Lewandowski anuncia que STF homologou a delação de Ronnie Lessa; e processo ficará no Supremo

 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Ronie Lessa, acusado de matar Marielle Franco e Anderson Gomes
Ronie Lessa, acusado de matar Marielle Franco e Anderson Gomes – Foto: Reprodução/TV Globo

Colaboração de réu no assassinato da vereadora e de seu motorista Anderson Gomes foi validada pelo ministro da Corte Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes do Superior Tribunal Federal (STF) homologou a delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista dela Anderson Gomes. A colaboração foi para a Corte Suprema, porque Lessa apontou como mandante do crime uma pessoa com foro privilegiado. A homologação ocorreu logo após a morte da parlamentar ter completado seis anos, na última quinta-feira.

Como a delação foi validada, o processo também tramitará no STF, pelo menos no caso de um dos mandantes. No mês passado, houve a transferência do processo do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para o STF.

A Constituição Federal atribui a tribunais específicos o poder de processar e julgar ocupantes de cargos políticos e funcionais. No caso do STF, as pessoas que têm foro privilegiado ou por prerrogativa de função são presidente da República, vice-presidente, ministros de Estado, senadores, deputados federais, integrantes dos tribunais superiores, do Tribunal de Contas da União e embaixadores.

O que se sabe até o momento é que são dois os mandantes: um tem foro privilegiado e deveria ser julgado pelo STJ, já o outro, pela Corte especial.

Segundo Lewandowski, Alexandre de Moraes confirmou todos os termos da colaboração, que tramita em segredo de justiça:

Essa colaboração, que e um meio de provas,nos leva a crer que termos a solução do assassinato da vereadora Marielle Franco. O processo segue em segredo de justiça e está nas competentes mãos do ministro Alexandre de Moraes — disse ele. — É importante dizer que a Polícia Federal resolveu em um ano com o apoio dos Ministérios Públicos Federal e do stado od Rio. *Por Agência O Globo.

PF mira grupo suspeito de fraude milionária contra a Receita Federal

INVESTIGAÇÃO

Investigação conjunta com a CGU o MP averigua prejuízo aos cofres públicos da ordem de R$ 112 milhões

PF investiga fraude contra a Receita
PF investiga fraude contra a Receita – Foto/Divulgação

A Polícia Federal (PF) esteve cumprindo nesta quinta-feira (14), 7 mandados de busca e apreensão em cidades do Piauí e do Ceará contra supostas fraudes de escritórios de advocacia junto à Receita Federal. A investigação é feita em parceria com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O MPF constatou que os processos de compensação previdenciária irregulares instaurados pelos escritórios investigados deram em prejuízo ao governo de R$ 112 milhões.

Os escritórios investigados receberam, só em municípios piauienses, pagamentos de R$ 23,8 milhões, dos quais R$ 2,8 milhões foram com recursos federais da Educação e da Saúde. Considerando o crime nos processos de compensação, esses valores não se reverteram em qualquer benefício aos municípios, representando prejuízo aos cofres públicos.

A investigação afirma que, além do impacto ao erário federal, as fraudes afetaram a execução das políticas públicas à população pelas prefeituras envolvidas, já que os pagamentos aos escritórios tiraram dinheiro das áreas que deveriam ser aplicados.

Além das buscas, a operação Gríma realiza o bloqueio de R$ 126 milhões nas contas dos investigados. O trabalho conta com a participação de 2 auditores da CGU e cerca de 30 policiais federais.

*Fonte: PODER360