Inep divulga resultado preliminar da 2ª etapa do Revalida 2023

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Nesta edição, as provas foram aplicadas nos dias 2 e 3 de dezembro, em dez cidades brasileiras
Nesta edição, as provas foram aplicadas nos dias 2 e 3 de dezembro, em dez cidades brasileiras – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Período para apresentação de recursos começa hoje e vai até terça

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta quinta-feira (8), o resultado preliminar da segunda etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2023/2.

Junto com o resultado preliminar, o instituto divulgou, em no portal e no Sistema Revalida as versões definitivas do Padrão Esperado de Procedimentos (PEP), espécie de gabarito com informações sobre o conjunto de procedimentos esperados dos participantes.

O período para apresentação de recursos ao resultado começa hoje e se encerra na próxima terça-feira (13). Os resultados finais do Revalida 2023/2 serão divulgados em 19 de março.

Composto por duas etapas (teoria e prática), o exame nacional subsidia o processo de revalidação, no Brasil, do diploma de graduação em medicina expedido no exterior. O exame é direcionado tanto aos estrangeiros formados em medicina fora do Brasil quanto aos brasileiros que se graduaram em outro país e querem exercer a profissão em sua terra natal.

Nesta edição, as provas foram aplicadas nos dias 2 e 3 de dezembro, em dez cidades brasileiras (Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), São Luiz (MA) e Uberlândia (MG)) Se inscreveram 1.591 participantes.

Descubra agora mesmo se você foi aprovado  Clique aqui e saiba mais sobre o resultado preliminar do Revalida 2023.

*Por Agência Brasil

Dengue: para priorizar SUS, farmacêutica não vai mais vender vacina a clínicas privadas e municípios

SAÚDE

Dourados - MS, 03/01/2024, Vacinação contra dengue começa com alta procura nos postos de saúde. Vacina Qdenga, do laboratório japonês Takeda. Foto: Rogério Vidmantas/Prefeitura de Dourados
Em comunicado, empresa disse que limitará fornecimento à rede privada – Foto/Reprodução

Diante dos “dos dados alarmantes da dengue no Brasil”, empresa informa que vai entregar imunizantes apenas para suprir segunda dose na rede privada e respeitar acordos firmados

A farmacêutica japonesa Takeda, que produz e comercializa a vacina da dengue, anunciou nesta segunda-feira (5) que não vai mais oferecer o imunizante às clínicas privadas, para priorizar o Sistema Único de Saúde (SUS).

“A Takeda informa que não está disponível para firmar contratos de forma descentralizada para atendimento a Estados e Municípios e que o fornecimento da vacina contra a dengue, Qdenga®, no mercado privado brasileiro, será limitado para suprir e priorizar o quantitativo necessário para que as pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante na rede privada completem seu esquema vacinal.”

Ou seja, a empresa oferecerá ao mercado privado apenas as doses suficientes para completar o esquema vacinal definido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que são duas doses com intervalo de 3 meses.

“A Takeda informa que, diante do atual cenário da inclusão da vacina Qdenga® no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), e dos dados alarmantes da dengue no Brasil, a empresa está concentrada em atender de forma prioritária ao Ministério da Saúde. Essa decisão pretende apoiar o Ministério da Saúde no seu propósito de promover o acesso da vacina contra a dengue de forma integral e gratuita para a população brasileira.”

A farmacêutica informa que tem garantida a entrega de 6,6 milhões de doses para o ano de 2024 e o provisionamento de mais 9 milhões de doses para o ano de 2025.

“Em paralelo, estamos buscando todas as soluções possíveis para aumentar o número de doses disponíveis no país, e não mediremos esforços para isso. A Takeda possui um plano estratégico para incrementar o fornecimento global da vacina Qdenga® e atingir a meta de 100 milhões de doses por ano até 2030, o que inclui um novo centro global dedicado à produção de vacinas, em Singen (Alemanha), previsto para lançamento em 2025”, afirmou a empresa em comunicado.

“Além disso, a Takeda Brasil está fortemente comprometida em buscar parcerias com laboratórios públicos nacionais para acelerar a capacidade de produção da vacina, alinhada às diretrizes do Complexo Econômico Industrial da Saúde (CEIS) para atender a demanda do SUS sob os princípios de integralidade e da universalidade”, disse.

Rede privada x sistema público
A vacina Qdenga foi aprovada pela Anvisa em março do ano passado para pessoas entre 4 e 60 anos. Nos estudos clínicos, as duas doses demonstraram uma eficácia geral de 80,2% para evitar contaminações, e de 90,4% para prevenir casos graves.

Até esta segunda-feira, as doses estavam disponíveis em laboratórios, clínicas de vacinação e farmácias, por valores entre R$ 350 e R$ 490. Como o esquema envolve duas aplicações, com um intervalo de três meses entre elas, o preço final fica de R$ 700 a R$ 980.

O Ministério da Saúde anunciou recentemente que 521 cidades receberão unidades da vacina da farmacêutica japonesa Takeda, para a campanha de 2024 na rede pública, primeira do mundo com o imunizante.

Devido ao quantitativo limitado de doses que o laboratório consegue produzir, nesse primeiro momento foram priorizados jovens de 10 a 14 anos residentes de municípios com mais de 100 mil habitantes e alta transmissão de dengue. A previsão é que a campanha comece oficialmente neste mês.

De acordo com o ministério, o grupo etário é o que mais sofre com internações pela doença depois dos idosos, por isso foi o escolhido – além de seguir recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos especialistas independentes que orientam a pasta.

Dengue chega a níveis recordes
Segundo o último informe da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 243.720 casos de dengue nas quatro primeiras semanas epidemiológicas de 2024, o que revela uma alta de 273%.

O crescimento chama atenção especialmente pelos aumentos já alarmantes nos últimos dois anos. Em 2023, o país bateu o recorde de mais mortes causadas pela doença. Foram 1.094 óbitos confirmados, o que superou o ano anterior, 2022, quando contabilizou 1.053 vidas perdidas. Da Agência o Globo.

Pernambuco abre seleção para contratar 146 médicos e profissionais de saúde em diversas áreas; salários são de até R$ 9,8 mil

SAÚDE

Inscrições começam nesta segunda (5). Foram disponibilizadas 55 vagas para médicos e 91 para trabalhadores formados em vários cursos

Secretaria de Saúde de Pernambuco fica localizada no Bongi, na Zona Oeste do Recife — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press
Secretaria de Saúde de Pernambuco fica localizada no Bongi, na Zona Oeste do Recife — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

O governo de Pernambuco abriu uma seleção simplificada para contratar 146 profissionais para a área da saúde. Foram disponibilizadas 55 vagas para médicos de diversas especialidades e outras 91 para trabalhadores formados em vários cursos, que vão ocupar os cargos de analistas em saúde e assistente em saúde (veja lista de cargos abaixo). Os salários são de até R$ 9.886,16.

O edital da seleção foi publicado no Diário Oficial do estado do sábado (3). A inscrição pode ser feita no site Seleciona SES, entre a segunda-feira (5) e o dia 19 de fevereiro.

É necessário anexar documentos como RG, CPF, certificado de reservista (para homens) e documento de comprovação de requisito para a função, dependendo do cargo. A seleção será feita por meio de análise curricular, em etapa única.

A previsão é de que o resultado preliminar seja divulgado no dia 5 de março. Confira, abaixo, as vagas para os diferentes cargos:

Para médicos:

  • Cirurgião vascular;
  • Coloproctologista;
  • Médico do trabalho;
  • Endoscopista;
  • Intensivista adulto;
  • Intensivista pediátrico;
  • Neonatologista;
  • Neurocirurgião;
  • Neurofisiologista;
  • Pediatra;
  • Radiologista e diagnóstico por imagem;
  • Tocoginecologista;
  • Urologista.

 

Demais vagas:

  • Assistente social;
  • Biólogo;
  • Cirurgião dentista;
  • Educador físico;
  • Enfermeiro assistencial;
  • Enfermeiro do trabalho;
  • Enfermeiro intensivista;
  • Estatístico;
  • Farmacêutico/bioquímico;
  • Fisioterapeuta em terapia intensiva;
  • Fisioterapeuta respiratório;
  • Fonoaudiólogo;
  • Nutricionista;
  • Psicólogo;
  • Terapeuta ocupacional;
  • Técnico de laboratório.

Piso da enfermagem: efetivação do salário aprovado ainda enfrenta resistência

SAÚDE

Enfermeiros e técnicos de enfermagem ainda cobram pagamento do piso Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Enfermeiros e técnicos de enfermagem ainda cobram pagamento do piso Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Empregadores argumentam falta de recursos para seguir com o que foi determinado, segundo alguns profissionais da saúde

A implementação do piso salarial da enfermagem permanece sem solução para alguns profissionais da saúde. A efetivação do pagamento, conforme estabelecido pela Lei nº 14.434, ainda passa por resistência de empregadores e municípios que argumentam falta de recursos para seguir com o que foi determinado. A advogada especialista em direito do trabalho Camila Andrea Braga explica que a discussão sobre o valor considerado pela lei como um valor global de remuneração — e não como piso da categoria — ainda gera discussão e resistência.

“Quando você considera o piso da categoria, o valor previsto na lei, significa que todos os valores devem ser considerados com base naquele valor. Então o cômputo de horas extras, adicionais — tudo deve ser considerado com a base mínima do valor trazido pela lei”. Camila Andrea Braga acrescenta ainda:

“Quando você considera o valor global, significa que o profissional de enfermagem, dentro dos diferentes níveis, não pode receber menos do que aquilo, considerando a remuneração como um todo”, aponta.

O conselheiro do Conselho Nacional da Enfermagem Daniel Menezes espera que os questionamentos levantados pelas entidades que representam a categoria, que ainda aguardam uma solução, sejam definidos. “A gente defende que a carga horária seja aquela contratada pelo empregador por conta do vínculo — e o piso se aplique sobre essa cargo horária contratada”, observa.

Acordo com a categoria

Os enfermeiros, técnicos em enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras de algumas regiões já conseguiram fechar um acordo, como é o caso de Campinas, São Paulo. Lá, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campinas e Região (SINSAÚDE) informou que, até o momento, não tem recebido reclamações ou demandas neste sentido.

No Rio de Janeiro, o sindicato decidiu aceitar a proposta dos empregadores, mesmo sabendo que ainda não é o ideal, como conta a técnica de enfermagem, Patrícia Monteiro Vieira Almeida.

“Esse acordo não atende nós, profissionais da saúde, devido a estar sendo feito fora da lei do Piso Nacional da Enfermagem. A gente sabe que, por lei, o que a gente esperava, o cenário que a gente esperava era estar recebendo o valor integral do piso nacional. Porém, não está sendo dessa forma”, relata.

Proposta em andamento

Ao longo do ano de 2023, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) foi chamado pela Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), que representa a categoria patronal de estabelecimentos privados de saúde, para mediar a situação. Vários encontros foram feitos, mas sem solução. No momento, ainda existe uma proposta em aberto no TST.

A última reunião ocorreu no fim do ano de 2023. A CNSaúde entregou um documento ao tribunal, que foi repassado para os profissionais do setor. No entanto, segundo informações do próprio TST, as entidades de representação dos trabalhadores da saúde ainda não responderam. Eles estão analisando o que foi sugerido criando, assim, uma expectativa a respeito do assunto — se o impasse irá ou não ser encerrado definitivamente nas regiões que ainda apresentam problemas.

Uma dessas regiões ainda sem solução é o estado de Pernambuco. O presidente do Sindicato Profissional de Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (Satempe), Francis Herbert, reclama que os trabalhadores estão recebendo menos e o piso deixou de ser piso para ser teto.

“Os valores não estão sendo pagos em dia. Nós temos gestores municipais e estaduais atrasando o repasse para funcionários e servidores, levando mais de 30 dias para isso. Nesse sentido, há uma desorganização e uma falta de respeito imensa ainda para com a categoria”, observa.

O presidente do Satempe espera que, em 2024, as inconsistências que perduram desde o ano passado sejam resolvidas. “Depois do julgamento dos embargos no STF, precisamos fazer com que a rede privada lucrativa venha a implementar um piso, uma vez que eles passaram por cima da Constituição — não cumpriram a decisão do STF”, relata.

A discussão sobre o piso salarial da enfermagem está em pauta no Brasil há anos. Em 4 de agosto de 2022, a lei n° 14.434 estabeleceu um valor mínimo de salário para enfermeiros, técnicos em enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras em todo o país. Posteriormente, a Emenda Constitucional n° 127/2022 determinou que caberia à União prestar assistência financeira complementar aos estados, municípios, Distrito Federal e entidades filantrópicas. *As informações são da Agência Brasil.

Pernambuco: ”Qdenga é o primeiro passo para o controle da doença” dizem especialistas sobre vacina contra dengue

SAÚDE

 (Foto: Rogério Vidmantas/ Prefeitura Dourados/ Via Agência Brasil)
(Foto: Rogério Vidmantas/ Prefeitura Dourados/ Via Agência Brasil)

Segundo infectologista, doença será controlada quando houver vacina suficiente para a população; Pernambuco ficou de fora da primeira etapa de imunização

A chegada de uma vacina contra a dengue foi festejada por médicos de todo o Brasil. Afinal, a doença causa preocupação a cada temporada. Diante da dificuldade de erradicar o mosquito Aedes Aegypti, a imunização surge como uma esperança para controlar a doença.

No entanto, especialistas ouvidos pelo Diario de Pernambuco fazem ressalvas.

De acordo com o médico pediatra e representante regional da Sociedade Brasileira de Imunização em Pernambuco, Eduardo Jorge, essa é uma boa notícia diante de altos índices.

‘’É uma grande notícia, pois a dengue é uma das arboviroses mais importantes do mundo. Estamos observando um aumento crescente no número de casos. Em 2023, aconteceram mais de um milhão de casos, com mais de mil mortes. Esta é uma preocupação crescente, esse aumento’’.

Ele ainda comenta que, evidentemente, apenas a vacina em um grupo tão restrito não será suficiente para o controle efetivo desta doença, mas é um primeiro passo dado para o controle dela.

Para o médico infectologista e sanitarista Bruno Ishigami, de fato, a chegada da Qdenga vem em boa hora para a população.

‘’A vacina Qdenga é um bom imunizante, com eficácia de mais de 80% quando se avalia os quatro sorotipos, que é o DENV1, 2, 3 e 4, mas os estudos são mais consistentes para os sorotipos do tipo 1 e tipo 2’’.

Ishigami enfatiza que uma das preocupações é o tipo 3, por ele não estar em circulação há muito tempo no país e no ano passado foi identificado novamente, por isso, é bom comemorar o surgimento do imunizante.

Prevenção

O infectologista acentua que as pessoas não devem deixar de se prevenir com a chegada da vacina, que de primeira, não será capaz de impedir uma epidemia pela falta de imunizante necessário para toda a população.
‘’A vacinação contra a dengue tem potencial para controlar a doença no país quando tivermos capacidade para imunizar massivamente a população. Nesse caso o que a gente tem que fazer para prevenir o aumento dos casos de dengue são aquelas orientações de sempre evitar água empoçada e água parada nas nossas residências, porque é onde a larva do mosquito tem o seu ciclo de vida’’.
Ainda segundo ele, é importante refletir sobre os impactos das alterações climáticas, o ano mais quente que favorece também estações chuvosas.
‘’Tudo isso favorece o ciclo de multiplicação do mosquito, então para além da vacina e desses cuidados com água parada. A gente precisa ter uma reflexão sobre o impacto das mudanças climáticas nessas doenças que têm animais no seu ciclo de transmissão, na sua cadeia de transmissão’’ disse Ishigami.
Vacina
O imunizante Qdenga, é produzido pelo laboratório japonês Takeda, e passou pelo crivo da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias (Conitec) no SUS.
Após isso foi recomendada a incorporação no calendário priorizando regiões do país com maior incidência e transmissão do vírus, além de faixas etárias de maior risco de agravamento da doença. Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos serão vacinadas.
A primeira etapa de imunização, que deve começar em fevereiro deste ano, serão beneficiados moradores de 521 municípios do País. Veja a lista completa dos municípios contemplados, disponível aqui.
Pernambuco de fora da primeira etapa de vacinação com a Qdenga
Pernambuco está fora da primeira etapa da vacinação nacional contra a dengue.
A informação foi confirmada, nesta quinta-feira (25), pelo escritório do Ministério da Saúde no Estado e pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).
No nordeste apenas os estados da Bahia, Maranhão, Rio Grande do Norte e a Paraíba receberão os imunizantes.
De acordo com nota divulgada pela SES-PE, “Pernambuco não foi contemplado com o Plano de Vacinação contra a dengue”.
Ainda segundo a administração estadual, o Ministério da Saúde alegou problemas com a “capacidade limitada de produção de vacinas pelo laboratório”.
Por isso, acrescentou o Governo do Estado, foi “necessário definir critérios para estratégia de vacinação em conjunto com as entidades representantes de estados e municípios”.
Ainda de acordo com a SES-PE, para entrar nos critérios do Ministério da Saúde seria preciso atender a alguns pré-requisitos.
Entre eles, estão:
Municípios de grande porte (mais de 100 mil habitantes) com alta transmissão de dengue;
Maior número de casos em 2023 e 2024;
Predominância do sorotipo DENV2 (dezembro de 2023);
Definição por Regiões de Saúde, abrangendo todas as regiões do país.
Questionado pelo Diario de Pernambuco, nesta quinta, o escritório do Ministério da Saúde no Estado afirmou que Pernambuco não atendeu aos critérios estabelecidos que foram acordados entre a pasta federal, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
Dengue em Pernambuco
Conforme dados divulgados pela SES-PE, entre os dias 1º de janeiro de 2023 e o dia 30 de dezembro do mesmo ano, foram contabilizados 3.262 casos da doença, sendo 54 considerados graves e três óbitos.
Entre os dias 31 de dezembro de 2023 e 20 de janeiro de 2024, foram confirmados 35 casos de dengue. Também há 282 casos em investigação. *Por Diário de Pernambuco.

Por meio do Mais Médicos, Governo Federal adicionou 732 novos médicos para Pernambuco

SAÚDE

Foto/Divulgação

Retomado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Programa Mais Médicos adicionou 732 novos médicos para atender a população dos 184 municípios de Pernambuco.

Agora, há um total de 1,6 mil profissionais atuando no estado, sendo 19 em um Distrito Sanitário Indígena.

Na atualização realizada nesta segunda quinzena de janeiro, a plataforma apresenta, em detalhes, informações sobre o alcance de importantes programas para a população pernambucana, com destaque para o Mais Médicos, Atenção Primária à Saúde, Brasil Sorridente e SAMU.

A plataforma mostra que, até novembro de 2023, 136 novas equipes de saúde bucal foram habilitadas pelo Programa Brasil Sorridente para atendimento gratuito, chegando a 1,9 mil no estado. O Brasil Sorridente está ligado a diversas ações e programas, como o Saúde na Escola, Plano Nacional para Pessoas com Deficiência, Saúde do Trabalhador, Vigilância Ambiental e Fluoretação das Águas de Abastecimento Público, entre outras. Além disso, apresenta ações voltadas para a qualificação de gestores e profissionais de saúde e para a educação em saúde da população.

Componente fundamental da Política Nacional de Atenção às Urgências, o SAMU 192 teve um repasse em Pernambuco, até novembro de 2023, de R$ 53 milhões para custeio de 169 ambulâncias básicas e 24 UTI móveis. Os veículos do SAMU 192 são distribuídos estrategicamente, de modo a otimizar o tempo-resposta entre os chamados da população e o encaminhamento aos serviços hospitalares de referência.

Na Atenção Primária à Saúde, 104 novas equipes foram habilitadas para atuação no estado, chegando a 2,6 equipes de saúde da família e 83 de atenção básica em Pernambuco.

EVOLUÇÃO CONTÍNUA – Um marco na transparência e na comunicação direta com os cidadãos, o ComunicaBR teve mais de 700 mil acessos em pouco mais de um mês, mostrando os resultados e as entregas do Governo Federal em cada região do país. “Estamos comprometidos em continuar evoluindo, aumentando a quantidade e qualidade das informações disponíveis, e garantindo que cada brasileiro tenha acesso fácil e rápido aos dados que impactam diretamente suas vidas”, explica o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta.

ATUALIZAÇÃO DE DADOS — No dia 17 de janeiro deste ano, o Governo Federal atualizou os dados do ComunicaBR. Com isso, o cidadão agora pode acompanhar o alcance e a execução de ações do governo e programas divididos em: Agricultura, Cultura, Educação, Emprego, Esporte, Saúde, Transferências ao Cidadão, Transferências aos Estados e Municípios, nos níveis federal, estadual e municipal.

Dentre os destaques, as Transferências para Estados, Municípios e Cidadãos alcançaram a marca de R$ 1,79 trilhão, com detalhamento de valores em programas fundamentais como Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada, Auxílio Gás, Seguro-Desemprego, e benefícios previdenciários. Foram destinados aos estados e municípios R$ 828,58 bilhões, em 2023, sendo R$ 485,99 bilhões para os municípios e R$ 342,59 bilhões para os estados.

PLATAFORMA — Lançado em dezembro de 2023, o ComunicaBR é uma plataforma online de transparência ativa sobre programas e ações do Governo Federal com dados sobre execução nos níveis federal, estadual e municipal, uma parceria entre o Gabinete Pessoal do Presidente da República, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) e o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Foi criado para facilitar o acesso da população aos dados das iniciativas do Governo Federal, por meio de uma interface simples e intuitiva, com informações atualizadas e contextualizadas, de forma ampla e democrática.

O ComunicaBR disponibiliza informações sobre a execução de programas como Mais Médicos, Brasil Sorridente, Farmácia Popular, Escola em Tempo Integral, Pacto Nacional pela Retomada de Obras, Bolsa Família, Bolsa Atleta, Lei Paulo Gustavo, obras do Novo PAC, Minha Casa, Minha Vida, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Crédito Rural, entre outros.

COMO USAR — A consulta é livre para todos os brasileiros. Ao entrar no site, o internauta escolhe o nível territorial dos dados que quer acessar: nacional, estadual ou municipal. Depois, seleciona a área do programa: Agricultura, Cultura, Educação, Emprego, Esporte, Saúde, Transferências ao Cidadão, Transferências aos Estados e Municípios.

O site mostrará os dados dos programas que estão contidos em cada área (por exemplo, dados de Transferência ao Cidadão, que incluem o Bolsa Família em Vitória, no Espírito Santo). A plataforma também permite que o internauta baixe um arquivo em PDF com os dados visualizados e um relatório estadual com informações completas sobre a atuação do governo. *Por Radar Metropolitano.

Pernambuco fica fora da primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a dengue

VACINAÇÃO

Entre os dias 31 de dezembro de 2023 e 20 de janeiro de 2024, foram confirmados 35 casos de dengue. (Foto: Freepik)
Entre os dias 31 de dezembro de 2023 e 20 de janeiro de 2024, foram confirmados 35 casos de dengue. (Foto: Freepik)

Ministério da Saúde disse, nesta quinta (25), que o Estado não atendeu a critérios de saúde estabelecidos no País

Nesta primeira etapa de imunização, que deve começar em fevereiro deste ano, serão benefiados moradores de 521 municípios do País. Veja a lista completa dos municípios contemplados, disponível aqui.

No nordeste apenas os estados da Bahia, Maranhão, Rio Grande do Norte e a Paraíba receberão os imunizantes. No Sul, apenas o Rio Grande do Sul está fora da lista.

No nordeste apenas os estados da Bahia, Maranhão, Rio Grande do Norte e a Paraíba receberão os imunizantes. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)
No nordeste apenas os estados da Bahia, Maranhão, Rio Grande do Norte e a Paraíba receberão os imunizantes. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)

De acordo com nota divulgada pela SES-PE, “Pernambuco não foi contemplado com o Plano de Vacinação contra a dengue”.

Ainda segundo a administração estadual, o Ministério da Saúde alegou probolemas com a “capacidade limitada de produção de vacinas pelo laboratório”.

Por isso, acrescentou o Governo do Estado, foi “necessário definir critérios para estratégia de vacinação em conjunto com as entidades representantes de estados e municípios”.

Ainda de acordo com a SES-PE, para entrar nos critérios do Ministério da Sáude seria preciso atender a alguns pré-requisitos.

Entre eles, estão:

Municípios de grande porte (mais de 100 mil habitantes) com alta transmissão de dengue;

Maior número de casos em 2023 e 2024;

Predominância do sorotipo DENV2 (dezembro de 2023);

Definição por Regiões de Saúde, abrangendo todas as regiões do país.

Questionado pelo Diario de Pernambuco, nesta quinta, o escritório do Ministério da Saúde no Estado afirmou que Pernambuco não atendeu aos critérios estabelecidos que foram acordados entre a pasta federal, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Quem vai ter vacina

Nesta quinta, o ministério disse quais municípios terão prioridade para receber a vacina.

As cidades compõem um total de 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença.

A pasta confirmou ainda que serão vacinadas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra maior número de hospitalizações por dengue.

Os números mostram que, de janeiro de 2019 a novembro de 2023, o grupo respondeu por 16,4 mil hospitalizações, atrás apenas dos idosos, grupo para o qual a vacina não foi autorizada.
 “A definição de um público-alvo e regiões prioritárias para a imunização foi necessária em razão da capacidade limitada de fornecimento de doses pelo laboratório fabricante da vacina. A primeira remessa com cerca de 757 mil doses chegou ao Brasil no último sábado. O lote faz parte de um total de 1,32 milhão de doses fornecidas pela farmacêutica.”
 “Outra remessa, com mais de 568 mil doses, está com entrega prevista para fevereiro. Além dessas, o Ministério da Saúde adquiriu o quantitativo total disponível pelo fabricante para 2024: 5,2 milhões de doses. De acordo com a empresa, a previsão é que sejam entregues ao longo do ano, até dezembro. Para 2025, a pasta já contratou 9 milhões de doses.”
Esquema
O esquema vacinal será composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público. A Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda, foi incorporada ao SUS em dezembro do ano passado, após análise da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec).
Principais sintomas da dengue. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)
Principais sintomas da dengue. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)
Dengue em Pernambuco 
Conforme dados divulgados esta semana pela SES-PE, entre os dias 1º de janeiro de 2023 e o dia 30 de dezembro do mesmo ano, foram contabilizados 3.262 casos da doença, sendo 54 considerados graves e três óbitos.
Entre os dias 31 de dezembro de 2023 e 20 de janeiro de 2024, foram confirmados 35 casos de dengue. Também há 282 casos em investigação. *Por: Diario de Pernambuco.

Brasil registra mais de 34 mil casos de Covid-19 em uma semana

SAÚDE

Alerta: número de casos de Covid cresceram 70% em uma semana. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Alerta: número de casos de Covid cresceram 70% em uma semana. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, em comparação com a semana anterior o número de casos sofreu um aumento de 70%

O número de casos de Covid-19 no Brasil aumentou 70% na Semana Epidemiológica  2, de 7 a 13 de janeiro. Durante o período,  foram registrados 34.050 novos casos da doença, enquanto na semana anterior foram notificados 19, 950 casos positivos. Os dados são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Ainda segundo o Conass, durante o período foram notificadas 260 mortes em decorrência da doença. No Brasil, desde o início da pandemia forma contabilizadas 708.999 mortes pela doença. Ao total, 38.264.864 casos de Covid foram confirmados desde 2020.

Para o infectologista Julival Ribeiro, a alta de casos da doença já era esperada. “Nós estamos com uma cepa mais transmissível no Brasil, sendo a JN.1. Com as aglomerações que ocorreram no Natal e no réveillon, já era esperado esse aumento de casos. Sobretudo festas sem muita ventilação, com aglomerações. Isso facilita a circulação do coronavírus”, explica.

Segundo o Ministério da Saúde, a variante JN.1 foi identificada pela primeira vez em agosto de 2023, no Ceará, e desde então vem ganhando proporção global, correspondendo a 3.2% das detecções no mundo. Já a sub linhagem JN.3, também verificada no estado nordestino, vem sendo monitorada pelo ministério nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as subvariantes já foram encontradas em 47 países.

Vacinação no Brasil

Ainda segundo o Ministério da Saúde, mais de 32 milhões de pessoas já receberam a vacina bivalente contra a Covid-19. De acordo com a pasta, a cobertura vacinal do imunizante é de 18,27% da população brasileira. Estimativa essa que está muito abaixo da meta de 90% preconizada pelo Ministério da Saúde. Já entre a vacinação monovalente, mais de 518 milhões de doses foram aplicadas.

Em janeiro desse ano, o Ministério da Saúde passou a recomendar uma dose anual da vacina para grupos prioritários, que possui maior risco de desenvolver formas graves da doença e a inclusão da vacina Covid-19 pediátrica no Calendário Nacional de Vacinação.

O médico infectologista destaca que a vacinação é o principal meio de proteção contra a doença. “A sociedade tem que estar pensando que a Covid-19 não acabou. A vacinação é a coisa mais importante para prevenir a Covid, sobretudo para aqueles que adquiriram a Covid terem casos menos graves”, ressalta.

O infectologista completa que é necessária uma atualização nas vacinas contra a covid-19, principalmente com as novas variantes. “Por exemplo, nos Estados Unidos já temos a vacina com as cepas mais atuais, que vai dar um novo estímulo a resposta imunológica em relação à Covid-19. Eu espero que em breve tenhamos essa vacina monovalente aqui no Brasil”, diz.

Ribeiro ainda ressalta outras medidas de prevenção que as pessoas devem manter.

“Se as pessoas estiverem com sintomas gripais, ela deve usar uma máscara e se dirigir a uma unidade de saúde para testar se a influenza, covid ou outro vírus respiratório. As pessoas de riscos, por exemplo, pessoas idosas, pessoas com comorbidade se forem para locais fechados, com baixa ventilação e aglomerado, eu sugiro que essas pessoas usem a máscara e continue fazendo a higienização das suas mãos. É importante lembrar que uma vez que eu tomo essas medidas de prevenção e também a vacina, além de me prevenir, estou também evitando a transmissão para outras pessoas”, destaca. *Fonte: Brasil 61

Recife: com contínua falta de remédios e escassez de insumos, Hospital Barão de Lucena sofre interdição de serviços eletivos pelo Cremepe

SAÚDE

A medida tomada pelo Cremepe já havia sido notificada no último mês de dezembro à direção do complexo, que teve 30 dias para solucionar os problemas encontrados pela autarquia. Contudo, irregularidades permanecem
A medida tomada pelo Cremepe já havia sido notificada no último mês de dezembro à direção do complexo, que teve 30 dias para solucionar os problemas encontrados pela autarquia. Contudo, irregularidades permanecem – CREMEPE/Divulgação

Medida suspende o trabalho médico nos internamentos para cirurgias eletivas programáveis, com exceção das oncológicas

Unidade de saúde da alta complexidade com foco em atendimento materno-infantil e cirurgias de grande porte, o Hospital Barão de Lucena (HBL), no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife, sofreu uma interdição de serviços eletivos pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe).

A medida suspende o trabalho médico nos internamentos para cirurgias eletivas programáveis, com exceção das oncológicas. Todas os demais procedimentos devem ser imediatamente comunicados ao Cremepe. Segundo a autarquia, também é necessário apresentar “efetiva justificativa de sua necessidade”.

Farmácia Popular começa a distribuir absorventes gratuitos

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Brasília (DF), 10/04/2023 - Fachada do ministério da Saúde.
Fachada do ministério da Saúde – Foto/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Público-alvo do programa abrange 24 milhões de pessoas

Mais de 31 mil unidades credenciadas no programa Farmácia Popular começaram a distribuir absorventes para a população em situação de vulnerabilidade social. Segundo o Ministério da Saúde, a oferta é direcionada a grupos que vivem abaixo da linha da pobreza e estão matriculados em escolas públicas, em situação de rua ou em vulnerabilidade extrema. A população recolhida em unidades do sistema prisional também será contemplada.  

Podem receber absorventes brasileiras ou estrangeiras que vivem no Brasil, com idade entre 10 e 49 anos, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e que contam com renda familiar mensal de até R$ 218 por pessoa.

Estudantes das instituições públicas de ensino também devem estar no CadÚnico, mas, neste caso, a renda familiar mensal por pessoa vai até meio salário mínimo (R$ 706). Para pessoas em situação de rua, não há limite de renda. O público-alvo do programa abrange  24 milhões de pessoas.

Exigências

Para garantir o benefício, é preciso apresentar um documento de identificação pessoal com número do Cadastro de Pessoas Físicas – CPF – e a Autorização do Programa Dignidade Menstrual, em formato digital ou impresso, que deve ser gerada via aplicativo ou site do Meu SUS Digital – nova versão do aplicativo Conecte SUS – com validade de 180 dias. A aquisição de absorventes para menores de 16 anos deve ser feita pelo responsável legal.  As orientações também estão disponíveis no Disque Saúde 136.

Em caso de dificuldade para acessar o aplicativo ou emitir a autorização, a orientação é procurar uma unidade básica de saúde (UBS). Pessoas em situação de rua também podem buscar nos centros de referência da assistência social, centros de acolhimento e equipes de Consultório na Rua. Para pessoas recolhidas em unidades do sistema penal, a entrega será coordenada e executada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com a distribuição realizada diretamente nas instituições prisionais.

A iniciativa integra o Programa de Proteção e Promoção da Saúde e Dignidade Menstrual e envolve as seguintes áreas: Saúde; Direitos Humanos e Cidadania; Justiça e Segurança Pública; Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; e Mulheres e Educação.

Combate às desigualdades

Em nota, o Ministério da Saúde destacou que a ação contribui no combate às desigualdades causadas pela pobreza menstrual e configura “um importante avanço para garantir o acesso à dignidade menstrual”.

“A menstruação é um processo natural, que ocorre em todo o mundo com, pelo menos, metade da população. Ainda assim, dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que a pobreza menstrual, associada aos tabus que ainda cercam essa condição, podem ocasionar evasão escolar e desemprego. No Brasil, uma a cada quatro meninas falta à escola durante o seu período menstrual e cerca de quatro milhões sofrem com privação de higiene no ambiente escolar (acesso a absorventes, banheiros e sabonetes)”, explica a nota.

Fonte/Agência Brasil

Piso da enfermagem: gestores têm até esta segunda (15) para atualização e cadastro de novos dados

SAÚDE

A coleta das informações dos profissionais da enfermagem faz parte do levantamento de janeiro de 2024

Dados dos profissionais precisam ser atualizados por gestores. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Dados dos profissionais precisam ser atualizados por gestores. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os gestores de cada localidade têm até 15 de janeiro para cadastrar ou atualizar dados dos profissionais da enfermagem. O Ministério da Saúde, por meio do Fundo Nacional de Saúde (FNS), informa que o prazo foi reaberto para inserir as informações referentes ao levantamento Janeiro 2024. O cadastro deve ser feito pelo sistema InvestSUS. A plataforma é responsável por controlar os repasses complementares da União referentes ao pagamento do piso salarial da categoria.

Segundo o conselheiro do Conselho Federal da Enfermagem (Cofen) Daniel Menezes, o piso salarial deve ser valorizado. Ele diz que é importante que todos colaborem para a correta implementação do que foi estabelecido.

“A grande questão do financiamento, do custeio está sendo implementada e a gente tem a expectativa para que, de fato, façam justiça social para essa profissão tão importante para o nosso país”, ressalta.

Em 2023, o Fundo Nacional de Saúde executou os recursos complementares destinados ao pagamento do piso salarial da enfermagem. Eles foram repassados aos fundos estaduais e municipais de saúde, através de transferências na modalidade Fundo a Fundo, em contas específicas.

Os gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal são os responsáveis por efetuar o pagamento dos colaboradores diretos, sejam servidores e/ou empregados, bem como a transferência dos recursos às entidades privadas contratualizadas ou conveniadas, que atendam, pelo menos, 60% de seus pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Representante de mais de 5,2 mil municípios, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta para a importância de os gestores municipais continuarem atentos às novas orientações. A entidade ressalta que vem atuando constantemente pela correta implementação do piso salarial  — e lembra que a falta de informações pode atrasar o pagamento dos profissionais.

Como atualizar os dados

Atualização Individual: Os responsáveis pelas informações devem acessar o sistema para fazer as alterações necessárias no cadastro de cada colaborador individualmente. Este processo permite uma revisão detalhada e específica de cada registro;

Atualização por lote: A opção permite o carregamento de uma planilha com todos os dados a serem atualizados. A alternativa permite atualizações em massa;

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) informa que disponibilizou um canal direto para apoiar os profissionais com dificuldades resultantes da desatualização de dados no InvestSUS. Basta enviar um e-mail, com o nome completo e o CPF, para o endereço verifica.sus@cofen.gov.br, para confirmar as informações no caso de inconsistência.

O Cofen esclarece  que é de competência do Ministério da Saúde estabelecer os critérios para o repasse dos recursos financeiros destinados ao pagamento do Piso Salarial. Não é responsabilidade do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem o fornecimento das informações ou a definição dos profissionais que têm direito ao recebimento do piso. O Cofen ainda ressalta que a inadimplência com o sistema não é impedimento para o repasse dos valores.

*Fonte: Brasil 61

MPPE recomenda que nove municípios do Sertão pernambucano melhorem a oferta do pré-natal

SAÚDE

Sertânia, Tabira, São José do Belmonte, Tacaratu, Santa Terezinha, Inajá, Quixabá, Ibimirim e Manari receberam a recomendação

A proposta é que os municípios apresentem um plano de ação "visando a garantir a busca ativa de gestantes"
A proposta é que os municípios apresentem um plano de ação “visando a garantir a busca ativa de gestantes” – Foto: MDS

Prefeituras de nove municípios do Sertão de Pernambuco receberam recomendação do Ministério Público do Estado (MPPE) para regularizarem a oferta dos exames pré-natais em suas redes de saúde municipais.

A medida integra o “Projeto Saúde no Pré-Natal”, desenvolvido pelo Grupo de Atuação Conjunta Especializada (Gace) do MPPE, que visa a “estimular iniciativas municipais para melhorar a atenção materno-infantil local.”

As prefeituras e as secretarias municipais de Saúde que receberam a recomendação do MPPE foram as de Sertânia, Tabira, São José do Belmonte, Tacaratu, Santa Terezinha, Inajá, Quixabá, Ibimirim e Manari.

A escolha dessas cidades segue o relatório da equipe multidisciplinar do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (CAO Saúde) do MPPE, que apontou que esses municípios “não realizam, na íntegra, os exames de rotina previstos na assistência ao pré-natal, como ultrassom obstétrico, E.C.G, teste rápido de sífilis, entre outros.”

A proposta, feita pela promotora de Justiça Ana Paula Nunes Cardoso, é que os municípios apresentem um plano de ação “visando a garantir a busca ativa de gestantes”, para promover o início das consultas pré-natais até a 12ª semana gestacional, “garantindo, ainda, que ao menos seis consultas sejam realizadas, seguindo o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde.”

Nos casos de Sertânia, São José do Belmonte e Inajá, também foi recomendada a contratação imediata de profissional obstetra. Também foi pedido a “especificação, dentro da pactuação da Rede Cegonha, da unidade de referência para garantir o atendimento das gestantes de alto risco e o fluxo estabelecido para facilitar o acesso das gestantes a esse profissional.”

Os municípios têm um prazo de dez dias a contar do dia último dia 3, para informarem ao MPPE se acatam ou não as recomendações – em caso positivo, enumerar as providências “efetivamente adotadas.”

*Por Portal Folha de Pernambuco

Diversão e Arte: Mingau recebe alta após 4 meses de internação em hospital de São Paulo

SAÚDE

Mingau foi baleado na cabeça com uma arma de fogo na cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, em setembro do ano passado

Mingau, baixista da banda Ultraje a Rigor, passará por reabilitação motora e funcional - (crédito: Reprodução/Instagram/@ottobockbrasil)
Mingau, baixista da banda Ultraje a Rigor, passará por reabilitação motora e funcional – (crédito: Reprodução/Instagram/@ottobockbrasil)

O músico Rinaldo Oliveira Amaral, conhecido como “Mingau”, recebeu alta hospital nesta segunda-feira (8/1), após passar quatro meses internado no hospital São Luiz, em São Paulo. Nos próximos meses, o baixista da banda Ultraje a Rigor passará por reabilitação motora e funcional.

Mingau foi baleado na cabeça com uma arma de fogo na cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, em setembro do ano passado. Ele estava em um veículo com o amigo. O músico tem uma pousada na região de Paraty. Enquanto dirigiam naquela área, o carro passou em alta velocidade por um quebra molas e saltou. Neste momento, vários tiros foram efetuados na direção do veículo. Mingau foi baleado e levado a um hospital municipal na cidade.

No entanto, a unidade carecia de um neurocirurgião. O músico então foi transferido a um hospital particular, em São Paulo. Dos cinco suspeitos de envolvimento na tentativa de homicídio, a polícia prendeu quatro. O último preso foi um rapaz de 29 anos detido em uma na Zona Rural de Taubaté, no interior de São Paulo.

A família do baixista agradeceu todo o apoio recebido. “O Mingau agora entra em uma nova etapa de reabilitação. Conforme os resultados aparecerem, colocamos amigos e fãs a par. Gratidão”, disse, em nota.

*As informações são do Correio Brasiliense

Vacina contra dengue começa a ser aplicada em fevereiro no Brasil

SAÚDE

Segundo o Ministério da Saúde, vacinação deve se iniciar pelas regiões e grupos prioritários mais afetados

Avanço dos casos de dengue deve ser freado com a chegada da nova vacina Foto: Fiocruz/Divulgação
Avanço dos casos de dengue deve ser freado com a chegada da nova vacina Foto: Fiocruz/Divulgação

A partir de fevereiro, o Sistema Único de Saúde (SUS) irá ofertar a vacina que protege contra a dengue, conhecida como Qdenga. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil será o primeiro país no mundo a realizar a vacinação contra a dengue pelo sistema público de saúde. Serão entregues 5.082 milhões de doses em 2024, entre fevereiro e novembro. Inicialmente, a vacinação será focada em público e regiões prioritárias. Cerca 3,1 milhões de pessoas poderão ser imunizadas com a Qdenga.

Conforme a pasta, a vacina Qdenga (TAK-003) foi desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda Pharma. O registro do imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março deste 2023. A vacina é recomendada para as pessoas entre 4 a 60 anos, que devem ser administradas em duas doses, com intervalo de três meses. Todas as pessoas, mesmo aquelas que já tiveram dengue, poderão receber a vacina.

Como funciona a vacina?

De acordo com o médico infectologista Fernando Chagas, a vacina contra dengue é composta de um vírus atenuado, ou seja, um vírus vivo, mas enfraquecido e com fragmentos dos outros 3 tipos de dengue que circulam pelo mundo.

“Nós temos 4 tipos de dengue que a gente classifica como DENV 1,  DENV 2, DENV 3 e DENV 4. A vacina é um vírus do tipo DENV 2, mas com fragmentos dos outros 1, 3 e 4 que uma vez no nosso corpo, estimula a produção de anticorpos e de defesa celular contra os 4 tipos de dengue. Nos estudos, foi mostrado uma eficácia de média de 80% na diminuição de casos e das pessoas que desenvolveram uma doença mais de 90% no risco de evoluir para forma grave. Então, é uma efetividade muito alta”, explica.

O infectologista destaca que, nos estudos e nas populações que receberam a vacina, os efeitos adversos têm sido muito leves, geralmente dentro de dois dias após a aplicação.

“A gente tem observado geralmente sinais e sintomas que até lembram doenças febris, como febre baixa, às vezes um pouco de dor muscular, geralmente leve. Algumas pessoas relatavam um pouco de dor de cabeça também leve, que duram em média de 1 a 3 dias. Qualquer sinal ou sintoma que passe de 3 dias a pessoa tem que considerar a possibilidade de ter adoecido concomitantemente a vacina ou até mesmo antes de receber a vacina, então é importante buscar o atendimento médico”, diz.

Por tratar se de uma vacina composta de vírus atenuado, a Qdenga não vai poder ser administrada em certos grupos, como explica o infectologista.

“Pessoas que têm doenças que prejudiquem a imunidade ou que façam uso de medicamentos que diminuam a imunidade, por exemplo, pessoas que fazem uso de corticoides a mais de 15 dias. Assim como também as gestantes e mulheres que estão amamentando não vão poder receber a vacina porque tem um pouco de prejuízo na imunidade e a gente não sabe os reflexos da vacina na gestante e porque não se tem estudos sobre a transmissão do vírus ou da vacina para o leite”, afirma.

Para Chagas, a vacina contra dengue é uma estratégia que pode auxiliar nas estratégias de luta contra o vírus da doença  — e frear não só o avanço de número de casos, como também o número de mortes.

“Nós não temos medicamentos específicos contra o vírus da dengue. Então, as medidas que tomávamos sempre foram no sentido de controlar o vetor de transmissão, o mosquito Aedes aegypti. E combater um inseto com a capacidade de adaptação tão grande acaba sendo muito difícil. Por isso sempre a gente acaba perdendo esta batalha. Mas a vacina acaba entrando com uma estratégia voltada diretamente contra o vírus, que se somada à estratégia que nós já temos contra o mosquito vetor, muito provavelmente a gente vai ter um impacto muito positivo, uma diminuição muito grande de não só novos casos, como também de mortes por dengue em todo o país nos próximos anos”, avalia.

Diferenças entre a Qdenga e a Dengvaxia

A Qdenga é o segundo imunizante aprovado pela Anvisa. Em 2014, uma primeira vacina, denominada de Dengvaxia, foi lançada e aprovada pela agência. No entanto, o imunizante não está disponível no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e só pode ser encontrada no Brasil na rede privada.

“É uma vacina muito limitada. Primeiro porque eram em 3 doses, com intervalos de 6 meses entre as doses. Então a pessoa estaria imunizada em 1 ano e 6 meses. É muito tempo. O outro ponto é que a vacina não poderia ser aplicada em quem nunca teve dengue. Por isso ela não participou do Plano Nacional de Imunização, porque se fosse incorporada ao plano nacional, automaticamente teríamos que fazer o teste em todas as pessoas em todo o país e isso é inviável”, comenta.

Dengue no Brasil

Conforme o Ministério da Saúde, até 2 de dezembro de 2023, o Brasil registrou um crescimento de 15,8% nos casos de dengue, (1.601.848), quando comparado ao mesmo período de 2022 (1.382.665). Os estados com maior incidência da doença foram Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás. Também houve aumento no número de mortes em 5,4% (1.053) com relação ao mesmo período de 2022 (999). Já de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país apresentou 2,9 milhões de casos entre janeiro e dezembro.

A pedagoga Luana Muller, de 25 anos, foi diagnosticada com dengue em maio de 2023. Ela comenta como reagiu aos sintomas da doença. “Eu fiquei basicamente uns cinco dias tendo febre, dor no corpo e dor nos olhos. Tinha muita dor de cabeça, não conseguia ficar acordada, dormia o tempo inteiro. Fui ao hospital, fui diagnosticada”, conta.

O médico infectologista Fernando Chagas destaca ainda os principais sintomas da dengue.

“É uma doença que geralmente se inicia com febre alta, com dor de cabeça, dor também ao redor dos olhos. Também pode apresentar dor articular. Então nem toda doença febril com dor articular necessariamente a chikungunya. Lembrando que até a metade das pessoas podem se apresentar com manchas na pele, que geralmente aparecem depois do segundo ou terceiro dia da doença. E se começar a apresentar dor de barriga e vômitos precisa ser considerado o risco de forma grave e a pessoa precisa imediatamente buscar uma urgência. Não esquecer que a dengue é uma doença que infelizmente pode matar”, alerta.

O Ministério da Saúde recomenda que a população siga com os cuidados para impedir a proliferação do Aedes aegypti, como: não acumular água em lajes ou calhas, evitar o acúmulo de itens como garrafas, pneus em áreas descobertas, colocar areia nos vasos de planta e cobrir caixas d’água.

*Fonte: Brasil 61

Em Pernambuco, Casos de Covid-19 recuam pela primeira vez desde a última alta registrada em novembro

COVID-19

Segundo a Secretaria de Saúde do estado, casos confirmados na última semana de dezembro recuaram 45% em comparação à semana epidemiológica anterior

Em Pernambuco, casos de Covid-19 recuam Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em Pernambuco, casos de Covid-19 recuam Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O número de casos confirmados de Covid-19 em Pernambuco recuou pela primeira vez desde alta registrada em novembro, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE). Entre 23 e 31 de dezembro, período da semana epidemiológica 52 de 2023, foram registrados 1.621 casos. Em comparação à semana anterior (51), de 17 a 23 de dezembro 2.957 casos foram notificados. O recuo apresentou uma queda de 45% no número de casos confirmados.

Conforme a SES-PE, a maior quantidade de casos semanais foi registrada no mês de dezembro, especificamente nas semanas 49 — de 03 a 09 de dezembro, com 3.125 casos confirmados e na semana 50 de 10 a 16 de dezembro, com 3.507 casos.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Pernambuco, “a redução das medidas de distanciamento e proteção no último trimestre de 2023, somada à introdução e circulação da variante do Sars-COV Ômicron pode ter influenciado o aumento de casos”.

O diretor geral de informações epidemiológicas da Secretaria de Saúde de Pernambuco, José Lancart de Lima, explica que o reforço das medidas de prevenção durante o período pode ter contribuído para a diminuição dos casos de covid-19.

“Nós observamos que a partir do final de novembro houve uma mudança no perfil epidemiológico dos casos notificados. Quando nós identificamos esse aumento de casos, iniciamos de forma maciça um processo de sensibilização da população no que diz respeito ao reforço das medidas de prevenção. Aí, entenda-se a intensificação de vacinação, principalmente nos grupos considerados prioritários, bem como as medidas não farmacológicas, como a utilização de máscara, principalmente por pessoas com sintomas gripais em ambientes fechados, o reforço da higienização das mãos e do uso do álcool gel. O reforço dessas medidas durante esse período pode ter contribuído para a diminuição dos casos confirmados”, diz.

Baixa Cobertura Vacinal

Segundo a SES-PE, mais de 24 milhões imunizantes foram aplicados no estado. No entanto, apenas 14,61% da população com idade a partir dos 18 anos tomou a vacina bivalente. A vacina protege não só das primeiras variantes do vírus, como também da ômicron e suas subvariantes.

Ainda conforme a secretaria, a taxa de cobertura vacinal somente é maior que 80% na primeira e na segunda doses, com 92,54% e 85,22% de pessoas imunizadas, respectivamente. Já as doses de reforço estão os seguintes percentuais: 51,45% na primeira, 52% na segunda e 34,59% na terceira dose.

Para o diretor geral de informações epidemiológicas da secretaria, é preciso sensibilizar a população para que a busca pela vacinação seja intensificada e melhore a cobertura vacinal.

“Estamos tentando sensibilizar a população para que a gente consiga melhorar essa cobertura vacinal. Já foram aplicadas mais de 1. 311 milhão de doses de vacina para Covid-19 no estado de Pernambuco, no que diz respeito à vacina bivalente. Mas é um número que precisa ser melhorado. Existe a disponibilidade de vacina no estado de Pernambuco. São cerca de 2.800 salas de vacinação existentes no em todo o estado, nas unidades básicas de saúde de cada um dos 184 municípios do estado”, afirma.

*Por Brasil 61

Mais Médicos chega a 28,2 mil profissionais e dobra quantidade de vagas em um ano

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Aumento em 2023 foi de 105% em relação ao ano anterior, segundo Ministério da Saúde; quantitativo atinge 82% do território nacional

Mais Médicos dobrou número de profissionais
Mais Médicos dobrou número de profissionais Foto/Wilson Dias/Agência Brasil

O número de profissionais atuando no Programa Mais Médicos dobrou em 2023, na comparação com o ano anterior. O aumento foi de 105%, somando 28,2 mil vagas preenchidas. O quantitativo atinge 82% do território nacional, com capacidade de atendimento a 86 milhões de pessoas. Os dados são do Ministério da Saúde.

“Mais que dobramos o efetivo de médicos em relação ao ano de 2022. São mais de 4 mil municípios atendidos, com ênfase nas periferias e no interior do país”, afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Em 2023, o programa alcançou 744 novos municípios e atingiu 100% dos 34 distritos sanitários indígenas. Atuando na saúde indígena foram incluidos mais 977 novos profissionais.

O Ministério da Saúde atribui o aumento de profissionais à reformulação do programa, com novas oportunidade de qualificação, incentivos e benefícios. Para o diretor de programas da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Felipe Proenço, o Mais Médicos é uma estratégia nacional para formação de especialistas.

“A expectativa é que nos próximos anos cada uma das equipes de saúde da família tenha um médico especialista, o que vai melhorar consideravelmente o atendimento às comunidades”, diz Proenço.

Reformulação

O programa reformulado foi sancionado em julho, com custo previsto de R$ 712 milhões para 2023. O lançamento do programa ocorreu em março, ocasião em que o presidente defendeu a contratação dos estrangeiros e lembrou que anteriormente o Mais Médicos contava com a participação de profissionais de Cuba.

O Mais Médicos foi criado em 2013, durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff e sofreu alterações desde então. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reformulou o programa, e uma das maiores mudanças foi o término da parceria do governo federal com profissionais cubanos. Uma das críticas era que o repasse dado aos médicos ia direto para o governo de Cuba. As informações são do portal R7.

Mais Médicos bate recorde com 28 mil profissionais em campo até o fim do ano: confira vídeo

 SAÚDE 

Felipe Proenço, Secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, falou da importância do programa Mais Médicos

Felipe Proenço comemorou o ano de 2023 do programa Mais Médicos, relançado pelo governo Lula -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Felipe Proenço comemorou o ano de 2023 do programa Mais Médicos, relançado pelo governo Lula – (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Felipe Proenço de Oliveira, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, participou, nesta quinta-feira (28/12), do programa CB.Saúde — parceria entre o Correio e a TV Brasília. Em entrevista às jornalistas Ana Maria Campos e Sibele Negromonte, ele falou da importância do programa Mais Médicos e fez um balanço dos avanços da iniciativa neste ano. Lançado em 2013 no governo de Dilma Rousseff, o programa leva profissionais da saúde para atender os municípios mais vulneráveis. No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Saúde trocou o nome do programa para “Médicos pelo Brasil” e mudou as regras.

O presidente Lula relançou o programa por meio de uma medida provisória (MP) publicada em março e aprovada em junho pelo Congresso Nacional. “Tivemos um primeiro ano de reconstruir o programa Mais Médicos, quando iniciamos a gestão em janeiro, eram mais de 5 mil equipes de saúde da família que estavam sem profissionais, médicos. Então, você tinha o enfermeiro, você tinha o agente comunitário de saúde, mas você não tinha o profissional médico”, disse.

A nova lei do programa Mais Médicos criou a Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde. Além disso, com o relançamento, o governo federal previa ampliar em 15 mil o número de médicos na atenção básica do SUS, especialmente em regiões vulneráveis.

“Ao recompormos o programa, colocarmos novos incentivos também para a participação do profissional médico podemos vislumbrar um aumento também do número de profissionais no programa. Então, o ano de 2023 foi um ano de recordes no Mais Médicos. Seja porque 34 mil profissionais se inscreveram para o edital que foi lançado no primeiro semestre, seja porque conseguimos alcançar a marca de 28 mil profissionais participando do programa”, pontuou Felipe Proenço.

Incentivos de permanência

Com o relançamento do programa que amplia o atendimento da população pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o governo também passou a incentivar os profissionais a fazerem especialização e mestrado em até quatro anos enquanto trabalham no programa Mais Médicos. Felipe Proenço frisou a importância da especialização dos profissionais de saúde.

“O ano de 2024 é um ano de consolidação no programa porque iniciamos a especialização em medicina de família e comunidade, conseguimos ter a alocação dos profissionais nos municípios e agora é garantir esse processo de formação que caracteriza o programa Mais Médicos. Colocamos essa meta dentro do programa mais médicos que é a formação de especialistas em medicina de família e comunidade. Outra questão foi diversificar as ofertas de formação. Além da especialização que já confere um título acadêmico importante para o médico, colocamos também a possibilidade da realização de um mestrado profissional”, disse.

*Por Correio Brasiliense

Nova linhagem da Covid-19 circula em Pernambuco; veja o que médica infectologista diz a respeito

SAÚDE

Identificação da Pirola aconteceu por meio de estudos do Instituto Aggeu Magalhães

Foram levadas para análises amostras de pacientes das cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Ouricuri, Paulista e Salgueiro
Foram levadas para análises amostras de pacientes das cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Ouricuri, Paulista e Salgueiro – Foto: Christof Stache/AFP

Uma nova linhagem da Covid-19 circula em Pernambuco. Denominada Pirola, ela foi identificada, nesta quarta-feira (27) , através de estudos da Frente de Vigilância Genômica do Instituto Aggeu Magalhães (IAM), realizados por meio de um sequenciamento genômico (técnica responsável pela identificação da ordem das bases nitrogenadas do DNA).

Foram levadas para análises amostras de pacientes das cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Ouricuri, Paulista e Salgueiro. No total, 46 amostras foram processadas para o sequenciamento, das quais foi possível obter 30 genomas com qualidade acima de 90% de cobertura.

Desses 30, todos foram identificados como da linhagem e sublinhagens da Ômicron (B.1.1.529- like e BA-like), sendo um do genoma Pirola.

De acordo com o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marcelo Paiva, essa é mais uma confirmação do aumento do número de casos da Covid-19 no Brasil.

“Recebemos amostras do Laboratório Central de Pernambuco e identificamos a circulação de uma nova linhagem, uma subvariante da Ômicron conhecida como Pirola, que está em circulação aqui no estado. Ela foi detectada em uma amostra coletada no dia 12 de dezembro. Essa variante está associada ao aumento do número de casos que está sendo observado não só aqui, mas em outros estados também”, disse.

O que diz especialista
Pirola foi detalhada pela médica infectologita Sylvia Lemos Hinrichsen, que também é professora universitária, mestra e doutora em Medicina Tropical pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além de consultora em Biossegurança e Controle de Infecções e Risco Sanitário Hospitalar.

Ela expandiu a presença da nova linhagem ao cenário mundial, e citou locais onde os estudos estão sendo feitos, em busca de respostas sobre como a Pirola age no organismo humano. Apesar de ainda não ter transparência sobre riscos e sintomas, ela cita o sistema imunológico como um aliado na barreira de defesa.

“Ela foi detectada em 11 países, segundo a Organização Mundial de Saúde. Ainda se sabe pouco sobre ela. Existem alguns trabalhos sendo feitos, principalmente no Reino Unido e na Dinamarca, que dizem que essa nova linhagem carrega mais de 35 mutações de parte importante do vírus. Pesquisadores dos Estados Unidos indicam que o sistema imunológico pode combater essa linhagem adequadamente, talvez um pouco até melhor. Seus riscos ainda não são totalmente conhecidos, bem como seus sintomas, ficando difícil dizer o que ela é capaz de fazer no organismo. Laboratórios de todo o mundo estão em busca da detecção dessa variante para estudar”, frisa.

Dentro do corpo biológico da Pirola, a médica acena para a possibilidade de mutações a partir da proteína. Esse fator pode comprometer o sistema imunológico e fragilizar ainda mais a pessoa infectada.

“Do ponto de vista patogênico, se observa que a Pirola tem um número elevado de mutações na proteína, a parte do vírus usada para entrar e infectar outras células. A depender de como a mutação acontece, pode até neutralizar o sistema imunológico e impedir anticorpos”, afirma.

Em meio ao aumento de casos da Covid-19 no país, a médica assegura que os sintomas atuais são percebidos, de maneira geral, de modo leve, tendo coriza, dores na cabeça e garganta e comprometimento do intestino entre as queixas mais frequentes.

“Clinicamente, não existem observações graves da doença. As pessoas relatam mais coriza, dor de cabeça e na garganta, e do funcionamento do intestino, mas não de grandes acontecimentos”, pondera. *As informações são da Folha de Pernambuco.

Médicos acreditam em aumento de casos de covid-19 após festas de fim de ano

VACINAÇÃO

Apesar da previsão de maior incidência da doença, especialistas avaliam que não haverá ocorrências graves, devido à vacinação

Vacinação bivalente contra a covid-19 é direcionada principalmente a pacientes imunocomprometidos - (crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Vacinação bivalente contra a covid-19 é direcionada principalmente a pacientes imunocomprometidos – (crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil)

As aglomerações de pessoas para as compras de fim de ano, além das festas de Natal e de ano novo, possivelmente, deverão impulsionar um aumento de casos de doenças respiratórias e infecciosas, como a covid-19. Apesar disso, não é esperado que haja evolução no número de casos graves da doença, principalmente, pelo avanço da vacinação na capital federal. É o que avaliam especialistas.

No início do mês, o Ministério da Saúde identificou no Brasil duas novas subvariantes da ômicron (variante dominante no mundo). Uma delas, a JN.1 foi classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma subvariante de “interesse”, por conta da transmissão mais rápida. A instituição afirmou, no entanto, que o risco para o público é baixo.

O infectologista Julival Ribeiro enfatiza que a principal orientação, especialmente com o surgimento de novas linhagens, é manter o ciclo vacinal em dia. “O vírus está circulando com mutações diferentes. A JN.1 é uma variante transmissível, mas não é possível falar que ela seja tanto de risco. A recomendação de sempre é que as pessoas mais vulneráveis, como imunocomprometidos, imunossupressores, idosos e pessoas que tenham doenças crônicas devem se vacinar e tomar a dose de reforço, já que a doença tende a ficar mais grave nesses grupos”, explicou.

O especialista assinala que o cenário que se desenha é de aumento de casos de covid-19. Para inibir novas subvariantes da doença, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última terça-feira, a atualização da vacina Comirnaty monovalente. “Ela tem maior atuação nas novas variantes, levando uma proteção melhor para os grupos vulneráveis”, explica. “Como temos festas e aglomerações, às vezes, em locais fechados, recomenda-se que as pessoas que estejam mais vulneráveis à doença usem máscaras, além de higienizar as mãos. E é lógico: se tiver sintomas gripais, fique em casa e não vá em nenhuma comemoração”, completa Ribeiro.

Doenças infecciosas

Para o infectologista Gilberto Nogueira, o cenário nesta época aponta também para o aumento de casos de doenças respiratórias e infecciosas. O especialista diz que os hospitais públicos e particulares, além de unidades de saúde, precisam estar atentos para receber novos pacientes com esse tipo de problema.

“É natural, mas esperamos que esses casos sejam leves. A saúde pública e a saúde privada devem estar preparadas para o aumento no número de casos. Acredito que devemos ter esse cenário nas próximas semanas”, ressaltou o infectologista.

Nogueira reforçou que a imunização segue sendo a melhor estratégia para proteção individual e coletiva. “Toda e qualquer vacina, quando estudada e comprovada a sua segurança, é recomendável o uso. A vacina, de maneira geral, entre elas a da covid-19, foi desenvolvida para não evoluir para uma doença mais grave e hospitalizações”, destaca.

Transmissão

A taxa de transmissão da covid-19 no Distrito Federal está em 0,81, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado na última semana pela Secretaria de Saúde (SES-DF), O número indica que cada 100 pessoas podem infectar 81 na capital do país. Segundo a OMS, quando o número fica abaixo de 1, a pandemia está controlada.

Desde o início da pandemia, em 2020, até 16 de dezembro, foram notificados no DF 926.808 casos confirmados da doença. Desse total, 914.404 pessoas estão recuperadas e 11.948 morreram. Dos óbitos registrados pela pasta, 1.037 são de pessoas residentes em outros estados, incluindo 891 em Goiás.

Sobre a vacinação, 5,4 milhões de doses foram aplicadas desde o início da campanha, em janeiro de 2021. Cerca de 2,3 milhões de brasilienses receberam a primeira dose, enquanto 1,1 milhão receberam a segunda. Outros 22 mil tiveram a terceira dose. A bivalente, recomendável para pessoas com 60 anos ou mais e imunocomprometidos acima de 12 anos, foi aplicada em 624 mil pessoas,

Vacinação

Não haverá vacinação da covid-19 hoje, e nem amanhã, feriado de Natal. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) também não terão atendimento nos dois dias. Na terça-feira (26/12), os serviços voltam ao normal. Os locais de vacinação podem ser conferidos neste link.

*Do Correio Brasiliense

Saúde Brasil é país com mais casos de dengue no mundo, alerta OMS

SAÚDE

Mudanças climáticas podem levar à proliferação de vetores

Mosquitos de Aedes aegypti são vistos no laboratório da Oxitec em Campinas
Mosquitos de Aedes aegypti são vistos no laboratório da Oxitec em Campinas – Foto/Divulgação

O Brasil lidera o número de casos de dengue no mundo, com 2,9 milhões registrados em 2023, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os casos são mais da metade dos 5 milhões registrados mundialmente. A organização chamou atenção, nesta sexta-feira (22), para a doença que tem se espalhado para países onde historicamente a doença não circulava.  

Entre as razões para o aumento está a crise climática, que têm elevado a temperatura mundial e permitido que o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti sobreviva em ambiente onde antes isso não ocorria. O fenômeno El Niño de 2023 também acentuou os efeitos do aquecimento global das temperaturas e das alterações climáticas.

Em todo o mundo a OMS relatou mais de 5 milhões de infecções por dengue e 5 mil mortes pela doença. A maior parte, 80% desses casos, o equivalente a 4,1 milhões, foram notificados nas Américas, seguidas pelo Sudeste Asiático e Pacífico Ocidental. Nas Américas, o Brasil concentra o maior número de casos, seguido por Peru e México.  Os dados são referentes ao período de 1º de janeiro e 11 de dezembro.

Brasil

Do total de casos constatados no Brasil, 1.474, ou 0,05% do total são casos de dengue grave, também chamada de dengue hemorrágica. O país é o segundo na região com o maior número de casos mais graves, atrás apenas da Colômbia, com 1.504 casos.

Países anteriormente livres de dengue, como França, Itália e Espanha, reportaram casos de infecções originadas no país – a chamada transmissão autóctone – e não no estrangeiro. O mosquito Aedes aegypti é amplamente distribuído na Europa, onde é mais conhecido como mosquito tigre.

Mudanças climáticas 

No Brasil, levantamento feito pela plataforma AdaptaBrasil, mostrou que as mudanças climáticas no Brasil podem levar à proliferação de vetores, como o mosquito Aedes aegypti e, em consequência, ao agravamento de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. A plataforma é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz),

As projeções indicam também expansão da malária, leishmaniose tegumentar americana e leishmaniose visceral. O trabalho levou em conta as temperaturas máxima e mínima, a umidade relativa do ar e a precipitação acumulada para associar a ocorrência do vetor, que são os mosquitos transmissores das diferentes doenças em análise. A AdaptaBrasil avalia também a vulnerabilidade e a exposição da população a esses vetores.

A dengue é a infecção viral mais comum transmitida a humanos picados por mosquitos infectados. É encontrado principalmente em áreas urbanas em climas tropicais e subtropicais.

Os principais sintomas da dengue são febre alta, dor no corpo e articulações, dor atrás dos olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

Para evitar a infestação de mosquitos, o Ministério da Saúde orienta que é necessário eliminar os criadouros, mantendo os reservatórios e qualquer local que possa acumular água totalmente cobertos com telas, capas ou tampas. Medidas de proteção contra picadas também podem ajudar especialmente nas áreas de transmissão. O Aedes aegypti ataca principalmente durante o dia.

Vacina

Nesta quinta-feira (21), o Ministério da Saúde incorporou a vacina contra dengue ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal.

Conhecida como Qdenga, a vacina não será disponibilizada em larga escala em um primeiro momento, mas será focada em público e regiões prioritárias. A incorporação do imunizante foi analisada e aprovada pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec).

O Ministério da Saúde informou que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) trabalhará junto à Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) para definir a melhor estratégia de utilização do quantitativo disponível, como público-alvo e regiões com maior incidência da doença para aplicação das doses. A definição dessas estratégias deve ocorrer nas primeiras semanas de janeiro.

Em entrevista à Radioagência Nacional, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, enfatiza a importância da vacina para controlar a dengue no país. “A vacina, sem dúvida, junto com outras medidas, será importante instrumento para controle dessa doença”, disse.

Ele acrescenta que  “a dengue é uma doença que impacta diretamente praticamente todo o território nacional, vem se expandindo em regiões onde a gente não tinha dengue e o controle do vetor do mosquito transmissor da doença têm sido insuficientes para que nos consigamos diminuir as taxas de infecção que só se alastram”.

Ministério da Saúde  

Em nota, o ministério diz que está alerta e monitora constantemente o cenário da dengue no Brasil. Para apoiar estados e municípios nas ações de controle da dengue, a pasta repassou R$ 256 milhões para todo o país para reforçar o enfretamento da doença.

A pasta informa que instalou uma Sala Nacional de Arboviroses, espaço permanente para o monitoramento em tempo real dos locais com maior incidência de dengue, chikungunya e Zika para preparar o Brasil em uma eventual alta de casos nos próximos meses. Com a medida, será possível direcionar melhor as ações de vigilância.

“O momento é de intensificar os esforços e as medidas de prevenção por parte de todos para reduzir a transmissão da doença. Para evitar o agravamento dos casos, a população deve buscar o serviço de saúde mais próximo ao apresentar os primeiros sintomas”, diz o texto, que ressalta ainda que cerca de 11,7 mil profissionais de saúde foram capacitados em 2023 para manejo clínico, vigilância e controle da dengue.

*Por Brasil61