Simepe reclama salários em atraso – Guga Matos/JC Imagem
O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), por meio da Comissão Estadual de Honorários Médicos de Pernambuco (CEHM/PE), realizou Assembleia Geral Extraordinária (AGE) com os médicos que atendem o programa da Saúde Recife. Por unanimidade, os médicos que participaram da AGE votaram pela paralisação da realização dos atendimentos e exames eletivos, a partir do dia 26 de dezembro de 2023.
Representando o sindicato, os diretores Álvaro Campos, Sylvio Vasconcellos e Rodrigo Rosas, explicaram que os médicos do programa estão com atrasos nos pagamentos de serviços prestados há mais de um ano e seguem sem reajuste há mais de dez anos.
“O Simepe seguirá firme na cobrança e na luta para que os honorários médicos desses profissionais sejam regularizados. A entidade reforça também o seu compromisso em defender o médico no que for necessário, colocando-se sempre à disposição para atendê-lo”.
Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília – DF – Rodrigo Kappel Castilho, presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, é o entrevistado – (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos explica que a recente adoção da Política Nacional de Cuidados Paliativos é positiva para um cenário de escassez
O lançamento pelo governo federal do programa Política Nacional de Cuidados Paliativos representa um avanço no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir a dignidade humana. É o que defende Rodrigo Kappel Castilho, presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, ao programa CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília. Em entrevista a Carmen Souza, o paliativista avalia a ineficiência do serviço em alcançar todas as regiões do país. Atualmente, o Centro-Oeste conta com 16 serviços dessa forma de cuidado.
O cenário ruim é uma realidade nacional. De acordo com dados colhidos pela Academia Nacional de Cuidados Paliativos, o acesso a esses serviços é concentrado na região sudeste. “Em mais de 5 mil municípios, nós temos só 234 equipes. É muito pouco. Além disso, elas são centradas no hospital e não onde a população está, que é na atenção primária”, explica Keppel.
Assim, o Brasil fica em penúltimo no quesito qualidade de morte dentre 81 países estudados, segundo o relatório internacional publicado em abril de 2022 no Journal of Pain and Symptom Management. Para que a avaliação seja feita, são levadas em consideração as políticas públicas, qualificação de equipes, educação da população a respeito dos cuidados paliativos, acesso à medicação e outros fatores.
Agora, com a adoção da Política Nacional de Cuidados Paliativos pelo Ministério da Saúde, a proposta é levar à população essa forma de cuidado por meio da atenção primária, da saúde da família, nos postos de saúde e no atendimento pré-hospitalar. “Pessoas que antes eram abandonadas porque não se sabia o que fazer diante de doenças incuráveis, as pessoas que sofriam até mesmo por conta de doenças com potencial curativo, mas não existia o conhecimento científico mínimo necessário para diminuir esse sofrimento. Entender que essas pessoas vão ter voz e suas famílias serão cuidadas, que isso vai avançar muito no nosso país, nos enche de alegria. É um dia histórico para o SUS”, pontua.
Ex-ministra de Bolsonaro apresentou quadro de paralisia facial
Damares Alves – Foto: Willian Meira/MMFDH
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) recebeu alta hospitalar neste sábado (9), em Brasília. Ela estava internada desde a última quinta-feira (7), no hospital DF Star, com um quadro de paralisia facial, após uma recaída devido ao vírus varicela zoster. O vírus é o causador da doença herpes zoster ou cobreiro, e da catapora. A parlamentar trata do vírus há pelo menos nove meses.
“Damares Alves dará continuidade ao tratamento medicamentoso em casa. A senadora foi liberada pelos médicos para dar continuidade às suas atividades normalmente”, destacou nota oficial compartilhada nas redes sociais da parlamentar.
Em março, após ser fotografada usando máscara pelos corredores do Senado Federal, Damares compartilhou um relato dando maiores detalhes sobre sua condição:
— Minha infecção ocorreu no ouvido, caso raro, e causou uma paralisia facial. Fiquei internada alguns dias. Estou bem e trabalhando, mas não preciso explicar o quanto é constrangedor para uma mulher passar por isso. Faço tratamento para amenizar a situação — disse a senadora.
O que é a herpes-zóster?
É uma infecção causada pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo que causa a varicela, também conhecida como catapora. Esse vírus tem a característica de ficar “adormecido” em algumas regiões do corpo, como os gânglios e nervos, podendo “despertar” anos depois.
Cerca de 30% dos que tiveram catapora passam por isso. Fatores que diminuem a imunidade facilitam a reativação do microrganismo, deflagrando a doença, como forte estresse, câncer e outras infecções, como HIV e Covid-19. Ela costuma se manifestar depois dos 50 anos de idade.
Na maioria das vezes, os sintomas desaparecem em dias. Mas em alguns casos, o cenário pode se agravar, podendo afetar a visão e a saúde mental. As complicações também incluem disseminação do vírus pelo corpo e o comprometimento de movimentos, podendo causar paralisia do nervos cranianos, meningite, úlcera, hepatite e derrame cerebral.
O que causa a herpes-zóster?
O vírus pode ser ativado pelo sistema, na maioria das vezes, por conta da baixa imunidade corporal. O que pode ser consequência de estresse, infecções virais, idade avançada, doenças crônicas, como diabetes, e o uso de determinados remédios como os quimioterápicos, corticoides e imunossupressores.
Ministério da Saúde reforça que vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde são eficazes contra variantes que circulam no país, prevenindo sintomas graves e mortes
Ministério da Saúde reforça que vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde são eficazes – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil Saúde
Por conta da descoberta das sublinhagens JN.1 e a JG.3 de uma variante da Covid-19 no Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que uma nova dose da vacina bivalente seja recebida pela população com 60 anos ou mais e também imunocomprometidas com 12 anos ou mais, desde que tenham recebido a última dose da vacina há mais de seis meses. Em Pernambuco, a medida começou a valer nesta quarta-feira (6), de acordo com a Secretaria de Saúde.
A Secretaria frisou que as medidas não-farmacológicas, aliadas à vacinação, são importantes para evitar possíveis riscos da Covid-19, assim como suas sequelas. Entre as recomendações já conhecidas da população, estão: lavagem frequente das mãos, uso de máscaras se houver sintomas respiratórios e, se possível, que sejam evitadas aglomerações.
“Neste momento, é importante que todos os brasileiros atualizem o esquema vacinal com todas as doses recomendadas para cada faixa etária, incluindo o reforço bivalente. Todas as vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde são eficazes contra variantes que circulam no país, prevenindo sintomas graves e mortes”, disse o Ministério da Saúde, por meio de um comunicado.
Superintendente do Programa Nacional de Imunizações de Pernambuco (PNI-PE), Jeane Torres confirmou que as doses do imunizante já se encontram à espera do público prioritário no estado.
“Devido ao aumento de casos da Covid-19, os municípios começaram a se organizar para intensificar a vacinação. Nesta quarta, fizemos um comunicado para que todos começassem a vacinar com a bivalente. As salas de vacinas estão abastecidas e o grupo prioritário deve procurar a unidade básica de saúde mais próxima de suas casas”, sinalizou.
Também está disponível no SUS, gratuitamente, o antiviral nirmatrelvir/ritonavir para o tratamento da infecção pelo vírus em idosos com 65 anos ou mais e imunossuprimidos com 18 anos ou mais, logo que os sintomas aparecerem e houver a confirmação de teste positivo.
A sublinhagem JN.1 foi encontrada de início no Ceará. Até o momento, ela é responsável por 3,2% das positividades dos casos da Covid-19 em todo o mundo.
Covid-19 cresce em Pernambuco
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), há um aumento no total de confirmações e no índice de positividade da doença no estado.
A crescente foi iniciada no final de outubro. Em cinco semanas, o total de casos saiu de 89 para 776. Já a taxa de positividade dos testes realizados saiu de 3,8% para 16,6%.
Vacinação em 2024
A partir de 2024, a vacinação contra a Covid-19 terá como foco as crianças de seis meses e menores de cinco anos. Nessa faixa etária, o esquema vacinal completo contará com três doses. A criança que tiver tomado as três doses em 2023, não vai precisar repetir.
Após cinco anos, crianças e adultos que integram grupos prioritários receberão dose de reforço em 2024. São eles: idosos, imunocomprometidos, gestantes e puérperas, trabalhadores da área de saúde, pessoas com comorbidades, indígenas, ribeirinhos e quilombolas, pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores, pessoas com deficiência permanente, pessoas privadas de liberdade maiores de 18 anos, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas, funcionários do sistema de privação de liberdade e pessoas em situação de rua.
Esses grupos possuem maior risco de desenvolver formas graves da doença. A inclusão desse público já passou por avaliação da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (CTAI) e do Programa Nacional de Imunização (PNI).
Hospitais psiquiátricos e comunidades terapêuticas não contam com aval de especialistas e entidades de psiquiatria
Brasil conta com 2.872 CAPs, modelo que prevê tratamento sem retirar paciente do seu cotidiano — Foto: Pablo Jacob
O Ministério da Saúde tem enfrentado resistência de estados e municípios para colocar em prática o compromisso de fechar as portas de hospitais psiquiátricos e comunidades terapêuticas, estruturas que recebem pessoas com distúrbios mentais e dependentes químicos. Enquanto a pasta comandada por Nísia Trindade investe em alternativas, o modelo, considerado retrógrado por especialistas e entidades de psiquiatria, segue recebendo financiamento público das administrações locais. Hoje, a abordagem recebe recursos de todos os estados e do Distrito Federal.
O modelo também tem apoio de prefeituras. No fim de novembro, por exemplo, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou em uma rede social ter determinado à Secretaria Municipal de Saúde que preparasse uma proposta para “implantar no Rio a internação compulsória de usuários de drogas”. A decisão do prefeito vai na contramão da legislação atual, que prevê a internação compulsória para tratamento de saúde apenas em caso de decisão médica, não podendo ser imposta por agentes estatais. Outra possibilidade é se a pessoa estiver cometendo algum delito. Nesses casos, o abrigamento é uma medida socioassistencial, excepcional, temporária e voluntária.
Inconstitucional
A postagem de Paes foi respondida pelo Ministério Público Federal, que enviou uma nota técnica ao prefeito destacando que a proposta é inconstitucional e traduz uma medida higienista, além de ser contra a dignidade do ser humano. Questionada, a Prefeitura não respondeu se a medida será mesmo implementada.
Entre os locais onde as internações ocorrem estão as comunidades terapêuticas, geralmente localizadas em sítios ou fazendas na zona rural. O tratamento costuma ser baseado na abstinência e trabalho forçado, com a internação podendo durar até seis meses. Segundo estimativas da Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas (Febract), cerca de 5 mil unidades funcionam no país, que contam com financiamento público para se manter.
Como estão fora da alçada da Saúde, esses centros não precisam passar pelo controle, fiscalização e análise do SUS. Também não é obrigatória a atuação de profissionais de saúde nesses locais.
O compromisso de reduzir a quantidade dessas instituições e ampliar políticas de saúde mental alinhadas aos princípios da reforma psiquiátrica foi firmado pela ministra assim que assumiu o cargo, ao criar o Departamento de Saúde Mental. Neste ano, o órgão ampliou em 27% os investimentos na Rede de Atenção Psicossocial (Raps) em 2023 e construiu novos CAPs, modelo que prevê tratamento sem retirada do cotidiano.
Desde que foi aprovada em 2001, a Lei da Reforma Psiquiátrica estruturou a política de saúde mental no Brasil com base no fechamento de leitos em hospitais psiquiátricos e no desenvolvimento da Raps, que oferece cuidados interdisciplinares, em liberdade e próximo da residência de quem recebe esses cuidados.
— Com tantas opções que temos atualmente, não cabe mais recorrer a um modelo que promove a exclusão do paciente. É importante ressaltar que hoje em dia já existem leitos na Raps e em hospitais gerais, afirma o psiquiatra e ex-gestor de Saúde Mental do SUS-DF, Augusto Cesar Costa.
Alternativa
De acordo com a pasta, apesar da coexistência dos dois modelos, gestores municipais têm se mostrado empenhados em ampliar o número de CAPs. “Só no ano em curso, já foram habilitados 42 novos CAPS, 55 Serviços Residenciais Terapêuticos, quatro Unidades de Acolhimento e 159 leitos em hospital geral. Esses serviços foram solicitados por gestores municipais que, a partir de um diagnóstico de situação em saúde, constataram a necessidade de implantar novas modalidades assistenciais”, diz, em nota.
Hoje, o Brasil conta com 2.872 centros desse tipo, com unidades específicas voltadas apenas para crianças e adolescentes, dependentes químicos ou pessoas adultas com distúrbios psiquiátricos. A avaliação de pessoas do alto escalão do ministério é que o atual tamanho da Raps ainda não dá conta de todas as pessoas que precisam do atendimento em grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro. Por isso, a coexistência das comunidades terapêuticas seria necessária para não sobrecarregar a rede. Para o próximo ano está prevista a abertura de 200 novos CAPs.
O próprio governo federal mantém uma política dúbia sobre o assunto e, enquanto o Ministério da Saúde se propõe a acabar com tratamentos baseados na internação e no isolamento, o Ministério do Desenvolvimento Social segue investindo em comunidades terapêuticas. Das estimadas 5 mil unidades no Brasil, 602 são financiadas pela pasta.
São 14.982 vagas pagas ao redor do país, e esse número deve aumentar: em agosto, uma portaria assinada pelo ministro Wellington Dias autoriza a ampliação do número nos próximos três anos.
Articulação Aids PE realiza ação nesta sexta-feira (1º) na capital pernambucana
Segundo o Boletim Epidemiológico divulgado no ano passado, Pernambuco tem 30.701 pessoas vivendo com HIV e Aids – Foto: Divulgação/Sesau
Iniciado nesta sexta-feira (1º), quando se celebra o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o Dezembro Vermelho, que simboliza o mês de luta contra a Aids, terá diversos eventos resgatando a conscientização para o combate à doença. Em Pernambuco, confira alguns locais e programações.
Segundo o Boletim Epidemiológico divulgado no ano passado, Pernambuco tem 30.701 pessoas vivendo com HIV e Aids.
No Recife, a Secretaria de Saúde (Sesau) promove atividades de prevenção e conscientização sobre a doença ao longo do mês, incluindo iluminação especial em prédios públicos, postos de testagem e distribuição e orientação do PreP – profilaxia com comprimidos antes da relação sexual, permitindo ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV – também nos finais de semana e fora do horário convencional.
Este ano, o foco principal da campanha é nos jovens. ‘‘Cerca de 40% dos novos casos de infecções por HIV e pouco mais de 20% das novas ocorrências da doença Aids na capital pernambucana são na faixa etária de 14 a 29 anos. Por isso, a Sesau tem se preocupado em elaborar projetos de prevenção principalmente para esse público. É de imensa importância que sejam engajados nas atividades do Dezembro Vermelho, pois o HIV é algo que se leva para a vida toda. Então, quanto mais cedo se conhecer a importância do preservativo e da prevenção, melhor será a qualidade de vida’’, afirma o coordenador do Setor da Política de IST, HIV/AIDS e Hepatites Virais do Recife, Aírles Ribeiro.
Com o tema ‘‘Vamos Combinar? + Prevenção – Preconceito no Enfrentamento ao HIV’’, as ações também visam a diminuir o estigma contra quem vive com o vírus. Apesar de ainda não ter cura, existem diversos tratamentos para pessoas soropositivas, como a medicação antirretroviral. Ainda assim, a discriminação é um dos principais obstáculos para a prevenção e tratamento do HIV. ‘‘Isso causa o receio de ir até os postos de saúde buscar informações ou serviços e muitos até deixam de fazer o teste com medo que levante suspeitas de que estejam infectados. O preconceito afeta diretamente a saúde dessas pessoas, pois acaba inviabilizando a possibilidade de se protegerem ou terem um tratamento adequado caso já estejam com o HIV’, salienta Aírles Ribeiro.
Os testes rápidos para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) estão disponíveis durante todo o ano nas unidades de saúde do município. No entanto, durante o Dezembro Vermelho, o “Vamos Testar” será ampliado, com postos em diferentes pontos da cidade, oferecendo não apenas a testagem, mas também orientações e insumos, como preservativos e lubrificantes.
Nesta sexta-feira (1º), será no Pátio de São Pedro, às 19h, tendo a população negra e povo de terreiro como público alvo. Para a população em geral, no dia seguinte, será no Clube Rotary de Dois Irmãos, às 9h. Nos dias 5 e 6, das 18h às 23h, será na USF Morro da Conceição, em Casa Amarela. No dia 6, será voltado para adolescentes e jovens em situação de rua de Santo Amaro, na Rua do Príncipe, 526, às 14h. No dia 13, das 17h às 20h30, será na Academia da Cidade do Coque. No dia 16, na USF Sítio São Braz, em Dois Irmãos, para todos os recifenses, às 9h, e na Praça do Pilar, no bairro do Recife, das 8h às 12h, para a população em situação de rua.
Já o ‘‘PrePara a Prevenção!’’, voltado para quem tem indicação de profilaxia PreP, ocorrerá no sábado (2), no Serviço de Atenção Especializada (SAE) da Policlínica Lessa de Andrade (Madalena), no dia 16 no SAE Gouveia de Barros (Boa Vista) e na Upinha da Várzea, todos a partir das 8h.
Completando a programação, a Sesau irá realizar programas para combater a discriminação contra pessoas soropositivas. No dia 1º, acontecerá um ato público para visibilidade no enfrentamento ao HIV na Praça do Diário, centro da cidade, às 16h. No dia 13, na Universidade Católica de Pernambuco, na Boa Vista, às 8h, haverá o workshop Prevenção Combinada às IST, HIV/Aids: Preconceito e Estigma não Combina com Cuidado, tendo como público-alvo os profissionais de saúde da rede municipal.
contra as IST’s (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e o HIV/Aids. A ação é aberta ao público externo.
Na ocasião, haverá cadastro para doação de medula com o Hemope; aferição de pressão arterial e cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal); palestra socioeducativa de biossegurança com a Escola de Saúde do Real Hospital Português; contribuição socioeducativa, distribuição de preservativos tradicionais e especiais com o Grupo de Adesão de Pessoas Vivendo com HIV/Aids, de Olinda.
Governo de Pernambuco soma 315 nomeações de médicos desde janeiro deste ano
Ao todo, foram contempladas 11 especialidades: anestesiologia, cardiologia, cirurgia de cabeça e pescoço, cirurgia geral, oncologia, otorrinolaringologia, psiquiatria, radiologia, tocoginecologia, traumatologia e clínica geral – Foto/Divulgação
O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), nomeou, nesta quarta-feira (28), 138 médicos de especialidades diversas para reforçar a rede de saúde pública e garantir a adequada assistência à população pernambucana.
Do total que foi nomeado, 40 são anestesistas.
O ato da governadora Raquel Lyra foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), com o nome dos profissionais, além das respectivas Gerências Regionais de Saúde (Geres) onde cada um vai atuar a partir de agora.
“A rede de saúde estadual recebe mais 138 médicos, novidade fundamental para atendermos melhor a saúde da nossa população. Essas nomeações se somam a outras que ocorreram desde janeiro, sendo mais de 4.600 novos servidores nomeados espalhados por todas as áreas de serviços prestados à população”, diz a governadora em exercício Priscila Krause.
Ao todo, foram contempladas 11 especialidades: anestesiologia, cardiologia, cirurgia de cabeça e pescoço, cirurgia geral, oncologia, otorrinolaringologia, psiquiatria, radiologia, tocoginecologia, traumatologia e clínica geral.
Na distribuição dos profissionais, a 1ª Gerências Regionais de Saúde (Geres), por englobar a Região Metropolitana do Recife, com o maior grupo populacional do Estado, recebeu o maior quantitativo de concursados, de acordo com a distribuição informada no edital do concurso. Também vão ter quadros de saúde fortalecidos as 2ª, 4ª, 5ª, 7ª, 11ª e 12ª Geres.
Com as unidades de saúde superlotadas e filas de espera para atendimento, a nova nomeação chega para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) do Estado e ampliar a assistência nos serviços.
“O Governo de Pernambuco acaba de publicar a nomeação de cento e trinta e oito médicos para o estado, para a saúde de Pernambuco, que vem fortalecendo diversas especialidades: psiquiatria, anestesia, cirurgia, entre tantas, fortalecendo a assistência ao SUS e melhorando a cobertura das escalas de plantão nos diversos hospitais da rede própria”, afirma a secretária de saúde de Pernambuco, Zilda Cavalcanti.
A gestão estadual atual já realizou a nomeação de 4,6 mil servidores. Para a Secretaria de Saúde de Pernambuco, foram 346. Desse total, 240 médicos, 104 assistentes de saúde e 2 analistas em saúde. Além disso, novos 30 médicos foram nomeados no Hemope e outros 45 na Universidade de Pernambuco (UPE).
O Governo do Estado autorizou um novo curso de Medicina em Serra Talhada. A instituição escolhida foi a Autarquia Educacional de Serra Talhada – AESET, por se tratar de uma instituição pública.
Foto/Reprodução
Com a aprovação, é possível que mais estudantes que não têm como pagar mensalidades exorbitantes nas faculdades particulares possam realizar o sonho de se tornar médicos no interior do estado.
Ainda não foram divulgados os detalhes e os prazos para que o novo curso funcione na AESET, mas a aprovação foi comunicada nesta segunda-feira (20) ao município, que deverá ofertar 80 vagas a partir do próximo ano.
Por ser uma autarquia municipal, a expectativa é que existam cotas para estudantes de escolas públicas e étnico-raciais, além da gratuidade para todos os interessados em cursar a tão sonhada faculdade de Medicina.
Pesquisa da It’sSeg também revela que proporção de mulheres que se submete a exames para prevenir câncer de mama é ainda menor
A negligência masculina com a saúde é muito maior do que a feminina – iStock Images
Quatro em cada dez homens com planos de saúde dentro do público elegível fizeram exames preventivos de câncer de próstata nos últimos 12 meses. É o que mostra levantamento da It’sSeg, terceira maior corretora de seguros do país especializada em gestão de benefícios.
O estudo também revelou que apenas três em cada dez mulheres se submeteram ao exame para prevenir o câncer de mama de novembro de 2022 a outubro de 2023. A procura pelo exame preventivo de câncer de colo uterino foi ainda menor, de 24,4%.
O levantamento contemplou uma amostra de 560 mil vidas da carteira da It’sSeg.
O Instituto Nacional do Câncer estima que cerca de 700 mil novos casos de câncer sejam diagnosticados de 2023 a 2025. Ainda de acordo com o órgão, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, perdendo apenas para o de pele não melanoma.
Segundo Volney Soares Lima, diretor da SBOC, todo homem deveria realizar a partir dos 50 anos uma colonoscopia, exame no interior do intestino grosso e da parte final do intestino delgado, capaz de identificar e remover possíveis pólitos, que podem evoluir para câncer e o temido exame do toque capaz de detectar câncer na próstata.
Quanto mais cedo diagnosticado o câncer, como destaca Lima, maiores as chances de cura, sobrevida e qualidade de vida do paciente. “Com o câncer de próstata, por exemplo, as chances de vencer a doença chegam a 90% quando o diagnóstico acontece na fase inicial”, aponta Lima, que diz que a explicação para a negligência masculina é multi-fatorial.
“Parte é culpa do paciente, parte do sistema. Há sim uma negação em relação à existência do problema, mas também a dificuldade de se marcar exames como a colonoscopia no SUS (Sistema Único de Saúde).”
Lima ressalta ainda a falta de informação em relação aos tipos mais incidentes da doença entre homens: próstata, pulmão e intestino. Segundo o levantamento da SBOC, cerca de 10% dos homens não conhecem os dois primeiros tipos de câncer e 19% afirmaram não conhecer o último. Mas o que mais preocupa mesmo é o índice dos entrevistados que dizem não achar os exames preventivos importantes: 22%.
Negligência que também se faz presente em outras formas de combate ao câncer, como é o caso da alimentação. De acordo com o levantamento, 38% dos brasileiros não identificam alimentos embutidos como fatores de risco para o desenvolvimento de tumores. O resultado disso é que 57% da população masculina ainda não evita o consumo de produtos industrializados e 27% não vê relação entre sobrepeso e câncer.
“A obesidade é a segunda causa mais comum de prevenção do câncer, atrás apenas do cigarro”, alerta Lima. “O desenvolvimento de câncer de cólon e reto está diretamente ligado a hábitos de vida, como alto consumo de carnes vermelhas e carnes processadas, pouca ingestão de frutas, legumes e verduras, obesidade e inatividade física”, exemplifica.
O álcool é outro vilão do câncer ignorado pelos homens. Segundo a pesquisa, 32% dos brasileiros não reconhecem que a ingestão de bebidas alcoólicas pode ser um fator relevante no desenvolvimento da doença e 44% não procuram evitar esse consumo. Pelo contrário, mais da metade dos homens (53%) bebem –sendo que um a cada 4 bebe duas ou mais vezes por semana.
Os bebês pré-termo possuem um sistema imunológico pouco desenvolvido e são mais suscetíveis a uma variedade de doenças e infecções
Novembro Roxo é o mês internacional de sensibilização à prematuridade, que pode ocasionar eventualmente implicações ao recém-nascido – FREEPIK/BANCO DE IMAGENS
A prematuridade ocorre quando um bebê nasce antes de completar 37 semanas de gestação.
Estatísticas recentes revelam que quase 12% dos bebês nascem antes desse tempo de gravidez, o que tem chamado a atenção das autoridades de saúde pública.
Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que o Brasil ocupa a 10ª posição no ranking de prematuridade.
Estima-se que, no País, cerca de 340 mil bebês nascem prematuros todo ano, o que equivale a 930 nascimentos, por dia.
Nesse cenário, o Novembro Roxo é o mês internacional de sensibilização à prematuridade, que pode ocasionar eventualmente implicações ao recém-nascido.
O dia 17 de novembro foi instituído como o Dia Mundial da Prematuridade para alertar sobre as consequências do nascimento antecipado, além de orientar sobre a prevenção e intercorrências na gestação.
Os bebês pré-termo possuem um sistema imunológico pouco desenvolvido e são mais suscetíveis a uma variedade de doenças e infecções. Por isso, a vacinação é uma questão fundamental.
As vacinas para esses bebês estão disponíveis em serviços públicos e gratuitos, os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries), que estão presentes em todos os Estados do Brasil. Esses Centros oferecem imunização às pessoas que necessitam de alguma atenção especial, como é o caso de bebês prematuros.
“A importância da atenção dos pais à proteção dos bebês prematuros é fundamental, já que eles possuem um sistema imunológico ainda pouco desenvolvido. Sendo assim, a vacinação se torna um fator essencial, oferecendo a proteção contra enfermidades que podem ser particularmente ameaçadoras para esses pequenos”, destaca a diretora médica de Vacinas na Sanofi Brasil, Sheila Homsani.
A organização não governamental (ONG) Prematuridade.com (Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros) e a Turma da Mônica acabam de lançar o gibi Uma História de Prematuridade.
Realizada com apoio da Sanofi, a publicação aborda o tema de forma simples e didática, com o objetivo de auxiliar familiares e responsáveis sobre os cuidados que os bebês prematuros necessitam nos primeiros anos de vida.
A prematuridade ocorre quando um bebê nasce antes de completar 37 semanas de gestação.
Estatísticas recentes revelam que quase 12% dos bebês nascem antes desse tempo de gravidez, o que tem chamado a atenção das autoridades de saúde pública.
Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que o Brasil ocupa a 10ª posição no ranking de prematuridade.
Estima-se que, no País, cerca de 340 mil bebês nascem prematuros todo ano, o que equivale a 930 nascimentos, por dia.
Nesse cenário, o Novembro Roxo é o mês internacional de sensibilização à prematuridade, que pode ocasionar eventualmente implicações ao recém-nascido.
O dia 17 de novembro foi instituído como o Dia Mundial da Prematuridade para alertar sobre as consequências do nascimento antecipado, além de orientar sobre a prevenção e intercorrências na gestação.
Os bebês pré-termo possuem um sistema imunológico pouco desenvolvido e são mais suscetíveis a uma variedade de doenças e infecções. Por isso, a vacinação é uma questão fundamental.
As vacinas para esses bebês estão disponíveis em serviços públicos e gratuitos, os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries), que estão presentes em todos os Estados do Brasil. Esses Centros oferecem imunização às pessoas que necessitam de alguma atenção especial, como é o caso de bebês prematuros.
“A importância da atenção dos pais à proteção dos bebês prematuros é fundamental, já que eles possuem um sistema imunológico ainda pouco desenvolvido. Sendo assim, a vacinação se torna um fator essencial, oferecendo a proteção contra enfermidades que podem ser particularmente ameaçadoras para esses pequenos”, destaca a diretora médica de Vacinas na Sanofi Brasil, Sheila Homsani.
A organização não governamental (ONG) Prematuridade.com (Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros) e a Turma da Mônica acabam de lançar o gibi Uma História de Prematuridade.
Realizada com apoio da Sanofi, a publicação aborda o tema de forma simples e didática, com o objetivo de auxiliar familiares e responsáveis sobre os cuidados que os bebês prematuros necessitam nos primeiros anos de vida.
A história apresenta o personagem Miguel, primo da Mônica, que nasce antes da hora e, ao invés de ir para a casa, precisa ficar mais tempo no hospital.
Como as crianças não entendem o que está acontecendo, os pais da Mônica explicam quais os cuidados que o novo membro da família precisa, como permanência em unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal, visitas periódicas ao pediatra e a importância da vacinação.
Além disso, a publicação ainda conta com atividades educativas e um QR Code para acessar o calendário vacinal do prematuro.
O lançamento oficial da revistinha aconteceu em solenidade na sede da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na última segunda-feira (6), com presença da fundadora e diretora-executiva da ONG Prematuridade.com, Denise Suguitani. Na ocasião, houve depoimentos de pais e mães de bebês prematuros.
O arquivo da revista já está disponível no site da ONG (www.prematuridade.com) e, ainda este mês de novembro, serão distribuídos gratuitamente milhares de exemplares em todo Brasil.
“É a realização de um sonho ver a prematuridade sendo abordada em uma história da Turma da Mônica. O carisma dos personagens, aliado ao amplo público alcançado pelas revistinhas, certamente fará muita diferença no sentido da sensibilização das pessoas sobre o tema e sobre a importância dos cuidados específicos que os prematuros necessitam”, diz Denise Suguitani.
Pesquisadores desenvolvem um creme capaz de acelerar o processo de regeneração epitelial após danos causados por exposição solar ou toxinas. Substância também protege contra raios ultravioleta
Representação artística da aplicação da melanina sintética na pele inflamada: logo abaixo da superfície, estão os radicais livres (verde) – (crédito: Yu Chen, Northwestern University)
A exposição ao sol e a outros fatores ambientais, como a poluição do ar, podem causar danos, muitas vezes graves, à pele. A fim de melhorar o tratamento de lesões provocadas por esses agentes, cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, criaram uma pomada com uma “supermelanina” capaz de curar feridas epiteliais. Segundo o ensaio, detalhado, ontem, na revista Nature npj Regenerative Medicine, o produto, testado em tecido humano, é biomimético, biocompatível e biodegradável, além de ser não tóxico e ajudar a proteger dos raios ultravioleta.
O creme pode ser aplicado diretamente na ferida, acelerando o processo de regeneração realizado pelo corpo. Segundo Nathan Gianneschi, coautor do estudo e professor da universidade, examinar a ação do produto em amostras humanas foi essencial. “Descobrimos que mais da metade da pele dos pacientes cicatrizou significativamente. Isso representa uma grande promessa para a necessidade clínica de tratamentos tópicos para regenerar a pele após danos causados pelo sol ou por toxinas.”
A melanina, em pessoas e animais, oferece pigmentação à pele, olhos e cabelos. O artigo destaca que a substância também defende as células das lesões provocadas pelo sol, levando ao aumento da pigmentação, o que chamamos de bronzeamento. Quando a sua versão sintética é aplicada, ajuda a proteger o organismo. A tecnologia funciona eliminando os radicais livres, produzidos por lesões, como queimaduras. Se não for controlada, a atividade dessas moléculas danifica as estruturas celulares, o que resulta em um envelhecimento visível.
Ao elaborar a “supermelanina” a equipe modificou a estrutura original para que ela tivesse maior eficácia. “A versão sintética é capaz de eliminar mais radicais por grama em comparação com a humana. É biocompatível, degradável, não tóxica e transparente quando esfregada na pele. Em nossos estudos, atua como uma esponja eficiente, removendo fatores nocivos e protegendo a pele”, contou Gianneschi, em nota.
Resposta imunológica
Para avaliar o funcionamento do creme, em laboratório, os cientistas usaram um químico que causou bolhas em uma amostra de tecido humano. Também testaram a invenção em danos decorrentes da exposição a raios UV. Eles aguardaram algumas horas e depois aplicaram a pomada nas feridas. Nos primeiros dias, a substância facilitou uma resposta imunológica, ajudando inicialmente a recuperar as enzimas eliminadoras de radicais já presentes, em seguida, interrompeu a produção de proteínas inflamatórias.
A ação desencadeou uma cascata de respostas, incluindo taxas de cura muito altas. Entre os resultados observados, estava ainda a preservação de camadas saudáveis da pele por baixo das que foram lesionadas. Nas amostras que não foram tratadas com a pomada, as bolhas continuaram presentes.
Fernanda Seabra, dermatologista do grupo Oncoclínicas, acredita que a invenção tem grande potencial para impactar a prática clínica. “Usando na restauração e regeneração celular reduziríamos o processo inflamatório, o que promoveria cicatrização mais precoce. Também tem o efeito de colocar a pele em um ciclo de cura e reparação. Pense o tanto que seria positivo no tratamento de escaras nos pacientes idosos acamados, feridas com dificuldade de cicatrização em diabéticos ou imunodeprimidos.”
Outras funções
Os pesquisadores, que investigam os mecanismos de ação da melanina há quase 10 anos, também atestaram, pela primeira vez, que é viável utilizar o produto para intensificar o protetor solar. “Você poderia colocá-lo antes de sair ao sol e depois de se expor. Em ambos os casos, demonstramos redução de danos e inflamações na pele. Você está protegendo a pele e reparando-a simultaneamente. É um reparo contínuo”, destacou, em nota, Kurt Lu, professor de dermatologia da Universidade Northwestern e autor correspondente do artigo.
O grupo ainda descobriu que o produto, ao absorver os radicais livres após uma lesão, consegue acalmar o sistema imunológico. O estrato córneo, a camada externa das células maduras da pele, comunica-se com a epiderme abaixo. É essa parte superficial, que recebe sinais do organismo e do exterior. Ao reduzir a inflamação destrutiva nessa superfície, o corpo pode começar o processo de cura — em vez de ficar ainda mais inflamado. “Isso significa que a estabilização das camadas superiores (da pele) pode levar a um processo de cura ativa”, reforçou Lu.
A dermatologista Tatiana Sabaneeff, do hospital Anchieta Ceilândia, ressalta que a proteína atua como um filtro natural no corpo. “A melanina absorve e dispersa os raios UV, ajudando a evitar que eles alcancem as camadas mais profundas da pele. Ao acalmar a inflamação destrutiva, ela abre espaço para o corpo começar a curar-se em vez de ficar ainda mais inflamado. Além disso, pode contribuir para a regeneração da pele, já que influencia a resposta do organismo à lesão, como a formação de cicatrizes.”
Segundo o artigo, a melanina também resgata do ambiente metais pesados e toxinas. Essa função levou os pesquisadores a considerá-la como um corante para roupas que atuaria como absorvente de toxinas do meio ambiente, especialmente gases que afetam o sistema nervoso. Em um experimento para o Departamento de Defesa dos EUA, os cientistas mostraram que podiam tingir um uniforme militar de preto com a substância e que ela absorveria os gases maléficos ao organismo.
Agora, especialistas buscam realizar mais ensaios para comprovar a eficácia e segurança do creme. “Se for aprovado, os pacientes teriam uma opção para cicatrizar sua pele após danos. Poderia ser um complemento aos protetores solares. Estamos trabalhando em direção a um caminho regulatório que nos permitiria realizar testes em pacientes”, finalizou Nathan Gianneschi.
Palavra de especialista / Proteção do DNA
“O acúmulo de radiação solar é muito impactante. Raios UV, de todos os tipos, danificam o DNA, o que pode até mesmo resultar em câncer. O envelhecimento precoce da pele, formação de rugas, certas reações alérgicas e agravamento de algumas doenças cutâneas também são causados pela luz UV. Alterações no meio ambiente também impactam o nosso organismo. A poluição potencializa o surgimento dos radicais livres, acelerando o envelhecimento cutâneo. Nesse cenário, a principal função da melanina é a fotoproteção, ou seja, preservar o DNA dos danos causados pela radiação solar. Uma pomada como essa pode ser grande aliada da saúde, agindo como preventivo, protegendo a pele, e como restaurador tecidual.”
Paula Ribeiro, médica especialista em dermatologia, em Brasília.
O espaço vai ter capacidade de realizar até 400 procedimentos cirúrgicos mensais
Foto/Divulgação
A semana começou com a entrega de um equipamento de extrema importância para a população de Serra Talhada e do Sertão do Pajeú. A prefeita Márcia Conrado (PT) inaugurou, na manhã desta segunda-feira (30), o bloco cirúrgico da Fundação Altino Ventura, garantindo cirurgias para população da cidade que antes precisava se deslocar para fazer intervenções na Região Metropolitana do Recife. A unidade recebeu mais de R$ 1 milhão em investimentos da prefeitura de Serra Talhada.
O espaço vai ter capacidade de realizar até 400 procedimentos cirúrgicos mensais. Vale destacar que, em Serra Talhada, antes do bloco, a Fundação Altino Ventura já realizou mais de 334 mil exames e mais de 49 mil consultas foram feitas. Agora, com o novo espaço, outros procedimentos mais avançados, que demandam cirurgia, poderão ser realizados.
Os investimentos feitos na gestão de Márcia Conrado totalizam R$ 1.012.588,02. “Anos se passaram, obra parada, boatos mil circulavam e mais uma vez, diante de tantas provocações, resolvi focar em trabalhar, em destravar essa obra e entregar, porque eu sei, que mensalmente muitas pessoas vão resolver aqui o seu problema. Esse bloco cirúrgico traz para todos a certeza que agora não precisam mais pegar a BR-232 e ir até a Capital para fazer seu procedimento longe da família e dos amigos. Nosso foco sempre será o trabalho, sempre será a verdade e a transparência, sempre será em primeiro lugar o bem-estar dos serra-talhadenses”, destacou a prefeita Márcia Conrado durante a entrega.
Márcia Conrado ainda resgatou outros equipamentos em funcionamento, que têm contribuído com a saúde de Serra Talhada, como o Hospital Eduardo Campos e o Samu. “Podemos afirmar que somos um polo de saúde, mas saibam que ainda temos muito a fazer e acreditem continuarei indo a Brasília falar com meu amigo e deputado Fernando Monteiro, com o nosso presidente Lula e aqui, com a governadora Raquel Lyra. Não irei descansar, trabalharei firmemente”, completou Márcia.
Durante a inauguração, o presidente da Fundação Altino Ventura, Marcelo Ventura, pontuou que graças à coragem de uma prefeita sertaneja foi possível entregar esse equipamento de grande importância para a região. Liana Ventura, representante da Fundação, também destacou a parceria com a gestão de Márcia Conrado, dizendo que o trabalho dela foi fundamental para a realização deste sonho. A secretária municipal de Saúde, Lisbeth Lima, ressaltou o esforço de entregar um equipamento de grande importância para todo o Sertão do Pajeú.
Participaram da inauguração os deputados federais Fernando Monteiro e Carlos Veras, os estaduais José Patriota, Kaio Maniçoba, além de mais de 10 prefeitos da região e vereadores e lideranças políticas da cidade. Apesar de não poder comparecer na ocasião, o deputado federal Pastor Eurico também foi lembrado pela prefeita como um parceiro de Serra Talhada. *Da Assessoria.
Representantes dos trabalhadores e empregadores do setor privado ainda não chegaram a um acordo com relação ao valor que deve ser aplicado de reajuste para a categoria
Servidores ainda negociam pagamento do piso salarial. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A reunião entre os representantes dos trabalhadores de enfermagem e os empregadores do setor privado que pretende definir o ajuste salarial da categoria está marcada para 26 de outubro. A Confederação Nacional de Saúde (CNS) solicitou auxílio do TST para chegar a um acordo com relação ao valor que a categoria deve receber de ajuste salarial. Na opinião do advogado especialista em direito da saúde, Josenir Teixeira, a situação é bem delicada de se resolver.
“Os trabalhadores querem receber exatamente o que a lei prevê e os empregadores não possuem dinheiro para pagar, sendo que o repasse do governo será insuficiente para isso”, avalia.
Para Teixeira, é indiscutível a importância da função desempenhada pelos profissionais da enfermagem e isso nunca esteve em pauta, mas é preciso pensar numa solução que não prejudique todos os envolvidos.
“Do ponto de vista jurídico, a lei existe, precisa ser cumprida e não haveria a necessidade de ser realizada “reunião” entre ninguém para que isso acontecesse. Acho que o Congresso deveria rever a lei, por meio de outra lei, e tratar do assunto de forma mais realista”, sugere.
Repasses
O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) defende a aplicação integral do Piso Salarial em todo o território nacional. De acordo com o conselheiro federal Daniel Menezes, os repasses já estão sendo feitos pelo Fundo Nacional da Enfermagem que foi criado pelo governo federal. Mas, segundo Menezes, a questão é que existe inconsistência de dados entre o cadastro dos gestores locais com o que é fornecido junto ao Ministério da Saúde para que os repasses sejam feitos.
“Ele já está em vigor e está sendo então aplicado para todo o Brasil. Em relação ao setor privado, a lei entrou em vigor conforme a determinação do STF a partir das horas trabalhadas de setembro. Então para todos, o piso é obrigatório. Quem não está fazendo o pagamento do setor privado e que não recebe o custeio do governo federal, ele está descumprindo a legislação”, conta.
O conselheiro do Cofen lembra que a liminar do STF autorizou a negociação entre sindicato profissional e sindicato patronal para possibilitar algum tipo de mediação no cumprimento do piso em relação ao momento atual.
“Para os empregadores onde não houve acordo e não houve qualquer tipo de acerto e flexibilização com os trabalhadores, ele tem que ser pago e se não está sendo pago, está ocorrendo o descumprimento da lei”.
Ele diz que o Cofen só quer que a lei seja cumprida. “Nessa mediação no TST queremos que a lei seja cumprida nos termos do que foi aprovada pelo Congresso Nacional, sancionada pelo Presidente da República e agora autorizada pelo STF na liminar que está em vigor desde o final do mês de abril”, aponta.
Piso Nacional da Enfermagem
O Piso Nacional da Enfermagem foi aprovado em 4 de agosto de 2022, por meio da lei 14.434, que alterou a lei 7.498 de 1986 e fixou o patamar mínimo remuneratório para essa categoria. Pela norma, enfermeiros da administração pública ou privada devem receber ao menos R$ 4.750. Já os técnicos de enfermagem, R$ 3.325, enquanto auxiliares de enfermagem e parteiras, no mínimo R$ 2.375.
O Congresso Nacional aprovou, em abril deste ano, um crédito especial de R$ 7,3 bilhões no orçamento federal para o pagamento do piso salarial. Mas, conforme cálculo dos municípios, a medida é insuficiente porque as prefeituras teriam que arcar com R$ 3,2 bilhões em 2023, uma vez que o impacto total estimado é de R$ 10,5 bilhões — além de não prever como o piso será financiado a partir de 2024.
O Supremo Tribunal Federal (STF) acabou decidindo, em julho, que o piso nacional da enfermagem deveria ser pago aos trabalhadores do setor público pelos estados e municípios na medida dos repasses federais. Ainda pela definição do STF, deve prevalecer a exigência de negociação sindical coletiva como requisito procedimental obrigatório, mas que, se não houvesse acordo, o piso deveria ser pago conforme fixado em lei.
O advogado especialista em direito do trabalho, Donne Pisco, explica que a lei acabou sendo objeto de questionamento da CNS, hospitais, estabelecimentos e serviços que argumentavam a excepcionalidade da lei, podendo causar impactos remuneratórios e de empregabilidade.
“Agora, isso vai ser objeto de negociação coletiva, conduzida ali pelos sindicatos, com participação do Tribunal Superior do Trabalho (…) A negociação deve ser conduzida de forma a permitir a aplicação do piso, ainda que num patamar mediano, para garantir que haja aplicação da norma sem que isso tenha implicação negativa sobre a empregabilidade e a própria prestação de serviço”, analisa.
Caso não aconteça uma resolução, Pisco esclarece: “Não havendo acordo, aí sim, vai ser aplicada de maneira integral à lei, no prazo de 60 dias contados da data do julgamento do Supremo Tribunal Federal”, afirma.
Solução definitiva
O advogado trabalhista, Donne Pisco, acredita que a perspectiva agora é de que os sindicatos consigam construir uma solução conjunta.
“A expectativa é de que se encontre uma solução que permita atender os interesses dos enfermeiros sem que isso tenha como consequência a impossibilidade de acomodação orçamentária desse novo custo, impactos na empregabilidade gerando eventualmente uma redução e uma demissão de enfermeiros que não é, obviamente, o propósito da lei”, observa.
O conselheiro federal do Cofen, Daniel Menezes, diz que o piso salarial da enfermagem é uma conquista para a categoria. “Ele estabelece um valor mínimo, que não é o valor que nós entendemos como o adequado, mas o que foi possível de ser aprovado pelo Congresso Nacional e que mesmo assim, ele traz uma correção de uma injustiça social, histórica da nossa profissão no país”, desabafa. Fonte: Brasil 61.
Campanha marca o Outubro Rosa e o Novembro Azul, com serviços de saúde e palestras até o dia 1º de novembro
Ao longo da campanha, os serviços gratuitos serão oferecidos em pontos instalados nos anexos I e II da Alepe – Foto/GIOVANNI COSTA/ALEPE
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) lança, nesta segunda-feira (23), a campanha Outubro Rosa e Novembro Azul: Juntos nos Cuidamos. Para a mobilização, foram organizadas ações relacionadas à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama e de próstata.
Até 1º de novembro, a instituição oferecerá gratuitamente serviços de saúde, palestras e workshops voltados para os servidores do legislativo e para a população em geral.
A campanha é coordenada pela Superintendência de Saúde e Medicina Ocupacional (SSMO) da Alepe, em parceria com a Fundação Altino Ventura, Prefeitura do Recife, Universidade Maurício de Nassau (Uninassau) e a Federação do Comércio Varejista de Pernambuco (Fecomércio), que inclui o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
Durante a abertura do evento na Alepe, segunda-feira (23), às 16 horas, em frente ao edifício Governador Miguel Arraes na Rua da União, na Boa Vista (Centro do Recife), haverá o registro em forma de um laço humano, com funcionários do legislativo vestidos nas cores rosa e azul, símbolos das ações de conscientização do câncer de mama e de próstata, respectivamente.
Ao longo da campanha, os serviços gratuitos serão oferecidos em pontos instalados nos anexos I e II da Alepe.
A previsão é de que sejam realizados mais de 3 mil atendimentos.
Serão oferecidas consultas odontológicas e médicas nas áreas de mastologia, urologia, ginecologia, clínica médica, endocrinologia, cardiologia, neurologia e oftalmologia; exames de prevenção e laboratoriais; realização de práticas integrativas de autocuidado e bem-estar; fonoaudiologia, estética e massagens.
Um serviço a mais da campanha será a instalação do ambulatório do pé diabético voltado para pacientes com complicações provocadas pelo diabetes.
Campanha marca o Outubro Rosa e o Novembro Azul, com serviços de saúde e palestras até o dia 1º
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) lança, nesta segunda-feira (23), a campanha Outubro Rosa e Novembro Azul: Juntos nos Cuidamos. Para a mobilização, foram organizadas ações relacionadas à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama e de próstata.
Até 1º de novembro, a instituição oferecerá gratuitamente serviços de saúde, palestras e workshops voltados para os servidores do legislativo e para a população em geral.
A campanha é coordenada pela Superintendência de Saúde e Medicina Ocupacional (SSMO) da Alepe, em parceria com a Fundação Altino Ventura, Prefeitura do Recife, Universidade Maurício de Nassau (Uninassau) e a Federação do Comércio Varejista de Pernambuco (Fecomércio), que inclui o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
Durante a abertura do evento na Alepe, segunda-feira (23), às 16 horas, em frente ao edifício Governador Miguel Arraes na Rua da União, na Boa Vista (Centro do Recife), haverá o registro em forma de um laço humano, com funcionários do legislativo vestidos nas cores rosa e azul, símbolos das ações de conscientização do câncer de mama e de próstata, respectivamente.
Ao longo da campanha, os serviços gratuitos serão oferecidos em pontos instalados nos anexos I e II da Alepe.
A previsão é de que sejam realizados mais de 3 mil atendimentos.
Serão oferecidas consultas odontológicas e médicas nas áreas de mastologia, urologia, ginecologia, clínica médica, endocrinologia, cardiologia, neurologia e oftalmologia; exames de prevenção e laboratoriais; realização de práticas integrativas de autocuidado e bem-estar; fonoaudiologia, estética e massagens.
Um serviço a mais da campanha será a instalação do ambulatório do pé diabético voltado para pacientes com complicações provocadas pelo diabetes.
Todos os serviços serão oferecidos no horário das 8h às 17h.
As vagas são limitadas e agendadas pelos telefones (81) 3183-2424 e (81) 3183-2026, como também pelo WhatsApp (81) 99741-7691.
A campanha da Alepe também oferecerá palestras sobre diagnóstico, prevenção e vida saudável em torno de temas relacionados às ações de prevenção do Outubro Rosa e Novembro Azul. Também haverá um debate sobre câncer bucal. As palestras acontecem nos dias 26, 30 e 31 de outubro, sempre às 9h, no auditório Ênio Guerra, na Alepe.
Para fechar a programação, haverá dois workshops nos dias 25 de outubro e 1º de novembro. O primeiro será sobre técnicas de maquiagem e sobrancelhas, às 8h30; o segundo, sobre cabelo e barba, às 10h30. A participação em palestras e workshop também deve ser agendada por telefone. *Fonte/JC/NE10.
Lula chegou ao hospital Sírio Libanês, em Brasília, por volta das 8h, para ser internado e realizar cirurgia no quadril – (crédito: Reprodução/Ricardo Stuckert/PR)
Cirurgia no quadril foi bem-sucedida e presidente aproveitou para fazer também uma operação nas pálpebras
A cirurgia no quadril do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, realizada nesta sexta-feira (29/9), ocorreu sem intercorrência, tanto que os médicos aproveitaram para fazer uma operação na pálpebra e não foi preciso encaminhá-lo para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Lula chegou ao hospital Sírio Libanês, em Brasília, por volta das 8h, para ser internado e realizar cirurgia no quadril que foi realizada pelo médico ortopedista Giancarlo Polesello.
Sobre o procedimento na pálpebra, denominada blefaroplastia, Kalil negou que a cirurgia foi meramente estética. “O presidente tinha alterações que realmente atrapalhavam o dia-a-dia. Trata-se de um procedimento médico. Não é estético”, frisou. O cardiologista disse que essa segunda operação não foi avisada previamente porque “dependia do sucesso da primeira”.
“Foi uma cirurgia programada que transcorreu dentro da normalidade, tanto que não vai para a UTI e para o quarto e, nas próximas duas horas, estará acordado e deve se alimentar”, disse o médico pessoal do presidente Roberto Kalil Filho. Ao todo, sete médicos participaram da primeira cirurgia.
Ao ser questionado sobre a cirurgia na pálpebra, o médico do presidente disse que ele tinha o interesse de fazer a cirurgia, e, como a primeira operação foi bem-sucedida, a equipe aproveitou a anestesia e realizou a cirurgia nos dois olhos.
A expectativa dos médicos é que, a partir de amanhã, o presidente possa começar a caminhar com a ajuda de um andador, por conta da falta de equilíbrio, e começar a fazer alguns exercícios de fisioterapia na cama. Segundo o ortopedista Giancarlo Polesello, a cicatrização deverá ocorrer de quatro a seis semanas. “A tendência é que, a partir da 10ª semana, o presidente não tenha mais dores no quadril (das quais o presidente se queixava), mas isso dependerá da cicatrização”, disse Polesello.
De acordo com os médicos, o presidente poderá despachar no Palácio da Alvorada nos próximos dias, e, se tudo correr bem, no começo de novembro, ele poderá voltar a viajar, inclusive, participar da 28ª Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas, a COP 28, em Dubai, nos Emirados Árabes. *As informações são do Correio Brasiliense.
Dados são da Semana Epidemiológica de 10 a 16 de setembro.
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio do Programa Municipal de Imunizações (PMI), realiza as ações de vacinação extramuro contra Covid-19 e influenza, vírus causador da gripe, nas estações do Metrô, da Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil/Arquivo
Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), segue similar ao da semana passada, no qual se identificou um ligeiro aumento nos casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) associadas à Covid-19, majoritariamente localizados em estados do Sudeste e do Centro-Oeste, com destaque para o Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás.
As informações são referentes à Semana Epidemiológica 37 – de 10 a 16 de setembro – e a análise tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 18 de agosto.
Coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes destaca que a população adulta é a mais afetada e faz um alerta para alguns estados do Sudeste e do Centro-Oeste.
“O que continua chamando a atenção é essa retomada do crescimento da Covid-19, especialmente no Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás. É um processo lento. O Rio de Janeiro chama um pouco mais a atenção, pois a situação está mais clara, mas São Paulo também já começa a ficar mais evidente”, afirmou Gomes, em nota.
Vacinação em dia
Em função da retomada que se observa, o pesquisador relembra a importância da vacinação em dia. “Temos a vacina bivalente, agora disponível para a maior parte das faixas etárias. E mesmo para aquelas faixas para as quais a bivalente ainda não está aprovada, estar em dia com a vacina disponível para a sua idade é fundamental, especialmente agora que observamos esse aumento”, destacou.
Em relação aos casos gerais de SRAG no país, detectou-se sinal de queda na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) e de estabilidade na de curto prazo (últimas três semanas).
Já para os vírus da influenza A e para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o cenário é de estabilidade ou queda na maioria dos estados. Apesar de ainda ter um volume expressivo no número de ocorrências de rinovírus em alguns estados, principalmente em crianças e pré-adolescentes, há uma tendência de interrupção no crescimento ou início de queda. *Por Kleber Sampaio/Agência Brasil
Júlia Maria, criança que luta contra atrofia muscular espinhal, passou a ser tratada com o zolgensma e apresenta sinais de evolução.
Foto/Reprodução/Redes sociais
Após determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), Júlia Maria, criança que luta contra a atrofia muscular espinhal (AME), passou a ser tratada com o zolgensma — conhecido como o remédio mais caro do mundo — e já apresenta sinais de evolução.
Em um perfil dedicado a Júlia, a mãe da menina, Jozelma Silva, publicou um vídeo onde a filha movimenta as pernas pela primeira vez (veja o registro abaixo).
Com legenda “já tem efeito do zolgensma aqui, será?” a mãe comemorou a evolução do tratamento.
O zolgensma é usado no tratamento da atrofia muscular espinhal, uma doença rara e degenerativa. O remédio que entrou no rol do Sistema Único de Saúde (SUS) no fim do ano passado pode custar até R$ 11 milhões.
Júlia Maria, que luta contra atrofia muscular espinhal (AME) – Foto/Reprodução/Redes sociais
Ao G1, Jozelma Silva confirmou que Júlia apenas movimentou as pernas depois de iniciar o tratamento com o medicamento. “Começou a apresentar melhoras. Minha filhinha não mexia as perninhas antes da medicação”, relatou ao G1.
“Todo mundo conhece a evolução de quem tomou zolgensma e quem não tomou. A gente nem acredita quando vê. Sei que se a Júlia tomar, ela vai andar (…) Tenho esperança de que a Júlia saia do respirador, que respire por conta própria. Vai melhorar a qualidade de vida dela em muitos aspectos”, disse Jozelma. Fonte/Metrópoles.
É fundamental que os usuários busquem informações sobre as opções disponíveis no mercado para garantir a melhor escolha, de acordo com suas necessidades e seu orçamento.
Imagem/Divulgação
O convênio é uma parte importante do sistema de saúde brasileiro, proporcionando assistência médica a milhões de pessoas. No entanto, um aspecto que muitas vezes preocupa os beneficiários são os reajustes.
De acordo com a Agência Nacional de Saúde (ANS), existem duas formas principais de variação nas mensalidades dos planos de saúde: o reajuste anual por variação de custos e o reajuste por mudanças de faixa etária do beneficiário.
Nathalia Gomes, 25 anos, começou a utilizar o convênio médico aos 16 anos, mas, com o passar do tempo, o reajuste por faixa etária ficou pesado. Ao completar 21 anos, o plano de saúde da estudante teve uma majoração absurda e inesperada, segundo ela. A mensalidade saltou de R$ 530 para R$ 780 — o equivalente a 47,17%. “Ficou muito caro, não estava esperando, tive que cancelar, pois o valor não cabia dentro do orçamento dos meus pais”, conta.
A advogada especialista em direito médico e à saúde Melissa Kanda explica que, em todos os casos, o reajuste deve ter previsão no acordo. “Sempre é importante verificar o contrato, especialmente para confirmar os índices de reajuste por faixa etária. Se o beneficiário não estiver satisfeito com a resposta do plano de saúde, deve consultar um advogado especializado para que analise as condições do contrato, os reajustes aplicados e a possibilidade de contestação judicial”, alerta a especialista.
Convênios
A advogada Kayara Noronha orienta que uma das maneiras legais para se proteger de abusos é que o beneficiário opte por contratar um plano individual/familiar. Nele, é assegurado o direito a reajuste anual, que ocorre na data de aniversário do contrato. A própria ANS estabelece um percentual máximo, e a operadora é obrigada a comunicá-lo com, pelo menos, 30 dias de antecedência. Da última vez, o índice ficou em 9,63%.
Caso suspeite que esses reajustes estejam abusivos, os consumidores têm o direito de exigir da operadora informações detalhadas sobre os pagamentos, desde o início do contrato, de forma individualizada por beneficiário, juntamente com todos os aumentos aplicados. Além disso, o cliente pode contestar o valor na Ouvidoria do plano de saúde e aguardar uma justificativa.
Caso o problema não seja resolvido, pode procurar a ANS e o Procon. “O cliente também tem o direito de recorrer ao Judiciário para contestação. Essa ação judicial visa não apenas ao afastamento dos acréscimos nas mensalidades, mas também a revisão dos contratos em questão. Isso engloba a exigência de reembolso das quantias pagas em excesso e a busca por indenizações por eventuais danos morais e materiais sofridos pelo consumidor”, detalha Kayara.
A advogada alerta que as operadoras de planos de saúde que praticam reajustes abusivos estão sujeitas a uma série de consequências legais, financeiras e reputacionais. “Isso inclui advertências, multas e até mesmo a suspensão temporária de determinados planos de saúde, ou, em situações extremas, a ANS pode revogar a autorização de funcionamento de uma operadora, o que resulta na sua saída do mercado”, diz a advogada.
Em alguns casos, a Justiça pode determinar a revisão dos contratos, condenando a operadora em indenizações por eventuais danos morais e materiais. “Os consumidores desempenham um papel importante ao relatar qualquer suspeita de reajuste abusivo às autoridades competentes, contribuindo para a proteção de seus próprios direitos e da integridade do setor de planos de saúde.”
No que diz respeito aos planos coletivos, sejam eles empresariais ou por adesão, “as operadoras têm uma margem de liberdade para estabelecer os valores e os reajustes das mensalidades, embora estejam sujeitas a alguns critérios. Isso significa que o índice de 9,63%, definido para os planos de saúde individuais e familiares, não serve como parâmetro para os planos coletivos”, complementa a especialista.
Na Câmara dos Deputados, está em discussão uma proposta para alterar a Lei dos Planos de Saúde em aspectos relacionados a rescisões unilaterais e reajuste das mensalidades dos planos coletivos, entre outros. *Com informações do Correio Brasiliense.
Apesar da capacidade humana de se adaptar com facilidade a mudanças, a população em geral vem sofrendo com a abrupta quebra de rotina promovida pela pandemia do novo coronavírus. O isolamento social vem provocando sobrecargas emocionais nas pessoas e já é um tema que preocupa profissionais de saúde mental do mundo inteiro. Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) promovem no âmbito nacional o Setembro Amarelo, uma campanha voltada a salvar vidas, fortalecendo a prevenção ao suicídio. De acordo com dados de 2019 da Organização Mundial da Saúde (OMS), 9,3% da população brasileira sofre de ansiedade e 5,8%, de depressão, segundo a ABP, principal causa relacionada aos suicídios no Brasil.
“Uma das principais características dos seres humanos é a necessidade de viver em grupos e por isso somos considerados seres sociais. Portanto, em períodos de isolamento, o mal estar psicológico pode acontecer e podemos nos sentir mais frágeis ou agressivos, o que prejudica nosso sistema imunológico, pois já é comprovado que o excesso de tristeza ou estresse compromete nossas defesas biológicas”, é o que afirma o psicanalista e professor universitário Glauco Guedes.
Em tempos de reclusão, os números de pessoas com comprometimento da saúde mental podem aumentar espantosamente. Considerada o mal do século, na quarta posição entre as principais causas de incapacitação laboral, a depressão, em casos mais graves, pode levar ao suicídio. No Brasil, anualmente, o número de pessoas que atentam contra a própria vida passa dos 13 mil, de acordo com o último levantamento do Ministério da Saúde. Destes, segundo a ABP, quase 97% dos casos tinham ligação com transtornos mentais que poderiam ter sido tratados.
O especialista orienta que as pessoas tentem se fazer presentes, ainda que fisicamente longe, pelos meios possíveis, um telefonema, mensagens de texto ou vídeochamadas, por exemplo. “Aproveite a solitude para fazer o que você mais gosta: ver um bom filme, praticar meditações e boas leituras, organizar a casa ou ouvir uma boa música”, aconselha.
De acordo com Glauco, a busca pela prática de exercícios físicos e a conexão mesmo que virtual com os entes e amigos podem ser determinantes para manter o equilíbrio psíquico. “Não adianta limpar as mãos a todo instante e não dormir bem, não se alimentar de maneira saudável e ficar em pânico com pensamentos de que tudo vai ser pior do que já está acontecendo”, completa.
Buscar ajuda profissional diante de qualquer sinal de instabilidade emocional é primordial. “Ao perceber sua angústia ou algum outro sintoma que cause desconforto mental é importante iniciar um tratamento de psicanálise para que alguém possa lhe ouvir com atenção e sem julgamentos”, finaliza o psicanalista. *As informações são do Diário de Pernambuco.
VACINAÇÃO INFANTIL: Mais de 20 tipos de doenças podem ser enfrentadas por meio das vacinas (Julien Pereira/Foto/Arena/VEJA
Pesquisa aponta aumento de cobertura, mas apenas BCG bate meta do Ministério da Saúde. Desinformação e negacionismo são problemas no país.
Não é de hoje que o Brasil vem sofrendo quedas nas coberturas vacinais infantis. Mesmo com uma forte cultura de vacinação, as metas não foram alcançadas nos últimos anos principalmente por conta de problemas como o negacionismo, amplamente divulgado durante o governo de Jair Bolsonaro, e a hesitação de pais influenciada por motivos como a baixa percepção de risco das doenças imunopreveníveis, as dificuldades de acesso aos serviços de vacinação e a desinformação que leva à desconfiança da segurança e efetividade dos imunizantes, o que fez doenças já erradicadas, como o sarampo, voltarem a circular no país.
Agora, próximo ao aniversário de 50 anos do PNI (Programa Nacional de Imunizações), uma boa notícia: finalmente o Brasil registra uma alta na vacinação infantil, com um aumento dos índices em 2022. Os números são de uma pesquisa do Observa Infância, parceria entre a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a Unifase, baseada nos sistemas públicos de saúde, que analisou a cobertura vacinal para crianças com menos de dois anos para quatro vacinas fundamentais do calendário nacional: BCG (que protege contra as formas graves da tuberculose), pólio (contra a paralisia infantil), DTP (contra difteria, tétano e coqueluche) e MMRV (contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
De acordo com o levantamento, os quatro imunizantes tiveram aumento na cobertura entre 2021 e 2022, mas apenas a BCG alcançou a meta recomendada pelo Ministério da Saúde, com alta de 19,7 pontos percentuais, atingindo 99,5%. A meta anual da pasta é vacinar 90% dos bebês menores de um ano.
Já a cobertura para o esquema vacinal de três doses da vacina contra a poliomielite, no primeiro ano do bebê, subiu 9,7 pontos percentuais, mas ficou quase dez abaixo da meta de 95%, alcançando 85,3%. A dose de reforço da gotinha da pólio, dada aos 15 meses da criança, porém, só atingiu 69,7 pontos percentuais de cobertura, embora também tenha registrado um aumento de 6,25%.
Sobre a vacina DTP para crianças menores de um ano teve aumento de 9,1 pontos percentuais, chegando a 85,3%, também não batendo a meta de 95% de cobertura vacinal, assim como a dose de reforço, que alcançou 68,9%. A vacina combinada MMRV (tetraviral) também registrou alta de 3,5 pontos percentuais, mas ainda com baixo desempenho, de 59,6%, de cobertura no país – lembrando que esta é a vacina do sarampo, doença que voltou à cena no país fazendo com que o Brasil perdesse o certificado oficial de erradicação do sarampo em 2019.
Segundo o Ministério da Saúde, é prioridade do governo aumentar as coberturas vacinais no país. Atualmente, a pasta prevê destinar mais de R$ 151 milhões para ações de planejamento nos estados, como forma de adaptar as estratégias de vacinação aos locais, além de outras medidas como a busca ativa de não vacinados e o aumento da aplicação dos imunizantes em áreas indígenas.
“A recuperação [da confiança da população] é um desafio que estamos vencendo”, afirmou Nísia Trindade, em entrevista à Agência Brasil. Segundo a ministra da saúde, a retomada das altas coberturas vacinais é uma missão de toda a sociedade o governo trabalha para retomar seu papel como autoridade sanitária e como referência mundial em vacinação. “A vacinação é um dos grandes ganhos civilizacionais”. Fonte Veja.