Prefeito do Recife, João Campos (PSB) – Felipe Riberito/Folha de Pernambuco
Por Maysa Sena/Folha-PE
Caso veio à tona após reportagem na TV e envolve apuração contra o secretário do Recife
Em vídeo divulgado nas redes sociais, João Campos afirmou que não é contra investigações policiais, mas criticou como o procedimento foi conduzido. “O que está em jogo não é a polícia investigar, mas fazer isso da forma certa. Eu não tolero corrupção, mas também não tolero perseguição”, declarou.
O prefeito classificou como “grave” o que foi revelado pela reportagem e acusou um suposto uso político da Polícia Civil de Pernambuco. Segundo ele, inquéritos teriam sido desarquivados por interesse eleitoral e medidas ilegais teriam sido adotadas durante as investigações. “Perseguição sem ordem judicial, sem inquérito, sem boletim de ocorrência, sem nenhuma formalidade. Rastreador sendo colocado em carro oficial da Prefeitura sem ordem judicial. Isso é criminoso, isso é um absurdo”, afirmou.
João Campos também questionou quem teria autorizado as ações e levantou a hipótese de tentativa de construção de provas falsas. “Se não fosse a imprensa livre denunciando isso, onde é que isso ia parar? Quem está dando essas ordens? A interesse de quem?”, disse. De acordo com o prefeito, após a divulgação do caso, a Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que o inquérito foi arquivado e que nada de irregular foi encontrado. Ele, no entanto, cobrou explicações formais. “Cadê a formalidade disso tudo? Porque na polícia e na política não vale tudo não. Tem regra, tem lei e tem que ser cumprida para todo mundo”, pontuou.
O gestor municipal afirmou ainda que os episódios teriam começado em 2024, durante o período em que disputava a reeleição. Ele citou uma denúncia relacionada a creches municipais que, segundo ele, foi investigada, não apontou irregularidades e acabou arquivada. Posteriormente, o caso teria sido reaberto por determinação superior, sob justificativa do período eleitoral, e novamente arquivado após as eleições.
João Campos também criticou a atuação de policiais envolvidos no caso. “Três delegados e sete agentes em um grupo informal de WhatsApp. Quem deu a ordem para formar esse grupo e tomar essas medidas ilegais e criminosas?”, questionou. Por fim, o prefeito afirmou que irá adotar medidas judiciais e responsabilizar os envolvidos. “Isso não vai ficar impune. Não vale tudo para disputar uma eleição, nem vale tudo dentro de uma instituição tão séria como a Polícia Civil, com mais de 200 anos. Vou tomar todas as medidas cabíveis na Justiça brasileira. A democracia não permite, nem permitirá, nenhum arroubo autoritário”, concluiu.
No dia mundial consagrado à educação ambiental (26), a Prefeitura de Afogados da Ingazeira reuniu jovens do núcleo de cidadania dos adolescentes (NUCA), para apresentar e lançar uma plataforma online destinada a ouvir a população sobre temas relacionadas ao plano municipal de arborização. A ideia é ouvir as demandas, saber quais as espécies preferidas para plantio, identificar as áreas mais descobertas de cobertura vegetal (bolsões de calor), dentre outros tópicos.
A plataforma já pode ser acessada no site da Prefeitura de Afogados: www.afogadosdaingazeira.pe.gov.br
O lançamento aconteceu na sede das secretarias minuciais de meio ambiente e de planejamento, com as presenças do Prefeito Sandrinho Palmeira, do vice, Daniel Valadares, dos secretários Adelmo Santos (meio ambiente), Lorrane Marinho (Planejamento) e Augusto Martins (cultura e esportes).
“Esse é um momento muito importante, de escuta da população, de buscar sugestões do povo, para que o nosso plano de arborização da cidade seja o mais participativo possível,” destacou o Prefeito Sandrinho Palmeira. Após o lançamento, os jovens do NUCA e as equipes das secretarias presentes, plantaram mudas de aroeira, mangueira, Ipê roxo e Pajeú, no canteiro central da rua Padre Luís de Góes, no trecho entre o colégio normal e o Sassepe.
O Prefeito de Afogados da Ingazeira comemorou o recebimento pelo município do selo ouro de compromisso com a alfabetização concedido pelo Ministério da Educação (MEC). Está é a segunda edição do selo.
“É um reconhecimento importante do nosso trabalho incansável por uma educação pública, inclusiva e de qualidade para nossas crianças e adolescentes. Um prêmio nacional como esse só reforça nossa disposição de trabalho e a certeza de que estamos no caminho certo,” afirmou Sandrinho.
Esse reconhecimento nacional é fruto do trabalho integrado entre o governo municipal e as equipes gestoras e professores das escolas.
“Temos organizado conjuntamente várias frentes de trabalho para ampliar a qualidade dos processos de alfabetização na rede municipal. Ficamos muito felizes com o reconhecimento do Selo Ouro e agradecemos a todos os professores envolvidos”, destacou a secretária de educação, Wivianne Fonseca.
Ricardo Paes Barreto, presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco – Walli Fontenele/Folha de Pernambuco
Por Blog da Folha
Desembargador se despede do cargo com homenagens e balanço de metas atingidas no Judiciário
O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Ricardo Paes Barreto, participou nesta segunda-feira (26) de sua última sessão do Pleno como chefe do Judiciário estadual.Na próxima segunda-feira (2), ele transmitirá o cargo de presidente ao desembargador Francisco Bandeira de Mello.
Durante a sessão, Ricardo Paes Barreto fez questão de agradecer o apoio de todos os desembargadores e desembargadoras, mencionando diretamente coordenadores e coordenadoras, presidentes de comissões, o ouvidor, o diretor-geral da Escola Judicial de Pernambuco (Esmape) e o diretor do Centro de Estudos Judiciários (CEJ).
Ele deu ênfase especial aos colegas da Mesa Diretora: os desembargadores Fausto Campos, atual 1º vice-presidente e futuro 2º vice-presidente, Eduardo Sertório, atual 2º vice-presidente, e o próprio Francisco Bandeira de Mello, que atualmente exerce o cargo de corregedor-geral da Justiça.
“Foram dois anos de um trabalho intenso, repleto de desafios. Fico feliz por termos um Tribunal unido e comprometido com a população de Pernambuco”, afirmou o presidente, sendo aplaudido por todos os presentes.
Diversos desembargadores aproveitaram a oportunidade para agradecer ao presidente e destacar realizações da gestão. Ao anunciar que a MAIA, inteligência artificial do TJPE, já está disponível para o primeiro e o segundo graus de jurisdição, inclusive inserida na Plataforma Digital do Poder Judiciário (PDPJ), o desembargador Alexandre Pimentel, presidente da Comissão de Gerenciamento das Tecnologias da Informação e Inteligência Artificial do TJPE, enalteceu os avanços na área tecnológica.
“Cumprimos uma meta de gestão de vossa excelência e conseguimos avançar graças ao apoio que recebemos de sua administração. Gostaria de agradecer seu empenho. Se não fosse sua determinação, a MAIA não teria saído do papel”, declarou.
Já o desembargador Erik Simões, coordenador-geral da Conciliação/Nupemec, citou a premiação promovida para homenagear conciliadores com maior produtividade e destacou:
“Gostaria de agradecer pelo total apoio que recebemos no Nupemec durante os últimos dois anos”.
O desembargador Mozart Valadares também dirigiu palavras de reconhecimento ao presidente, lembrando a forma como foi recebido no colegiado quando tomou posse.
“A sua sensibilidade, a sua qualificação como gestor público fizeram com que o senhor enxergasse a necessidade de ampliação do Tribunal de Justiça. A demanda atesta o acerto da medida de vossa excelência. Ontem, o desembargador Fernando Cerqueira fez uma postagem em que destacou que a marca da gestão de vossa excelência são a cordialidade, a união e a harmonia. Este é um sentimento predominante não apenas neste colegiado, mas em todo o Judiciário”, afirmou.
Diretor-geral da Esmape, o desembargador Jorge Américo Pereira de Lira também pediu a palavra.
“Gostaria de parabenizar vossa excelência pela extraordinária gestão, o que já fiz na sessão do Conselho da Magistratura. Gostaria também de agradecer pela extraordinária ajuda que me prestou na gestão da Escola Judicial”.
O desembargador Eduardo Sertório seguiu na mesma linha.
“Agradeço a vossa excelência pelo grande apoio que deu à 2ª Vice-Presidência. Conseguimos, com este apoio, transformar o que levava cerca de nove meses – um recurso subir para os tribunais superiores – em menos de 30 dias. Vossa excelência não poupou esforços para melhorar as condições de trabalho”.
Durante a sessão, o presidente recebeu diversas manifestações de agradecimento
Presidente da Comissão de Organização Judiciária e de Regimento Interno (Cojuri), o desembargador Gabriel Cavalcanti também fez um reconhecimento à atual gestão.
“Em nome da Cojuri e em meu nome pessoal, gostaria de dizer que tivemos um ano bastante dinâmico. Em todas as sessões do Órgão Especial e em quase todas as sessões do Pleno, a Cojuri esteve presente. Isso demonstra a eficiência e a produtividade da sua gestão. Neste momento, me vêm à cabeça duas palavras para registrar sua gestão: emoção e ação. Ao término deste biênio, venho dizer que os três princípios de sua gestão — eficiência, humanização e inovação — foram plenamente contemplados. Que Deus continue a iluminar seu caminho”.
O procurador-geral de Justiça de Pernambuco, José Paulo Xavier, também fez seu registro.
“Em nome do Ministério Público, gostaria de demonstrar toda minha gratidão a vossa excelência e a toda a Mesa Diretora. Mesmo com todas as limitações e carências que temos na administração pública, o senhor pôde levar justiça ao cidadão pernambucano e à cidadã pernambucana. Só tenho a parabenizar e agradecer. Desejo que, nos passos vindouros, o senhor possa permanecer sendo abençoado pelo Espírito Santo”.
Quem também enalteceu a gestão foi o desembargador Humberto Vasconcelos. “O senhor é um efetivo construtor de pontes. Minha primeira palavra é de gratidão, em nome de cada jurisdicionado de Pernambuco. O trabalho de vossa excelência ratificou e ampliou o respeito ao Judiciário”.
Coordenadora da área da Mulher do TJPE, a desembargadora Daisy Andrade também pediu a palavra.
“Vossa excelência deu um upgrade muito grande, muito acentuado, no quesito de proteção à mulher no Estado de Pernambuco. Estamos na vanguarda em estratégia e em políticas de proteção. Nada seria possível sem o apoio de vossa excelência. Que Deus lhe abençoe nos seus novos desafios, que seja muito feliz em seus projetos”.
Após sua fala, o desembargador Carlos Gil também se manifestou. “Este é um momento de reconhecimento público a toda uma gestão que fez história. Para mim, vossa excelência representa uma instituição dentro de outra. Gostaria de registrar minha profunda gratidão pessoal e profissional”.
O desembargador Marcelo Russel encerrou os depoimentos. “Nunca dois anos foram tão curtos. Nós todos lhe admiramos e desejamos que o sucesso que venha para o senhor no futuro venha tão rápido como foram esses dois anos”.
Tribunal de Justiça de Pernambuco anulou provas para cargo de técnico judiciário – Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco
Novas provas serão realizadas, segundo o presidente do Tribunal
Por Isabelle Barbosa/Folha-PE
As provas para o cargo de técnico judiciário do último concurso do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) foram anuladas após fraude.
A informação foi divulgada na manhã desta segunda-feira (26), pelo presidente do órgão, o desembargador Ricardo Paes Barreto, durante sessão.
“Eu posso anunciar hoje porque a Polícia Federal autorizou de ofício. A Polícia Federal descobriu vazamentos, e o concurso foi viciado. As provas foram anuladas”, afirmou Paes Barreto.
Ainda de acordo com o presidente do TJPE, os suspeitos de fraudar o concurso já foram identificados, e as provas para os demais cargos, como analista judiciário, seguem mantidas.
“O ato será publicado hoje ainda anulando, para que novas provas de técnico, só de técnico, sejam realizadas. Em breve, marcaremos a nova data já na gestão do desembargador Bandeira de Melo para que as provas possam acontecer”, destacou Ricardo Paes Barreto.
Puderam concorrer ao cargo de técnico judiciário participantes com certificado de conclusão do ensino médio. A banca organizadora do concurso é o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC).
TJPE emite nota
Em nota oficial enviada à Folha de Pernambuco, o TJPE confirmou que a Comissão Especial de Acompanhamento do concurso e o IBFC adotaram todas as providências necessárias para resguardar a lisura, a transparência e a credibilidade do certame.
“Após análise técnica e administrativa, a Comissão e o IBFC decidiram anular as provas referentes ao cargo de Técnico Judiciário (todas as especialidades e todos os polos), aplicadas no concurso público regido pelo Edital no 01/2025, de 07 de julho de 2025, em razão da atuação de organização criminosa no dia 21/09/2025, data da aplicação das provas, fato que se encontra sob investigação policial”, destaca a nota.
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira, em parceria com o Tribunal de Justiça de Pernambuco, irão entregar títulos de propriedade a 103 moradores do conjunto residencial Laura Ramos. O documento tem valor de escritura.
A ação, coordenada pela Casa de Justiça e Cidadania de Afogados da Ingazeira, integra a primeira etapa do programa Moradia Legal, que irá beneficiar todos os moradores do residencial.
“Essa é uma ação de resgate de cidadania, um exemplo da justiça a serviço dos menos favorecidos. Os títulos serão entregues de forma gratuita, garantindo a segurança jurídica da propriedade para centenas de famílias,” destacou o Prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira.
A entrega dos títulos acontece nesta terça (27), às 18h, no conjunto residencial Laura Ramos, com a presença do desembargador Ricardo Paes Barreto, Presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco.
Deputado Mendonça Filho (União-PE) – (crédito: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputado)
Por Danandra Rocha/Correio Braziliense
Deputado (União-PE) garante que substitutivo aumenta a integração entre forças federais e estaduais contra o crime e põe questão financeira no núcleo da repressão às facções
Relator da PEC da Segurança, o deputado Mendonça Filho (União-PE) afirma que o país vive um cenário de avanço do crime organizado e sustenta que a proposta de emenda à Constituição oferece uma resposta estrutural à violência ao combinar endurecimento penal, integração entre forças de segurança e blindagem de recursos financeiros. Nesta entrevista ao Correio, ele rebate críticas de centralização na União, destaca o reforço às polícias e aos fundos constitucionais mantenedores do aparato de segurança e diz estar aberto ao diálogo com o governo, desde que as mudanças não esvaziem o núcleo da proposta.
A PEC da Segurança foi adiada para 2026, um ano eleitoral. O senhor acredita que o debate será técnico ou corre o risco de a proposta ser capturada pelo discurso eleitoral e ideológico?
Não tem proposta de política pública que não tenha o componente político. Toda apreciação, por mais técnico que seja o debate, sofre influência política. O tema da segurança está na boca do povo, é um tema que angustia a sociedade. O Brasil vive uma ameaça crescente de ampliação da violência. Atualmente, 26% da população vivem sob a influência direta de organizações criminosas altamente perigosas, que dominam territórios e cadeias econômicas relevantes. Quem acompanhou os trabalhos da comissão especial — sob a presidência do deputado Aluísio Mendes (Republicanos-MA), minha relatoria e participação ativa dos membros — sabe que levamos sempre por uma discussão a mais técnica possível, baseada em evidências, buscando uma proposição que pudesse atender às expectativas da população. O que estamos oferecendo no texto do substitutivo vai nessa direção. O substitutivo foi construído sobre quatro pilares: política criminal, sistema policial, sistema prisional e política de segurança pública. Atacamos problemas de décadas que atingem a segurança pública, enfrentando o crime organizado, garantindo o direito da vítima à Justiça e outras medidas fortes. Fizemos um debate com ampla escuta da sociedade: 33 sessões, 24 audiências públicas e três seminários. Nosso compromisso é dar uma resposta adequada ao cidadão brasileiro, que sofre diariamente com a violência.
Como o texto dialoga com a realidade das polícias, especialmente em estados com deficit de efetivo, estrutura precária e altos índices de letalidade policial?
A PEC não tem a condição mágica de resolver o efetivo — isso é tarefa de cada ente da Federação. O Brasil tem cerca de 500 mil policiais civis e militares, enquanto a Polícia Federal tem 13 mil e a PRF mais 13 mil. Você imagina que a União pode dar conta sozinha do enfrentamento ao crime? Claro que não. A PF é uma polícia de excelência em sua especialidade e deve cooperar, mas fazer dela uma substituta das polícias estaduais seria um grande erro e impossível de implementar, além de ferir o princípio constitucional do federalismo. Se reforçamos os fundos de segurança e ampliamos o compromisso da União — que hoje responde por apenas 12% dos investimentos federais na área —, melhoramos a legislação para cumprir a lei. O Brasil, infelizmente, é um paraíso do crime. Cometer um homicídio sai muito barato. Em poucos anos, o criminoso está em liberdade, cumprindo no máximo 25% da pena. Isso não tem paralelo no mundo. Quem cometer crime tem que saber que será punido com rigor. Não dá para viver em uma sociedade na qual criminosos são liberados com facilidade e se tem mais a cultura de vitimizar quem comete o crime do que as vítimas.
Um dos principais pontos de crítica à PEC é o temor de centralização excessiva da segurança pública na União. Como o seu relatório equilibra a coordenação nacional sem ferir a autonomia constitucional de estados e municípios?
Nosso dever é pensar o Estado funcional que atenda às necessidades da população. Quem enfrenta o dia a dia da violência é quem tem a maior responsabilidade na ponta da execução dessas políticas. Cerca de 80% dos investimentos na área de segurança pública são de responsabilidade dos estados, e temos mais de 500 mil policiais civis e militares compondo as forças estaduais. É praticamente impossível, por meio de uma centralização, obter sucesso em uma política de combate à violência no Brasil. A palavra “centralização”, ou coordenação de cima para baixo, pode ter algum desejo político, mas, do ponto de vista prático, é absolutamente inviável. Na comissão, buscamos, em vez de uma centralização de Brasília para os estados e municípios, uma integração dessas políticas públicas e uma cooperação na atuação. O governo federal pode atuar com maior força, por exemplo, no combate ao crime organizado interestadual, aos crimes ambientais em reservas indígenas e contra facções criminosas que atuam em caráter internacional com tráfico de armas e de drogas. Os estados têm a missão de combate ao crime no dia a dia, aquele que incomoda o cidadão na parada de ônibus ou no território dominado — para isso, precisa das forças policiais locais. O combate ao crime pode ocorrer em articulação com o Ministério Público, que tem hoje grande experiência por meio dos GAECOs — que são forças integradas de combate ao crime organizado —, compondo com a Receita Federal, com a Polícia Federal e com as polícias estaduais. Não adianta ficar nesse debate buscando o poder pelo poder ou a centralização para impor regras em uma espécie de tutela. Isso é inconstitucional, antifederativo e não vai funcionar. É muito melhor buscar integração e cooperação, repartindo responsabilidades e buscando resultados concretos.
Na prática, o que muda para o enfrentamento às facções criminosas se a PEC for aprovada? Há algum mecanismo novo que vá além da reorganização institucional?
Primeiramente, reforçamos o papel da Polícia Federal no combate ao crime organizado. Agregamos também reforço nas competências da Receita Federal para que possa rastrear financeiramente o crime organizado e sua penetração em fintechs e cadeias econômicas importantes, como a de combustíveis. Aliás, um exemplo prático dessa capacidade de rastrear dados foi a Operação Carbono Oculto, que surgiu a partir de uma iniciativa do GAECO de São Paulo, liderado pelo procurador Lincoln Gakiya. Juntando as polícias estaduais, o Ministério Público, a Receita Federal e a própria PF, conseguiu-se um êxito enorme no desmonte de uma estrutura criminosa que penetrava no comércio ilegal de combustível, fraude fiscal e homicídios. O reforço da PEC é no sentido de empoderar essas instituições, institucionalizar as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) e criar um critério de endurecimento do cumprimento de pena para os líderes dessas facções, proibindo ou reduzindo direitos como a progressão de pena.
A constitucionalização dos fundos de segurança é apresentada como um avanço, mas há a preocupação com a efetividade desses recursos. O senhor considera que o modelo proposto garante previsibilidade financeira ou ainda depende de decisões políticas pontuais?
O governo, na verdade, enviou uma PEC sem nenhum incremento financeiro. Se tivéssemos seguido a proposta original do governo Lula, não teríamos nenhum centavo a mais para a segurança pública. Triplicamos os recursos, blindamos os fundos contra contingenciamentos, estendemos a proteção ao Funapol (Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal) e garantimos uma base institucional estável. Com isso, asseguramos R$ 6 bilhões para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). Evidentemente, para ter política pública eficiente, é preciso ter recursos. O Brasil convive, cada vez mais, com organizações criminosas poderosíssimas, muito fortes, inclusive com condições financeiras superiores. O Estado que não tem integração, planejamento, inteligência e recursos financeiros tem uma desvantagem em detrimento da população. Estamos reequilibrando essa capacidade com o reforço financeiro dos fundos constitucionais. Os recursos deixam de ser promessa política e passam a constituir uma base estável para planejamento e execução.
O governo sinalizou desconforto com pontos do seu relatório. Até onde está disposto a negociar alterações sem descaracterizar o que considera essencial?
O governo tem de apontar, efetivamente, do que discorda. Ouvi declarações de representantes que eram muito mais mensagens políticas gerais do que argumentos técnicos precisos. O governo discorda do endurecimento com os líderes de organizações criminosas? Discorda da ampliação dos recursos para o Fundo de Segurança Pública com R$ 6 bilhões? Discorda da constitucionalização das FICCOs ou da ampliação de responsabilidade da PRF (Polícia Rodoviária Federal)? O governo tem que apontar de forma clara e objetiva o que contesta. Estou debatendo e quero continuar debatendo de forma clara. Não tenho a capacidade de discutir teorias em cima de um tema tão concreto que afeta milhões de brasileiros. O diálogo com o (ex) ministro (Ricardo) Lewandowski foi sempre respeitoso, até nas divergências. Temos pensamentos filosóficos opostos, mas sempre nos respeitamos. Espero que o novo ministro venha com o espírito de debater de forma elevada e com a verdade. Estou permeável a críticas e aprimoramentos, mas, para alterar o texto, a gente precisa ser convencido.
Ônibus da empresa Auto Viação Progresso./Foto: Divulgação/Auto Viação Progresso
(Diario de Pernambuco)
Logo Caruaruense, ligada ao ex-governador e pai da governadora Raquel Lyra (PSD), João Lyra Neto, encerrou após revelação de que não era fiscalizada há três anos
A empresa Auto Viação Progresso assumiu, neste sábado (24), as quatro linhas de ônibus que eram administradas pela Logo Caruaruense, ligada ao ex-governador e pai da governadora Raquel Lyra (PSD), João Lyra Neto. A Logo Caruaruense encerrou as atividades após a revelação de que não era fiscalizada há três anos.
A Empresa Pernambucana de Transporte Coletivo Intermunicipal (EPTI), que gerencia o sistema, informou por nota que assinará um Termo de Autorização e Compromisso para que a Progresso siga com administrando as linhas.
As quatro linhas são: Recife/Caruaru (executivo e convencional), Caruaru/Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru/Bezerros e Caruaru/São Caetano.
Nas redes sociais, circulam vídeos do último dia de operação da Logo Caruaruense. Motoristas fizeram um buzinaço ao levar os ônibus para a garagem da empresa pela última vez.
Em nota de anúncio do encerramento das atividades, a empresa informou que todos os funcionários receberão integralmente os direitos trabalhistas e que fará o pagamento dos tributos devidos.
Irregularidades e crise
Um relatório técnico da EPTI apontou que os veículos da Logo Caruaruense passaram pela última inspeção em 2022, ano em que Raquel Lyra foi eleita governadora. Os veículos devem ser submetidos a vistorias técnicas anualmente.
O Diário Oficial do Estado da última quarta-feira (21) trouxe a exoneração “a pedido” do então presidente da EPTI, Antônio Carlos Reinaux. Yuri Coriolano, que era secretário-executivo da Casa Civil, foi nomeado para a função.
A denúncia também motivou o pedido impeachment de Raquel. O autor, deputado Romero Albuquerque (UB), argumenta que a governadora agiu com interesses pessoais ao liberar a Logo Caruaruense para transportar passageiros em situação irregular. Além disso, o Governo do Estado vinha subsidiando a transportadora.
O pedido será avaliado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (PSDB), que faz oposição à governadora.
Na terça (20), na reunião com prefeitos no Agreste, a governadora reagiu ao pedido de impeachment apresentado na Assembleia Legislativa.
Ao discursar diante de 70 prefeitos e outras lideranças políticas na Assembleia Extraordinária da Amupe, Raquel afirmou que tem um legado de caráter e retidão na família e não tem qualquer receio de discutir qualquer assunto.
“Apresentaram um pedido de impeachment. A trajetória da minha família fala por mim. Eu não tenho nenhum receio de responder sobre tudo aquilo que diz respeito à minha vida e à minha gestão. Não tenho receio de falar sobre isso. Você pode olhar no meu olhar e saber que eu estou tranquila, que eu continuo tranquila, mas sabe o que é que não vão tirar o meu foco um minuto sequer? É daquilo que eu tenho pactuado com o povo de Pernambuco, é para o trabalho que eu tenho que entregar a esse povo. Não vou esmorecer, não vou chorar, não vou me desgastar”, declarou a governadora Raquel Lyra.
De acordo com o Blog do Júnior Campos, a passagem do deputado federal Felipe Carreras por Tuparetama, no sábado (24), evidenciou ainda mais os sinais de rompimento entre o ex-prefeito Sávio Torres e o prefeito Diógenes Patriota. Embora Carreras conte com o apoio formal de ambos no município, os movimentos registrados ao longo do dia apontam que os dois líderes locais já operam em campos distintos.
De um lado, Sávio Torres recebeu o parlamentar em sua residência, em um encontro reservado, sem a presença do prefeito. Do outro, Diógenes Patriota concentrou a agenda institucional de Carreras, promovendo visitas a obras, entrega de pavimentação, entrega de um trator e vistoria ao canteiro de obras de um parque infantil, equipamento que está sendo construído com emenda do deputado.
Nas publicações feitas nas redes sociais do prefeito, Sávio não aparece em nenhuma imagem ou vídeo, tampouco é citado como aliado político ou liderança do grupo. O mesmo ocorreu durante o almoço oferecido por Diógenes ao deputado, que contou apenas com integrantes ligados à atual gestão.
Uma fonte ouvida pelo Portal Júnior Campos confirmou a separação das agendas:
“Diógenes recebeu Felipe na escola, fez uma recepção lá. E Sávio recebeu Felipe depois, na chácara. Os cabeças do grupo dizem que está rachado. Diógenes está endurecendo.”
Na leitura de bastidores, os gestos reforçam que, apesar do discurso público ainda cauteloso, Sávio Torres e Diógenes Patriota caminham para projetos políticos distintos, aprofundando um racha que já vinha sendo apontado nos últimos dias.
Trump e Lula durante encontro na Malásia em outubro — Foto: Ricardo Stuckert/PR – Presidência da República/ 26-10-2025
Presidente brasileiro deve ir a Washington em fevereiro
Por Bernardo Lima/Agência O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente americano Donald Trump conversaram nesta segunda-feira sobre as tarifas aplicadas sobre produtos brasileiros noEstados Unidos, e “saudaram o bom relacionamento” construído entre os dois países em ligação telefônica. Segundo o Palácio do Planalto, os dois líderes combinaram uma visita de Lula a Washington em fevereiro.
Segundo o governo brasileiro, a conversou aconteceu às 11h desta segunda, e durou cerca de cinquenta minutos. Na ligação, os líderes abordaram “temas relacionados à relação bilateral e à agenda global.”
“Os presidentes trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias. O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo. Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros”, diz o Palácio do Planalto em nota.
Durante a ligação, os dois presidentes combinaram uma visita de Lula a Washington após a viagem do brasileiro à Índia e à Coreia do Sul em fevereiro. A data exata ainda será definida em breve, segundo o Planalto.
O tarifaço do governo americano sobre produtos brasileiros entrou em vigor no dia 6 de agosto. Na decisão inicial, Trump citou uma perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, além de ameaças a plataformas americanas. Depois, durante a Assembleia-Geral da ONU, em setembro, o presidente dos Estados Unidos esteve rapidamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que eles tiveram uma “excelente química”. Oficialmente, as negociações sobre as tarifas foram abertas no dia 6 de outubro, quando os dois líderes conversaram por telefone.
Em novembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou a redução de tarifas sobre alguns dos principais produtos brasileiros exportados para o país. Inicialmente, em abril, as sobretaxas americanas atingiram 37% dos produtos brasileiros exportados para os EUA. Com a última ordem executiva, essa porcentagem desceu para 22%.
Fachada dos Correios – Foto: Júnior Soares/Folha de Pernambuco
Veja os detalhes da decisão que barra R$ 4,6 bilhões em custos
Por Portal Folha de Pernambuco
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu na segunda-feira (26) quatro benefícios trabalhistas dos Correios. A medida atinge o plano de saúde, gratificação de férias de 70%, o “vale-peru” e o pagamento por trabalho em dias de repouso.
A decisão atende um pedido da própria estatal contra uma decisão anterior do Tribunal Superior do Trabalho (TST) emitida após a paralisação da categoria em dezembro de 2025. Segundo a empresa, o TST desrespeitou a autoridade do STF ao reeditar regras de acordos coletivos que já estavam vencidos.
Em sua fundamentação, Moraes destacou que a implementação dos benefícios poderia colocar em risco a sobrevivência do serviço postal. Isso porque, o custo anual para arcar com todos os beneficios é estimado em mais de R$ 4,65 bilhões.
A liminar possui caráter urgente e suspende as gratificações até o julgamento final do mérito no processo original.
Ex-deputada Marília Arraes (Solidariedade); o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); e o prefeito do Recife, João Campos (PSB) – Foto: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação
Ex-deputada reforçou articulações com líderes nacionais em São Paulo, Rio e Brasília
A ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) reforçou nos últimos dias as articulações políticas para viabilizar sua candidatura ao Senado em Pernambuco. No campo da esquerda, tem mantido reuniões estratégicas com líderes nacionais em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília, consolidando apoios.
Nas conversas, Marília Arraes tem apontado a importância da eleição para o Senado. Segundo ela, a disputa é decisiva para fortalecer uma possível candidatura de João Campos ao governo do estado, e para assegurar sustentação política a uma próxima gestão do presidente Lula.
Marília Arraes avalia que o cenário eleitoral será desafiador, mas sustenta que a vitória passa por uma construção política consistente e bem planejada.
Sem improviso
Presidente do Solidariedade em Pernambuco, ela defende a construção de uma chapa majoritária bem estruturada, capaz de agregar densidade política e força eleitoral real, evitando improvisações.
A ex-deputada também tem destacado que o processo exige tempo e maturidade e defende que João Campos possa dispor do espaço necessário para liderar essa construção em Pernambuco, com uma leitura mais ampla do cenário antes das definições finais.
“Nada é urgente, tudo é importante. Quem tem tempo não tem pressa”, afirma, destacando o alinhamento político com o presidente Lula e apoio ao projeto estadual liderado por João Campos”.
*Com informações da assessoria de comunicação da ex-deputada Maríllia Arraes
O Prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, garantiu em sua fala antes do show da banda Detonautas, ocorrido na noite de ontem (23), que a Prefeitura irá patrocinar mais uma atração nacional para o encontro de 2027.
“Esse é um encontro que atrai um grande público de outras cidades, de outros Estados, que vem a nossa cidade, que compra no nosso comércio e que investe na nossa economia. Ano que vem teremos uma outra grande atração nacional patrocinado pela Prefeitura, para que possamos consolidar ainda mais o encontro nacional de motociclistas de Afogados da Ingazeira como um dos maiores eventos do segmento no Brasil,” afirmou Sandrinho. A fala foi feita ao lado dos organizadores do encontro, representantes dos motoclubes Dragões de Aço e Bodes do Asfalto, do vice-prefeito Daniel Valadares e do secretário municipal de Cultura, Augusto Martins.
Antes, Sandrinho e Daniel tiveram uma conversa descontraída com o vocalista do Detonautas, Tico Santa Cruz, e demais integrantes da banda. Na conversa, Tico elogiou a cidade, destacou o crescimento do município. O futebol também foi tema, quando Sandrinho lembrou da façanha do Afogados da Ingazeira Futebol Clube, ao tirar o Atlético-MG da copa do Brasil. Nesse momento, Tico Santa Cruz perguntou a um integrante da banda, torcedor do Atlético: “Lembra disso?!”. De bate pronto, ele respondeu: “Claro!”. A gargalhada foi geral.
Afogados da Ingazeira vivenciou nesta sexta (23) uma noite memorável com o show da banda Detonautas, no 23° encontro nacional de motociclistas, que integra o calendário oficial de eventos do município.
Além de garantir a apresentação da banda, o patrocínio da Prefeitura de Afogados ao evento também inclui toda a estrutura de palco, som e iluminação.
Simpáticos, atenciosos, os integrantes da banda fizeram um show que vai entrar para a memória dos grandes shows já realizados em Afogados. Desfilando um repertório que já se tornou clássico, com canções como “quando o sol se for”, “outro lugar” e “você me faz tão bem”, Detonautas reuniu um público estimado pelos organizadores do evento de 25 mil pessoas.
“Esse evento é um acontecimento cultural, um acontecimento do rock, um acontecimento econômico, se configurando como um dos maiores encontros de motociclistas do Brasil. Fico muito feliz em poder apoiar e trabalhar para que esse evento cresça cada vez mais,” destacou o Prefeito de Afogados, Sandrinho Palmeira, falando ao público presente ao encontro.
A Prefeitura de Afogados da Ingazeira debateu essa semana com agricultores familiares do município, a criação de um banco de sementes crioulas, para atender à agricultura familiar de Afogados.
A ação vem sendo coordenada pelas secretarias municipais de agricultura e de meio-ambiente. O objetivo é intensificar a produção de sementes e criar um estoque regulatório, para que, a cada ano, nossos agricultores tenham acesso a sementes de qualidade comprovada e no tempo certo para o plantio.
Sementes crioulas – são variedades tradicionais de plantas selecionadas, adaptadas e conservadas por agricultores familiares, indígenas e comunidades tradicionais ao longo de gerações. Elas se destacam por serem livres de transgênicos, alta adaptabilidade local, resistência a pragas, manejo sem agroquímicos e pela preservação da biodiversidade e cultura alimentar.
Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com o Ministro da Educaçã Camilo Santana, para assinatura de mensagem ao Congresso Nacional de encaminhamento da MP do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Edução Básica no Palácio do Planalto em Braília (DF) – Brasil. – Foto: Ricardo Stuckert / PR
Reajuste de 5,40% no piso nacional do magistério busca corrigir distorções no cálculo e garantir maior previsibilidade para estados e municípios
Por Alícia Bernardes/ Correio Braziliense
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (21/1), a Medida Provisória que reajusta em 5,40% o piso salarial nacional dos professores da educação básica pública. Com a medida, encaminhada ao Congresso Nacional, o valor mínimo passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63.
A cerimônia de assinatura ocorreu no Palácio do Planalto e contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana. O governo decidiu rever o percentual após negociações com a categoria e diante da forte repercussão negativa do reajuste inicialmente previsto para 2026.
Pela regra anterior, o aumento seria de apenas 0,37%, o que representaria um acréscimo mensal de cerca de R$ 18 e elevaria o piso para R$ 4.885,78. O valor foi considerado insuficiente por entidades representativas dos professores e gerou mobilização nacional.
Diante do impasse, o Ministério da Educação buscou um novo modelo de cálculo. Segundo a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o índice passa a considerar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) somado à variação de 50% da média real das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
A expectativa do governo é que a nova regra assegure mais estabilidade e previsibilidade para gestores estaduais e municipais. “É um compromisso nosso fazer a tramitação dessa matéria no Congresso o mais rápido possível, para que haja segurança e regularidade no aumento do piso salarial”, afirmou Gleisi em publicação nas redes sociais.
A Frente Parlamentar Mista da Educação afirmou, em nota, que recebe com responsabilidade a Medida Provisória enviada pelo governo federal sobre a revisão do reajuste do piso salarial do magistério. Para a bancada, não é razoável que um país que busca melhorar seus indicadores educacionais conceda reajuste inferior à inflação aos professores.
O colegiado lembra que, desde a divulgação dos valores para 2026, tem manifestado críticas à forma de cálculo e defende que os parâmetros de reajuste sejam debatidos no Congresso, de modo a garantir dignidade aos profissionais da educação.
Breno internado no Hospital da Restauração (HR) após as agressões./Foto: Reprodução
Jorge Cosme/DP
Adolescente ficou seis dias internado e perdeu a visão de um dos olhos. Ele foi assassinado antes da publicação da sentença
O Estado de Pernambuco foi condenado a indenizar em R$ 100 mil os pais de um adolescente espancado durante rebelião em uma unidade da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase). A ação por danos morais e estéticos foi aberta pelo próprio adolescente, identificado como Breno Nascimento de Oliveira, que faleceu durante o curso do processo.
Na ação, Breno alegava que, durante o cumprimento de medida socioeducativa, foi vítima de agressões físicas praticadas por outros internos durante uma rebelião. Ele responsabiliza o Estado por omissão em garantir sua integridade física, diante de ausência de servidores capacitados, estrutura precária e falha na contenção de motim.
Segundo a petição inicial, Breno foi apreendido com seu irmão em 2014 sob alegação de tráfico de drogas. Ele foi encaminhado ao Centro de Internação de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, enquanto o irmão seguiu para a unidade de Abreu e Lima, no Grande Recife.
“Ocorre que os irmãos queriam ficar juntos e, por isso, pediam sempre para sua genitora tentar transferi-los”, diz o advogado Adelson José da Silva nos autos. A mãe conseguiu que os dois filhos ficassem juntos em Vitória de Santo Antão.
O irmão de Breno, entretanto, não teria sido bem recebido, por haver inimigos dele no local. Ao ficar do lado do irmão, o jovem teria começado a ser perseguido na unidade, chegando a sofrer um atentado.
“Breno continuou no mesmo local que estava, porém começou a ser chantageado pelos outros internos, ou seja, os garotos escravizaram-no, mandavam ele passar, lavar, varrer, ou seja, fazer todos os serviços que seriam dever comum a todos”, diz a ação.
Após um novo atentado contra os irmãos, eles foram transferidos para a Unidade de Atendimento Inicial (Uniai), no bairro da Boa Vista, Centro do Recife.
Tentativa de fuga
“Ocorre que no domingo, dia 08/06/2014, na hora do café da manhã, os internos começaram a planejar uma fuga, mas dos 15 garotos que se encontravam ali, 11 queriam fugir e três não. Dentre estes três que não queriam fugar, estava Breno”, continua o documento. O irmão, por não ter participado do café da manhã, não teria ficado sabendo do planejamento.
A petição afirma que, por ter se recusado a escapar, Breno foi espancado pelos internos, que utilizaram mesas, cadeiras, ventiladores, além de socos e pontapés.
“Situação que foi presenciada pelo [nome do irmão], que estava ‘apreendido’ na casinha, pois não quis sair para comer. Assistiu tudo sem poder fazer nada, somente ouvia seu irmão pedir socorro, dizer que ia morrer. Breno veio a desmaiar, momento em que as agressões aumentaram em forte intensidade”, acrescenta o advogado.
Ele critica a omissão dos agentes socioeducativos. Segundo Adelson, um promotor foi responsável por acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O jovem chegou a ficar algemado na área vermelha do Hospital da Restauração (HR), na área central do Recife, e recebeu alta após seis dias internado.
Foi no mesmo hospital que, dez anos depois, ele faleceu.
Um boletim de ocorrência acostado aos autos informa que Breno foi baleado enquanto bebia em Cruz de Rebouças, em Igarassu, Região Metropolitana do Recife, em 14 de junho de 2024. “Informações adicionais dão conta de que o irmão da vítima foi morto há dois meses”, diz trecho do boletim. Encaminhado ao hospital, ele faleceu no dia 18 de junho daquele ano.
Após o falecimento, os pais dele assumiram a posição de sucessores no processo.
Defesa
No processo, o Estado de Pernambuco sustentou excludente de responsabilidade pelas agressões sofridas pelo então adolescente, alegando culpa exclusiva da vítima ou de terceiros e ausência de nexo causal entre a omissão estatal e o evento danoso.
“O demandante foi vítima de sua própria incúria ao participar de uma rebelião e entrar em confronto com outros adolescentes, que com ele cumpriam medida socioeducativa em unidade da Funase”, declarou a Procuradoria Geral do Estado (PGE).
Na sentença, publicada na quarta-feira (21), a juíza Eliane Ferraz Guimarães, da 7ª Vara da Fazenda Pública da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), diz que o autor da ação apresentou “robusto conjunto de provas documentais”.
“Embora o Estado não tenha sido o agente direto do dano, é o responsável jurídico pela sua reparação, justamente por ter faltado ao dever constitucional de proteção ativa e eficaz do interno”, escreve na sentença.
“A gravidade das agressões sofridas por menor sob custódia estatal, em contexto de violência institucional, revela sofrimento evidente, cuja existência se presume pelas regras da experiência comum, sendo incomensurável a dor suportada pela vítima e seus familiares diante da brutalidade do ocorrido”, acrescenta Eliane.
Em nota, a PGE informa que não foi formalmente intimada da sentença. “Após a intimação, a decisão será analisada e, dentro do prazo legal, será avaliada a possibilidade de apresentar recurso ao Tribunal de Justiça de Pernambuco”, declara.
Sessão de “O Agente Secreto” no Palácio da Alvorada contou com frevo da Orquestra Popular do Recife e dança do grupo Guerreiros do Passo. (Ricardo Stuckert//PR
Por Gabriela Caputo/Estadão Conteúdo
‘Estar entre os melhores do mundo já é uma vitória da nossa cultura’, celebrou o presidente brasileiro nas redes sociais
O ator Wagner Moura e o diretor Kleber Mendonça Filho foram recebidos no Palácio do Planalto por Lula e Janja para uma exibição especial do filme ‘O Agente Secreto’ Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou as quatro indicações de “O Agente Secreto” ao Oscar. O filme de Kleber Mendonça Filho recebeu quatro indicações, de melhor elenco, melhor filme internacional, melhor filme e melhor ator.
Em várias publicações no Instagram, o presidente enalteceu as indicações. Disse que estar entre os indicados para o melhor elenco “reconhece a força de quem constrói essa história junto”. “Quando o trabalho é coletivo e o talento é valorizado, o Brasil brilha para o mundo”, afirmou.
Sobre a indicação do longa como melhor filme internacional, categoria que premiou “Ainda Estou Aqui” no ano passado, Lula disse ser “motivo de celebração para todo o país”. “Parabenizo o diretor Kleber Mendonça Filho e todo o elenco, que levaram a criatividade, a sensibilidade e a força da nossa história para o mundo. Quando a cultura brasileira é valorizada, o Brasil volta a ser protagonista no cenário internacional”, declarou.
(Foto: Victor Jucá)
Sobre a indicação a melhor filme, o presidente disse que “estar entre os melhores do mundo já é uma vitória da nossa cultura, do nosso talento e da nossa capacidade de contar histórias que atravessam fronteira”.
O presidente destacou a valorização da cultura brasileira e o reconhecimento internacional resultante disso, parabenizando Kleber Mendonça Filho e todo o elenco.
“Estar entre os melhores do mundo já é uma vitória da nossa cultura, do nosso talento e da nossa capacidade de contar histórias que atravessam fronteiras“, afirmou Lula, em referência à indicação de Melhor Filme, principal e mais importante categoria do Oscar. A produção também concorre – e é favorita – ao prêmio de Melhor Filme Internacional.
O presidente também fez uma publicação em homenagem à indicação do brasileiro Adolpho Veloso na categoria de melhor fotografia pelo filme Sonhos de trem, dirigido pelo norte-americano Clint Bentley e disponível na Netflix. A equipe do presidente, no entanto, não demonstrou o mesmo entusiasmo que teve com as indicações de O Agente Secreto, limitando-se a colocar uma bandeira do Brasil na publicação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou as indicações brasileiras ao Oscar 2026 nesta quinta-feira, 22. Em uma sequência de postagens no perfil oficial do Instagram, Lula exaltou as quatro nomeações de O Agente Secretoao prêmio, incluindo na categoria de Melhor Ator com Wagner Moura, e também mencionou Adolpho Veloso, que concorre em Melhor Fotografia com Sonhos de Trem.
Wagner Moura em cena de O Agente Secreto (Reprodução)
Por Diario de Pernambuco
Indicações de ‘O Agente Secreto’ incluem uma nomeação na principal categoria do Oscar, Melhor Filme
O filme brasileiro ‘O Agente Secreto’ recebeu quatro indicações ao Oscar 2026, incluindo à principal categoria da premiação, Melhor Filme. Os indicados foram revelados nesta quarta-feira (22).
Dirigido por Kleber Mendonça Filho, ‘O Agente Secreto’ também foi indicado nas categorias Melhor Direção de Elenco e Melhor Filme Internacional. Além disso, Wagner Moura se tornou o primeiro ator brasileiro indicado à categoria de Melhor Ator por seu papel no longa-metragem.
Com uma narrativa que combina suspense político e drama, o longa acompanha um Brasil atravessado por disputas de poder, vigilância e tensão social, marca recorrente na filmografia de Kleber Mendonça Filho. O filme vinha sendo apontado como um dos destaques da temporada internacional após acumular prêmios e elogios da crítica, incluindo o Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Não-inglesa.
As indicações ocorrem um ano após um marco histórico para o país: em 2025, Ainda Estou Aqui tornou-se o primeiro filme brasileiro a disputar Melhor Filme, além de render a Fernanda Torres uma indicação de Melhor Atriz e conquistar o Oscar de Melhor Filme Internacional.
Agora, O Agente Secreto dá continuidade a esse momento singular do cinema nacional, ampliando seu alcance e reconhecimento junto à Academia.
A cerimônia de entrega do Oscar 2026 será realizada em 15 de março, no Dolby Theatre, em Los Angeles.
Ações de mobilização tiveram um resultado positivo
Caiu para 11,93% o contingente total de eleitoras e eleitores sem biometria cadastrada em Pernambuco. Em janeiro do ano passado, eram 16,52%. Atualmente, pouco mais de 846 mil títulos eleitorais emitidos em Pernambuco ainda não têm a digital incluída nos cadastros. O dado foi extraído dos sistemas internos do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).
A redução é o reflexo das campanhas de mobilização que vêm sendo promovidas pelo Tribunal. A realização de mutirões de atendimento é uma dessas iniciativas. O primeiro aconteceu em novembro do ano passado e o segundo, em dezembro. No total, foram atendidos 32.885 eleitores.
O próximo mutirão será nos dias 29,30 e 31 de janeiro. O atendimento será por agendamento (clique aqui). Os cartórios, postos e centrais mantidos pelo TRE Pernambuco nas 122 zonas eleitorais do estado estarão abertos das 8h às 16h, incluíndo o sábado. Serão duas horas a mais na quinta e sexta-feira.
O município de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, ainda tem 230 mil eleitoras e eleitores sem cadastro biométrico. Ou seja, 46,96% do total. Há um ano, a situação naquela cidade era considerada crítica, pois não havia biometria em 62,56% dos registros.
Antes de agendar, o Tribunal recomenda que o eleitor verifique se já possui biometria coletada, acessando aqui. Dúvidas podem ser esclarecidas por meio da atendente virtual Júlia ou pelo Disque Eleitor: (81) 3194-9400.