INTERNACIONAL

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirma que o governo Trump deve divulgar as sanções na próxima semana
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta 3ª feira (15.set.2025) que o país pretende anunciar na próxima semana sanções adicionais ao Brasil depois da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado.
Rubio voltou a criticar o julgamento que sentenciou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão. O chefe da diplomacia norte-americana afirmou que os ministros da 1ª Turma do STF foram parciais, especialmente o relator da ação, Alexandre de Moraes. A declaração foi dada em entrevista à Fox News.
“Haverá uma resposta dos EUA a isso. Teremos alguns anúncios provavelmente na próxima semana sobre as medidas adicionais que pretendemos tomar. Mas o julgamento é apenas mais um capítulo de uma crescente campanha de opressão judicial que tem tentado atingir empresas americanas e até mesmo pessoas que operam fora dos Estados Unidos”, declarou Marco Rubio.
Na 5ª feira (11.set), quando a condenação e a pena de Bolsonaro foram anunciadas, o secretário de Estado já havia dito que os EUA responderiam à decisão. Na ocasião, chamou Moraes de “violador dos direitos humanos” e classificou o julgamento do ex-presidente como “injusto”.
Rubio disse à Fox News que “o Estado de direito [no Brasil] está se desintegrando” por causa de “juízes ativistas”. Ainda segundo o chefe do Departamento de Estado, Moraes “tentou realizar ações extraterritoriais contra cidadãos americanos ou contra alguém que publicasse on-line de dentro dos Estados Unidos”.
O governo Trump já acionou a Lei Magnitsky contra Moraes pelo “uso do cargo para autorizar detenções arbitrárias preventivas e suprimir a liberdade de expressão”. O dispositivo permite que os EUA punam estrangeiros com bloqueio de bens, cancelamento de vistos e suspensão de contas em bancos e cartões de crédito ligados ao país.
Além da sanção a Moraes, a Casa Branca também aplicou tarifas comerciais adicionais ao Brasil por considerar ilegal o julgamento de Bolsonaro. O país é atualmente um dos mais afetados pelo tarifaço promovido pelo presidente Donald Trump (republicano), com produtos taxados em até 50%.
Poder360



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