Novo medicamento em dose única já está disponível nos SUS para tratamento do HIV

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Novo medicamento contra a Adis é distribuído pelo Ministério da Saúde Foto:Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Novo medicamento contra a Adis é distribuído pelo Ministério da Saúde Foto:Marcello Casal Jr/Agência Brasil

5,6 milhões de novos medicamentos foram distribuídos no país pelo Ministério da Saúde para combater o vírus

Em 2022 foram registrados 36.753 casos de aids no Brasil, de acordo com dados mais recentes do Ministério da Saúde. O número representa um aumento de 20% quando comparado com 2020. Mesmo com todo o avanço na ciência e no tratamento, em 2022 foram 10.994 mortes tendo o HIV ou aids como causa básica. Por isso o assunto ainda é problema de saúde pública no país.

Para o tratamento, 5,6 milhões de novos medicamentos de dose única diária foram distribuídos aos estados pelo Ministério da Saúde. Eles são uma combinação inédita de dois medicamentos: os antirretrovirais dolutegravir 50mg + lamivudina 300mg. Antes esse tratamento era feito com combinações de várias medicações.

Inicialmente, o paciente precisa atender a alguns critérios para mudar a medicação, como ter a partir de 50 anos de idade; adesão regular ao tratamento; carga viral menor que 50 cópias no último exame — e ter iniciado a terapia até 30 de novembro de 2023.

Acompanhamento

Além dos cuidados com a saúde em geral, como manter a vacinação em dia, alimentação equilibrada e fazer atividade física, a infectologista Ana Carolina D’Ettorres fala sobre o maior cuidado que a pessoa que vive com o vírus deve ter.

“É justamente tomar a medicação adequada e contínua. São raríssimas as situações em que é suspensa a medicação hoje em dia e isso deve ser acompanhado de perto por um infectologista, mas se você inicia um tratamento de forma regular, contínua, com acompanhamento de um profissional de saúde, a pessoa que convive com o HIV vai ter uma qualidade de vida melhor ou igual às pessoas que não vivem com o HIV”, comenta.

O ativista Christiano Ramos, de 56 anos, fundador da ONG Amigos da Vida, teve o diagnóstico do HIV em 1988, aos 18 anos.

“No ano de 1994 eu fui um doente terminal de aids e consegui sair do quadro porque naquele ano tinha surgido as primeiras medicações do HIV. O que eu diria é que viver com aids é possível  — e que não é mais uma sentença de morte, é apenas uma limitação de vida, mas é uma doença crônica tratável como qualquer outra”, relata.

Em 2023, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 1,8 bilhão em medicamentos contra o vírus, como parte da estratégia da pasta para eliminar o HIV como problema de saúde pública. *Fonte: Brasil 61

Vacinação contra dengue vai priorizar faixa etária de 6 a 16 anos

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Dourados - MS, 03/01/2024, Vacinação contra dengue começa com alta procura nos postos de saúde. Vacina Qdenga, do laboratório japonês Takeda. Foto: Rogério Vidmantas/Prefeitura de Dourados
Dourados – MS, 03/01/2024, Vacinação contra dengue começa com alta procura nos postos de saúde. Vacina Qdenga, do laboratório japonês Takeda. Foto: Rogério Vidmantas

Previsão é iniciar imunização em fevereiro

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (15) que irá priorizar a faixa etária de 6 a 16 anos na aplicação da vacina contra a dengue.

O país irá adquirir 5,2 milhões de doses da Qdenga, fabricada pelo laboratório japonês Takeda, além de receber doações. O quantitativo irá possibilitar vacinação de até 3 milhões de pessoas, já que o esquema vacinal prevê duas doses.

De acordo com o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, a faixa etária é preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e recomendada pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização, composta por especialistas na área e que reuniu-se hoje.

“Dentro desse grupo [6 a 16 anos], vamos ver qual é o melhor grupo etário para ter melhor resultado epidemiológico, evitando hospitalizações e mortes”, explicou o diretor.

A definição sobre qual público-alvo, bem como as localidades prioritárias, será feita em conjunto com estados e municípios, em reunião marcada para última quinta-feira deste mês.

Gatti confirmou que a previsão é iniciar a vacinação em fevereiro. No dia 21 de dezembro, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o governo federal, o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante em sistema público e universal.

O imunizante Qdenga tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é indicado para prevenção de dengue de 4 a 60 anos de idade, independentemente de a pessoa ter tido ou não a doença previamente.

O Brasil bateu recorde de mortes por dengue no ano de 2023. Foram 1.079 mortes pela doença até o dia 27 de dezembro.

De acordo com a OMS, o país tem o maior número de casos da doença no mundo, respondendo por metade do total global. Autoridades de saúde já alertaram para uma epidemia da doença no Brasil em 2024. *Com informações da Agência Brasil.

Dengue: Ministério da Saúde define estratégia de vacinação nesta segunda

IMUNIZAÇÃO

A dengue se distingue pela febre repentina, dores musculares e a possibilidade de evolução para complicações graves - (crédito: Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde-DF )
A dengue se distingue pela febre repentina, dores musculares e a possibilidade de evolução para complicações graves – (crédito: Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde-DF)

Fabricante da vacina indicou apenas crianças de 4 anos e adultos de 55, mas pasta avalia incluir mais idades na cobertura de vacinação

O Ministério da Saúde promove, nesta segunda-feira (15/1), uma reunião técnica para definir a estratégia de vacinação contra a dengue no Brasil, prevista para começar em fevereiro. Farão parte do encontro a farmacêutica Takeda, que faz a vacina Qdenga, e entidades da sociedade civil.

A reunião ocorre em meio a um cenário de epidemia da doença no território brasileiro, além de dois anos consecutivos de recorde de mortes.

A vacina Qdenga teve a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) anunciada no fim de dezembro. A proposta da farmacêutica ao ministério foi de vacinar crianças de 4 anos e adultos de 55. No entanto, de acordo com o O Globo, o ministério estuda a inclusão de mais idades na vacinação.

Entretanto, contemplar mais idades dentro da previsão de doses distribuídas em 2024, que é de 5 milhões, só será possível com limitação regional. Por isso, o plano do Ministério da Saúde é delimitar a campanha aos municípios com maior transmissão de dengue.

Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde de 2023, os municípios do Sudeste, Sul e Centro-Oeste foram os mais afetados com a doença. Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás foram os estados com maior incidência de dengue.

O Ministério da Saúde e a Fiocruz projetam que o número de casos de dengue este ano deve variar 1,7 milhão entre 5 milhões, com uma média de 3 milhões. Devido ao aumento no número de casos da doença, os estados brasileiros têm traçado diferentes estratégias de enfrentamento.

Em Minas Gerais, por exemplo, a Secretaria de Saúde planeja utilizar drones para despejar larvicidas em pontos com água parada. Já no Distrito Federal, uma equipe de 800 profissionais de vigilância ambiental estão realizando inspeções, nos dias úteis, em terrenos abandonados e em outros lugares com potencial de abrigar o mosquito transmissor da dengue. * As informações são da Agência O Globo.

Piso da enfermagem: gestores têm até esta segunda (15) para atualização e cadastro de novos dados

SAÚDE

A coleta das informações dos profissionais da enfermagem faz parte do levantamento de janeiro de 2024

Dados dos profissionais precisam ser atualizados por gestores. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Dados dos profissionais precisam ser atualizados por gestores. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os gestores de cada localidade têm até 15 de janeiro para cadastrar ou atualizar dados dos profissionais da enfermagem. O Ministério da Saúde, por meio do Fundo Nacional de Saúde (FNS), informa que o prazo foi reaberto para inserir as informações referentes ao levantamento Janeiro 2024. O cadastro deve ser feito pelo sistema InvestSUS. A plataforma é responsável por controlar os repasses complementares da União referentes ao pagamento do piso salarial da categoria.

Segundo o conselheiro do Conselho Federal da Enfermagem (Cofen) Daniel Menezes, o piso salarial deve ser valorizado. Ele diz que é importante que todos colaborem para a correta implementação do que foi estabelecido.

“A grande questão do financiamento, do custeio está sendo implementada e a gente tem a expectativa para que, de fato, façam justiça social para essa profissão tão importante para o nosso país”, ressalta.

Em 2023, o Fundo Nacional de Saúde executou os recursos complementares destinados ao pagamento do piso salarial da enfermagem. Eles foram repassados aos fundos estaduais e municipais de saúde, através de transferências na modalidade Fundo a Fundo, em contas específicas.

Os gestores estaduais, municipais e do Distrito Federal são os responsáveis por efetuar o pagamento dos colaboradores diretos, sejam servidores e/ou empregados, bem como a transferência dos recursos às entidades privadas contratualizadas ou conveniadas, que atendam, pelo menos, 60% de seus pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Representante de mais de 5,2 mil municípios, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta para a importância de os gestores municipais continuarem atentos às novas orientações. A entidade ressalta que vem atuando constantemente pela correta implementação do piso salarial  — e lembra que a falta de informações pode atrasar o pagamento dos profissionais.

Como atualizar os dados

Atualização Individual: Os responsáveis pelas informações devem acessar o sistema para fazer as alterações necessárias no cadastro de cada colaborador individualmente. Este processo permite uma revisão detalhada e específica de cada registro;

Atualização por lote: A opção permite o carregamento de uma planilha com todos os dados a serem atualizados. A alternativa permite atualizações em massa;

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) informa que disponibilizou um canal direto para apoiar os profissionais com dificuldades resultantes da desatualização de dados no InvestSUS. Basta enviar um e-mail, com o nome completo e o CPF, para o endereço verifica.sus@cofen.gov.br, para confirmar as informações no caso de inconsistência.

O Cofen esclarece  que é de competência do Ministério da Saúde estabelecer os critérios para o repasse dos recursos financeiros destinados ao pagamento do Piso Salarial. Não é responsabilidade do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem o fornecimento das informações ou a definição dos profissionais que têm direito ao recebimento do piso. O Cofen ainda ressalta que a inadimplência com o sistema não é impedimento para o repasse dos valores.

*Fonte: Brasil 61

Número de profissionais no Mais Médicos aumentou 105% em 2023

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Com 28.200 vagas preenchidas em 82% do território nacional, 86 milhões de pessoas foram beneficiadas pelo programa

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, participa da cerimônia de acolhimento dos profissionais do Programa Mais Médicos
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, participa da cerimônia de acolhimento dos profissionais do Programa Mais Médicos – Foto/Reprodução

Balanço do Ministério da Saúde indica que o programa Mais Médicos registrou aumento de 105% no número de profissionais atuando em 2023. Com 28.200 vagas preenchidas em 82% do território nacional, 86 milhões de pessoas, segundo a pasta, foram beneficiadas pelo programa. Ao longo desse período, 744 novos municípios passaram a ser atendidos.

Os números mostram ainda que todos os 34 distritos sanitários indígenas foram integrados ao Mais Médicos. “Um avanço importante diante da desassistência enfrentada por essa população nos últimos anos”, avaliou o ministério. No território Yanomami, o número de profissionais passou de 9 para 28. Ao todo, 977 novos profissionais atuam na saúde indígena.

Ainda segundo a pasta, 41% dos participantes desistiram do programa em edições anteriores, “por falta de perspectiva profissional”.

O Mais Médicos é classificado pelo governo federal como uma grande estratégia nacional para a formação de especialistas. A expectativa é que, nos próximos anos, cada equipe de saúde da família passe a contar com um especialista. Atualmente, o país registra mais de 50 mil equipes de saúde da família e mais de 10 mil médicos de família e comunidade.

*Com informações da Agência Brasil.

Mais Médicos chega a 28,2 mil profissionais e dobra quantidade de vagas em um ano

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Aumento em 2023 foi de 105% em relação ao ano anterior, segundo Ministério da Saúde; quantitativo atinge 82% do território nacional

Mais Médicos dobrou número de profissionais
Mais Médicos dobrou número de profissionais Foto/Wilson Dias/Agência Brasil

O número de profissionais atuando no Programa Mais Médicos dobrou em 2023, na comparação com o ano anterior. O aumento foi de 105%, somando 28,2 mil vagas preenchidas. O quantitativo atinge 82% do território nacional, com capacidade de atendimento a 86 milhões de pessoas. Os dados são do Ministério da Saúde.

“Mais que dobramos o efetivo de médicos em relação ao ano de 2022. São mais de 4 mil municípios atendidos, com ênfase nas periferias e no interior do país”, afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Em 2023, o programa alcançou 744 novos municípios e atingiu 100% dos 34 distritos sanitários indígenas. Atuando na saúde indígena foram incluidos mais 977 novos profissionais.

O Ministério da Saúde atribui o aumento de profissionais à reformulação do programa, com novas oportunidade de qualificação, incentivos e benefícios. Para o diretor de programas da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Felipe Proenço, o Mais Médicos é uma estratégia nacional para formação de especialistas.

“A expectativa é que nos próximos anos cada uma das equipes de saúde da família tenha um médico especialista, o que vai melhorar consideravelmente o atendimento às comunidades”, diz Proenço.

Reformulação

O programa reformulado foi sancionado em julho, com custo previsto de R$ 712 milhões para 2023. O lançamento do programa ocorreu em março, ocasião em que o presidente defendeu a contratação dos estrangeiros e lembrou que anteriormente o Mais Médicos contava com a participação de profissionais de Cuba.

O Mais Médicos foi criado em 2013, durante a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff e sofreu alterações desde então. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reformulou o programa, e uma das maiores mudanças foi o término da parceria do governo federal com profissionais cubanos. Uma das críticas era que o repasse dado aos médicos ia direto para o governo de Cuba. As informações são do portal R7.

Saúde investiga distorções nos dados do SUS em 467 municípios

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SUS sistema único de saúde
SUS sistema único de saúde – Foto/ Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

Ministério da Saúde fez pente-fino e enviou informações à CGU e à Polícia Federal; investigação foi ampliada no governo Lula.

O Ministério da Saúde analisa dados de produção do SUS potencialmente exagerados ou discrepantes informados nos últimos anos por 467 municípios pelo país, cerca de 8% das 5,5 mil cidades no território brasileiro.

A coluna publica nesta quinta-feira (27/7) uma série de reportagens mostrando como números informados por prefeituras de Alagoas contrastam com a realidade dos sistemas de saúde pública locais. Diversas prefeituras registraram aumentos repentinos na produção.

No Maranhão, foi descoberto um esquema de falsificação de dados das prefeituras para aumentar artificialmente o teto de recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) que deputados e senadores podiam indicar. Com isso, prefeituras passaram, sob indicação do Congresso, a receber recursos milionários de que não precisavam.

Diante disso, o Ministério da Saúde elaborou uma lista de municípios cujos dados são suspeitos e analisa se a produção relatada ao SUS corresponde à realidade para encaminhar os achados aos órgãos competentes.

O AudSUS, órgão de auditoria interna do SUS, terminou de analisar os dados em prefeituras do Maranhão e pediu a restituição de R$ 53 milhões enviados indevidamente ao sistema de saúde dos municípios. Outras auditorias, em cidades cujo nome o ministério manteve sob sigilo, estão em andamento.

Em nota à coluna, o ministério informou que, “ao detectar números de produção excessivos ou discrepantes, encaminha os achados aos órgãos competentes para ações de auditoria e controle”. “Atualmente, estão sendo analisados dados de produção informados por 467 municípios de todo o país.”

“O Ministério da Saúde vem aprimorando as regras de negócio dos sistemas oficiais de informação, objetivando reduzir os riscos de registros de produção assistencial distorcidos ou irregulares”, acrescentou o órgão. “Foram desenvolvidos mecanismos para controlar a quantidade máxima de procedimentos por paciente, a cada período, e para impedir alterações nos dados. Essas medidas permitem um melhor acompanhamento das informações inseridas nos bancos de dados.” *Com informações do Metrópoles.

Ministério da Saúde aumenta em 30% repasses ao Samu e prevê 239 novos veículos até o fim do ano

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Mateus Bruxel / Agencia RBS
RS deve receber oito ambulâncias do Samu nos próximos meses Mateus Bruxel / Agencia RBS

O Ministério da Saúde anunciou uma ampliação em 30% dos valores destinados a custeio do Serviço Móvel de Urgência (Samu). O valor, que era de R$1,3 bilhão, passará a ser de R$1,7 bilhão —um aumento de R$ 396 milhões por ano.

“O aumento busca minimizar a sobrecarga nos municípios e também é uma forma de incentivar a universalização do Samu, que desde 2013 não recebia atualização nos valores de custeio”, informou, em nota, o ministério.

O atual contrato para fornecimento de veículos ainda possui 239 novas unidades a serem entregues este ano. Os veículos serão usados para renovar a frota do Samu referente aos anos de 2015 e 2016. Para o Rio Grande do Sul, o MS prevê oito novos veículos.

Novos veículos serão distribuídas em 16 Estados

  • Bahia: 47
  • Minas Gerais: 47
  • Ceará: 33
  • Paraíba: 29
  • São Paulo: 20
  • Paraná: 15
  • Goiás: 12
  • Piauí: 12
  • Rio Grande do Sul: 8 
  • Santa Catarina: 5
  • Roraima: 3
  • Maranhão: 2
  • Pará: 2
  • Rio de Janeiro: 2
  • Pernambuco: 1
  • Tocantins: 1 – Fonte: Agência Brasil

 

Nova vacina contra dengue, Qdenga começa a ser aplicada no Brasil na próxima semana

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Frascos de teste da vacina contra a Dengue da Takeda. — Foto: TAKEDA/DIVULGAÇÃO
Frascos de teste da vacina contra a Dengue da Takeda. — Foto/Divulgação/Takeda

Qdenga, do laboratório japonês Takeda, estará disponível apenas em clínicas privadas em um primeiro momento. Esse é o primeiro imunizante autorizado no Brasil para pessoas que nunca entraram em contato com o vírus da dengue, mas também poderá ser aplicado em quem já teve a doença.

Uma nova vacina contra a dengue estará disponível no Brasil a partir da semana que vem, segundo a Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC).

Qdenga (TAK-003), do laboratório japonês Takeda Pharma, é o primeiro imunizante liberado no país para pessoas que nunca entraram em contato com o vírus da dengue.

Neste primeiro momento, a Qdenga será aplicada apenas na rede privada, como clínicas, laboratórios e farmácias. O valor de cada dose deve ficar entre R$ 301,27 e R$ 402,05, segundo preço tabelado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Em São Paulo, por exemplo, o preço máximo ao consumidor será de R$ 379,40 a dose.

“As clínicas devem utilizar esse parâmetro na composição da sua precificação final, que também inclui o atendimento, a triagem, a análise da caderneta de vacinação, as orientações pré e pós-vacina, além de todo o suporte que os pacientes necessitam para se informar corretamente sobre a questão da vacinação”, disse a ABCVAC, em nota enviada ao g1.

O registro da Qdenga foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março deste ano.

  • De acordo com a Anvisa, a Qdenga é indicada para a faixa etária de 4 a 60 anos;
  • É aplicada em um esquema de duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações;
  • A vacina é composta por quatro sorotipos diferentes do vírus causador da doença.
  • Ela também poderá ser aplicada em quem já teve a doença.

Portanto, não há distinção entre quem teve ou não a dengue, desde que esteja dentro da faixa etária estipulada pela agência reguladora para aplicação das doses.

Até então, a única vacina contra a dengue disponível no Brasil era a Dengvaxia, fabricada pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. O imunizante é recomendado somente para quem já foi infectado com o vírus da dengue. Essa vacina protege contra uma possível segunda infecção, que, no caso da dengue, pode se manifestar de forma mais agressiva e levar à morte.

E no SUS? Ainda não há prazo para que a Qdenga seja disponibilizada na rede pública de saúde. A liberação depende da aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão que assessora o Ministério da Saúde na tomada de decisões desse tipo.

Eficácia da Qdenga

Nos ensaios clínicos, a Qdenga mostrou ter uma eficácia geral de 80,2% contra a dengue causada por qualquer sorotipo após 12 meses da segunda dose. A vacina também reduziu as hospitalizações em 90%.

Em dezembro de 2022, a agência sanitária europeia European Medicines Agency também autorizou o uso do imunizante na União Europeia.

Vacina do Butantan

O Instituto Butantan também está desenvolvendo uma vacina contra a dengue: a Butantan-DV. Os trabalhos começaram há mais de 10 anos e, agora, entraram na reta final.

Nos ensaios clínicos de fase 3, o imunizante mostrou uma eficácia de 79,6% para evitar a doença. O estudo seguirá até todos os voluntários completarem cinco anos de acompanhamento, em 2024. A partir daí, o imunizante poderá ser submetido para aprovação da Anvisa.

Números da dengue

Em 2022, o Brasil registrou 1.016 mortes por dengue em 2022, algo nunca visto desde a década de 1980, quando a doença “ressurgiu” no país e começou a ser mais frequente, com ciclos de maior e menor intensidade.

Nos primeiros meses de 2023, também houve uma explosão da dengue no país. 503 mortes foram confirmadas até maio – é quase a metade de todas as mortes registradas em 2022. Nesse período, mais de 1 milhão de casos de dengue foram confirmados pelo Ministério da Saúde.

Períodos chuvosos, principalmente no verão, aliados à diminuição da percepção de risco para a dengue, são apontados como os principais motivos que levaram à alta nos casos e mortes em 2022 e no início de 2023.

Com a chuva, aumentam os riscos de água parada. É o cenário perfeito para que o Aedes aegypti se reproduza.

O que é essencial saber sobre a dengue:
  • O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado e possui quatro sorotipos diferentes — todos podem causar as diferentes formas da doença;
  • Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte;
  • Os principais sintomas são: febre alta (acima de 38°C), dor no corpo e articulações, dor atrás dos olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas;
  • dengue hemorrágica, forma mais grave da doença, é mais comum quando a pessoa contrai o vírus pela segunda vez;
  • Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento;
  • Como evitar a dengue? O mais importante é não deixar água parada e acumulando por aí: o mosquito pode usar como criadouros grandes espaços, como caixas d’água e piscinas abertas, até pequenos objetos, como tampas de garrafa e vasos de planta. *(g1).

Anvisa aprova primeiro medicamento injetável para prevenção do HIV no Brasil

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Anvisa aprova primeiro medicamento injetável para prevenção do HIV no Brasil - Jornal O Popular
Foto/divulgação

A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro medicamento injetável para prevenção do HIV no Brasil, o Cabotegravir, que será mais uma opção de profilaxia pré-exposição (PreP), ou seja, uso contínuo de medicamentos antirretrovirais para pessoas com maior risco de contaminação.

Atualmente, os medicamentos à disposição do público são comprimidos de uso via oral. A principal diferença em relação aos novos está em sua ação prolongada, com redução da necessidade de doses.

Basicamente, aplica-se uma injeção intramuscular na região dos glúteos, com as duas doses iniciais, tendo entre elas um intervalo de quatro semanas, e depois uma dose a cada oito semanas. Ou seja, em vez de 365 doses anuais, seriam apenas seis.

Segundo informações divulgadas pela GSK em 2020, a eficácia do novo método seria 69% maior em relação aos medicamentos de uso oral e diário. Além disso, espera-se que, com doses menos frequentes, a adesão ao tratamento aumente para os que fizerem uso desse tipo de medicamento.

Para mais informações sobre eficácia, segurança e quem deve recorrer ao método da PReP, é possível acessar o site do Ministério da Saúde. * (Estadão Conteúdo).