Lulinha admite que teve viagem a Portugal paga pelo Careca do INSS, diz jornal

INVESTIGAÇÃO

Lulinha, filho do presidente Lula (Reprodução/Redes sociais)

De acordo com Lulinha, a viagem ocorreu para visitar uma fábrica de produção de cannabis para fins medicinais

Diario de Pernambuco

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, relatou a pessoas próximas que teve despesas de viagem e hospedagem em Portugal custeadas pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Antunes está preso sob suspeita de corromper agentes públicos para sustentar um esquema bilionário de fraudes que teria prejudicado aposentados. As informações são do Estadão.

De acordo com Lulinha, a viagem ocorreu para visitar uma fábrica de produção de cannabis para fins medicinais. Ele afirmou que não fechou qualquer acordo comercial nem recebeu outros valores do lobista além do custeio da viagem.

A conexão entre os dois passou a ser alvo de investigação após um ex-funcionário de Antunes declarar à Polícia Federal que ambos seriam sócios e que o empresário receberia pagamentos mensais de R$ 300 mil. Durante as apurações, investigadores identificaram mensagens nas quais o lobista mencionava repasses de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, sem detalhar a identidade do destinatário. A PF instaurou procedimento para esclarecer se a referência diz respeito a Lulinha.

Paralelamente ao inquérito conduzido pela Polícia Federal, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS determinou a quebra do sigilo bancário do empresário, considerando sua relação com Antunes.

Pernambuco notifica mais um caso suspeito de intoxicação por metanol; total chega a 92

INVESTIGAÇÃO

SES-PE contabiliza 92 notificações
SES-PE contabiliza 92 notificações – Foto: Freepik/Reprodução

Dados atualizados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE)

Pernambuco notificou mais um caso suspeito de intoxicação por metanol associado ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.

Os dados atualizados foram divulgados nessa terça-feira (28), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).

Agora, a SES-PE contabiliza 92 notificações, sendo 88 em pacientes de Pernambuco, dois de São Paulo, um da Paraíba e um de Alagoas.

De acordo com a pasta, o novo caso notificado nessa terça (28) é da cidade de Trindade, no Sertão do estado.

O paciente, cujo sexo e idade não foram divulgados, segue internado em uma unidade de saúde e em investigação.

Resumo dos casos em Pernambuco
Total de notificações: 88
Total de casos descartados: 62
Total de casos confirmados: 5

Situação dos pacientes
8 internados (5 descartados)
51 altas (2 confirmados e 38 descartados)
14 óbitos (3 confirmados e 7 descartados)
15 evadiram-se (12 descartados)

Por Portal Folha de Pernambuco

Logo pós dar à luz, mãe abandona filho recém-nascido às margens de estrada

INVESTIGAÇÃO

Maternidade recebeu bebê e a mãe que o abandonou em estrada /Redes Sociais
Maternidade recebeu bebê e a mãe que o abandonou em estrada /Redes Sociais

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) investiga o caso, que aconteceu no sábado (25). O recém-nascido foi abandonado às margens da rodovia estadual PE-270, na zona rural de Buíque, no Agreste

Uma mãe abandonou o próprio filho recém-nascido às margens da rodovia estadual PE-270, zona rural de Buíque, no Agreste, logo após dar à luz o bebê.

O caso aconteceu no sábado (25). O abandono foi descoberto após a mãe do bebê dar entrada em um hospital com sinais de parto recente, o que fez profissionais desconfiarem da situação.

O bebê foi encontrado próximo à estrada e levado ao Hospital e Maternidade Alcides Cursino, em Buíque, onde segue sob os cuidados da equipe médica. Em nota, a unidade de saúde afirmou que a mãe do recém-nascido também está internada no local.

“Ambos permanecem internados, recebendo acompanhamento médico e passam bem. Todas as medidas legais e éticas foram adotadas, com comunicação ao Conselho Tutelar e registro do boletim de ocorrência, conforme os protocolos institucionais”, divulgou o hospital na segunda (27).

Entenda

Segundo a nota do Hospital e Maternidade Alcides Cursino, primeiro, a mãe deu entrada no Hospital Municipal Maria Deci de Macedo Valença.Ao g1, foi informado que a mãe deu entrada na unidade de saúde na sexta (24) se queixando de cólicas menstruais e sangramentos.

Ainda de acordo com o portal, profissionais da equipe médica suspeitaram após notarem que a mulher apresentava sinais de parto recente, mas negava a gravidez.

A pessoa que acompanhava a mãe do bebê informou aos médicos que ela precisou parar às margens da PE-270, no caminho do hospital, dizendo que estava com dor de barriga.

Após a realização de buscas na região onde a mulher parou, o bebê foi encontrado. Ele foi imediatamente socorrido para o Hospital e Maternidade Alcides Cursino, para onde a mãe também foi transferida.

Investigação

O Conselho Tutelar de Buíque confirmou ao Diario, nesta terça (28), que a mãe do bebê foi quem abandonou o recém-nascido e afirmou que segue investigando caso.

O Diario de Pernambuco procurou a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE). Em resposta, a corporação informou que registrou, através da Delegacia de Buíque, informa que instaurou um inquérito policial para apurar a ocorrência de abandono de incapaz.

Pernambuco confirma 3 casos de intoxicação por metanol; homem é preso por trazer bebidas adulteradas

INVESTIGAÇÃO

Protocolo de permite detecção de metanol em bebidas
Protocolo de permite detecção de metanol em bebidas – Foto: Governo de SP/Divulgação

Detalhes sobre os casos foram repassados à imprensa, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (13)

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou, nesta segunda-feira (13), os três primeiros casos de intoxicação por metanol no estado. As notificações são referentes às mortes de dois homens e um paciente que perdeu a visão em Lajedo, no Agreste.

Até agora, Pernambuco recebeu 48 notificações de casos suspeitos, sendo três de moradores de outros estados (dois de São Paulo e um de Alagoas). Além dos três hoje confirmados, 18 foram descartados e 24 seguem em investigação.

Os pacientes mortos pela intoxicação foram Celso da Silva, de 43 anos, e Jonas da Silva Filho, 25. Marcelo dos Santos Calado, de 32 anos, perdeu a visão e segue internado, conforme explica o diretor-geral de Informação de Vigilância Epidemiológica da SES-PE, José Lancart.

José Lancart, diretor-geral de Informação de Vigilância Epidemiológica da SES-PE | Foto: Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco

“Ele tem um comprometimento visual severo. Porém se encontra hospitalizado e em processo de protocolos terapêuticos, com o objetivo de minimizar esse prejuízo visual ou revertê-lo totalmente. Porém, no momento, ainda não temos maiores informações sobre a evolução desse quadro clínico”, detalha ele.

300 vezes mais metanol que o permitido
O perito do Instituto de Criminalística (IC) Rafael Arruda informou que a confirmação dos casos aconteceu a partir da coleta de amostras toxicológicas de uma das vítimas, e a comparação foi feita com amostras químicas do whisky que foi ingerido pelos três homens.

“A quantidade de metanol encontrada nas garrafas era 300 vezes maior do que o permitido para essas fabricações de bebidas destiladas”, disse.

Rafael Arruda, perito do Instituto de Criminalística (IC) | Foto: Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco

A concentração de metanol encontrada nas bebidas foi superior a 250dg/L (decigramas por litro), quando, segundo a Instrução Normativa da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/MAPA nº140/2024), a quantidade máxima permitida de metanol em bebidas destiladas é de 20 mg/100 ml de álcool anidro (equivalente a 0,8dg/L de bebida).

Homem preso por trazer bebidas adulteradas e motorista morto
Ainda durante a coletiva, a Polícia Civil de Pernambuco detalhou a prisão de um homem de 40 anos que aconteceu no último sábado (11), em São Bento do Una, suspeito de ter importado as bebidas adulteradas com metanol para Pernambuco. Os produtos teriam, segundo o delegado seccional de Garanhuns, Everton Bastos, vindo de São Paulo.

O delegado seccional de Garanhuns, Everton Bastos | Foto: Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco

“A gente continua com as investigações. Ele [o suspeito] foi preso, tendo em vista os elementos que foram suficientes e bastantes para decretação da prisão preventiva. Ele tem um registro criminal por receptação e, segundo a polícia de São Bento do Una e região, é costumaz na prática de receptação e roubo de carga”, comentou o delegado.

A polícia investiga ainda se o crime de transporte da carga foi feito em quadrilha, o que somente poderá ser revelado ou não pela corporação ao final do inquérito instaurado. O motorista do caminhão que trazia as bebidas adulteradas morreu em um acidente de trânsito, no final de setembro.

“Estamos investigando para saber as causas e circunstâncias da morte. Também queremos saber a origem e a destinação dessa carga. É certo que ela veio de São Paulo. Inclusive, entre 20 e 30 de agosto chegou a Pernambuco”, frisou.

“O 15º BPM recebeu informações, na quinta (9) à noite, de que uma carga de bebidas estava em meio à vegetação, na zona rural da São Bento do Una. De pronto, deslocamos o serviço de inteligência para lá, mas não encontramos o material, ante à densa vegetação e baixa luminosidade. Tentamos ainda no outro dia, mas não conseguimos”, relembrou.

O homem foi preso na casa dele. Ainda segundo Leone, ele não chegou a confessar o crime, mas também não apresentou resistência no momento em que foi capturado. As bebidas apreendidas estavam prontas para consumo. O caso segue em investigação.

O coronel Leone Sena | Foto: Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco

“No sábado, encontramos a carga que foi recolhida de pronto. Foram 706 litros de bebidas que foram encaminhadas à delegacia. O delegado local procurou a equipe que realiza as diligências [que fica em Garanhuns], que confirmou que os produtos foram encontrados no terreno da mãe do imputado. Nós o identificamos, vimos que havia um mandado de prisão em aberto contra ele. O prendemos e ele foi conduzido a Garanhuns para a continuidade das diligências”, complementou Leone.

O homem foi preso na casa dele. Ainda segundo Leone, ele não chegou a confessar o crime, mas também não apresentou resistência no momento em que foi capturado. As bebidas apreendidas estavam prontas para consumo. O caso segue em investigação.

Da Folha de Pernambuco

Eduardo Bolsonaro responde Silas Malafaia após ser chamado de “babaca” em áudio

INVESTIGAÇÃO 

Pastor Silas Malafaia chamou Eduardo Bolsonaro de ‘babaca’ em áudio – Foto: Reprodução

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) gravou um vídeo com uma mensagem a Silas Malafaia, horas depois de vir a público um áudio em que o pastor o chama de “babaca” e ameaça “arrebentar” com ele gravando um vídeo. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo fez as declarações em uma conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do parlamentar, sobre as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos contra o Brasil.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro contemporizou a situação. Disse que os áudios foram obtidos numa suposta “fishing expedition” contra o pai, em que autoridades, segundo ele, “pegam o celular e vazam o que interessa”. O deputado classificou a divulgação das informações nesta quarta-feira como uma “cortina de fumaça para o que realmente importa”.

— Moraes e Dino estão tendo um tempo muito ruim com os bancos, sabem que não vão ganhar essa parada, pois não existe cenário de vitória para o STF. Diante disso tudo, estou aqui para dizer o seguinte: pastor Silas Malafaia, tamo junto [sic]. O senhor está sofrendo os últimos atos desse regime — disse Eduardo.

O deputado se referiu à aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e às ameaças de medida semelhante contra o também ministro Flávio Dino — sem citar diretamente as sanções americanas, o magistrado determinou em um processo de outro tema a dependência de “expressa autorização” da Corte para eventuais cancelamentos de contratos e bloqueios de ativos e transferências para o exterior. A decisão deixou bancos num dilema.

Eduardo Bolsonaro disse que as medidas cautelares contra Malafaia são um ato de “desespero”.

— É aquela situação do desespero, que não sabem mais o que fazer. Tem gente até achando que o [Donald] Trump vai mudar de ideia ou pensando que é igual o Brasil, que a depender do escritório de advocacia que você contrate eles podem reverter as coisas. Nos Estados Unidos, a banda toca diferente. Tamo junto, pastor. O senhor, igual a mim, está preocupado com Brasil e com os brasileiros. Bola para frente — destacou.

Os áudios foram encontrados pela Polícia Federal (PF) no celular de Bolsonaro e enviados nesta quarta-feira ao Supremo Tribunal Federal (STF), junto com o relatório no qual o ex-presidente e seu filho foram indiciados por coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

— A faca e o queijo estão na tua mão, cacete, e nós não podemos perder isso, pô. E vem o teu filho babaca falar merda, dando discurso nacionalista, que eu sei que você não é a favor isso. Dei um esporro, cara, mandei um áudio para ele de arrombar. E disse para ele: “a próxima que você fizer, eu gravo um vídeo e te arrebento”. Falei para o Eduardo — disse Malafaia, num dos arquivos.

No mesmo áudio, Malafaia elogia outro filho de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por vincular a discussão sobre a tarifas à anistia a investigados por atos antidemocráticos.

— Dá parabéns ao Flávio, pô. Falou certo na GloboNews: “eu não sou a favor da taxação, não, mas tem que sentar para conversar sobre anistia”. A carta do Trump é para você.

Alvo no aeroporto do Galeão
Malafaia foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal após desembarcar no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Ele retornava de um voo de Lisboa. Segundo decisão do ministro Alexandre de Moraes, as condutas do pastor, “em vínculo subjetivo” com o ex-presidente, “caracterizam claros e expressos atos executórios” dos crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa.

Também nesta quarta-feira, a PF indiciou Bolsonaro e o filho Eduardo por coação no âmbito desta mesma investigação que atinge Malafaia. Moraes determinou no mês passado que o ex-presidente use tornozeleira eletrônica e proibiu o contato com autoridades estrangeiras e com Eduardo.

Os dois são alvos da mesma apuração sobre suposta atuação nos Estados Unidos para coagir integrantes da Corte em troca de perdão pela tentativa de golpe de Estado. Posteriormente, Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar depois de participar por telefone de manifestações de apoiadores em diversas capitais. A ação foi vista por Moraes como um descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.

“Não há dúvidas de que houve o descumprimento da medida cautelar imposta a Jair Messias Bolsonaro, pois o réu produziu material para publicação nas redes sociais de seus três filhos e de todos os seus seguidores e apoiadores políticos, com claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal”, escreveu o ministro na decisão sobre a prisão domiciliar.

Eduardo Bolsonaro tem se movimentado nos Estados Unidos com o objetivo de pressionar o STF diante do julgamento do pai por tentativa de golpe de Estado.

Por Agência O Globo

A rotina de Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, na cadeia

CASO DE POLÍCIA

O empresário paulista Sidney OIiveira, dono da rede Ultrafarma (Marcia Stival/Wikimedia Commons)

Uma Ultrafarma adorna a esquina do 8º Distrito Policial de São Paulo, no bairro do Belenzinho, na Zona Leste. Na entrada, uma grande foto de Sidney Oliveira, o dono do negócio, sorridente, dá boas-vindas aos clientes. A poucos passos dali, o empresário está preso. Detido em investigação por fraudes em créditos tributários que ultrapassam 1 bilhão de reais.

Não é fácil sua rotina na cadeia. Desde terça-feira, 12, Oliveira está detido junto a outras cinco pessoas que foram alvo da Operação Ícaro. São sete pequenas celas na delegacia, entre 6 e 9 metros quadrados cada. Considerando Oliveira e os outros investigados, são 52 presos. Ou seja, mais de sete detidos por cela — eles mesmos definem a distribuição da hospedaria.

Oliveira dorme em um fino colchão ao lado do banheiro. São três refeições por dia: café da manhã, almoço e jantar. Um marmitex padrão, com arroz, feijão e uma proteína. Durante o dia, todos ficam juntos no pátio da delegacia, em banho de sol. Às 17h, eles são levados para suas celas.

Curiosos mudaram o dia-a-dia da delegacia. Desde que Oliveira foi preso, pessoas passaram a movimentar o entorno do Distrito. “É o custo de ter uma celebridade presa”, diz em condição de anonimato um dos carcereiros. “Nessas horas a democracia funciona”.

Veja fotos do espaço:

Pátio da cadeia do 8º Distrito Policial de São Paulo (Reprodução/Reprodução)
Reprodução/Reprodução)

Por Pedro Gil/Veja Abril

PF avalia abrir novo PAD contra Eduardo Bolsonaro por ofensas em live

INVESTIGAÇÃO 

📸/ Vinicius Schmidt/Metrópoles

Filho do ex-presidente gravou vídeo ofendendo investigadores da PF. Eduardo é escrivão da corporação e está nos Estados Unidos

A Corregedoria da Polícia Federal (PF) avalia se abrirá um novo processo administrativo disciplinar (PAD) contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), após o parlamentar ameaçar investigadores durante uma live no YouTube.

Eduardo, que é escrivão da corporação, já é alvo de um PAD instaurado em fevereiro deste ano, após ameaçar o delegado Fabio Shor na tribuna da Câmara dos Deputados — o investigador foi o responsável por conduzir os inquéritos contra o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no caso da suposta tentativa de golpe.

Na transmissão, além de ameaçar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, afirmando que um dos objetivos seria retirá-lo da Corte, Eduardo voltou a atacar investigadores da PF, repetindo ameaças contra Shor.

“Cachorrinho da Polícia Federal que tá me assistindo, deixa eu saber, não. Se eu ficar sabendo quem é você… Ah, eu vou me mexer aqui. Pergunta ao tal delegado Fabio Alvarez Shor se ele conhece a gente”, afirmou. “O couro é duro, a guerra não acabou, vai vir mais sacrifício aí pela frente. Eu sei disso, mas eu estou disposto a ir até as últimas consequências. Será que o Barroso está?”, provocou o parlamentar.

Membros da alta cúpula da PF afirmam que a Corregedoria estuda abrir novo PAD contra Eduardo ou anexar as novas declarações ao processo instaurado no início do ano. “A equipe da Corregedoria vai avaliar se é caso de juntar ou abrir novo”, explicou um dos investigadores.

“A conduta do investigado é reprovável. A situação tem sido analisada”, acrescentou outro investigador à reportagem.

📸/Live/Reprodução

Live

A live no âmbito do fim da licença de Eduardo na Câmara. No vídeo, o parlamentar comenta a carta que publicou após o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ser alvo de operação da PF e medidas cautelares impostas pelo STF.

“O tempo todo, a gente tem que expor o nível de várzea que é o Moraes com a caneta do STF. O ideal seria ele fora do STF. Trabalharei para isso também, tá, Moraes? Então, quando a gente fala que o visto foi só o começo, é porque o nosso objetivo será te tirar da Corte. Você não é digno de estar no topo do Poder Judiciário. E eu estou disposto a me sacrificar para levar essa ação adiante”, disse Eduardo.

O parlamentar também afirmou que prefere “morrer no exílio” a ser preso por ordem de Moraes. Durante a live, a filha de Eduardo Bolsonaro, de 4 anos, interage com o pai. Ela brinca com as bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos.

Em meio às falas de Eduardo, ele chama a filha e pergunta: “O papai é quê?”. E ela responde: “Animal”. Ele ri e pergunta de novo: “O papai é o quê?”. A menina responde: “Herói”.

Depois, eles cantam uma música: “O papai é o herói. É o melhor papai. É o melhor de todos que eu já vi”, diz a filha de Eduardo. Depois disso, Eduardo fala: “Vocês acham mesmo que eu vou forçar minha família a entrar numa cadeia? Prefiro morrer aqui no exílio”.

Eduardo é alvo de um inquérito no STF pelos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Por Pablo Giovanni/Metrópoles

Pesqueira: Prefeito é acusado de esquema de fraude em licitações que pagou mais de R$ 6 milhões a empresários

POLÍTICA

Em nota divulgada nas redes sociais, prefeito alega inocência e diz sofrer perseguição política (@marcos_cacique via Instagram)
Em nota divulgada nas redes sociais, prefeito alega inocência e diz sofrer perseguição política (@marcos_cacique via Instagram)

Cacique Marcos Xukuru foi alvo de pedido de afastamento do cargo no âmbito da Operação Pactum Amicis, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (3)

O prefeito de Pesqueira, Cacique Marcos Xukuru (Republicanos), é acusado de participar de um suposto esquema para direcionar licitações superfaturadas no município, no Agreste. Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), três empresários eram favorecidos e teriam recebido mais de R$ 6 milhões nos últimos quatro anos.

Cacique Marcos foi alvo de pedido de afastamento do cargo no âmbito da Operação Pactum Amicis, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (3). Em nota divulgada nas redes sociais, ele alega inocência e diz sofrer perseguição política.

Diario de Pernambuco apurou que o prefeito já é réu por improbidade administrativa no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) por causa das supostas fraudes em licitações. A ação civil, aceita no dia 10 de janeiro, foi proposta pelo MPPE.

Segundo a promotoria, as irregularidades teriam começado a partir de 2021, durante a gestão do ex-prefeito Bal de Mimoso (Republicanos), que também foi acusado pelo esquema. Ele afirma que todas as contratações da sua gestão foram legais.

Na época, Cacique Marcos era secretário municipal de Governo e Planejamento e teria se aproveitado do cargo para “organizar, participar e validar os processos licitatórios fraudulentos”. Outros cinco agentes públicos, que teriam atuado para “esquentar” as contratações irregulares, respondem ao mesmo processo.

Favorecimento em licitações

Na ação, o MPPE diz que a Prefeitura de Pesqueira promoveu “licitações fraudulentas”, em que até pessoas da mesma família disputavam a concorrência. Os contratos também teriam “valores desproporcionais ao capital social” das vencedoras.

De acordo com a promotoria, os principais favorecidos eram o casal Aurycleia Pereira de Souza e Osmano Vieira de Melo, que tinham parentes em cargos comissionados na Prefeitura de Pesqueira. O empresário teria, ainda, contrato de locação de imóvel com o município.

Segundo o MPPE, o casal venceu 83,4% das licitações disputadas no período. Também foi identificado concorrência em que eles teriam concorrido entre si – o que teria “desequilibrado a disputa e afetado o princípio da isonomia”, segundo a ação.

O outro empresário favorecido era Albérico Diógenes Ferreira, parente do então diretor do Departamento de Compras da Prefeitura de Pesqueira, de acordo com a ação civil. Ele teria saído vitorioso em 100% das licitações disputadas no período.

Investigação

A investigação começou após uma denúncia de irregularidade na compra de material de construção em maio de 2021. O valor global do contrato era de R$ 1.229.439,50, que foi dividido entre as empresas de Aurycleia e de Albérico.

A primeira empresa ficou com R$ 969.417,92, a maior fatia do contrato. Após realizar diligências, no entanto, os investigadores descobriram que no endereço informado no CNPJ funcionava um restaurante, em vez de armazém de construção.

Para o MPPE, o indício era de que os materiais de construção, na verdade, eram fornecidos por outra empresa, enquanto a contratada só atuava como “mera emissora” de notas fiscais. Ao todo, a promotoria descobriu 20 contratos entre a empresa de Aurycleia e a Prefeitura de Pesqueira, que somaram R$ 6.053,208,02.

Já a empresa de Albérico saiu vitoriosa em dez licitações, que totalizavam R$ 4.388.612,48. Em seis delas, no entanto, alguns lotes também foram vencidos por Aurycleia.

“Frequentemente se observa a repetida configuração contratual entre estas duas Pessoas Jurídicas vencedoras, indicando irregularidades associadas com o objetivo de frustrar ou fraudar processo licitatório, mediante ajuste e combinação prévia afetando a isonomia e o caráter competitivo das licitações realizadas pela Prefeitura de Pesqueira”, diz o MPPE.

Defesas

A reportagem procurou a Prefeitura de Pesqueira para se posicionar sobre a ação civil, mas não obteve resposta até o momento.

Já em nota nas redes sociais, divulgada após a deflagração da Operação Pactum Amicis, o prefeito Cacique Marcos afirmou que as acusações seriam “infundadas” e que a ação policial representaria “mais um episódio claro de perseguição política”.

“Reiteramos à população de Pesqueira e a toda sociedade que o Cacique Marcos Xukuru não tem qualquer envolvimento com os fatos investigados. Nossa equipe jurídica já está tomando todas as medidas cabíveis para reverter esse ato [pedido de afastamento]”, diz o comunicado. “Seguiremos colaborando com as investigações, certos de que nenhum ato da gestão ou do prefeito será desabonado, pois não há qualquer ilegalidade que justifique tal medida extrema.”

Já o ex-prefeito Bal de Mimoso, em nota enviada ao Diario de Pernambuco, afirma “veementemente que é absolutamente improcedente a acusação de improbidade administrativa ou superfaturamento de contratos durante minha gestão como prefeito de Pesqueira”.

“Reafirmamos, na oportunidade, que todos os atos da nossa gestão foram praticados com base nos princípios da legalidade, moralidade e transparência, o que certamente será demonstrado e reconhecido no processo”, diz o comunicado. “Reiteramos nosso compromisso com a verdade e nos colocamos à disposição para eventuais esclarecimentos complementares”.

A reportagem procurou os empresários Aurycleia, Osmano e Albérico, mas não obteve resposta.

No processo, a defesa do último alega inocência. “O requerido não praticou qualquer conduta dolosa ou culposa que ensejasse dano ao erário ou enriquecimento ilícito. A acusação não apresenta provas concretas que demonstrem dolo específico na conduta da empresa ré. Não há elementos que indiquem que tenha havido direcionamento da licitação ou prejuízo ao erário público”, diz, nos autos.

Por Diário de Pernambuco

Armas e drogas são encontradas dentro de batalhão da PM no Recife; SDS-PE investiga

SEGURANÇA PÚBLICA

Imagem colorida do 16º Batalhão da Polícia Militar no Recife
SDS apurainvestiga localização de armas e drogas em batalhão da PM (Foto: Reprodução/Google Street View )

Por nota a Secretaria de Defesa Social disse que “está adotando todas as medidas administrativas necessárias para o total esclarecimento dos fatos”

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) investiga um fato inusitado: armas, drogas e capas de coletes balísticos foram encontradas no 16º Batalhão da Polícia Militar, no centro do Recife.

Segundo a denúncia que está sendo apurada, esse material estaria guardado num armário do batalhão, que cobre parte da área central da cidade.

No entanto, não especifica as quantidades nem os tipos de drogas e armas encontradas.

Em caso de operações,a  PM é responsável por levar até as delegacias  os materiais ilícitos apreendidos.

A SDS enviou uma nota, nesta quarta (30/10), falando sobre as providências que estão sendo tomadas.

“A Corporação reafirma sua intolerância a quaisquer atos incompatíveis com a ética profissional e permanece firme no compromisso com a transparência e a integridade de suas ações, assegurando à sociedade uma apuração rigorosa e imparcial”, acrescentou.

Leia o texto na íntegra no Diario de Pernambuco

Gusttavo Lima faz live com advogado sobre acusações: “é um assassinato de reputação”, diz o cantor

INVESTIGAÇÃO

Foto: Reprodução/Instagram

O cantor se pronunciou sobre a operação através de uma live no Instagram nesta segunda-feira (30)

Indiciado pela Polícia Civil de Pernambuco na Operação Integration, que apura lavagem de dinheiro e jogos ilegais, o cantor Gusttavo Lima, de 35 anos, fez uma live no Instagram, na tarde desta segunda-feira (30), para comentar a investigação.

O artista classificou a ação como “assassinato de reputação”. Ele chegou a ter um mandado de prisão preventiva expedido por uma juíza da 12ª Vara Criminal do Recife, no dia 23 de setembro. A decisão foi revogada no dia seguinte, em segunda instância.

“Eu nem sei por que eu estou passando por isso. Isso para mim é assassinato de reputação. É o que eu estou sentindo”, disse Gusttavo Lima durante a live, que contou com a paritcipação do advogado dele, Cláudio Bessas.

Na transmissão, o artista comentou sobre a compra do jatinho de modelo Cessna Citation XLS, que foi vendido duas vezes para pessoas igualmente investigadas pela Operação Integration.

“Não sei quantos aviões já tive na minha vida. Mas, gente, comprar um avião não é como comprar um carro”, disse o cantor antes de mostrar documentos com datas e assinaturas sobre a aquisição da aeronave. “Estou à disposição da Justiça 24 horas por dia”, completou.

De acordo com a apuração da Operação Integration, o jatinho está no nome da produtora Balada Eventos, empresa responsável pelos shows de Gusttavo Lima, e foi vendido duas vezes para pessoas investigadas na operação.

A primeira compra foi no valor de R$ 32,6 milhões pela empresa Sports Entretenimento, do pernambucano Darwin Henrique da Silva Filho. Ele se desfez do avião dois meses depois, alegando problemas técnicos.

Na live, Gusttavo Lima também negou ser sócio da Vai de Bet, empresa que pertence a José André da Rocha Neto, que estava na Grécia com o sertanejo no dia da deflagração da Operação Integration.

“Negativo, doutor, não sou sócio da Vai de Bet. Sou garoto-propaganda. O que o contrato diz é que eu seria dono de 25% da marca em uma possível marca. Mas sou funcionário. Eu poderia ter escolhido um pagamento fixo, mas prefiro ter participação de 25% para valorizar esta marca, mas todas as notas fiscais mostram que não sou dono”, disse o artista.

O cantor ainda elogiou a atitude do Governo Federal em fiscalizar as casas de apostas e destacou que sempre alertou os fãs sobre o uso destas plataformas.

“Eu sempre falei, gente, jogo não é renda. Me enche de alegria saber que vai ser regulamentado. Era o meu sonho que, na escola, se ensinasse educação financeira. O governo está de parabéns em fazer essa regulamentação”, finalizou.

Gusttavo Lima cancelou o show que faria em Petrolândia nesta quarta-feira (2). Ele receberia um cachê de R$ 1,1 milhão para cantar na cantar na festa de São Francisco de Assis.  Por Diario de Pernambuco.

PF indicia ministro das Comunicações por corrupção e organização criminosa

INVESTIGAÇÃO

Juscelino Filho é acusado de corrupção passiva pela PF
Juscelino Filho é acusado de corrupção passiva pela PF – Foto /Kaio Souza

Juscelino Filho é suspeito de desviar recursos públicos para obras de pavimentação; Polícia Federal aponta ao menos seis crimes

A Polícia Federal indiciou nesta quarta-feira (12) o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, por ao menos seis crimes devido à suspeita de desvio de recursos públicos destinados a obras de pavimentação. Entre os crimes apontados pela corporação, estão os de falsidade ideológica, corrupção passiva e integrar organização criminosa. Em nota enviada à imprensa, o ministro nega irregularidades e diz que “minha inocência será comprovada ao final desse processo, e espero que o amplo direito de defesa e a presunção de inocência sejam respeitados”.

Além disso, o ministro foi indiciado pelos seguintes crimes:

  • frustração do caráter competitivo de licitação;
  • violação de sigilo em licitação; e
  • ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal

Investigação ignorou fatos, diz ministro

Juscelino se manifestou sobre o indiciamento por meio de uma nota, na qual afirma que “a investigação, que deveria ser um instrumento para descobrir a verdade, parece ter se desviado de seu propósito original”.

Segundo ele, o inquérito “concentrou-se em criar uma narrativa de culpabilidade perante a opinião pública, com vazamentos seletivos, sem considerar os fatos objetivos”.

Ele destaca que “o indiciamento é uma ação política e previsível, que parte de uma apuração que distorceu premissas, ignorou fatos e sequer ouviu a defesa sobre o escopo do inquérito”.

“É importante deixar claro que não há nada, absolutamente nada, que envolve minha atuação no Ministério das Comunicações, pautada sempre pela transparência, pela ética e defesa do interesse público”, ressalta Juscelino.

“Trata-se de um inquérito que devassou a minha vida e dos meus familiares, sem encontrar nada. A investigação revira fatos antigos e que sequer são de minha responsabilidade enquanto parlamentar”, completa o ministro.

Na nota, Juscelino diz que, durante o depoimento sobre o caso, “o delegado responsável não fez questionamentos relevantes sobre o objeto da investigação”. “Além disso, o encerrou abruptamente após apenas 15 minutos, sem dar espaço para esclarecimentos ou aprofundamento”, garante.

De acordo com ele, “isso suscita dúvidas sobre sua isenção, repetindo um modo operante que já vimos na Operação Lava Jato e que causou danos irreparáveis a pessoas inocentes”.

O ministro finaliza a nota dizendo que “indiciamento não implica em culpa” e que “a Justiça é a única instância competente para julgar”. “Confio plenamente na imparcialidade do Poder Judiciário. Minha inocência será comprovada ao final desse processo, e espero que o amplo direito de defesa e a presunção de inocência sejam respeitados.”

Operação em 2023

A Polícia Federal identificou os crimes ao apurar o desvio de verbas federais destinadas a obras da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba). Juscelino Filho teria atuado para favorecer empreiteira ligada a políticos e apontada como integrante de um cartel com envolvimento em desvios de recursos.

Em setembro do ano passado, a corporação deflagrou uma operação para desarticular organização criminosa estruturada para promover fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo os recursos da companhia.

Na ocasião, agentes da PF cumpriram 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), nas cidades maranhenses de São Luís, Vitorino Freire e Bacabal.

Também foram cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, tais como afastamento da função pública, suspensão de licitações e vedação da celebração de contratos com órgãos públicos, bem como ordens de indisponibilidade de bens.

Além disso, o ministro do STF Luís Roberto Barroso chegou a determinar o bloqueio de R$ 835 mil de Juscelino Filho. À época, Barroso não autorizou uma busca pessoal requerida pela Polícia Federal porque faltavam indícios mais concretos da atuação direta do ministro das Comunicações no esquema de desvio de recursos. Fonte: R7.

PMs são investigados por cobrar propina em blitz da Lei Seca e ocultar imagens nas câmeras corporais

INVESTIGAÇÃO

PMs são investigados por cobrar propina em blitz da Lei Seca e ocultar imagens nas câmeras corporais

PMs são suspeitos de extorsão em Lei Seca no Rio — Foto: Reprodução/TV Globo
PMs são suspeitos de extorsão em Lei Seca — Foto: Reprodução/TV Globo

Caso é investigado pelo MP e pela própria PM. Imagens da gravação das câmeras foram interrompidas. Em determinado momento, entretanto, é possível ver um agente contando o dinheiro

O Ministério Público do Rio e a Polícia Militar investigam três policiais militares por ter cobrado propina em uma blitz da Lei Seca e ocultado imagens das abordagens a motoristas registradas nas câmeras corporais.

Os PMs foram denunciados pelo Ministério Público por desobediência e por terem cobrado propina dos motoristas para liberá-los após irregularidades, como dirigir após beber.

O MP também pede que os policiais sejam afastados do serviço nas ruas até a conclusão do processo.

O caso ocorreu em Guaratiba, na Zona Oeste, no dia 22 de setembro de 2022. Imagens das câmeras que não foram apagadas mostram que em uma das abordagens, o motorista admite que bebeu.

  • PM: Tu bebeu?
  • Motorista: Estava na resenha em frente ao trabalho, bebi tem 1 hora.
  • PM: Então vai te agarrar, infelizmente.
  • Motorista: Eu sei, parceiro.
  • PM: Infelizmente olha como a gente trabalha hoje em dia.
  • Motorista: Tô vindo do trabalho, vim buscar minha esposa
  • PM: Disse que tomou um gelo. Já falou comigo. Tá vencida […]

Três policiais militares estavam na abordagem: os cabos Carlos Henrique Braga Mello e Marjori Luciano Corrêa Vieira; e o soldado Edson Antunes Jorge.

Durante a abordagem, a imagem da câmera corporal que era usada pelo cabo Carlos Henrique Braga simplesmente some. Depois, os outros dois PMs também ficam sem o equipamento.

Segundo o Ministério Público e a própria Polícia Militar, eles retiraram a câmera para cobrar propina. Minutos depois, um dos policiais já está novamente usando a câmera e é possível ver o motorista indo embora.

Segunda abordagem

Momentos depois, os policiais fazem uma nova abordagem a um o condutor que está com documento do carro atrasado, CNH vencida e sem placa dianteira:

  • PM: Carro tá sem placa por causa de que?
  • Motorista: Caiu na… Peguei uma chuvarada e caiu
  • PM: Quando?
  • Motorista: Tem uns 2 meses, até já paguei para fazer outra
  • PM: E habilitação?
  • Motorista: Habilitação eu relaxei mesmo
  • PM: Pô, relaxou pra caramba

Mais uma vez, segundo as investigações, o cabo Braga retira a câmera. Entretanto, o equipamento que estava com o outro policial registra o diálogo entre eles: “Calma, vai, você que tá sem o bagulho. Ele vai só apertar a mão”, diz um dos agentes.

O cabo Marjori, então, se aproxima novamente do veículo e aperta a mão do motorista, que é liberado.

“Vai com Deus”, diz um dos agentes.

O flagrante

Ainda de acordo com as investigações, os policiais seguiram abordando outros motoristas e, em alguns momentos, retirando a câmera corporal. Ainda assim, um dos equipamentos registrou um PM contando dinheiro dentro da viatura.

Já passava da meia-noite quando o capitão que estava na blitz se aproxima dos policiais e diz que há denúncia de vítimas de extorsão:

  • Capitão: Rapaziada, a gente ta com a seguinte situação ali, nem ia falar com vocês aí: tem três vítimas ali dizendo que vocês extorquiram eles (sic) em R$ 300, tá? A gente ia conduzir direto, a orientação aqui do comando, conversa com os PMs, eu falei os policiais estão com câmera. Vocês abordaram aquele pessoal que tá ali no carro? Vocês fizeram alguma coisa de errado?
  • Policial suspeito: De errado como assim, senhor? Posso falar com o senhor?

Primeiro, o cabo Braga diz que o condutor tentou oferecer dinheiro a ele: “Se for pela abordagem, teve uma pessoa que ofereceu R$ 300 sim”, argumenta. Mas, depois, quer tentar “resolver” a situação, devolvendo o dinheiro da propina.

  • Capitão: Então assim, vocês vão ser conduzidos [para a delegacia] e a câmera vai falar, entendeu? Foram três, então vocês vao ser conduzidos. Tem alguma coisa pra passar?
  • Policial suspeito: Mano, não tem como resolver isso aqui antes não?
  • Capitão: Resolver? Que?
  • PM suspeito: Eu posso ate devolver o dinheiro que ela me pagou.
  • Capitão: Guerreiro, olha só: o senhor esta com a câmera, a serviço da Lei Seca, tá?

Os três policiais foram levados para a Delegacia de Polícia Judiciária Militar após a blitz. A Corregedoria da PM afirmou que houve transgressões disciplinares graves por parte dos três PMs e que eles serão submetidos ao Conselho de Revisão Disciplinar. *Por g1.

Bolsonaro fica em silêncio durante depoimento à PF sobre suposta tentativa de golpe de Estado

DEPOIMENTO

Bolsonaro chega à sede da PF para depor em inquérito de suposta tentativa de golpe
Bolsonaro chegou para depor à PF por volta das 14h30 para depor em inquérito por tentativa de golpe. Esse é o 7º depoimento do ex-presidente à PF – Foto/Giovana Inque/R7

Ex-presidente é um dos investigados no inquérito; ex-ministros também foram ouvidos no mesmo horário

O ex-presidente Jair Bolsonaro não respondeu às perguntas dos policiais federais que investigam uma suposta tentativa de golpe de Estado. O ex-chefe do Executivo chegou à sede da PF (Polícia Federal), em Brasília, por volta das 14h20. Os ex-ministros Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Walter Braga Netto (Defesa) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também prestaram depoimento. As oitivas aconteceram de maneira simultânea, técnica utilizada para dificultar a troca de informações entre os investigados.

No início do mês, o ex-chefe do Executivo e aliados foram alvo de uma operação da corporação, que cumpriu mandados de busca e apreensão em dez estados. Na época, a PF cumpriu 33 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva em nove estados e no Distrito Federal no dia 8 de fevereiro.

O coronel Marcelo Costa Câmara e Filipe Martins, ex-assessores diretos de Bolsonaro, foram presos. A PF também prendeu Rafael Martins de Oliveira, major do Exército. O coronel Bernardo Romão Corrêa Neto estava em missão em Washington, nos Estados Unidos, quando a sua prisão foi autorizada pelo STF. Ele se entregou às autoridades brasileiras no país e retornou ao Brasil.

Essa é a sétima vez que o ex-presidente foi intimado para prestar depoimentos na PF desde que deixou a Presidência. A defesa tentou adiar a ida à PF, mas o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou os pedidos em três ocasiões.

A Polícia Federal já tem informações sobre uma reunião que aconteceu no Palácio do Planalto, na qual os alvos das investigações estariam tratando sobre uma minuta que estabeleceria um estado de sítio no país.

Agora, a PF quer esclarecer detalhes da participação de cada um nas ações de planejamento para uma suposta tentativa de golpe.

Detalhes da operação

Não havia mandado de prisão contra Valdemar Costa Neto, mas ele foi detido em flagrante por posse irregular de arma de fogo. O papel de Valdemar Costa Neto era de “principal fiador dos questionamentos” ao processo eleitoral, segundo a investigação da PF. Ele seria peça-chave do chamado “Núcleo de Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral” do grupo criminoso.

A arma encontrada com Valdemar seria do filho dele. A PF achou também uma pepita de ouro, que acredita ser originária de garimpo. O PL, segundo apontam as investigações da Polícia Federal, foi “instrumentalizado” para financiar e comandar a estrutura de apoio à suposta tentativa de golpe de Estado.

O partido repassou R$ 1.225.000 ao instituto “Instituto Voto Legal” no segundo semestre de 2022. A organização foi responsável pela elaboração do “Relatório Técnico — Logs Inválidos de Urnas Eletrônicas”, divulgado em 15 de novembro de 2022, que questionava a segurança das urnas eletrônicas, especialmente as fabricadas até 2020.

Com base nesse relatório, foi apresentada pelo PL uma “representação eleitoral para verificação extraordinária” em 22 de novembro de 2022 ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Militares investigados

Segundo a PF, inicialmente 16 militares são investigados por pelo menos três formas de atuação. A primeira é a produção, divulgação e amplificação de notícias falsas quanto à segurança das eleições de 2022 para estimular seguidores a permanecerem na frente de quartéis e instalações das Forças Armadas.

O ex-presidente Bolsonaro teria pressionado os ministros do governo, durante reunião realizada em 5 de julho de 2022, para que promovessem e replicassem “desinformações e notícias fraudulentas” quanto à confiança do sistema eleitoral brasileiro, revela o processo. *As informações são do Portal R7.

Lula decide exonerar o número 2 da Abin investigado por espionagem ilegal

INVESTIGAÇÃO

Diretor-adjunto da Abin, Alessandro Moretti
Diretor-adjunto da Abin, Alessandro Moretti – Foto/Divulgação

Presidente tomou a decisão após ser informado de relação de Alessandro Moretti com suposta espionagem ilegal feita pela agência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta terça-feira (30) a demissão do diretor-adjunto da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alessandro Moretti.

A PF (Polícia Federal) apura suposta espionagem ilegal feita pela agência durante a gestão de Alexandre Ramagem, hoje deputado pelo PL do Rio de Janeiro, como diretor do órgão no governo de Jair Bolsonaro (PL). Um dos alvos é o vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do ex-presidente.

A exoneração saiu ainda na noite desta 3ª feira, em edição extra do Diário Oficial. Em nota, a Casa Civil comunicou que o novo diretor-adjunto da Abin Marco Aurélio Chaves Cepik, servidor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que já estava cedido à Presidência da República desde 30 de março de 2023.

Cepik é Professor Titular de Relações Internacionais e Política Comparada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Desde abril de 2023, também é diretor da Escola de Inteligência da ABIN, em Brasília.

Ele concluiu, em 2001, doutorado em ciência política com a tese de “Serviços de Inteligência: Agilidade e Transparência como Dilemas de Institucionalização”.

Mais cedo, Lula já havia citado a possibilidade de demitir Moretti. Condicionou a demissão à comprovação de que o diretor-adjunto manteve uma relação com Ramagem. Segundo Lula, o governo “nunca está seguro” com indicações para órgãos como a Abin.

“A gente nunca está seguro. O companheiro que eu indiquei para ser o diretor-geral da Abin [Luiz Fernando Corrêa] foi meu diretor-geral da PF de 2007 a 2010. É uma pessoa que eu tenho muita confiança, e por isso chamei, já que eu não conhecia ninguém da Abin”, disse.

A suspeita investigada pela PF é de que a Abin tenha rastreado celulares de quem frequentava o STF (Supremo Tribunal Federal), como funcionários do tribunal, advogados, policiais, jornalistas e os próprios ministros durante meses. A investigação teria identificado ao menos 33.000 acessos de localização.

PF VÊ “POSSÍVEL CONLUIO”

A PF informou na 5ª feira (25.jan) que encontrou indícios de “possível conluio” entre integrantes da atual gestão da Abin com investigados pelo monitoramento de autoridades.

Em relatório encaminhado ao ministro do STF Alexandre de Moraes, a corporação menciona uma conversa de 28 de março de Moretti, então diretor-geral da agência, com agentes investigados.

Moretti, agora demitido, teria afirmado que o processo tem “fundo político e iria passar”. Também teria dito que conseguiu “apoio lá de cima”. O atual diretor-geral, Luis Fernando Correa, estava presente na conversa, mas ainda não tinha assumido o cargo.

“A gravidade ímpar dos fatos é incrementada com o possível conluio de parte dos investigados com a atual alta gestão da Abin, cujo resultado causou prejuízo para presente investigação, para os investigados e para própria instituição”, diz trecho do documento.

ENTENDA

A operação deflagrada na 5ª feira (25.jan) pela PF para apurar suposta espionagem ilegal realizada pela Abin foi autorizada por Moraes. Eis a íntegra da decisão.

Um dos alvos é Ramagem. Ele chefiou o órgão na gestão de Bolsonaro de julho de 2019 até março de 2022, quando deixou o cargo para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados.

Fonte/Poder 360

Pernambuco: Polícia investiga homicídio culposo na morte de idoso que caiu de escada rolante no metrô

ACIDENTES

Idoso morreu ao cair do alto de escada rolante na estação central do Metrô do Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp
Idoso morreu ao cair do alto de escada rolante na estação central do Metrô do Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Idoso se desequilibrou após o carrinho de um vendedor ambulante ficar preso num degrau do equipamento, provocando um tumulto no local.

A Polícia Civil está investigando a possibilidade de ter havido homicídio culposo, sem intenção de matar, na morte de Manoel Francisco dos Santos Filho, de 75 anos, que caiu do alto de uma escada rolante da Estação Recife do Metrô, no Centro da cidade.

Ele se desequilibrou após o carrinho de um vendedor ambulante ficar preso num degrau do equipamento, provocando um tumulto no local. A família, agora, busca na Justiça uma indenização por perdas e danos (leia detalhes mais abaixo).

Manoel Francisco dos Santos Filho, de 75 anos, que caiu do alto de uma escada rolante da Estação Recife do Metrô, no Centro da cidade — Foto: Reprodução/TV Globo
Manoel Francisco dos Santos Filho, de 75 anos, que caiu do alto de uma escada rolante da Estação Recife do Metrô, no Centro da cidade — Foto: Reprodução/TV Globo

O acidente aconteceu no dia 12 deste mês. De acordo com o delegado Igor Leite, responsável pela investigação, o Instituto de Criminalística vai emitir um laudo pericial para que, assim, a Polícia Civil possa concluir o inquérito.

O delegado afirmou, também, que diversas pessoas ainda precisam ser ouvidas para determinar de quem seria a culpa, caso a morte seja enquadrada como homicídio culposo.

“O gestor da estação de metrô precisa ser ouvido. A equipe que fez a instalação da escada rolante, que tem que seguir normas da [Associação Brasileira de Normas Técnicas] precisa ser ouvido, para verificar se ela segue os padrões estabelecidos pela norma. O responsável pela segurança da estação de metrô precisa ser ouvido, e, também o responsável pela manutenção”, afirmou.

No momento em que o carrinho do ambulante ficou preso na escada, o comerciante e outro passageiro caíram, e outras pessoas, que já estavam no equipamento, começaram a se aglomerar ao chegar no topo da escada. Foi aí que o idoso decidiu escapar pisando numa estrutura lateral, mas se desequilibrou e caiu de uma altura de 6,90 metros.

Demorou 32 segundos até que um passageiro percebesse o que estava acontecendo e apertasse o botão que paralisa os degraus. O botão de emergência fica bem ao lado dos adesivos que avisam que não se deve usar, nas escadas, equipamentos com rodinhas — nesse caso, com a ilustração de um carrinho de bebê.

“É possível que exista o crime de homicídio culposo por negligência, quando você deixa de cumprir com alguma determinada obrigação e isso cause o acidente. A pena vai de um a três anos de detenção, que pode ser agravada se ainda tem a inobservância de alguma norma técnica de profissão ou ofício. Então, o inquérito vai seguir essa linha de um eventual homicídio culposo”, disse o delegado.

De acordo com a polícia, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou em 20 minutos e atestou que Manoel morreu no local onde caiu. O laudo do Instituto de Medicina Legal narra que o óbito foi ocasionado por hemorragias internas decorrentes da fratura de diversos ossos e, também, de lesões de órgãos. Isso teria causado hemorragia.

O delegado Igor Leite pediu que a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) disponibilize mais imagens gravadas pelas câmeras internas. Além disso, também ouviu o ambulante que empurrava o carrinho que travou a escada.

“Ele disse que tentou subir pelo elevador com o carrinho dele e o elevador estaria interditado. Por conta disso, ele foi pela escada rolante, disse que não recebeu nenhuma advertência, não tinha nenhum segurança no local. Disse que não recebeu nenhuma proibição verbal para subir com aquele equipamento dele. […] Ele negou ter visto os avisos e disse que não foi informado, mas foi feita análise do local. Existe um aviso, uma placa é que sinaliza que você não pode utilizar nenhum tipo de carrinho naquela escada rolante”, afirmou.

Entidade pede que MPF investigue mãe de Dani Alves após exposição de mulher que o acusa de estupro

INVESTIGAÇÃO

Ela usou foto e nome da vítima para questioná-la sobre o crime; jogador aguarda pelo julgamento, com data marcada para 5 de fevereiro

Daniel Alves com a mãe, Lúcia Alves
Daniel Alves com a mãe, Lúcia Alves – Foto/Divulgação

A União Brasileira de Mulheres (UBM) pediu que o Ministério Público Federal (MPF) dê abertura a uma investigação criminal contra Daniel Alves e sua mãe, Maria Lúcia Alves, que decidiu expor a vítima do estupro cometido pelo filho. O caso, no entanto, tramita em sigilo judicial.

Segundo a entidade, Maria Lúcia teria cometido crime de violência psicológica contra a mulher, trazido no artigo 147-b do Código Penal Brasileiro, que trata do “dano emocional à mulher que a prejudique e perturbe seu pleno desenvolvimento ou que vise a degradar ou a controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que cause prejuízo à sua saúde psicológica e autodeterminação”.

Caso seja condenada, a autora da exposição pode receber de 6 meses a 2 anos de prisão, além de multa.

Em um post nas redes sociais, Lúcia Alves atacou a mulher e questionou se ela estaria realmente sofrendo após o abuso, ao falar que quer indenização. Ela também mostrou, nas publicações, fotos e vídeos da jovem se divertindo em bares e festas nos últimos meses.

O fato repercutiu a imprensa internacional, pois até então, o nome e o rosto da mulher não haviam sido revelados.

Há cerca de um ano, na noite de 30 de dezembro de 2022, o jogador Daniel Alves entrou em uma boate em Barcelona, fez sexo no banheiro da área vip contra a vontade desta mulher. Ele aguarda pelo julgamento, com data marcada para 5 de fevereiro.

Presidente da entidade que representou pela abertura da investigação contra a mãe de Alves, Vanja Andrea diz que a exposição de Maria Lúcia cumpre “um desserviço à luta das mulheres”.

— Faz com que a vitima experimente um processo de mais violento, a difamação de sua imagem e violação de seus direitos mais basicos como o de ir e vir, de se divertir e tentar ser feliz “apesar de” — explica.

Por Agência O Globo

Polícia Civil apreende adolescente que matou a mãe envenenada em Alagoas

INVESTIGAÇÃO

O crime foi cometido porque a mulher não aceitava o relacionamento da filha com um homem

Homem e adolescente foram presos por policiais da Delegacia de Homicídios
Homem e adolescente foram presos por policiais da Delegacia de Homicídios – Foto: Divulgação

Policiais civis da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) prenderam um homem e apreenderam uma adolescente que eram procurados pela Justiça de Alagoas por envolvimento na morte de uma mulher.

A vítima era sogra e mãe dos autores do crime. O acusado foi preso em Bonsucesso, enquanto saía de uma agência bancária, e a jovem foi localizada na Comunidade da Maré, ambos na Zona Norte do Rio.

A ação se deu após troca de informações com a Polícia Civil de Alagoas. De acordo com as investigações, os dois teriam cometido o crime há dois anos, porque a vítima não aceitava o relacionamento da filha com o homem, que tinha mais de 50 anos e família constituída.

*Por Agência O Globo

PF mira grupo suspeito de fraude milionária contra a Receita Federal

INVESTIGAÇÃO

Investigação conjunta com a CGU o MP averigua prejuízo aos cofres públicos da ordem de R$ 112 milhões

PF investiga fraude contra a Receita
PF investiga fraude contra a Receita – Foto/Divulgação

A Polícia Federal (PF) esteve cumprindo nesta quinta-feira (14), 7 mandados de busca e apreensão em cidades do Piauí e do Ceará contra supostas fraudes de escritórios de advocacia junto à Receita Federal. A investigação é feita em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O MPF constatou que os processos de compensação previdenciária irregulares instaurados pelos escritórios investigados deram em prejuízo ao governo de R$ 112 milhões.

Os escritórios investigados receberam, só em municípios piauienses, pagamentos de R$ 23,8 milhões, dos quais R$ 2,8 milhões foram com recursos federais da Educação e da Saúde. Considerando o crime nos processos de compensação, esses valores não se reverteram em qualquer benefício aos municípios, representando prejuízo aos cofres públicos.

A investigação afirma que, além do impacto ao erário federal, as fraudes afetaram a execução das políticas públicas à população pelas prefeituras envolvidas, já que os pagamentos aos escritórios tiraram dinheiro das áreas que deveriam ser aplicados.

Além das buscas, a operação Gríma realiza o bloqueio de R$ 126 milhões nas contas dos investigados. O trabalho conta com a participação de 2 auditores da CGU e cerca de 30 policiais federais.

*Fonte: PODER360