, diz ANP

ECONOMIA

Gasolina teve alta de 0,6% na semana e 23 a 29 de outubro. Valor médio do etanol subiu forte, com alta de 2,54% no período; diesel caiu 0,45%.

Abastecimento em posto de gasolina — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Abastecimento em posto de gasolina — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O preço médio do litro da gasolina vendido nos postos do país subiu pela terceira semana consecutiva, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta segunda-feira (31).

preço médio do litro avançou de R$ 4,88 para R$ 4,91 na semana de 23 a 29 de outubro, uma alta de 0,6%. De acordo com o novo levantamento da ANP, o valor máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,34.

O litro do etanol hidratado também subiu: passou de R$ 3,54 para R$ 3,63, um avanço de 2,54% na semana. Essa é a quarta alta seguida no preço do combustível, após cinco meses de queda. O valor mais alto encontrado pela agência nesta semana foi de R$ 6,90.

O diesel teve queda sensível. O preço médio do litro recuou de R$ 6,59 para R$ 6,56, redução de 0,45%. O valor mais alto encontrado nesta semana foi de R$ 7,99.

Os dados da ANP dão sinais de estabilização nos preços dos combustíveis, após semanas consecutivas de forte queda (confira no gráfico abaixo).

Em junho, os preços do litro do diesel e da gasolina alcançaram os maiores valores nominais pagos pelos consumidores para os combustíveis desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004.

g1

 

Polícia Rodoviária diz ter iniciado a liberação de estradas bloqueadas; Via Dutra na altura de Barra Mansa foi liberada

LIBERAÇÃO

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou nota afirmando já estar em ação para desobstruir os pontos de estradas pelo país, bloqueados por bolsonaristas.

Grupo de caminhoneiros interdita trecho entre Barra Mansa e Volta Redonda, na BR-116, no Estado do Rio
Grupo de caminhoneiros interdita trecho entre Barra Mansa e Volta Redonda, na BR-116, no Estado do Rio Foto: Fabiano Rocha/ Agência O Globo

Os grupos de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL), entre eles caminhoneiros, iniciaram, ainda na madrugada de segunda-feira, os protestos ilegais por não se conformarem com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial de domingo. A BR 116, Via Dutra, na altura de Barra Mansa, no interior do estado do Rio e que faz ligação com São Paulo, amanheceu com as duas pistas abertas. Outros dois pontos de bloqueio, na altura dos municípios de Queimados e Nova Iguaçu, também foram liberados.

De acordo com agentes da PRF, a liberação da Dutra em Barra Mansa aconteceu por volta das 3h da manhã, quando um grupo de cerca de 150 manifestantes ainda permanecia no local travando a pista no sentido Rio. A via é a principal ligação entre os estados do Rio e São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, a saída dos manifestantes foi ordeira, após uma conversa com agentes da PRF. Cerca de 20 manifestantes ainda permanecem no local, entre eles um grupo de fiéis da Igreja Assembleia de Deus de Madureira, que montou uma tenda com comida e bebida para doar aos motoristas.

EXTRA