O homem que recebeu o valor está desempregado, mas afirma que não pensou duas vezes para devolver o dinheiro recebido por Pix
Foto/Reprodução/TV Anhanguera
Um morador de Caldas Novas, no sul goiano, levou um susto ao perceber um Pix de R$ 50 mil em sua conta bancária. Gustavo Santana, que está desempregado, afirma que não pensou duas vezes para devolver a quantia, que foi transferida por engano, e era relativa a compra de um carro. A quantia foi devolvida aos donos.
Conforme extrato da transferência, o Pix foi enviado para Gustavo no dia 13 de outubro. Quem transferiu o valor para ele foi o pai do Vinicius Eduardo Silva, moradores de Itumbiara, também no sul de Goiás, quando ele estava pagando um carro que ele comprou e, por engano, errou o último número da chave Pix.
Segundo Vinícius, o pai transferia o dinheiro para o vendedor de carros, quando errou um dos números da chave Pix e fez a transação errada. Segundo ele, o número do telefone do vendedor tinha apenas o último dígito diferente da chave de Gustavo.
“Na euforia do momento, meu pai confirmou a transferência sem confirmar os dados”, contou ele à TV Anhanguera. Quando o vendedor avisou sobre o erro, a família de Vinicius se desesperou. “Todo mundo assustou e correu para o banco, mas disseram que não podiam ajudar ou passar os dados de quem havia recebido o valor”, disse o filho.
Devolução do Pix
Como a chave Pix era um número de telefone, Vinicius tentou ligar e enviar mensagem. Gustavo conta que o celular estava carregando e não viu as ligações e mensagem. Um hora depois ele pegou o aparelho e se assustou com quantidade de mensagens e, inicialmente, pensou que era uma entrevista de emprego.
“Tinham muitas mensagens, ligações e áudios. Na hora, eu pensei que era uma entrevista de emprego, pois eu estou procurando”, disse ele.
Ao ver o conteúdo das mensagens, Gustavo ainda pensou que poderia ser um golpe. “Pensei que era um golpe de Pix, mas quando abri a minha conta tinha R$ 50 mil a mais e minha conta nunca teve tanto dinheiro”, afirma.
Após ouvir a história do Vinicius, ele não pensou duas vezes antes de devolver o valor. “Pelo próprio aplicativo do banco eu cliquei em devolver o Pix e, na mesma hora, devolvi para não ter dor de cabeça”, disse.
Crime
É importante ressaltar que a não devolução dos valores, nessas ocasiões, podem se caracterizar como crime de apropriação indébita e indevida.
Apesar do susto, a família de Vinícius se diz aliviada pela devolução e agradece a atitude de Gustavo. “Ele estava em uma entrevista de emprego e está tentando concursos. Como a movimentação é alta, ele perde a isenção das taxas de concurso, estava sem saber o que fazer e pediu a nossa ajuda”, finaliza. * Fonte/Portal Metrópoles.
Foram, ao todo, 209 passageiros e nove pets desembarcados no Brasil pela FAB, repatriados da guerra entre Israel e Hamas
Quinto avião da FAB a partir para resgatar brasileiros no confronto entre Israel e Hamas GOV BR e FAB
Mais 209 passageiros desembarcaram no Brasil após repatriação. Além deles, nove pets desembarcaram da aeronave KC-30 da Força Aérea Brasileira (FAB) na madrugada desta segunda-feira (23/10), no Rio de Janeiro. Já são mais de 1,4 mil pessoas repatriadas e retiradas do conflito entre Israel e o grupo Hamas.
Ao todo, saíram de Israel para o Brasil em voos da FAB 1.418 cidadãos e 53 pets, em um total de oito voos. O nono avião segue no Egito à espera de brasileiros presos na Faixa de Gaza.
O resgate, batizado de Operação Voltando em Paz, começou logo após a declaração de guerra entre Israel ao Hamas, após os ataques realizados pelo grupo extremista em 7 de outubro.
Faltam, agora, os brasileiros que estão na Faixa de Gaza – impedidos de chegar à passagem de Rafah, para o Egito, devido ao conflito. Contudo, ainda não há uma previsão de quando haverá o desembarque desses passageiros, que serão transportados por meio da aeronave VC-2 (Embraer 190) da FAB, já que ainda não há autorização para resgate dos brasileiros.
A aeronave está no Cairo, no Egito, desde a quarta-feira (18/10) passada, e também levou kits humanitários. Foram enviados 40 purificadores de água e kits de medicamentos e insumos de saúde para ajuda humanitária. Os purificadores têm capacidade de tratar mais de 220 mil litros por dia.
Essas negociações ocorrem por meio do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro das Relações Exteriores (MRE), Mauro Vieira. Entre sexta-feira (13/10) e sábado (14/10), Lula negociou diretamente com os presidentes de Israel, Isaac Herzog, do Egito, Abdul Fatah al-Sisi, e da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.
A aeronave está no Cairo, no Egito, desde a quarta-feira (18/10) passada, e também levou kits humanitários. Foram enviados 40 purificadores de água e kits de medicamentos e insumos de saúde para ajuda humanitária. Os purificadores têm capacidade de tratar mais de 220 mil litros por dia.
Essas negociações ocorrem por meio do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro das Relações Exteriores (MRE), Mauro Vieira. Entre sexta-feira (13/10) e sábado (14/10), Lula negociou diretamente com os presidentes de Israel, Isaac Herzog, do Egito, Abdul Fatah al-Sisi, e da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.
Diplomacia
O governo tenta, desde semana retrasada, dialogar o cessar-fogo para conseguir repatriar os brasileiros “ilhados” na Faixa de Gaza. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou, entre sexta-feira (13/10) e sábado (14/10), negociar diretamente com os presidentes de Israel, Isaac Herzog, do Egito, Abdul Fatah al-Sisi, e da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.
No domingo (15/10), os esforços pareciam ter tido resultado. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, havia afirmado que ficou acordado que a passagem de Rafah será reaberta, após reunião com o presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sisi, no Cairo. Contudo, isso não se concretizou na previsão estipulada, da última segunda-feira (16/10), nem na última sexta-feira (20/10), quando havia previsão da passagem de estrangeiros na fronteira. No sábado (21/10), foi liberada apenas a passagem de caminhões de ajuda humanitária, com a segunda leva ocorrendo no domingo (22/10).
Após dias de negociação e consternação de diversos chefes globais, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) votou a minuta brasileira de resolução que poderia frear o conflito entre Israel e Hamas. O texto, no entanto, não passou – foi vetado pelos Estados Unidos (EUA), na última quarta-feira (17/10). Agora, uma perspectiva pacífica está mais distante no horizonte. *Com informações do portal Metrópoles.
Eclipse solar acontece neste sábado (14, quem quiser observar o eclipse não devem olhar diretamente para o sol sem uso de filtros adequados
Eclipse solar anular Reprodução
Quando um eclipse solar anular ocorre, algo semelhante a um anel de fogo surge no céu. Por isso, o evento previsto para este sábado, 14 de outubro, é tão aguardado. Além disso, apenas algumas regiões do planeta conseguem acompanhar o fenômeno em sua plenitude. Entre elas, estão algumas partes do Brasil. No entanto, quem quiser observar o eclipse não devem olhar diretamente para o sol sem uso de filtros adequados.
Ao portal do Observatório Nacional, a astrônoma Josina Nascimento explica que usar um telescópio, por exemplo, pode trazer danos imediatos e irreversíveis.
— Nunca use um telescópio, pois o dano será imediato e também irreversível. Somente se pode usar telescópio apropriado, com filtro apropriado e sob supervisão de profissionais. Uma outra forma é a projeção, ou seja observação indireta. É bem fácil construir um aparato. Pode-se simplesmente usar um pedaço de papelão, como por exemplo uma tampa de caixa de pizza, e fazer um furo no meio. Coloca-se um papel branco no chão e direciona-se o furo para a direção do sol. O eclipse é visto tranquilamente no papel no chão. Há uma série de construções interessantes para a observação indireta — orienta.
Por que não é seguro olhar para o eclipse solar?
O astrônomo Marcelo Zurita, diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros, explicou a O GLOBO que o perigo da observação a olho nu não está no eclipse, mas sim no Sol. Isso porque a estrela emite tanta luz e radiação que pode queimar a retina.
Na prática, o que acontece é que a nossa córnea funciona como uma lente, que vai concentrar a luz solar lá no fundo da nossa retina. Assim como acontece se a gente pegar uma lente ou lupa para aquecer um ponto, queimar uma folha de papel, é a mesma coisa que acontece com a nossa retina: ela vai ser queimada pela luz, pela radiação concentrada do Sol — disse Zurita.
Segundo Zurita, a exposição contínua à luz solar provoca feridas na retina — e, dependendo do caso, elas podem infeccionar e levar à cegueira. Por isso, o astrônomo recomenda não olhar diretamente para o Sol de maneira geral, e não apenas quando houver eclipses. Outro especialista consultado pelo O GLOBO, o físico Anisio Lasievicz concorda:
— Jamais [devemos] olhar para o Sol, independente de ser em eclipse ou não. A quantidade de luz que o Sol emite é prejudicial aos nossos olhos se a gente olhar diretamente para ele, independente da situação — completa.
O que é o ‘eclipse solar anular’?
Um eclipse anular do sol acontece quando o sol, a lua e a Terra estão em alinhamento. Assim, a maior parte do disco solar fica coberta, e apenas uma borda com aspecto ígneo aparece. Segundo o site Climatempo, apenas algumas regiões do Norte e Nordeste do Brasil poderão enxergar o fenômeno.
Qual é a diferença entre eclipse anular e o eclipse total?
A diferença entre o eclipse anular e o eclipse total é que, no primeiro caso, a lua fica mais distante da Terra, segundo a astrônoma Josina Nascimento. O diâmetro aparente dela, portanto, aparece diferente do diâmetro aparente do sol.
— Tanto no eclipse total quanto no anular a lua está alinhada entre a Terra e o sol, bloqueando toda ou a maior parte da luz do sol em uma parte da superfície da Terra. A sombra mais escura, onde toda a luz solar é bloqueada, é chamada umbra. Em torno da umbra se define a sombra mais clara, a penumbra, onde a luz solar é parcialmente bloqueada e o eclipse é visto como parcial — diz Josina ao Observatório. *Da Agencia O Globo.
Bolsa Família anuncia moradia gratuita para seus beneficiários. (Imagem: FDR)
Criado para possibilitar a transferência de renda para a população brasileira que vive em situação de vulnerabilidade social e econômica, o Bolsa Família possibilita que diversos brasileiros tenham acesso a questões básicas como a alimentação, por exemplo. A partir deste mês, outro ponto também será atendido pelo programa.
Buscando facilitar o acesso à moradia para essas pessoas, o Governo Federal anunciou nesta semana que os beneficiários do programa que possuem algum tipo de financiamento imobiliário por meio do Minha Casa Minha Vida passarão a ser isentos das parcelas. Dessa forma, essas pessoas não precisarão mais pagar pela casa própria.
Quais beneficiários do Bolsa Família terão a moradia de graça?
Essa isenção será concedida para aquelas famílias que já fazem parte do programa e possuem algum tipo de financiamento imobiliário por meio do Minha Casa Minha Vida. No entanto, a expectativa é que o benefício também seja estendido em breve, promovendo um maior acesso a moradia para aquelas famílias que fazem parte do programa de transferência de renda.
Relançado neste ano, o Minha Casa Minha Vida aumentou recentemente sua lista de possíveis beneficiários. Agora, o programa conta com três faixas de renda, aumento a possibilidade de acesso aos brasileiros.
As faixas de renda são divididas de acordo com a localidade onde o imóvel será financiado. Vale lembrar que esse cálculo não leva em consideração o dinheiro recebido por meio do Bolsa Família ou BPC.
Faixa 1 – destinada a famílias com renda bruta familiar mensal de até R$ 2.640, o que equivale a dois salários mínimos
Faixa 2 – destinada a famílias que possuem renda de até R$ 4,4 mil
Faixa 3 – atende famílias que possuem renda de, no máximo, R$ 8 mil
Áreas rurais
Faixa 1 – abrange famílias que possuem renda anual de até R$ 31.680,00
Faixa 2 – atende famílias que ganham, anualmente, até R$ 52.800,00
Faixa 3 – atende famílias com renda anual de até R$ 96 mil. * As informações são de Danielle Santana/FDL.
O valor considera a nova regra de valorização do salário mínimo, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Após aumento para R$ 1.320 em maio, o governo enviou um projeto de lei ao Congresso para valorização anual do salário mínimo.
Proposta está em análise na Câmara dos Deputados;
Não há previsão para votação.
Como será o cálculo do salário mínimo?
Reajuste anual será calculado considerando a inflação do ano anterior medida pelo INPC e o PIB consolidado de dois anos antes
Exceção ocorre em caso de PIB negativo, quando o reajuste será apenas com base na inflação.
Qual o valor previsto para 2024?
Projeção da XP aponta salário mínimo em R$ 1.441, considerando INPC de 6,1% e crescimento do PIB de 2,9%
Estimativa do governo é que o piso chegue a R$ 1.429, com inflação de 5,3%.
Proposta do governo para o Orçamento de 2024 estabelece R$ 1.389 como valor.
Quando deve entrar em vigor?
Caso aprovado, o novo cálculo do salário mínimo está previsto para 1º de janeiro de 2024
Aprovação do projeto ainda depende do Congresso Nacional
Requerimento para votação em regime de urgência ainda aguarda aprovação.
Alvo da operação também é acusado de aplicar golpes milionários contra fiéis de Goianésia. Osório José Lopes Júnior é alvo de mandado de prisão, mas está foragido, mais de 50 mil pessoas foram lesadas.
Pastor Osório José Lopes, suspeito de aplicar golpe em aposentado de Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/YouTube
O pastor Osório José Lopes Júnior, alvo de uma operação contra um grupo suspeito de aplicar golpes e prometer lucro de um ‘octilhão’ de reais às vítimas, ostentava uma vida de luxo em Goiás e ia aos cultos de helicóptero. A Polícia Civil (PC) do Distrito Federal (DF) investiga golpes financeiros contra mais de 50 mil vítimas de todo o Brasil e no exterior.
A polícia o considera foragido. A defesa do pastor afirma que ele não tem nada a ver com as investigações contra o grupo e que Osório não sabe de nenhum mandado de prisão contra ele, pois está viajando em lua de mel. Além disso, detalha que ainda não teve acesso ao processo e que desconhece as acusações. “Deve ser um equívoco”, alega a advogada Maria José da Costa Ferreira.
O pastor foi acusado de aplicar golpes milionários contra fiéis de Goianésia, região central de Goiás, em 2018. Segundo as investigações, ele e outro religioso alegavam em vídeos no YouTube que ganharam um título de R$ 1 bilhão, mas que precisavam reunir fundos para receber. No vídeo, ele conta que orou por um bilionário e, em troca, recebeu papéis que valem muito dinheiro.
Na época, o delegado responsável pela investigação, Marco Antônio Maia, revelou que o pastor ostentava uma vida de luxo com dinheiro obtido através de golpes, cerca de R$ 15 milhões. “Ele tinha uma casa de luxo e ia de helicóptero para os cultos em Goianésia. Usava carros de luxo e tinha seguranças, joias. Essa aeronave era alugada, usava só para enganar os fiéis”, explicou.
Durante as investigações, Osório e o outro pastor foram presos e, segundo o delegado, ele se tornou réu no mesmo ano, responde ao processo em liberdade e se mudou para São Paulo (SP). “Ele saiu de Goiás e tentou evitar vítimas aqui porque a polícia já investigava. Agora com as redes sociais, ele fez vítimas em todos os estados do país”, falou Maia.
Operação DF
Na manhã desta quarta-feira (20), A PC do DF deflagrou uma operação que investiga um grupo suspeito de praticar golpes financeiros contra mais de 50 mil vítimas de todo o Brasil e no exterior. A investigação aponta que o grupo movimentou R$ 156 milhões em 5 anos, além de criar 40 empresas “fantasmas” e movimentar mais de 800 contas bancárias suspeitas.
A PC detectou ainda que o grupo prometia que com um depósito de R$ 25 as pessoas poderiam receber de volta nas operações o valor de Um Octilhão de Reais. Também era possível ‘investir’ R$2 mil para ganhar 350 bilhões de centilhões de euros’. A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT). *Por G1/Goiás.
Presidente deve receber novos candidatos à sucessão de Augusto Aras.
O presidente Lula em evento no Palácio do Planalto – Foto: Evaristo Sá/AFP
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna a Brasília nesta quinta-feira pressionado para decidir o nome do novo procurador-geral da República. Embora já tenha se encontrado com os principais candidatos ao posto, Lula não está convencido sobre quem deve assumir o posto atualmente ocupado por Augusto Aras. O vice-procurador-geral Eleitoral Paulo Gonet e o subprocurador-geral Antônio Carlos Bigonha são os nomes favoritos.
Ministros palacianos dizem ainda que Lula irá receber novos candidatos a partir de seu retorno dos Estados Unidos.
Antes de embarcar a Nova York, Lula recebeu Bigonha e Gonet, mas a escolha ainda está em aberto. Auxiliares do presidente afirmam que, entre os dois, Lula teria demonstrado mais simpatia pela conversa que teve com Gonet, mas não há sinalização de que ele seja o escolhido.
O nome de Gonet tem apoios do ministro da Justiça, Flavio Dino, e dos ministros do STF, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Na esquerda, alas do PT e do grupo Prerrogativas defendem Bigonha.
Gonet e Bigonha devem ser ouvidos mais uma vez pelo presidente da República ou receber recados por meios de interlocutores sobre o processo de escolha. Ambos já tiveram também conversa com o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.
O entorno presidencial também reuniu todo tipo de informação sobre cada um deles, como o pensam sobre a Lava-Jato, histórico de declarações sobre a operação, com quem se relacionam em Brasília e o perfil de atuação de cada um, além da predisposição em se submeter a interesses corporativistas.
Mesmo com o acirramento da disputa entre os grupos que defendem Gonet e Bigonha, a possibilidade de um terceiro nome surgir com força não é descartada. Como mostrou a colunista Bela Megale, Lula escalou membros do governo e nomes de sua confiança no Judiciário para buscarem uma nova opção.
Lula indicou a aliados que pretendia acelerar a escolha de um nome para a vaga, como forma de evitar que o cargo seja ocupado por muito tempo em um “mandato-tampão”.
Mandato do atual chefe da PGR, Augusto Aras, termina dia 26 de setembro. Se não houver definição até essa data, quem assume de forma interina é a subprocuradora-geral da República Elizeta Ramos, eleita vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF).
Apesar da disposição de Lula em acelerar o processo, alguns aliados não descartem que a decisão sobre o comando da PGR acabe sendo postergada, ficando para depois da cirurgia do presidente, marcada para 29 de setembro. *Por Agência O Globo.
Aumento nas irregularidades levanta preocupações sobre a eficácia e a transparência do programa, destacando a necessidade de ações ainda mais eficazes de fiscalização e revisão dos beneficiários.
As mudanças nos critérios de elegibilidade para o programa Bolsa Família foram flexibilizadas durante a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro, com a introdução do Auxílio Brasil.
O programa de transferência de renda não possuía critérios semelhantes ao atual auxílio, como a necessidade de frequência escolar, entre outros requisitos, o que abriu brechas para eventuais fraudes e distribuição do benefício a brasileiros que estavam longe de precisar de auxílio financeiro. Entenda detalhes sobre as recentes descobertas, a seguir.
A fraude em números do Bolsa Família
Durante o início do governo do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi observado um notável aumento nas irregularidades nos cadastros do programa Bolsa Família, totalizando 4,73 milhões de inconsistências entre os anos de 2019 e 2023.
Esse aumento representa um surpreendente crescimento de 283% nesse período, de acordo com informações obtidas pelo portal UOL através da Lei de Acesso à Informação. Saiba mais detalhes sobre a origem por trás das irregularidades, a seguir.
A origem das irregularidades no programa
Em 2019, sob a gestão de Jair Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), foram registradas 1,67 milhão de inconsistências nos cadastros do Bolsa Família. Já em 2023, até o mês de julho, esse número saltou para 6,4 milhões, conforme divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, liderado por Wellington Dias. Vale ressaltar que os dados de agosto ainda não foram consolidados.
Pandemia teria ‘dificultado’ análises cadastrais
O governo realiza um processo de revisão nos cadastros do Bolsa Família anualmente, conhecido como “qualificações cadastrais”. No entanto, durante o período de 2020 a 2021, essas ações de averiguação de cadastro não ocorreram devido à pandemia e à implementação do auxílio emergencial, que também atendia ao público do Programa Bolsa Família.
O objetivo do governo é identificar famílias cujos registros apresentem indícios de inconsistência. Essas inconsistências são detectadas por meio da comparação dos dados do Cadastro Único (CadÚnico) com informações de renda e outros dados fornecidos pelo governo federal. Em 2018, durante a gestão de Michel Temer, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), foram identificadas 2,34 milhões de irregularidades nos cadastros.
Em agosto, o início da ‘limpa’ no Bolsa Família
Além disso, no início de agosto, foi noticiado que o governo atual estava realizando a exclusão de beneficiários com irregularidades no Bolsa Família. Até julho, aproximadamente 934 mil beneficiários que alegavam viver sozinhos foram desligados do programa. Suspeita-se que tenha ocorrido a criação fictícia de núcleos familiares para aumentar o valor recebido em um único domicílio. Como resultado, o número de participantes do Bolsa Família diminuiu de 5,9 milhões em janeiro de 2022 para 4,9 milhões em julho de 2023.
As mudanças nos critérios de elegibilidade para o programa Bolsa Família foram flexibilizadas durante a administração de Bolsonaro com a introdução do Auxílio Brasil. Embora tenha sido criado como um programa emblemático de seu governo, o Auxílio Brasil não exigia critérios semelhantes aos do Bolsa Família, como a necessidade de frequência escolar ou a atualização da caderneta de vacinação das crianças como contrapartida. Esses requisitos foram retomados durante a gestão de Lula.
Prejuízos com fraudes ultrapassam R$ 2 bilhões em 2022
No ano passado, uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) estimou que o governo federal pagou o Auxílio Brasil a 3,5 milhões de famílias com renda acima do limite estabelecido para ingressar no programa, resultando em um pagamento indevido de R$ 2 bilhões por mês. Além disso, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome decidiu adiar a apuração de suspeitas nos cadastros do Auxílio Brasil até o final do período eleitoral.
Veja, logo abaixo, a evolução dos dados ao longo dos anos:
2018: 2,34 milhões de irregularidades
2019: 1,67 milhão de irregularidades
2020: Sem averiguação cadastral
2021: Sem averiguação cadastral
2022: 5,91 milhões de irregularidades
2023 (até julho): 6,4 milhões de irregularidades
Apesar de já ter passado a adotar uma fiscalização nitidamente mais rigorosa comparado ao que simplesmente não existia até então, tal aumento substancial nas irregularidades nos cadastros do Bolsa Família levanta preocupações significativas sobre a eficácia e a transparência do programa, destacando a necessidade de ações ainda mais eficazes de fiscalização e revisão dos beneficiários. *Com informações do Portal Prefeitura.
Fernando Diniz se apresentou na madrugada desta segunda-feira, em Belém, sede da estreia contra a Bolívia – (crédito: Vitor Silva/CBF)Chegada dos atletas e Comissão Técnica da Seleção Brasileira em Belém do Pará – Foto/Vitor Silva/CBF
“Uma sensação de extrema alegria e prazer muito grande em poder servir à Seleção, uma honra sem igual e a gente espera fazer o melhor possível”, disse Diniz ao site da CBF na chegada à concentração verde-amarela.
Frequente nas convocações depois da Copa do Mundo, o meia Raphael Veiga também curte a sequência na lista. “Estou feliz com mais essa oportunidade, um ciclo novo, um treinador novo, que já tive oportunidade de trabalhar. Dois jogos importantes e que a gente possa começar muito bem”, projeta.
Os jogadores estão chegando aos poucos a Belém. Atletas vindos da Europa são aguardados até a noite desta segunda-feira e madrugada de terça, entre eles, Neymar. O atacante embarcou na Arábia Saudita, onde defende o Al-Hilal.
Quem já se apresentou participará de um trabalho regenerativo fechado à imprensa na tarde desta segunda-feira, no Mangueirão. A primeira atividade com elenco completo será nesta terça, às 17h30, novamente no palco da partida de sexta contra a Bolívia.
Paris-2024
Paralelamente, o técnico Ramón Menezes inicia, na África, o projeto olímpico da CBF. A Seleção Sub-23 se apresentou no Marrocos para amistosos contra a seleção local. O elenco ensaia para o Pré-Olímpico agendado para o início de 2024. O torneio classificará duas seleções sul-americanas para os Jogos de Paris-2024.
“Nada melhor do que já na primeira preparação ter esse tipo de enfrentamento. Isso é muito importante porque vamos ter poucas preparações. A qualidade do adversário sempre é muito relevante. Marrocos já está classificado para as Olimpíadas, foi campeão da Copa das Nações Africanas Sub-23 vencendo o Egito na final. Se trata de um adversário muito duro e vai ser um ótimo teste para a Seleção Brasileira”, comentou Ramón Menezes.
A meta é ter um time pronto no torneio seletivo para Paris-2024. “Vamos fazer esse pré-olímpico, uma competição que a gente sabe que é uma competição muito difícil, uma competição que classifica apenas dois países sul-americanos e é lógico que o objetivo final é colocar o Brasil nas Olimpíadas”, avaliou.
ELIMINATÓRIAS – CONVOCADOS
Goleiros
Alisson (Liverpool)
Lucas Perri (Botafogo)
Ederson (Manchester City);
PIB cresce 0,9% no 2º tri: quais são os principais riscos para a economia nos próximos meses? – Foto/BBC News
O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2023 desacelera e registra alta de 0,9%, na comparação com o trimestre anterior, somando R$ 2,651 trilhões, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (1º/9).
O PIB é o indicador de riqueza produzida no país ao longo do ano. No primeiro trimestre de 2023, registrou crescimento de 1,9%, superando as expectativas do mercado graças ao forte desempenho da agricultura. Frente ao mesmo período de 2022, o PIB cresceu 3,4% neste ano.
O resultado ficou acima da mediana das estimativas do mercado, de 0,2% a 0,3%, mas confirmou a expectativa de analistas ouvidos pelo Correio de que a economia do país segue em desaceleração e que a surpresa do primeiro trimestre foi um ponto fora da curva.
Conforme dados do IBGE, do lado da oferta, após crescer 22% a agropecuária contribuiu negativamente para o desempenho do PIB de abril a junho deste ano e registrou queda de 0,9% em relação aos primeiros três meses do ano. A indústria, contudo, surpreendeu com alta de 0,9% na mesma base de comparação E serviços, por sua vez, continua acelerando e apresentou avanço de 0,6%.
De acordo com o IBGE, esse resultado é explicado pelo bom desempenho da indústria e dos serviços. Como as atividades de serviços respondem por cerca de 70% da economia do país, o resultado do setor influencia ainda mais a expansão do PIB, informou o órgão.
“O que puxou esse resultado dentro do setor de serviços foram os serviços financeiros, especialmente os seguros, como os de vida, de automóveis, de patrimônio e de risco financeiro. Também se destacaram dentro dos outros serviços aqueles voltados às empresas, como os jurídicos e os de contabilidade, por exemplo”, explica a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, em nota do instituto. O setor de serviços está há 12 trimestres sem variações negativas e também se encontra no ponto mais alto da sua série.
Do lado da demanda, o consumo das famílias também acelerou e registrou alta de 0,9% na comparação com os três meses anteriores. A despesa do governo avançou 0,7% e os investimentos andaram de lado. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), avançou 0,1%. Exportações apresentaram crescimento de 2,9% e as importações recuaram 4,5%, de acordo com os dados do IBGE.
A taxa de investimento recuou em relação ao segundo trimestre de 2022, passando de 18,3% para 17,1% do PIB, neste ano. A taxa de poupança também registrou queda na mesma base de comparação, passando de 18,4% para 16,9% do PIB. As informações são do Correio Brasiliense.
Julgamento foi suspenso nesta quinta e será será retomado na próxima semana.
O Supremo TribunalFederal abriu maioria parcial, nesta quinta-feira (31), a favor dos povos indígenas no julgamento sobre o marco temporal na demarcação de seus territórios ancestrais, considerada por especialistas uma barreira importante contra o desmatamento.
No julgamento, que foi retomado na quarta, após um adiamento em junho – o mais recente de uma série que pôs entraves ao trâmite iniciada em agosto de 2021 -, o STF decide se valida ou rejeita a tese do “marco temporal”.
Esta só foi reconhecida como territórios indígenas aqueles ocupados pelos povos originários quando a Constituição foi promulgada, em 1988.
Nesta quinta, os ministros Cristiano Zanin e Luís Roberto Barroso votaram contra o marco temporal, que restringe novas homologações de terras, deixando o resultado parcial em quatro votos contrários e dois desenvolvidos.
“Verifica-se a impossibilidade de importar qualquer tipo de marco temporal em desfavor dos povos indígenas, que possuem proteção da posse exclusiva desde o Império, a partir de 1734 (..) A garantia da permanência dos povos indígenas nas terras tradicionalmente ocupadas é indispensável para a concretização dos direitos fundamentais básicos desses povos”, justificou Zanin.
Barroso, por sua vez, disse que “não existe um marco temporal fixo e inexorável” e que “uma ocupação tradicional pode ser demonstrada por diversos mecanismos”.
Na quarta-feira, ao dar o único voto do dia, o ministro André Mendonça se posicionou a favor do marco temporal.
Segundo Mendonça, descartar esta tese na demarcação de terras “é uma solução cujo nível de insegurança afastado por si só há qualquer possibilidade de justiça”.
Depois dos votos de Zanin e Barroso, o julgamento foi suspenso nesta quinta e deverá continuar na próxima semana, com os votos dos demais cinco ministros que integram o STF.
O ministro Alexandres de Moraes, que votou contra o limite temporal de 1988, propôs que o Estado indenizasse os produtores rurais que tivessem ocupados e adquirissem terras regularmente e de boa-fé.
Os indígenas estão preocupados com que a proposta receba o apoio de outros ministros, pois a contribuição é um “prêmio aos invasores”, segundo a Apib.
Segundo dados do censo, a população indígena no Brasil é de cerca de 1,7 milhão de pessoas, o equivalente a 0,83% dos 203 milhões de habitantes do país. *As informações são da Folha de Pernambuco.
Lula: salário mínimo terá uma nova política de valorização (Ricardo Stuckert/PR/Flickr)
A medida também prevê o reajuste da tabela de isenção do imposto de renda.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sanciona nesta segunda-feira, 28, o projeto que aumenta o salário mínimo para R$ 1.320 neste ano e que estabelece uma nova política de reajuste anual, além de corrigir a tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). A medida provisória foi aprovada na última semana na Câmera e no Senado. Esse será o primeiro compromisso de Lula após a viagem de uma semana à África.
A MP entrou em vigor em 1º de maio deste ano, mas precisou ser aprovada pelo Congresso para não perder a validade. Foi incluído no texto a política de valorização do salário mínimo, composta pela correção anual pelo Índice Nacional de Preço dos Consumidores (INPC) mais o PIB consolidado de dois anos anteriores. A nova regra começará a ser aplicada a partir do dia 1º de janeiro de 2024.
A exceção da regra será quando o PIB dos dois anos anteriores apresentar um desempenho negativo. Nesse cenário, o reajuste será aplicado somente conforme a inflação. O texto autoriza o governo decretar os aumentos usando os parâmetros nos cálculos aprovados, sem a necessidade de negociar com o Congresso. Como não há data para o fim desse mecanismo, ele valerá até que outra lei o modifique.
O projeto 15/2023 também prevê a isenção de cobrança de imposto de renda por quem recebe até R$ 2.112 por mês. A segunda faixa, sobre a qual incide a alíquota de 7,5%, também foi alterada, passando para o intervalo de R$ 2.112,01 a R$ 2.826,65. Neste caso, a parcela a deduzir do IR é de R$ 158,40.
Ficam isentos do IRPF os trabalhadores que recebem até R$ 2.640 por mês. Antes da MP, a faixa de isenção estava fixada em R$ 1.903,98 por mês, valor congelado desde 2015.
O Ministério da Fazenda estima que a atualização dos valores da tabela mensal do IRPF acarretará uma diminuição de receitas em 2023 de aproximadamente R$ 3,20 bilhões (referente a sete meses). Para 2024, a redução prevista é de R$ 5,88 bilhões e, em 2025, de R$ 6,27 bilhões. Para compensar a perda de arrecadação, conforme exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a equipe econômica espera aprovar a tributação das chamadas offshores. *Inf.: Exame.
O Ministério das Comunicações (MCom) informou que a faixa de frequência de telecomunicações, que permite o uso da rede 5G, será liberada para instalação de novas estações em mais 100 municípios brasileiros. São 73 municípios do Rio Grande do Sul e outros 27 em Santa Catarina (veja lista abaixo).
A partir da próxima segunda-feira (28), as operadoras de telefonia que adquiriram lotes na faixa de 3,5 GHz (nos leilões do 5G, em 2022), nas 100 cidades brasileiras anunciadas, poderão solicitar à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o licenciamento e ativação das estações de 5G.
O processo começou pelas capitais em junho de 2022 e, desde então, avança para outras cidades. Segundo o Ministério das Comunicações, a partir de segunda-feira (28) a tecnologia 5G permitirá que 122 milhões de cidadãos (quase 60% da população do país), moradores de 1.812 municípios, sejam atendidos pela rede.
De acordo com a Anatel, a liberação da faixa não significa que redes do 5G serão instaladas de imediato nas localidades. A instalação de estações de tecnologia de quinta geração (5G standalone) depende do planejamento individual de cada prestadora do serviço.
Para facilitar o acompanhamento dos municípios liberados, o grupo de acompanhamento de soluções para os problemas de interferência na faixa de 3.625 a 3.700 MHz disponibiliza o painel de dados com os municípios em que a faixa de 3,5 GHz já se encontra liberada e, também, o planejamento aprovado de previsão das próximas liberações.
“A liberação da faixa do 5G é uma das primeiras etapas desse trabalho contínuo que o governo federal desenvolve, de norte a sul do país, para levar a quinta geração de dados móveis a todo brasileiro, a toda escola e unidade de saúde. Os compromissos das operadoras vencedoras do leilão do 5G vão até 2030, mas seguimos trabalhando para adiantar esse prazo”, disse o ministro das Comunicações, Juscelino Filho.
TV Digital
A tecnologia 5G opera na mesma faixa da radiofrequência que o sinal de TV transmitido para as parabólicas tradicionais, a Banda C.
A Anatel alerta que as antenas parabólicas tradicionais vão parar de funcionar e, por isso, os usuários que ainda não possuem TV Digital e ainda recebem as transmissões da TV aberta pela antena parabólica precisam adaptar o equipamento para evitar eventuais interferências ou a interrupção da transmissão.
O MCom e a Anatel esclarecem que as parabólicas devem ser substituídas pelas novas, do tipo digital.
Para as famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), o governo federal oferece kits gratuitos de instalação do modelo digital que garantem som e imagem de qualidade. Mas é preciso fazer o agendamento da instalação dos novos equipamentos.
Para os cidadãos que recebem sinal de TV pela antena do tipo chamado espinha de peixe ou por antena digital interna não precisam realizar a troca de equipamento.
Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, é investigado pelo caso. Só as joias femininas estão avaliadas em R$ 4,15 milhões.
Mensagens no celular do tenente-coronel Mauro Cid, preso desde maio deste ano, indicam que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) poderia saber da venda e do resgate das joias. O ex-ajudante de ordens é investigado por um suposto esquema de venda de presentes dados por delegações estrangeiras ao governo brasileiro.
A situação do ex-presidente também se complicou na semana passada, após declarações do hacker da Vaza Jato, como é conhecido Walter Delgatti. Durante depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga as ações criminosas de 8 de janeiro, Delgatti disse que Bolsonaro pediu que ele assumisse os grampos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Agora, uma fonte da Polícia Federal (PF) afirmou ao programa Fantástico, no domingo (20/8), que o ex-presidente sabia que Mauro Cid tentava vender e, depois, resgatar as joias. Apesar da informação, as análises da PF ainda não estão prontas. Foi o próprio Alexandre de Moraes quem autorizou a quebra de sigilo de dados de Cid e bancário de Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.
A análise das joias acontece dentro do Instituto Nacional de Criminalística, no complexo da PF, em Brasília. Ao menos quatro laboratórios também estão envolvidos na perícia.
De acordo com o Fantástico, os peritos elogiaram a qualidade dos diamantes encontrados nas joias femininas. E também identificaram 3 mil e 161 diamantes somente em um colar dado de presente ao governo brasileiro. Segundo o programa, o valor estimado é de aproximadamente R$ 4,15 milhões.
Veja quais objetos estão sendo analisados pela PF, no esquema das joias:
joias femininas;
escultura de cavalo, de liga metálica;
kits masculinos (ouro branco e rosé);
Só as joias femininas, que seriam destinadas à então primeira-dama, Michelle Bolsonaro, estão avaliadas em R$ 4,15 milhões. No valor incidem tanto a grife que agrega luxo quanto a quantidade e qualidade dos diamantes no conjunto. Dos outros kits, o relógio mais caro é o rosé, da marca Choppard, que está avaliado em R$ 695 mil.
De qualquer forma, a segunda-feira (21/8) promete ser agitada. Há, ainda, a expectativa de novas atualizações do caso do hacker da Vaza Jato, como é conhecido Walter Delgatti. Ele afirmou à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de 8/1 que Bolsonaro teria solicitado a ele que assumisse os grampos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As informações são do Metrópoles.
Ministro da Justiça Flávio Dino – Foto/Hugo Barreto/Metrópoles
Ministro da Justiça, Flávio Dino comentou suposto envolvimento do ex-presidente Bolsonaro no caso da venda de joias investigado pela PF.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou, nesta terça-feira (15/8), que, apesar de indícios expressivos contra Jair Bolsonaro (PL), “não há razões” para uma eventual prisão preventiva do ex-presidente no caso das joias.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou, nesta terça-feira (15/8), que, apesar de indícios expressivos contra Jair Bolsonaro (PL), “não há razões” para uma eventual prisão preventiva do ex-presidente no caso das joias.
“É evidente que essa responsabilidade se acha relacionada com o próprio ex-presidente. Não é crível que haja esse comércio inusitado de bens, com circulação de valores, e não houvesse algum tipo de ciência. Eu diria que indícios múltiplos, consistentes, conduzem neste momento a um delineamento progressivo de uma responsabilidade que vai além dos assessores, por motivos lógicos”, defendeu o ministro, em entrevista ao portal Uol.
Segundo Dino, “a prisão preventiva tem requisitos específicos, entre os quais materialidade de um crime – nesse caso, já existe. Em segundo lugar, indícios de autoria; como já mencionei, há indícios de autoria. Porém, há outros requisitos que estão nos artigos 311 e 312 do Código do Processo Penal”.
“Nesse momento, veja, neste dia em que estamos conversando, não vejo ainda razões para essa medida extrema [a prisão preventiva]”, prosseguiu.
Dino não descartou, no entanto, a possibilidade de uma eventual detenção de Bolsonaro no caso, conforme o andamento das investigações.
“Há uma evolução de apurações e, em algum momento, o Poder Judiciário pode decidir por essa medida. Mas, neste momento, as apurações ainda estão evoluindo. O que é importante para todos e todas, para a sociedade, é a garantia de que a verdade está sendo progressivamente trazida aos autos, ao processo, ao inquérito e demonstrada à sociedade”, defendeu.
Segundo o titular da pasta, a decisão caberá à Justiça. “A cada dia, com certeza, a autoridade policial fará essa avaliação quanto a um eventual pedido de prisão, e cabe ao Poder Judiciário decidir”, completou.
Caso das joias
Na última sexta-feira (11/8), a PF deflagrou a Operação Lucas 12:2, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A ação trata da relação de presentes recebidos no exterior pelo Estado brasileiro, na gestão de Bolsonaro, e depois comercializados para “lucro próprio”.
O ex-presidente Bolsonaro, seus assessores Osmar Crivelatti e Marcelo Câmara, o tenente-coronel Mauro Cid, e o advogado Frederick Wassef teriam agido “em conluio” para esconder das autoridades brasileiras a evasão e venda ilícita de bens no exterior, em especial o chamado Kit Ouro Branco.
É o que aponta a investigação da Polícia Federal e consta na petição do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou busca e apreensão na última sexta-feira (11/8) em endereços ligados ao general da reserva Mauro César Lourena Cid e a outras pessoas próximas ao ex-presidente.
O general Lourena é pai do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. O próprio Mauro Cid, o também ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e tenente do Exército Osmar Crivelatti e o advogado Frederick Wassef foram alvo da operação.
O documento ainda considera que as provas colhidas demonstram que a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro criou uma estrutura para desvio de bens de alto valor, presenteados por autoridades estrangeiras, para “serem posteriormente evadidos do Brasil, por meio de aeronaves da Força Aérea brasileira e vendidos nos Estados Unidos”. *As informações são do (Metópoles).
Ministro de Minas e Energia afirmou que apagão desta terça não é relacionado à geração de energia do país.
O ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira (PSD-MG) explicou que o apagão que afetou o país nesta terça-feira (15/8) foi causado por um “evento” no Ceará. Outra ocorrência concomitante ainda não foi descartada.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) entregará um relatório em até 48 horas sobre o ocorrido.
“Houve uma sobrecarga em uma linha de transmissão do Ceará, o que fez com que o sistema entrasse em colapso naquela região. A ONS agiu, modulou a carga da energia que estava chegando para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e foi o que fez com que alguns lugares tivessem perda energética, mostrando a velocidade da resposta que foi dada”, afirmou Silveira.
O titular da pasta destacou, ainda, que o evento desta terça não está relacionado à geração de energia do país. Silveira acionou o Ministério de Justiça e Segurança Pública para que a Polícia Federal (PF) investigue também o fato.
Segundo o ONS, o apagão afetou 25 estados e o Distrito Federal. Apenas o estado de Roraima não foi afetado pela falta de energia porque não está interligada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
A falta de energia causou transtornos em diversas regiões, com a paralisação do transporte público, suspensão de aulas em escolas e o desligamento de semáforos. Fonte (Metrópoles).
O Banco do Brasil encerrou uma conta mantida por Jair Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos. A notícia foi divulgada pelo site Metrópoles, e o motivo alegado foi uma questão de “compliance”, indicando que o banco segue protocolos rígidos para monitorar as movimentações financeiras de seus clientes.
Segundo informações, Bolsonaro havia aberto a conta no BB Americas, uma filial do Banco do Brasil nos Estados Unidos, em dezembro. Na ocasião, a conta possuía um saldo de 135 mil dólares, que posteriormente foram convertidos para reais e transferidos para outra conta do ex-presidente no Brasil.
Entretanto, a empresa não forneceu detalhes sobre os motivos que levaram ao encerramento da conta no exterior, alegando respeito ao sigilo bancário: “Em respeito ao sigilo bancário, nem o Banco do Brasil nem o BB Americas comentam movimentações financeiras específicas de seus clientes”.
Além disso, o filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, também afirmou que teve sua conta encerrada no mesmo banco. “A minha também! “Sem aviso”, explicações e questionamentos solenemente ignorados! Vai ver é coincidência cotidiana!”, escreveu o vereador no Twitter. Fonte: (Gazeta Brasil).
Lula e Janja querem que o local volte a receber visitantes.
Do amanhecer ao pôr do sol, a luz rebrilha. Um painel dourado, criado pelo artista plástico Athos Bulcão (1918 – 2008), está no salão de entrada do Palácio da Alvorada, o primeiro prédio público da capital brasileira. Há, no painel, sonhos inscritos com letras em relevo.
“Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino”. As palavras são do então presidente Juscelino Kubitschek.
Esse lugar, que é a casa de presidentes brasileiros e suas famílias há exatos 65 anos, é considerado por especialistas um “palácio diferente”, singular e plural ao mesmo tempo. Fruto da genialidade do arquiteto Oscar Niemeyer e pronto dois anos antes de a capital ser inaugurada, o Alvorada é reconhecido por pesquisadores por características culturais da brasilidade. A construção começou em 1957.
“No meu entendimento, Niemeyer foi magistral ali. É o prédio mais importante que ele criou. Tem inovação e tudo o que não se encontrava na arquitetura brasileira até então”, afirma o diretor-curador dos Palácios Presidenciais do Brasil, Rogério Carvalho. Ele recorda que o escritor francês André Malraux (1901-1976) afirmou que as colunas do palácio formavam o elemento arquitetural mais importante desde as colunas gregas.
Carvalho entende que se trata de uma construção que surpreende, tanto para quem vê de fora, como para quem visita o seu interior. “O arquiteto inglês Norman Foster (88 anos), por exemplo, considerado um dos principais profissionais do mundo na área, ficou muito impressionado com a qualidade da arquitetura e com o nível de acabamento”. O diretor contextualiza que foi a coragem de Juscelino que viabilizou a construção. “É uma obra que até hoje surpreende, é excelente representante da arquitetura moderna. É a síntese da casa brasileira”.
Reabertura
Surpreende diariamente até quem mora no local. “Todo dia que eu chego aqui é sempre muito impactante. Morar aqui é impressionante. É viver em um prédio histórico como esse, em que já moraram tantos presidentes e onde já aconteceram tantas decisões históricas”, ressaltou a primeira-dama brasileira, a socióloga Rosângela Lula da Silva, a Janja.
Ela recebeu a equipe de reportagem da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) no Palácio da Alvorada, nesta semana, e ratificou o desejo dela e do presidente Lula de que o prédio volte a receber visitantes, o que foi suspenso no governo anterior.
A primeira-dama verificou e divulgou, no início do ano, que o mobiliário e equipamentos do Palácio da Alvorada estavam degradados e com problemas de manutenção. O casal se mudou para o Alvorada em fevereiro. Além do restauro necessário, há um cuidado especial de planejamento para abrir o palácio ao público também em função dos ataques ocorridos em 8 de janeiro contra os prédios públicos e contra a democracia.
À Agência Brasil, Janja disse que espera que o Alvorada volte a ser aberto ao público ainda neste ano ou, no máximo, no início de 2024. Ela adiantou que gostaria de fazer a reabertura com exposição de artistas contemporâneos, particularmente mulheres. “Eu gosto muito de Djanira (1914 – 1979) e da Tarsila do Amaral (1886 – 1973). Meu sonho é reabrir o Alvorada quando a gente conseguir trazer de volta ao Brasil a principal tela de Tarsila do Amaral, que é o Abaporu”, disse. A tela está em um museu na Argentina.
Primeira dama do Brasil, Janja Lula da Silva, durante entrevista exclusiva à EBC, no Palácio da Alvorada – (Foto: Rafa Neddemeyer/ Agência Brasil)
Janja entende que esse seria um papel importante a ser desempenhado pelas exposições no Palácio da Alvorada, o de apresentar obras de arte brasileiras. “A gente precisa renovar o conceito de cultura e mostrar como o Brasil é rico, como a cultura movimenta a economia do país, gera emprego. Isso é muito importante. Estar cuidando desse patrimônio aqui me dá orgulho”, disse.
Para o diretor-curador dos Palácios Presidenciais, Rogério Carvalho, a ocupação dos espaços com arte brasileira geraria interesse não só da visitação pública, mas garantiria também visibilidade aos trabalhos nacionais em eventos ilustres com outros chefes de Estado e representantes estrangeiros no Palácio da Alvorada. “A nossa intenção é mostrar o que o Brasil tem de melhor. Existe um fluxo muito grande de pessoas que passam por ali, de representantes de outros países, inclusive, que fariam justamente com que essa arte seja vista por mais pessoas”.
Carvalho explica que, durante o governo de Michel Temer, pelo menos 48 obras que estavam no Palácio da Alvorada acabaram encaminhadas para outros espaços, como o Museu Nacional de Belas Artes. Essas peças vão retornar ao Alvorada. Inclusive, existe a intenção de que parte do acervo se torne itinerante e seja exposto em regiões administrativas do Distrito Federal, de forma a garantir acesso às diferentes expressões culturais, que não vão ficar restritas aos palácios. Mostrar obras em outros espaços é uma forma de convidar os cidadãos brasileiros a conhecer mais sobre o patrimônio nacional, como é o caso do Palácio da Alvorada, avalia o arquiteto.
Plural
Quem já conhece ou vir a visitar o Palácio da Alvorada tem a oportunidade, segundo arquitetos entrevistados, de ter acesso a uma obra plural e muito diferente, que é atualíssima, mesmo após 65 anos de história.
Para a professora Maria Fernanda Derntl, da Universidade de Brasília (UnB), o Palácio da Alvorada propõe um conceito muito diferente do tradicional. “Não é o palácio rebuscado ou que tem uma monumentalidade pesada, como a gente pensaria para um palácio barroco ou renascentista”. Para ela, essa “monumentalidade” vem da leveza da arquitetura, em uma expressão plástica do concreto armado, com proporções e continuidade entre espaços internos e externos.
“Eu acho interessante também como as colunas do Palácio da Alvorada são um dos elementos mais expressivos, que são reproduzidos e apropriados popularmente em outras formas de arquitetura, em anúncios publicitários e em imagens de toda a natureza”. Para ela, a coluna do Palácio da Alvorada se tornou assim o próprio símbolo de Brasília.
O professor Frederico Flósculo, também da UnB, lembraque o Palácio da Alvorada foi projetado e construído antes do resultado final do concurso de urbanismo para a nova capital. “Juscelino realmente queria que isso fosse adiantado. Ele queria uma imagem do que seria a nova capital. Esse projeto, por ter sido o número um de Brasília, deu um trabalhinho interessante porque Oscar Niemeyer sabia da importância de começar bem, começar com um palácio que fosse memorável”.
Não foi fácil, mas chegaram a um projeto. “A decisão sobre o Palácio da Alvorada foi a mais simples de todas. Um palácio horizontalizado com aquela colunata belíssima, uma reinvenção de uma coluna modernista, mas com o uso de curvas”.
O engenheiro que calculou a viabilidade do que Niemeyer colocava no papel foi Joaquim Cardoso. “Esse palácio realmente é extraordinário. Tem influências em palácio francês, que é longo e horizontal. Essa ideia de leveza e de transparência permeia o que o modernismo, nos seus melhores momentos, consegue prover”.
O arquiteto Guilherme Essvein de Almeida, que fez pesquisa sobre o Palácio da Alvorada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), chama a atenção para uma história interessante sobre a edificação – é que o palácio governamental (o do Planalto) seria também no lugar que é o Alvorada.
“Depois, mudaram de ideia por uma questão de estratégia de urbanismo. A cidade tinha toda uma carga cívica e o palácio do governo teria que ser mais central”. Por isso, Niemeyer teria mudado de ideia. “Sem dúvida, esses palácios têm influência um do outro”.
Para ele, as colunas, que teriam formato de folhas, caules ou até de dançarinas, teriam sido inspiradas mesmo nas velas náuticas. A construção teria influência ainda em palácios governamentais da cidade de Chandigarh, na Índia.
“As colunas do Palácio da Alvorada foram repetidas em outros países. O Palácio da Alvorada nunca vai envelhecer de fato. É um patrimônio da humanidade e uma unanimidade entre os arquitetos”.
Na preservação desse patrimônio, a autarquia que atua é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Uma das missões do órgão é orientar as ações de conservação e manutenção do lugar.
“Um papel também é esclarecer o que representa esse conjunto urbano moderno tombado, que é referência não só do ponto de vista arquitetônico, mas também do ponto de vista dos valores da democracia”, afirmou o presidente do Iphan, Leandro Grass. Ele defende que, quanto mais acessível à população for o palácio, mais participação e interesse a sociedade tem em participar e defender o patrimônio histórico.
Restauro
A defesa do patrimônio no Palácio da Alvorada tem simbologia especial neste momento. Em uma sala anexa à capela do conjunto, 13 obras danificadas pelos ataques de 8 de janeiro estão sendo restauradas, explica o diretor-curador dos Palácios.
“É um espaço absolutamente possível de ser utilizado para isso. Em outros momentos, houve recuperação dos livros da biblioteca e outras peças. Ali a gente pode ter um controle e acompanhar de perto”. Peças como de Di Cavalcanti, de Bruno Giorgi, de Victor Brecheret … estão em processo de restauração no Alvorada. * Por (Agência Brasil).
A demissão ocorre após uma série de acusações de abuso sexual feitas contra Marko Ivan Rupnik.
O padre esloveno Marko Ivan Rupnik, conhecido por ser o autor de mosaicos em igrejas em várias partes do mundo – entre elas, o Santuário Nacional de Aparecida do Norte (SP) -, foi expulso da Companhia de Jesus, ordem religiosa a qual pertencia. A demissão ocorre após uma série de acusações de abuso sexual feitas contra o jesuíta.
Em carta assinada pelo conselheiro-geral da Companhia de Jesus, Johan Verschueren, a expulsão do padre é atribuída à “sua recusa obstinada em observar o voto de obediência”. Rupnik agora tem 30 dias para apelar da decisão. Após esse período, a expulsão será definitiva.
Aos membros da companhia, a qual pertence o Papa Francisco, Verschueren afirmou que Rupnik recebeu “uma última chance” de fazer as pazes com “seu passado” e “dar um sinal claro para as pessoas afetadas que estavam testemunhando contra ele” e entrar no “caminho da verdade”. Segundo o conselheiro, ele a rejeitou.
As denúncias de supostos episódios de abuso sexual e psicológico remontam ao início da década de 1990, e envolvem freiras da comunidade eslovena Loyola de Ljubljana, fundada por um religioso de quem Rupnik era amigo e pai espiritual.
Há alguns meses, quando estouraram as denúncias, os jesuítas afirmaram que Rupnik havia sido sancionado com algumas restrições após uma investigação de abuso sexual e psicológico.
Segundo eles, o departamento responsável por processos em matéria de abuso sexual recebeu uma denúncia em 2021 contra o padre “sobre sua maneira de realizar seu ministério”.
Na época, a Companhia de Jesus foi incumbida de abrir um investigação preliminar e, “depois de estudar o resultado, o Dicastério considerou que os fatos em questão deveriam ser considerados extemporâneos e, portanto, encerrou o processo no início de outubro de 2022”.
Posteriormente, soube-se que outra investigação havia sido aberta contra Rupnik, conhecido sobretudo pela sua faceta de artista, por ter supostamente ter “absolvido uma mulher com quem teve relações sexuais durante a confissão”.
Com os novos desdobramentos, a Companhia de Jesus decidiu pela expulsão de Rupnik.
Em nota, o Centro Aletti, ateliê fundado por Rupnik, afirmou que o próprio padre já havia pedido para deixar a Companhia de Jesus em janeiro deste ano, uma vez que “a confiança em seus superiores se deteriorou”.
O comunicado diz ainda que o padre é alvo de “acusações difamatórias e não comprovadas”. * Por (Estadão Conteúdo).
Plenário da Câmara dos Deputados do Brasil (Congresso Nacional) Foto/Divulgação
Congresso retoma atividades após o esvaziamento presencial devido ao feriadão a partir da última quinta. Minha Casa, Minha Vida.
Após a semana encurtada por conta do feriadão de Corpus Christi na última quinta-feira com ponto facultativo na sexta (8 e 9/6), o Congresso Nacional volta às atividades nesta semana para a instalação de cinco comissões mistas para analisar medidas provisórias (MPs) enviadas pelo governo Lula (PT). Além de levar ao plenário matérias já aprovadas pelos colegiados, entre elas a recriação do programa Minha Casa, Minha Vida.
O esvaziamento presencial do Congresso na semana passada, em especial na Câmara dos Deputados, se deu com autorização do comando da Casa.
Dessa forma, parlamentares foram autorizados a registrar presença de maneira digital, por meio do aplicativo Infoleg. O registro biométrico ficou dispensado nas sessões deliberativas convocadas pela Casa. Essa foi uma maneira encontrada pela presidência da Casa para evitar que a sessão não ocorresse por falta de quórum.
Medidas Provisórias
Nesta terça, o Senado deve votar a medida provisória (MP) que relançou o programa Minha Casa, Minha Vida. A MP 1.162/2023 visa facilitar a compra da casa própria para famílias com renda mensal de até R$ 8 mil na zona urbana e anual de até R$ 96 mil nas áreas rurais.
Criado em 2009, o programa foi extinto em 2020, durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente substituiu a ação pelo programa Casa Verde e Amarela. O Minha Casa, Minha Vida prevê atendimento habitacional a famílias de baixa renda.
Além do programa habitacional, ao todo, cinco comissões irão eleger presidente e vice-presidentes para apreciar MPs enviadas pelo Poder Executivo ao Congresso. Entre elas está a MP 1.172/2023, que passou o salário mínimo para R$ 1.320. O reajuste corresponde a um aumento de 1,38% em relação ao valor vigente em abril (R$ 1.302) e de 8,91% em relação ao de dezembro de 2022 (R$ 1.212).
Outra medida pendente do aval da comissão mista no Congresso é a MP 1.170/2023, que prevê um reajuste linear de 9% a todos os servidores federais civis, incluindo aposentados e pensionistas. O valor do reajuste saiu após um acordo entre o governo e entidades sindicais que buscavam alteração no valor desde 2016. * (Metrópoles).