Governo amplia mobilização de vacina contra HPV em jovens até dezembro

SAÚDE

Alunos saindo de escola na Estrutural, no Distrito Federal
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Meta é alcançar cerca de 7 milhões de jovens de 15 a 19 anos

O Ministério da Saúde ampliou até dezembro a mobilização para vacinar adolescentes com idade entre 15 e 19 anos contra o HPV. A meta é alcançar cerca de 7 milhões de jovens que perderam a imunização na idade recomendada, de 9 a 14 anos.

Em nota, a pasta informou que a estratégia conta com o apoio de estados e municípios e que, para facilitar o acesso, a dose está sendo ofertada em unidades básicas de saúde (UBS) e também em escolas, universidades, ginásios esportivos e shoppings.

“A vacina contra o HPV é segura e fundamental na prevenção de cânceres de colo do útero, vulva, pênis, garganta e pescoço. As ações de resgate buscam assegurar que todos os adolescentes e jovens dessa faixa etária sejam imunizados, garantindo um futuro mais saudável para as próximas gerações.”

Balanço

Dados do ministério apontam que, até o início do mês, mais de 115 mil adolescentes haviam sido imunizados nessa nova etapa da estratégia. Os estados com maior número de vacinados são Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Em 2024, o Brasil registrou mais de 82% de cobertura vacinal contra o HPV entre meninas de 9 a 14 anos, índice acima da média global, de 37%. Entre meninos da mesma faixa etária, a cobertura foi de 67%.

Esquema vacinal

Desde o ano passado, o Brasil passou a adotar o esquema de dose única contra o HPV para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, substituindo o modelo anterior de duas doses. A medida, de acordo com o ministério, segue recomendações internacionais e reforça o compromisso do país de eliminar o câncer de colo do útero até 2030.

Para pessoas imunocomprometidas, como as que vivem com HIV/aids e pacientes oncológicos e transplantados, o esquema contra o HPV permanece o de três doses. A mesma regra também vale para usuários de profilaxia pré-exposição (PrEP) com idade entre 15 e 45 anos e para vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.

Entenda

O HPV (papilomavírus humano) afeta pele e mucosas. Atualmente, figura como a infecção sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo. Existem mais de 200 tipos de HPV – alguns podem causar verrugas genitais enquanto outros estão associados a tumores malignos, como o câncer do colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação, oferecida gratuitamente via Sistema Único de Saúde (SUS), é considerada a forma mais eficaz de prevenção do HPV, aliada ao uso de preservativos, que ajudam a reduzir o risco de contágio.

A infecção, na maioria das pessoas, não apresenta sintomas. Em alguns casos, o HPV pode ficar latente de meses a anos, sem manifestar sinais visíveis a olho nu ou subclínico.

As primeiras manifestações da infecção surgem, geralmente, entre dois e oito meses, mas pode demorar até 20 anos e costumam ser mais comuns em gestantes e em pessoas com baixa imunidade.

O diagnóstico é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais, dependendo do tipo de lesão.

Da Agência Brasil

Deputado estadual (PSDB), Diogo Moraes comemora avanço do IFPE em Santa Cruz do Capibaribe após conclusão da licitação

EDUCAÇÃO 

📸/Divulgação

O deputado estadual Diogo Moraes (PSDB) celebrou, nesta quinta-feira (11), a conclusão da licitação para a construção do campus do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) em Santa Cruz do Capibaribe. A empresa vencedora do certame é a BWS Construções Ltda CE. A etapa marca o início do processo de contratação e, em breve, do início efetivo das obras.

O parlamentar fez questão de ressaltar o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na retomada de investimentos estruturantes no interior do estado. “Esse avanço só está sendo possível porque temos um presidente que olha com atenção para o Nordeste e entende a importância de levar educação de qualidade para o interior. O IFPE em Santa Cruz é prova desse compromisso”, disse.

Diogo Moraes destacou a importância do novo campus do IFPE para o fortalecimento do Polo de Confecções do Agreste, uma das regiões mais dinâmicas da economia pernambucana. “Esse Instituto vai transformar a realidade educacional e econômica da nossa região. Vamos formar jovens qualificados, gerar oportunidades e impulsionar ainda mais o desenvolvimento do Polo de Confecções”, afirmou.

Desde o início, o parlamentar esteve diretamente envolvido nas articulações para viabilizar o campus, primeiramente com o reitor do IFPE, José Carlos, ainda em 2023, e ao lado do deputado federal Felipe Carreras, da Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe e do ministro da Educação, Camilo Santana.

Foram muitas reuniões, muito diálogo e articulação. Trabalhamos em conjunto para garantir que essa obra saísse do papel. Hoje é um dia para comemorar”, acrescentou.

A construção do IFPE representa um marco para Santa Cruz do Capibaribe e toda a região do Agreste, oferecendo cursos técnicos e superiores que dialogam diretamente com as demandas do setor produtivo local. A expectativa é de que a unidade se torne referência em formação profissional e inovação tecnológica. Com a fase de licitação concluída, a próxima etapa é a assinatura do contrato com a empresa vencedora e, em seguida, o início das obras.

Por maioria, STF condena Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão

STF 

Jair Bolsonaro foi apontado, pela maioria, como líder da organização criminosa – 📸/Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Ex-presidente foi condenado por cinco crimes pela trama golpista

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por maioria condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pela participação na trama golpista, com regime inicial fechado.

A pena foi proposta pelo relator do caso, Alexandre de Moraes, que foi seguido por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. Luiz Fux não votou.

Além disso, Moraes determinou o pagamento de 124 dias-multa, com o valor de cada dia-multa fixado em dois salários mínimos.

Inicialmente, Moraes havia proposto 124 dias-multa, com cada dia-multa no valor de um salário mínimo, considerando as condições econômicas do réu.

No entanto, durante a discussão da dosimetria da pena, o ministro Flávio Dino ponderou que a multa deveria ser mais alta devido à “alta capacidade econômica do réu”.

Dino sugeriu aumentar o valor de cada dia-multa para dois salários mínimos, mencionando que Bolsonaro confessou ter recebido R$ 17 milhões de reais em Pix recentemente.

Após essa ponderação, Moraes incorporou a sugestão e concordou em fixar cada dia-multa em dois salários mínimos.

O salário mínimo a ser considerado para o cálculo da multa é o vigente à época do fato e atualizado até a data do efetivo pagamento.

Nesta quinta-feira (11), a Primeira Turma do STF condenou o ex-presidente por cinco crimes pelo plano golpista. Veja a pena definida por infração:

  • Organização criminosa armada – 7 anos e 7 meses;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito – 6 anos e 6 meses;
  • Tentativa de golpe de Estado – 8 anos e 2 meses;
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça – 6 anos e 6 meses e 62 dia multa;
  • Deterioração de patrimônio tombado – 2 anos e 5 meses e 62 dias multa.

Fonte: R7

 

Ao vivo: STF forma maioria para condenar Bolsonaro por organização criminosa em tentativa de golpe

JUSTIÇA

Ministra Cármen Lúcia, do STF 02/09/2025 REUTERS/Jorge Silva
Ministra Cármen Lúcia, do STF 02/09/2025 REUTERS/Jorge Silva

A ministra Cármen Lúcia votou nesta quinta-feira para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro pelo crime de organização criminosa no julgamento sobre tentativa de golpe de Estado, formando maioria na Primeira Turma da corte a favor da condenação.

“Quanto a organização criminosa… a procuradoria afirmou exatamente — e acho e já antecipo que, para mim, fez prova cabal — de que o grupo, liderado por Jair Messias Bolsonaro, composto por figuras-chaves do governo, das Forças Armadas e de órgãos de inteligência, desenvolveu e implementou plano progressivo e sistemático de ataques às instituições democráticas com a finalidade de prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022, limar o livre exercício dos demais Poderes constitucionais, especialmente do Poder Judiciário”, disse a ministra em seu voto.

Quarta e penúltima a votar no julgamento, a ministra também rejeitou as alegações das defesas dos réus de que houve cerceamento do direito de defesa dos réus e de que a Primeira Turma e o STF não são o tribunal adequado para julgar o caso.

A ministra também deu o quarto voto a favor da validade da delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid.

Assista ao vivo o julgamento no player abaixo: 

Antes de iniciar a análise das questões apresentadas pelas defesas e o mérito das acusações, a ministra fez um preâmbulo e afirmou que os fatos apresentados pela denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro e os demais sete réus “não foram negados na sua essência”.

Bolsonaro e os demais sete réus foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por cinco crimes: tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Após o voto de Cármen Lúcia, o último magistrado a votar será o presidente do colegiado, Cristiano Zanin.

Na véspera, o ministro Luiz Fux deu um longo voto em que absolveu Bolsonaro e outros cinco réus de todos os cinco crimes de que são acusados. O ministro, no entanto, se manifestou pela punição de Cid e do general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022, pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Tanto Cid quanto Braga Netto já têm maiorias formadas na Primeira Turma para serem condenados.

O julgamento, que começou na semana passada, deve acabar na sexta-feira, quando a expectativa é que os ministros discutam o tempo das eventuais penas e quais os regimes de cumprimento de penas, a chamada dosimetria.

Há ampla expectativa de que a Primeira Turma, composta por cinco membros, condene Bolsonaro em todos os crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR): tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Se condenado, Bolsonaro poderá pegar até 43 anos de prisão, se considerados agravantes para os crimes.

O ex-presidente, que está em prisão domiciliar, nega todas as acusações. Ele afirma que, embora tenha tido conversas sobre a possível decretação de Estado de Sítio, jamais deu qualquer ordem nesse sentido. Alega também que estava nos Estados Unidos quando aconteceram os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Por Ricardo Brito

Deputado Sebastião Oliveira articula recursos para construção de creche em Calumbi

POLÍTICA 

📸/Reprodução

A população de Calumbi comemorou nesta terça-feira (9) a oficialização de um convênio com o Governo do Estado que garante R$ 7,4 milhões para a construção de uma creche equipada com dez salas. A cidade ainda será beneficiada com mais R$ 990 mil em recursos de emenda parlamentar do deputado federal Waldemar Oliveira, totalizando um investimento de R$ 8,39 milhões na educação infantil do município.

“É mais uma grande conquista para a população de Calumbi. Uma das prioridades do Governo do Estado tem sido a área da educação. Trata-se de um antigo pleito das mães calumbienses que a governadora Raquel Lyra teve a sensibilidade de atender. A creche possibilitará um futuro com mais oportunidades para diversas famílias sertanejas”, afirmou o presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira.

O prefeito Joelson também celebrou a conquista. “A cidade aguardava ansiosa por este momento. Já assinamos eletronicamente o convênio. Calumbi agradece a realização desse sonho à governadora Raquel Lyra e ao empenho de Sebastião e Waldemar Oliveira”, disse.

Líder nas pesquisas, João Campos cumpre agenda estratégica em quatro municípios do interior

AGRESTE 

Foto/Reprodução/Instagram

Liderando todas as pesquisas de intenção de voto para o Governo de Pernambuco, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), cumpre de sexta-feira (12) a domingo (14) uma intensa agenda em município do interior do Agreste.

Na sexta-feira (12/09), João inicia sua programação em São Bento do Una, onde prestigia ao lado do prefeito Alexandre Batité e outras lideranças locais a tradicional Corrida da Galinha. O evento é considerado um dos maiores símbolos culturais do Agreste e atrai milhares de visitantes todos os anos.

Já no sábado (13/09), a movimentação política se intensifica em Panelas junto com o prefeito Ruben Lima, ocasião em que irá visitar o Parque Ambiental Bica da Serra e em seguida, se reúne em um almoço com lideranças do Agreste Central, oportunidade para discutir demandas locais e fortalecer alianças. À tarde, o prefeito segue para Altinho, onde será recebido pelo prefeito Marivaldo e lideranças e marcará presença na Praça Cultural da cidade, reforçando a aproximação com a população.

No domingo (14/09), o roteiro será em Canhotinho onde será recebido em um café da manhã pela prefeita Sandra Paes, presidente da ALEPE, Álvaro Porto, outras lideranças do município e moradores. A agenda se extende no município com a tradicional Cavalgada de Canhotinho, um dos maiores eventos do município que reúne vaqueiros e movimenta a economia local.

Com essa agenda, João Campos não apenas consolida sua imagem como político próximo ao povo, mas também amplia sua articulação política no interior. Líder em todos os levantamentos eleitorais divulgados até aqui, o socialista avança em estratégia de diálogo direto e presença constante em todas as regiões de Pernambuco. Com informações de Welington Ribeiro

Sebastião Oliveira participa da inauguração do Cruzeiro em Quixaba e destaca legado da família Oliveira

QUIXABA 

Fotos: Blog do Lucius Lima

O município de Quixaba celebrou, nesta terça-feira (9), a inauguração da Praça do Cruzeiro, incluindo a escadaria e a nova iluminação. O evento contou com a presença do presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, do prefeito Zé Pretinho e do deputado federal Waldemar Oliveira, ambos do mesmo partido.

Sebastião Oliveira ressaltou a parceria histórica entre sua família e o município: “O Cruzeiro e a escadaria contaram com recursos de emenda parlamentar de minha autoria, à época exercendo mandato em Brasília, e de emenda do meu irmão e deputado federal Waldemar Oliveira. É bom trabalhar por quem sabe aplicar bem o dinheiro suado do povo, e Zé Pretinho sabe. Fazer parte disso é motivo de honra e orgulho”, afirmou.

Durante a cerimônia, Oliveira destacou a continuidade da parceria iniciada por Inocêncio Oliveira e reforçada por Waldemar Oliveira e Zé Pretinho, lembrando das ações que realizou em Quixaba em seus mandatos como deputado estadual, federal e secretário de Transportes de Pernambuco. Entre elas, melhorias em infraestrutura, saúde, agricultura e instalação de poços artesianos.

“Tenho um carinho especial por Quixaba, que sempre me recebeu de braços abertos. Trabalhamos muito para transformar em realidade as estradas que dão acesso à cidade e à localidade de Lagoa de Cruz. Fico feliz em saber que o meu trabalho resultou na melhoria da qualidade de vida de muitas famílias sertanejas, por meio de diversas ações, entre elas, a instalação de poços artesianos e investimentos robustos no atendimento da saúde e no direito de ir e vir seguro das pessoas. Fico mais feliz ainda em saber que Waldemar Oliveira e Zé Pretinho estão dando continuidade a essa história”,declarou. As informações são de Letícia Lima

Alepe anula instalação da CPI que investiga contratos do governo de PE com agências de publicidade

POLÍTICA

Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), em imagem de arquivo — Foto: Roberto Soares/Alepe Divulgação
Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), em imagem de arquivo — Foto: Roberto Soares/Alepe Divulgação

Decisão foi tomada após decisões judiciais que retiraram os deputados Diogo Moraes (PSDB) e Júnior Matuto (PRD) do colegiado. Líderes dos partidos têm dez dias úteis para indicar novos membros.

O primeiro vice-presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Rodrigo Farias (PSB), anulou a reunião que definiu os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Publicidade, instalada para apurar supostas irregularidades em contratos do governo do estado com agências de comunicação (saiba mais abaixo).

A medida foi publicada no Diário Oficial da Alepe desta terça-feira (10) depois que deputados da base governista questionaram na Justiça uma “manobra” feita pela oposição para ter maioria no colegiado por meio de trocas partidárias.

Nas ações judiciais, aliados da governadora Raquel Lyra (PSD) conseguiram anular as indicações dos deputados Diogo Moraes (PSDB) e Júnior Matuto (PRD) para a CPI. O primeiro tinha sido eleito presidente da comissão, cujas atividades estão paralisadas há quase um mês.

STF tem maioria para condenar Mauro Cid por tentativa de abolição do Estado democrático de direito

POLÍTICA

Com voto de Fux, Mauro Cid é o primeiro réu obter maioria dos votos por condenação
Com voto de Fux, Mauro Cid é o primeiro réu obter maioria dos votos por condenação © EVARISTO SA/AFP via Getty Images

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para condenar o tenente-coronel e ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) Mauro Cid pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito.

Ele é o primeiro réu do chamado “núcleo crucial” a ter maioria por sua condenação. Por ter firmado uma colaboração premiada, sua pena poderá ser perdoada total ou parcialmente.

A maioria foi formada após o voto do ministro Luiz Fux. Ele já havia tido o voto por sua condenação dado pelo relator, Alexandre de Moraes, e pelo ministro Flávio Dino.

Fux votou, no entanto, por absolver Cid por organização criminosa, dano qualificado e dano a bem tombado. Também julgou improcedente a acusação pelo crime de golpe de Estado.

“Considerando as premissas, a própria colaboração que gera uma autoincriminação e a fundamentação acima, julgo procedente em parte o pedido de condenação, condenando-o pelo crime de tentativa de abolição do Estado democrático de direito”, disse Fux.

Em outro trecho de seu voto, Fux afirma que as provas colhidas pela acusação demonstram que ele tinha conhecimento da trama golpista.

Segundo ele, não seria crível, como alegou a defesa de Cid, que ele tivesse participado de reuniões sobre o suposto golpe, mas não tivesse conhecimento de que os demais envolvidos estivessem colocando em práticas os seus atos executórios.

Ainda faltam os votos da ministra Cármen Lúcia e do presidente da Primeira Turma, o ministro Cristiano Zanin. Sua pena ainda por este crime ainda não foi determinada. A fase de dosimetria, em que há o estabelecimento das penas, está prevista para a sexta-feira (12/9).

Fux era a principal esperança das defesas no julgamento, já que era visto como um possível contraponto a Moraes. Havia expectativa, inclusive, de o ministro pedir vista do processo — o que poderia atrasar o desfecho do julgamento em até 90 dias.

Mas o ministro decidiu prosseguir com seu voto, que dura já quase sete horas.

Pela manhã, Fux defendeu a anulação do processo por incompetência da Corte para julgá-lo.

Além disso, Fux também acolheu um dos argumentos-chave dos réus: o de que houve cerceamento da defesa devido à falta de tempo adequado para os advogados analisarem todo o material levantado nas investigações.

Na semana passada, os advogados Jair Alves Pereira e Cezar Bitencourt, defensores de Cid, defenderam a validade do acordo de delação, dizendo que Cid não foi coagido a falar.

Além disso, argumentaram que não havia provas que mostrem que o tenente-coronel participou da tentativa de golpe.

“Ele não participou, não planejou, não mobilizou ninguém”, disse Bitencourt.

“O que há nos autos é que Mauro Cid jamais compartilhou e citou qualquer conteúdo golpista, não há sequer uma única mensagem de sua autoria propondo qualquer atentado contra a democracia”, disse.

“O que temos aqui é presença física e função institucional. Só isso. Mas isso não é crime nem aqui nem na China.”

Pereira disse que houve total respeito ao devido processo legal e afirmou que “não seria justo “que após tantas colaborações de Cid, o Estado decidisse mudar os termos do acordo de delação e decretasse uma pena maior ao seu cliente.

Mauro Cid foi o ajudante de ordens de Jair Bolsonaro durante todo o mandato do ex-presidente, entre 2019 e 2022.

A partir de 2023, ele passou a ser investigado pela Polícia Federal. Em maio, ele foi preso pela Polícia Federal em meio a diversas investigações sobre sua atuação em casos como a suposta falsificação de cartões de vacina da família Bolsonaro.

Em setembro, Cid foi posto em liberdade, mas mediante o uso de tornozeleira eletrônica. Posteriormente, foi divulgada a informação de que ele havia firmado um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal e homologado pelo STF.

Mauro Cid era considerado um dos homens de confiança de Bolsonaro. Ele tem 44 anos e vem de uma família de militares. Formado na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), Cid é filho de um general, Mauro Cesar Lourena Cid.

Sua delação foi duramente criticada pelas defesas dos demais réus por conta das supostas contradições e da quantidade de depoimentos que ele prestou às autoridades. A validade de sua delação, contudo, foi mantida pela maioria dos ministros da Primeira Turma, inclusive com o voto de Fux.

Além de Bolsonaro, estão na lista três generais do Exército — Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil) — e Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha.

Também são réus o deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem (PL-RJ); Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que fez uma delação premiada que embasa parte da acusação.

Em divergência com Moraes, Dino considerou que Nogueira, Heleno e Ramagem tiveram participações menores na tentativa golpista e devem receber penas mais baixas que os demais.

Esse é o primeiro entre quatro núcleos que serão julgados no âmbito do processo por tentativa de golpe. Há ainda outros 24 acusados.

Por BBC News Brasil

Brasil produzirá vacina contra vírus sincicial respiratório

SAÚDE

Brasília (DF - BRONQUIOLITE - INALAÇÃO - Criança hospitalHospital Materno Infantil de Brasília, Asa Sul, Brasília, DF, Brasil 10/7/2017 Foto: Tony Winston/Agência Brasília.
Criança no Hospital Materno Infantil de Brasília, Asa Sul, Brasília, DF, Brasil 10/7/2017 Foto: Tony Winston/Agência Brasília.

Medicamento contra esclerose múltipla também será produzido no país

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (10), uma parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Pfizer para a produção nacional da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), uma das principais causas de infecções respiratórias graves em bebês, incluindo quadros de bronquiolite.

A previsão é que as primeiras 1,8 milhão de doses sejam entregues até o fim deste ano. Em fevereiro, a pasta já havia confirmado a incorporação do imunizante ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com o acordo, a distribuição da vacina contra o VSR na rede pública, para gestantes e bebês, deve começar na segunda quinzena de novembro.

Devem ser imunizadas, por meio de dose única, gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A vacinação materna, segundo o ministério, favorece a transferência de anticorpos para o bebê, contribuindo para a proteção nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade ao VSR.

“O VSR é uma das maiores causas de hospitalizações em UTI, nos primeiros 6 meses de vida e justamente nos primeiros meses o risco é muito mais alto. Eu vejo muitas mulheres com medo, adiando as vacinas da gestação, mas elas são seguras, não geram nenhuma má formação, não trazem nenhum prejuízo para a gravidez e também não oferecem risco de aborto ou parto prematuro”, esclarece a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações Isabela Ballalai.

De acordo com o ministério, o vírus é responsável por 80% dos casos de bronquiolite e por 60% dos casos de pneumonias em crianças menores de 2 anos. A cada cinco crianças infectadas, uma precisa de atendimento ambulatorial e, em média, uma em cada 50 acaba hospitalizada no primeiro ano de vida.

Dados da pasta mostram ainda que, no Brasil, cerca de 20 mil bebês menores de um ano são internados anualmente. O risco é mais elevado entre prematuros, cuja taxa de mortalidade é sete vezes maior do que em crianças nascidas a termo — grupo que representa 12% dos nascimentos no país.

“A vacina tem potencial para prevenir cerca de 28 mil internações por ano, oferece proteção imediata aos recém-nascidos e beneficiará aproximadamente 2 milhões de bebês nascidos vivos”, informou o comunicado.

Esclerose múltipla

O Brasil também passará a produzir, por meio de parceria de desenvolvimento produtivo (PDP), o natalizumabe, medicamento biológico usado no tratamento da esclerose múltipla. De acordo com o ministério, a transferência de tecnologia será feita pela farmacêutica Sandoz para o Instituto Butantan.

“A vulnerabilidade do país na oferta de insumos durante a pandemia de covid-19 e os recentes episódios relacionados a aplicação de tarifas abusivas às exportações brasileiras reforçam a importância da soberania do SUS para garantir o acesso da população a medicamentos e tratamentos”, avaliou a pasta em nota.

O natalizumabe é indicado a pacientes com a forma remitente-recorrente de alta atividade, que corresponde a cerca de 85% dos casos, e que não responderam de forma adequada a outros tratamentos. O medicamento é ofertado no SUS desde 2020, mas atualmente há apenas um único fabricante com registro no país.

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que compromete o sistema nervoso central e afeta principalmente adultos jovens, com idade entre 18 e 55 anos. É caracterizada pela desmielinização da bainha de mielina, que possibilita a condução de impulsos elétricos responsáveis pelo controle das funções do organismo.

Por Agência Brasil

Relatório de Dueire sobre assistência federal para custear planejamento de municípios é aprovado

PERNAMBUCO

Senador Fernando Dueire durante discurso na tribuna do Senado

Texto recebeu aval da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou o Projeto de Lei 3.020/2024, que prevê assistência técnica e financeira da União para municípios que não possuem condições de elaborar seus planos diretores. O relatório favorável foi apresentado pelo senador Fernando Dueire (MDB-PE), que destacou que a proposta tem por objetivo garantir o desenvolvimento equilibrado e sustentável das cidades brasileiras.

O projeto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), determina que cidades com mais de 20 mil habitantes, ou aquelas inseridas em regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, só poderão acessar recursos federais para o desenvolvimento urbano se tiverem seus planos diretores atualizados. O plano diretor é o principal instrumento para orientar o crescimento ordenado dos municípios e é obrigatório desde o Estatuto da Cidade, de 2002.

De acordo com Dueire, a medida promove a equidade federativa, ao oferecer suporte às cidades que enfrentam dificuldades técnicas ou orçamentárias para cumprir essa exigência legal. Ele também afirmou que a proposta está em sintonia com compromissos nacionais e internacionais de urbanismo sustentável.

“A Nova Agenda Urbana das Nações Unidas enfatiza o planejamento participativo e inclusivo. Este projeto avança na direção de um Brasil mais justo, onde todos os municípios, independentemente do seu porte ou capacidade técnica, possam planejar seu futuro de forma sustentável e eficiente”, disse o senador.

Dueire também lembrou que o Plano Plurianual 2024–2027 do governo federal estabelece como prioridade a promoção de cidades sustentáveis e resilientes. A matéria segue agora para a Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR). “Vamos trabalhar de forma focada até a sua aprovação final”, enfatizou.

*Com informações da assessoria

Projeto de Eduardo da Fonte amplia acesso ao BPC para pessoas com deficiência e autistas

POLÍTICA

Projeto de Eduardo da Fonte amplia acesso ao BPC
Projeto de Eduardo da Fonte amplia acesso ao BPC – Foto: Igor Toscano

Limite de renda familiar per capita para concessão do benefício passa a ser de até um salário mínimo

O PL 4093/2023, de autoria do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), que amplia o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) para pessoas com deficiência (PCD) e pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), foi contemplado em substitutivo e aprovado pela Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família (CPASF). O projeto de lei também recebeu o aval da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD).

O texto propõe uma mudança no limite de renda familiar per capita para a concessão do benefício. A determinação passa de 1/4 do salário mínimo para até um salário mínimo. A medida tem por objetivo corrigir barreiras enfrentadas pelas famílias, que muitas vezes eram excluídas do benefício por ultrapassarem minimamente o valor estipulado em lei.

O texto agora segue para análise da Comissão de Finanças e Tributação e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Caso seja aprovado nessas etapas, e não haja recurso para votação em plenário, o projeto seguirá diretamente para o Senado Federal.

Na justificativa, Eduardo da Fonte destacou que a proposta atende a uma reivindicação de famílias e entidades que atuam em defesa das pessoas com deficiência e do autismo.

“Estamos falando de justiça social. Muitas famílias vivem uma realidade de altos custos com terapias, medicamentos e acompanhamento especializado. Ampliar o acesso ao BPC é garantir dignidade, inclusão e qualidade de vida”, afirmou o parlamentar.

O projeto de lei também assegura o direito ao auxílio-inclusão, pago a pessoas com deficiência que ingressam no mercado de trabalho, independente do valor da remuneração recebida.

*Com informações da assessoria

Ministro Silvio Costa Filho discute ampliação de voos da Air France para o Brasil

POLÍTICA

Ministro Silvio Costa Filho discute ampliação de voos da Air France para o Brasil
Ministro Silvio Costa Filho discute ampliação de voos da Air France para o Brasil – Foto/Divulgação

Principais capitais brasileiras estão na rota, incluindo o Recife

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou na última segunda-feira (8), em Paris, de reunião com dirigentes da companhia aérea Air France. O encontro teve como foco a ampliação da conectividade aérea entre os dois países.

Durante a reunião, foram discutidas possibilidades de expansão da malha aérea da companhia no Brasil, incluindo o reforço de rotas para o Rio de Janeiro e a perspectiva de novas ligações com Brasília e capitais do Nordeste, como Ceará, Bahia e Recife a partir de 2026.

“Houve crescimento importante nos últimos dois anos [de voos da rota] e esperamos que, a partir de 2026, possamos consolidar ainda mais novas rotas, em especial para o Rio de Janeiro, Brasília e o Nordeste. Agradecemos essa parceria, que contribui para o fortalecimento da aviação internacional e para a integração do Brasil com o mundo”, afirmou o ministro.

O secretário corporativo adjunto e chefe de Assuntos Públicos e Internacionais, da Air France, Sébastien Justum, destacou na reunião a relevância do Brasil para a companhia.

“O Brasil é um país absolutamente estratégico para a nossa empresa, com serviços de voo que atendem bem passageiros brasileiros, franceses e de outros países. No futuro, desejamos continuar valorizando essa parceria e desenvolvendo nossas atividades no Brasil”, afirmou.

Recepção na Embaixada do Brasil em Paris
Ainda em Paris, Silvio Costa Filho participou de recepção na Embaixada do Brasil em Paris. O encontro reuniu autoridades brasileiras e francesas em torno da celebração da parceria bilateral e da importância estratégica dos setores portuário e aeroportuário para o desenvolvimento econômico.

Em sua fala, o ministro destacou o papel central da infraestrutura portuária para o crescimento do país e defendeu a regionalização dos investimentos no setor.

“Ninguém pode falar em crescimento do agronegócio ou fortalecimento da corrente de comércio exterior do Brasil sem mencionar o setor portuário. Nosso compromisso é avançar na modernização dos portos e regionalizar o desenvolvimento, para que Norte, Nordeste e Sul também possam expressar todo o seu potencial logístico”, afirmou Silvio Costa Filho.

*Com informações da assessoria

Alepe aprova autorização de empréstimo de R$ 1,5 bilhão para o governo em segunda discussão

POLÍTICA

Alepe aprova autorização de empréstimo de 1,5 bilhão para o governo em segunda discussão
Alepe aprova autorização de empréstimo de 1,5 bilhão para o governo em segunda discussão – Divulgação/Alepe

O projeto, que teve a tramitação atrasada em seis meses, segue para sanção da governadora

O plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou em segunda discussão o pedido de autorização para o governo contrair empréstimo no valor de R$ 1,5 bilhão em segunda discussão na reunião desta quarta-feira (10). O projeto, que teve a tramitação atrasada em seis meses, agora segue para sanção da governadora Raquel Lyra (PSD).

O pedido prevê a aplicação dos recursos nas obras do Arco Metropolitano e da duplicação da BR-232. Com a votação realizada de forma simbólica, quando os deputados favoráveis à matéria permanecem sentados e os contrários se colocando de pé, o governo garantiu a maioria no plenário e aprovou a matéria.

Por Anthony Santana

Priscila Krause descarta candidatura de Raquel Lyra à vice-presidência em 2026

POLÍTICA

Governadora Raquel Lyra
Governadora Raquel Lyra – Foto: Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco

Vice-governadora reafirma que Raquel será candidata à reeleição em Pernambuco e destaca legitimidade

A vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause (PSD), afastou a possibilidade de a governadora Raquel Lyra (PSD) integrar como vice a chapa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em uma eventual candidatura à Presidência da República em 2026.

“Essa cotação de Raquel Lyra ser vice de Tarcísio não existe. A governadora é candidata à reeleição e será eleita pelo voto direto e pelo julgamento do povo pernambucano. Então tudo que vier ao contrário disso é barriga, fofoca e invenção de alguém. Pode ser também um reconhecimento da liderança de Raquel Lyra, mas o momento é de ser candidata à reeleição”, afirmou.

Ao comentar o cenário nacional, Priscila Krause defendeu que o PSD, partido ao qual ela e a governadora são filiadas, tem condições de lançar uma candidatura própria ao Palácio do Planalto. “O PSD vai fazer sua discussão interna e tem toda legitimidade pra lançar candidato próprio e tem quadros não apenas para serem candidatos, mas para governar o Brasil”, destacou.

Por Ricco Viana

Presa na Itália,, Zambelli participa por vídeo em audiência com hacker na Câmara e troca ataques: ‘Mitomaníaco’

POLÍTICA

Deputada licenciada Carla Zambelli participa remotamente de audiência na Câmara — Foto: Reprodução/TV Câmara
Deputada licenciada Carla Zambelli participa remotamente de audiência na Câmara — Foto: Reprodução/TV Câmara

Walter Delgatti Neto afirmou que a parlamentar lhe prometeu emprego em troca de invasão do sistema do  Conselho Nacional de Justiça

A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) participou por videoconferência da oitiva do hacker Walter Delgatti Neto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e trocou acusações com ele durante a sessão. Delgatti disse que a parlamentar pediu para invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ordenar a prisão, bloquear os bens e decretar a quebra do sigilo bancário do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, a congressista prometeu dar um emprego, o que não fez, e ainda teria dito que, se ele fosse descoberto, poderia afirmar que foi feito a mando dela.

“Você é um mitomaníaco”, disse Zambelli, que está presa na Itália. Ela ainda questionou a sanidade mental de Delgatti, ao afirmar que ele toma remédios para tratar déficit de atenção. Precisou o presidente da CCJ, Paulo Azi (União-BA), intervir pedindo que cessassem as acusações pessoais.

“Acredita quem quiser acreditar em mim. Quem quiser acreditar em você, acredita. Todo esse processo é baseado no fato de que: ou a pessoa acredita no Walter, ou a pessoa acredita na Carla”, disse Zambelli.

A deputada licenciada recebeu autorização da justiça italiana para participar da oitiva desta quarta-feira, 10, de forma remota.

Zambelli chegou a chorar durante a oitiva após a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) dizer que ela não estava sozinha e que a direita não a abandonou. “Você é uma guerreira e estamos com você”, disse Kicis. Zambelli agradeceu.

Deputados da oposição compareceram em massa e manifestaram solidariedade a Zambelli. A parlamentar licenciada foi chamada de “heroína” pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).

No depoimento, Delgatti afirmou que Zambelli pediu a invasão do sistema porque ela “queria desacreditar o sistema de Justiça”. Ele ainda afirmou que recebeu o aval da deputada para denunciá-la caso fosse pego. “Se caso você for pego ou processado, você pode falar que quem mandou fazer isso fui eu”, teria dito Zambelli, segundo Delgatti. “Ela olhou em meus olhos e me disse”, prosseguiu o hacker.

Condenada a dez anos de prisão pela invasão ao sistema do CNJ, Zambelli passa por análise da Câmara sobre a perda do mandato. O processo está na CCJ e depois deve passar pelo plenário. Na atual fase, a comissão ouve testemunhas arroladas pela parlamentar licenciada. Foragida na Itália, Zambelli foi presa no país europeu no final de julho.

Por Estadão Conteúdo

Moraes autoriza Bolsonaro ir fazer procedimento médico, mas sob escolta policial no domingo (14)

POLÍTICA

Jair Bolsonaro em frente a sua casa durante prisão domiciliar — Foto: Sergio Lima / AFP
Jair Bolsonaro em frente a sua casa durante prisão domiciliar — Foto: Sergio Lima / AFP

Defesa do ex-presidente havia solicitado autorização para que ele fizesse um procedimento médico no próximo domingo (14/9)

O ministro Alexandre de Moraes autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja submetido a procedimentos médicos neste domingo (14/9), em Brasília.

pedido foi feito pela defesa de Bolsonaro para a retirada de lesões na pele. Não há necessidade de internação. O objetivo é investigar um possível câncer de pele.

Na decisão de Moraes, assinada no dia 8 de setembro, o ministro determinou que o transporte seja feito sob escolta da Polícia Penal do Distrito Federal e destacou que a permanência hospitalar está prevista apenas para o dia do atendimento.

Na autorização, Moraes determinou que a ida de Bolsonaro ao hospital seja feita sob escolta e que o ex-presidente permaneça na unidade de saúde apenas durante o domingo. No pedido, a defesa apresentou relatório médico justificando a realização do procedimento no mesmo dia.

O ministro também determinou que Bolsonaro apresente à Corte, em até 48 horas após o procedimento, um atestado médico que comprove a data e os horários do atendimento.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o início de agosto e, posteriormente, com pedidos da Procuradoria Geral da República e da Polícia Federal, Moraes determinou que o ex-presidente seja monitorado dentro de casa, por risco de fuga. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro reclamou que revistaram até o fusca que la utilizava.

No julgamento do ex-presidente no Supremo, Moraes votou pela condenação dele de de outros 7 pela tentativa de golpe de Estado.

Fux vota para anular julgamento de Bolsonaro no STF; o que acontece agora?

JUSTIÇA

Fux vota para anular julgamento de Bolsonaro no STF; o que acontece agora?
Luiz Fux Crédito: Gustavo Moreno/STF

O ministro Luiz Fux, da Primeira Turma do STF (Supremo tribunal Federal), foi o terceiro magistrado a apresentar seu voto no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus acusados de tentativa de golpe de Estado.

Durante sua exposição, Fux indicou incompetência absoluta do Supremo para julgar o caso e pediu a anulação de todo o processo penal.

“Meu voto é no sentido de reafirmar a jurisprudência desta Corte. Concluo, assim, pela incompetência absoluta do STF para o julgamento deste processo, na medida em que os denunciados já haviam perdido os seus cargos”, afirmou o ministro.

Para que o julgamento fosse anulado, os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin – que ainda não manifestaram seus votos – precisariam acompanhar a divergência aberta por Fux. No entanto, este cenário é considerado improvável, dado o entendimento de ambos os magistrados em etapas anteriores da ação penal.

Votos

Relator do caso, Alexandre Moraes votou para condenar Bolsonaro e outros sete réus.

Para Moraes, Bolsonaro foi o líder do que seria o grupo que tramava o golpe. Junto ao ex-presidente, o relator votou pela condenação de:

Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência)..

Almir Garnier, almirante de esquadra que comandou a Marinha no governo de Bolsonaro;

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Bolsonaro;

Augusto Heleno, ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) de Bolsonaro;

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa de Bolsonaro; e

Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo de Bolsonaro, candidato a vice-presidente em 2022.

O voto de Moraes durou cerca de cinco horas e teve quase 70 slides para apresentação do relatório. O ministro também dividiu sua manifestação em 13 pontos que narraram, em ordem cronológica, como teria atuado a organização criminosa pelo golpe.

Flávio Dino acompanhou o relatório de Moraes, estabelecendo o placar de 2 a 0. Uma eventual condenação é confirmada com a maioria de três votos. Além de Fux, ainda votam Cármen Lúcia e Cristiano Zanin (presidente da Turma), nesta ordem.

Por quais crimes os réus foram denunciados?

Bolsonaro e outros réus respondem na Suprema Corte a cinco crimes. São eles:

Organização criminosa armada;

Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;

Golpe de Estado;

Dano qualificado pela violência e ameaça grave;

Deterioração de patrimônio tombado.

A exceção fica por conta de Ramagem. No início de maio, a Câmara dos Deputados aprovou um pedido de suspensão a ação penal contra o parlamentar. Com isso, ele responde somente aos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Cronograma do julgamento

Restam três para as sessões do julgamento. Veja:

10 de setembro, quarta-feira, 9h às 12h;

11 de setembro, quinta-feira, 9h às 12h e 14h às 19h;

e 12 de setembro, sexta-feira, 9h às 12h e 14h às 19h.

DA CNN Brasil

Prefeitura de Afogados apresentou Programa Farmácia Viva em congresso de secretários de saúde

AFOGADOS DA INGAZEIRA 

A Prefeitura de Afogados participou, de 6 a 8 de Setembro, do Congresso Norte/Nordeste de secretários(as) municipais de saúde, em Manaus (AM).

Reunindo gestores e experiências de todo o Brasil, o Secretário de saúde de Afogados, Artur Amorim, apresentou as experiências de Afogados no painel “Fortalecimento da assistência farmacêutica nas regiões Norte e Nordeste: experiências e caminhos para a equidade.”

“Apresentamos o programa farmácia viva, os impactos socioambiental e econômico. Como fizemos para implantar e quais os benefícios para a população, justamente valorizando a sabedoria popular e a introdução de práticas íntegras no SUS. Mostramos como captar recurso junto ao MS e o atual cenário da nossa farmácia viva,” destacou o secretário municipal de saúde, Artur Amorim.

O Farmácia Viva foi apresentado para representantes de 1.794 municípios do Nordeste e 450 municípios da região Norte. “Hoje, Afogados é referência para implantação da política de fitoterápicos a nível Nacional,” finalizou Artur Amorim.

Dino vota pela condenação de Bolsonaro e mais sete; placar estava 2 a 0

JULGAMENTO

Brasília (DF) 09/09/2025 - O ministro Flávio Dino durante sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que retoma o julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista. Foto: Gustavo Moreno/STF
O ministro Flávio Dino durante sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que retoma o julgamento dos réus do Núcleo 1 da trama golpista. Foto: Gustavo Moreno/STF

Ministro vai propor penas maiores para ex-presidente e Braga Netto

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira (9) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados que são réus na ação penal da trama golpista.

Com o voto do ministro, o placar pela condenação está 2 votos a 0. O relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, também votou pela condenação. Faltam três votos.

O tempo de pena ainda não foi anunciado e deve ser definido somente ao final da rodada de votação sobre a condenação ou absolvição dos réus. Em caso de condenação, as penas podem chegar a 30 anos de prisão em regime fechado.

A sessão foi suspensa e será retomada amanhã (10) para o voto dos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Dino aceitou totalmente a denúncia da trama golpista apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e condenou os acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

No caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, que, atualmente, é deputado federal, a condenação se deu somente por três dos cinco crimes.

Por ser parlamentar, Ramagem não responde pelos crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, ambos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.

Voto 

Em sua manifestação, Dino detalhou a participação de todos os acusados e se manifestou pela condenação de todos. Para o ministro, houve atos executórios para realização da tentativa golpista.  

“Não se cuidou de mera cogitação. Não se cuidou de meras reflexões, que foram indevidamente postas em agendas, cadernos e folhas”, afirmou.

Penas maiores

Dino também adiantou que vai propor penas maiores para o ex-presidente Jair Bolsonaro e o general Braga Netto. O ministro entendeu que eles tiveram a participação de liderança e poderão ter tempo de pena maior.

No entanto, o ministro disse que vai votar pela adoção de penas menores para o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem e os generais Augusto Heleno e Paulo Sérgio.

“Eu considero que há uma participação de menor importância em relação a cada um deles”, afirmou.

Bolsonaro

Sobre a atuação do ex-presidente, Dino disse que o ex-presidente era uma “figura dominante” na organização criminosa.

“Ele e o réu Braga Netto ocupam essa função. Era quem de fato mantinha o domínio de todos os eventos que estão narrados nos autos, e as ameaças contra os ministros Barroso, Fux, Fachin e Alexandre”, afirmou.

Anistia

Flávio Dino também considerou que os crimes imputados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e mais réus na trama golpista não podem ser anistiados. O ministro citou precedentes do Supremo sobre a questão.

“Esses crimes já foram declarados pelo Supremo Tribunal Federal como insuscetíveis de indulto e anistia”, afirmou.

Ameaças dos EUA

O ministro também acrescentou que “agressões e ameaças de governos estrangeiros” não influenciam no julgamento e são “fatores extra-autos”.

“Não há no voto que vou proferir nenhum tipo de recado, mensagem, nada desse tipo. Há o exame estrito daquilo que está nos autos”, disse.

Forças Armadas

Dino também frisou que a Corte não está julgando as Forças Armadas, mas as acusações específicas contra os militares que são réus.

“Espero que nenhum militar vá para convescotes partidários, utilizando a farda para tecer considerações desairosas a tal e qual posição política”.

Normalidade

Dino também destacou que a análise da ação penal da trama golpista é um “julgamento com outro qualquer”  e negou motivação política.

“É um julgamento que se processa segundo as regras vigentes no país, de acordo com o devido processo legal, fatos e provas nos autos e em termos isonômicos”, completou.

Quem são os réus?

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Por Agência Brasil