Campanha leva 20 tipos de vacina para estudantes das redes municipais e estadual; saiba como

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Municípios iniciam vacinação em escolas /Foto: SES-PE
Municípios iniciam vacinação em escolas /Foto: SES-PE

Estado anuncia nova etapa da estratégia para 2026. Dados oficiais mostram recuperação parcial dos índices após quedas registradas a partir de 2019

Por Adelmo Lucena e Bartô Leonel

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informou que a Estratégia de Vacinação nas Escolas será retomada ainda este mês e seguirá até dezembro, com previsão de ações em escolas e creches de todos os municípios do estado. A iniciativa é coordenada pelo Programa Nacional de Imunizações em Pernambuco (PNI-PE), em articulação com o Programa Saúde na Escola (PSE).

Segundo a pasta, em 2025 todos os municípios pernambucanos realizaram ações de vacinação em ambiente escolar. Entre março e dezembro do ano passado, foram alcançadas 3.940 creches e escolas, com mais de 15 mil ações e aplicação de 84.632 doses de vacinas.

A estratégia prevê a oferta de imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação, incluindo a vacina contra o HPV, além de doses contra hepatite A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, rotavírus, doenças pneumocócicas e meningocócicas, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, febre amarela, influenza e Covid-19, conforme faixa etária, situação vacinal e disponibilidade.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o HPV é a infecção sexualmente transmissível mais comum e está associado a cerca de 99% dos casos de câncer do colo do útero, além de outros tipos de câncer, como anal, de pênis e de orofaringe. A vacinação é indicada antes do início da vida sexual, o que tem levado gestores a priorizarem o ambiente escolar como ponto de acesso.

Em declaração divulgada pela SES-PE, a superintendente de Imunizações, Magda Costa, afirmou que desde 2023 o estado vem estimulando os municípios a desenvolver ações de vacinação em creches e escolas públicas e privadas, com foco especial nas unidades estaduais, onde se concentra grande parte dos estudantes do ensino médio, público-alvo da vacina contra o HPV.

Segundo a pasta, fica a cargo dos municípios convocarem os pais e responsáveis para que levem os alunos nos dias marcados da vacinação.

Queda e recuperação das coberturas

Dados da própria Secretaria de Saúde, extraídos da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) na segunda-feira (2), mostram que as coberturas vacinais em Pernambuco oscilaram nos últimos anos, com queda mais acentuada a partir de 2019 e durante o período da pandemia de Covid-19.

Entre crianças menores de 1 ano, a BCG, que havia alcançado 110,1% em 2015, caiu para 79,3% em 2020 e 82,6% em 2021. Houve recuperação em 2022 (99,1%) e 2024 (103,8%), mas o dado parcial de 2026 aponta 54,4% até 1º de março. A vacina contra hepatite B aplicada nas primeiras 24 horas de vida também apresenta variação: após atingir 108,4% em 2025, o índice parcial de 2026 está em 56,9%.

Imunizantes como pentavalente, pneumocócica, meningocócica C e poliomielite também registraram redução entre 2019 e 2021, com recuperação gradual nos anos seguintes. Em 2026, os percentuais ainda são parciais e, em geral, permanecem abaixo das metas de 95% preconizadas pelo Ministério da Saúde para a maioria das vacinas infantis.

No grupo de crianças com 1 ano ou mais, o comportamento é semelhante. A tríplice viral (D1), que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 101% em 2019, caiu para 72% em 2021 e alcançou 95,3% em 2026 (dado parcial). Já a segunda dose (D2) apresenta cobertura historicamente inferior, com 44,9% em 2021, 72,5% em 2025 e 86,2% em 2026.

A vacina contra varicela, incorporada mais recentemente ao calendário, registrou 30,9% em 2024, 63,7% em 2025 e 95,5% em 2026 (parcial). A febre amarela, implantada gradualmente no estado a partir de 2020, saiu de 27,8% naquele ano para 78,3% em 2026.

Ambiente escolar como estratégia

A vacinação em escolas é uma das estratégias adotadas para tentar recuperar os índices, especialmente entre crianças e adolescentes que não completaram o esquema vacinal. A lógica é aproveitar a concentração de estudantes em um mesmo local para facilitar o acesso, mediante autorização dos responsáveis.

Apesar do avanço na realização de ações em todos os municípios em 2025, os dados de cobertura indicam que a regularidade e a adesão às campanhas continuam sendo desafios. A consolidação dos percentuais de 2026 dependerá do ritmo de aplicação das doses ao longo do ano, já que os números atuais consideram apenas as doses registradas até 1º de março.

A SES-PE informou que a estratégia seguirá as diretrizes do Ministério da Saúde e será adaptada às realidades locais, com articulação entre equipes de saúde e educação.

Pernambuco inicia distribuição de quase 5 mil doses de nova vacina do SUS contra bronquiolite

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Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esse novo imunizante disponibilizado pelo SUS custa em média R$ 2,5 mil nas redes privadas./Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esse novo imunizante disponibilizado pelo SUS custa em média R$ 2,5 mil nas redes privadas. /Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A vacina é indicada, exclusivamente, para bebês prematuros (menores de 36 semanas gestacionais e 6 dias) e aqueles menores de 2 anos (1 ano, 11 meses e 29 dias), que apresentam comorbidade elegível

Por Bartô Leonel/DP

Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) iniciou, nesta segunda-feira (09), a distribuição de 4.976 doses do anticorpo monoclonal nirsevimabe nas unidades de saúde de Pernambuco. O imunizante, que combate o Vírus Sincicial Respiratório, principal causa da bronquiolite, é a mais nova vacina distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O imunizante, aplicado por via intramuscular, é destinado exclusivamente a bebês prematuros (menores de 36 semanas gestacionais e 6 dias) e aqueles menores de 2 anos (1 ano, 11 meses e 29 dias), que apresentam comorbidade elegível.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esse quantitativo recebido pelo Programa Estadual de Imunizações (PEI-PE) faz parte das 300 mil doses distribuídas em todo o país. Ainda segundo Padilha, esse novo imunizante disponibilizado pelo SUS custa em média R$ 2,5 mil nas redes privadas.

Conforme a SES-PE, o novo imunizante ficará disponível na rede de saúde durante todo o ano para crianças prematuras de qualquer peso corporal, independentemente do histórico de vacinação materna contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Já para crianças menores de 2 anos, o indicativo de utilização do anticorpo monoclonal é para aqueles com diagnóstico de cardiopatia congênita, imunocomprometidos graves (inato ou adquirido), fibrose cística, anomalias congênitas das vias aéreas, Doença Pulmonar Crônica (broncodisplasia), Síndrome de Down e Doença Neuromuscular. Para estes grupos, a oferta será feita durante o período sazonal que acontece de fevereiro a agosto.

Segundo a SES-PE, o Ministério da Saúde orienta também que os municípios façam o resgate de crianças elegíveis para esta imunização, sejam eles prematuros e com as comorbidades já instaladas.

As crianças prematuras nascidas depois de agosto de 2025 deverão receber o anticorpo no início da sazonalidade deste ano, desde que tenham idade inferior a seis meses de vida. Além disso, as crianças com comorbidades menores de 24 meses também farão parte deste resgate, desde que não tenham feito a utilização do palivizumabe.

Distribuição da vacina

O imunizante será distribuído prioritariamente em maternidades, leitos obstétricos conveniados ao SUS, centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs) e unidades de saúde da rede SUS.

No caso de municípios que ainda não indicaram seus serviços de referência à SES-PE, a população pode procurar o Programa Municipal de Imunização para ter informações atualizadas sobre o acesso ao anticorpo monoclonal.

Com isso, as maternidades serão responsáveis pela aplicação do imunobiológico nos recém-nascidos do local. Já os demais serviços de saúde relatados atenderão crianças prematuras e com comorbidades, que farão parte do resgate da estratégia.

O niservimabe torna-se parte das ações de prevenção contra o VSR, iniciada em dezembro passado, com a oferta da vacina recombinante, aplicada em dose única, indicada para todas as gestantes a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade materna, com foco na proteção dos bebês menores de seis meses.

Até então, o palivizumabe era a única opção disponível no SUS para prevenção do VSR. Segundo a SES-PE, a medida do Ministério da Saúde visa ainda à substituição gradual do palivizumabe pelo nirsevimabe.

Apesar disso, as crianças que iniciam o esquema de proteção contra o VSR com o palivizumabe, devem finalizar com o mesmo imunobiológico, composto por cinco doses.

“Este incremento junto à rede SUS será muito importante para a prevenção do Vírus Sincicial Respiratório, para a redução da busca por atendimento nos hospitais e para a diminuição do surgimento de casos graves”, destacou a superintendente de Imunizações do estado, Magda Costa.

A distribuição do niservimabe no SUS fortalece a resposta contra a sazonalidade dos vírus respiratórios, que vai de fevereiro/março a agosto, provocando impacto na demanda por leitos especializados no cuidado intensivo desses pacientes.

Vale ressaltar que enquanto as vacinas induzem uma resposta ativa do sistema imunológico contra vírus e bactérias, as anticorpos monoclonais são desenvolvidas para atacar alvos específicos e gerar uma resposta passiva e instantânea, tratando-se de uma estratégia complementar à vacinação.

Em Pernambuco, mais de 114 mil gestantes aguardam a nova vacina do SUS contra bronquiolite em recém-nascidos

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Pernambuco receberá 30.700 doses da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)/Foto: Reprodução / Freepik
Pernambuco receberá 30.700 doses da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) (Foto: Reprodução / Freepik)

O imunizante é a mais nova vacina que foi incorporada pelo pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que na rede privada pode custar até R$ 1,5 mil.

Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) estima que 114.058 mulheres no estado, que estejam a partir da 28ª semana de gestação, sejam imunizadas contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), microrganismo causador de doenças como bronquiolite e pneumonia em crianças menores de dois anos. O imunizante é a mais nova vacina que foi incorporada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que na rede privada pode custar até R$ 1,5 mil.

Ainda de acordo com a SES-PE, o Programa Estadual de Imunização (PEI) está aguardando a chegada das 30.700 doses do imunizante contra o VSR, que teve a distribuição iniciada nesta terça-feira (2) pelo Ministério da Saúde. A previsão é que os imunizantes cheguem a Pernambuco ainda nesta quarta-feira (3).

As entregas são feitas por modal aéreo, rodoviário e multimodal, seguindo as logísticas de cada estado. Este lote inicial integra a compra de 1,8 milhão de doses feita pelo Ministério da Saúde. As entregas estão seguindo o calendário pactuado com estados e municípios, sendo o Distrito Federal (DF) a primeira unidade da federação a receber as doses.

A oferta da vacina pelo SUS foi viabilizada por meio de acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório produtor, que assegurou a transferência de tecnologia ao Brasil. Com isso, o país passará a fabricar o imunizante, ampliando a autonomia e acesso da população a essa proteção.

A SES-PE ainda informou que assim que houver o recebimento do quantitativo destinado ao estado, será realizado o planejamento operacional para início da estratégia de vacinação. A distribuição do imunizante acontecerá de forma proporcional a todos os municípios, considerando as estimativas populacionais de cada território e seguindo as recomendações do Ministério da Saúde.

A VSR A e B (recombinante), aplicada em dose única, é indicada para todas as gestantes a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade materna, com foco na proteção dos bebês menores de 6 meses.

Importância da vacinação

O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças menores de dois anos. A vacina oferece proteção imediata aos recém-nascidos, reduzindo hospitalizações.

Em 2025, até 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR. Desses casos, a maior concentração de hospitalizações ocorreu em crianças com menos de dois anos, totalizando mais de 35,5 mil ocorrências, o que representa 82,5% do total de casos de SARG por VSR no período.

Como a maioria dos casos é decorrente de infecção viral, não existe um tratamento específico para a bronquiolite. O manejo é baseado apenas no tratamento dos sinais e sintomas que incluem: terapia de suporte; suplementação de oxigênio, conforme necessário; hidratação; e uso de broncodilatadores, (substâncias que promovem a dilatação das pequenas vias aéreas nos pulmões), especialmente quando há chiados evidentes.

Quem deve se vacinar?

O grupo prioritário para receber essa vacina são todas as gestantes, a partir da 28ª semana de gravidez. Não há restrição de idade para a mãe. A recomendação é tomar dose única a cada nova gestação.

Com a chegada das doses às Unidades Básicas de Saúde (UBS), o Ministério orienta as equipes a verificarem e atualizarem a situação vacinal das gestantes, incluindo influenza e covid-19, uma vez que a vacina contra o VSR pode ser administrada simultaneamente a esses imunizantes.

A eficácia dessa estratégia foi comprovada em estudos clínicos, como o Estudo Matisse: a vacinação materna demonstrou uma eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos bebês durante os primeiros 90 dias (três meses) após o nascimento.

Por Bartô Leonel/DP

Campanha de vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira (07)

SAÚDE

 Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A campanha nacional de vacinação contra a influenza começa na próxima segunda-feira (7). A meta é imunizar 90% dos chamados grupos prioritários, que incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes. Também podem receber a dose:

  • trabalhadores da saúde;
  • puérperas;
  • professores dos ensinos básico e superior;
  • povos indígenas;
  • pessoas em situação de rua;
  • profissionais das forças de segurança e de salvamento;
  • profissionais das Forças Armadas;
  • pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
  • pessoas com deficiência permanente;
  • caminhoneiros;
  • trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
  • trabalhadores portuários
  • funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • população privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (com idade entre 12 e 21 anos).

Doses

De acordo com o Ministério da Saúde, o imunizante distribuído na rede pública protege contra três vírus do tipo influenza e garante uma redução do risco de casos graves e óbitos provocados pela doença.

Para a vacinação deste ano, a pasta adquiriu um total de 73,6 milhões de doses. No primeiro semestre, 67,6 milhões de doses devem ser distribuídas para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. No segundo semestre, 5,9 milhões serão enviadas para o Norte.

Inverno amazônico

A campanha, este ano, será realizada em dois momentos:

  • primeiro semestre (março/abril): nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul
  • segundo semestre (setembro): na Região Norte, alinhando-se ao período de maior circulação viral na região.

“Enquanto no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste o pico de casos ocorre no outono e inverno (abril a junho), na Região Norte, devido ao clima tropical e ao regime de chuvas, a maior circulação do vírus acontece no segundo semestre, geralmente entre setembro e novembro, o chamado inverno amazônico”, destacou o ministério.

Eficácia e segurança

Ainda de acordo com a pasta, a vacina contra a gripe é capaz de evitar entre 60% e 70% dos casos graves e dos óbitos relacionados à doença.

Em 2025, a dose contém as seguintes cepas: H1N1, H3N2 e B. A administração, de acordo com o ministério, pode ser feita junto a outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação.

O imunizante é contraindicado para crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de anafilaxia grave após doses anteriores.

“A influenza e a covid-19 continuam sendo ameaças para a saúde pública, especialmente para as pessoas não vacinadas”, ressaltou a pasta.

Em 2024, a cobertura vacinal contra a gripe entre os públicos prioritários foi de 48,89% na Região Norte e 55,19% nas demais regiões.

“O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação e conta com a participação de toda a população. Vacinar-se é um ato de cuidado próprio e coletivo. As vacinas são seguras, eficazes e gratuitas.”

Por Agência Brasil

Gripe: estados e municípios devem iniciar vacinação assim que receberem as doses do imunizante, recomenda MS

SAÚDE

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Campanha de reforço da vacina começa em 7 de abril. A previsão é de que 30 milhões de doses sejam distribuídas no mês

No dia 21 de março, o Ministério da Saúde começou a distribuir doses de vacinas contra a gripe para todos os estados das regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste. A primeira leva tem 5,4 milhões de doses e a previsão é de que a distribuição ocorra até o final de abril, totalizando 35 milhões de doses do imunizante pelo país.

O início oficial da vacinação está marcado para o dia 7 de abril, data que marca o começo da campanha de reforço da imunização. Apesar disso, a recomendação do Ministério da Saúde é de que estados e municípios iniciem a estratégia assim que receberem as doses do imunizante.

Segundo o MS, a vacina contra a gripe é capaz de evitar entre 60% e 70% dos casos graves e óbitos.

Conforme a Pasta, a estratégia será mantida ao longo do ano, indo além das campanhas sazonais e integrando o Calendário Nacional de Vacinação.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a meta é imunizar 90% do público prioritário. Com isso, já fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. Mas a estratégia vai além desses grupos prioritários. Confira:

  • Trabalhadores da Saúde;
  • Puérperas;
  • Professores dos ensinos básico e superior;
  • Povos indígenas;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
  • Profissionais das Forças Armadas;
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
  • Trabalhadores portuários
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas  (entre 12 e 21 anos).

Estratégia regional 

A campanha será realizada em dois momentos:

Primeiro semestre: março/abril, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul
Segundo semestre: setembro, na Região Norte, alinhando-se ao período de maior circulação viral na região.

A estratégia considera a região que concentra o pico de casos em determinado período do ano. Dessa forma, a previsão para o primeiro semestre é distribuir 67,6 milhões de doses para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste – onde o pico de casos ocorre no outono e inverno (abril a junho).

Já no segundo semestre, serão distribuídas 5,9 milhões de doses para a Região Norte. Isso deve ocorrer devido ao clima tropical e ao regime de chuvas, que fazem com que a maior circulação do vírus aconteça neste período, geralmente entre setembro e novembro, chamado de “Inverno Amazônico”.

Temporada do VSR no país

Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado em 27 de março, alerta para o início da tendência de aumento da circulação dos vírus respiratórios nas próximas semanas. Nas últimas edições, a publicação já apontava o crescimento de casos graves do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), especialmente na região Centro-Oeste, com a incidência atingindo níveis altos ou muito altos. O estudo refere-se à Semana Epidemiológica (SE) 12, de 16 a 22 de março.

A pesquisadora Tatiana Portela, do InfoGripe e do Programa de Processo de Computação Científica, informa que se trata de um crescimento sazonal. Além disso, a pesquisadora esclarece que, além do VSR, é muito provável que, em breve, haja um aumento do vírus da influenza.

Apesar da sazonalidade, a pesquisadora da FioCruz ressalta que estar vacinado contra a gripe é essencial para evitar casos graves.

No atual cenário, a análise aponta crescimento de VSR em níveis de incidência moderada na Região Sudeste, principalmente em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O Acre também já tem sinais de aumento dos casos graves de VSR.

Fonte: Brasil 61

Março Lilás alerta para prevenção do câncer de colo do útero e reforça a importância da vacina contra HPV

VACINAÇÃO E PREVENÇÃO

Evento de lançamento da campanha Março Lilás, mês de prevenção de câncer de colo do útero
Evento de lançamento da campanha Março Lilás, mês de prevenção de câncer de colo do útero – Foto: Junior Rosa

O câncer de colo do útero é o que mais mata mulheres até 36 anos, e o segundo que mais mata mulheres até 60 anos; 99% dos casos são causados por HPV

O lançamento da campanha Março Lilás reuniu, na terça-feira (26), especialistas, influenciadoras e representantes da indústria farmacêutica para um debate crucial sobre a prevenção do câncer de colo do útero. O evento ocorreu na capital paulista.

A iniciativa, que tem a apresentadora Fernanda Lima como embaixadora, busca reforçar a importância da vacina contra o papilomavírus humano (HPV) e incentivar exames regulares para detecção precoce da doença.

Impacto do câncer de colo do útero no Brasil

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de colo do útero é o primeiro em incidência entre mulheres de até 36 anos e o segundo entre aquelas com menos de 60 anos.

A cada dia, 19 mulheres morrem no Brasil vítimas dessa doença, que é causada, em 99% dos casos, pelo HPV.

“Frequentemente nos perguntamos quando haverá uma vacina que previna o câncer, mas a verdade é que ela já existe. Por isso, estamos comprometidos em contribuir para um futuro em que o câncer de colo do útero não seja mais uma realidade para as mulheres”, destacou o diretor de Vacinas Privadas da MSD Brasil, Fernando Cerino.

Dengue: produção nacional e dose única são vantagens da nova vacina

SAÚDE

São Paulo 11/04/2024 Prefeitura amplia a vacinação contra a Dengue, serão 471 UBS e AMAs, para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. Fotos da vacinaçao na UBS do Cambuci. Foto Paulo Pinto/Agência Brasil
Foto Paulo Pinto/Agência Brasil

Médica aponta ainda possiblidade de inclusão de novos públicos-alvo

O anúncio do Ministério da Saúde sobre a primeira vacina nacional contra a dengue traz consigo outros avanços importantes, como o aumento no volume de doses disponíveis, a produção do imunizante no país, o novo esquema vacinal de apenas uma dose e a perspectiva de inclusão de novos públicos-alvo, afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Mônica Levi.

A médica lembra que o total de 60 milhões de doses que serão entregues no ano que vem, apesar de ser seis vezes maior do que o previsto para 2025, é insuficiente para vacinar toda a população brasileira. Isso significa que o Programa Nacional de Imunizações ainda precisará definir um público-alvo para receber o imunizante que será produzido pelo Instituto Butantan e foi batizado de Butantan-DV.

Por enquanto, a vacina que está sendo aplicada nos postos de saúde é a QDenga, da farmacêutica japonesa Takeda, e apenas em adolescentes de 10 a 14 anos, em cidades com maior incidência da doença, com exceção das doses próximas do vencimento, que podem ser recebidas por pessoas de outras idades.

Mônica Levi diz esperar que novos estudos da Butantan-DV mostrem a segurança e a eficácia da vacina também entre os idosos.

“Os adolescentes internam-se mais e tem mais quadros graves, mas quem mais morre são os idosos. Só que, nas vacinas disponíveis, a faixa etária acima de 60 anos não foi contemplada nos estudos. Mas, no projeto anunciado, há um estudo em populações de outras faixas etárias. Como a vacina do Butantã é de 2 a 59 anos, eu entendo que as outras faixas etárias de interesse são de 60 anos para cima. E isso seria muito importante, porque os idosos tem maior mortalidade”, diz a especialista.

Mesmo que a capacidade de produção seja insuficiente para toda a população brasileira, outra inovação da Butantan-DV deve ajudar a aumentar as coberturas vacinais: é o primeiro imunizante contra a dengue do mundo aplicado em apenas uma dose.

“Em qualquer faixa etária, mas principalmente nos adolescentes, nas vacinas de múltiplas doses, a segunda ou a terceira sempre têm um uma evasão, sempre tem piores coberturas. Sem dúvida, é muito mais fácil fazer campanha pontual de uma dose só do que conseguir completar um esquema maior”, afirma Mônica Levi.

A Butantan-DV foi desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional de Saúde Americano e a farmacêutica MSD e será produzida em conjunto com a empresa WuXi Biologics. Ainda assim, a vacina foi apresentada como 100% nacional porque todas as etapas de sua produção serão realizada em solo brasileiro.

Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, é uma grande vantagem, inclusive para diminuir o risco de desabastecimento ou atraso na entrega das vacinas. “Não depender de acordos que os laboratórios tenham com outros países, se há surtos ou epidemias, isso permite autonomia. Você vai ter uma produção que atenda a sua população, e isso é fundamental para garantir a quantidade de vacinas para a população que se pretende vacinar.”

Bom resultado de testes

O imunizante é tetravalente, ou seja, protege contra os quatro tipos da dengue. Na última etapa de testes, a vacina teve 79,6% de eficácia geral e 89,2% de eficácia entre as pessoas que já tiveram a doença, mas ainda está sendo avaliada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é a responsável pela autorização do uso da vacina no país.

Mônica Levi lembra ainda que todos esses benefícios da Butantan-DV só devem chegar à população a partir de 2026, logo, não se pode descuidar da prevenção ambiental, para controlar a disseminação do Aedes aegypti, mosquito que transmite a doença.

A dengue não é transmitida de uma pessoa para outra, o que significa que a vacina não é capaz de produzir a chamada “imunidade de rebanho”, quando um certo número de pessoas vacinadas é suficiente para bloquear ou até erradicar o agente causador. “Claro que você vai ter menos gente infectada para os mosquitos se contaminarem e picarem outras pessoas, mas não é uma proteção segura, por exemplo, para quem não foi vacinado porque tinha contraindicação, ou estava gestante, era imunocomprometido grave.”

De acordo com o Painel de Monitoramento do Ministério da Saúde, o Brasil já registrou este ano mais de 439 mil casos prováveis de dengue, com 177 mortes confirmadas. Em janeiro, a quantidade de casos foi menor do que no mesmo mês do ano passado, quando houve surto da doença, mas superior aos registros de 2023.

Fonte: Agência Brasil

Instituto Butantan Desenvolve Nova Vacina Contra Dengue: Esperança para a Ampliação da Imunização no Brasil

VACINAÇÃO

Em um avanço promissor, o Instituto Butantan finalizou o desenvolvimento da vacina Butantan-DV contra a dengue
Em um avanço promissor, o Instituto Butantan finalizou o desenvolvimento da vacina Butantan-DV contra a dengue – ButantanDivulgação

A relevância global da dengue e seu impacto na saúde pública têm tornado o desenvolvimento de vacinas eficazes uma prioridade científica e médica

Por Rafael Dhalia*

A dengue, uma doença viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, continua sendo uma das principais preocupações de saúde pública nas regiões tropicais. Com quatro sorotipos distintos (DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4), a doença causa alta morbidade e mortalidade em áreas endêmicas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 390 milhões de infecções por dengue ocorrem anualmente em todo o mundo.

Desde o primeiro registro da doença no Brasil, em 1981, os casos de dengue têm aumentado significativamente. Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que, em 2024, o país enfrentou mais de 10 milhões de casos prováveis e registrou 5.922 óbitos confirmados pela doença, um aumento expressivo em comparação a anos anteriores.

Diversos fatores contribuem para o aumento dos casos no Brasil: 1. Crescimento Urbano Desordenado: A falta de infraestrutura adequada para o controle de vetores nos centros urbanos favorece a disseminação da doença; 2. Mudanças Climáticas: O aumento das temperaturas e variações nos padrões de chuva criam condições propícias para a proliferação dos mosquitos; 3. Armazenamento de Água: Em regiões com acesso limitado a água potável, a prática de armazenar água em casa proporciona criadouros para os mosquitos; 4. Circulação Concomitante de Sorotipos: A circulação simultânea dos quatro sorotipos do vírus aumenta a vulnerabilidade da população.

A relevância global da dengue e seu impacto na saúde pública têm tornado o desenvolvimento de vacinas eficazes uma prioridade científica e médica nas últimas décadas. Em um avanço promissor, o Instituto Butantan finalizou o desenvolvimento da vacina Butantan-DV contra a dengue e submeteu o pedido de licenciamento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em 2024. Esta conquista representa um passo significativo na luta contra a doença, ampliando as opções de imunização.

A vacina Butantan-DV traz uma vantagem crucial: seu esquema vacinal de dose única pode ser administrado tanto a indivíduos que já foram expostos ao vírus da dengue quanto àqueles que nunca contraíram a doença. Esta característica pode facilitar a adesão ao Programa Nacional de Imunização (PNI) e aumentar a cobertura vacinal. O Instituto Butantan já está preparado para produzir e entregar 100 milhões de doses ao PNI nos próximos três anos, prometendo um impacto significativo na saúde pública.

A primeira vacina licenciada contra a dengue em 2015, a Dengvaxia®, desenvolvida pela Sanofi Pasteur, apresentou limitações significativas. Embora disponível em clínicas privadas, não é recomendada para indivíduos sem exposição prévia ao vírus, dificultando sua inclusão em programas de vacinação em massa. Em 2023, a Takeda licenciou a vacina QDenga®, aprovada pela ANVISA e incluída no PNI.

A QDenga® é apropriada tanto para pessoas previamente expostas ao vírus quanto para aquelas que nunca tiveram a doença, mas requer duas doses, com um intervalo de 90 dias entre elas. A limitação na sua produção, e entrega, restringiu sua distribuição no PNI para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, além das regiões com maior incidência da dengue.

Com a introdução da Butantan-DV, espera-se superar essas barreiras logísticas e ampliar significativamente a imunização contra a dengue no Brasil e no mundo, marcando um avanço crucial na prevenção dessa doença, que, segundo a OMS, está entre as dez maiores ameaças à saúde pública.

*Rafael Dhalia, pesquisador da Fiocruz e membro da Academia Pernambucana de Ciências

Covid em alta: mais de 150 casos são confirmados apenas na primeira semana do ano em Pernambuco

SAÚDE

 (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Por Diario de Pernambuco

Secretaria de Saúde de Pernambuco informou, nesta quarta (8), que testes estão disponíveis em unidades básicas de saúde, UPAs, policlínicas e outros locais definidos pelos municípios

Na primeira semana de 2025, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou 134 casos de Covid-19, sendo 133 leves e apenas um caso de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pela doença.

Ao longo de dezembro do ano passado, os números divulgados pela SES mostram um aumento nos casos leves da doença, que foram de 57 na primeira semana do mês para 165 na semana do Ano Novo.

A Secretaria de Saúde recomenda que, a partir de sintomas suspeitos, como febre, tosse, dor de garganta, o paciente aguarde entre 48 e 72 horas para realizar a testagem em serviços de saúde.

Eles estão disponíveis em unidades básicas de saúde, UPAs, policlínicas e outros locais definidos pelos municípios de todo o Estado. Caso o resultado seja positivo, a SES alerta que é necessário cumprir o isolamento de sete dias.

Em entrevista ao Diario, o clínico geral e infectologista Eduardo Faria, médico do Hospital Português afirma que “é muito importante o uso de uma máscara de boa qualidade. Essa máscara deve ser usada obrigatoriamente por pessoas que estão sintomáticas do ponto de vista respiratório, com tosse e com coriza”.

A proteção é indicada também a pessoas com fragilidades como o consumo de corticoides ou medicações que baixam a imunidade.

A SES informa, ainda, que as estratégias de imunização são conduzidas pelos municípios, que possuem autonomia para adotar as ações de vacinação e oportunizar o acesso ao imunizante aos munícipes.

SES-PE lança Campanha de Vacinação Antirrábica para cães e gatos a partir de 9 de novembro em todo o estado

PERNAMBUCO

Foto/Divulgação

Meta é imunizar 80% dos cães; população é convocada a vacinar seus animais gratuitamente em postos de saúde de todo o estado

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) inicia, entre os dias 9 de novembro e 9 de dezembro, a Campanha de Vacinação Antirrábica para cães e gatos em todo o estado. A ação, promovida pelo Programa de Vigilância e Controle da Raiva, visa imunizar pelo menos 80% dos 1.146.735 cães estimados no estado. Embora a campanha também contemple os 389.347 gatos, não há uma meta específica para os felinos, mas a vacinação é incentivada devido ao risco de exposição a morcegos, principais transmissores do vírus da raiva.

“A raiva é uma doença grave e fatal em quase 100% dos casos. A vacinação é a única forma de prevenção eficaz, e por isso a campanha terá 5.120 postos fixos em Pernambuco, com o apoio de aproximadamente 15.360 vacinadores e 184 coordenadores,” destacou Eduardo Bezerra, diretor de Vigilância Ambiental da SES-PE. Bezerra reforça a importância da adesão dos tutores, lembrando que os vacinadores também percorrerão comunidades, facilitando o acesso.

Em 2024, Pernambuco já registrou 19 casos de raiva em animais – incluindo um cachorro, três saguis, quatro raposas e onze morcegos –, o que acentua a necessidade da vacinação para formar uma barreira de proteção contra a doença e evitar o risco de transmissão aos humanos. A SES-PE convida a população a levar os animais aos postos de vacinação, onde o imunizante será aplicado gratuitamente.

“Para garantir a segurança dos animais e das pessoas, é fundamental que todos compareçam. Se você ama seu pet, não deixe de levá-lo para a vacinação,” ressaltou Francisco Duarte, coordenador de Zoonoses da SES-PE. A vacinação gratuita estará disponível em postos de saúde e pontos estratégicos por todo o estado, facilitando o acesso para os tutores e ajudando a construir um ambiente mais seguro e saudável para todos. Por Clebson Amsterdan.

Brasil sai da lista dos países com mais crianças não vacinadas no mundo, mostram UNICEF e OMS

SAÚDE

 — Foto: Prefeitura de Uberaba/Divulgação
Foto/Divulgação

Em 2021, o Brasil estava em 7º lugar na lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas no mundo.

O Brasil se destacou na imunização infantil e saiu da lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas no mundo.

É o que mostram os dados de um novo relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), divulgados nesta segunda-feira (15).

Segundo o relatório, no Brasil, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1 (que protege contra difteria, tétano e coqueluche) diminuiu de 687 mil em 2021 para 103 mil em 2023.

Além disso, a quantidade de crianças brasileiras que não receberam a DTP3 reduziu de 846 mil em 2021 para 257 mil em 2023. No país, a DTP é administrada pelo programa nacional de imunizações com o nome de vacina pentavalente.

Em 2021, o Brasil estava em 7º lugar na lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas no mundo, mas em 2023, já não faz mais parte dela.

Nesse intervalo, o Brasil registrou melhorias em 14 dos 16 imunizantes analisados pelo Unicef e OMS.

“Após anos de queda nas coberturas vacinais infantis, a retomada da imunização no Brasil merece ser comemorada. Agora, é fundamental continuar avançando, ainda mais rápido, para encontrar e imunizar cada menina e menino que ainda não recebeu as vacinas. Esses esforços devem ultrapassar os muros das unidades básicas de saúde e alcançar outros espaços em que crianças e famílias, muitas em situação de vulnerabilidade, estão – incluindo escolas, CRAS e outros espaços e equipamentos públicos”, diz Luciana Phebo, chefe de Saúde do UNICEF no Brasil.

Por outro lado, no cenário global, não houve avanços positivos. A cobertura global de imunização infantil estagnou em 2023, deixando 2,7 milhões de crianças a mais não vacinadas ou com imunização incompleta, em comparação com os níveis pré-pandemia de 2019.

“As tendências mais recentes demonstram que muitos países continuam a não vacinar um número excessivo de crianças”, disse a Diretora Executiva do UNICEF, Catherine Russell.

“Fechar a lacuna de imunização requer um esforço global, com governos, parceiros e líderes locais investindo em cuidados primários de saúde e trabalhadores comunitários para garantir que todas as crianças sejam vacinadas e que a saúde geral seja fortalecida”. *Por g1.

Vacinar é preciso: Pernambuco enfrenta baixa cobertura vacinal

VACINAÇÃO

 (Foto: Miva Filho/SES-PE)
(Foto: Miva Filho/SES-PE)

Estado segue tendência mundial e nacional de queda em coberturas vacinais, agravada pós pandemia; confira quais imunizantes estão com baixa adesão

Após a pandemia da Covid-19, foi possível enxergar um movimento de queda nos índices vacinais no mundo todo. Na população brasileira não foi diferente. Segundo um levantamento do Observatório da Atenção Primária à Saúde, divulgado em 2023, no ano de 2021, o Brasil atingiu a menor cobertura vacinal em 20 anos, com uma média nacional de 52,1%.

Mesmo com os esforços realizados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) para intensificar a cobertura vacinal no Estado, em Pernambuco a adesão de vacinas ficou comprometida pelas ondas antivacinas que tiveram crescimento no contexto pós pandêmico. A SES-PE enfatiza que a realidade de baixa cobertura vacinal é um fenômeno global agravado durante a pandemia de Covid-19, não alcançando as metas preconizadas pelo Ministério da Saúde.

Diante desse cenário, é essencial enfatizar a necessidade de proatividade da população em cumprir com as programações e calendários vacinais, que estão previstos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), preservando a cultura da vacinação, além dos mutirões e dos dias “D”.

A importância das vacinas é incontestável para a segurança da saúde pública e se vacinar é a melhor maneira de garantir proteção contra uma variedade de doenças graves e de suas complicações, que podem até levar à morte.

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), informou dados referentes ao período de 2015 até o último mês de maio sobre os imunizantes que sofreram com baixa cobertura em menores de 1 ano. São estes a BCG (68,1%) e Hepatite B (74,7%).

Com relação à cobertura em crianças maiores de 1 ano, Hepatite A (68,8%), Tríplice Viral – D2 (60,4%), DTP – 1º reforço (71,5), Poliomielite – 1º reforço (67,6%) e Varicela (54,8%) são as vacinas com menos adesão.

Em adultos, para a Influenza os dados de vacinação apontam o quantitativo de 41,7%, referente aos grupos prioritários.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, o órgão promove também o acompanhamento das estratégias municipais. Em Pernambuco utilizam também de métodos como operações de busca ativa nas casas, escolas, indústrias e feiras para o aumento da cobertura vacinal no Estado, além do incentivo para ampliação do horário de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e pontos de vacinação, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. *Fonte: Diario de Pernambuco.

Dengue: Vacinas a vencer devem ir a outras cidades ou dadas para público de 4 a 59 anos

IMUNIZAÇÃO

Qdenga, vacina contra a dengue no Brasil — Foto: Ailton Alves/Rede Amazônica
Qdenga, vacina contra a dengue no Brasil — Foto: Ailton Alves/Rede Amazônica

Estados e municípios poderão aumentar o público-alvo do imunizante para pessoas de 4 a 59 anos. Estratégia será adotada em localidades que tenham vacinas armazenadas com vencimento em 30 de junho e 31 de julho, De acordo com nota técnica da pasta, trata-se de uma “estratégia temporária”

O Ministério da Saúde informou que as doses da vacina da dengue com o prazo próximo ao vencimento entre junho e julho devem ser remanejadas para cidades ou usadas para ampliar a faixa etária atendida.

De acordo com nota técnica da pasta, trata-se de uma “estratégia temporária”.

As orientações são as seguintes:
Estados que tenham municípios que ainda não foram contemplados com a vacina devem, preferencialmente, remanejar doses próximas ao vencimento para esses territórios;

Em Estados nos quais todas as cidade tenham sido contempladas, as doses podem ser aplicadas em todos as pessoas de 6 a 16 anos – essa é faixa etária recomendada da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a vacina Qdenga, da Takeda, que é aplicada no País;

Caso necessário, ampliar a faixa etária vacinada de dos 4 aos 59 anos de idade, conforme a bula da vacina no Brasil.

A pasta destaca que a estratégia definida pelos entes federativos precisa ser informada, para a garantia da segunda dose dessas pessoas.

A pasta afirma que comprou todas as doses oferecidas pela farmacêutica japonesa, mas como há limitação, foi definido que, neste ano, apenas seriam vacinadas crianças de 10 a 14 anos de 521 municípios.

Segundo o ministério, dentro da faixa orientada pela OMS, esse grupo concentra o maior número de hospitalizações

Não é a primeira vez neste ano que a pasta faz uma recomendação do tipo. As doses com vencimento em abril também passaram por remanejamento, conforme mostrou o Estadão.

O País enfrenta a pior epidemia de dengue da história. Já são mais de 6 milhões de casos prováveis registrados e mais de 4 mil mortes, segundo o painel de dados da pasta da Saúde.

Números preliminares que tendem a ser atualizados para cima conforme chegam as notificações dos municípios. *Por Estadão Conteúdo.

Covid-19: entenda como fica a vacinação por idade e grupo prioritário

VACINAÇÃO

Vacinação contra a covid-19
Vacinação contra a covid-19 – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Vacina da Covid-19 integra o Programa Nacional de Imunizações desde janeiro

Desde janeiro de 2024, a vacina contra a Covid-19 integra o Programa Nacional de Imunizações (PNI). A recomendação do Ministério da Saúde é que estados e municípios priorizem crianças de 6 meses a menores de 5 anos e grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença, como idosos, imunocomprometidos, gestantes e puérperas.

Em maio, a pasta confirmou a compra de 12,5 milhões de doses do imunizante contra a covid-19 SpikeVax, produzido pela farmacêutica Moderna. O processo de aquisição emergencial, segundo o ministério, começou em dezembro de 2023, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a versão mais atualizada da vacina.

A SpikeVax é uma dose monovalente que protege contra uma subvariante específica da covid-19, a XBB 1.5, conhecida popularmente como Kraken e um subtipo da variante Ômicron. A vacina é registrada pela empresa Adium S.A. e fabricada pela Moderna, com indicação para imunização ativa em crianças a partir de 6 meses e adultos.

Esquema primário
Com a aquisição da nova dose, o esquema primário de vacinação contra a covid-19 no Brasil, em 2024, passa a funcionar da seguinte forma:

– Crianças de 6 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias devem receber duas doses, ambas monovalentes (SpikeVax), com intervalo de quatro semanas entre elas;

– Pessoas com 5 anos ou mais que fazem parte de grupos prioritários devem receber uma dose monovalente (SpikeVax);

– Imunocomprometidos com 5 anos ou mais devem receber três doses, sendo a primeira monovalente (SpikeVax). A segunda dose deve ser aplicada quatro semanas depois e a terceira, oito semanas após a segunda dose.

De acordo com a Estratégia de Vacinação contra a Covid-19 em 2024, o esquema primário não é mais recomendado rotineiramente para pessoas com 5 anos ou mais que não fazem parte de grupos prioritários. Entretanto, se a pessoa não tiver sido vacinada anteriormente e optar por se vacinar agora, pode receber uma dose da vacina monovalente (SpikeVax).

No caso de crianças menores de 5 anos completamente imunizadas (três doses) anteriormente com outras vacinas contra a Covid-19, a orientação do ministério é que elas recebam mais uma dose da vacina monovalente (SpikeVax).

Doses anuais ou reforço
Além de completar o esquema primário contra a covid-19, é preciso atentar para as doses anuais, que passaram a funcionar da seguinte forma:

– Grupos prioritários a partir de 5 anos devem receber uma dose anual da vacina monovalente (SpikeVax), desde que aplicada com intervalo mínimo de três meses desde a administração da última dose contra a covid-19;

– Imunocomprometidos a partir de 5 anos, gestantes, puérperas e idosos a partir de 60 anos devem receber duas doses anuais da vacina monovalente (SpikeVax), com intervalo mínimo de seis meses entre elas;

Pessoas com 5 anos ou mais que não pertencem a grupos prioritários e já possuem o esquema primário completo (duas doses) não têm indicação para receber a dose anual ou reforço.

Esquema incompleto
Quem está com o esquema primário contra a covid-19 incompleto e faz parte de grupos prioritários deve receber uma dose da vacina monovalente (SpikeVax) conforme as orientações abaixo:

– Pessoas com apenas uma dose devem receber mais uma dose (intervalo mínimo de quatro semanas);

– Pessoas com duas doses devem receber mais uma dose (intervalo mínimo de seis meses).

Crianças de 6 meses a 4 anos que iniciaram o esquema de três doses e completaram 5 anos antes de terminar o esquema devem seguir as orientações abaixo:

– Quem recebeu apenas uma dose antes dos 5 anos deve receber mais uma dose e encerrar o esquema;

– Quem recebeu duas doses antes dos 5 anos deve encerrar o esquema;

– Quem recebeu três doses antes dos 5 anos deve considerar o esquema completo e não precisa receber novas doses.

Não vacinados
Pessoas de grupos prioritários que nunca foram vacinadas contra a covid-19 devem receber duas doses, com intervalo de quatro semanas entre elas. Gestantes, puérperas, imunocomprometidos e idosos com 60 anos ou mais nessa situação, além das duas doses, devem receber uma dose de reforço, após seis meses da última dose.

Já pessoas imunocomprometidas que nunca foram vacinadas devem receber três doses, com intervalo de quatro semanas entre a primeira e a segunda dose e de oito semanas entre a segunda e a terceira dose, conforme esquema primário definido. Uma dose de reforço pode ser aplicada no grupo após seis meses da última dose.

Grupos prioritários
– Pessoas com 60 anos ou mais;
– Pessoas vivendo em instituições de longa permanência e seus trabalhadores;
– Pessoas imunocomprometidas;
– Indígenas vivendo em terra indígena;
– Ribeirinhos;
– Quilombolas;
– Gestantes e puérperas;
– Trabalhadores da saúde;
– Pessoas com deficiência permanente;
– Pessoas com comorbidades;
– Pessoas privadas de liberdade;
– Funcionários do sistema de privação de liberdade;
– Adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas;
– Pessoas em situação de rua.

Viajantes
Em caso de viagem internacional, devem ser verificadas as exigências do país de destino. Caso o país exija esquema vacinal contra a covid-19, e o viajante não tiver nenhuma dose, ele poderá receber o esquema de até duas doses. De acordo com o Ministério da Saúde, estados e municípios devem avaliar as situações individualmente, no intuito de encontrar o melhor esquema vacinal conforme a disponibilidade do imunizante e as exigências do país de destino. *Por Agência Brasil.

Sarampo: Sem registros de caso, Pernambuco marca três anos sem a doença no estado

SAÚDE

Foto/Divulgação

O estado teve últimos casos confirmados em 2020

Pernambuco está desde 2021 sem registrar nenhum caso de sarampo. Em nível nacional, o Brasil atingiu a marca histórica de dois anos sem casos de sarampo, marcando um importante passo na luta contra essa doença altamente infecciosa.

Esse período sem registros locais do vírus coloca o Brasil mais próximo de recuperar sua certificação como ‘país livre de sarampo’, título conquistado em 2016 e temporariamente perdido em 2018 devido a fatores como o intenso fluxo migratório de países vizinhos e a queda nas taxas de vacinação em diversas regiões. Em 2022, o país reportou apenas 41 casos de sarampo, uma queda significativa em relação aos 20.901 registros em 2019.

No início de maio, o país recebeu a visita da Comissão Regional de Monitoramento e Reverificação da Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita na Região das Américas e do Secretariado da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) com o objetivo de dar continuidade ao processo de recertificação do Brasil como livre da circulação de sarampo e com sustentabilidade da eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita (SRC).

Ainda neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o aumento de casos da doença na Europa como “alarmante”. Foram mais de 58 mil infecções pelo vírus em 41 países ao longo de 2023, um aumento em relação aos últimos três anos.

“Para que o Brasil possa continuar sem casos, é fundamental alcançar coberturas vacinais de, no mínimo, 95% de forma homogênea, visando a proteção da nossa população diante da possibilidade de ocorrência de casos importados do vírus e reduzindo assim o risco de introdução da doença. Além do que, garante a segurança até mesmo das pessoas que não podem se vacinar”, explica o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti.

Ele destaca, ainda, a importância da continuidade da estratégia de microplanejamento que, em 2023, repassou R$151 milhões para estados e municípios. O método, que é recomendado pela OMS, consiste em diversas atividades com foco na realidade local e em fortalecer e ampliar o acesso da população à vacinação, durante todo o ano.

Tríplice viral 

A tríplice viral é uma das vacinas ofertadas no Calendário Nacional de Vacinação, cujo esquema vacinal corresponde a duas doses para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade, e uma dose para adultos de 30 a 59 anos. Esse imunizante protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola – três doenças altamente infecciosas que podem causar sequelas graves e foram responsáveis por epidemias no passado.

A cobertura da primeira dose dessa vacina aumentou de 80,7% em 2022 para 87% em 2023. Os dados de 2023 ainda são preliminares e podem subir, já que alguns estados têm bases próprias e as atualizações podem demorar a chegar à rede nacional. Fonte: Ministério da Saúde.

Vacinação contra a Poliomielite em Pernambuco tem Dia D neste sábado (8)

SAÚDE

Vacinação contra a Poliomielite em Pernambuco tem Dia D neste sábado (8)
Vacinação contra a Poliomielite em Pernambuco tem Dia D neste sábado (8) – Foto: Arquivo/SES-PE

Com a cobertura de vacinação contra a Poliomielite ainda abaixo do preconizado, Pernambuco é um dos estados com risco de reintrodução da doença

O Dia D de vacinação contra a Poliomielite em Pernambuco acontecerá neste sábado (8). Todos os municípios do estado farão ações voltadas a imunização de crianças com até 4 anos.

O Ministério da Saúde promove até o dia 14 de junho a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. A estratégia começou no dia 27 de maio e até o momento Pernambuco recebeu 7.937 doses da vacina.

A campanha tem como recorte prioritário crianças de 1 a 4 anos, que recebem a imunização por via oral (gotinha), desde que já tenham recebido as três doses da vacina injetável do esquema básico. Para as crianças menores de 1 ano deve ser feita a atualização da caderneta de vacinação, com a vacina injetável. A ação está ocorrendo nas unidades básicas de saúde de todos os municípios.

“Além da urgência de retomar as altas coberturas vacinais, temos o alerta de risco de reintrodução de doenças que provocam sequelas graves como a Poliomielite. Por isso, chamamos a todos os adultos responsáveis por crianças menores de 5 anos de idade para neste sábado atualizar a caderneta de vacinação e proteger às nossas crianças”, reforça a superintendente de Imunizações de Pernambuco, Jeane Tavares.

Taxas de cobertura da vacinação contra a Poliomielite em Pernambuco

Pernambuco se configura como um estado com risco de reintrodução da doença, visto que a cobertura de vacinação contra a Poliomielite ainda está abaixo do preconizado (a meta é imunizar 95% da população-alvo).

Em 2023, a cobertura de vacinação contra a Poliomielite em crianças menores de 1 ano foi de 82,68%, representando uma leve elevação quando considerado os últimos três anos: 2020 (72,78%), 2021 (69,01%) e 2022 (76,25).

Campanha Nacional
Para Campanha Nacional, o recorte prioritário definido para o Ministério da Saúde é a imunização da população formada por meninos e meninas com idades 1 a 4 anos.

Esse público consiste em uma estimativa populacional de 488.221 pessoas.

Para ele, a vacina deve ser aplicada de forma indiscriminada com a via oral (gotinha), desde que a criança já tenha recebido as três doses de vacina poliomielite (injetável) do esquema básico.

As crianças menores de 1 ano de idade também serão contempladas na mobilização. Para estas, o foco deve ser a atualização da caderneta de vacinação com a vacina contra a Poliomielite Injetável (VIP).

Mães, pais e responsáveis por todas as crianças menores de 5 anos devem buscar a unidade de saúde mais próxima, munidos do cartão de vacina para verificação da situação vacinal e receber a dose do imunobiológico conforme indicado. *Por Portal Folha de Pernambuco.

Pernambuco iniciou campanha de imunização contra poliomielite nesta segunda-feira (27); veja locais

VACINAÇÃO

Recife inicia campanha de vacinação contra poliomielite
Recife inicia campanha de vacinação contra poliomielite – Foto: Walli Fontenele/ Folha de Pernambuco

No Estado, mais de 600 mil crianças menores de 5 anos devem tomar imunizante

A campanha de vacinação contra a poliomielite foi iniciada, na manhã desta segunda-feira (27), em Pernambuco, onde 603.488 crianças menores de 5 anos devem ser imunizadas. A ação faz parte da Campanha Nacional, que segue até 14 de junho, com destaque para o dia 8 do mesmo mês, onde haverá o Dia D da vacinação contra a doença.

O Estado recebeu do Ministério da Saúde 480 mil doses da vacina, que será ministrada em gotas pela última vez. A partir do segundo semestre de 2024, as crianças receberão as doses em forma de injeção, seja em um dos braços ou em uma das pernas.

Caracterizada por um quadro grave de paralisia que acomete os membros inferiores de forma irreversível, a poliomielite está erradicada do Brasil há 35 anos, quando foi registrado o último caso, no município de Souza, na Paraíba.

Ministração da vacina
Os pequenos com menos de 1 ano deverão receber a vacina conforme o esquema primário, que inclui três doses da vacina inativada poliomielite (VIP). As outras crianças, de 1 a 4 anos, serão vacinadas com a forma oral (VOP), desde que já tenham completado o esquema primário com a VIP.

“O Ministério da Saúde estabelece que a cobertura deve ser acima de 95%. Vamos fazer de tudo para irmos além desses números em 2024, por isso, é importante manter a vigilância e continuar vacinando. Temos o compromisso de levar nossas crianças aos postos mais próximos das suas residências”, afirma a secretária de Saúde de Pernambuco, Zilda Cavalcanti.

Doença erradicada
O Brasil, junto aos demais países das Américas, possui o certificado de erradicação da transmissão autóctone (circulação dentro do território). Porém, diante da evolução do cenário de baixas coberturas vacinais, em 2023, foi classificado como de alto risco para reintrodução do vírus pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Risco para os pernambucanos
Pernambuco se configura como um Estado com risco de reintrodução da doença, visto que a cobertura vacinal ainda está abaixo do preconizado (a meta é imunizar 95% da população-alvo). Em 2023, a cobertura para poliomielite em crianças menores de 1 ano foi de 82,68%, representando uma leve elevação quando considerado os últimos três anos: 2020 (72,78%), 2021 (69,01%) e 2022 (76,25).

Recife
A capital pernambucana, Recife, recebeu 67.640 doses da vacina e possui 170 salas de vacinação espalhadas pelos oito distritos sanitários (consulte locais aqui). A meta é proteger 66.489 crianças.

Elizabeth Azoubel, coordenadora do Programa de Imunização do município, acompanhou o início da campanha na Unidade de Saúde da Família Ponto de Parada, no Arruda, Zona Norte do Recife.

Segundo ela, os pais precisam se despertar para levarem os filhos aos locais indicados para imunização, para evitar a volta da doença ao País.

“Na década de 1980, o Brasil passou por uma epidemia dessa doença, que era muito temida pelos pais. Depois, começaram-se as campanhas de vacina e daí a gente conseguiu erradicar a pólio no Brasil. Os pais de agora não viram crianças com pólio, que eu volto a dizer: foi uma doença muito temida”, ressalta ela.

A dona de casa Yasmim Costa, de 30 anos, levou a filha, Aylla Leandra, de 4 anos, para receber o imunizante. A pequena nem hesitou em se proteger contra a doença. Aliviada, a mãe comenta a importância dessa campanha.

“Eu vim realizar uma consulta. Mas foi por causa dos muitos conselhos que eu aproveitei a oportunidade e trouxe a minha filha para se vacinar, visto que é muito importante. A caderneta de vacinação dela foi colocada em dia e agora está tudo certinho”, disse.

Para a imunização, é necessário que os pais levem as crianças a uma das salas de vacinação com o cartão de vacina, das 7h30 às 17h.

Paulista
Nas unidades de saúde do Paulista, na Região Metropolitana do Recife, a vacinação acontece das 8h às 16h. Para poder vacinar as crianças, os pais ou responsáveis devem se dirigir a uma das unidades de saúde do município, munidas do cartão de vacina, CPF ou cartão SUS, e RG ou outro documento de identificação oficial do responsável.

Cabo de Santo Agostinho

As 10.460 doses que estarão disponíveis no Cabo de Santo Agostinho, também na RMR, poderão ser ministraras nas 48 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), nas três policlínicas e no posto do shopping Costa Dourada. Além da poliomielite, a Secretaria de Saúde conta com todas as vacinas do calendário nacional de vacinação e também da gripe (Influenza).

Já em 8 de junho será o Dia D de mobilização municipal. A imunização na UBS acontecerá de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. No ponto de vacinação do Shopping Costa Dourada de segunda a sexta-feira , das 12h às 18h.

Pólio no mundo
Quando considerado o cenário de circulação da poliomielite no mundo, observa-se a confirmação de casos da doença no Afeganistão e no Paquistão em 2024. Na região das Américas, o último caso foi registrado no Peru, em 1991. *Por Thalis Araújo/Folha-PE.

MPPE lança campanha para aumentar cobertura vacinal pelo SUS no estado

SAÚDE

Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que até outubro de 2023, Pernambuco atingiu a cobertura de 79,09% (Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo)
Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que até outubro de 2023, Pernambuco atingiu a cobertura de 79,09% (Foto: José Cruz/Agência Brasil

A campanha é divulgadas em mídias do Ministério Público

Uma campanha de mobilização para aumentar a vacinação em todas as faixas etárias está sendo lançada nesta segunda-feira (13/05) pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). “Vacina em dia” é o convite feito pelas peças publicitárias que serão veiculadas pelo site, redes sociais, TV, rádio e listas internas do MPPE ao longo de um mês. A ideia é estimular a sociedade pernambucana a atender a convocação que vem sendo feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a prevenção de doenças.

“Pernambuco, assim como o país, melhorou a cobertura vacinal em 2023, mas está aquém do ideal esperado para uma imunização em massa contra doenças que matam ou deixam sequelas. Essa campanha é voltada para a sociedade e para todo o corpo funcional do Ministério Público”, explicou o Procurador-Geral de Justiça, Marcos Carvalho. Plataforma do Ministério da Saúde aponta imunização de 60% a 90% na primeira infância. Ter 100% com a caderneta e dia em todos os territórios tem sido um desafio.

FISCALIZAÇÃO – A campanha vem se somar à Recomendação PGJ Nº1/2024, feita em 16 de abril último, para que as promotorias trabalhem em cada município observando se o gestor do SUS adota providências para ampla cobertura vacinal. Dentre as ações a verificar estão estratégia de busca ativa de vacináveis, oferta fácil da vacina e em horários estendidos, capacitação de servidores, criação de dia D de mobilização e ações pela adesão à imunização das populações mais vulneráveis.

“O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil é considerado referência, com a oferta, na rotina do SUS, de 20 tipos de vacina gratuitamente, que protegem desde os primeiros dias de vida até os outros ciclos.  É importante proteger as crianças, adolescentes, jovens, gestantes, adultos e idosos”, explica a promotora de Justiça Helena Capela, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (CAO Saúde), lembrando a importância da vacinação contra doenças erradicadas, como a paralisia infantil, de outras que causam câncer, como a que protege contra HPV voltada a adolescentes, da gripe e mais recentemente contra a Covid-19 e a dengue.

Todas as faixas etárias estão contempladas na mobilização do MPPE: bebês, crianças em idade escolar, homens e mulheres adultas, além dos idosos. Os cartazes informam que “A saúde de toda a população precisa ser protegida. Uma das principais formas de exercer este cuidado é manter sua vacinação em dia”. Apontam que a “A vacina é um ato de proteção para você e para o coletivo” e convidam o público a levar sua caderneta de vacina ao posto de saúde mais próximo para atualizar as doses de proteção. “Este é um ato de cuidado e cidadania”, reforça a campanha.

Fonte: MPPE

Dia D de Vacinação contra a Influenza em Pernambuco será neste sábado (13)

SAÚDE

A vacina previne contra três tipos de vírus, a Influenza B, H1N1 e H3N2. — Foto: Ascom / PMP
A vacina previne contra três tipos de vírus, a Influenza B, H1N1 e H3N2. — Foto: Ascom / PMP

A vacina previne contra três tipos de vírus, a Influenza B, H1N1 e H3N2

Mais de 2 mil salas de vacinação em todos os municípios pernambucanos estarão mobilizadas neste sábado (13) para o Dia D de vacinação, Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza. O Programa Estadual de Imunizações (PEI-PE) recebeu mais de 1.724.000 de doses do imunobiológico que protege contra as cepas A H1N1, A H3N2 e o tipo B do vírus. Até o momento, porém, foram aplicadas 461.922 doses da vacina, representando uma cobertura total para os grupos prioritários de 15,0%.

O púbico que pode se vacinar são crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, professores do ensino básico e superior. Além de pessoas com 60 anos ou mais, profissionais das forças de segurança e salvamento, pessoas com doenças crônicas não-transmissíveis e outras condições clínicas especiais, pessoas com deficiência permanente. E ainda, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso, trabalhadores portuários, profissionais do sistema prisional, socioeducativo, população carcerária e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas.

Entre os grupos prioritários, aquele que apresenta o maior registro de doses aplicadas é o formado por idosos, com 199.610 doses aplicadas. Em seguida estão as crianças com 96.037 e trabalhadores da saúde, com 26.330 doses aplicadas. Além disso, também integram o grupo os de professores (14.499), gestantes (9.888) e povos indígenas (8.721).

No estado, de acordo com o Ministério da Saúde (MS), a população estimada referente aos grupos prioritários (lista abaixo) da campanha é de 3.597.531 pessoas. A meta para o Dia D de vacinação, definida pelo órgão federal, porém, é imunizar 90% da população alvo da campanha.

Dia D de vacinação

“Mesmo com a data oficial da campanha de vacinação definida para 25 de março, o Ministério da Saúde antecipou para os Estados o envio das primeiras remessas de doses da vacina contra a gripe e, ao mesmo tempo, autorizou que cada gestão municipal iniciasse suas estratégias como forma de garantir a proteção da população diante da sazonalidade de vírus respiratório em diversas regiões do país. Com isso, começamos a ação junto às gestões municipais com um total de 1.653.000 de doses. Com pouco mais de um mês de campanha já visualizamos importantes acréscimos nas coberturas vacinais”, explica a superintendente de Imunizações, Jeane Tavares Torres. *Por g1/Petrolina.

Saúde: Município de Brejinho lidera vacinação contra a gripe em Pernambuco

SERTÃO DO PAJEÚ

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Foto/Reprodução

Com uma população de 7.720 habitantes, Brejinho se tornou referência dentro da campanha de vacinação contra a influenza (gripe), de 2024, em Pernambuco. O município atualmente é líder na cobertura vacinal.

Brejinho tem 30,2% do público alvo da campanha já vacinado, proporcionalmente é o município, com mais pessoas imunizadas até agora, em todo Estado.

Para se vacinar, é preciso procurar o PSF do seu bairro e receber a vacina gratuitamente: Crianças de 06 meses a menores de 06 anos; Trabalhadores(as) da saúde; Gestantes e puérperas; Professores(as); Idosos acima de 60 anos; Pessoas em situação de rua; Pessoas com doenças crônicas ou deficiência permanente; Caminhoneiros; Trabalhadores de transportes coletivos; e a População privada de liberdade, podem ser imunizados. *Por Erbi Andrade.