MEC: 56,4% dos alunos do 2º ano não estão alfabetizados

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MEC diz 56,4% dos alunos do 2º ano não estão alfabetizados | Agência Brasil
Ministro da Educação, Camilo Santana – Foto/Divulgação

Ministro Camilo Santana diz que quadro precisa ser revertido; adiantou que Lula lançará pacto nacional de alfabetização. Número é da pesquisa Alfabetiza no Brasil foi divulgada nesta quarta-feira.

Os resultados da pesquisa Alfabetiza Brasil, apresentados nesta quarta-feira (31) em Brasília, mostram que, em 2021, 56,4% dos estudantes do 2º ano do ensino fundamental não estavam alfabetizados. Os dados são do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

No Saeb de 2019, antes da pandemia de covid-19, o percentual de não alfabetizados era menor: 39,7%. Os alfabetizados somavam 60,3%.

O ministro da Educação, Camilo Santana, comentou o baixo desempenho do Saeb de 2019 e 2022.  “São tristes os números do Brasil porque praticamente 60% das crianças brasileiras não se alfabetizam no final do 2º ano do ensino fundamental”, disse.

Ele abordou as consequências da não alfabetização na idade certa, o que compromete todo o ciclo escolar. “É algo que precisamos reverter. Isso gera evasão escolar, reprovação e abandono de escola. O Brasil perde milhões de crianças e jovens ao longo do ensino básico. Então, precisamos fechar a torneira disso”, afirmou.

Como foi a pesquisa

A pesquisa Alfabetiza Brasil foi realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC).

O levantamento ouviu 251 professores alfabetizadores de 206 municípios do país. De 15 a 23 de abril, a pesquisa foi desenvolvida em 5 capitais: Belém, Recife, Brasília, São Paulo e Porto Alegre.

Na aplicação, os docentes opinaram com base na experiência em sala de aula. Os alfabetizadores forneceram informações sobre quais devem ser as tarefas e competências que um estudante no fim do 2º ano do ensino fundamental deve dominar para ser considerado alfabetizado.

A partir dos resultados do levantamento, o Inep estabeleceu, pela 1ª vez, a nota de corte de 743 pontos na escala adotada no Saeb para definir se o aluno está alfabetizado.

A nota servirá de parâmetro nacional para indicar se o estudante do final do 2º ano do ensino fundamental domina um conjunto de habilidades básicas de leitura de pequenos textos e escrita de textos simples, como convites ou lembretes.

Pacto pela alfabetização

Os indicadores da pesquisa Alfabetiza Brasil deram suporte para o planejamento e execução de políticas educacionais nacionais voltadas à alfabetização.

O ministro da Educação adiantou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançará um pacto nacional de alfabetização nos próximos dias. A construção da política está sendo feita em contato com as secretarias de educação de estados e municípios de todo o país.

“Desde janeiro, estamos construindo uma grande pactuação nacional. O programa está pronto e o MEC vai apoiar técnica e financeiramente essa política”, disse.

O ministro estima que, com o pacto nacional pela alfabetização na idade certa, o Brasil deve elevar o índice do Saeb para 80% dos estudantes alfabetizados no fim do 2º ano do ensino fundamental. Com informações da Agência Brasil.

Pernambuco: Fracassa primeira negociação do PL do piso salarial dos professores, na Assembleia Legislativa

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Círio Gomes/JC Imagem
Protesto dos professores e do Sintepe em frente a  Alepe – Foto/ Reprodução/JC Imagem

Os professores já afirmavam que queriam mobilizar os deputados estaduais para que o projeto seja retirado do regime de urgência. O regime de urgência foi solicitado pela governadora.

O governo Raquel Lyra enviou nesta quarta-feira (31), três secretários estaduais, para a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Estado, para tentar fechar um acordo com a representação dos professores e começar a encaminhar o PL do piso dos professores.

Estiveram na Alepe o secretário da Casa Civil, de Planejamento, e Fazenda, em uma reunião presidida pelo presidente da Alepe, Álvaro Porto.

Os trabalhadores pediram que o regime de urgência fosse suspenso, para iniciar as negociações. Os secretários de Raquel Lyra não aceitaram e pediram um dia para responder.

“Os secretários se comprometeram a conversar com a governadora amanhã e dar o retorno para a Alepe”, revelou ao blog presidente do Sintepe, Ivete Caetano de Oliveira.

Como havia ido prestigiar o lançamento do livro do deputado Antônio Moraes, na Alepe, a governadora aproveitou a visita e passou na reunião. Os trabalhadores aproveitaram e pediram pessoalmente a retirada da urgência.

Sintepe já falou em indignação

Conforme já informou o blog, na semana passada, em primeira mão, o Sindicato dos Profissionais de Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe) reagiu com nota de indignação contra o projeto de implantação do piso nacional do magistério apresentado pela governadora Raquel Lyra (PSDB).

“O Sintepe recebeu com indignação o Projeto de Lei Complementar 712/2023, que rasga o Plano de Cargos e Carreira da educação e oferece o reajuste do Piso para uma pequena parcela dos trabalhadores e das trabalhadoras em educação”, diz a entidade em seu site oficial.

O sindicato reclamou que o projeto desconsidera o atual plano de cargos e salários, fazendo, segundo o sindicato, um professor com um ano de serviço ganhar o mesmo que um com 19 anos de serviço.

Os professores já afirmavam que queriam mobilizar os deputados estaduais para que o projeto seja retirado do regime de urgência. O regime de urgência foi solicitado pela governadora.

“O Sintepe vai ampliar seu calendário de lutas e buscar o apoio dos deputados e das deputadas estaduais para derrubar o regime de urgência do PL, assim como buscar negociações para que o reajuste contemple todos os servidores e servidoras da educação da rede estadual de ensino em Pernambuco”, afirma a nota do sindicato.

Segundo a categoria, a governadora enviou o projeto sem o conhecimento do Sindicato, estando o Governo e a categoria em meio a negociações. Por Jamildo Melo/JC.

IFPE Afogados apresentará experiência no II Seminário de Ensino Agrícola e Educação do Campo da Rede Federal

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Evento será entre os dias 13 e 15 de junho em Brasília

O Campus do IFPE de Afogados da Ingazeira foi selecionado para apresentar sua experiência da Especialização em Educação do Campo no 2º Seminário de Ensino Agrícola e Educação do Campo da Rede Federal.

O evento será realizado entre os dias 13 e 15 de junho de 2023, no Instituto Federal de Brasília – Campus Planaltina.

O Campus enviou o relato “Pós-graduação Lato Sensu em Educação do Campo” de autoria da pedagoga Andréia Barros e da diretora-geral Andréa Dacal. O relato foi selecionado em segundo lugar após avaliação dos critérios estabelecidos no edital, no Eixo 1 – Experiências pedagógicas no ensino agrícola e na educação do campo.

A iniciativa é do Fórum de Educação do Campo do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF), o resultado das experiências selecionadas foi publicado no último dia 18.

A chamada pública de relatos de experiências relacionados a projetos desenvolvidos na Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica na área do Ensino, da Pesquisa, da Extensão e da Gestão Administrativa em Educação do Campo e Ensino Agrícola analisou e selecionou experiências de instituições de todo o país. O Seminário terá como tema: “Desafios e possibilidades da gestão em rede”.

O evento contra com o apoio do CONIF, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC) e da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI) do Ministério da Educação (MEC).

O Seminário ocorrerá no formato presencial com transmissão simultânea nos canais oficiais no Youtube e terá como objetivo principal a contribuição para a construção da Política de Ensino Agrícola e Educação do Campo da Rede Federal, por meio de estudos e debates nas dimensões do ensino, da pesquisa, da extensão e da gestão, relacionando-as com as especificidades das propostas político-pedagógicas dos campi, alinhando-as às perspectivas de crescimento e fortalecimento da política pública educacional de sustentabilidade do campo. Fonte (IFPE/Afogados)

Pernambuco: profissionais da educação estadual farão paralisação nesta quinta-feira 25

PARALIZAÇÃO DOS PROFESSORES

Sintepe realiza primeira paralisação do ano nas escolas da rede estadual
A presidente do Sintepe, Ivete Caetano – Foto/Divulgação

Na manhã desta terça-feira (23), o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação de Pernambuco (Sintepe), realizou uma Assembleia Geral em frente a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Após a Assembleia, foi realizada uma passeata até o Palácio do Campo das Princesas, onde mais uma vez a categoria tentou negociar o reajuste de 14,95% para todos os servidores e servidoras da Secretaria de Educação de Pernambuco.

Após a reunião no Palácio, a presidente do Sintepe, Ivete Caetano criticou a postura do governo e a falta de diálogo com a categoria.

“Nós não estamos mais numa situação de debate técnico, então, nós fomos recebidos por técnicos e não pelo secretário da Casa Civil [José Neto], nem pela vice-governadora [Priscila Krause] e nem pela governadora [Raquel Lyra]. Queremos dizer que isso merece toda a nossa indiguinação”, destacou Ivete.

A presidente do Sintepe lembrou que o governo já sabe qual a proposta da categoria, que é em relação à tramitação do Projeto de Lei que trata sobre o piso, “que é a suspensão do regime de urgência, ou até a retirada do PL pra que a gente possa fazer a negociação”.

Ainda segundo Ivete, apesar dos técnicos terem dito que o governo quer dialogar, para ela o que querem é fazer escutas. “Escuta não é diálogo e a gente não está numa situação pra fazer escuta”, afirmou.

Diante do impasse a categoria fará uma paralisação nesta quinta-feira (25) e fará um diálogo com as comunidades. Também será entregue uma carta à Comunidade Escolar.

O Sintepe representa servidores da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco (professores, analistas educacionais e administrativos) e diz que garante a todos eles, sejam concursados ou contratos temporários, o direito de aderir à paralisação sem sofrer qualquer tipo de perseguição.

Governo de Pernambuco nomeia 2.907 professores concursados, maior convocação de docentes do Estado dos últimos dez anos

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Governo de Pernambuco nomeia 2.907 professores concursados, maior convocação de docentes do Estado dos últimos dez anos
Foto/Divulgação

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Educação e Esportes (SEE), realizou, nesta segunda-feira (22), o maior ato de nomeação de candidatos aprovados em concurso público para professores da rede estadual dos últimos dez anos. A publicação do ato nº 4.222, da governadora Raquel Lyra, foi feita em edição extra do Diário Oficial do Estado, onde estão divulgados os nomes de 2.907 docentes. A posse dos candidatos aprovados poderá ocorrer até o dia 21 de junho e eles estarão em sala de aula até 20 de julho.

“É com grande alegria que a gente anuncia, hoje, a nomeação de 2.907 professores e professoras que vão ocupar todas as regiões de Pernambuco na nossa rede estadual de ensino. Não foi fácil chegar até aqui. A gente pegou um Estado desorganizado, o orçamento sequer dava pra cobrir as despesas com o custeio da Educação. Pagamos mais de R$ 1 bilhão em débitos, mas conseguimos fazer agora esse importante anúncio para os pernambucanos”, comemorou Raquel Lyra.

Com essas contratações, o reflexo na folha de pessoal do Estado de Pernambuco, já constando o reajuste do piso salarial de 2023, é de aproximadamente R$ 210 milhões por ano. O reforço de pessoal confirma que a educação é prioridade da nova gestão, ainda que dificuldades de caixa tenham sido encontradas pela governadora Raquel Lyra ao assumir a chefia do Executivo estadual.

Para a secretária de Educação e Esportes, Ivaneide Dantas, a nomeação dos novos professores vai possibilitar uma melhora significativa na qualidade do ensino nas escolas da rede estadual. “Os novos professores chegam para agregar e não temos dúvidas de que irão incrementar o brilhante trabalho que já é realizado por todos os profissionais que atuam na Educação do Estado de Pernambuco”, declarou.

Em menos de seis meses da nova administração estadual, além da nomeação dos 2.907 docentes, o Governo do Estado já homologou o resultado do concurso para analistas de gestão da Educação, apontando para a nomeação de mais 596 profissionais para a Secretaria de Educação, sendo 500 analistas em Gestão Educacional e 96 Assistentes Administrativos Educacionais.

Além disso, um aumento de 43% do teto da gratificação das funções técnico-pedagógicas das escolas foi implementado, passando de R$ 2,1 mil para R$ 3 mil para os diretores. A mudança beneficia 3.681 servidores efetivos da educação estadual.

Os avanços estão sendo implementados devido à capacidade da gestão estadual de fazer mais com menos. Isso porque a Lei de Responsabilidade Fiscal determina um limite de gastos com pessoal em relação à Receita Corrente Líquida de até 44,10% (alerta), mas em 2022, mesmo com os recursos dos precatórios do Fundef, o Estado encerrou o ano comprometendo 43,03% da RCL com essa despesa.

Quantitativo

Dos 2.907 professores nomeados, 608 são para Língua Portuguesa. É a disciplina com maior número de docentes. Em seguida, aparece Matemática, com 478 profissionais. Estão sendo nomeados ainda 344 profissionais para Biologia, 316 para História, 220 para Geografia, 218 para Educação Física, 210 para Química, 122 para Língua Inglesa, 177 para Física, 77 para Filosofia, 59 para Artes, 41 para Língua Espanhola e 38 para Sociologia. Fonte (Secom Pernambuco).

Governo Raquel Lyra terá nova proposta para salário dos professores

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Professores de Pernambuco aguardam definição sobre pagamento do piso salarial – Foto/Divulgação

Em audiência pública realizada nesta segunda-feira (22) na Alepe, a secretária de Administração de Pernambuco e o secretário da Fazenda afirmaram manter negociação aberta.

Ao mesmo tempo em que mantém o pedido de tramitação em regime de urgência, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), da proposta que aplica o reajuste do piso dos professores a apenas parte da categoria, o governo Raquel Lyra (PSDB) garantiu que seguirá com a mesa de negociação aberta para o envio de uma nova proposta com percentuais de reajuste para toda a carreira, contemplando todos os professores do Estado.

Em audiência pública realizada nesta segunda-feira (22) na Alepe, a secretária de Administração de Pernambuco, Ana Maraiza, e o secretário da Fazenda, Wilson José de Paula, garantiram que o governo buscará apresentar um segundo texto, mas sem especificar prazos ou valores.

“Com relação ao piso, temos o dever de fazer. Por isso o projeto está aqui, com regime de urgência. Não significa nenhuma interrupção na nossa mesa de negociação. São dois momentos distintos. Fizemos já a provisão financeira para esse pagamento (reajuste sem reabrimento para toda a carreira). Não há nenhum tipo de intenção de dividir (categoria) ou coisas dessa natureza. Temos provisão para esse pagamento, dentro do calendário que foi feito e estamos com a mesa aberta para fazer o reajuste (de toda a categoria), que vai ser o possível, de acordo com os números”, assegurou o secretário.

Já a secretária de Administração, Ana Maraiza, o governo está seguindo um precedente do ano de 2014, quando houve no Estado uma negociação em dois momentos distintos, com correção do piso e efeito retroativo, para na sequência ser negociado o reajuste na carreira.

“Reitero o pedido da governadora de Pernambuco, para apreciação do presente projeto com a urgência que o caso requer”.

Qual a proposta de Raquel Lyra para os professores:

A proposta de Raquel Lyra prevê reajuste de 14,95%, elevando o piso salarial dos professores que trabalham 200 horas ao mês para o valor de R$ 4.420,55 (era R$ R$ 3.845,63). No entanto, o aumento só engloba os profissionais com menores remunerações, que possuem apenas a graduação (formação em licenciatura) ou o antigo magistério, incluindo aposentados e pensionistas.

No caso dos professores que se enquadram nas categorias citadas e trabalham 150 horas ao mês, o piso será de R$ 3.315,41.

O que seria a nova proposta da governadora para os professores:

De acordo com o secretários, ainda não há definição sobre os percentuais que um novo texto contemplaria. No entanto, uma outra proposta serviria para aplicar reajuste as demais profissionais da educação que atualmente já não recebem abaixo do valor do piso salarial (maioria da categoria).

O governo também não estipulou prazos, mas assegura que a mesa de negociação segue aberta, mesmo com um projeto já tramitando na Alepe.

Como fica a tramitação do reajuste do piso na Alepe: 

De acordo com o presidente da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Alepe, Antonio Moraes (Progressistas), o projeto enviado por Raquel Lyra vai ser distribuído nesta terça-feira (23), tendo até o dia 31 de maio para o recebimento de emendas. Após 10 dias úteis é que o texto vai ser votado na Comissão de Justiça, tendo ainda que passar por outras três comissões antes de chegar ao plenário da Alepe.

O governo do Estado mantém o pedido de urgência com a previsão de começar a pagar o reajuste do piso de forma retroativa a janeiro de 2023, no período de junho a agosto deste ano. No mês de junho deverão ser pagos os valores retroativos referentes ao mês de janeiro/2023; em julho, valores retroativos referentes aos meses de fevereiro e março de 2023; e, em agosto, valores retroativos referentes aos meses de abril e maio deste ano.

Representantes da comissão também afirmaram que irão procurara a Casa Civil do Estado, para tratar da possibilidade de derrubada do regime de urgência do texto, até a quarta-feira (24). Fonte (JC NE 10).

Prefeitura de Carnaíba emite nota sobre piso salarial dos professores

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O Município de Carnaíba, por meio da sua Secretaria Municipal de Educação, vem a público informar o seu posicionamento e como andam as tratativas junto à representação dos professores acerca da política de valorização salarial da categoria.
Antes de tudo, deve-se esclarecer que, desde que foi instituído o piso nacional do magistério (Lei 11.738/2008), o município de Carnaíba nunca deixou de valorizar a categoria, desde então garantindo a todos os professores a percepção dos valores definidos ano a ano como piso do magistério.
Para o exercício de 2023 a premissa administrativa é a mesma, de modo que as duas propostas apresentadas pelo município à categoria garantem a todos os professores da rede municipal, repita-se, TODOS, o recebimento do piso nacional do magistério.
Há que se ter a compreensão de que o desafio da administração é enorme ao ter que equilibrar uma despesa crescente confrontada com uma receita estagnada e, ainda, obedecer aos limites constitucionais e da Lei de Responsabilidade Fiscal, de maneira que, ao propor uma ampliação da progressão salarial na carreira do professor ou mesmo uma incorporação da já existente gratificação à docência (15%) adicionados a mais 7,5% , isso significa um enorme esforço financeiro de gestão municipal, tudo na intenção de preservar direitos, mas também de garantir o equilíbrio fiscal necessário ao município para seguir avançando em todas as áreas, dentre elas a educação.
Cabe registrar que as duas propostas apresentadas, se somadas, tiveram a aceitação da maioria da categoria (50,5%).
Estamos garantindo o direito dos professores em receber o piso e precisamos asseverar o direito dos alunos em ter calendário letivo garantido.
Portanto hoje 19 de maio, as escolas estarão funcionando normalmente e com professores em todas as turmas. Teremos transporte escolar funcionando normalmente e não será possível compensar em outro dia essas aulas.
amanhã sexta feira (19), também será dia de aplicação da OBA e os alunos serão submetidos a essas provas. Essa avaliação é agendada pelo governo federal, de modo que não há possibilidade de ser transferida para outra oportunidade.

Lista de espera do Fies finaliza nesta quinta-feira (18)

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) realizou sete convocações por meio da lista de espera do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). De acordo com o MEC, a data final de convocação será nesta quinta-feira, dia 18 de maio.

De acordo com o balanço de divulgação, todos os cursos que estavam disponíveis estão sendo ocupados, ou seja, não haverá sobra de vagas.

A convocação da lista de espera do Fies começou no dia 21 março e se estenderá até o dia 18 de maio, conforme previsto no edital que rege o atual processo seletivo do Fies.

Este ano, o Fies oferece 112.168 vagas, e aquelas que não forem ocupadas nesta edição do primeiro semestre poderão ser ofertadas no processo seletivo do segundo semestre deste ano.

O economista Marcos Sarmento Melo afirma que o financiamento estudantil é uma ótima iniciativa que permite ao estado o subsídio de arcar com as mensalidades de um curso superior a estudantes que não possuem condições no momento.

“É interessante porque faz com que o estado subsidie a taxa de juro que a pessoa depois vai pagar possibilitando que ela tenha um pagamento de prestações mais baixas e assim ela possa ao longo do tempo depois quando ela tiver um emprego que tenha uma renda maior possibilitada pelo curso superior, efetuar os pagamentos e aí alimenta todo processo fazendo com que outras pessoas tenham a possibilidade também de tomar o crédito e assim conseguir avançar na carreira profissional”, afirmou Samento.

A estudante de Biomedicina, Ivanilde Magda, conta que está realizando um sonho em poder estudar através do Fies.

“Eu optei pelo Fies porque precisava estudar em uma universidade com grade fechada, já que tenho a necessidade de trabalhar e estudar. Fiquei muito feliz com a oportunidade. Tenho certeza que no fim da minha graduação, terei a oportunidade de pagar meu financiamento podendo ajudar outras pessoas a realizarem o sonho”, contou a estudante.

O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC, instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. O objetivo do Fies é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação, em instituições de educação superior privadas aderentes ao programa e com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Inf. (Brasil 61).

Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco prorroga prazo de inscrições para seleção de gestores das 16 Gerências Regionais de Educação

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Resultado da seleção será divulgado em junho
Foto/divulgação/ (via G1)

Foram prorrogadas as inscrições do processo seletivo para os cargos de gestores das Gerências Regionais de Educação de Pernambuco. O novo prazo se encerra em 8 de maio. Podem participar da seleção candidatos que já ocupem cargo efetivo de professor ou analista de gestão educacional da Secretaria de Educação do Estado, com formação em pedagogia ou demais licenciaturas. Também é requisito não ter sofrido penalidade administrativa no triênio anterior ao pleito.

A mudança no cronograma ocorreu por causa do ataque cibernético que comprometeu a base de dados da Secretaria. As inscrições feitas anteriormente foram canceladas. Serão válidas apenas as candidaturas submetidas a partir de agora.

O resultado final será divulgado até o dia 07 de junho. A avaliação dos candidatos irá passar por duas fases: primeiro, análise curricular, e, depois, entrevista e apresentação do projeto de atuação profissional. O cronograma completo e o edital estão disponíveis no site: selecaointerna.educacao.pe.gov.br

IFPE: Inscrições de Processo Seletivo para professor substituo vai até 11 de maio

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O IFPE abriu as inscrições do processo seletivo simplificado para contratação de professor substituto em caráter temporário. Estão sendo ofertadas, ao todo, 26 vagas, que contemplam os nossos 16 campi: Abreu e Lima, Afogados da Ingazeira, Barreiros, Belo Jardim, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Garanhuns, Igarassu, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Palmares, Paulista, Pesqueira, Recife e Vitória de Santo Antão. Desse total, há vagas reservadas a pessoas com deficiência.

As áreas de conhecimento abarcadas são: Educação Física, Programação Visual, Letras, Ciência da Computação, Engenharia Química, Turismo, Engenharia Civil, Zootecnia, História, Psicologia, Física e Saneamento.

A depender da titulação, a remuneração pode variar de R$ 2.236,32 a R$ 3.522,21, para regime de trabalho de 20 horas semanais; ou de R$ 3.130,85 a R$ 5.831,21, para regime de 40 horas semanais; além do direito ao auxílio-alimentação.

A seleção se dará por meio de duas etapas distintas: análise de títulos e prova de conhecimentos práticos específicos.

As inscrições seguem até o dia 11 de maio e deverão ser realizadas, exclusivamente, por meio do site da Cvest. Será cobrada uma taxa no valor de R$ 90.

Mas é possível também solicitar isenção da taxa de inscrição, desde que o candidato comprove inscrição no CadÚnico e seja membro de família de baixa renda. A solicitação da isenção poderá ser feita até o dia 27 de abril, também pelo site da Cvest, tá.

Os interessados podem acessar o portal: www.ifpe.edu.br (link na Bio) ou o site da Cvest: https://cvest.ifpe.edu.br/

Inf. (IFPE).

TJPE determina fim da greve dos professores em Serra Talhada e retorno imediato às atividades

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Foto/Divulgação

O Desembargador do TJPE Carlos Moraes atendeu pedido de tutela de urgência e deferiu liminar determinando o fim da greve dos professores de Serra Talhada.

A multa por descumprimento por SINTEST e APROST é de R$ 50 mil.

Na decisão, o desembargador determina o retorno imediato dos professores á sala de aula, “sob pena de acarretar intolerável prejuízo para a sociedade”.

A notícia da ação foi dada com exclusividade ontem pela jornalista Juliana Lima no Sertão Notícias, da Cultura FM.

O município argumenta ilegalidade no movimento. Também o prejuízo para pais e alunos com a paralisação das atividades escolares. SINTEST e APROST estão no prazo para elaborar a peça de defesa do mérito, que ainda será avaliado. As entidades ainda não se manifestaram, mas destacaram o direito ao piso para fundamentar a ação.

Semana passada, a Juíza Federal Mariana Alvares Freire já havia assinado a tutela provisória para determinar a suspensão dos efeitos da Portaria 17/2023 do MEC, que prevê reajuste do piso salarial do magistério para educação básica em Serra Talhada, atendendo a procuradoria da gestão Márcia Conrado.

Na decisão, a magistrada alega que “diante da revogação da Lei de no 11.494/2007, atualmente, no ordenamento jurídico vigente, não há base legal para a instituição administrativa de novo piso salarial, sendo inviável a fixação do piso em comento por meio de uma portaria com base em norma revogada”. A decisão vale apenas para a Capital do Xaxado.

Clique aqui e veja adecisão do Desembargador Carlos Moraes.

Número de escolas públicas sem internet cai, mas ainda são quase 22 mil

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Imagem mostra sala de aula vazia com cadeiras verdes. As cortinas das salas são rosas, verdes, azuis e roxas - Metrópoles
Foto/Divulgação

Com base no Censo Escolar aponta que o Brasil ainda tem 21,9 mil instituições sem acesso à internet.

Nos últimos anos, o número de escolas públicas sem acesso à internet caiu no Brasil. No entanto, a quantidade de instituições desconectadas da rede mundial de computadores ainda representa 15,8% do total.

Levantamento feito pelo portal Metrópoles, que tem como base dados do Censo Escolar, coletados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), indica que 21,9 mil instituições não tinham internet em 2022. No ano anterior, 30 mil escolas públicas declaravam não ter esse recurso à disposição.

De acordo com Tânia Dornellas, assessora de advocacy da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a falta de acesso à tecnologia impõe desafios às escolas, além de ampliar desigualdades sociais e educacionais.

“Atualmente, as principais dificuldades às escolas que não têm acesso à internet estão relacionadas à impossibilidade de obtenção de novos recursos e materiais didáticos para os professores, como também impossibilidade de acesso por parte dos alunos a fontes de pesquisa, conteúdo, leitura, por exemplo”, afirma.

Aquisição recente

Dados das edições mais recentes do Censo Escolar apontam que mais de 8,7 mil instituições que declararam não ter internet em 2021 garantiram o recurso no ano seguinte. Próximo à divisa entre o Distrito Federal e o estado de Goiás, o Centro de Ensino Fundamental (CEF) Cerâmicas Reunidas Dom Bosco integra a lista.

Mara Cristina Ribeiro, diretora da escola que fica em Planaltina, observa que a instituição atende mais de 200 estudantes em uma zona rural. Ela explica que o sinal facilitou o trabalho administrativo, porém ainda é insuficiente para garantir que atenda aos estudantes. “Pela nossa limitação financeira, ainda não conseguimos fazer a distribuição”, assinala.

Localizada em uma região onde parte dos estudantes carece de boas condições financeiras, parcela significativa sequer tem internet em casa. “A escola fica sendo o local onde o estudante de fato pode desenvolver a alfabetização contando com a contribuição da informática”, afirma. Inf. (Metrópoles).

 

Governo destina R$ 2,4 bilhões para universidades e institutos federais

EDUCAÇÃO

Lula destina R$ 2,4 bilhões para universidades e institutos federais
Lula destina R$ 2,4 bilhões para universidades e institutos federais | Foto/Divulgação

Anúncio ocorreu em evento com reitores e movimentos estudantis, nesta quarta; verba servirá para investimentos e cobrir despesas

presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira uma recomposição de R$ 2,4 bilhões ao orçamento de universidades e institutos federais. A verba será usada em ações de investimento e para cobrir despesas das instituições.

Confira como ficou a divisão do valor:
• R$ 1,32 bilhão para as universidades;
• R$ 388 milhões para os institutos; e
• R$ 730 milhões, controlados pelo Ministério da Educação, para que a pasta aplique a verba em projetos que estavam sem previsão orçamentária.

A cerimônia de liberação dos recursos ocorreu no Palácio da Alvorada e teve a participação de reitores de universidades e movimentos estudantis. A recomposição do orçamento foi uma das promessas de Lula à época dos trabalhos do governo de transição.

“A universidade não é só para fazer teste e guardar na gaveta. É para ajudar a resolver os problemas sociais. Como vamos criar empregos novos, mercado de trabalho novo sem a inteligência das universidades?”, questionou o presidente durante o anúncio da medida.

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, a recomposição pode permitir uma melhoria na qualidade da educação do país. “Esse é o maior patrimônio que um país pode ter: investir na educação do seu povo. Esse é o momento de mostrar que esse é um governo que prioriza e vai priorizar a educação pública e de qualidade”, disse o ministro. Inf. (Correio do Povo)

Brasil ganharia R$ 111 bi se elevasse taxa de alunos que concluem o ensino médio

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Brasil ganharia R$ 111 bi se elevasse taxa de alunos que concluem o ensino médio
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Pesquisa revela que o país teria um ganho econômico de R$ 111 bilhões se elevasse a taxa de estudantes que concluem o curso secundarista. MEC fará pesquisa on-line com alunos e professores.

A evasão escolar afeta diretamente a geração de renda. Essa é a conclusão do estudo Combate à evasão no Ensino Médio: desafios e oportunidades, realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan Sesi), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

A pesquisa indica que se a taxa de conclusão do ensino médio entre os jovens mais vulneráveis estivesse em 84%, haveria uma economia de R$ 111 bilhões por ano nos cofres públicos. Caso o Brasil alcançasse a taxa do Chile (93,4%), esse ganho econômico seria de R$ 135 bilhões. Atualmente, apenas 46% de brasileiros mais pobres concluem o ensino médio.

Segundo a consultora em educação, técnica e coordenadora da pesquisa, Andrea Marinho, o jovem que não conclui a escola tem maior dificuldade de se colocar no mercado de trabalho. E isso pressiona os serviços do Estado voltados para atender a população mais vulnerável, como segurança, saúde e benefícios sociais.

“O jovem que não tem ensino médio tem mais dificuldade de se colocar no mercado de trabalho, de conseguir emprego formal. E quando consegue, ganha um salário menor. Além disso, tem expectativa de vida menor. Tende a ter problemas de saúde, acaba usando mais o sistema de saúde. É óbvio que o jovem mais vulnerável fica mais suscetível às questões de criminalidade. O que vivemos hoje é um mundo em constante mudança, e a economia depende de como esse mundo do trabalho se organiza”, afirma a especialista.

Os valores apontados no estudo revelam o drama de uma geração que é obrigada a ficar sob a tutela do Estado para sobreviver. Essa dependência impacta em custos com benefícios sociais, com habitação ou com os investimentos em saúde que passarão a ser “curativos”, ou reparadores.

“O ensino médio é um momento em que o jovem passa da juventude para a vida adulta, do mundo da escola para o do trabalho, quando tem uma educação básica de mais qualidade tem condições de fazer melhores escolhas, de se adaptar melhor. Portanto, está mais preparado para buscar uma qualificação profissional que permita mais opções”, argumenta Andrea Marinho. “A evasão escolar não só acomete os jovens mais pobres, mas também perpetua a desigualdade social, porque, se não tem uma educação, não tem base para o exercício pleno da sua cidadania, nem para constituição de uma carreira”, acrescenta.

Por isso, a pesquisadora ressalta a importância de o governo priorizar a redução do abandono escolar, que se tornou uma questão estruturante. A pesquisa identifica fatores críticos nessa realidade: baixa aprendizagem; alto índice de repetência; necessidade de criar ambientes estimulantes; ausência de currículo escolar interessante, que dialogue com os alunos; reforço do apoio à gestão escolar, à formação e à valorização dos professores.

 (crédito: Vinicius Magalhães )
Andrea Marinho, consultora em Educação, Técnica e coordenadora da pesquisa – Foto/Divulgação

“Se o aluno não tem na escola um ambiente favorável ao seu desenvolvimento, que seja atraente, ele não se convence, no projeto de vida, de que as questões educacionais fazem parte do caminho. O jovem passa a se atrair pelas coisas cotidianas, que normalmente é a geração de renda. A vida real grita para a necessidade de renda, por uma questão de sobrevivência”, observa a especialista.

Andrea Marinho salienta, ainda, a necessidade de se levar em conta os pontos específicos de cada localidade. “É preciso fornecer aos gestores públicos um conjunto de alternativas para que possam adaptar a cada realidade local um conjunto de soluções”, aponta a coordenadora. Fonte: (Correio Brasiliense).

Matrículas para candidatos aprovados na Especialização em Educação do Campo do IFPE de Afogados da Ingazeira será nos dias 25 e 26 de abril

EDUCAÇÃO

O Campus do IFPE de Afogados da Ingazeira lembra aos candidatos aprovados na Especialização em Educação do Campo do prazo para a realização das matrículas que será nos dias 25 e 26 de abril.

O procedimento será feito exclusivamente de forma presencial, no setor de Registro Acadêmico do Campus, no Bloco B, das 08h às 11h e 13h às 16h.

A aula inaugural e início das aulas acontecerá na sexta-feira (28), a partir das 18h30, na Sala de Reuniões, no Bloco A. O tema será “Educação do Campo e Identidade Rural”, proferida pelo Professor Daniel Ferreira.

O candidato aprovado tem que estar atento para a documentação exigida:

  • 02 fotos 3×4 (recentes e iguais);
  • Carteira de Identidade (cópia legível acompanhada do original);
  • CPF (cópia legível acompanhada do original);
  • Título de Eleitor (cópia acompanhada do original);
  • Certificado de Alistamento Militar, de Dispensa de Incorporação ou de Reservista, no caso dos maiores de 18 anos do sexo masculino (cópia acompanhada do original);
  • Certidão de Nascimento ou Casamento (cópia acompanhada do original);
  • Diploma ou Certidão de Conclusão de Curso Superior de Graduação (cópia legível acompanhada do original);
  • Diploma de Conclusão de Curso Superior de Graduação reconhecido pelo MEC, ou devidamente revalidado no Brasil, no caso de curso superior realizado no exterior;
  • Histórico Acadêmico de curso superior de graduação (cópia legível acompanhada do original).

O não comparecimento dos candidatos aprovados, nas datas, locais e horários estabelecidos para a efetivação da matrícula, implicará a sua imediata desclassificação.

Dúvidas sobre a matrícula e a documentação podem ser enviadas para: cgra@afogados.ifpe.edu.br

Fonte: IFPE/Afogados da Ingazeira

‘Tenho medo de o aluno me agredir’: violência afasta professores da escola

EDUCAÇÃO

Professores de escolas estaduais de São Paulo relataram medo e receio de permanecer nas salas de aula. De acordo com eles, a violência aumentou após o período em que as unidades ficaram fechadas por causa da pandemia.

A sensação de insegurança fez com que eles recorressem à ajuda psiquiátrica particular.

Nos casos mais graves, os educadores tiraram licença e se afastaram das atividades escolares. Eles relatam que os alunos passaram a brigar mais entre eles e com os educadores.

Pesquisa apontou que 75,5% dos professores dizem que deixam as escolas por questões psicológicas. O levantamento foi feito entre novembro e dezembro do ano passado pela rede Conectando Saberes, com 6 mil profissionais.

Maria, que não quis se identificar, afirma ter medo de ser agredida pelos alunos —e não saber o motivo. Ela conta que recebeu ameaças. Hoje, está de licença médica.

A educadora dá aula para turmas do ensino médio e diz tomar três remédios para ansiedade e depressão. No ano passado, já tinha ficado quatro meses afastada da sala de aula.

Eduarda avalia que o aumento da violência e a falta de apoio do Estado a levaram a ficar afastada. Ela também está de licença após se sentir desconfortável com o que chama de desrespeito de parte dos estudantes.

Os professores dizem que não receberam ajuda das escolas e da Secretaria Estadual da Educação. A pasta diz que vem tomando medidas.

“Tudo piorou depois da pandemia e o comportamento dos alunos ficou mais difícil. A gente não consegue lidar com tudo isso sozinho e é frustrante.”.

“A solução não será rápida, mas precisamos fazer isso agora. É preciso investimento por parte do governo, posicionamento de funcionários e professores e uma participação mais efetiva da família na vida escolar de seus filhos.”. Fonte: Portal Uol.

Professores decretam greve por tempo indeterminado em Serra Talhda

EDUCAÇÃO

Aulas da educação infantil são suspensas em Brejinho.
Foto/Divulgação

A decisão foi tomada durante assembleia do SINTEST – Sindicato de Servidores da Educação de Serra Talhada.

Nesta segunda-feira (10), os profissionais da educação em Serra Talhada decidiram, por unanimidade, entrar em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada durante assembleia do SINTEST – Sindicato de Servidores da Educação de Serra Talhada.

Como devemos respeitar o que diz a lei, as atividades deverão ser respeitadas às 72 horas, anterior a paralisação dos trabalhos, ou seja, terça-feira, quarta-feira e quinta-feira aulas normal, na sexta-feira a gente para por tempo indeterminado,” declarou o presidente do sindicato, Júnior Moraes.

A categoria não conseguiu avançar nas negociações com o governo para reajuste do piso salarial. Informações Vila Bela Online

 

MEC encerra nesta quinta-feira prazo da lista de espera do ProUni

EDUCAÇÃO

UnB foi a primeira universidade federal a adotar sistema de cotas raciaisUnB reserva vagas para negros desde o vestibular de 2004 Percentual de negros com diploma cresceu quase quatro vezes desde 2000, segundo IBGE
UnB foi a primeira universidade federal a adotar sistema de cotas raciais – Foto/Divulgação

Manifestação de interesse pode ser feita na página do programa.

O candidato ao Programa Universidade para Todos (Prouni), que não foi pré-selecionado em nenhuma das duas chamadas, pode disputar uma bolsa por meio da lista de espera. O prazo, aberto nesta quarta-feira (5), para a manifestação de interesse pela lista de espera, termina nesta quinta-feira (6).

A manifestação de interesse pode ser feita por meio da página do Prouni, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

A lista de espera com todos os participantes selecionados será divulgada na próxima segunda-feira (10) e ficará disponível para consulta até o dia 19 de abril no ambiente do Prouni. Nesse mesmo período, o candidato deve comprovar as informações diretamente na instituição para a qual foi pré-selecionado.

A primeira edição do Prouni 2023 ofertou mais de 290 mil bolsas.

Prouni

Criado em 2004, pela Lei nº 11.096/2005, o Prouni é uma política pública do Ministério da Educação que oferta bolsas de estudo integrais e parciais em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições de educação superior privadas. O processo seletivo do Prouni ocorre duas vezes ao ano e tem como público-alvo o estudante que não tem diploma de nível superior.

*Com informações do MEC

Secretários de Educação criticam atraso no Novo Ensino Médio

EDUCAÇÃO

WELINGTON LIMA/JC IMAGEM
AUMENTO Valor destinado aos professores é mais que o dobro do de 2020, que foi R$ 21,7 milhões para 635 escolas Foto: Welington Lima /JC

O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) criticou a suspensão do cronograma de adaptação do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), confirmada ontem pelo ministro da Educação, Camilo Santana. O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu adiar os prazos de mudança do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), uma das fases da reforma, mas não fala em revogação completa. A mudança da prova, cujo formato ainda não estava definido, era prevista para 2024.

“Para o Consed, suspender o cronograma traz um risco de atraso que, no limite, pode até inviabilizar o novo Enem no próximo ano”, diz a entidade, em nota oficial. O governo vem sendo pressionado por entidades estudantis, associações educacionais e até por aliados do próprio PT a rever a reforma, aprovada em 2017 na gestão Michel Temer (MDB).

Apesar de haver algumas boas experiências, hoje são muitos os problemas. Há itinerários com propósito duvidoso a aumento da desigualdade, com poucas e rasas opções de currículos para alunos pobres.

Em nota, o Consed lembra que há consulta aberta pelo governo federal sobre a reforma e, portanto, seria importante que qualquer decisão relacionada ao tema fosse tomada somente após a finalização da consulta.

“Ademais, o trabalho do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) para realização do novo formato das provas em 2024 não impede nem inviabiliza a consulta. No entanto, sua eventual suspensão pode comprometer o cumprimento do cronograma do Novo Enem”, afirmou o conselho.

Ainda segundo o Consed, é importante lembrar que o novo Enem foi constituído após longo debate em grupo de trabalho com a participação das redes estaduais, do Ministério da Educação, do Inep, e também do Conselho Nacional de Educação.

Tudo como está

Ontem, Camilo Santana voltou a afirmar que tudo continua como está nas redes de ensino. “O que está suspenso é a portaria de implementação do cronograma de implementação do Novo Ensino Médio especificamente, mais o Enem. Porque o segundo ano letivo já está em curso. Isso vai se manter em 2023?”, afirmou.

“Hoje (ontem) estou assinando uma portaria – já na segunda-feira, inclusive, eu tinha anunciado na imprensa – pela qual nós vamos suspender a Portaria 521”, disse o ministro. Como o Estadão adiantou, ele se reuniu por mais de duas horas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para falar sobre a confusão em torno do ensino médio. Estavam presentes ainda o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.

A suspensão da portaria foi entendida como um aceno do governo Lula aos grupos, ligados à esquerda, que pressionam pela revogação do Novo Ensino Médio. Camilo, no entanto, deixou claro na entrevista que não se trata de revogar a lei. “Vamos apenas suspender as questões que vão definir o Enem de 2024 por 60 dias, e vamos ampliar a discussão. O ideal é que, em um processo democrático, a gente possa escutar a todos e principalmente quem está na ponta”, disse.

O ministro garantiu que a prova deste ano não sofrerá alterações “Não vai ter mudança nenhuma”. Inf./ Estadão Conteúdo.

Suspensão do novo ensino médio: entenda o que muda para os estudantes

EDUCAÇÃO

Camilo Santana, ministro da Educação
Camilo Santana, ministro da Educação – Foto/Divulgação

O Ministério da Educação finalizou uma portaria para suspender o cronograma de implementação do novo ensino médio. O documento deve ser assinado pelo ministro Camilo Santana nos próximos dias e interrompe a implementação no primeiro e segundo ano da etapa ainda em 2023, além de suspender a necessidade de adaptação do Enem ao novo modelo até 2024.

O que muda para estudantes?
Mesmo depois de a portaria ser publicada, a rotina dos estudantes não será alterada.

Ou seja, alunos que já estão no Novo Ensino Médio não voltam para o modelo antigo.

Isso porque a suspensão é apenas no cronograma de implementação.

Isso significa que a mudança do Enem, prevista para 2024, estará suspensa.

A portaria, que muda uma norma publicada em 2021, também suspende a necessidade de confecção de itens e a construção de um novo modelo para o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) em 2024.

Desde março, pessoas e entidades ligadas à educação têm pressionado o governo pela revogação da reforma do ensino médio. Mas especialistas advertem que, embora o novo modelo tenha problemas, a revogação total seria um retrocesso em avanços já obtidos, como a expansão da educação integral e a diversificação do ensino. Os estados, principais responsáveis pela implementação, resistem em rever o novo modelo.

Sem medidas drásticas
Segundo interlocutores do ministro, embora concorde com as críticas, Santana resiste à revogação total, por temer desgastes com os secretários estaduais de Educação. Em uma reunião ontem do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) no MEC, o secretário de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino da pasta, Mauricio Holanda, ao ser cobrado, chegou a negar que a pasta fosse assinar portaria revogando os prazos. Ao GLOBO, o presidente do Consed, Vitor de Angelo, afirmou que seria contraproducente. Segundo ele, na prática, os estados continuariam tocando o modelo ao menos até o fim do ano, ainda que a portaria suspendesse os prazos.

— Com erros e acertos, a reforma que existe foi a que nós conseguimos implementar. Sabemos que ela tem problemas. Só precisam ser ajustados e melhorados, e agora temos um MEC em condição de nos apoiar nisso.

A reforma foi aprovada durante o governo Michel Temer, em 2017. O novo modelo prevê aumento gradual no número de horas cursadas no ensino médio, além de reorganizar o currículo. A reforma estabelece que os estudantes façam uma formação básica geral e depois optem por um itinerário formativo, para aprofundar conteúdos.

Os itinerários devem ser relacionados a uma de cinco áreas: Matemática, Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e formação profissional. No entanto, como mostrou O GLOBO, alunos, pais e professores reclamam que disciplinas como História ou Sociologia perderam espaço, enquanto foram criadas outras questionadas pela sua pertinência ou sentido, como “O que rola por aí”.

A possibilidade de suspensão do cronograma dividiu educadores. Representantes das escolas particulares consideram entrar na Justiça para evitar a medida. Presidente da Federação Nacional de Escolas Particulares (Fenep), Bruno Eizerik afirma que o governo priorizará critérios políticos e não pedagógicos, caso suspenda o cronograma.

— Não pode cada governo que entrar colocar tudo no lixo só porque determinado projeto não foi iniciado por ele. Não faz sentido suspender a implementação. Estamos no segundo ano de implementação. Vamos implementar, fazer o novo Enem, analisar os resultados e depois comparar.

Contrária à revogação total, a presidente executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, afirma que a possível suspensão do calendário será positiva, caso o governo use esse tempo para promover um “freio de arrumação”. Ela defende, no entanto, que o ensino médio deve preservar a essência da reforma.

— É uma oportunidade para que esse MEC faça uma verdadeira reforma do ensino médio. Para isso, alterações na legislação serão necessárias, como a retirada do teto de 1.800 horas de formação geral básica, melhor definição dos itinerários, para não haver as distorções que estamos observando em algumas escolas, e retirada da possibilidade de 20% de ensino a distância para o cumprimento da carga horária total. A essência do novo ensino médio, que é a ampliação da educação integral e possibilidade de aprofundamento do aprendizado em áreas, precisa ser defendida e preservada.

Integrante de uma das principais defensoras da revogação, a Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, o professor da USP Daniel Cara diz que a suspensão seria um passo importante para rever o modelo.

— Como avisávamos desde 2016, a maior parte das escolas não poderá ofertar os itinerários formativos. Como consequência, não há direito de escolha por parte dos alunos. Quem decidirá qual curso ele fará é a escola e a Secretaria de Educação. A reforma precariza e desconsidera a formação docente, obrigando professores a lecionar em disciplinas que desconhecem.

Ubes comemora
A União Brasileira de Estudantes Secundaristas comemorou a possibilidade de suspensão do calendário.

— A mobilização dos estudantes está dando resultado. Mas vamos seguir puxando atos até a revogação — diz Jade Beatriz, presidente da entidade. Da Folha/PE.