Entrega da PEC da Transição é adiada; Lula quer negociar com Congresso

POLÍTICA

Segundo aliados, Geraldo Alckmin e Welligton Dias devem consultar líderes da Câmara e do Senado antes de apresentar proposta
O técnico de futebol Vanderlei Luxemburgo posa com um cartaz de papelão de Lula
Fábio Vieira/Metrópoles

A equipe do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu adiar a apresentação da minuta de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que garante a manutenção do Auxílio Brasil, que voltará a se chamar Bolsa Família, e o aumento real do salário mínimo (leia sobre a PEC mais abaixo).

O cronograma inicial previa que o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) entregasse o esboço da proposta à Comissão Mista de Orçamento (CMO) nesta terça-feira (8/11). No entanto, segundo interlocutores da equipe de Lula, a ideia agora é que Alckmin, que é coordenador-geral da transição, e o senador eleito Wellington Dias (PT-PI), que integra a comissão orçamentária, consultem os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ao longo desta terça. Líderes das bancadas do Congresso também devem participar da articulação.

Após as conversas no Congresso Nacional, a equipe do petista, provavelmente, costurará os últimos arranjos da proposta e a encaminhará à CMO, o que ainda não tem data para acontecer.

O ex-presidente chega a Brasília na noite desta terça e pretende se reunir com os chefes dos Poderes: Lira, da Câmara; Pacheco, do Senado; Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF); e Alexandre de Moraes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A proposta, batizada de PEC da Transição, deve ser aprovada ainda neste ano. O texto tem sido preferido por aliados próximos a Lula ante a edição de uma medida provisória, no início do mandato do petista, no ano que vem, que abriria crédito extraordinário para a realização dos pagamentos. A PEC, no entanto, defendem colaboradores do texto, traz mais segurança jurídica e evita eventuais questionamentos no Tribunal de Contas da União (TCU).

Transição e orçamento

O governo de transição teve início oficialmente na segunda-feira (7/11), a 55 dias da posse do novo presidente. Mesmo a quase dois meses do retorno de Lula ao Palácio do Planalto, o futuro governo já tem vários desafios pela frente. Um dos aspectos centrais a ocupar boa parte do trabalho é o orçamento de 2023.

Por isso, a equipe de Lula se prepara para negociar com a atual composição do Congresso Nacional a possibilidade de conseguir recursos por meio da PEC da Transição para garantir o cumprimento de alguns compromissos de campanha do presidente eleito, como a manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600, com o complemento de R$ 150 para famílias nas quais há crianças de até 6 anos de idade, e o aumento real do salário mínimo.

Metrópoles

“Usurpador”: Bolsonaro acusa Lula de tomar posse antes do previsto

POLÍTICA

Começou ontem, 6, a 27ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, chamada de COP 27. O evento conta com a participação dos principais líderes do mundo e tem o intuito de discutir acerca das mudanças que podem ser feitas para melhorar as condições climáticas globais. Além disso, o COP 27 contará também com a presença do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em 1º de janeiro de 2019, Michel Temer passou a faixa presidencial para Jair Messias Bolsonaro - Reprodução
Em 1º de janeiro de 2019, Michel Temer passou a faixa presidencial para Jair Messias Bolsonaro

Posse: Bolsonaro é obrigado a passar a faixa presidencial para Lula?

Entretanto, o presidente em exercício, Jair Bolsonaro (PL), demonstrou insatisfação com a presença do presidente recém-eleito na COP 27. De acordo com o jornalista Josias de Souza, Bolsonaro chamou Lula de “usurpador” e o acusou de assumir o cargo de presidente antes da hora. Além disso, Bolsonaro teria afirmado que ainda é presidente do Brasil para seus auxiliares.

Lula foi convidado pelo presidente egípcio Abdel Fatah al-Sisi no dia 31 de outubro, um dia após sua vitória nas eleições. O petista deverá comparecer a conferência na segunda semana de realização, entre os dias 10 e 12 de novembro.

A COP 27 ocorre em Sharm El Sheikh, no Egito. Além do presidente Lula, o senador e presidente da Comissão do Meio Ambiente do Senado, Jaques Wagner (PT-BA), também deverá participar da cúpula climática da ONU.

Bolsonaro segue recluso

Bolsonaro permanece recluso no Palácio da Alvorada desde a vitória de seu oponente no dia 30 de outubro. O presidente segue recebendo a visita de assessores, familiares, ministros e apoiadores na residência oficial.

Na manhã do último domingo, 6, diversos protestos contra o resultado das eleições aconteceram em Brasília. Com isso, um grupo com cerca de 30 bolsonaristas apareceram em frente ao Palácio da Alvorada em busca de Bolsonaro. Entretanto, o presidente se manteve no Palácio.

Dessa forma, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, se deslocou até a entrada do palácio e conversou com o grupo de dentro de um carro. Houve uma breve conversa com os apoiadores do governo, porém, não deu declarações aos jornalistas que estavam presentes.

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LULA deve indicar Simone Tebet para chefiar BOLSA FAMÍLIA a partir de 2023

NOVO GOVERNO

Segundo informações da imprensa, a senadora Simone Tebet poderá gerir o Ministério que cuida do Bolsa Família em 2023

 (crédito: Tulio Santos/EM/D.A Press)
(crédito: Tulio Santos/EM/D.A Press)

A senadora Simone Tebet é cotada para assumir o Ministério da Cidadania durante a gestão do novo governo Lula já a partir de janeiro de 2023. A informação ainda não foi confirmada pela equipe do presidente eleito, mas já está circulando pela imprensa. O Ministério da Cidadania é responsável pelo pagamento de programas sociais como o Auxílio Brasil e o vale-gás, por exemplo.

A partir de 2023, o Auxílio Brasil deverá voltar a se chamar Bolsa Família, e de acordo com informações de bastidores, seguirá pagando um patamar mínimo de R$ 600 por família. O vale-gás também seguirá sendo pago, mas com um saldo médio menor do que o visto atualmente.

Caso a informação se confirme e Simone Tebet passe a comandar o Ministério, ela estaria à frente de uma das pastas com os orçamentos mais caros de todo o governo. Durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL), este era um dos ministérios mais disputados por vários políticos justamente por causa deste fato.

Mas, de acordo com informações de bastidores colhidas pelo jornal O Globo, a questão do orçamento não é o único ponto que poderia ajudar Tebet. Segundo a publicação, a emedebista estaria de olho em uma pasta que lhe dê projeção nacional. Como o Ministério da Cidadania é responsável por projetos sociais como o Auxílio Brasil, é possível que a senadora não tenha dificuldades de se manter dentro dos holofotes.

Durante a sua campanha à presidência, Tebet focou seu discurso no combate à fome. Em seu plano de governo, a senadora se comprometeu a diminuir drasticamente os números da pobreza, e erradicar a extrema-pobreza no país em um curto intervalo de tempo. Ao gerir o Ministério da Cidadania, se imagina que ela teria uma chance de cumprir tais promessas.

O Ministério da Cidadania

Como dito, o Ministério da Cidadania foi um dos mais disputados durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro. Inicialmente, a pasta foi comandada por Onyx Lorenzoni, um dos braços direitos do presidente.

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Planalto diz que CCBB está pronto para receber equipe de transição

POLÍTICA

Centro Cultural costuma ser o local utilizado nas transições de governo desde a passagem de cargo de FHC para Lula, em 2022

CCBB, onde acontecerá a transição
CCBB, onde acontecerá a transição. Crédito Hugo Barreto/Metrópoles

O secretário especial de Administração da Secretaria-Geral, Clovis Curado, informou na manhã desta segunda-feira (7/11) que o segundo andar do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) está pronto para ser utilizado pela equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O CCBB costuma ser o local utilizado nas transições de governo desde a passagem de cargo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para o próprio Lula, em 2002.

Segundo Curado, a estrutura oferecida para a equipe de transição, até o momento, é a seguinte:

  • 2 gabinetes, um para o presidente eleito e outro para o vice-presidente eleito;
  • 15 gabinetes para demais autoridades;
  • 4 salas de reuniões;
  • 1 sala de coworking para 39 pessoas; e
  • 91 computadores instalados, com serviços de telefonia e impressoras

“É o que tem por enquanto, e vai ter mais. A gente está dando o apoio na orientação. Hoje eles têm plena condição de trabalhar aqui no escritório”, informou o secretário, ao chegar na sede do governo de transição, por volta das 8h desta segunda.

De acordo com Curado, uma sala de coletivas ainda deve ser instalada nos próximos dias. Na última sexta-feira (4/11), funcionários trabalhavam na adaptação da estrutura para receber os trabalhos do governo de transição.

A expectativa é de que a equipe de transição inicie os trabalhos no CCBB a partir desta terça-feira (8/11), com a presença de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSD).

Nesta segunda, o presidente eleito estará em São Paulo, onde terá uma reunião, às 10h, para tratar sobre ajustes no orçamento de 2023.

Metrópoles

Urgência por recursos acima do teto pode levar Lula a abafar orçamento secreto

ELEIÇÕES 2022 

Presidente eleito criticou ferramenta e prometeu dar fim a ela, mas deve abrir mão de mudanças para pagar promessas de campanha

O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) RICARDO STUCKERT

O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está com a corda no pescoço para aprovar um orçamento extra que viabilize as principais promessas econômicas da campanha dele, como a manutenção do Auxílio Brasil a R$ 600 e o reajuste do salário mínimo com ganho real. Ciente de que vai precisar do apoio do Congresso Nacional, Lula cogita recorrer até ao orçamento secreto para garantir os votos necessários que o permitam gastar mais no ano que vem.

O orçamento secreto é como ficou popularmente conhecido as chamadas emendas de relator, que são controladas pelo parlamentar escolhido pelo Congresso para elaborar o parecer da LOA (Lei Orçamentária Anual). Todos os deputados e senadores podem sugerir ao relator qual deve ser a destinação desses recursos. Contudo, não há uma regra específica para a aplicação dessas emendas. Dessa forma, não há uma distribuição igualitária das verbas e, na maioria das vezes, não é possível saber o nome do parlamentar que registrou o pedido, tampouco o destino desses recursos.

Ao longo da campanha eleitoral, criticar o orçamento secreto foi uma das armas de Lula contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). O petista reclamou, principalmente, do caráter sigiloso desses recursos e prometeu que daria um fim às emendas de relator. O petista dizia que controlar o Orçamento deve ser uma tarefa do Poder Executivo, e não do Legislativo.

Durante a campanha Lula atacou o orçamento secreto e o Congresso. “O Congresso Nacional nunca esteve tão deformado como está agora. Nunca esteve tão antipovo, tão submisso aos interesses antinacionais. É talvez o pior Congresso que já tivemos na história do Brasil”, afirmou Lula em um dos compromissos da campanha eleitoral.

Grande aliada de Lula no segundo turno, a ex-candidata presidencial e senadora Simone Tebet (MDB-MS), hoje cotada para fazer parte do corpo ministerial do presidente eleito, chegou a declarar que o orçamento secreto pode ser “o maior esquema de corrupção do planeta Terra”.

No entanto, logo na primeira semana depois de vencer as eleições, a equipe de Lula que vai negociar com o Congresso a liberação de mais dinheiro notou que o orçamento secreto é um tema sensível aos parlamentares. Os integrantes do novo governo devem formalizar o pedido de recursos extras apenas na próxima semana, mas já foram alertados de que se mexerem nas emendas de relator, a proposta pode não seguir adiante.

Portanto, por mais que tenha se colocado contra nos últimos meses, Lula não deve promover alterações tão expressivas no orçamento secreto. Um caminho para resolver pode estar nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF). O governo de transição, inclusive, já teria deixado essa tarefa para a corte, que pode julgar ainda neste ano uma ação pendente sobre o assunto e declarar as emendas inconstitucionais.

Pontos negativos

Para o economista Gil Castello Branco, fundador e secretário-geral da entidade Contas Abertas, as emendas são historicamente moedas de troca entre o Legislativo e o Executivo e o que Lula mais precisa nesse momento é, justamente, de um instrumento de barganha para construir um relacionamento político favorável. “Lula chegou a criticar, chamar de escárnio, mas existe um problema de relacionamento político e o linguajar que conhecem é esse, é como sabem negociar”, avalia.

De todo modo, Castello Branco frisa que dar continuidade ao orçamento secreto pode ser prejudicial. “A princípio, pouca diferença faria saber quem está indicando e quanto está indicando para construir uma quadra, se isso estiver dentro dos parâmetros legais e técnicos. Mas como não há critério, o parlamentar indica para onde ele quer, onde tem interesse, colégio eleitoral, isso, na verdade, cria uma desigualdade social e competitiva politicamente falando”, critica.

Professor e doutor em economia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Geraldo Biasoto Junior pontua que o orçamento secreto compromete a eficiência da máquina pública. “A divisão dos recursos não tem uma mínima coerência. A indicação é apenas política, não há um crivo técnico. Sendo assim, além de o gasto do dinheiro público ser ruim, abre-se um campo muito grande para a malversação de recursos”, destaca.

Na avaliação dele, Governo Federal e Congresso precisam encontrar outra forma de deputados e senadores poderem participar da indicação de recursos do Orçamento. “As emendas de relator não têm sentido dentro do ordenamento jurídico e institucional brasileiro. É um absurdo que elas existam. Precisamos, sim, de um espaço dentro do Orçamento para o Congresso indicar coisas que devem ser feitas, mas não da forma obscura que acontece atualmente.”

R7

Pastor no RJ diz que petistas são inimigos de Deus e ofende nordestinos, Assista o vídeo abaixo

POLÍTICA

Em culto realizado na Primeira Igreja Batista de Piabetá, na cidade de Magé (Baixada Fluminense), o pastor Luiz Antonio Vieira usou o palco para atacar Luiz Inácio Lula da Silva e os petistas, além de destilar preconceito contra os nordestinos, que votaram maciçamente no candidato do PT à Presidência

A fala está registrada em vídeo, no canal da igreja no YouTube, que foi tornado privado na manhã de hoje. Em pregação realizada na quinta-feira (3), quatro dias depois do segundo turno da eleição, ele se dedicou a criticar o resultado. “Quem votou em Lula? agora falei o nome do ladrão…

é meu inimigo, é inimigo de Deus, não tem comunhão de Deus, são traidores, são inimigos da igreja. Que Deus tenha misericórdia de nós”.

Mais à frente, Vieira ataca longamente os nordestinos, que votaram maciçamente em Lula. Diz que nunca mais vai gastar um centavo no Nordeste e não irá mais à região. “No domingo eu falei aqui que eu iria na convenção da assembleia da ordem dos pastores pra falar. Eu vou esperar para quando a assembleia da ordem for em outro lugar. Não vou gastar um centavo em nenhum hotel do Nordeste, não vou comer em nenhum restaurante do Nordeste, não vou comprar nada no Nordeste”, atacou.

O pastor prossegue: “É um povo que estão (sic) lá, preguiçosos. Porque os que não são vieram embora pra cá, vieram trabalhar. O nordestino é preguiçoso, gosta de viver das migalhas. Não é para você sentir ódio. Não é nordestinofobia. Não tenho fobia de nordestino, mas a grande verdade é essa”.

Em outro trecho, chega a dizer que sua vontade é que o Brasil fosse dividido e que o Nordeste fosse um outro país.

Em vários vídeos publicados antes da eleição, Vieira apareceu fazendo pregação tendo ao fundo a imagem de Jair Bolsonaro e objetos que remetiam à candidatura do presidente.

UOL

 

Danilo afirma que é hora de desarmar palanques

POLÍTICA

Danilo destacou que o estado está com a casa arrumada
Blog da Folha. Foto: Reprodução

O deputado Danilo Cabral afirmou, em entrevista a Rádio Folha nesta sexta-feira (4), a hora é de olhar para frente “A população espera, fechada a eleição, que a gente desarme os palanques e olhe para o futuro, cuidando dos desafios que estão postos para Pernambuco e para o Brasil”, frisou. O comentário foi em resposta às declarações da governadora eleita Raquel Lyra (PSDB) de que “abrirá a caixa preta”.

Mais uma vez, Danilo destacou que o estado está com a casa arrumada. “Quem atesta isso é a Secretaria do Tesouro Nacional, que mostra que Pernambuco hoje é um estado equilibrado. Nós elevamos a nossa avaliação para captação de operação de crédito. Só em 2023, o governo do estado poderá ter um empréstimo de R$ 3 bilhões”, disse. O deputado também lembrou que a nova gestão receberá um grande volume de obras em andamento, com recursos em caixa. “Nossa leitura é de que Raquel Lyra terá condições de cumprir os compromissos firmados com a população pernambucana”, acrescentou.

Danilo enfatizou que o governador Paulo Câmara já nomeou a equipe de transição, com coordenação do secretário da Casa Civil, José Neto, e aguarda a indicação dos nomes pela tucana. O parlamentar acredita que será um processo republicano, tranquilo, com a disponibilização de todas as informações necessárias para a instalação do novo governo.

“Agora, vamos olhar para frente, cada um cumprindo o seu papel. A nós enquanto oposição, que foi o papel nos destinado pela população, vamos trabalhar de forma responsável, contribuindo para o desenvolvimento de Pernambuco, torcendo para que as transformações que a Frente Popular fez no estado avancem. Não fazemos parte daqueles que torcem pelo ‘quanto pior melhor’. Torcemos para que dê certo”, comentou. 

Na entrevista, o deputado também falou sobre a transição do governo federal, coordenada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin. “O presidente Lula deu uma sinalização de que vai alargar o governo dele, com a participação das forças políticas que estiveram com ele ao longo dessa caminhada. As primeiras indicações são de que ele fará um governo amplo, porque sabe que temos um grande desafio neste momento, inclusive para garantir a governabilidade”, opinou Danilo.

Folha-PE

Raquel Lyra conta, em entrevista, que já teve conversa preliminar com Geraldo Alckmin

POLÍTICA

Governadora eleita também falou sobre a morte do marido no dia do primeiro turno

Segundo a Veja, Raquel tornou-se expoente de uma nova geração de políticos – Janaína Pepeu/Folha de Pernambuco

Em entrevista às Páginas Amarelas da revista Veja, a governadora eleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), afirmou que não se posicionou no segundo turno para não cair na armadilha da polarização da campanha presidencial.

“Compreendo que é hora de construir pontes. Minha adversária tentou como pode nacionalizar a campanha, fugindo do debate e tentando colar em mim a imagem de bolsonarista, o que eu não sou. Assim como não sou lulista. Recebi o apoio de pessoas de ambos os lados da disputa nacional. É vital unir e pacificar o país, que sai das urnas rachado ao meio”, explicou ela.

Indagada como pretende se relacionar com Lula, uma vez que PSDB ainda não decidiu como vai se posicionar, Raquel foi direta. “Vou pegar a carteira de projetos de Pernambuco e bater à porta do presidente. Até já procurei o Geraldo Alckmin, com quem tenho relação antiga de confiança. Trabalhei na elaboração do plano de governo dele quando se candidatou à presidência, em 2018”, explicou.

A tucana revelou que, numa conversa com ela por telefone, Alckmin teria se colocado à disposição para ajudá-la. “Achei positiva sua nomeação para coordenar o governo de transição. Alckmin já foi governador, sabe dos desafios, e a gente se dá bem. Ele sempre demonstrou simpatia à minha candidatura ao governo”, completou.

Depois de fazer duras críticas à gestão do PSB no Estado, dizendo, entre outras coisas, que, nos últimos 16 anos, o partido fez todo tipo de conchavo e foi se encastelando dentro do palácio, ela disse que a morte de Eduardo Campos, em 2014, fez Pernambuco andar para trás.

“Trabalhei com Eduardo Campos já governador por quatro anos, como chefe da assessoria jurídica, e aprendi muito (…). A vida política é cheia de altos e baixos e imprevistos, ele dizia. O que não aguentei foram as costuras de Paulo Câmara e, por isso, deixei o partido em 2006”, revelou.

A governadora eleita também falou sobre o marido dela, o empresário Fernando Lucena, que faleceu aos 44 anos de idade, vítima de um mal súbito, na manhã da realização do primeiro turno. “Fernando foi meu primeiro namorado e, desde os 14 anos, me acompanhou em todos os passos importantes da minha vida. Os meus sonhos eram os dele, que estava me ajudando na coordenação da campanha, do panfleto à articulação política”, lembrou.

Ainda sobre o falecimento de Fernando, Raquel deu detalhes que ainda não havia revelado à imprensa: “No último dia, fizemos uma carreata do Recife a Caruaru, e meu marido dirigiu o carro. Mais tarde, em um restaurante, teve dores no estômago e chegou em casa se sentindo mal. Fui tomar um banho e o encontrei já na cama, dormindo. Nunca mais acordou”, relembrou.

A Veja coloca Raquel como “expoente de uma nova geração de políticos ao virar um jogo que parecia perdido e derrotar Marília Arraes (Solidariedade), apoiada por Lula e integrante do clã que controla a política do estado”.

Folha de Pernambuco

Quem vai comandar o Exército? Lula já tem nomes na manga; veja quais são

POLÍTICA

A escolha do próximo comandante do Exército pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá recair sobre o general mais antigo da tropa ou um oficial que tenha a simpatia de integrantes do governo de transição. Se optar pela antiguidade, Lula entregará o comando, em janeiro, ao general Julio Cesar de Arruda, atual chefe do DEC (Departamento de Engenharia e Construção). Conselheiros do petista, entretanto, sugerem o nome do general Tomás Paiva, comandante militar do Sudeste.

Militares do Exército no desfile de 7 de setembro em Brasília - Alan Santos/PR
Militares do Exército no desfile de 7 de setembro em Brasília Imagem: Alan Santos/PR

A lista de apostas inclui ainda dois outros nomes de generais entre os mais antigos e experientes para comandar a Força Terrestre: o chefe do Estado-Maior do Exército, Valério Stumpf, e o comandante de Operações Terrestres, Estevam Theophilo. A ordem de chegada ao posto de quatro estrelas (a mais alta patente) é a seguinte: Arruda (março de 2019), Stumpf e Paiva (julho de 2019); Theophilo (novembro de 2019).

Conselheiros de Lula têm dito que o presidente não deve inovar na escolha. Em vez disso, sugerem que ele limite a seleção à lista dos três mais antigos. No total seriam quatro, pois Stumpf e Paiva dividem a segunda posição e ambos passariam à reserva na mesma época, em julho do ano que vem; Arruda, em março, e Theophilo, em novembro. Os demais 12 integrantes do Alto Comando do Exército se aposentam somente a partir de 2024.

“Se fosse fazer uma aposta, eu ficaria em torno desses três (Arruda, Tomás e Stumpf). Não é necessário (seguir a antiguidade), mas não queremos nada que cause perturbação desnecessária”, disse ao Estadão o ex-ministro da Defesa (2011 a 2015) e ex-chanceler Celso Amorim. “Conheço o general Tomás há muito tempo e o acho uma pessoa de excelente trato. Ele foi ajudante de ordens do (ex-presidente) Itamar Franco, quando fui ministro (das Relações Exteriores) pela primeira vez.”.

Oficiais-generais da ativa e da reserva avaliam que Lula distensionaria a relação com as Forças Armadas ao nomear como comandantes tanto do Exército quanto da Aeronáutica e da Marinha os militares mais antigos do generalato. Foi este o critério que prevaleceu nos dois primeiros governos do petista.

Gesto

Apesar de o cargo ser escolha pessoal de Lula, generais observam que esse seria um gesto natural, que não causaria atritos com a Força. No caso de escolha de oficiais com menos tempo no último posto, os chamados mais modernos pelas regras de hierarquia da caserna, na prática, Lula “aposentaria” o grupo mais experiente.

A passagem deles à reserva se impõe, em tese, para que sejam preservadas as práticas, e nenhum dos integrantes do Alto Comando se submeta a ordens de um comandante-geral com menos tempo de quatro estrelas.

O temor na caserna era de que Lula abandonasse o critério, como fez o aliado e presidente da Colômbia, Gustavo Petro, provocando uma troca sem precedentes e aposentando de uma só vez uma leva de quase 50 oficiais-generais.

“Lula tem bom senso. O menor dos problemas dele são os militares. O comandante vai ser o mais antigo, considerando que ele já fez isso e deu certo, é a melhor coisa que tem”, diz o general da reserva Paulo Chagas, notório crítico do petista. Pelas regras, Lula poderia escolher num universo mais amplo, que inclui qualquer oficial general de Exército, na ativa e na reserva, desde que não tenha sido reformado.

Da arma de engenharia, Arruda passou por algumas das posições de maior prestígio do Exército, como o comando da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), o Comando Militar do Leste, e o Comando de Operações Especiais. Natural de Cuiabá (MT), chefiou o 1º Batalhão de Forças Especiais, um dos mais especializados, que levam a insígnia da faca na caveira.

Oficial de infantaria, Tomás Paiva é tido como um dos nomes mais moderados da caserna e com boa aceitação no futuro governo, especialmente porque teria desenvolvido relações mais próximas com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Paiva foi ajudante de ordens do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), antigo aliado de Alckmin. Sempre nutriu relações com os tucanos desde então.

Articulado e apontado como crítico de episódios de politização na caserna, o general Tomás disse ao longo de 2022 que as Forças Armadas “não andam ao sabor de um governo ou de outro” e são comprometidas com a Constituição. Durante a pandemia, afirmou que a covid-19 era “a missão mais importante de sua geração”.

Ele foi chefe de gabinete do ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas, crítico de Lula e autor de um tuíte em 2018 assimilado em Brasília como ameaça ao julgamento que o Supremo fazia e poderia impactar no futuro do petista. Na véspera do segundo turno, o ex-comandante voltou a fazer previsões em tom catastrófico sobre um “governo de oposição”. Também comandou a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), o Batalhão de Guarda Presidencial e chefiou o Departamento de Educação e Cultura, entre outros cargos.

O gaúcho Stumpf tem passagens pelo Palácio do Planalto. Foi assessor do Gabinete de Segurança Institucional no governo FHC, e secretário executivo do GSI nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, servindo com os ex-ministros Sergio Etchegoyen e Augusto Heleno. No topo da carreira, passou pela chefia do Comando Militar do Sul e da Secretaria de Economia e Finanças.

Um conselheiro de Lula que se reuniu com dois ex-ministros da Defesa de governos petistas aponta que tanto Tomás quanto Stumpf, ambos com experiência prévia no Planalto, são militares de perfil profissional e com traquejo político.

De família tradicional no Exército e na política cearense, Theophilo é oficial de artilharia e irmão de outros oficiais-generais, entre eles o ex-secretário nacional de Segurança Pública no governo Jair Bolsonaro e ex-candidato a governador do Ceará pelo PSDB Guilherme Theophilo. Ele foi comandante militar da Amazônia.

Oficiais que conversaram com o Estadão afirmam que o natural na Força Terrestre seria esse grupo mais antigo, com aval do comandante, conduzir as tratativas de transição com a equipe de Lula. O ex-chefe da segurança do presidente eleito voltou a colaborar com ele durante a campanha. Agora, o general Gonçalves Dias tornou-se peça-chave a ser ouvida nas escolhas para a cúpula das Forças Armadas.

Além disso, militares que compõem o atual Alto Comando e alguns já na reserva, que frequentam o QG em Brasília, ponderam ver como positiva a escolha de um nome civil para o Ministério da Defesa, como pretende fazer Lula. Os dois políticos com mais simpatia da caserna são o ex-ministro Aldo Rebelo (hoje no PDT, oriundo do PC do B) e o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (que migrou do PSDB para o PSB). Há ainda sugestões para que Lula opte por um diplomata experiente, como já fez no início do primeiro mandato, e a ex-presidente Dilma Rousseff repetiu. Os embaixadores José Viegas Filho e Celso Amorim passaram pela Defesa. O segundo tem sido conselheiro de Lula em parte dos planos para o setor, mas pondera não ter poder de decisão na área.

No PT, ordem é não comprar briga com Renan por PEC da Transição

POLÍTICA

Petistas avaliam que não vale entrar em conflito com Renan Calheiros, em razão da importância do senador dentro do MDB e no Congresso

Renan Calheiros
Michael Melo/Metrópoles

Apesar das críticas públicas do senador Renan Calheiros (MDB-AL) à PEC da Transição, a ordem no PT é não comprar briga com o parlamentar por causa da proposta.

A avaliação é de que o emedebista é fundamental para trazer o MDB para a base de Lula e para a articulação política geral do governo no Congresso. Por isso, não valeria entrar em conflito com ele.

Em entrevista nessa sexta-feira (4/11) em Brasília, a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), moderou o tom ao falar das discordâncias com o senador.

Conversei com o senador e mostrei que precisamos viabilizar aquilo que foi contratado nas urnas. Não podemos entrar em 2023 sem o Auxílio Brasil e sem garantia de aumento do salário mínimo”,afirmou a petista.

Expectativa positiva

Parlamentares do PT afirmam que a expectativa é que o texto da PEC seja alinhado com Renan Calheiros antes de a proposta ser votada no Senado.

Além de Renan, o ex-presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE), também criticou a ideia do PT de usar uma PEC para abrir espaço no Orçamento de 2023 para bancar programas sociais.

Na avaliação de Eunício, que se elegeu deputado federal este ano, a PEC servirá apenas para o Centrão tentar negociar cargos e a continuidade do “orçamento secreto” com Lula.

O emedebista disse ter consultado a assessoria do Senado e especialistas em Orçamento, que teriam ponderado que Lula pode resolver o impasse editando uma medida provisória que abra um crédito extraordinário.

 

Bolsonaro terá direito a carros, seguranças e deve receber R$ 42 mil

ELEIÇÕES 2022

No Brasil, a legislação não confere a ex-presidentes uma pensão especial, mas Bolsonaro pode acumular benefícios de militar e ex-deputado

Michael Melo/Metrópoles

O presidente não reeleito Jair Bolsonaro (PL) deixará o Palácio do Planalto em 31 de dezembro de 2022. A partir de 2023, ele terá direito a seguranças e assessores, motoristas e carros oficiais, regalias asseguradas por uma lei de 1986 a todos os ex-presidentes.

A legislação brasileira não prevê uma pensão especial para ex-presidentes, a exemplo do que ocorre em outros países com regimes presidencialistas, como Estados Unidos. Ainda assim, a soma da remuneração de militar da reserva com a aposentadoria da Câmara dos Deputados pode chegar a R$ 42 mil por mês.

Segundo a lei, terminado seu mandato, o ex-presidente da República tem direito a utilizar os serviços de quatro servidores, que irão atuar em sua segurança e apoio pessoal, bem como a dois veículos oficiais com motoristas. As despesas são custeadas pela própria Presidência da República.

Os quatro servidores são de livre indicação do ex-presidente, e ocuparão cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores (DAS), até o nível 4.

O futuro ex-mandatário poderá contar, ainda, com o assessoramento de dois servidores ocupantes de cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores (DAS), de nível 5.

Aposentadoria

Bolsonaro foi deputado federal por 27 anos (de 1991 a 2018) e, atualmente, não recebe a aposentadoria da Casa legislativa, mas pode solicitá-la a qualquer momento. Caso opte por receber, estará sujeito às regras do extinto Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC), um plano de previdência de entidade fechada.

Segundo a Câmara, o valor da aposentadoria parlamentar é calculado no momento que o pedido é feito, mas, como não há, ainda, processo em tramitação na Casa sobre a aposentadoria de Jair Bolsonaro, não é possível estimar o valor.

R$ 42 mil

Em entrevista recente a O Antagonista, Bolsonaro sinalizou que, caso perdesse a eleição neste ano, poderia requisitar a aposentadoria parlamentar. Ele mesmo estimou que o acúmulo dos dois benefícios somaria R$ 42 mil mensais.

“Eu tenho uma aposentadoria do Exército, mais ou menos 12 mil por mês, que é proporcional. Tenho também a da Câmara dos Deputados, que não pedi, para evitar me criticarem. Hoje em dia vale aproximadamente R$ 30 mil reais por mês. Seriam R$ 42 mil bruto por mês. Isso que eu levaria pra casa. Para mim está excepcional esse montante”, afirmou ele em entrevista datada de 19 de outubro.

Como capitão reformado do Exército, a remuneração bruta de Bolsonaro é R$ 11.945,49. Com descontos, a remuneração fica em R$ 8.919,63.

Desde 2019, a remuneração como militar da reserva é somada ao salário de presidente, de R$ 30.934,70 brutos (R$ 23.453,43 líquidos). Assim, Bolsonaro recebe hoje R$ 42.880,19 (R$ 34.373,06 após as deduções). Ele deixará de receber esse salário quando deixar a Presidência.

Valdemar bancará salário, casa e advogados

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, acertou com Bolsonaro que o partido bancará as despesas do presidente da República a partir de 2023, quando ele deixará o Palácio do Planalto.

Segundo apurou o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, Bolsonaro deve assumir um cargo no PL. Com isso, a sigla pagará um salário mensal para o presidente, além de bancar o aluguel de uma casa e de um escritório em Brasília.

Segundo parlamentares do PL, a ideia é que essa estrutura bancada pela legenda permita a Bolsonaro atuar como a “principal liderança política da oposição” durante o terceiro governo Lula.

 

 

Gleisi Hoffmann rebate Edir Macedo: “Ele que precisa pedir perdão a Deus”

ELEIÇÕES

Grande apoiador de Jair Bolsonaro, bispo Edir Macedo publicou vídeo ontem afirmando que vitória de Lula foi a “vontade de Deus” e de que seria preciso “perdoar” o presidente eleito e “tocar a vida para frente”

 (crédito: Foto: Alan Santos/PR)
(crédito: Foto: Alan Santos/PR)

A presidente nacional do PT, deputada reeleita Gleisi Hoffmann (PR), rebateu nesta sexta-feira (4/11) as declarações feitas ontem pelo bispo Edir Macedo de que seria preciso perdoar o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e aceitar o resultado das eleições. Líder e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo é grande apoiador de Jair Bolsonaro (PL).

“Dispensamos o perdão de Edir Macedo. Ele é quem precisa pedir perdão a Deus pelas mentiras que propagou, a indução de milhões de pessoas a acreditarem em barbaridades sobre Lula e sobre o PT, usando a igreja e seus meios de comunicação para isso. A nossa consciência está tranquila”, escreveu a petista em postagem no Twitter.

Correio Brasiliense

Nomeação de Alckmin para comissão de transição é publicada no Diário Oficial

NOVO GOVERNO

Decisão foi publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União e o vice-presidente eleito foi nomeado para o Cargo Especial de Transição Governamental

Nomeação de Geraldo Alckmin para o Cargo Especial de Transição Governamental na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (4/11)
Nomeação de Geraldo Alckmin para o Cargo Especial de Transição Governamental na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (4/11)(foto: Reprodução/DOU)

No final da manhã de quinta-feira, o Alckmin foi ao Senado Federal para participar de reunião que discutiu adequações no projeto orçamentário de 2023 e que formalizou o começo da transição de governo.

Na sequência de reuniões, o vice-presidente eleito também se encontrou com o ministro-chefe da Casa Civil, senador Ciro Nogueira (PP-PI), e com o Secretário-Geral da Presidência da República, General Luiz Eduardo Ramos no Palácio do Planalto.

Alckmin também salientou que Lula começará a participar das negociações na próxima segunda-feira (7).

Começou oficialmente, na madrugada desta sexta-feira (4/11), o processo de transição do governo de Jair Bolsonaro (PL) para o do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de já terem acontecido reuniões para discutir o orçamento de 2023 e como se dará a transição, ela só se torna oficial a partir de publicação no Diário Oficial da União (DOU).

A nomeação foi declarada na edição desta sexta do DOU em que o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, nomeou o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), para o Cargo Especial de Transição Governamental.

O presidente eleito Lula fez uma postagem no Twitter em que mostra a nomeação de Alckmin e afirma: “Bom dia. Vamos trabalhando na transição para um futuro melhor para todos”.

Correio Brasiliense

 

 

Roberto Jefferson pede no STF suspeição de Moraes: ‘Completa parcialidade’.

POLÍTICA

A defesa do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) entrou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo a suspeição do ministro Alexandre de Moraes na condução do inquérito que apura a atuação de supostas milícias digitais nas redes sociais, bem como na petição na qual o ministro converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante de Jefferson. Suspeição é impossibilitar o magistrado de exercer sua função em determinado processo.

Roberto Jefferson e Alexandre de Moraes - Reprodução
Roberto Jefferson e Alexandre de Moraes Imagem: Reprodução

O aliado bolsonarista e político de extrema direita disparou tiros de fuzil e lançou granadas contra agentes da PF (Polícia Federal) que cumpriam mandado de prisão contra ele no dia 23 de outubro.

Segundo os advogados de Jefferson, Moraes determinou a abertura do inquérito sem que o ex-deputado tivesse foro privilegiado no STF e pediu a prisão preventiva mais de uma vez contra a manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Os advogados também destacaram que o ministro da corte é parte vencedora em dois pedidos de indenizações contra o ex-deputado, que somam R$ 154,2 mil. Esses processos estão em fase de execução provisória.

Para a defesa, Moraes tomou decisões contra Jefferson “à margem do conhecimento do juízo competente”, já que, na avaliação dela, já havia procedimento distribuído para a Justiça Federal de Três Rios (RJ) referente a um auto de prisão em flagrante.

“A decisão do Ministro Excepto, de ofício, importa em gritante usurpação de competência do Juízo Federal de Três Rios, o que demonstra a absoluta parcialidade do Ministro Alexandre de Moraes para apreciar a matéria, não tendo deixado de fazê-lo, mesmo perfeitamente ciente deste fato, o que evidencia a sua completa parcialidade e o interesse na causa”, dizem os advogados.

A atuação do juiz parcial coloca em dúvida não só a credibilidade como também a própria legitimidade do sistema de administração da Justiça.”.

Trecho de ação protocolada pela defesa de Roberto Jefferson (PTB)

Os advogados pedem, por fim, a suspensão dos inquéritos e da petição que têm Jefferson como alvo. No caso dos inquéritos, a defesa solicita ainda a distribuição da condução a outro ministro e que a petição seja remetida à Justiça do Distrito Federal.

UOL

Vídeo. Marcelo Queiroga é vaiado em evento e xinga plateia: “Covardes”

SAÍDA DO GOVERNO

Irritado, o ministro afirmou que os presentes só sabiam “fazer bagunça”. O caso ocorreu em Aracaju (SE), nesta quinta-feira (3/11)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi vaiado nessa quinta-feira (3/11) durante seu discurso de abertura do 8º Congresso Norte-Nordeste de Secretarias Municipais de Saúde, realizado em Aracaju (SE).

Irritado, ele rebateu os integrantes da plateia, os chamando de “covardes”. O ministro ainda afirmou que os presentes só sabiam “fazer bagunça”.

Fotografia colorida do ministro da Saúde Marcelo Queiroga, fala com à imprensa sobre a saída do governo 5
Hugo Barreto/Metrópoles

Queiroga foi vaiado ao dizer que o governo enviou dinheiro para a compra de equipamentos para o tratamento de Covid-19 aos municípios, mas que as prefeituras optaram por não comprar os respiradores.

Ele ainda fez críticas à Venezuela, país que é alvo frequente do discurso do presidente Jair Bolsonaro (PL), dizendo que aqueles que o vaiavam deveriam conhecer o Projeto Acolhida em Roraima, destinado a receber imigrantes da nação vizinha.

Ele saiu do palco acompanhado de seguranças e acenou com as mãos de maneira irônica em direção às pessoas que o vaiavam.

Metrópoles

Auxílio Brasil voltará a ser chamado de Bolsa Família em governo Lula

BOLSA FAMÍLIA

Equipe de transição já chama programa de Bolsa Família e negocia PEC para autorizar novo governo a manter benefício de R$ 600 e ter licença para gastar fora do teto de gastos

Bolsa família
Foto: Agência Senado
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu rebatizar o programa Auxílio Brasil de Bolsa Família, devolvendo o nome dado durante os governos do PT para o programa de transferência de renda.
Integrantes da cúpula do PT confirmaram que o nome do programa voltará a ser Bolsa Família. A prioridade é manter o benefício de R$ 600 mensais a partir de janeiro. Para isso, a equipe de transição apresentará uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com uma licença para o governo gastar fora do teto de gastos públicos em 2023.
Nesta quinta-feira, 3, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin se reuniu com o relator do Orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI), e outros parlamentares para negociar a peça orçamentária do próximo ano.
Ao falar sobre a PEC, todos usaram o nome “Bolsa Família” ao se pronunciar sobre o programa de transferência de renda. “Pode utilizar”, disse Alckmin quando perguntado se o novo governo rebatizará o programa. “Ao fim e ao cabo, vai dar no mesmo”, afirmou o relator do Orçamento. Nos bastidores, o nome Bolsa Família é dado como certo a partir de janeiro.
O Brasil vai entrar em 2023 com o maior programa social de transferência de renda da história e um orçamento cinco vezes maior do que existia antes da covid-19. Os recursos para o programa social vão ter um salto gigantesco num período de três anos, saindo do patamar de R$ 32 bilhões, pago em 2019 para R$ 157,7 bilhões no ano que vem.
Estadão

Governo de transição quer incluir aumento de 1,3% no salário mínimo

ELEIÇÕES 2022

Para garantir a alta no salário mínimo na peça orçamentária do próximo ano, a equipe precisará aprovar o documento até 16 de dezembro

O coordenador da equipe de transição de Lula e vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, dá entrevista diante de púlpito no Senado cercado de outros políticos - Metrópoles
 O coordenador da equipe de transição de Lula e vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, dá entrevista diante de púlpito no Senado cercado de outros políticos – Crédito: Rafaela Feliciano/ Metrópoles

A equipe que cuidará da transição do governo de Jair Bolsonaro (PL) para a gestão do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, avalia a inclusão de aumento real no salário mínimo de 1,3% para janeiro de 2023. O grupo esteve reunido nesta quinta-feira (3/11) no Senado Federal com o relator-geral do Orçamento de 2023, Marcelo Castro (MDB-PI). Para garantir a peça orcamentária do próximo ano, a equipe precisará aprovar o documento até 16 de dezembro.

A alta prevista deve seguir a regra do governo que busca aprovar no Congresso Nacional uma correção anual do salário mínimo com base na média dos últimos cinco anos do Produto Interno Bruto (PIB). A informação foi repassada por um dos coordenadores da campanha de Lula, senador Wellington Dias (PT-PI). Recém eleito, Dias foi indicado por Lula para acompanhar as questões do Orçamento no Congresso.

O grupo que realizará as negociações também defende a criação de uma PEC de Transição. A expectativa é de que a iniciativa consiga abarcar dentro da legalidade a inclusão desse gasto no Orçamento, além de despesas urgentes para 2023, como o pagamento do Bolsa Família no valor de R$ 600.overlay-clever

 

Começa no Senado reunião da equipe de transição de Lula sobre Orçamento

NOVO GOVERNO

O encontro será com o relator do Orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI)

O vice-presidente Geraldo Alckmin em reunião com o senador Marcelo Castro, relator do Orçamento de 2023 - Divulgação/PT
O vice-presidente Geraldo Alckmin em reunião com o senador Marcelo Castro, relator do Orçamento de 2023 Imagem: Divulgação/PT

Começou a reunião de parlamentares e da equipe de transição do futuro governo de Luiz Inacio Lula da Silva com o relator do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI) . O encontro está acontecendo no gabinete da liderança do MDB do Senado.

Participam da reunião, além do relator, o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), os senadores petistas Jean Paul Prates, Fabiano Contarato, Paulo Rocha e o emedebista Confúcio Moura; o senador eleito Wellington Dias, (PT); os deputados petistas Rui Falcão, Reginaldo Lopes, Enio Verri e Paulo Pimenta; a presidente do PT, Gleisi Hoffmann e o ex-ministro Aloizio Mercadante.

Um dos objetivos da equipe de Lula é que as chamadas emendas de relator possam ser usadas para financiar o aumento permanente do Auxílio Brasil, como o petsita prometeu, e custeio de programas sociais.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e parlamentares beneficiários do orçamento secreto admitem medidas para dar mais transparência à distribuição de recursos e adoção de proporcionalidade entre as representações partidárias.

Marcelo Castro disse, em entrevista às jornalistas Adriana Fernandes e Célia Fraufe, publicada ontem no jornal Estado de S. Paulo, que garante “com segurança” que o Auxílio Brasil continuará.

UOL

PM permite bloqueio parcial de rodovia no PR e admite estar prevaricando

POLÍTICA

Vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um comandante da Polícia Militar do Paraná admite a um grupo de bolsonaristas pró-golpe que está “prevaricando” ao permitir o bloqueio parcial de uma rodovia. Bolsonaristas bloqueiam estradas desde o último domingo (30), quando foi anunciada a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Jair Bolsonaro (PL)

O crime de prevaricação acontece quando funcionários públicos atuam de forma ilegal de forma a atender interesses particulares. Descreve o artigo 319 do Código Penal: “Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”.

Nos protestos ilegais, os manifestantes pedem por “intervenção militar” e novas eleições. No vídeo, o coronel Hudson Leôncio Teixeira diz que os manifestantes precisam ter “bom senso” e respeitar o direito de ir e vir —a fala é similar ao que foi dito pelo presidente Jair Bolsonaro.

Durante a negociação, o coronel sugere que o grupo ocupe apenas uma faixa da PR-151 em Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

Ele ainda admite que “já deveria ter feito isso ontem” se referindo à liberação total da rodovia.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um novo pronunciamento pedindo aos seguidores que liberem as estradas. A PRF diz que os bloqueios caíram de 106 para 86 em rodovias federais hoje.

É preciso que vocês também tenham bom senso senão a gente vai fazer o que a lei está determinando. Na verdade, a gente está prevaricando. Já deveria ter feito. Vamos começar a fazer multa para todo mundo, multa de trânsito e aquela multa de R$ 100 mil.

-Comandante da PM (Pr) diz estar “prevaricando” em negociação “Nós temos bom senso, mas eu preciso que vocês tenham esse bom senso. Porque senão a gente vai fazer o que a lei está determinando. Na verdade a gente está prevaricando, já deveria ter feito.

Fonte UOL Notícias

“Não queremos mais Bolsonaro, queremos o Exército”, diz manifestante

ELEIÇÕES 2022

Líder do movimento em Rio do Sul, Santa Catarina, defende que Exército aja para “botar ordem” no país. Bolsonaro fez apelo por desbloqueio

Em vídeo que circula pelas redes sociais, um homem identificado como líder do movimento que obstrui vias em Rio do Sul, Santa Catarina, defende que o Exército entre em campo para “botar ordem” no país.

A fala começou a circular logo após o presidente Jair Bolsonaro (PL) pedir que seus apoiadores desobstruam as rodovias do país. Ao menos 25 unidades da Federação registraram protestos com pedidos de “intervenção federal”. Desde a noite de domingo (30/10), bolsonaristas têm bloqueado várias rodovias brasileiras em protesto ao resultado das eleições presidenciais, que tiveram como vitorioso o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

“Temos que ter noção de uma coisa: nós não temos mais presidente. Não queremos mais o Jair Messias Bolsonaro como presidente. Queremos, sim, uma intervenção militar. Queremos o Exército para vir botar (sic) a ordem em nosso país”, diz o homem.

“O pessoal que está para assumir está fugindo das quatro linhas da Constituição faz muito tempo. Não vamos aceitar. Nós queremos o Exército brasileiro tomando a frente e queremos eles de volta no poder, porque não queremos corruptos, ladrões”, prossegue.

“Nós queremos o Exército, não queremos mais o Bolsonaro. Nós queremos o Exército brasileiro nas ruas”, concluiu o homem, que é aplaudido pelo público presente.