Pernambuco inicia vacinação contra influenza para grupos prioritários neste sábado (28); veja lista

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Imunizante oferta proteção contra três cepas do vírus: influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B
Imunizante oferta proteção contra três cepas do vírus: influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B – Foto: SES-PE/Divulgação

Estado contabiliza 885 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave – 138 deles por influenza -, e destaca o crescimento recente de notificações

Por Portal Folha de Pernambuco

Pernambuco inicia a vacinação contra a influenza neste sábado (28), dia “D” de mobilização da campanha. O estado recebeu 812 mil doses do Ministério da Saúde e vai começar a estratégia com a imunização de grupos prioritários.

Atualmente, o estado contabiliza 885 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) – 138 deles por influenza -, e destaca o crescimento recente das notificações na Semana Epidemiológica 10.

Confira lista de grupos prioritários que receberão vacina contra influenza a partir de sábado (28):

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias);
  • Idosos com 60 anos ou mais;
  • Gestantes;
  • Puérperas;
  • Povos indígenas e quilombolas;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Trabalhadores da saúde;
  • Professores do ensino básico e superior;
  • Profissionais das forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário urbano e de longo curso;
  • Trabalhadores portuários e dos Correios;
  • População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além de adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas;
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade.

A campanha de vacinação contra a influenza 2026 segue até 30 de maio. Considerado trivalente, o imunizante oferta proteção contra três cepas do vírus: influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B.

“Para a estratégia deste ano, a SES-PE estima imunizar 3.701.610 pessoas pertencentes aos grupos prioritários. A meta é vacinar, pelo menos, 90% de cada um dos grupos”, destacou a pasta.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), a distribuição das doses para os municípios pernambucanos começou na madrugada da segunda-feira (23).

Período de sazonalidade
A SES-PE informa que o estado vivencia o período de sazonalidade de vírus respiratórios, que segue até o mês de agosto, quando historicamente há aumento da circulação da influenza, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e rinovírus.

O período eleva o número de atendimentos e internações por doenças respiratórias, em especial entre os menores de 2 anos. A pasta estadual de saúde ressalta que a vacinação contra a influenza contribui para reduzir casos graves, hospitalizações e óbitos relacionados à doença.

“A orientação é que todas as pessoas pertencentes aos grupos prioritários procurem a unidade de saúde mais próxima para garantir a imunização e contribuir para a proteção individual e coletiva. Para os municípios, nossa orientação é para o incremento das ações de busca ativa dos públicos prioritários, com a realização de ações extramuro, e a disponibilização do imunizante em locais de fácil acesso dos munícipes”, informou a superintendente de Imunizações do estado, Magda Costa.

No combate aos vírus respiratórios, superintendente destaca que o estado oferta o anticorpo monoclonal nirsevimabe, indicado para bebês prematuros (menores de 36 semanas gestacional e 6 dias) e aqueles menores de 2 anos (1 ano, 11 meses e 29 dias), que apresentam comorbidades elegíveis.

Também está disponível a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), voltada para aplicação em gestantes a partir da 28ª semana, que protege o bebê nos primeiros seis meses de vida.

Anvisa aprova 1ª vacina brasileira de dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Butantan

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O anúncio oficial do acordo entre a Anvisa e o Instituto Butantan sobre a vacina da dengue será feito nesta quarta/Foto: Butantan/Divulgação
O anúncio oficial do acordo entre a Anvisa e o Instituto Butantan sobre a vacina da dengue será feito nesta quarta/Foto: Butantan/Divulgação

Por Agência Brasil

A assinatura deste termo é a última etapa que falta para o registro da vacina da dengue

ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (26) o registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da vacina da dengue produzida pelo Instituto Butantan. A intenção é começar a aplicação da doses em 2026, de forma gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o Instituto Butantan, já há 1 milhão de unidades da vacina contra a dengue prontas para distribuição. Este é o primeiro imunizante no mundo de apenas uma dose. A estimativa do Butantan é ter disponível mais de 30 milhões de doses em meados de 2026.

“Hoje é um dia de alegria, de vitória da vacina, de vitória da ciência, de vitória da cooperação entre o SUS brasileiro e de suas instituições públicas que estão espalhadas pelo país, entre elas o Instituto Butantan”.

Padilha, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ressaltou a qualidade da vacina contra a dengue.

“Sabemos já dos dados publicados, sabemos da segurança dessa vacina. Estamos falando de um hat-trick: é uma vacina 100% brasileira, tem capacidade de proteção ampla e é uma dose apenas”.

A nova vacina será integrada ao Programa Nacional de Imunização (PNI). De acordo com o governo, o ministério apresentará a novidade já nesta quinta-feira (27) à Comissão Tripartite, formada por secretários estaduais e municipais de saúde, bem como a estratégia de incorporação.

“Queremos começar a utilização dessa vacina no começo do calendário vacinal de 2026”, revelou o ministro.

Segundo o Instituto Butantan, já há 1 milhão de unidades da vacina contra a dengue prontas para distribuição. Este é o primeiro imunizante no mundo de apenas uma dose. A estimativa do Butantan é ter disponível mais de 30 milhões de doses em meados de 2026.

Pernambuco anuncia como será campanha de vacinação contra gripe de 2025; veja grupos prioritários

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Vacina da gripe passa a ser permanente no calendário nacional para crianças de 6 meses a menores de 6 anos – Foto: Erasmo Salomao/Acervo MS

Programa Estadual de Imunização recebeu, do Ministério da Saúde, 260 mil doses do imunizante que protege contra H1N1, H3N2 e influenza B

A partir do dia 7 de abril, a vacina contra gripe (influenza) passará a fazer parte do Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos de idade. Com isso, a proteção contra a doença será permanente para esses públicos durante todo o ano, e não apenas durante a campanha anual.

Para o início da estratégia, o Programa Estadual de Imunizações já recebeu, do Ministério da Saúde, 260 mil doses do imunizante que protege contra a influenza A (H1N1), A (H3N2) e influenza B. A meta é vacinar, pelo menos, 90% desses públicos.

A administração pode ser feita junto a outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante é contraindicado para crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de anafilaxia grave após doses anteriores.

Estados e municípios podem começar a vacinar assim que receberem as doses 

Apesar de o início oficial da vacinação estar marcado para o dia 7 de abril, o Ministério da Saúde recomenda que Estados e municípios iniciem a estratégia assim que receberem as doses do imunizante.

A medida do órgão federal visa promover a proteção permanente contra a gripe, especialmente no período de maior circulação do vírus, entre os meses de março e setembro. O Dia D de mobilização nacional será em 10 de maio.

A nova estratégia está em processo de implementação, pelo ministério, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

Em Pernambuco, estima-se vacinar 1.426.907 idosos, 87.121 gestantes e 816.358 crianças de 6 meses a menores de 6 anos.

Eficácia da vacina 

Estudo realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos aponta que, no Brasil e em mais quatro países da América do Sul, a vacinação contra a influenza reduz em 35% o risco de hospitalização associada ao vírus entre grupos de alto risco.

Para pessoas com comorbidades, a redução foi de 58,7%.

Já para crianças pequenas e idosos, a redução foi de 39% e 31,2% respectivamente.

Municípios pernambucanos orientados sobre a campanha 

O Programa Estadual de Imunizações já encaminhou o informe técnico sobre o assunto para os municípios pernambucanos e as doses recebidas, nessa primeira remessa, serão encaminhadas nos próximos dias para as doze Gerências Regionais de Saúde (Geres), onde ficarão a disposição dos gestores municipais.

Outros grupos populacionais, como profissionais da saúde, professores, forças de segurança, população privada de liberdade e pessoas com doenças crônicas ou deficiências, continuarão a receber o imunizante em estratégias especiais (durante a campanha sazonal).

Neste ano, o grupo formado por trabalhadores dos Correios foi incluído como elegível para vacinação contra a gripe.

“A vacina da influenza pode prevenir formas graves da doença, óbitos, internações e a sobrecarga nos serviços de saúde, além de minimizar sintomas que podem ser confundidos com outras doenças respiratórias”, reforça a superintendente de Imunizações da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), Magda Costa.

“Além disso, sabemos que o período de sazonalidade que se aproxima. Então, é importante proteger as pessoas, especialmente os mais vulneráveis, como crianças, gestantes e idosos”, acrescenta.

Confira os grupos prioritários para a campanha de vacinação contra gripe:

  • Puérperas;
  • Povos indígenas;
  • Quilombolas;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Trabalhadores da Saúde;
  • Professores do ensino básico e superior;
  • Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento;
  • Profissionais das Forças Armadas;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso;
  • Trabalhadores Portuários;
  • Trabalhadores dos Correios;
  • População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade.

Por Cinthya Leite

Campanha vai estimular vacinação de adolescentes contra o HPV

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Imunização tem como público-alvo crianças e adolescentes
Imunização tem como público-alvo crianças e adolescentes Foto – Rovena Rosa

Por Agência Brasil

HPV é responsável por quase 100% dos casos de câncer do colo do útero. Ideia é resgatar jovens que já passaram da faixa etária de imunização

No Brasil há pelo menos 7 milhões de adolescentes entre 15 a 19 anos que não estão vacinados contra o HPV, apesar de já terem saído da faixa etária adequada para receber o imunizante, que é de 9 a 14 anos. Por isso, o Ministério da Saúde vai realizar ao longo deste ano uma campanha de resgate, para identificar e vacinar esses adolescentes.

O HPV é o vírus responsável por quase 100% dos casos de câncer do colo do útero, o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras. Ele também pode causar câncer no ânus, pênis, vagina e garganta. A vacina disponível atualmente no Sistema Único de Saúde protege contra os quatro subtipos que mais provocam câncer e também verrugas e feridas nos órgãos genitais.

A vacina tem maior eficácia se for aplicada antes do início da vida sexual, porque isso diminui muito as chances de uma infecção prévia, já que a via sexual é a principal forma de transmissão do HPV. Por isso, a faixa etária da vacinação de rotina vai de 9 a 14 anos.

A consultora médica da Fundação do Câncer Flavia Correa ressalta que é fundamental resgatar quem não foi vacinado, para que o Brasil avance rumo à meta de eliminar o câncer de colo do útero. Segundo ela, quando o país começou a vacinação contra o HPV, em 2014, houve uma cobertura excelente na primeira dose, chegando a quase 100%. Já na segunda dose, teve uma queda muito grande, porque houve muito terrorismo contra a vacina.

“Depois disso, a gente teve a pandemia de covid-19, quando despencou a cobertura de todas as vacinas e agora a gente está num momento de recuperar essas coberturas vacinais. E a vacina protege contra quatro tipos de vírus. Então, mesmo que a pessoa tenha tido contato com um desses tipos, pode não ter tido contato com os outros. Então, ainda existe um benefício”, explica a médica.

Estratégias

Inicialmente, a ação é voltada para 121 municípios com as piores coberturas vacinais. Neles, vivem quase 3 milhões de adolescentes de ambos os gêneros não vacinados contra o HPV. A meta é que pelo menos 90% deles receba o imunizante. Quem não tiver certeza se tomou a vacina também deverá ser imunizado por precaução.

Para garantir a campanha de resgate, todos os estados contemplados devem solicitar doses extras da vacina contra o HPV ao Ministério da Saúde, que vai se encarregar da compra e distribuição. Em uma cartilha lançada essa semana com orientações aos municípios, a pasta recomenda que também seja feita a vacinação fora das unidades de saúde, em locais como escolas e shoppings.

A cartilha destaca que a vacinação de rotina, para meninas e meninos de 9 a 14 anos, deve continuar normalmente. Desde abril do ano passado, o esquema vacinal é de apenas uma dose. A vacina contra o HPV é contraindicada apenas para gestantes e pessoas com hipersensibilidade grave ou alergia a levedura.

A consultora médica Flávia Correa lembra ainda que o imunizante é bastante seguro: “Já foram mais de 500 milhões de doses aplicadas no mundo todo. Ela tem um perfil de segurança ótimo. Os países que introduziram a vacinação há mais tempo já tiveram uma diminuição na prevalência de infecção de HPV e até na incidência de câncer de colo do útero. Ela é muito eficaz. Sempre que você tem prevenção primária, essa é a melhor maneira de evitar as doenças”, alerta a especialista.

VIDEOCAST SAÚDE E BEM-ESTAR | Vacinação em debate: tudo o que você precisa saber para se proteger

Aumento da cobertura vacinal em Pernambuco ajuda Brasil a sair da lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas

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Vacinação infantil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Novo relatório da OMS/UNICEF, divulgado, mostra que o número de crianças brasileiras que não receberam nenhuma dose da DTP caiu de 418 mil em 2022 para 103 mil em 2023

Brasil avançou na imunização infantil e conseguiu sair da lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas no mundo. O dado faz parte das estimativas da Organização Mundial da Saúde e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) que, nesta segunda-feira (15), lançam novos dados sobre imunização infantil a nível global. Enquanto a maioria dos países não conseguiu alcançar as metas, o Brasil se destacou positivamente, mesmo após enfrentar quedas consecutivas nas coberturas vacinais desde 2016. Em 2023, no entanto, o governo brasileiro, na gestão do presidente Lula, anunciou o Movimento Nacional pela Vacinação,com o objetivo de retomar a confiança da população na ciência, no Sistema Único de Saúde (SUS) e nas vacinas.

O relatório da OMS/UNICEF mostra que, no Brasil, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1, que protege contra a difteria, o tétano e a coqueluche, caiu de 418 mil em 2022 para 103 mil em 2023. O número de crianças brasileiras que não receberam a DTP3 também caiu: de 846 mil em 2021 para 257 mil em 2023. No Brasil, a DTP é administrada pelo Programa Nacional de Imunizações, o PNI, como a Vacina Pentavalente. No estado de Pernambuco, a cobertura vacinal a contra a DTP passou de 63,31% em 2022 para 73,63% em 2023.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, relembra que o Brasil começou a ver a perda de conquistas importantes do programa de vacinação, como a erradicação da varíola e a eliminação da circulação do vírus da poliomielite. “Mas nós revertemos esse cenário. Em fevereiro de 2023, logo que assumimos a gestão, demos largada no Movimento Nacional pela Vacinação, um grande pacto para a retomada das coberturas vacinais. O Zé Gotinha viajou pelo Brasil, levando a mensagem de que vacinas salvam vidas. E hoje, com o reconhecimento da UNICEF e da Organização Mundial da Saúde, confirmamos que o Brasil se destacou positivamente com a retomada das coberturas vacinais”, defende.

“Tudo isso foi possível com o empenho e o trabalho dos profissionais da saúde e dos gestores estaduais e municipais. Nosso agradecimento a todos aqueles que se mobilizaram, que levaram as crianças para atualizar a caderneta de vacinação e que confiaram no Sistema Único de Saúde”, conclui a ministra.

Os avanços brasileiros fizeram com que o País saísse do ranking dos 20 países com mais crianças não imunizadas do mundo. Em 2021, o Brasil ocupava o 7º lugar nesse ranking e, em 2023, ele não faz mais parte da lista. Foi justamente no ano passado que 13 das 16 principais vacinas do calendário infantil apresentaram aumento das suas coberturas vacinais em todo o Brasil, se comparadas às coberturas registradas em 2022.

Entre os destaques de crescimento estão: as vacinas contra a poliomielite (VIP e VOP), pentavalente, rotavírus, hepatite A, febre amarela, meningocócica C (1ª dose e reforço), pneumocócica 10 (1ª dose e reforço), tríplice viral (1ª e 2ª doses) e reforço da tríplice bacteriana (DTP).

Nos 13 imunizantes que apresentaram recuperação, a média de alta foi de 7,1 pontos percentuais, sendo que nacionalmente a que mais cresceu em cobertura foi o reforço da tríplice bacteriana, com 9,23 pontos, passando de 67,4% para 76,7%. Ao avaliar a cobertura vacinal entre os estados, a maioria apresenta melhoria na cobertura das 13 vacinas citadas.

O investimento para apoiar estados e municípios nessa estratégia também aumentou. Mais de R$ 6,5 bilhões foram investidos em 2023 na compra de imunizantes e a previsão é que esses recursos alcancem R$ 10,9 bilhões em 2024.

De forma inédita, R$ 150 milhões foram repassados por ano aos estados e municípios, em apoio às ações de imunização com foco no microplanejamento, ou seja, nas ações de comunicação regionalizadas. Para 2024, o mesmo valor está sendo destinado aos estados e municípios.

As ações de microplanejamento, método recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), consistem em diversas atividades com foco na realidade local, desde a definição da população alvo, escolha das vacinas, definição de datas e locais de vacinação, até a logística. A proposta é alinhar essas estratégias com gestores e lideranças locais para alcançar melhores resultados e melhorar as coberturas vacinais.

Essas iniciativas contribuem para que as metas de vacinação sejam atingidas. Entre as estratégias que podem ser adotadas com a estratégia de microplanejamento pelos municípios, estão a realização do “Dia D” de vacinação, busca ativa de não vacinados, vacinação em qualquer contato com serviço de saúde, vacinação nas escolas, vacinação para além das unidades de saúde, checagem da caderneta de vacinação e intensificação da vacinação em áreas indígenas.

Participação do Zé Gotinha em eventos de todo o país

O Ministério da Saúde tem incentivado, ainda, a participação do Zé Gotinha, ícone histórico da imunização e da defesa pela vida, em eventos por todo o Brasil. O personagem é considerado um aliado importante no processo de educação e combate às falsas notícias, pois conta com a confiança da população brasileira. O Zé Gotinha surgiu de um movimento dos países latino-americanos para a erradicação da poliomielite e se transformou no representante da imunização de crianças e adultos no Brasil.

Novo programa em defesa das vacinas e de combate à desinformação

O Governo Federal também lançou, em 2023, o programa Saúde com Ciência, uma iniciativa inédita em defesa da vacinação e voltada ao enfrentamento da desinformação. A proposta faz parte da estratégia para recuperar as altas coberturas vacinais do Brasil diante de um cenário de retrocesso. A propagação de fake news é um dos fatores que impacta na adesão da população às campanhas de imunização.

O Saúde com Ciência é composto por cinco pilares, que envolvem cooperação, comunicação estratégica, capacitação, análises e responsabilização. O programa prevê ainda ações para identificar e compreender o fenômeno da desinformação, promover informações íntegras e responder aos efeitos negativos das redes de desinformação em saúde de maneira preventiva. 

Assim, a partir do acompanhamento e análise de fontes de dados relevantes de disseminação de informações falsas no ambiente digital, a meta é desenvolver ações para reduzir e mitigar o efeito negativo desses conteúdos que prejudicam a confiança da população na segurança das vacinas e que impactaram significativamente nas ações promovidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) nos últimos anos.

Fonte: Ministério da Saúde

Dengue: Vacinas a vencer devem ir a outras cidades ou dadas para público de 4 a 59 anos

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Qdenga, vacina contra a dengue no Brasil — Foto: Ailton Alves/Rede Amazônica
Qdenga, vacina contra a dengue no Brasil — Foto: Ailton Alves/Rede Amazônica

Estados e municípios poderão aumentar o público-alvo do imunizante para pessoas de 4 a 59 anos. Estratégia será adotada em localidades que tenham vacinas armazenadas com vencimento em 30 de junho e 31 de julho, De acordo com nota técnica da pasta, trata-se de uma “estratégia temporária”

O Ministério da Saúde informou que as doses da vacina da dengue com o prazo próximo ao vencimento entre junho e julho devem ser remanejadas para cidades ou usadas para ampliar a faixa etária atendida.

De acordo com nota técnica da pasta, trata-se de uma “estratégia temporária”.

As orientações são as seguintes:
Estados que tenham municípios que ainda não foram contemplados com a vacina devem, preferencialmente, remanejar doses próximas ao vencimento para esses territórios;

Em Estados nos quais todas as cidade tenham sido contempladas, as doses podem ser aplicadas em todos as pessoas de 6 a 16 anos – essa é faixa etária recomendada da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a vacina Qdenga, da Takeda, que é aplicada no País;

Caso necessário, ampliar a faixa etária vacinada de dos 4 aos 59 anos de idade, conforme a bula da vacina no Brasil.

A pasta destaca que a estratégia definida pelos entes federativos precisa ser informada, para a garantia da segunda dose dessas pessoas.

A pasta afirma que comprou todas as doses oferecidas pela farmacêutica japonesa, mas como há limitação, foi definido que, neste ano, apenas seriam vacinadas crianças de 10 a 14 anos de 521 municípios.

Segundo o ministério, dentro da faixa orientada pela OMS, esse grupo concentra o maior número de hospitalizações

Não é a primeira vez neste ano que a pasta faz uma recomendação do tipo. As doses com vencimento em abril também passaram por remanejamento, conforme mostrou o Estadão.

O País enfrenta a pior epidemia de dengue da história. Já são mais de 6 milhões de casos prováveis registrados e mais de 4 mil mortes, segundo o painel de dados da pasta da Saúde.

Números preliminares que tendem a ser atualizados para cima conforme chegam as notificações dos municípios. *Por Estadão Conteúdo.

Vacina da Dengue vai contemplar municípios de Pernambuco; saiba quais

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Até o momento, 18.153 doses da vacina foram aplicadas em Pernambuco
Até o momento, 18.153 doses da vacina foram aplicadas em Pernambuco – Foto:/Divulgação

Vinte um novos municípios pernambucanos serão contemplados pelo Ministério da Saúde (MS) com doses de vacina da dengue.

As cidades estão localizadas no Agreste Meridional de Pernambuco e pertencem a V Gerência Regional de Saúde, com sede em Garanhuns (listagem abaixo).

Para ampliação da estratégia de imunização, chegaram a Pernambuco, na noite desta sexta-feira (07) e serão distribuídas para os municípios a partir de segunda-feira (10), 10.987 doses da vacina da dengue que protege contra os quatro sorotipos da dengue. Essas 10 mil serão para primeira dose.

As 21 cidades fazem parte da lista de 405 novos municípios anunciados pelo Ministério da Saúde no fim do mês de maio. Somando os 21 municípios da região, 43.934 crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade podem receber a proteção contra a dengue.

O Programa Estadual de Imunizações realizará o encaminhamento das novas doses recebidas para a sede da V Gerência Regional de Saúde (Geres), na próxima semana, e estas ficarão à disposição dos gestores municipais para implementação de suas estratégias.

O próximo dia 25 de julho será o dia de mobilização conjunta dessas 21 cidades.

Até o momento, 18.153 doses da vacina da dengue foram aplicadas em Pernambuco, nas vinte cidades da I Região de Saúde que iniciaram a vacinação em abril.

Para o início da estratégia nesses locais, o estado recebeu 72.017 doses. Na RMR, 257.342 pessoas de 10 a 14 anos estão aptas a receber as doses da vacina.

Novas cidades contempladas com a Vacina da Dengue

Garanhuns, Itaíba, Terezinha, Bom Conselho, Paranatama, Jupi, São João, Brejão, Jucati, Correntes, Capoeiras, Caetés, Águas Belas, Lajedo, Lagoa do Ouro, Calçado, Canhotinho, Iati, Angelim, Palmeirina e Saloá.

Cidades que já realizam a vacinação

Recife, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Vitória de Santo Antão, Cabo de Santo Agostinho, Igarassu, Camaragibe, Abreu e Lima, Olinda, Chã Grande, Araçoiaba, São Lourenço da Mata, Chã de Alegria, Moreno, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Glória do Goitá, Fernando de Noronha, Pombos e Itapissuma. *Por Portal Folha de Pernambuco.

MPPE lança campanha para aumentar cobertura vacinal pelo SUS no estado

SAÚDE

Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que até outubro de 2023, Pernambuco atingiu a cobertura de 79,09% (Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo)
Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde mostra que até outubro de 2023, Pernambuco atingiu a cobertura de 79,09% (Foto: José Cruz/Agência Brasil

A campanha é divulgadas em mídias do Ministério Público

Uma campanha de mobilização para aumentar a vacinação em todas as faixas etárias está sendo lançada nesta segunda-feira (13/05) pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). “Vacina em dia” é o convite feito pelas peças publicitárias que serão veiculadas pelo site, redes sociais, TV, rádio e listas internas do MPPE ao longo de um mês. A ideia é estimular a sociedade pernambucana a atender a convocação que vem sendo feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a prevenção de doenças.

“Pernambuco, assim como o país, melhorou a cobertura vacinal em 2023, mas está aquém do ideal esperado para uma imunização em massa contra doenças que matam ou deixam sequelas. Essa campanha é voltada para a sociedade e para todo o corpo funcional do Ministério Público”, explicou o Procurador-Geral de Justiça, Marcos Carvalho. Plataforma do Ministério da Saúde aponta imunização de 60% a 90% na primeira infância. Ter 100% com a caderneta e dia em todos os territórios tem sido um desafio.

FISCALIZAÇÃO – A campanha vem se somar à Recomendação PGJ Nº1/2024, feita em 16 de abril último, para que as promotorias trabalhem em cada município observando se o gestor do SUS adota providências para ampla cobertura vacinal. Dentre as ações a verificar estão estratégia de busca ativa de vacináveis, oferta fácil da vacina e em horários estendidos, capacitação de servidores, criação de dia D de mobilização e ações pela adesão à imunização das populações mais vulneráveis.

“O Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil é considerado referência, com a oferta, na rotina do SUS, de 20 tipos de vacina gratuitamente, que protegem desde os primeiros dias de vida até os outros ciclos.  É importante proteger as crianças, adolescentes, jovens, gestantes, adultos e idosos”, explica a promotora de Justiça Helena Capela, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde (CAO Saúde), lembrando a importância da vacinação contra doenças erradicadas, como a paralisia infantil, de outras que causam câncer, como a que protege contra HPV voltada a adolescentes, da gripe e mais recentemente contra a Covid-19 e a dengue.

Todas as faixas etárias estão contempladas na mobilização do MPPE: bebês, crianças em idade escolar, homens e mulheres adultas, além dos idosos. Os cartazes informam que “A saúde de toda a população precisa ser protegida. Uma das principais formas de exercer este cuidado é manter sua vacinação em dia”. Apontam que a “A vacina é um ato de proteção para você e para o coletivo” e convidam o público a levar sua caderneta de vacina ao posto de saúde mais próximo para atualizar as doses de proteção. “Este é um ato de cuidado e cidadania”, reforça a campanha.

Fonte: MPPE

Prazo para a declaração da vacinação contra febre aftosa se encerra na próxima quarta-feira (15) em Pernambuco

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Foto/Reprodução

Adagro alerta que a declaração é obrigatória e pode ser feita de forma virtual, através do site adagro.pe.gov.br, ou em um dos seus escritórios, mediante apresentação da documentação pessoal do produtor e da nota fiscal de compra da vacina

O produtor pernambucano deve ficar atento para realizar, até o próximo dia 15 de maio, a declaração da vacinação dos rebanhos de bovinos bubalinos durante a campanha contra a febre 2024 na Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro).  A declaração é obrigatória e somente através dela será possível comprovar que os rebanhos foram efetivamente vacinados. Já aqueles que não conseguiram vacinar os animais durante a campanha precisam comparecer à Adagro, também até o dia 15/05 (próxima quarta-feira), para assinar um Termo de Responsabilidade e atualizar o rebanho.

A Portaria Adagro nº 20, de 07/05/24, isenta de penalidades aqueles produtores que não conseguiram vacinar os rebanhos até o dia 1/05 por falta de imunizante no mercado, mas criador que deixar de declarar ou comparecer para regularizar a sua situação fica impedido de retirar a Guia de Trânsito Animal (GTA), de transitar com os animais e de participar de eventos agropecuários.

De acordo com a diretora presidente da Agência Agropecuária de Pernambuco, Raquel Miranda, a isenção de multa aos produtores que não vacinaram os animais só será concedida àqueles que comparecerem aos nossos escritórios impreterivelmente até o dia 15 de maio”.

“Pernambuco já atingiu 78,3% de imunização do rebanho, o que corresponde a 1 milhão e 894 mil animais vacinados e declarados, mas precisamos da colaboração de todos para alcançarmos o índice acima de 90% de vacinação do rebanho do estado, para junto com outras ações de saúde animal, possamos buscar o reconhecimento internacional de estado Livre de Febre Aftosa da Organização Mundial de Saúde Animal – OMSA”, enfatizou a diretora presidente da Adagro.

Reconhecimento – No último dia 2/05, uma portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária, reconheceu nacionalmente Pernambuco e outras 21 unidades da federação como áreas livres de febre aftosa sem a necessidade de vacinação. O Estado conseguiu esse status após o governo estadual avançar com a vacinação do rebanho pernambucano no mês de abril e, ao mesmo tempo, implantar uma séria de ações voltadas para a defesa animal, em um esforço conjunto da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, da Adagro e dos produtores locais. Fonte: Nossa voz.

Pernambuco amplia vacinação contra a dengue para crianças de 10 e 14 anos

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Pernambuco amplia vacinação contra a dengue para crianças de 10 e 14 anos
Pernambuco amplia vacinação contra a dengue Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

Os pais ou responsáveis deverão levar o cartão SUS, CPF e identidade

Crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, que moram em cidades autorizadas para realização da estratégia de vacinação contra a dengue, já podem ser imunizadas contra a doença transmitida pelo mosquito do Aedes aegypti. A ampliação da faixa etária em Pernambuco veio diante da baixa procura por vacinação, iniciada há duas semanas.

Anteriormente, no estado, a orientação era vacinar meninos e meninas com 10 e 11 anos. Segundo gestões locais, até agora, apenas 3.640 doses foram aplicadas e registradas pelas equipes de saúde dos municípios.

Com a ampliação da faixa etária, o Programa Estadual de Imunizações (PEI-PE) já encaminhou para as 20 cidades autorizadas mais de 72 mil doses.

Os pais ou responsáveis deverão acompanhar essas crianças e adolescentes nas salas de vacinação. É necessário levar o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), CPF e identidade.

Veja as cidades que já podem iniciar a vacinação:

Região Metropolitana do Recife

  • Abreu e Lima, Igarassu, Paulista, Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Itapissuma, Ilha de Itamaracá, Araçoiaba, Camaragibe, São Lourenço da Mata e Moreno.

Cidades de outras regiões de Pernambuco

  • Vitória de Santo Antão, Chã Grande, Chã de Alegria, Glória do Goitá, Pombos e Fernando de Noronha. Fonte: LeiaJá.

Vacina contra dengue: Pernambuco não tem doses perto de vencer e não vai ampliar faixa etária

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As doses recebidas por Pernambuco têm validade até janeiro de 2025 (HUGO AQUINO/SESAU/PCR)

Estado, continua valendo a recomendação de vacinar crianças de 10 e 11

Após o Ministério de Saúde recomendar a ampliação do público da vacina contra a dengue para aproveitar doses que estão perto de vencer, a Secretaria de Saúde de Pernambuco informou que não recebeu nenhum lote com validade até 30 de abril, portanto, continua valendo a recomendação de vacinar crianças de 10 e 11 anos, apenas.

Segundo a pasta, a vacinação segue normalmente nos 20 municípios da 1ª Região de Saúde. Até o momento, os lotes recebidos em Pernambuco têm validade até janeiro de 2025.

“Não foram recebidas novas doses da vacina e não há previsão de data por parte do Ministério da Saúde (MS). Sobre o número de aplicações do imunizante, até esta quinta-feira (18), foram aplicadas um total de 2.028 doses”, informou a SES-PE.

Durante reunião da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), na última quarta-feira (17), foi definido que os municípios brasileiros que ainda tiverem com um alto número de doses a vencer em 30 de abril, poderão ampliar a vacinação para a faixa etária de 6 a 16 anos. As doses próximas ao vencimento fazem parte do quantitativo de imunizantes doados ao Brasil em fevereiro.

Caso os municípios permaneçam com baixa adesão na campanha de vacinação, as doses próximas ao vencimento ainda poderão ser ampliadas ao público especificado na bula da vacina da dengue (atenuada), que vai dos 4 aos 59 anos. Essa medida só deverá adotada em caso de necessidade, para que não haja perda do imunizante. *Por: Diario de Pernambuco

Dengue: Ministério da Saúde define estratégia de vacinação nesta segunda

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A dengue se distingue pela febre repentina, dores musculares e a possibilidade de evolução para complicações graves - (crédito: Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde-DF )
A dengue se distingue pela febre repentina, dores musculares e a possibilidade de evolução para complicações graves – (crédito: Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde-DF)

Fabricante da vacina indicou apenas crianças de 4 anos e adultos de 55, mas pasta avalia incluir mais idades na cobertura de vacinação

O Ministério da Saúde promove, nesta segunda-feira (15/1), uma reunião técnica para definir a estratégia de vacinação contra a dengue no Brasil, prevista para começar em fevereiro. Farão parte do encontro a farmacêutica Takeda, que faz a vacina Qdenga, e entidades da sociedade civil.

A reunião ocorre em meio a um cenário de epidemia da doença no território brasileiro, além de dois anos consecutivos de recorde de mortes.

A vacina Qdenga teve a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) anunciada no fim de dezembro. A proposta da farmacêutica ao ministério foi de vacinar crianças de 4 anos e adultos de 55. No entanto, de acordo com o O Globo, o ministério estuda a inclusão de mais idades na vacinação.

Entretanto, contemplar mais idades dentro da previsão de doses distribuídas em 2024, que é de 5 milhões, só será possível com limitação regional. Por isso, o plano do Ministério da Saúde é delimitar a campanha aos municípios com maior transmissão de dengue.

Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde de 2023, os municípios do Sudeste, Sul e Centro-Oeste foram os mais afetados com a doença. Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás foram os estados com maior incidência de dengue.

O Ministério da Saúde e a Fiocruz projetam que o número de casos de dengue este ano deve variar 1,7 milhão entre 5 milhões, com uma média de 3 milhões. Devido ao aumento no número de casos da doença, os estados brasileiros têm traçado diferentes estratégias de enfrentamento.

Em Minas Gerais, por exemplo, a Secretaria de Saúde planeja utilizar drones para despejar larvicidas em pontos com água parada. Já no Distrito Federal, uma equipe de 800 profissionais de vigilância ambiental estão realizando inspeções, nos dias úteis, em terrenos abandonados e em outros lugares com potencial de abrigar o mosquito transmissor da dengue. * As informações são da Agência O Globo.

A importância das vacinas no combate à pandemia no combate à Covid-19

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A Secretaria de Saúde e Assistência Social traz à comunidade informações sobre as vacinas de combate à Covid-19.

Vacinas no Brasil: entenda a importância desse recurso da ciência no país - Rede Brasil Atual
Vacinas no Brasil: entenda a importância desse recurso da ciência no país – Foto/Divulgação
 vacinação é uma forma segura e eficaz de prevenir doenças e salvar vidas. Graças às vacinas foi possível erradicar a varíola do mundo e controlar doenças como a poliomielite, as sequelas da rubéola em recém-nascidos e surtos de febre amarela, por exemplo.
A vacina é uma forma segura e inteligente de produzir uma resposta imunológica, ou seja, proteção no nosso organismo sem causar doença. As vacinas são projetadas para estimular memória imunológica. Ou seja, nosso sistema imunológico é induzido pela vacinação a lembrar do contato com aquele microrganismo (ou parte dele) contido na vacina, deixando-nos protegido contra uma doença por meses, anos, décadas ou mesmo toda a vida. Isso também ocorre pela infecção natural (exposição ao microrganismo agressor), porém, com a vacinação há o grande benefício de não ter sido necessário adoecer para adquirir essa proteção.

 

Os tempos sombrios vivenciados por todos nós com o surgimento da pandemia do Novo Coronavirus ficaram para trás. Hoje, visitando o passado não muito distante, me lembrei dos momentos tensos e angustiantes que me abatiam na espera dos boletins epidemiológicos diários divulgados pelas secretarias de saúde das dezessete cidades da região do Pajeú para fazer o levantamento e informar os números contabilizados naquele dia.

Houve momentos em que o cansaço emocional quase me dominava. Era muito triste contabilizar os óbitos que se seguiam dia após dia numa crescente que pareceria não ter fim.

O dia 19 de janeiro de 2021 ficou gravado na memória. A técnica de enfermagem Sandra Íris Alencar Santos (foto que ilustra a matéria) foi a primeira pessoa vacinada contra COVID-19 no Sertão do Pajeú. Momento marcante, onde a esperança floresceu. Eu estava lá no Centro Especializado de Reabilitação (CER III) de Afogados da Ingazeira, que durante o momento crítico da Covid-19 funcionou como Unidade de Campanha Dia. Acompanhei o ato e pude presenciar esse momento carregado de emoção e sentidos.

O surgimento das vacinas trouxe novos desafios. Combater a desinformação disseminada por grupos antivacinas ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mas como era esperado, desde o surgimento, as vacinas se tornaram uma ferramenta fundamental no combate à disseminação da doença. No Brasil, a campanha de vacinação em massa desempenhou e desempenha um papel crucial na busca pela imunidade coletiva e na redução dos impactos causados pela COVID-19.

As vacinas contra o Coronavírus são desenvolvidas a partir de pesquisas científicas rigorosas, envolvendo estudos clínicos e testes em larga escala. Elas têm como objetivo estimular o sistema imunológico a produzir uma resposta imune contra o vírus, prevenindo a infecção ou reduzindo a gravidade da doença em caso de contaminação.

No contexto brasileiro, a vacinação em larga escala é fundamental para controlar a disseminação do vírus e evitar o colapso do sistema de saúde. Através da imunização, é possível reduzir a transmissão do vírus, proteger os grupos mais vulneráveis e diminuir o número de internações e óbitos relacionados à COVID-19.

Além disso, as vacinas desempenharam um papel importante na retomada das atividades econômicas e sociais. Com uma parcela significativa da população vacinada, foi possível reduzir as restrições e medidas de distanciamento social, possibilitando o retorno gradual à normalidade e a recuperação da economia.

No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) – que completou 50 anos nesta segunda-feira (18) – tem coordenado a distribuição e aplicação das vacinas contra a COVID-19 em todo o território nacional. O governo tem trabalhado para garantir o abastecimento de doses, seguindo critérios de priorização e buscando atingir o maior número de pessoas possível.

É importante ressaltar que a vacinação é uma responsabilidade coletiva. Cada indivíduo que se vacina não apenas protege a si mesmo, mas também contribui para a proteção da comunidade. A imunização em massa é fundamental para controlar a propagação do vírus, interromper cadeias de transmissão e reduzir a ocorrência de variantes mais perigosas.

Porém, é necessário enfrentar alguns desafios, como a desinformação e a hesitação em relação às vacinas. É fundamental que as autoridades de saúde promovam campanhas educativas, baseadas em evidências científicas, para esclarecer dúvidas e fornecer informações confiáveis sobre a eficácia e segurança das vacinas.

Por fim, as vacinas têm um papel crucial no combate à pandemia do Novo Coronavírus no Brasil. Através da imunização em massa, é possível reduzir a disseminação do vírus, proteger os grupos mais vulneráveis, controlar a doença e retomar a normalidade. É responsabilidade de todos apoiar e participar da campanha de vacinação, contribuindo para a saúde e bem-estar da população brasileira.

Se chegou o seu tão esperado dia de ir ao posto de saúde tomar a sua dose de vacina contra a Covid-19, vá com alegria e esperança e tome a vacina que estiver disponível para você. E volte na data marcada para tomar a segunda dose da mesma vacina. Apenas a vacina Johnson & Johnson, que está chegando no Brasil nos próximos dias é aplicada em apenas uma única dose. *Secretaria de Saúde e Assistência Social.

TCE aponta Carnaíba e mais 6 cidades do Pajeú estão e situação grave do Plano Nacional de Vacinação

SERTÃO DO PAJEÚ

Foto/Divulgação

Uma fiscalização do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) nos 184 municípios de Pernambuco para avaliar a execução do Plano Nacional de Vacinação (PNI) mostrou que 49,5% dos municípios de Pernambuco estão em situação crítica ou grave em relação à execução do plano. Apenas 12,5% dos municípios do estado estão com situação satisfatória quanto à aplicação de vacinas do PNI.

O TCE fez uma classificação da situação dos municípios de Pernambuco, por meio do Índice de Fiscalização do Programa Nacional de Imunizações (IFPNI), e atribuiu os seguintes níveis, com pontuação de zero a 100, de acordo com a situação encontrada nas salas de vacinação: satisfatório, moderado, grave e crítico.

Da região do Pajeú, os municípios que obtiveram a situação satisfatória foram: Brejinho (90,99), Solidão (90,36) e São Jose do Egito (89,71). Que obtiveram situação moderada foram: Serra Talhada (84,06), Santa Cruz da Baixa Verde (82,83), Tuparetama (77,66), Ingazeira (76,21), Itapetim (74,07), Flores (73,42) e Afogados da Ingazeira (72,56). Já em situação grave foram: Quixaba (68,14), Calumbi (66,72), Carnaíba (66,70), Iguaracy (66,69), Tabira (63,87), Triunfo (62,17) e Santa Terezinha (50,39). Por Repórter do Pajeú.

47% dos municípios de Pernambuco têm falta de alguma vacina, constata fiscalização do TCE

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Fiscalização do TCE foi motivada pela queda progressiva nas taxas de cobertura vacinal, especialmente na infância
Fiscalização do TCE foi motivada pela queda progressiva nas taxas de cobertura vacinal, especialmente na infância – MYKE SENA/ACERVO MS

A fiscalização, realizada entre junho e julho deste ano, durou 40 dias e foi motivada pelas baixas coberturas vacinais entre crianças.

Uma blitz, comandada pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE) nos 184 municípios pernambucanos, avaliou a execução do Programa Nacional de Imunização (PNI), que garante acesso gratuito a vacinas. O arquipélago de Fernando de Noronha não entrou na vistoria.

A fiscalização, realizada entre junho e julho deste ano, durou 40 dias e foi motivada pelas baixas coberturas vacinais.

Os resultados da operação foram divulgados nesta terça-feira (22), em coletiva de imprensa, na sede do TCE, no bairro da Boa Vista, Centro do Recife.

A blitz, entre outros indicadores, verificou a disponibilidade de quatro imunizantes, voltados a crianças no primeiro ano de vida.

Segundo a vistoria do TCE, há unidades básicas de saúde (UBSs) de saúde sem alguma destas vacinas: pneumocócica, tríplice viral, pentavalente e poliomielite. Para todas elas, por sinal, Pernambuco ficou abaixo da meta estabelecida, de imunizar 95% das crianças até 1 ano de idade.

Preocupa o fato de que, entre os 184 municípios avaliados, 47% apresentavam, no momento da vistoria, falta de alguma das quatro vacinas incluídas na análise.

A reportagem do JC consultou, na tarde desta terça-feira (22), o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI). Foi verificado que, em 2022 e em 2023 (até o momento), Pernambuco não atingiu meta de cobertura vacinal de crianças para as quatro vacinas. Em 2022, as taxas variaram entre 51,17% e 80,43%; neste ano, de 51,97% a 54,54%.

“A grande motivação para a auditoria foi a queda na vacinação. Nosso objetivo é mostrar as causas aos gestores estaduais e municipais, especialmente pela falta de um trabalho de busca ativa. Esse é o ponto de maior importância na nossa fiscalização”, destacou o presidente Ranilson Ramos.

A blitz do TCE revelou que 69% dos municípios pernambucanos não realizam procedimento de busca ativa de crianças que ainda não estavam imunizadas contra as doenças.

“As unidades básicas de saúde possuem o controle das crianças que foram ou não vacinadas. Esse é o principal quesito que precisa ser melhorado para um avanço na imunização de nossas crianças”, frisou Ranilson.

O presidente acrescentou que uma das prioridades atuais do TCE é avaliar as políticas públicas voltadas ao atendimento à primeira infância.

Durante 40 dias, as equipes de auditoria do Departamento de Economia e Saúde e de Controle Externo Regional do TCE visitaram 1.662 unidades básicas de saúde em todos os 184 municípios. Foram observados itens como equipamentos, estrutura física, armazenamento de vacinas e profissionais envolvidos.

Com a fiscalização, o TCE traçou um panorama da vacinação em Pernambuco e classificou cada município por meio do Índice de Fiscalização do Programa Nacional de Imunizações (IFPNI), um indicador criado pelo próprio órgão estadual.

Dentro do IFPNI, os municípios foram classificados nos níveis satisfatório, moderado, grave ou crítico, conforme a situação encontrada nas salas de vacinação. *as informações são do JC.