AGRESSÃO

Vítima diz que agressão de cassetete aconteceu por ter esbarrado em um PM no Carnaval do Recife; advogado aponta lesão corporal, abuso de autoridade e pede responsabilização do Estado
Por Cadu Silva/DP
“Olhei o sangue escorrendo e abri os braços tentando entender o motivo,” argumentou o jovem de 27 anos, morador de Paulista, após ter sido agredido com um cassetete por um policial militar, durante o show do rapper Djonga, no Carnaval do Recife.
Nesta quinta (19), ele esteve, acompanhado do advogado, na Corregedoria, fez exame de corpo de delito no IML e prestou Boletim de Ocorrência na delegacia.
O caso
A agressão ocorreu na madrugada desta quarta-feira (18), no Festival Rec-Beat, ocorrido no Cais da Alfândega, no centro da Cidade.
Segundo a vítima, ele levou uma pancada de cassetete na testa enquanto participava de uma roda aberta pelo artista durante a apresentação, o que resultou em um corte profundo e sete pontos.
De acordo com o relato, a agressão aconteceu quando o cantor pediu para que o público abrisse uma roda para brincar.
“Eu era um deles e, enquanto estava pulando, me esbarrei com um policial que vinha por trás. A roda estava aberta e ele invadiu. Quando me esbarrei, ele se afastou e deu um cacetete na minha testa. Levei sete pontos”, contou.
O jovem afirma que não houve discussão ou qualquer tipo de briga no momento. “Olhei o sangue escorrendo e abri os braços tentando entender o motivo. Ninguém estava fazendo nada ilícito. Não existe justificativa para isso.”
Após o golpe, a vítima disse que retirou a camisa para estancar o sangue, deixou o local e seguiu até a Unidade de Pronto Atendimento de Olinda, onde recebeu atendimento médico.
Na manhã desta quinta-feira (19), a vítima esteve na Corregedoria, depois foi para o Instituto de Medicina Legal (IML), onde realizou o exame de corpo de delito.
A tia do jovem, aposentada da Polícia Militar, afirmou que recebeu a notícia por meio da irmã em uma ligação. Ela relatou ainda o despreparo dos agentes durante a atuação.
“Vergonha. Peço perdão ao meu sobrinho pela instituição que eu amo, mas percebemos que ainda existem pessoas despreparadas. Não existe disciplina que ensine a agredir. Se não consegue controlar a situação, conduz à delegacia. Queremos que a verdade venha à tona e que quem errou seja responsabilizado”, declarou.













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