Autoescolas de Pernambuco anunciam protesto no Recife contra novas regras da CNH nesta quinta (23)

MANIFESTAÇÃO 

Brasília – Proprietários de autoescolas organizam manifestação na Esplanada dos Ministérios contra resolução do Detran que obriga o uso de simuladores em aulas de direção (Antonio Cruz/Agência Brasil)

CFCs e instrutores alertam para impacto da flexibilização das regras na segurança do trânsito e no desemprego, e garantem protesto pacífico

Os Centros de Formação de Condutores de Pernambuco (CFCs) pretendem realizar protesto às ruas do Recife, nesta quinta-feira (23).

O comunicado, feito pelo sindicato da categoria, destaca que o movimento vai ser pacífico e em defesa da obrigatoriedade das autoescolas e da valorização dos profissionais que atuam na formação de novos motoristas.

A manifestação é organizada pelo Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Pernambuco (SindCFC-PE) e pelo Sindicato dos Trabalhadores, Diretores e Instrutores de Autoescolas e Centros de Formação de Condutores do Estado (SINTRAINSTRU-PE).

Defesa da categoria
O ato busca chamar a atenção do Governo Federal e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a importância de manter o processo de formação de condutores sob orientação profissional.

As entidades defendem a criação de um grupo de trabalho junto à Secretaria de Relações Institucionais para discutir medidas de modernização e desburocratização do setor, sem comprometer a segurança no trânsito nem os milhares de empregos gerados pelas autoescolas.

De acordo com o presidente do SindCFC-PE, Ygor Valença, o segmento vem sendo injustamente responsabilizado pelos altos índices de acidentes de trânsito no país.

“Todos sabemos que esses números decorrem da falta de fiscalização e da ausência de normas claras e eficazes, e não do trabalho dos CFCs”, destacou.

Roteiro do protesto
A concentração está marcada para as 10h, na avenida Agamenon Magalhães, em frente à Fábrica Tacaruna, no bairro de Campo Grande, na Zona Norte da capital pernambucana, ocupando duas faixas de rolamento.

O percurso seguirá com sentido ao Viaduto Joana Bezerra e indo até o Polo Pina, na Zona Sul do Recife.

Em seguida, vai retornar pela mesma via até o antigo Bompreço do Parque Amorim, no bairro Boa Vista, no centro da cidade.

Depois segue pela Rua da Soledade e Avenida Conde da Boa Vista, também no bairro da Boa Vista, com encerramento previsto para as 13h, nas proximidades da Praça da República, em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Durante todo o trajeto, o movimento garante que não haverá bloqueio total das vias, mantendo a fluidez parcial do trânsito e o respeito às orientações das autoridades de segurança.

Mobilização pacífica
De acordo com o sindicato, o caráter do protesto é ordeiro, com objetivo de alertar autoridades e a sociedade sobre os impactos sociais e econômicos das propostas de flexibilização para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Segundo os organizadores, a medida ameaça a qualidade da formação de novos condutores, além de colocar em risco milhares de empregos e a segurança viária em todo o país.

Por Marta Souza

Ato reúne manifestantes contra PL da Anistia e PEC da Blindagem no Museu da República

MANIFESTAÇÃO

Manifestação no Museu da República contra a PEC da Blindagem -  (crédito: Minervino Junior/C.B/D.A/Press)
Manifestação no Museu da República contra a PEC da Blindagem – (crédito: Minervino Junior/C.B/D.A/Press)

Milhares de manifestantes se reuniram neste domingo (21/9) em frente ao Museu da República, na Esplanada dos Ministérios, em um protesto contra o projeto de lei que prevê anistia aos participantes das invasões às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro de 2023. O ato também defendeu a derrubada da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, chamada pelos que estavam presentes no evento de “PEC da Bandidagem”.

A concentração se iniciou por volta das 10h da manhã. Líderes de partidos e movimentos de esquerda discursaram em um trio elétrico debaixo de um dia de sol forte na capital federal. Havia diversas bandeiras de sindicatos e agremiações políticas, além de faixas em comemoração à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Um boneco inflável ironizando a imagem do ex-presidente também foi levantado pelos manifestantes no local. Além dos cartazes em protesto aos projetos em pauta no Congresso Nacional, também havia faixas que defendiam o fim da escala 6×1 e a isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas que recebem até R$ 5 mil por mês.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) e a organização do evento não confirmaram quantas pessoas estavam presentes na manifestação. Após o ato no Museu da República, os manifestantes caminharam até o Congresso Nacional, onde os deputados e senadores debatem nas próximas semanas as propostas que estão na mesa dos dois presidentes das casas legislativas.

No palanque, figuras públicas do campo progressista estiveram presentes, como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-governador do Distrito Federal e deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB) e o deputado distrital Fábio Felix (Psol), que foi um dos líderes que convocou os atos em Brasília para este domingo, por meio das redes sociais.

Críticas a Bolsonaro e anistia

Dirceu disse que é preciso mudar o Congresso Nacional e que a oposição age para barrar propostas como a isenção do IR e da conta de luz para os mais pobres. O ex-ministro ainda rechaçou o que ele chamou de “PEC da Impunidade” e defendeu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“É disso que nós precisamos. Primeiro, unidade entre nós. Unidade entre todos aqueles que querem mudar esse Congresso, querem mudar esse país. Não como a família Bolsonaro está fazendo, como a direita está fazendo, como Tarcísio de Freitas e outros governadores estão fazendo, apoiando Trump, traição nacional”, gritou o ex-ministro no trio elétrico.

Por Raphael Pati

Apoiadores de Bolsonaro fazem ato no Recife com críticas ao STF e ao governo Lula Ato reuniu parlamentares e manifestantes com gritos também em apoio a Donald Trump

MANIFESTAÇÃO 

Apoiadores de Bolsonaro fazem ato no Recife com críticas ao STF e ao governo Lula – Rafael Melo/Folha de Pernambuco

Com gritos que ecoavam palavras de ordem como “Fora, Lula”, “Fora, Alexandre de Moraes” e “Anistia já”, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, se reuniram neste domingo (3), na orla de Boa Viagem, zona sul do Recife. Vestindo verde e amarelo, os manifestantes carregavam cartazes e bandeiras do Brasil, em um protesto contra o Supremo Tribunal Federal e o atual governo federal.

Entre os presentes estavam parlamentares e lideranças políticas como o deputado federal Pastor Eurico, o deputado estadual Renato Antunes, os vereadores do Recife Gilson Machado Filho e Thiago Medina, e o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, todos do Partido Liberal. A deputada federal Clarissa Tércio (PP) também participou da mobilização.

Gilson Machado, ex-ministro do governo Bolsonaro, afirmou que o ato era espontâneo e ocorria em várias partes do país. “É um movimento totalmente orgânico, está acontecendo no Brasil todo, mostrando ao mundo o que está acontecendo no nosso país. O nosso povo é ordeiro, quer paz, quer harmonia para trabalhar. Quer que os poderes interajam em harmonia, como prevê a Constituição. O recado está sendo dado e espero que os poderosos absorvam o que o povo está dizendo.”

O deputado estadual Coronel Feitosa destacou o papel do Senado diante da insatisfação popular. “O Brasil reagiu. Agora é preciso que uma instituição eleita pelo povo também reaja, que é o Senado. Não dá para continuarmos vendo decisões vindo de fora do país fazendo o que o Senado e a Câmara dos Deputados deveriam estar fazendo. O recado foi dado hoje. Vamos ver se, com o retorno das casas legislativas, eles cumprem o papel para o qual foram eleitos.”

Para o deputado estadual Renato Antunes, o ato vai além das ideologias políticas. “O que está acontecendo hoje no Recife, e em várias cidades do Brasil, é um grito da sociedade. Vai além do campo ideológico. É um grito de liberdade, de respeito ao devido processo legal e contra o autoritarismo do Judiciário. É também um protesto contra o desgoverno Lula, que, na minha visão, está afundando o Brasil econômica e moralmente.”

O vereador do Recife, Gilson Filho, criticou o que chamou de censura e perseguição política. “Hoje é um dia muito importante para o conservador. O Brasil vive um momento difícil, com censura e restrição de direitos básicos como a liberdade de expressão. A gente tem um juiz hoje que quer ser juiz, quer ser Messias, quer ser pop star, quer ser o resolvedor de toda pátria. E o povo brasileiro não merece isso.”

Gilson também fez críticas diretas ao ministro Alexandre de Moraes e afirmou que seu pai, também político, estaria sendo alvo de injustiça. “Hoje temos um juiz que não respeita o devido processo legal. O presidente Jair Bolsonaro está praticamente preso dentro de casa, sem ter sido condenado por nenhum crime. E meu pai, que não é deputado, não é senador, nem ministro, está sendo julgado pelo STF. Isso é um absurdo.”

Já o vereador Thiago Medina classificou o ato como uma retomada das ruas pelos brasileiros. “Depois de muito tempo, o brasileiro está voltando às ruas com uma mensagem clara: ‘Fora Lula’, ‘Fora Alexandre de Moraes’. O povo não aguenta mais viver sob um regime de tirania. Achavam que meia dúzia de tiranos iria calar a nação, mas estavam enganados. O Brasil acordou. Vamos resgatar o nosso país da lei deles.”

O evento em Recife fez parte de uma série de manifestações nacionais convocadas por apoiadores de Bolsonaro. Durante o protesto, eram comuns as referências ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a quem os manifestantes também prestaram apoio, associando sua figura à de Bolsonaro como símbolos da luta conservadora.

Por Maiza Sena

Vídeo: Ato pro Bolsonaro na Paulista reúne 57,6 mil; USP fala em 37,6 mil

POLÍTICA 

Ex-presidente Jair Bolsonaro não compareceu ao protesto por estar cumprindo medidas cautelares em Brasília

Ato de manifestantes apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reuniu 57,6 mil pessoas na Avenida Paulista neste domingo (3), é o que aponta um levantamento do Poder360.

Foram utilizadas fotos aéreas de alta resolução pelo jornal digital para realizar o cálculo de estimativa. As imagens foram registradas por um drone das 15h às 15h20, no momento de maior concentração do ato.

A partir das fotos, a área ocupada pelos manifestantes foi esquadrinhada com ajuda do Google Earth, para calcular em quantos metros havia público.

O protesto deste domingo teve estimativa de público maior do que o último na Avenida Paulista, em 29 de junho. Na ocasião, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estava presente e 16,4 mil pessoas compareceram.

Hoje, porém, por cumprir medidas cautelares em Brasília e sem poder sair de casa aos finais de semana, o ex chefe do executivo nao compareceu.

Veja a comparação de público dos atos bolsonaristas na Avenida Paulista em estimativas do Poder360: 

  • 03/08/2025 – 57,6 mil
  • 29/06/2025 – 16,4 mil
  • 06/04/2025 – 60 mil
  • 07/09/2024 – 58 mil
  • 25/02/2024 – de 300 a 350 mil

Monitor do Debate Político

Já o levantamento do Monitor do Debate Político do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), grupo de pesquisa vinculado à USP (Universidade de São Paulo), e da ONG More in Common mostra que 37,6 mil pessoas acompanharam o protesto na região central de São Paulo.

A margem de erro de 12% indica um público entre 33,1 mil e 42,1 mil. O cálculo foi feito no auge da manifestação, às 15h33, a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial.

Em 29 de junho, a estimativa de público era de 12,4 mil pessoas. Em  6 de abril, o evento “Anistia Já” reuniu 44,9 mil pessoas. No dia 16 de março, 18,3 mil.

Fonte: CNN

“Flopou”: governistas ironizam ato de Bolsonaro na av. Paulista

MANIFESTAÇÃO

Este é o 7° ato de Bolsonaro desde que deixou a presidência – Foto: Toni Pires/Poder360

Congressistas aliados de Lula compartilham fotos e debocham de baixa adesão à manifestação; o público estimado foi de 12.400

Congressistas aliados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizaram nas redes sociais o ato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizado neste domingo (29.jun.2025), na av. Paulista, em São Paulo. Eles ironizaram o esvaziamento e afirmaram que o protesto foi “um fracasso” e “flopou”.

Os governistas compartilharam imagens aéreas da manifestação, possivelmente registradas antes do momento de pico (das 15h30 às 16h, durante o discurso de Bolsonaro). Segundo cálculo do Poder360, o ato reuniu cerca de 16.400 pessoas. Esse foi seu menor público registrado no local. Foram aproximadamente 43.600 apoiadores a menos que a manifestação de 6 de abril de 2025.

PÚBLICO

O Poder360 usou fotos aéreas de alta resolução para fazer o cálculo de estimativa de público neste domingo (29.jun). As imagens foram registradas por um drone das 15h30 às 16h, no momento de maior concentração do ato, durante o discurso de Bolsonaro. O ex-presidente começou a discursar por volta das 15h33. Falou por 26 minutos.  Com as fotos disponíveis, a área ocupada pelos manifestantes foi esquadrinhada com o Google Earth para que fosse possível saber em quantos metros quadrados havia público.

Fonte: Poder360

Projeto sobre Aborto é alvo de manifestação contrária no Recife

PERNAMBUCO

Manifestantes reunidos na Praça do Derby para participar do ato nacional contra o PL 1904. – Foto/Ricardo Fernandes/ Folha de Pernambuco

Projeto de Lei equipara o aborto após 22 semanas ao crime de homicídio simples

Protestos populares se espalharam por todo o Brasil desde a última quinta-feira (14) contra o Projeto de Lei 1904/2024, apelidado de PL da Gravidez Infantil, que equipara o aborto após 22 semanas ao crime de homicídio simples e prevê até 20 anos de prisão. No Recife, nesta segunda-feira (17), manifestantes se reuniram na Praça do Derby, no centro da Capital pernambucana, para uma marcha que ecoou palavras de ordem contra a proposta.

A maioria dos participantes era formada por mulheres, muitas delas acompanhadas de seus filhos, segurando cartazes com frases que viralizaram nas redes sociais, como “Criança não é mãe e estuprador não é pai”.

Mulheres se manifestam

Débora Cavalcante, estudante de Ciências Sociais, condenou a proposta por seu potencial de criminalizar mulheres que optam pela interrupção de gravidezes resultantes de estupro.

“Essa proposta é absolutamente absurda. É inaceitável que mulheres sejam punidas enquanto os estupradores são protegidos”, declarou.

Para Priscilla Paiva, enfermeira, a questão do aborto deveria ser tratada como uma questão de saúde pública, não como crime.

“É completamente injustificável equiparar o aborto ao homicídio. Estamos nas ruas para demonstrar nossa força nessa luta”, afirmou Priscilla.

Eugênia Lima, advogada e militante feminista, expressou sua preocupação com a tramitação do projeto de lei no Congresso Nacional, argumentando que a matéria é inconstitucional.

“Estamos lidando com um projeto de lei claramente inconstitucional, pois o direito ao aborto em casos de estupro é garantido desde 1940. Não podemos permitir que a vida e a saúde das mulheres sejam postas em risco por uma tramitação apressada. É crucial que este debate seja amplamente divulgado, pois temos dados que mostram os perigos dessa proposta”, concluiu Eugênia.

Recuo

Após se tornar alvo de protestos nas ruas e forte repercussão contrária nas redes sociais, o autor do texto, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) admitiu que a análise no plenário pode ser deixada para o fim do ano, após as eleições municipais. *Por Rodrigo Rocha/Blog da Folha.

Servidores do estado participam de ato em defesa do Sassepe e de salário

MANIFESTAÇÃO

O ato é promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) (Foto: Rômulo Chico/Arquivo DP)
O ato é promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) (Foto: Rômulo Chico/Arquivo DP)

Pelo menos oito sindicatos devem marcar presença no ato unificado

Servidores do estado de Pernambuco irão se reunir para participar de um ato unificado nesta quarta-feira (17), às 9h, na Assembleia Legislativa de Pernambuco, no bairro Boa Vista, no Recife. A manifestação deve reunir integrantes de pelo menos oito sindicatos, que seguirão até o Palácio do Governo, no bairro de Santo Antônio.

O ato é promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), que exige salários mais justos para os servidores do estado e luta em defesa do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Sassepe).

O Sassepe é voltado para a prestação de serviços de assistência à saúde aos servidores públicos estaduais e aos seus dependentes. O sistema realiza ações de medicina preventiva e curativa, ambulatorial e hospitalar, através de entidades, profissionais e hospitais credenciados e através de sua rede própria (HSE e treze Unidades Regionais).

De acordo com o presidente da CUT, Paulo Rocha, o Sassepe está em uma situação “delicada”.

“A realidade é que a gente tem visto pessoas sendo atendidas com um tratamento prejudicado, doenças se agravando e mortes aumentando. A gente paga o valor do Sassepe religiosamente e no final do ano passado a gente aumentou a nossa contribuição. É verdade que o governo aumentou também, mas o peso que nós tivemos foi maior porque nós tivemos aumento de contribuição sem aumento salarial, ou seja, a gente reduziu a nossa remuneração”, relata.

Em dezembro de 2023, o Governo do Estado destinou R$ 30 milhões para o Sassepe. O valor faz parte de um aporte total de R$ 250 milhões para quitar débitos anteriores. O governo também apresentou à Alepe propostas que previam o reajuste em 39% dos repasses feitos mensalmente, passando de R$ 13,3 milhões para R$ 18,5 milhões.

Outra pauta que será levada para as ruas pelos servidores é o congelamento do salário, que não é reajustado há anos.

“A gente passou um bom tempo de salário congelado nos governos anteriores. Em 2022 nós tivemos um reajuste, já em 2023, o Governo do Estado não deu reajuste e aponta para congelar o salário também em 2024, pelo que apresentou no ano passado nas mesmas negociações”, disse o diretor da CUT.

Para os representantes dos servidores, falta um diálogo construtivo do governo sobre as demandas das categorias. Segundo Paulo Rocha, a gestão atual realiza reuniões, mas nenhum acordo é fechado por conta da insatisfação da categoria com as propostas. *Por Diario de Pernambuco.

Paralisação Uber: motoristas de app vão parar hoje (25)? Saiba as últimas notícias sobre a paralisação em Pernambuco

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O projeto estabelece um valor mínimo para a hora trabalhada, que será de R$ 32,09 para o trabalhador
O projeto estabelece um valor mínimo para a hora trabalhada, que será de R$ 32,09 para o trabalhador -Foto/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Saiba dia, horário do ato e últimas informações sobre a paralisação dos motoristas da Uber

Os motoristas da Uber e de outros aplicativos vão cruzar os braços nesta semana. Está marcado para está terça-feira, 26 de março, uma paralisação em todo o país com o objetivo de mostrar insatisfação quanto ao que vem sendo discutido e proposto no Projeto de Lei 12/2024.

O Projeto de Lei, em regime de urgência na Câmara dos Deputados em Brasília, busca regulamentar a atividade dos motoristas de aplicativos.

PERNAMBUCO

Milhares de pessoas buscam informações para saber se a manifestação em Pernambuco será realizada. Portanto, é válido informar que o ato conta com o respaldo da AMAPE – Associação dos Motoristas e Motofretistas por Aplicativos de Pernambuco e da FEMBRAPP – Federação dos Motoristas por Aplicativos do Brasil. A paralisação está confirmada por Thiago Silva, presidente da AMAPE.

No Recife, a concentração está marcada para às 7h da manhã, em frente ao Classic Hall, na faixa local.

A partir desse ponto, os motoristas seguirão em carreata até a Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE), onde será entregue, de forma simbólica, um pedido para retirada da urgência do projeto.

Esse pedido será encaminhado aos 25 deputados federais e aos três senadores que representam Pernambuco no Congresso Nacional. Por JC/Ne10.

Manifestação com apoiadores de Bolsonaro lota avenida Paulista em SP. Ex-presidente diz que busca pacificação e pede anistia aos presos pelos atos do 8/1

MANIFESTAÇÃO

Manifestação com apoiadores de Bolsonaro lota avenida Paulista em SP. Ex-presidente diz que busca pacificação e pede anistia aos presos pelos atos do 8/1
Em ato na Paulista, Bolsonaro defende anistia para presos no 8 de janeiro — Foto: Miguel Schincariol/AFP

Manifestação foi convocada pelo ex-presidente em meio às investigações sobre a participação dele em uma tentativa de golpe de Estado. Em discurso, negou a tentativa de golpe. Manifestação ocupou 7 quarteirões da avenida

A manifestação de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro aconteceu neste domingo (25). De acordo com imagens aéreas, são nove quarteirões completamente ocupados, e os organizadores do evento estimam um público de 700 mil pessoas. Bolsonaro chegou acompanhado da mulher, Michelle Bolsonaro, e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também compareceram.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) discursou durante o ato na avenida Paulista convocado em sua defesa neste domingo (25). Segundo ele, a suspeita da Polícia Federal de que houve uma tentativa de golpe de Estado por parte de seu grupo político é infundada. “Agora querem entubar a todos nós que um golpe, usando dispositivo da Constituição, cuja palavra final quem dá é o parlamento brasileiro, estava em gestação. Creio que está explicada essa questão. Teria muito a falar. Tem gente que sabe o que eu falaria. Mas o que eu busco é a pacificação, passando uma borracha no passado,” disse o ex-presidente. “Nós já anistiamos, no passado, quem fez barbaridade. Agora, nós pedimos a todos um projeto de anistia no nosso pais. E quem depredou o patrimônio que pague, mas essas penas fogem ao mínimo da razoabilidade. Pobres coitados que estavam no dia 8 de janeiro,” acrescentou.

“O que eu busco é a pacificação, é passar uma borracha no passado. É buscar maneira de nós vivermos em paz. É não continuarmos sobressaltados. É por parte do Parlamento brasileiro (…) uma anistia para aqueles pobres coitados que estão presos em Brasília. Nós não queremos mais que seus filhos sejam órfãos de pais vivos. A conciliação. Nós já anistiamos no passado quem fez barbaridades no Brasil. Agora nós pedimos a todos 513 deputados, 81 senadores, um projeto de anistia para seja feita justiça em nosso Brasil”, disse o ex-presidente.

O pastor Silas Malafaia falou em seguida. Disse que não iria atacar o Supremo Tribunal Federal, mas criticou as investigações contra o ex-presidente, que tramitam na Corte, e os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso (leia aqui).

Tarcísio de Freitas estende a mão de Bolsonaro durante ato na Paulista neste domingo (25). — Foto: Reprodução/Youtube
Tarcísio de Freitas estende a mão de Bolsonaro durante ato na Paulista neste domingo (25). — Foto: Reprodução/Youtube

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que a manifestação serve para celebrar o verde e amarelo e o amor ao país, ao Estado Democrático de Direito e para entender os desafios que, de acordo com o governador, existem atualmente. *Portal R7

Vídeo. Bolsonarista lamenta chegada de polícia no QG: “Talvez eu vá ser preso”

MANIFESTAÇÃO

Imagem colorida de close de homem
Imagem colorida de close de homem

Os extremistas que estavam acampados no QG do Exército, em Brasília, foram retirados do local em comboio com 50 ônibus

Um vídeo que circula em grupos bolsonaristas, na manhã desta segunda-feira (9/1), mostra um extremista lamentando a chegada de policiais no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília.

“Talvez eu vá ser preso. A coisa mais errada que eu fiz na minha vida foi ter feito curso de reciclagem no Detran e agora, por causa de uma caneta, eu sou criminoso”, afirmou.

Assista:

O acampamento começou a ser desmontado nesta segunda-feira, após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A decisão saiu após terroristas invadirem o STF, Congresso Nacional e Palácio do Planalto. Informou o Metrópoles.

 

Invasão do Planalto, STF e Congresso em Brasília

BRASILIA

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Os participantes de atos antidemocráticos que invadiram na tarde deste domingo as sedes dos Três Poderes em Brasília promoveram quebradeira no Palácio do Planalto, no Congresso Nacional, e no Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)

‘200 pessoas foram presas e 40 ônibus, apreendidos’, informa Dino

De acordo com o ministro da Justiça, financiadores dos veículos usados neste domingo (8) também foram identificados.

Após as invasões nas sedes dos Três Poderes, em Brasília, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou, neste domingo (8), que aproximadamente 200 prisões já foram efetuadas, 40 ônibus foram apreendidos e os financiadores dos veículos já foram identificados.Homens são presos após invadir as sedes dos Três Poderes, em Brasília

“Aproximadamente 200 pessoas presas em flagrante, e as prisões continuam, porque tecnicamente o flagrante ocorre durante o cometimento do crime ou logo após. Ou seja, as pessoas que estão sendo acompanhadas neste momento ainda estão à luz do Código Penal em situação de flagrância”, disse Dino.

“Quarenta ônibus apreendidos são instrumentos de perpetuação de crimes. Já identificamos todos os ônibus que se dirigiram a Brasília e todos os financiadores de tais ônibus, de modo que teremos na sequência alguns atos relativos a essa investigação, com novos pedidos de prisão preventiva”, acrescentou.

Diante do cenário de vandalismo registrado em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou intervenção federal no Governo do Distrito Federal até o dia 31 de janeiro. Na prática, o decreto retira o poder de segurança do DF. A medida será coordenada pelo interventor Ricardo Garcia Cappelli, atual secretário-executivo do Ministério da Justiça.

Manifestantes que não aceitam o resultado das eleições de 2022 furaram o bloqueio da Polícia Militar do Distrito Federal e invadiram, na tarde deste domingo (8), os prédios do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, em Brasília.

“Nós temos segurança de que o caminho mais indicado era a intervenção. Foi feita e já está sendo executada”, contou Dino, acrescentando que prisões estão sendo e serão realizadas nos próximos dias, em um esforço conjunto das forças de segurança pública.

Segundo o ministro, estados se mobilizaram e vão dar apoio ao DF. O interventor federal na segurança na capital federal pedirá nesta segunda-feira (8) ao Ministério da Defesa a cessão de militares para que também deem suporte à medida de restabelecimento da ordem pública.

“Porque lamentavelmente ainda há pessoas, nesse instante, falando em continuidade dos atos terroristas, e não conseguirão. Não conseguirão destruir a democracia brasileira, e é preciso dizer isso cabalmente, com toda a firmeza e convicção”, destacou Dino. Inf. R7.

A última pergunta de Bolsonaro a Silas Malafaia

MANIFESTAÇÕES

Foto: Isac Nóbrega/PR

Na última ligação que Bolsonaro fez a Silas Malafaia, o presidente perguntou ao religioso que postura deveria adotar sobre manifestações.

Bolsonaro e Silas Malafaia não se falam já faz algum tempo. Da última vez, o presidente ligou para o líder religioso para perguntar que postura deveria adotar em relação ao bloqueio de estradas por manifestantes contrários à eleição de Lula. Era primeiro de novembro.

Malafaia aconselhou Bolsonaro a pedir a liberação das rodovias, mas ressaltando que o direito a manifestação é legítimo. Na visão do religioso, o presidente deveria deixar claro que compreendia o sentimento que levava aos protestos.

Foi o que Bolsonaro fez, por meio de pronunciamento publicado em suas redes sociais.

Depois disso, foi Malafaia quem tentou contato com Bolsonaro. Em sua fase reclusa, o presidente não retornou as ligações.

Malafaia costuma usar as redes sociais para apoiar Bolsonaro e criticar o STF. Da coluna de Paulo Capelli/ Metrópoles

DF: manifestação no QG tem Bolsonaro de papelão a corte de cabelo

MANIFSTAÇÃO

Em clima festivo, manifestantes falam em estar em guerra, estampam Moraes como ditador e pedem intervenção militar com Bolsonaro no poder

Bolsonaristas durante protesto
Bolsonaristas durante protesto. Foto: Hugo Barreto

A manifestação bolsonarista contra o resultado das urnas, neste domingo (18/12) em Brasília, conta com pintura de rosto, corte de cabelo, churrasco e até uma impressão em papelão de Jair Bolsonaro (PL) – em tamanho real –, para pousar para fotos.

Em clima festivo, os manifestantes pedem uma intervenção militar com o presidente derrotado no poder. Eles alegam, sem provas, que houve fraude nas eleições que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de a inspeção do pleito pelas Forças Armadas não ter identificado irregularidades no pleito, os bolsonaristas pedem “socorro” aos militares.

O ato deste domingo foi chamado de “novo 7 de setembro” pelos organizadores e a movimentação em frente ao Quartel-General do Exército de Brasília se intensificou. Um guindaste com uma bandeira gigante do Brasil logo na entrada do local aponta a direção para onde devem caminhar os protestantes.

manifestação bolsonarista no QG do Exército em Brasília na data 18-12-2022 - Metrópoles
manifestação bolsonarista no QG do Exército em Brasília na data 18-12-2022 – Metrópoles

Um carro da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal fica nas proximidades, antes do limite de entrada da área militar, acompanhando. Militares do Exército controlam o trânsito. É possível ver um aparato diferente de outros dias. Após bolsonaristas tentarem invadir a Polícia Federal e atearem fogo em veículos, na última segunda-feira (12/12), os soldados passaram a andar com gás de pimenta e outros instrumentos de contenção não letais.

“Volta” de Bolsonaro

Outra diferença para os atos dos quase 50 dias de acampamento no QG é a volta de referências a Jair Bolsonaro. No início das manifestações, os apoiadores pediram para abandonar símbolos que remetam ao atual presidente para passar a mensagem de que queriam um governo militar.

Neste domingo, além do Bolsonaro de papelão, há várias placas, camisas e bandeiras com o nome do candidato derrotado nas urnas. Faixas em inglês também são presença constante, pois os manifestantes alegam que precisam do apoio internacional para o golpe.

Em gritos como “ô, brasileiro, como é que é? Vai aceitar ser chamado de mané?”, os bolsonaristas reclamam de ministros do Supremo Tribunal Federal e de petistas. Um apoiador chegou a mandar fazer uma camisa com a foto de Alexandre de Moraes com um bigode semelhante ao de Adolf Hitler e a palavra “ditador”. Ele usa a blusa no ato e repete as palavras de ordem do carro de som.

Em cima do trio elétrico, bolsonaristas dizem que preferem “morrer do que viver ajoelhado” e citam um medo da implementação do regime comunista no Brasil.

“Sai do sofá e vem para a rua. Se o Brasil virar Cuba, a culpa é sua”, gritava um grupo. A cada cerca de vinte passos é possível ver também uma “caixinha” pedindo doações em dinheiro ou pix para alimentar os atos.

Pelo lado do Governo do Distrito Federal, não há presença de forças de segurança dentro da área militar, apenas um reforço na equipe do Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

METRÓPOLES