Além da questão da cobertura, há o cuidado em relação à distância do início da pesquisa. A coleta do Censo 2022 começou em 1º de agosto e durou sete meses, mais que o dobro que os três meses normalmente usados para esta etapa da operação censitária.
A divulgação dos primeiros resultados do Censo Demográfico 2022 ainda não tem uma data confirmada. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou a contagem da população em agosto do ano passado, mas o levantamento vem sendo marcado por atrasos.
Em uma nota publicada no dia 31 de março e atualizada posteriormente em seu site, o Ministério do Planejamento e Orçamento afirmou que o IBGE anunciaria os dados preliminares do Censo em 5 de maio. Ou seja, na próxima sexta-feira. A questão é que, por ora, o calendário do instituto não prevê a divulgação de pesquisas nesta semana. Consultada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Planejamento indicou que caberia ao próprio IBGE confirmar a data de publicação do Censo.
Segundo a pasta, a previsão do dia 5 de maio havia sido divulgada com base em informações obtidas junto ao instituto. A assessoria do IBGE, entretanto, não se manifestou sobre a data de divulgação ao ser questionada. O órgão de pesquisas está sob o guarda-chuva do Planejamento no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois de integrar a estrutura do Ministério da Economia na gestão de Jair Bolsonaro (PL). A contagem do Censo começou no dia 1º de agosto de 2022. Inicialmente, o IBGE planejava encerrar essa etapa em três meses, até outubro.
O instituto, porém, enfrentou uma série de dificuldades para realizar os trabalhos. Na fase inicial da coleta, recenseadores reclamaram de atrasos em pagamentos e de valores recebidos abaixo do esperado. Isso gerou ameaças de greve e desistências de parte da categoria. Não bastassem os problemas com os pagamentos, o IBGE também encontrou recusas de parte da população em responder aos questionários e até fake news em meio à corrida eleitoral do ano passado.
Em 1º de março, o instituto anunciou o fim da coleta do Censo, após sete meses de trabalho. Desde então, o levantamento passa pela etapa de apuração, que representa uma espécie de pente-fino sobre os dados. Além de checar a consistência das informações já apuradas, essa fase também prevê retornos pontuais de recenseadores a endereços onde a coleta não teve respostas. Nesse sentido, o IBGE já realizou ações para ampliar a cobertura em locais como condomínios de alta renda e favelas.
O Censo costuma ser realizado a cada dez anos. A versão anterior foi realizada em 2010. A edição atual estava prevista para 2020, mas foi adiada pelas restrições da pandemia de Covid-19. Em 2021, houve novo adiamento, mas dessa vez em razão do corte de verbas para o IBGE no governo Bolsonaro. Assim, a pesquisa ficou para 2022. Especialistas já alertaram para o longo período de coleta do Censo, o que distanciou o término do trabalho da data de referência da pesquisa.
O IBGE, contudo, indicou que o uso de ferramentas tecnológicas ajudaria a mitigar os riscos de eventuais inconsistências. Prefeituras, especialmente em municípios de menor porte, também já sinalizaram preocupação com os resultados do Censo. O motivo é o risco de queda na população a partir dos dados da pesquisa. Isso poderia gerar perda de recursos via Fundo de Participação dos Municípios (FPM), já que a contagem da população baliza os repasses para as prefeituras. inf. Folha de São Paulo.
O IFPE de Afogados da Ingazeira iniciou o Nivelamento Escolar em Física. As atividades estão acontecendo todas as sextas-feiras, nos seguintes horários: pela manhã, das 10h30 às 12h e à tarde das 13h às 14h30, na Sala G2, no Bloco G.
Podem participar estudantes regularmente matriculados de qualquer curso do Campus Afogados, que tenham interesse em se aprimorar na disciplina ou que queiram esclarecer dúvidas pontuais.
Não é necessário inscrição, aos estudantes interessados, basta comparecer à sala no dia e horários indicados, a partir da próxima sexta-feira (05).
O Nivelamento está sendo feito pelo estudante de Engenharia Civil do Campus, Jefferson Queiroz da Costa.
A contratação sem concurso de 14 professoras, proibida por lei, por parte do então prefeito de Ingazeira, no Sertão de Pernambuco, durante a pandemia, Lino Morais, que era fruto de ação do Ministério Público de Pernambuco de contestação das contas de 2020 do ex-prefeito, foi julgada como legal pelo TCE-PE.
No entendimento do relator do processo, Dirceu Rodolfo, Lino atendeu, na época, o princípio da prestação do serviço público em caso de urgência, uma vez que as contratações sem concursos foram para repor o quadro de servidoras gestantes e licenciadas durante três meses no período da pandemia.
“Esse é caso muito peculiar, porque ele contratou 14 professoras para fazer a substituição por apenas três meses na pandemia. Mas como todo os anos as contas são julgadas com base na gestão fiscal, de governo e admissão de pessoal, houve a aprovação com ressalva. A Câmara já havia julgado como legal as contratações, mas houve o recurso do Ministério Público, que com a decisão do relator, reafirmou a legalidade no caso específico dessas contratações”, explica o advogado do ex-prefeito e sócio nominal do escritório da equipe de defesa que atuou na defesa de Lino, Roberto Morais. Por Magno Martins.
Copom mantém novamente juros básicos da economia em 13,75% ao ano – Foto/Divulgação
A Selic está neste patamar desde agosto; veja simulações em exercício meramente ilustrativo para o investidor.
OComitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu, nesta quarta-feira, 3, manter a taxa básica de juro da economia, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão já era esperada pelos investidores. A Selic está nesse patamar desde agosto do ano passado.
Em comunicado divulgado, o Copom afirmou que o ambiente externo se mantém adverso e citou os episódios envolvendo bancos no exterior, que têm elevado a incerteza, mas com contágio limitado sobre as condições financeiras até o momento, requerendo contínuo monitoramento.
Em relação ao cenário doméstico, disse que o conjunto dos indicadores mais recentes de atividade econômica segue corroborando o cenário de desaceleração esperado pelo Copom, ainda que exibindo maior resiliência no mercado de trabalho. “A inflação ao consumidor, assim como suas diversas medidas de inflação subjacente, segue acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação. As expectativas de inflação para 2023 e 2024 apuradas pela pesquisa Focus elevaram-se marginalmente e encontram-se em torno de 6,1% e 4,2%, respectivamente.”
O Copom afirmou ainda que considerando os cenários avaliados, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, decidiu manter a taxa básica de juros em 13,75% a.a e que entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante, que inclui o ano de 2024. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.”
Inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o comunicado, a manutenção da taxa considerou entre outros fatores, a persistência das pressões inflacionárias globais, incerteza sobre o desenho final do arcabouço fiscal a ser analisado pelo Congresso Nacional e uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada.
O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. A decisão divulgada após reunião nesta quarta-feira (3) foi unânime.
“O ambiente externo se mantém adverso. Os episódios envolvendo bancos no exterior têm elevado a incerteza, mas com contágio limitado sobre as condições financeiras até o momento, requerendo contínuo monitoramento. Em paralelo, os bancos centrais das principais economias seguem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas, em um ambiente em que a inflação se mostra resiliente”, destaca o comunicado divulgado pelo Banco Central (BC).
O documento também afirma que, em relação ao cenário doméstico, “o conjunto dos indicadores mais recentes de atividade econômica segue corroborando o cenário de desaceleração esperado pelo Copom, ainda que exibindo maior resiliência no mercado de trabalho”.
“A inflação ao consumidor, assim como suas diversas medidas de inflação subjacente, segue acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação. As expectativas de inflação para 2023 e 2024 apuradas pela pesquisa Focus elevaram-se marginalmente e encontram-se em torno de 6,1% e 4,2%, respectivamente”, acrescenta o comunicado.
A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a sexta vez seguida em que o BC não mexeu na taxa, que permanece nesse nível desde agosto do ano passado. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.
Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica, iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.
Inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o comunicado, a manutenção da taxa considerou entre outros fatores, a persistência das pressões inflacionárias globais, incerteza sobre o desenho final do arcabouço fiscal a ser analisado pelo Congresso Nacional e uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada.
“Por um lado, a reoneração dos combustíveis e, principalmente, a apresentação de uma proposta de arcabouço fiscal reduziram parte da incerteza advinda da política fiscal. Por outro lado, a conjuntura, caracterizada por um estágio em que o processo desinflacionário tende a ser mais lento em ambiente de expectativas de inflação desancoradas, demanda maior atenção na condução da política monetária”, diz o comunicado. Inf. (Exame).
Será neste próximo sábado (06) o Dia D de Vacinação contra a influenza, no horário das 7h30 às 13h, no centro de vacinação, na Rua Professor Vera Cruz (ao lado das Casas Siqueira) e em todas as unidades básicas de saúde da área urbana.
Mas para potencializar e descentralizar o mutirão, a Secretaria municipal de saúde disponibilizará outros locais para que a população tenha acesso ao imunizante. Serão instalados pontos de vacinação em frente à secretaria de saúde, nas imediações do semáforo da Manoel Borba, Praça da alimentação e Praça Monsenhor Alfredo Arruda câmara.
Quem poderá tomar a vacina? Qualquer pessoa com sessenta anos ou mais. Além desses, também integram o público-alvo da campanha:
* Crianças de 06 meses a menores de 06 anos * Gestantes e puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto) * Trabalhadores da saúde * Portadores de comorbidades * Pessoas com deficiência permanente * Professores * Forças de segurança e salvamento * Trabalhadores do transporte coletivo * Caminhoneiros * Funcionários do sistema de privação de liberdade * Adolescentes e jovens em medidas socioeducativas.
Segundo informações no fim da tarde desta terça-feira (02), um ônibus escolar da Prefeitura de Carnaíba quebrou quando levava alunos da zona rural para casa.
Segundo alguns relatos de pais, o ônibus que conta apenas com o motorista e não tem uma pessoa para cuidar das crianças quebrou e as crianças foram para suas casas sozinhas.
Uma mãe relatou ao blog que ficou muito nervosa ao ver seu filho chegar em casa dizendo que o ônibus quebrou e que atravessou a pista até sua residência a pé. Outra mãe também relatou o perigo que seu filho de apenas 7 anos passou. Inf.: (Mais Pajeú).
A colisão entre um veículo de carga (F4000) e uma motocicleta (tipo Bros) ocorreu na Rua Aurora Nogueira Burgo, via de acesso ao aeroporto.
Na manhã desta quarta-feira (03), por volta das 07h30, um motociclista, de 33 anos, morreu após colisão veicular em Serra Talhada, Capital do Xaxado. O fato ocorreu na Rua Aurora Nogueira Burgo, via de acesso ao aeroporto.
De acordo com informações, o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a uma ocorrência de colisão entre um veículo de carga (F4000) e uma motocicleta (tipo Bros).
Chegando ao local, a guarnição visualizou apenas a motocicleta e o seu condutor que já se encontrava sem os sinais vitais. O homem, de 33 anos, estava às margens da rodovia. O veículo de carga não se encontrava mais no local e, segundo populares, o motorista havia se evadido.
A vítima ficou aos cuidados da Polícia Militar de Pernambuco até a chegada da Polícia Civil.
Estão abertas as inscrições para novos cursos de qualificação profissional em Afogados da Ingazeira. A iniciativa é uma parceria firmada pela Secretaria de Administração e Desenvolvimento Econômico com o Senac, dentro do programa Capacita + Afogados.
Os novos cursos ofertados são todos na área de beleza e estética:
Corte e escova (básico)
Barbeiro
Design de sobrancelhas
Design de mechas
Alongamento de cílios
Unhas em gel
As vagas são limitadas. Documentação exigida: CPF, RG, comprovantes de residência e de escolaridade. As inscrições podem ser feitas, presencialmente, na Secretaria de Administração, na Rua Roberto Nogueira Lima, 165. O expediente é de segunda à sexta, de 8 às 14hs. Mais Informações pelo telefone/zap: 87-9.9978 1331.
Operação Dia do Trabalho realizou 22 detenções – Foto: Divulgação
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) intensificou, entre os dias 28 de abril a 1º de maio, as blitzes educativas e de fiscalização durante a Operação Dia do Trabalho em Pernambuco. Durante o período, foram registrados 36 sinistros nas rodovias federais no Estado, que deixaram 39 pessoas feridas e quatro mortas. Ao todo, 68 motoristas foram autuados por alcoolemia e 22 foram detidos.
Uma das colisões mais graves ocorreu na noite do último sábado (29), no km 57 da BR 423 em Lajedo, no Agreste. De acordo com os vestígios verificados, o motorista de um carro entrou na contramão da rodovia e colidiu de frente com uma motocicleta. O condutor da moto faleceu no local.
Já o motorista do carro teve ferimentos leves, mas não quis atendimento médico, se recusou a realizar o teste do etilômetro e apresentava sinais de embriaguez. O homem foi autuado e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Lajedo, que irá investigar o caso.
Em quatro dias de operação, a PRF fiscalizou 3.478 veículos e 4.162 pessoas, emitiu 1.593 autuações e registrou 250,8 toneladas de excesso de peso. No total, destacam-se 119 autos de infração por ultrapassagens em local proibido: 100 pelo não uso do cinto de segurança, 41 pela falta da cadeirinha e 31 pela ausência do capacete.
Na fiscalização de alcoolemia foram realizados 2.404 testes com o etilômetro, que resultaram em 68 autuações e duas prisões de motoristas sob efeito de álcool.
Para prevenir colisões graves, a PRF retirou 72 animais de grande porte das rodovias. Os agentestambém prestaram auxílio a 58 motoristas que tiveram problemas mecânicos ou se envolveram em sinistros sem vítimas. As ações educativas alcançaram 1.828 pessoas através do Cinema Rodoviário, que transmite orientações sobre condutas que preservam vidas no trânsito.
Ao todo, visando à promoção de segurança pública, a PRF registrou ainda 22 pessoas detidas por receptação, com mandado de prisão em aberto, por crime ambiental e de trânsito. Nas abordagens, foram recuperados quatro veículos roubados e adulterados. Nesse período, também foram recolhidos 166 veículos e 159 Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLVs). Inf. (Folha/PE).
Polícia Federal faz busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo
Operação apura se fraude teve como objetivo viabilizar a entrada da familiares e auxiliares nos EUA; outras três pessoas foram detidas.
PF faz buscas na casa de Bolsonaro e prende ex-ajudante Mauro Cid em operação contra dados falsos de vacina | Distrito Federal | G1
A Polícia Federal faz buscas na manhã desta quarta-feira (3) na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília. Os policiais também prenderam o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid Barbosa.
Segundo o G1, Jair Bolsonaro não foi alvo de mandado de prisão, mas deve prestar depoimento ainda nesta quarta na Polícia Federal em Brasília. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes dentro do inquérito das “milícias digitais” que já tramita no Supremo Tribunal Federal.
Até as 8h20, policiais seguiam no condomínio onde o ex-presidente mora desde que voltou ao Brasil, em março. A corporação investiga um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.
“Com isso, tais pessoas puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta pelos poderes públicos (Brasil e Estados Unidos) destinadas a impedir a propagação de doença contagiosa, no caso, a pandemia de Covid”, diz a Polícia Federal.
A TV Globo e a GloboNews apuraram que teriam sido forjados os certificados de vacinação: do hoje ex-presidente Jair Bolsonaro; da filha de Bolsonaro, Laura Bolsonaro, hoje com 12 anos; do ex-ajudante de ordens Mauro Cid Barbosa, da mulher e da filha dele.
Essa suposta falsificação teria o objetivo de garantir a entrada de Bolsonaro, familiares e auxiliares próximos nos Estados Unidos, burlando a regra de vacinação obrigatória. A PF ainda investiga a situação de outros membros da comitiva, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Até as 7h, todas as prisões já tinham sido cumpridas. A TV Globo apurou os nomes de quatro dos seis presos: o coronel Mauro Cid Barbosa, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro; o policial militar Max Guilherme, que atuou na segurança presidencial; o militar do Exército Sérgio Cordeiro, que também atuava na proteção pessoal de Bolsonaro; o secretário municipal de Governo de Duque de Caxias (RJ), João Carlos de Sousa Brecha.
Segundo a PF, as condutas investigadas podem configurar, em tese, crimes como infração de medida sanitária preventiva; associação criminosa; inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.
A inclusão dos dados falsos aconteceu entre novembro de 2021 e dezembro do ano passado. As pessoas beneficiadas conseguiram emitir certificados de vacinação e usar para burlar restrições sanitárias impostas pelos governos do Brasil e dos Estados Unidos, segundo os investigadores.
A Polícia Federal afirma que o objetivo do grupo seria “manter coeso o elemento identitário em relação a suas pautas ideológicas” e “sustentar o discurso voltado aos ataques à vacinação contra a Covid-19”.
De acordo com a colunista Bela Megale, o ex-presidente teve seu celular apreendido, mas, até o momento, não forneceu a senha. A ex-primeira-dama inicialmente também não passou a senha, mas, posteriomente, autorizou acesso ao seu aparelho.
A Controladoria-Geral da União (CGU) vinha apurando a possibilidade de inserção de dados falsos no cartão de vacinação de Bolsonaro. Há suspeitas que dados da familiares tambem foram fraudados.
Ao longo de sua gestão, Bolsonaro se recusou a informar se tomou a vacina contra a Covid-19. Questionado por meio de Lei de Acesso à Informação, o governo impôs um sigilo de até cem anos aos dados sob a justificativa que isso se referia à vida privada do então presidente.
Após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomar posse, a CGU passou a revisar alguns casos de sigilo de cem anos imposto sob Bolsonaro. No caso dos dados de vacinação, contudo, o órgão de controle abriu uma investigação para apurar se houve fraude. Fonte (Agência o Globo).
Com o objetivo de refletir sobre as realidades de cada município em que abrange o curso do Rio Pajeú, evidenciando as denúncias e anúncios de caminhos para enfrentamento aos desafios de conservação e preservação do Rio Pajeú, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Pajeú (COBH Pajeú) e a Rede Pajeú de Agroecologia, realizam a Caravana do Rio Pajeú que começou no município de Brejinho na quinta-feira (27) e segue realizando 5 paradas, até o mês de junho, período de reflexões sobre o Dia do Meio Ambiente.
A próxima parada da Caravana será entre Afogados da Ingazeira e Carnaíba, no dia 9 de maio. A Caravana será finalizada com uma grande Audiência Pública e Popular, no mês de junho, período de reflexões sobre o meio ambiente.
Apolônia Gomes, integrante da Rede Pajeú de Agroecologia e da Rede de Mulheres Produtoras do Pajeú, comenta que a abertura da Caravana foi um momento de refletir sobre a importância da preservação da Nascente, mas também da Caatinga como um todo.
“Foi possível perceber quanto tempo a nascente precisa para voltar a ser o que era antes e esse tempo precisa ser respeitado, foi possível perceber também da necessidade de criar estratégia para a mulher e para o homem do campo produzir seu próprio alimento sem desmatar. Encontramos uma Nascente em processo de recuperação, porém se faz necessário ainda um trabalho intenso a longo prazo, por parte dos moradores e moradoras e do poder público”, afirma.
O protagonismo das mulheres levantando a bandeira de luta pela conservação das Nascentes, a preservação das sementes, disseminação das mudas de plantas nativas no entorno das nascentes existentes na comunidade de Gameleira, município de Itapetim, também foi um destaque durante a abertura da Caravana, comentou Apolônia.
A Diaconia tem cumprido seu papel de compor redes e articulações para a promoção e defesa dos direitos para promover a segurança alimentar, segurança do meio ambiente, a partir do enfrentamento das realidades, olhando para as questões de justiça climática. Nesse sentido, a Diaconia compõe a Rede Pajeú e, recentemente, a organização assumiu a presidência do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Pajeú.
“Estamos exercendo nossa missão de articular diferentes sujeitos para que possamos atuar em rede para defender os interesses comuns e trazer reflexões sobre controle social a fim de estimular a participação política nesse espaço de monitoramento”, afirma Ita Porto, coordenadora dos projetos da Diaconia no Sertão do Pajeú.
Ita comenta sobre o marco importante de abrir a Caravana em Brejinho, principal nascente do Rio Pajeú.
“Foi um grande momento de reforçar as esperanças dessa articulação em rede, olhando para a realidade não só do rio, mas do próprio bioma da Caatinga, de como é que a gente revitaliza as nascentes, mas também como recuperamos o bioma com plantas nativas, com a conscientização das pessoas sobre a importância de práticas integradas de proteção ao meio ambiente enquanto produtor natural de água para nosso território e também o papel importante das mulheres nessa ação de cuidado com a natureza, que vêm acontecendo há muitos anos e que precisa ser evidenciado e servir de exemplo para outros municípios e outras articulações de bacias que tem no nosso estado e região Nordeste”, conta.
A abertura da Caravana do Rio Pajeú contou com participação da secretária estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Ana Luíza e sua equipe, do prefeito de Brejinho, Gilson Bento, e do secretário Municipal de Cultura..
Além disso, o momento contou com o apoio da Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) a partir da Gerência de Apoio aos Organismos de Bacias Hidrográficas (GAOB). O evento contou com a presença de 50 participantes entre poder público, sindicatos rurais, associações de famílias agricultoras, entidades de assessoria técnica, moradores e moradoras de Brejinho.
Aurivoneide, secretária de Agricultura de Brejinho, externa a alegria de criar expectativas para a efetivação de políticas públicas voltadas para a preservação do Rio Pajeú.
“Temos a felicidade de sermos a Nascente mãe do Rio Pajeú com um único objetivo: a esperança de voltar a aflorar a Nascente, somos gratos e gratas por toda equipe envolvida nesse propósito, há anos que vários órgãos e entidades vêm aprimorando o saber em busca de uma recuperação. O nosso olhar volta cada vez mais esperançoso de um dia chegarmos e nos deparamos com o que tanto sonhamos: ver a Nascente Mãe do Rio Pajeú brotando suas raízes”, afirma.
“Agradecemos a articulação de todas as organizações e entidades que integram o Comitê da Bacia Hidrográfica do Pajeú por realizar esse evento. Quando cuidamos do meio ambiente, estamos cuidando da saúde do povo. Ficamos felizes em poder contribuir com um momento tão importante como a Caravana, em que refletimos sobre a urgência do cuidado com nossas nascentes. A gestão municipal de Brejinho tem o compromisso de evitar que os esgotos não desaguem no Rio Pajeú e, cada vez mais, vermos uma mudança concreta”, afirmou o vice-prefeito de Brejinho, Josinaldo Alves.
Um dos destaques da Caravana, neste ano, é a participação no evento da “Campanha Vire Carranca”, iniciativa no âmbito do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, onde será apresentado um documento com todas as questões registradas ao longo da Caravana do Rio Pajeú, com o objetivo de sensibilizar gestores e gestoras e sociedade em geral sobre ações que precisam ser feitas na perspectiva do desenvolvimento sustentável do território, a partir do cuidado com o Velho Chico a partir dos seus afluentes, como o Rio Pajeú.
Foram prorrogadas as inscrições do processo seletivo para os cargos de gestores das Gerências Regionais de Educação de Pernambuco. O novo prazo se encerra em 8 de maio. Podem participar da seleção candidatos que já ocupem cargo efetivo de professor ou analista de gestão educacional da Secretaria de Educação do Estado, com formação em pedagogia ou demais licenciaturas. Também é requisito não ter sofrido penalidade administrativa no triênio anterior ao pleito.
A mudança no cronograma ocorreu por causa do ataque cibernético que comprometeu a base de dados da Secretaria. As inscrições feitas anteriormente foram canceladas. Serão válidas apenas as candidaturas submetidas a partir de agora.
O resultado final será divulgado até o dia 07 de junho. A avaliação dos candidatos irá passar por duas fases: primeiro, análise curricular, e, depois, entrevista e apresentação do projeto de atuação profissional. O cronograma completo e o edital estão disponíveis no site: selecaointerna.educacao.pe.gov.br
As dúvidas sobre o Google que assombram especialistas | Guilherme Ravache | Valor Econômico
À medida que se aproxima a votação da nova lei para regular a atuação de big techs como o Google no país, aumenta a preocupação de pesquisadores, pesquisadores, jornalistas e especialistas em audiência da imprensa brasileira.
Duas perguntas tem gerado crescente temor entre pesquisadores, jornalistas e especialistas em audiência:
1) O Google limita ou tem realizado testes no Brasil para limitar o alcance de conteúdo noticioso em suas plataformas (Discover e Search)?
2) O Google de alguma maneira prioriza seus próprios conteúdos em resultados de busca e Discover?
Na terça-feira da semana passada, a coluna encaminhou ao Google estas mesmas perguntas e recebeu a seguinte resposta na sexta-feira:
1) “Atualmente não temos nenhum teste no Brasil sobre este tema”.
2) “Estas alegações não correspondem à realidade, como fica comprovado pelo fato de os links para o Blog do Google também estarem bem posicionados em ferramentas de pesquisa de concorrentes. Não alteramos manualmente as listas de resultados para determinar a posição de uma página específica. Nossos sistemas de ranqueamento se aplicam de forma consistente para todas as páginas da web, incluindo aquelas administradas pelo Google. Os administradores dos nossos websites não possuem qualquer conhecimento especial sobre como nosso sistema de ranqueamento funciona. Eles apenas seguem as melhores práticas de otimização de conteúdo para ferramentas de busca, como qualquer outro site pode fazer”.
Mas alguns fatores têm colocado em xeque a posição oficial do Google:
Primeiramente, porque a audiência de diversos veículos tradicionais têm apresentado queda considerável nos últimos meses.
Segundo, porque o Google realizou testes em fevereiro para limitar o alcance de notícias no Canadá, onde está em discussão uma lei para regular a atuação das big techs, a exemplo do que também acontece no Brasil.
Terceiro, porque o conteúdo do próprio Google combatendo a PL 2630, que visa regular as big techs no país, tem ganhado posição de destaque nas buscas.
Finalmente, e-mails, prints e relatos obtidos pela Folha, além de um levantamento do NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), indicam que o Google de fato estaria interferindo nos resultados das notícias.
Tráfego e receita em queda
Diversos veículos de imprensa no país têm reclamado da queda de tráfego nos últimos meses, particularmente do Discover, ferramenta do Google que sugere notícias em dispositivos usando Android.
Nas últimas semanas, o movimento tem sido intensificado. O Google sempre negou interferir nos resultados de suas plataformas. A empresa tem dito aos veículos que a queda acontece porque os sites afetados são tecnicamente inferiores aos concorrentes.
Além do recente caso do Canadá, uma investigação realizada pelo Wall Street Journal, publicada em 2019, com mais de 100 entrevistas, afirmava que o Google usa listas de bloqueio, ajustes de algoritmo e um exército de contratados para moldar o que você vê.
Segundo a reportagem, “longe de serem programas de computador autônomos indiferentes à pressão externa, os algoritmos do Google estão sujeitos a ajustes regulares de executivos e engenheiros que estão tentando fornecer resultados de pesquisa relevantes, ao mesmo tempo em que agradam a uma ampla variedade de interesses poderosos”.
Google determina a sorte de veículos
Por uma série de erros estratégicos dos veículos de imprensa nas últimas décadas, mas principalmente pelo avassalador poder financeiro das big techs, veículos de imprensa se tornaram reféns do dinheiro e do tráfego do Google e da Meta.
O problema é que existe uma relação de poder completamente desequilibrada. O conteúdo noticioso representa menos de 3% das buscas do Google e não chega a 2% do faturamento da empresa.
De acordo com um relatório da NERA Economic Consulting (encomendado pela Meta), “o conteúdo de notícias dos editores tradicionais é de baixo valor para Meta e está em declínio, enquanto os editores se beneficiam do tráfego de aplicativos de mídia social”.
Segundo a NERA, “O conteúdo do editor de notícias desempenha um papel economicamente pequeno e decrescente na plataforma do Facebook, com links de notícias respondendo por menos de 3% do que os usuários veem em seus feeds do Facebook”.
Ainda segundo o relatório, “o fato de a Meta obter pouco valor econômico do compartilhamento de conteúdo de notícias no Facebook explica por que sua disposição de pagar por conteúdo de notícias é, na maioria dos casos, zero”.
Mudança de posição
O que o relatório falha em mencionar é que, até 2019, a empresa tinha uma posição bastante diferente. “As pessoas querem mais notícias locais e as redações locais estão procurando mais apoio”, escreveu em 2019 Campbell Brown, vice presidente de parcerias da Meta, quando anunciou o compromisso de três anos da empresa e um investimento de US$ 300 milhões com “programas de notícias, parcerias e conteúdo” globais.
Desde 2019, após sucessivos embates com a mídia e o que Mark Zuckerberg afirmou ser um tratamento injusto por parte dos veículos, a Meta rompeu seus laços com os veículos e gradualmente reduziu o peso das notícias em sua plataforma, reduzindo o alcance do conteúdo noticioso.
A ruptura mais simbólica provavelmente foi o encerramento do Instant Article em abril deste ano. O Instant Article era uma aba dedicada às notícias no Facebook e já foi uma das principais fontes de receita de muitos veículos digitais.
Em outubro passado, o diretor de política global da Meta, Kevin Chan, diante da Câmara dos Comuns canadense, também fez ameaças de impedir a circulação de notícias no Facebook, a exemplo do Google.
Google tem domínio absoluto e faltam concorrentes
Se por um lado os veículos de imprensa são irrelevantes para as big techs, a recíproca não é verdadeira. O Google se tornou tão poderoso que suas escolhas determinam quem sobrevive e quem fecha as portas na imprensa. E se passado os editores ainda poderiam se refugiar no Facebook, hoje isso se tornou impossível, já que a plataforma limita o alcance do conteúdo jornalístico.
Com a retirada da Meta do universo das notícias, o Google se tornou ainda mais massivo. A gigante detém mais de 90% do mercado de buscas, controla o sistema operacional de mais de 90% dos celulares no Brasil, e segundo a SimilarWeb, 78% do mercado de navegadores é dominado pelo Chrome, também do Google. Em 2022, o Google faturou R$ 1,28 trilhão, com 79% do valor vindo de anúncios.
Existe um risco ainda maior, já que grande parte dos veículos, particularmente as publicações regionais e os independentes, têm 100% de suas receitas atreladas ao Google. E estes grupos também viram uma queda acentuada da receita publicitária vinda do Google nos últimos meses. A companhia tem alegado aos editores uma piora do cenário econômico no país para explicar a baixa.
Basta observar o mercado para perceber como o domínio de Google e Meta seguem estáveis mesmo após tanto tempo. Nos últimos anos, todas plataformas de streaming, até mesmo a Netflix, passaram a veicular publicidade digital. Amazon e Apple gastaram bilhões para entrar no segmento de publicidade. Surgiram até novas plataformas como o TikTok, e mesmo assim Google e Meta vão capturar juntos 48,4% de toda a receita de anúncios digitais dos EUA neste ano (28,8% para Google e 19,6% para Meta).
O número é abaixo dos 54,7% em seu pico em 2017 (34,7% para Google e 20,0% para Meta), segundo dados do Insider Intelligence, mas em um universo cada vez mais povoado de opções de publicidade digital, se nem mesmo as gigantes Apple, Amazon e Netflix conseguem roubar uma fatia considerável da publicidade do Google e da Meta, quais as chances dos editores?
Impossível viver sem o Google
Segundo os editores, é este domínio absoluto que torna inviável escapar do controle do Google. “Se todos os veículos se unissem e tirassem o conteúdo do Google, ainda teríamos os sites que copiam o nosso conteúdo levando tudo isso para o próprio Google”, diz o CEO de um grupo de mídia. “Além disso, o Google traz mais de 75% do nosso tráfego.”
Cada vez mais a sorte dos veículos de imprensa está nas mãos do Google e seus algoritmos. Na reportagem “Como o Google está sufocando o jornalismo independente na América Latina”, no Columbia Journalism Review, José Maria León Cabrera afirma que a influência e dinheiro da gigante de buscas se tornam um problema, particularmente na América Latina.
Apesar de investimentos de mais de R$ 1,5 bilhão realizados pelo Google em veículos de imprensa nos últimos anos, a própria lógica dos algoritmos se tornou uma barreira imensa para o setor.
Manter os padrões de SEO do Google é caro. Cada vez mais são veículos voltados para o lucro, e não para o jornalismo, que levam vantagem. “Muitos veículos independentes não conseguem cobrir esses custos, gerando um ciclo vicioso, mas óbvio: sites com baixo desempenho atraem menos tráfego, menos tráfego significa menos anunciantes, menos anunciantes significa menos estabilidade financeira”.
“No entanto, a pior consequência desse padrão nefasto é o fato de que muitos veículos que produzem investigações aprofundadas, revelando verdades desconfortáveis, responsabilizando os poderosos e focando em indivíduos e populações sub-representados estão recebendo cada vez menos leitores. Menos leitores significa menos anunciantes, o que significa menos financiamento, o que impossibilita investimentos em desempenho de SEO e ferramentas de aprimoramento, afetando o ranking desses sites, atraindo menos tráfego – e assim por diante. Além disso, significa cidadãos mal informados, fazendo escolhas mal informadas”.
Google vai desativar ferramentas de editores
Atender às demandas do Google não é uma tarefa simples e as barreiras não param de aumentar.
O Google está desativando ferramentas gratuitas amplamente usadas por editores. A empresa está, por exemplo, lançando uma nova versão de sua ferramenta para medir audiência. Mas o produto é altamente focado em e-commerce, e na visão dos editores, não funciona para o jornalismo. O Google Analytics atual, provavelmente a ferramenta de análise de tráfego mais usada pelas redações no mundo todo, será descontinuada.
Em dezembro de 2023, o Google também abandonará o relatório de usabilidade móvel do Google Search Console (lançado originalmente em 2016), a ferramenta de teste compatível com dispositivos móveis (lançada em 2016) e a API de teste compatível com dispositivos móveis.
Apesar de desligar as ferramentas, Google disse que a compatibilidade com dispositivos móveis e a usabilidade seguem sendo importantes. “Continua sendo essencial para os usuários, que estão usando dispositivos móveis mais do que nunca e, como tal, continua sendo parte de nossa orientação de experiência na página. Mas em quase dez anos desde que lançamos inicialmente este relatório, muitos outros recursos robustos para avaliar a usabilidade móvel surgiram, incluindo o Lighthouse do Chrome”.
Nos próximos meses, a ferramenta Crowdtangle, disponibilizada gratuitamente pela Meta e usada por muitas redações para mensurar a performance em redes sociais, também será encerrada.
Demissões no Google e Meta e novas prioridades
O encerramento das ferramentas pode ter relação com os cortes de equipe realizados pelo Google e Meta nos últimos meses, mas para diversos publishers, é motivo de preocupação. “Ferramentas e soluções que eram gratuitas e amplamente usadas por editores vão deixar de existir, é um sinal claro de para onde caminham essas empresas”, diz um diretor de redação.
Ainda segundo esse diretor, “o Google diz que sites que copiam o conteúdo de veículos tradicionais ficam na nossa frente e têm mais visibilidade porque são tecnicamente melhores, mas aí o Google encerra justamente as ferramentas que usamos para melhorar a performance e tentar concorrer com sites de fake news?”, questiona.
Talvez o maior indício do temor provocado pelo Google seja o receio de tantos editores de falar publicamente. Todos pediram para não terem seus nomes ou organizações citadas por medo de sofrerem represálias da plataforma.
“Não me leve a mal, mas o Google é dono da plataforma e sem ele nosso negócio morre. Eles podem fazer o que bem entenderem e ninguém está olhando. Quem pode garantir que eles não vão interferir na nossa audiência ou escolher quais notícias vão aparecer mais ou menos?”, diz um editor. “Não existe qualquer supervisão externa. Se minha audiência cair, nunca saberei se foi uma mudança do algoritmo ou algo que eu falei e eles não gostaram”.
“Se eu não estiver no Google, estarei onde, no Bing? Ninguém usa o Bing e os resultados são iguais aos do Google”, diz outro editor. Anos atrás, o Google afirmou que o Bing copiava os resultados do Google. Na época, a Microsoft negou.
Os jornalistas que no passado causavam temor em tantas empresas, agora são os que vivem aterrorizados pela ditadura do algoritmo. Para os críticos da imprensa, talvez seja uma mera ironia do destino. Porém, até que ponto ter uma única empresa controlando o que você lê, assiste e ouve pode ser um péssimo negócio com o passar do tempo.
Por outro lado, ninguém duvida que qualquer solução para o setor necessariamente passa pelas big techs. Como diz a Raposa ao Pequeno Príncipe quando se tornam amigos “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Fonte: (Valor).
Mauro Cesar Barbosa Cid — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro.
A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta quarta-feira (3/5), um mandado de prisão contra o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e outro de busca e apreensão na casa do ex-presidente, em Brasília. A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
As ordens estão sendo cumpridas no âmbito da chamada Operação Venire, que investiga uma associação criminosa acusada pelos crimes de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.
Ao todo, a PF cumpre 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, em Brasília e no Rio de Janeiro, além de análise do material apreendido durante as buscas e realização de oitivas de pessoas que detenham informações a respeito dos fatos. Com inf. Do portal (Metrópoles).
Cid com Bolsonaro no debate da TV Globo, na antevéspera do segundo turno das eleições de 2022Reprodução/TV Globo.
Lançado em 2020, o Pix não para de crescer e anuncia novas modalidades de pagamento (Banco Central/Divulgação)
O BC destacou que o prazo de 5 de novembro para as medidas entrarem em vigor deve-se aos ajustes que serão necessários nos sistemas do BC e dos participantes do Pix.
Sucesso absoluto, o Pix vai ganhar um reforço de segurança a partir do dia 5 de novembro, informou nesta terça-feira, 2, o Banco Central. Como o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) antecipou em outubro, o BC vai passar a disponibilizar campos específicos nas notificações de fraude para que sejam especificados os tipos de fraude, como falsidade ideológica ou “conta laranja”, e a razão da notificação, como golpe, estelionato, invasão de conta e coação.
A notificação de infração é a funcionalidade que permite que as instituições façam uma marcação das chaves e usuários sempre que houver suspeita de fraude na transação.
Outra mudança anunciada pelo BC é a ampliação do conjunto de dados de segurança do Pix que são disponibilizados para a consulta das instituições participantes para as análises antifraude das transações.
Golpes comuns: laranjas e falsidade ideológica
Serão incluídas: a quantidade de infrações do tipo conta laranja ou falsidade ideológica relacionada ao usuário ou chave Pix, quantidade de participantes que aceitaram notificação de infração daquele usuário ou chave e quantidade de contas vinculadas a determinado usuário.
Além disso, será ampliado o limite de tempo que os dados ficam disponíveis. Atualmente são disponibilizados dados de seis meses e passará a contemplar dados de até cinco anos. Segundo o BC, essa consulta pode ser feita pelas instituições por chave Pix ou pelo usuário (CPF/CNPJ), 24 horas por dia, todos os dias do ano.
“O resultado dessas mudanças é uma maior eficácia no combate à fraude, uma vez que as instituições passarão a ter melhores subsídios para aprimorar os próprios modelos de prevenção e detecção de fraude. Na prática, as instituições terão melhores condições de atuar preventivamente (rejeitando transações fraudulentas ou bloqueando cautelarmente os recursos) e, em última instância, resultará em maior proteção aos usuários”, afirma Breno Lobo, consultor na Gerência de Gestão e Operação do Pix.
O BC destacou que o prazo de 5 de novembro para as medidas entrarem em vigor deve-se aos ajustes que serão necessários nos sistemas do BC e dos participantes do Pix. As medidas foram desenvolvidas em conjunto com o mercado, Grupo Estratégico de Segurança (GE-SEG), formado no âmbito do Fórum Pix.
Questionários de segurança
Para aumentar a segurança, o BC também passou a exigir um questionário de autoavaliação em segurança das instituições que querem participar do Pix, com a assinatura do diretor responsável pela política de segurança cibernética, “de forma a garantir que as instituições atendam aos requisitos técnicos de segurança determinados pelo BC”.
A novidade, que tenta aumentar a responsabilidade das instituições financeiras e de pagamento com as regras de segurança, impondo mais uma “barreira” para tentar conter os episódios de vazamento de dados, também foi antecipada pelo Broadcast em outubro.
Segundo o BC, o questionário aborda questões relacionadas à segurança com dados pessoais, segurança na comunicação, assinatura e certificados digitais, segurança de QR Codes, implementação segura de aplicativos e APIs.
“A segurança é um dos pilares fundamentais do Pix e é entendida como um processo contínuo, pois novas formas de fraude e golpes surgem com frequência. Em razão disso, o BC atua de forma permanente para garantir a manutenção do elevado patamar de segurança do Pix”, disse o BC em nota divulgada à imprensa. Fonte: (Exame).
A Secretaria da Mulher de Santa Cruz da Baixa Verde realizou nesta terça-feira (02), na Câmara Municipal dos Vereadores, a primeira reunião, para criação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM).
O CMDM tem a finalidade de elaborar, propor, deliberar e fiscalizar as políticas públicas, em todas as esferas do poder público municipal, sob a ótica do gênero, para garantir a igualdade de oportunidades e de direitos entre homens e mulheres, de forma a assegurar à população feminina o pleno exercício de sua cidadania.
Segundo a secretária da Mulher, Maria da Penha, a reunião foi o primeiro passo “Hoje demos o primeiro passo, para criação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. O conselho será fundamental, para melhorar o enfretamento à violência, o empoderamento feminino, a inclusão produtiva das mulheres, contribuindo, assim, com a melhoria das políticas públicas no município”, disse.
O CMDM será constituído por conselheiras titulares e suplentes que serão eleitas dentre os movimentos e organizações femininas que atuam ou tenham contribuído de forma significativa em beneficio dos direitos da mulher e demais representantes de órgãos públicos. As atribuições de cada conselheira serão definidas através de Regimento Interno a ser aprovado pelo Colegiado do Conselho. (Albers Xavier).
Revista O Grito, publicação online sobre cultura e entretenimento, colocou em destaque a história do tradicional grupo de Coco de Afogados da Ingazeira
O Leitão da Carapuça e tudo que está ali é uma preciosidade de Afogados Da Ingazeira. Assim define o jornalista Leonardo Lemos sobre a localidade e sobre o grupo de Coco Negras e Negros do Leitão, folguedo tradicional do Nordeste brasileiro que se desenvolveu de maneira espontânea na comunidade a partir da década de 1920 e que já deve ter pelo menos 40 anos de existência ao longo de várias formações.
Após um convite de seu ex professor da Universidade Católica de Pernambuco, o jornalista Alexandre Figueiroa, Leonardo mergulhou na história e registros do grupo. O resultado é a matéria em destaque no portal da Revista.
Leia a matéria em https://revistaogrito.com/coco-negras-e-negros-leitao-da-carapuca/
“Para mim é gratificante dar voz a um grupo que é genuinamente brincante do Coco, reconhecidamente talentosos no que fazem. Gostaria de ajudá-los ainda mais, quem sabe inscrevendo o grupo em editais públicos e ajudando aos integrantes mais jovens a dominar a linguagem de editais”, afirma o jornalista Leonardo, que também é produtor cultural. “Também me orgulha levar o nome de Afogados aos quatro cantos. Temos uma cultura incrível e pouco valorizada, mas estamos aí lutando pela cultura popular”, finaliza.
A matéria foi produzida entre Fevereiro e Março de 2023 e publicada no começo de Maio de 2023.
Mestre Inácio Pedro da Silva, 77 anos, e Manoel Miguel da Silva, 66 anos, são os Mestres atuais do Grupo de Coco Negras e Negros do Leitão.
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira informa que entre os dias 25/04 e 01/05 foram notificados 02 casos novos para a COVID-19 em nosso município.
São 02 pacientes, 01 do sexo feminino, com idade de 42 anos e esquema incompleto de vacina; e 01 paciente do sexo masculino, de 49 anos e esquema vacinal completo.
O índice de positividade entre os dias citados foi de 5,12%.
Durante o período citado não tivemos novos casos em investigação e 32 pacientes apresentaram resultados negativos para COVID-19.
Hoje, 04 pacientes apresentaram alta após avaliação clínica e/ou epidemiológica. O município atingiu a marca de 9.973 (99,20%) recuperadas para a covid-19. Atualmente, o município não tem casos ativos para a COVID – 19.
Afogados atingiu a marca de 44.928 pessoas testadas para a covid-19, o que representa 120,58% da nossa população.
Com o tema “PRIMEIRO DE MAIO E O NEOLIBERALISMO: O QUE COMEMORAR?”, a FASP promove um debate nesta terça (02), a partir das 19h, através do canal oficial da Prefeitura de Afogados no YouTube. O debate contará com as participações dos professores e historiadores José Rogério de Oliveira e Josefa Neves Rodrigues, presencialmente no auditório da Secretaria Municipal de Educação, e com transmissão simultânea pelo YouTube.
Segundo texto divulgado pelo professor José Rogério, “Nos últimos anos o Estado brasileiro tem passado por mudanças políticas significativas que têm afetado profundamente o trabalhador. Segundo o Prof. Wolfgang Leo Maar (2006) essas políticas fazem parte de um “pacote” chamado neoliberalismo, que desembarca nos desmontes das políticas sociais, através do crescente aumento das diversas formas de precarização do emprego e do desemprego. Neste processo, observa-se que as necessidades sociais são cada vez mais deixadas de lado, em decorrência da “crise” fiscal em prol da acumulação ampliada de capital. Este processo de articulação do Estado com o capital financeiro, se reflete na políticas públicas que passam por restrições no seu financiamento, além de promover a fragilização dos sindicatos e dos movimentos sociais, aspecto que afeta potencialmente a sociedade civil.”
Para assistir pelo YouTube basta clicar no link https://youtube.com/live/0NxuJ10Cckc?feature=share
Debatedores:
Professor José Rogério de Oliveira
Licenciado em História pela FAINTIVISA (2005)
Mestre em História Social pela UFPE ( 2008)
Professor Efetivo da AEDAI – FASP (2012)
Mestre em Sociologia pelo ProfSocio UFCG – Campus Sumé (2020)
Professora Josefa Neves Rodrigues
Formação graduação: História; Pedagogia; Jornalismo.
Especialização em História, Cultura e Sociedade (PUC-SP)
Mestre em História Social (PUC-SP).
Doutora em Educação, História, Política, Sociedade (PUC-SP).