Em meio a pressões da Educação por direitos, prefeita Márcia diz que “dizer sim nem sempre é possível” na abertura do ano letivo

POLÊMICA

Foto/Reprodução/blog do Jr. Campos

A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), proferiu, na manhã desta segunda-feira (2), um trecho de discurso na abertura do ano letivo municipal que chamou atenção – interpretado como um recado em meio às pressões da educação relacionadas a direitos e reivindicações sindicais, sobre os precatórios do Fundef.

Dizer sim nem sempre é possível, mas podem ter certeza de que eu nunca me curvei e não vou me curvar a nenhum obstáculo. A gente para, conversa com vocês, conversa com o time e arranja uma solução.

Nos últimos dias, assembleia do SINTEST e reuniões com a Secretaria Municipal de Educação vêm discutindo a situação dos precatórios, a necessidade de avanço no PCCR – além de demandas históricas, como progressões congeladas.

Embora a prefeita não tenha citado diretamente nenhuma dessas pautas durante o discurso, a fala ganha repercussão justamente por acontecer no mesmo período em que a categoria cobra posicionamentos – principais relacionados aos precatórios.

Na prática, a Prefeitura de Serra Talhada, comandada pela prefeita Márcia Conrado (PT), tenta convencer sistematicamente, a Justiça a permitir que os juros de mora do precatório, valores milionários gerados pelo atraso no pagamento, sejam depositados em conta separada e sem vinculação com a educação, podendo ser utilizados livremente pelo Executivo municipal.

As informações são do Blog Junior Campos

João Campos: “A gente vai estar 100% com Lula”

POLÍTICA

Prefeito do Recife, João Campos/Foto: Marina Torres/DP Foto
Prefeito do Recife, João Campos/Foto: Marina Torres/DP Foto

Do Diario de Pernambuco e Ricardo Dantas Barreto

Apesar de o PT ainda não ter fechado questão sobre aliança majoritária em Pernambuco, o prefeito do Recife e pré-candidato a governador pelo PSB, João Campos, garante que atende ao principal critério dos petistas. “A gente vai estar 100% com Lula”. O Diretório Estadual do PT já definiu que as alianças serão tratadas com o comando nacional e que a chapa majoritária em Pernambuco não poderá ter alguém pedindo voto para outro candidato à Presidência.

Além de reafirmar afirmar seu apoio ao petista, Campos assegurou que “nosso conjunto vai votar com Lula para presidente”. Disputam as duas vagas de senador da Frente Popular, Humberto Costa (PT), Silvio Costa Filho (Republicanos), Miguel Coelho (UB) e Marília Arraes (SD). E nenhum desses admite ocupar a vice.

Quanto à presença de Lula no Recife para prestigiar o desfile do bloco Galo da Madrugada e a inauguração do Hospital do Amor, em Garanhuns, dia 14 de fevereiro, João Campos desconversou se teria cunho eleitoral.

“É um gesto de carinho com a nossa cidade e o nosso Estado, mas não vejo movimento ligado à política, nesse momento. Ele como presidente da República está vindo ver o maior bloco de carnaval do mundo e vai ser super bem recebido. Agora, claro, na política, todo o Brasil e Pernambuco sabem que sou eleitor de Lula, que meu partido estará com ele e a gente vai estar juntos nas eleições”, disse João Campos.

De acordo com o prefeito, as equipes técnicas da Prefeitura do Recife e do Palácio do Planalto já se reuniram para definir a programação e o roteiro de Lula, na passagem do Galo da Madrugada. “Lembro que o presidente Lula, acho, que a última vez que veio a Galo foi quando meu pai (Eduardo Campos) era governador. Fico feliz em ver o presidente estar na terra dele. Ele é pernambucano. Então, prestigiar o Galo é uma alegria”, assinalou.

Álvaro Porto faz discurso direto para Raquel Lyra, citando tentativa de cizânia e interferência na Alepe

POLÍTICA

Foto: Blog Dantas Barreto

A recepção cordial do presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (PSDB), à governador Raquel Lyra (PSD), na reabertura dos trabalhos durou até o momento do seu discurso. Ele que todos os projetos do Governo foram aprovados desde 2023, mas disse que não permite a interferência de outros poderes, inclusive, por vias judiciais, e nem a tentativa de cizânias entre os pares. Apesar da sua fala dura, Raquel o cumprimentou quando voltou à Mesa Diretora.

Enfatizamos, como em outras ocasiões, que todos os projetos apresentados em benefício do povo de Pernambuco, serão apreciados e aprovados.

“É importante relembrar que, de 2023 até agora, a totalidade dos projetos enviados pelo governo foi aprovada integralmente por esta Casa. Especificamente sobre as operações de crédito, o colegiado aprovou mais de R$ 13 bilhões neste período. Em outras palavras, fizemos a nossa parte e seguimos cumprindo o dever de fiscalizar diuturnamente a aplicação dos recursos aprovados”, falou Porto.

Em seguida, Porto ressaltou: “Exatamente por buscarmos a excelência das atividades desta Casa, temos acompanhado com muita preocupação a ocorrência de ataques à imagem dos legislativos e dos legisladores, campanha que visa incutir na população uma imagem distorcida e mesquinha das nossas atividades enquanto representantes do povo e como cidadãos. Tenho certeza que nada, nada mesmo, nos fará licenciar diante dessas tentativas patrocinadas por aqueles que querem um Legislativo submisso, acovardado e inerte. Não medirei esforços e continuarei a fazer o que tenho feito nos últimos três anos: defender com todas as nossas forças uma Assembleia como instituição altiva e independente”.

O presidente da Alepe enfatizou na sua fala que na será “serei silente diante das agressões, não me apequenarei perante aqueles que por

motivos inconfessáveis nos querem como um poder subalterno, subserviente e subjugado”.

Porto disse que “temos enfrentado momentos difíceis, mas são eles que nos fortalecem enquanto representantes do povo”. “Em nenhum momento cederei às mais variadas ameaças, desde aquelas que passam pela judicialização de questões de natureza interna corporis, como tantas outras que o servilismo político de plantão tem feito com tanta frequência”, afirmou.

Bombeiros realizam parto dentro de viatura em Serra Talhada

SERTÃO DE PERNAMBUCO

Bombeiros foram acionados pela própria gestante/Cortesia
Bombeiros foram acionados pela própria gestante (Foto/Cortesia/DP)

(Diario de Pernambuco)

Gestante em trabalho de parto foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros no bairro Alto Bom Jesus; mãe e bebê passam bem

Na noite da última sexta-feira (30), uma equipe do Corpo de Bombeiros realizou um parto dentro de uma viatura durante o atendimento a uma emergência no bairro Alto Bom Jesus, em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco.

A ocorrência foi registrada às 22h57, após a própria gestante acionar a Central 193, relatando estar no nono mês de gestação e com contrações intensas.

A guarnição da viatura AR 964, da 1ª Seção de Bombeiros do 3º Grupamento, foi enviada ao local e encontrou a parturiente sentada em frente à residência, com fortes dores e dificuldade de locomoção.

Diante do quadro clínico, a equipe realizou o transporte imediato da gestante.

Durante o deslocamento para a unidade hospitalar, o trabalho de parto evoluiu rapidamente. Com a intensificação das contrações, próprio efetivo precisou realizar o parto dentro da viatura.

Segundo informações do  3º Grupamento, a criança nasceu em segurança e chorou logo após o parto, sinalizando boas condições de saúde.

Após chegarem ao hospital, a mãe e o recém-nascido foram encaminhados à sala de parto.

No local, o cordão umbilical foi cortado e todos os procedimentos médicos necessários foram realizados pela equipe de saúde.

A ocorrência foi encerrada às 23h35 e mãe e filho seguiram sob acompanhamento médico.

Conta de luz: Aneel mantém bandeira tarifária verde em fevereiro

ECONOMIA

Foto colorida de conta de luz com dinheiro - Metrópoles
Foto colorida de conta de luz com dinheiro – Metrópoles – Foto: Reprodução

Por Mariana Assis, g1 — Brasília

A bandeira tarifaria para o mês de fevereiro continuará verde, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na última sexta-feira (30). Isso significa que não haverá cobrança adicional na tarifa.

A bandeira tarifária sinaliza ao consumidor os custos reais da geração de energia no país. Quando a geração fica mais cara, a cobrança extra é aplicada automaticamente nas contas.

Em dezembro, a bandeira foi reduzida de amarela para verde em janeiro devido ao volume de chuvas – justificativa semelhante à aplicada na decisão para fevereiro.

“De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras”, diz o comunicado da agência.

Como funciona o sistema de cores:

O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras.

Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz.

Saiba quanto custa cada bandeira

Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor:

  • •🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;
  • •🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);
  • •🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);
  • •🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).

Novo presidente do TJPE defende julgamentos mais rápidos e consistentes na Corte

TJPE

Francisco Bandeira de Mello, novo presidente do TJPE
Francisco Bandeira de Mello, novo presidente do TJPE – Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco

Francisco Bandeira de Mello também argumentou a favor do uso da IA em algumas tarefas do Judiciário

Por Yuri Costa

O novo presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o desembargador Francisco Bandeira de Mello afirmou que é necessário encontrar maneiras de julgar de forma mais rápida e consistente os processos que tramitam na Corte.

A declaração foi dada em entrevista à Folha de Pernambuco, na manhã desta segunda-feira (2), após a realização da Missa de Ação de Graças da nova mesa diretora do TJPE.

“As expectativas são sempre de muito trabalho. Em uma época em que o tempo corre muito rápido e o número de processos avança muito, nós temos que encontrar fórmulas para julgar, a um só tempo, de forma mais célere e com consistência, como eu tenho sustentado aos colegas, que os processos precisam serem julgados a tempo de serem úteis para a sociedade. Mas também não adianta correr depressa para chegar no lugar errado. Nós temos que aliar consistência e celeridade”, argumentou.

Somado a isso, Bandeira de Mello também afirmou que é necessário buscar melhorar a produtividade no Judiciário. Segundo o desembargador, a solução está no uso de ferramentas tecnológicas, como a inteligência artificial (IA), no apoio de algumas atividades e na substituição de tarefas repetitivas.

“Isso que eu chamo de corrida contra o tempo e preservação da qualidade não é sustentável à opção de ampliação da máquina judiciária. Nós temos que recorrer para busca de melhor produtividade, dar saltos de produtividade”, iniciou.

“Isso só é possível mediante ao uso maciço de ferramentas de tecnologia de informação, seja utilizando a IA generativa na área de condução de processos e de apoio à atividade decisória, seja na automação dos fluxos de PJE, substituindo aquelas tarefas repetitivas pela ação das ferramentas dos programas de computador, liberando mão-de-obra para trabalhar naquelas atividades que exijam cognição humana”, finalizou.

João Campos reage à investigação da PF sobre possível monitoramento indevido do governo de PE

PERNAMBUCO

João Campos (PSB) reage à investigação da PF sobre possível monitoramento indevido do governo de PE
João Campos (PSB) reage à investigação da PF sobre possível monitoramento indevido do governo de PE – Foto: Leandro de Santana/Folha de Pernambuco.

De acordo com o prefeito, “o povo pernambucano não tolera perseguição”.

Em vídeo publicado nas redes sociais nesse sábado (31/01), o prefeito do Recife João Campos (PSB) comentou sobre a abertura de investigação da Polícia Federal sobre o possível monitoramento indevido do governo de Pernambuco a aliados da gestão municipal.

De acordo com o prefeito, “o povo pernambucano não tolera perseguição”.

“O Supremo Tribunal Federal acaba de determinar uma investigação a ser conduzida pela Polícia Federal depois que a imprensa nacional divulgou que tava acontecendo de forma clandestina e criminosa em Pernambuco. Parte da Polícia Civil sendo utilizada para fins eleitorais e político, sem nenhum ato formal, BO ou inquérito. Carro oficial da prefeitura sendo rastreado, servidores sendo seguidos, tudo de forma clandestina e criminosa”, disse o prefeito.

Investigação
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou à Polícia Federal que apure o caso, que denominou como um “suposto monitoramento indevido”.

Em despacho na sexta-feira, ele pediu que a PF avalie se há “elementos mínimos que indiquem a possível prática de infrações penais” por integrantes do governo Raquel Lyra (PSD), acusados pelo partido de Campos de realizarem uma “operação clandestina de monitoramento e espionagem”.

A decisão de Gilmar cita haver informações sobre uma ação voltada ao “rastreamento e ao reconhecimento facial” de aliados de Campos, “com foco especial sobre o secretário de Articulação Política e Social (…) e seus familiares”.

Após a reportagem, a Polícia Civil de Pernambuco disse ter deflagrado a operação em questão, denominada “Nova Missão”, após receber denúncia anônima sobre suposto pagamento de propina a um servidor público do Recife. Com a investigação não encontrou evidências, um inquérito não chegou a ser aberto. As autoridades negam irregularidades no procedimento.

Já a prefeitura do Recife afirma que a atuação dos policiais foi “ilegal, inconstitucional e imoral”. A gestão de Campos também apontou haver “uso eleitoral” da Polícia Civil por parte do governo estadual.

Lyra e Campos devem se enfrentar na eleição para o governo de Pernambuco neste ano. Ambos disputam o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa.

A decisão de Gilmar afirma que “não cabe”, no momento, atribuir “responsabilidade direta às mais altas autoridades do Poder Executivo estadual”, mas pontuou que os alvos do suposto monitoramento ilegal são ligados ao “núcleo político do principal adversário da atual governadora”.

Governadora reforçou que Polícia Civil não recebeu ordem para perseguir opositores

POLÍTICA

Raquel Lyra foi às redes sociais para rebater acusações de instrumentalização da polícia para perseguir opositores
Raquel Lyra foi às redes sociais para rebater acusações de instrumentalização da polícia para perseguir opositores – Ricardo Fernandes/Folha de Pernambuco

Por Anthony Santana

“Não é hora de transformar tema técnico em palco eleitoral”, afirma Raquel em resposta a acusações da oposição

A governadora Raquel Lyra (PSD) foi às redes sociais para rebater às acusações da oposição de instrumentalização da Polícia Civil de Pernambuco para perseguir opositores políticos. Em um vídeo publicado na noite deste sábado (31), Raquel Lyra reforçou que o tema é técnico e não deve ser tratado com viés eleitoral.

“A Polícia Civil de Pernambuco é uma instituição de estado com autonomia e responsabilidade funcional. Ela não pertence a governos, não serve a interesses políticos e jamais será instrumento de ninguém. Não é hora de distorcer fatos, nem transformar um tema técnico em palco eleitoreiro”, declarou Raquel Lyra

A governadora se pronunciou após a publicação de um vídeo pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), informando sobre a determinação do Supremo Tribunal Federal da abertura de uma investigação da Polícia Federal (PF) sobre o monitoramento da Polícia Civil de Pernambuco que teve como alvo o secretário de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro, e o irmão Eduardo Monteiro.

A governadora reforçou que a Polícia Civil não recebeu ordem para perseguir opositores políticos. A gestora enfatizou também que ninguém deixará de ser investigado caso haja indícios de desrespeito às leis.

“Não existe por parte do governo de Pernambuco nenhuma orientação de perseguir quem quer que seja. Por outro lado, é muito importante dizer que, sob o meu comando, nada nem ninguém jamais deixará de ser investigado se houver indícios suficientes para isso. Eu trato esse assunto com serenidade, porque sempre foi assim que conduzi minha vida pública”, declarou a governadora. 

A determinação da investigação do caso pela Polícia Federal foi proferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, na sexta-feira (31). O despacho do ministro determina que a PF investigue se houve a prática de infrações ao código penal na apuração feita pela Polícia Civil de Pernambuco.

História de Pernambuco passa a ser disciplina obrigatória para estudantes da rede estadual

EDUCAÇÃO

Sala de aula da rede estadual: escolas terão História de Pernambuco como disciplina obrigatória
Sala de aula da rede estadual: escolas terão História de Pernambuco como disciplina obrigatória – Foto: Filipe Jordão/SEE

Por Portal Folha de Pernambuco

De acordo com a Secretaria de Educação, medida contempla estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio

O ano letivo de 2026 na rede estadual de ensino começa na próxima terça-feira (3) com uma novidade: a inserção da História de Pernambuco como disciplina obrigatória nas escolas.

A medida contempla estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio, de acordo com a Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE).

As instruções normativas que reorganizam as matrizes curriculares dos ensinos fundamental e médio foram publicadas no Diário Oficial do Estado nos dias 14 e 21 de janeiro, respectivamente.

A obrigatoriedade do ensino da História de Pernambuco será para estudantes de 342 escolas de ensino integral e regular que oferecem turmas dos anos finais do ensino fundamental. Já no ensino médio, a disciplina será vivenciada por alunos de 730 escolas de ensino médio regular, integral e técnico integrado.

A adição da disciplina nas matrizes curriculares foi proposta pelo governo de Pernambuco em julho de 2025, quando foi encaminhada ao Conselho Estadual de Educação no contexto das comemorações do Bicentenário da Confederação do Equador.

“Essa iniciativa representa um avanço na valorização da identidade histórica e cultural pernambucana no ambiente escolar. É uma garantia de que os estudantes da rede estadual terão acesso, desde o ensino fundamental até o ensino médio, a conteúdos que abordam a nossa história e valorizam a nossa riqueza e diversidade cultural”,  destacou o secretário de Educação, Gilson Monteiro. 

Além da obrigatoriedade do componente curricular História de Pernambuco, as novas matrizes curriculares para o ensino fundamental trazem para as escolas regulares as disciplinas de recomposição de língua portuguesa, recomposição de matemática, recomposição de ciências humanas e eletivas. Os componentes só eram vivenciados, anteriormente, nas escolas de ensino integral.

PF apura possível ‘monitoramento indevido’ do governo de PE contra secretário de João Campos

PERNAMBUCO

Polícia Federal investiga "monitoramente indevido" do governo de Pernambuco a secretário de João Campos
Polícia Federal investiga “monitoramente indevido” do governo de Pernambuco a secretário de João Campos – Foto: Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco; Alexandre Aroeira/Arquivo Folha de Pernambuco

Por Agência O Globo

Ministro do STF citou acusações de uma ‘operação clandestina’ da Polícia Civil, na gestão de Raquel Lyra, para rastrear integrantes da prefeitura do Recife

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou à Polícia Federal que apure um “suposto monitoramento indevido” praticado pela Polícia Civil de Pernambuco contra aliados do prefeito do Recife, João Campos (PSB)l

Em despacho na sexta-feira, Gilmar pediu que a PF avalie se há “elementos mínimos que indiquem a possível prática de infrações penais” por integrantes do governo Raquel Lyra (PSD), acusados pelo partido de Campos de realizarem uma “operação clandestina de monitoramento e espionagem”.

A decisão de Gilmar cita haver informações sobre uma ação voltada ao “rastreamento e ao reconhecimento facial” de aliados de Campos, “com foco especial sobre o secretário de Articulação Política e Social (…) e seus familiares”.

O caso veio à tona após reportagem da TV Record, no último domingo, apontar que agentes da Polícia Civil pernambucana seguiram o carro do secretário municipal Gustavo Monteiro e de seu irmão, Eduardo. A reportagem mostrou que, em setembro do ano passado, um equipamento rastreador foi instalado no veículo, que se encontrava estacionado próximo a um mercado de Recife, onde Eduardo, que trabalha como assessor na prefeitura, fazia compras.

“A utilização de instrumentos técnicos de vigilância com finalidade política, dissociada de qualquer controle judicial, representa não apenas um desvio funcional, mas uma afronta direta aos preceitos fundamentais de inviolabilidade da intimidade, da legalidade, da impessoalidade e da igualdade de condição em disputa eleitoral”, diz o despacho de Gilmar.

Após a reportagem, a Polícia Civil de Pernambuco disse ter deflagrado a operação em questão, denominada “Nova Missão”, após receber denúncia anônima sobre suposto pagamento de propina a um servidor público do Recife. Com a investigação não encontrou evidências, um inquérito não chegou a ser aberto. As autoridades negam irregularidades no procedimento.

Já a prefeitura do Recife afirma que a atuação dos policiais foi “ilegal, inconstitucional e imoral”. A gestão de Campos também apontou haver “uso eleitoral” da Polícia Civil por parte do governo estadual.

Lyra e Campos devem se enfrentar na eleição para o governo de Pernambuco neste ano. Ambos disputam o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa.

A decisão de Gilmar afirma que “não cabe”, no momento, atribuir “responsabilidade direta às mais altas autoridades do Poder Executivo estadual”, mas pontuou que os alvos do suposto monitoramento ilegal são ligados ao “núcleo político do principal adversário da atual governadora”.