Energia Livre Cemig propõe redução na conta de energia das empresas

CONTA DE LUZ

Escolhendo a Energia Livre Cemig, as empresas podem obter até 35% de desconto na conta de energia (Divulgação/Cemig)
Escolhendo a Energia Livre Cemig, as empresas podem obter até 35% de desconto na conta de energia (Divulgação/Cemig)

No Mercado Livre de Energia, empresas podem receber até 35% de desconto na conta de energia

Estúdio DP

A Energia Livre Cemig, comercializadora integrante do grupo Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), lançou o primeiro e-commerce de energia do Brasil, permitindo a realização de simulações gratuitas e personalizadas para empresas, com contratação 100% online. Essa iniciativa busca ampliar a atuação da Companhia e disponibilizar seus serviços a empresas localizadas nas regiões Norte e Nordeste, através do Mercado Livre de Energia.

Atualmente, o Mercado Livre de Energia ou Ambiente de Contratação Livre (ACL) está disponível apenas para as empresas do grupo tarifário A (consumidoras de média ou alta tensão), como condomínios, supermercados, shoppings, postos de combustível, indústrias e agronegócios, permitindo que elas escolham a origem da sua eletricidade. Ou seja, mesmo recebendo eletricidade pela distribuidora local, essas empresas podem escolher o seu fornecedor de energia, negociando preços que permitem uma economia significativa nas contas.

Ao escolher a Energia Livre Cemig, referência no Mercado Livre de Energia, as empresas podem obter até 35% de desconto na fatura. E não é só isso: Além da previsibilidade orçamentária, essa decisão reforça o compromisso com o meio ambiente, já que toda eletricidade comercializada pela Cemig é 100% renovável e reconhecida internacionalmente com certificações de qualidade, como a I-REC (International Renewable Energy Certificate). A contratação de demanda sob medida também garante a adequação de carga de energia às necessidades do negócio e otimização da gestão energética.

Desde o início do Mercado Livre de Energia, a Cemig consolidou-se como grande referência no setor, sendo a primeira comercializadora do Brasil a superar 10 mil unidades consumidoras atendidas no ACL. A economia na conta de luz libera recursos para investimentos estratégicos em outras áreas, impulsionando o crescimento dos negócios e transformando custos em vantagem estratégica.

Com essa iniciativa, a Energia Livre Cemig se consolida como parceira estratégica dos clientes do Norte e Nordeste. Acesse o site oficial energialivre.cemig.com.br, faça uma simulação gratuita e descubra quanto sua empresa pode economizar .

Aneel mantém bandeira tarifária vermelha patamar 1 em novembro

CONTA DE LUZ

Foto/Divulgação

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou nesta sexta-feira (31) que a bandeira tarifária para o mês de novembro será vermelha patamar 1.

Isso significa que os consumidores receberão as contas de energia elétrica com adicional de R$ 4,46 para cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos.

Apesar da expectativa de alguns analistas de que a cor da bandeira seria reduzida para amarela, não houve alteração em relação ao mês de outubro.

“O cenário segue desfavorável para a geração hidrelétrica, devido ao volume de chuvas abaixo da média e à redução nos níveis dos reservatórios. Dessa forma, para garantir o fornecimento de energia é necessário acionar usinas termelétricas, que têm custo mais elevado, justificando a manutenção da bandeira vermelha patamar 1” diz a Aneel.

A Aneel ainda ressalta que a fonte solar da geração é intermitente e não injeta energia para o sistema o dia inteiro.

“Por isso, o acionamento das termelétricas continua sendo essencial para atender à demanda”, argumenta a agência reguladora.

Sobre as bandeiras tarifárias

Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa aos consumidores os custos variáveis da geração de energia no Brasil.

Ele considera fatores como o custo variável da produção de energia, disponibilidade de recursos hídricos e o acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras.

Com esse sistema, o consumidor passa a ter mais controle sobre sua conta de energia. Por exemplo, ao saber que a bandeira está vermelha, pode reduzir o consumo para economizar.

Fonte: CNN Brasil

Tarifa Social reduz conta de luz em até 65%

CONTA DE LUZ 

Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

Por se tratar de uma despesa essencial, a conta de luz figura entre as principais prioridades do orçamento familiar em todo o país. No entanto, as constantes oscilações de preço dificultam cada vez mais o seu pagamento.

Nestes casos, o impacto mais significativo recai sobre famílias em situação de vulnerabilidade, cuja renda é extremamente limitada e, frequentemente, não permite cobrir todas as despesas mensais.

Entretanto, para contornar este problema, o governo federal disponibilizou a Tarifa Social de Energia Elétrica, que assegura descontos significativos na cobrança para cidadãos de baixa renda.

Inclusive, por conta da Medida Provisória (MPV) nº 1.300/2025, famílias em situação de vulnerabilidade e idosos e pessoas com deficiência que recebam o Benefício de Prestação Continuada (BPC) podem garantir isenção de pagamento caso o consumo chegue a até 80 quilowatt-hora (kWh).

Contudo, no caso de consumo acima do limite, a Tarifa Social continua oferecendo benefícios, já que o usuário precisará pagar apenas o valor excedente, considerando que o consumo inicial já será abatido.

Como solicitar a Tarifa Social?

Cidadãos interessados na Tarifa Social devem estar atentos, pois os procedimentos de adesão variam conforme cada condicionalidade. No caso de famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), é necessário solicitar o benefício junto à distribuidora de energia local.

Neste caso, também é importante lembrar de manter as informações do cadastro sempre atualizadas no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) para assegurar a manutenção da Tarifa Social.

Já os beneficiários do BPC não precisam realizar novas solicitações, pois o Ministério do Desenvolvimento Social já encaminha automaticamente os dados dos beneficiários para as distribuidoras de energia.

Vale destacar que a Tarifa Social de energia também está disponível para povos indígenas e quilombolas inscritos no CadÚnico e consumidores em regiões isoladas, que por sua vez, são atendidos por módulos particulares, fora da rede elétrica pública.

Por João Carlos Gomes

Aneel reduz bandeira para vermelha 1 na conta de luz em outubro

CONTA DE ENERGIA

Conta de luz pode ficar até 9,4% mais cara em 2018, aponta Folha de SP
Foto/Divulgação

Consumidor ainda pagará adicional no mês

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na última sexta-feira (26) que a bandeira vermelha patamar 1 irá vigorar no mês de outubro. Isso significa que as contas de energia elétrica terão adicional de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A nova bandeira significa uma redução em relação aos meses de agosto e setembro, quando foi acionada a bandeira vermelha patamar 2.

De acordo com a Aneel, a medida foi adotada por causa do baixo volume de chuvas, afetando o nível dos reservatórios para a geração de energia nas usinas hidrelétricas.

“Diante desse cenário, há necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras e justificam o acionamento da bandeira vermelha patamar 1 para outubro”, diz a agência.

A agência reguladora de energia elétrica informou ainda “que a fonte solar de geração é intermitente e não injeta energia para o sistema o dia inteiro”.

“Por essa razão, é necessário o acionamento das termelétricas para garantir a geração de energia quando não há iluminação solar, inclusive no horário de ponta”, acrescentou.

Bandeira tarifária

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Da Agência Brasil

Tarifa de energia deve subir quase o dobro do previsto em 2025, aponta Aneel

CONTA DE LUZ

iStockphoto/Getty Images)

Agência elevou de 3,5% para 6,3% a projeção de reajuste médio das tarifas, superando a inflação projetada para o ano

A conta de luz do brasileiro deve pesar mais no bolso em 2025. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) elevou de 3,5% para 6,3% a projeção de reajuste médio das tarifas neste ano, segundo dados.

divulgados nesta terça-feira, 12, no boletim trimestral de tarifas. O índice, que supera as projeções atuais para a inflação, reflete principalmente o aumento de gastos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo setorial que financia políticas públicas e subsídios no setor elétrico, como descontos para irrigação, energia de fontes renováveis e programas de universalização do serviço.

Em julho, a Aneel aprovou um orçamento de R$ 49,2 bilhões para a CDE em 2025, dos quais R$ 46,8 bilhões serão repassados diretamente aos consumidores por meio das tarifas. O montante é R$ 8,6 bilhões maior que o cálculo inicial apresentado pela área técnica no início do ano. Parte da diferença se deve à devolução menor que o previsto de créditos tributários de PIS/Cofins cobrados indevidamente pelas distribuidoras no passado.

A CDE é uma das principais engrenagens ocultas na formação da conta de luz. Embora pouco conhecida do público, a despesa é inevitavelmente diluída nas faturas de todos os consumidores. A expansão do orçamento, neste caso, tem efeito imediato sobre as tarifas.

Além da pressão dos encargos, o cenário hidrológico ainda impõe custo adicional. A Aneel projeta que as bandeiras tarifárias devem permanecer acionadas até o fim do período seco, que se estende até novembro. Atualmente, vigora a bandeira vermelha patamar 2, a mais cara, que acrescenta R$ 9,79 a cada 100 kWh consumidos. A expectativa é de retorno à bandeira verde apenas em dezembro, com a chegada do período úmido e a recuperação dos níveis dos reservatórios.

O aumento das tarifas de energia elétrica é um fator de atenção para a política econômica. A elevação é superior a expectativa para a inflação, projetada em 5,05% pelo BC, segundo Boletim Focus divulgado terça segunda-feira,12. Além de impactar diretamente o orçamento das famílias, pode pressionar o índice de preços ao consumidor, exigindo vigilância adicional do Banco Central no controle da inflação.

Por Luana Zanobia/Veja Abril

Aneel mantém bandeira vermelha para julho, com cobrança extra

CONTA DE LUZ

Foto/Reprodução

Conta de luz terá cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na sexta-feira (30) que está mantida a bandeira vermelha patamar 1 para julho de 2025, o que implica em uma cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.

Segundo a agência, o volume de água que chega aos reservatórios está abaixo da média, o que compromete a geração hidrelétrica e pressiona os custos de energia.

“A continuidade do cenário de afluências abaixo da média em todo o país reduz a geração de energia por hidrelétricas. Esse quadro tende a elevar os custos de geração de energia, devido à necessidade de acionamento de fontes mais onerosas para geração, como as usinas termelétricas”, argumentou a agência reguladora.

A bandeira vermelha foi acionada em junho. Com o a tarifa mais alta, a Aneel recomenda que os sejam adotadas medidas para reduzir o consumo de energia e, assim, evitar um impacto maior nas contas.

“A ANEEL reforça a importância da conscientização e do uso responsável da energia elétrica. A economia de energia também contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um todo”, disse a agência.

Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa aos consumidores os custos variáveis da geração de energia no Brasil.

Ele considera fatores como o custo variável da produção de energia, disponibilidade de recursos hídricos e o acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras.

Com esse sistema, o consumidor passa a ter mais controle sobre sua conta de energia. Por exemplo, ao saber que a bandeira está vermelha, pode reduzir o consumo para economizar.

Da CNN

Neoenergia Pernambuco e Amupe promovem workshop para prefeitos e gestores públicos de todo Estado

CONTA DE LUZ

O vice-presidente da Amupe, Pedro Freitas ao lado de Saulo Cabral, presidente da Neoenergia Pernambuco – Foto: Carol Coutinho/Amupe

Durante encontro, foram abordados temas como novas regras para Tarifa Social de Energia, eficiência energética para os municípios e o novo portal de gestão da iluminação pública 

A Neoenergia Pernambuco e a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), promoveram, nesta terça-feira (10), um workshop para prefeitos de todo o Estado com a finalidade de tratar temas importantes e atuais relacionados ao fornecimento de energia elétrica. Entre os principais assuntos abordados, destaque para a Medida Provisória 1.300, que altera as regras da Tarifa Social de Energia Elétrica, e o novo portal de gestão da iluminação pública disponibilizado pela empresa. Ainda foram abordadas questões de eficiência energética como diferencial social para a sociedade.

O presidente da Neoenergia Pernambuco, Saulo Cabral, abriu o evento falando da importância de momentos como o workshop desta terça-feira para a aproximação das prefeituras com a distribuidora. “Nosso trabalho precisa ser cada vez mais em parceria com os municípios para que possamos nos antecipar e atender a todos da melhor forma possível”, afirmou.

Foto: Carol Coutinho/Amupe

Logo em seguida, o presidente assinou um protocolo de Intenções com o vice-presidente da Amupe, Pedro Freitas, onde a Associação se comprometeu em informar à Neoenergia, periodicamente, informações relevantes sobre investimentos nos municípios, que possam impactar no planejamento energético da distribuidora. Com esses relatórios, a distribuidora poderá ser mais assertiva no planejamento energético de todas as regiões do Estado.

Para o vice-presidente da Amupe e prefeito de Aliança, Pedro Freitas, “com a assinatura deste acordo de cooperação entre a Amupe e Neoenergia Pernambuco, hoje, os municípios se sentem ouvidos, atendidos e enxergam na Neoenergia um grande parceiro”, frisou ao enfatizar que a empresa pode contar com a Amupe na resolução dos atuais desafios que os municípios enfrentam.

A Associação Municipalista ainda promoverá rodas de conversa para gestores municipais e representantes da Neoenergia, que realizará a divulgação dos canais de atendimento e ações de eficiência energética, como economia na fatura e cadastro da Tarifa Social para os municípios.

Durante o encontro, os prefeitos também tiveram a oportunidade de conhecer as principais mudanças estabelecidas pela Medida Provisória 1.300, que reformula o setor elétrico e amplia a Tarifa Social de Energia Elétrica, introduzindo isenção total para famílias de baixa renda que consumam até 80 kWh por mês e um desconto social para quem consome até 120 kWh. A mudança, que entra em vigor até o dia 5 de julho, visa beneficiar mais famílias, especialmente as inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

No final, os representantes das prefeituras ainda tiveram a oportunidade de conhecer os projetos de Eficiência Energética desenvolvidos pela Neoenergia e que podem ser solicitados pelos gestores, como o Energia com Cidadania e a Unidade Móvel Educacional.

Fonte: Amupe

Lula assina medida provisória que amplia isenção na conta de luz e promove mudanças no setor elétrico

CONTA DE LUZ

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Segundo a estimativa do governo, cerca de 55 milhões de pessoas serão beneficiadas com descontos e 60 milhões terão direito à isenção total da tarifa 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta quarta-feira (21), uma medida provisória (MP) que traz importantes alterações no setor elétrico brasileiro. A principal mudança é a ampliação da tarifa social de energia elétrica, que passa a garantir isenção total ou descontos maiores na conta de luz para milhões de brasileiros de baixa renda.

Segundo estimativas do governo, cerca de 55 milhões de pessoas serão beneficiadas com descontos e 60 milhões terão direito à isenção total da tarifa, representando um alívio significativo no orçamento das famílias mais vulneráveis. O custo da iniciativa está previsto em aproximadamente R$ 3,6 bilhões por ano, que será compensado com ajustes internos no setor.

Justiça tarifária: foco na população de baixa renda

Durante a cerimônia de assinatura no Palácio do Planalto, o presidente Lula afirmou que é injusto que os consumidores de menor renda acabem pagando, proporcionalmente, mais pela energia elétrica do que os grandes empresários.

“Os pequenos comerciantes, o pequeno empresário e o povo em geral terminam pagando mais caro pela energia do que aqueles que consomem muito, aqueles que são os grandes empresários brasileiros”, disse Lula.

A medida foi anunciada em conjunto com ministros do governo, além dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. A MP entra em vigor assim que publicada no Diário Oficial da União, mas ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder validade.

Quem terá direito à conta de luz gratuita?

A gratuidade total na conta de luz será concedida a consumidores que:

  • Estiverem inscritos no CadÚnico (Cadastro Único para programas sociais);
  • Tiverem renda per capita de até meio salário mínimo;
  • Consomem até 80 kWh por mês.

Para aqueles que se enquadram nos critérios de renda, mas consomem entre 80 kWh e 120 kWh mensais, a MP estabelece um desconto proporcional, ajustando o valor da conta conforme o consumo.

Atualmente, apenas indígenas e comunidades quilombolas possuem isenção total, enquanto as famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico recebem descontos que podem chegar a até 65% da fatura.

Como o governo vai financiar essa ampliação?

O recurso para bancar a ampliação da tarifa social virá de uma redistribuição de encargos no setor elétrico. A MP prevê redução de subsídios a fontes renováveis como a energia eólica e solar — cujos custos vinham sendo divididos entre todos os consumidores.

Com a reestruturação, parte do valor economizado será redirecionada para custear a gratuidade e os novos descontos concedidos às famílias de menor poder aquisitivo.

Abertura gradual do mercado de energia

Além da tarifa social, a MP também propõe uma abertura progressiva do mercado de energia. A partir de 2026, empresas e comércios poderão escolher livremente seus fornecedores de energia. Já os consumidores residenciais terão acesso ao mercado livre a partir de dezembro de 2027.

Hoje, esse modelo é restrito a grandes consumidores, como indústrias. A ideia, segundo o governo, é permitir que todos tenham a opção de escolher o fornecedor com melhor custo-benefício — algo semelhante ao que ocorre no mercado de telefonia.

“Vai ser uma escadinha. Até 2027 todos os consumidores poderão ir ao mercado livre comprar energia”, explicou o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Impacto social e político

O governo destaca que a medida tem como objetivo corrigir distorções históricas no setor, promovendo equidade no acesso à energia elétrica. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a proposta busca proteger a classe média e os mais pobres, além de romper com o monopólio atual das distribuidoras.

Durante o evento, Lula também reforçou que está aberto a mudanças no texto da MP durante a tramitação no Congresso, desde que as alterações melhorem o projeto original:

“Melhorar sempre; piorar jamais. Esse é o lema”, afirmou o presidente.

Por ICL Notícias

Conta de luz terá reajuste abaixo da inflação em 2025, diz Aneel

CONTA DE LUZ

Conta de luz
Foto: Folha PE

A conta de luz dos brasileiros deve subir menos do que a inflação em 2025. A projeção é da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que divulgou nesta 2ª feira (7.abr.2025) a 1ª edição do boletim trimestral InfoTarifa. Eis a íntegra (PDF – 757 kB).

O documento estima um reajuste médio de 3,5% nas tarifas de energia elétrica neste ano, abaixo da projeção de 5,1% do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) e de 5,6% do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), calculados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), respectivamente.

Segundo o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, o boletim foi criado para dar mais transparência e previsibilidade sobre os reajustes das tarifas. “A ideia é atualizar esse panorama trimestralmente, à medida que os reajustes das distribuidoras forem deliberados”, afirmou.

O documento detalha os fatores que influenciam o cálculo das tarifas. Entre os principais pontos está a previsão de R$ 41 bilhões para o orçamento da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) em 2025. Essa conta é responsável por financiar subsídios e ações do setor elétrico, e seu valor impacta diretamente nas tarifas pagas pelos consumidores.

Outro fator importante são os chamados encargos setoriais, que também entram no cálculo das tarifas. Esses encargos estão disponíveis para acompanhamento em tempo real por meio do Subsidiômetro, ferramenta online da Aneel que reforça o compromisso da Agência com a transparência.

ENTENDA O REAJUSTE

As tarifas de energia elétrica são compostas por diferentes custos, como:

Geração e transmissão da energia; Distribuição (parcela B), onde incidem os custos operacionais das distribuidoras; e Encargos e tributos. A parcela B é especialmente sensível à inflação, pois envolve custos com mão de obra, manutenção e serviços.

Fonte: Poder360

Silveira fala em ampliar isenção da conta de luz, e Haddad nega que Fazenda estude proposta

ECONOMIA

Ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) — Foto: Claudio Braga

Ao ser questionado sobre origem de recursos, Silveira afirmou que proposta não exigirá saque do Tesouro Nacional 

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, prometeu isentar até 60 milhões de brasileiros da conta de luz por meio da ampliação da Tarifa Social de Energia Elétrica

A medida está prevista na proposta de reforma do setor que será enviada à Casa Civil até o fim de abril, por meio de um projeto de lei.

“Estaremos fortalecendo e ampliando a Tarifa Social, que hoje é muito confusa. Vamos incluir quem consome até 80 kWh por mês”, afirmou.

Hoje, só têm isenção total os consumidores que usam até 50 kWh mensais — o que, segundo o ministro, é suficiente apenas para “quatro bicos de luz e um ferro de passar”.

Atualmente, a tarifa social atende a cerca de 40 milhões de pessoas, com descontos de 65%. Para indígenas e quilombolas, a conta de luz é isenta.

Ao ser questionado sobre a origem dos recursos, Silveira afirmou que a proposta não exigirá saques do Tesouro Nacional. “Eu não considerei em nenhum momento. Eu só [quero] corrigir situações internas”, afirmou.

“Estamos reequilibrando o setor com justiça tarifária. Hoje, o pobre paga mais do que o rico para garantir a segurança energética, como o pagamento de térmicas e das usinas de Angra. No mercado livre, muitos não pagam ou pagam pouco por isso”, pontuou.

A expansão da tarifa, segundo ele, está casada com o programa Luz para Todos e visa combater a pobreza energética com energia limpa, inclusive em comunidades isoladas.

“Estamos levando energia gratuita e confiável, principalmente em locais onde hoje se utiliza sistema off-grid com bateria solar”, disse.

A reforma, segundo o ministro, é resultado de mais de dois anos de debates e tem três pilares principais: justiça tarifária, equilíbrio do setor e liberdade de escolha para o consumidor.

“Não foi fácil. Tivemos que entender as grandes angústias da sociedade com relação ao setor elétrico”, explicou.

Um dos pontos centrais da proposta é permitir que, a partir de 2026, consumidores de baixa tensão — residenciais e pequenos comércios — possam escolher a fonte da sua energia.

“Hoje, só a grande indústria pode comprar diretamente de geradores. Queremos garantir essa liberdade também ao consumidor comum”, afirmou. A abertura será escalonada, começando no fim de 2026.

Por CNN Brasil

Aumento nas contas de luz começa a valer no sábado (15)

CONTA DE LUZ

Imagem: TanitJuno / shutterstock.com

O mês de março trouxe um aumento nas contas de luz para os consumidores fluminenses. A partir do próximo sábado, 15 de março, os preços para consumidores residenciais e rurais de baixa tensão terão um reajuste de 1,31%. A medida foi autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira (11) e tem gerado discussões sobre seus impactos no bolso dos consumidores. O reajuste também traz uma boa notícia para os consumidores industriais, que terão uma redução de 3,35% nas tarifas de energia elétrica.

Esse reajuste anual é uma prática prevista pelos contratos de concessão e ocorre com base em um índice que leva em consideração diferentes variáveis, como os custos operacionais, investimentos e os custos com a compra e transmissão de energia.

O que está por trás do reajuste de 1,31%?

Este aumento nas tarifas de energia é uma consequência de um processo tarifário de correção que busca ajustar os preços às condições econômicas do momento. De acordo com a Aneel, os principais fatores que influenciaram o reajuste deste ano foram o aumento nos custos de distribuição e de compra de energia.

Custos de distribuição e compra de energia 

Os custos de distribuição, que são os recursos que ficam com a própria empresa distribuidora, subiram significativamente. Além disso, a compra de energia, que representa uma parte importante da composição do preço da tarifa, também teve um aumento.

Por outro lado, os custos com a transmissão de energia reduziram de forma expressiva. A Aneel, inclusive, destacou que os encargos e as receitas irrecuperáveis, como os furtos de energia, permaneceram praticamente inalterados, o que contribuiu para um reajuste mais contido para os consumidores residenciais.

A variação da tarifa de energia reflete, em boa parte, as oscilações do setor elétrico. O aumento nos custos de distribuição e compra de energia, por exemplo, ocorre em função de fatores como o aumento no custo do combustível utilizado para a geração de energia e investimentos em infraestrutura necessários para garantir a qualidade do serviço.

A redução para consumidores industriais 

Enquanto os consumidores residenciais e rurais terão um aumento de 1,31% nas contas de luz, a boa notícia para os consumidores industriais é a redução de 3,35%. A tarifa mais baixa para os setores industriais pode ser vista como uma forma de estimular a economia e ajudar na competitividade das indústrias, além de ser uma medida que visa equilibrar o impacto tarifário entre os diferentes tipos de consumidores.

O impacto de reajuste nas contas de luz

Para muitos consumidores, o aumento nas contas de luz representa um peso significativo no orçamento familiar. A distribuidora atende cerca de três milhões de unidades consumidoras em 66 municípios do Estado do Rio de Janeiro, que incluem a cidade do Rio de Janeiro, Niterói, a Região dos Lagos e o Norte Fluminense. Com uma população de 7,1 milhões de habitantes, a distribuidora tem grande responsabilidade em fornecer energia elétrica a uma parcela significativa da população.

O reajuste de 1,31% será notado principalmente nas faturas de energia dos consumidores residenciais e rurais. Para entender o impacto do aumento, é importante destacar que, em média, uma família brasileira gasta cerca de 150 kWh (quilowatt-hora) por mês em energia elétrica. Com a aplicação de um reajuste de 1,31%, isso pode representar uma variação significativa no valor final da conta de luz.

Como os consumidores podem reduzir o impacto do aumento?

Embora o reajuste seja inevitável, existem formas de os consumidores reduzirem o impacto das tarifas no seu bolso. Algumas dicas incluem o uso mais eficiente de energia, como a substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas LED, a utilização de eletrodomésticos com selo Procel de eficiência energética e o hábito de desligar equipamentos quando não estiverem em uso.

Além disso, a adesão à geração distribuída, como a energia solar, tem se mostrado uma alternativa viável para reduzir os custos com eletricidade a longo prazo. No entanto, apesar do crescente número de consumidores que optam por essas soluções, a distribuidora ainda não foi autorizada a repassar custos com geração distribuída no seu modelo tarifário.

Entenda o que é o reajuste tarifário 

O reajuste tarifário anual, como o que ocorreu agora, é um processo simples de atualização da tarifa de energia. A atualização leva em consideração a variação dos custos operacionais da empresa, como a compra de energia, os custos de transmissão e distribuição e encargos setoriais. Esses custos podem ser impactados por diversos fatores, como a inflação e mudanças nos preços de combustíveis e serviços relacionados ao setor elétrico.

Por outro lado, a revisão tarifária periódica ocorre a cada quatro anos e é um processo mais complexo. Durante a revisão, são analisados detalhadamente os custos operacionais da distribuidora, as condições do mercado de energia e as necessidades de investimento da empresa. Essa revisão, que impacta diretamente a forma como as tarifas são calculadas, leva em consideração um cenário mais amplo e pode resultar em alterações mais significativas nos valores cobrados dos consumidores.

O que a Aneel diz sobre o reajuste?

A Aneel, como órgão regulador, é responsável por autorizar os reajustes das tarifas de energia elétrica. Em sua análise, a agência considera todos os custos envolvidos no processo de fornecimento de energia, além dos investimentos necessários para garantir a continuidade do serviço. O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, destacou que a redução nos custos de transmissão teve um impacto positivo no reajuste final, mas que os custos com a compra de energia foram os maiores responsáveis pelo aumento.

A Aneel também ressaltou que a distribuidora solicitou ajustes relacionados à geração distribuída, como a energia solar, mas essas solicitações não foram atendidas.

Como se dá o processo de revisão e reajuste tarifário

A revisão tarifária periódica e o reajuste tarifário anual são os dois processos principais que determinam as tarifas de energia elétrica em uma concessionária. A revisão periódica é mais complexa e ocorre a cada quatro anos, enquanto o reajuste anual é mais simples e leva em conta a inflação e outros ajustes necessários.

No processo de reajuste, a Aneel avalia a situação do setor elétrico, os custos de operação da distribuidora e os encargos setoriais que financiam políticas públicas relacionadas ao setor de energia. Ambos os processos têm um grande impacto no valor das tarifas pagas pelos consumidores.

Considerações finais 

O aumento de 1,31% nas contas de luz é uma consequência dos ajustes econômicos necessários para garantir a operação do sistema elétrico no Estado. Embora o reajuste seja inevitável, é importante que os consumidores fiquem atentos ao uso eficiente de energia e considerem alternativas como a geração distribuída para reduzir seus custos com eletricidade.

Fonte: Terra

Aneel Propõe redução na conta de luz da Neoenergia Pernambuco a partir de abril

ECONOMIA

Foto/Reprodução

Por Eric Napoli/Poder360

Agência abre consulta pública para definir revisão tarifária; corpo técnico estima economia de 3,18% aos consumidores

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou nesta 3ª feira (4.fev.2025) a abertura de consulta pública para aprimorar a proposta de RTP (Revisão Tarifária Periódica) de 2025 da Neoenergia Pernambuco.

Segundo o corpo técnico da agência reguladora, os consumidores atendidos pela distribuidora de energia pernambucana devem ser contemplados com uma redução média de 3,18% na conta de luz. Eis a íntegra do relatório (PDF – 1 MB).

O valor final do reajuste não será necessariamente de 3,18%, pois o índice pode ser alterado para mais ou para menos ao longo do processo de consulta pública.

As discussões para a definição do novo índice de cobrança se estenderão de 4ª feira (5.fev) a 21 de março de 2025. Haverá uma reunião presencial no Recife para colher subsídios e informações para aprimorar a proposta. O novo preço da energia no Estado será válido a partir de 29 de abril.

A Neoenergia Pernambuco atende um total de 4.037.670 de unidades consumidoras, o que equivale a 9.514.822 de pessoas, segundo dados da Aneel.

No ano passado, a agência reguladora aprovou uma redução média de 2,69% na conta de luz das unidades consumidoras atendidas pela Neoenergia de Pernambuco.

Pernambucanos receberão mais de R$ 49,6 milhões em descontos na conta de energia de janeiro

CONTA DE LUZ

Imagem ilustrativa de lâmpada
Imagem ilustrativa de lâmpada – Repodução/ Pixabay

Além da Bandeira Verde que entra em vigor, pernambucanos terão descontos na conta de energia devido a créditos referentes ao “bônus Itaipu”.

Por Zayra Pereira/JC/NE

Aproximadamente 3,3 milhões de pernambucanos terão redução na conta de energia em janeiro, podendo chegar até R$ 46 reais de desconto. O bônus é válido para os clientes residenciais e rurais que tiveram consumo inferior a 350 quilowatts-hora (kWh) mensal durante o ano de 2023, conforme a Resolução homologatória Aneel n° 3.420/24.

O desconto foi calculado individualmente, de acordo com o consumo de cada cliente, e está sendo aplicado nas faturas de janeiro pela Neoenergia. Totalizando os descontos de todas as contas de energia dos clientes elegíveis de Pernambuco, o valor passa dos R$ 49,6 milhões. O “bônus Itaipu” é referente à distribuição do resultado positivo da comercialização da energia de Itaipu pela Eletrobras.

O que é Bandeira Verde?

Além do bônus, outra medida que reduz o valor da conta de energia é a aplicação da Bandeira Verde para este mês, confirmada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a Bandeira Verde, não há cobranças adicionais na conta de luz, o que contribui ainda mais para a redução das despesas com energia elétrica.

Segundo a agência, a aplicação da bandeira verde foi possível pois geração de energia foi muito positiva, permitindo um equilíbrio entre oferta e demanda, afastando a necessidade de aplicar bandeiras tarifárias mais caras, como a amarela ou a vermelha.

Apesar da bandeira verde, a Neoenergia Pernambuco chama atenção para a necessidade de adoção de consumo consciente de energia elétrica.

A distribuidora de energia elétrica aponta que mesmo com a Bandeira Verde, é possível reduzir ainda mais a conta. Além disso, adotando um consumo mais consciente, o cliente pode contribuir com o meio ambiente e evitar o desperdício.

Governo prevê bandeira verde nas contas de luz para dezembro devido as chuvas

ENERGIA ELÉTRICA

Tarifa verde
Expectativa de redução na tarifa energética é impulsionada por condições climáticas favoráveis – Foto/Reprodução

Planalto cita o início do período de chuvas e as temperaturas mais amenas como justificativas para baixar a conta de luz

Poder360

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem esperança de que a bandeira tarifária na conta de luz venha verde em dezembro. O Ministério de Minas e Energia se agarra ao início do período chuvoso e temperaturas mais amenas que reduzem o consumo nos horários de pico como justificativas para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) baixar a conta de luz.

Caso o cenário se concretize, será uma boa notícia para o governo. O valor da tarifa de energia elétrica é um dos principais componentes que pressionam a inflação e terminar o ano com uma bandeira verde trará alívio ao Planalto.

A bandeira tarifária em vigor para novembro é a amarela, que incide uma cobrança extra na conta de luz. Apesar da tarifa extra, o anúncio da bandeira amarela foi celebrado pelo governo, pois as projeções anteriores eram de que a bandeira vermelha perdurasse até o final do ano.

Em outubro a cobrança foi mais alta quando a Aneel acionou a bandeira tarifária nível 2, a pior para os consumidores. O cenário foi motivado pela seca severa que atingiu o país no 2º semestre do ano e reduziu os níveis dos reservatórios das hidrelétricas.

Os índices que podem reduzir a bandeira tarifária foi um dos temas tratados na reunião mensal do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que aconteceu nesta quarta-feira.

Outro tópico da reunião foi a criação de um índice de monitoramento dos critérios de flexibilidade das usinas produtoras de energia. A ideia é manter um acompanhamento constante de quais instalações térmicas e hidrelétricas podem aumentar o fornecimento em momentos de intermitência das fontes solares e eólicas.

Conta de luz não deve cair tão cedo, dizem especialistas

ECONOMIA

Conta de luz
Conta de luz — Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Globo

Energia deve ficar mais cara nos próximos meses devido à utilização das usinas termelétricas, que serão acionadas para poupar o volume de água das usinas hidrelétricas

Apesar das discussões em torno da adoção ou não do horário de verão, especialistas acreditam que a bandeira vermelha patamar 2, em vigor neste mês de outubro, deve se manter até dezembro deste ano. Com os níveis dos reservatórios da região Sudeste/Centro-Oeste em torno de 44%, os próximos meses serão marcados por uma conta de energia mais cara devido à utilização das usinas térmicas, que serão acionadas para poupar o volume de água das usinas hidrelétricas.

Para Mayra Guimarães, diretora de Regulação e Mercado da consultoria Thymos, a expectativa é que a bandeira vermelha patamar 2 se mantenha na conta de luz até dezembro. Isso ocorre apesar da expectativa de que as chuvas previstas para o próximo período úmido (que começa neste mês e vai até março) se mantenham dentro da média histórica dos últimos 30 anos.

Segundo ela, o nível dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste neste mês de outubro está menor do que os 73% registrados no mesmo período do ano passado, mas ainda é maior do que os 24% registrados em 2021, ano da última crise do setor. Além disso, os rios da região Norte atingiram o pior nível dos últimos 100 anos.

Não é um cenário de racionamento, mas de atenção e preços elevados. O ONS acionou as térmicas para poupar os reservatórios para a chegada do período úmido, que vai até março. No último período seco, o volume de chuvas foi muito fraco. Para a temporada de chuvas, a previsão é positiva, mas podemos ver uma demora no início das chuvas, talvez mais para o fim do mês.

O acionamento das usinas térmicas impacta diretamente o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), calculado diariamente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), e que baliza o preço da energia no mercado à vista (spot).

Segundo Mayra, o PLD hoje está no teto, especialmente entre 16h e 22h, para atender ao maior consumo. O PLD interfere diretamente no acionamento das bandeiras tarifárias, e ela explica que o PLD deve permanecer elevado até dezembro, voltando a cair apenas em fevereiro.

— Até dezembro, há uma perspectiva de manutenção da bandeira vermelha patamar 2. Se as chuvas acontecerem, em janeiro poderemos ter bandeira amarela. Será um verão de energia cara, como em 2022.

Alexandre Nascimento, diretor da Nottus, de previsão climática, lembra que, mesmo com a previsão de chuvas a partir das próximas semanas, não haverá um aumento da vazão de forma tão rápida.

— Até dezembro, há uma perspectiva de manutenção da bandeira vermelha patamar 2. Se as chuvas acontecerem, em janeiro poderemos ter bandeira amarela. Será um verão de energia cara, como em 2022.

Alexandre Nascimento, diretor da Nottus, de previsão climática, lembra que, mesmo com a previsão de chuvas a partir das próximas semanas, não haverá um aumento da vazão de forma tão rápida.

— As primeiras chuvas selam o fundo das bacias e só depois começam a se acumular nos reservatórios do país, exceto nas usinas a fio d’água, que não possuem reservatórios. Nesses locais, a água corre imediatamente, gerando energia. Este ano, as chuvas devem estar dentro da média.

 

Nos últimos anos, os impactos do El Niño aumentaram o volume de chuvas no Sul e elevaram a temperatura no Norte, gerando fenômenos climáticos mais intensos. Agora, o fenômeno La Niña, que está gerando menos alterações que o previsto, não deve travar a frente fria do Sul para o Norte. No entanto, os meses serão mais quentes.

— Devemos ter uma temperatura de dois a três graus acima da média histórica, mas não será como os oito graus acima registrados no ano passado.

Edvaldo Santana, ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e doutor em Engenharia de Produção, destaca que as condições dos reservatórios ainda são muito incertas para o mês de novembro. Para ele, a tendência é que siga como em outubro, com a bandeira vermelha patamar 2.

— Não será surpresa a manutenção do nível 2 da bandeira vermelha em novembro. Também não é descartável esse mesmo cenário em dezembro. No dia 5 de outubro, os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste estavam em 44,5% e devem chegar ao fim do mês com 37%. Se chover na média de longo prazo em novembro, há grandes chances de bandeira vermelha patamar 2 também em dezembro. Novembro, mês de transição, é um mês-chave.

Clarice Ferraz, economista e diretora do Instituto Ilumina, destaca, por sua vez, que o cenário climático está cada vez mais imprevisível. Ela cita os efeitos das secas prolongadas, o que pode agravar ainda mais a recuperação dos reservatórios:

— O preço da energia vai depender do retorno das chuvas. A recomposição dos reservatórios está cada vez mais complexa por conta dos processos de seca. Com o aumento da temperatura, os solos estão mais ressacados, o que toma mais tempo para recompor o lençol freático e as bacias onde estão os reservatórios, a maioria no Sudeste. Além disso, é preciso que chova no lugar certo. Portanto, depende de uma série de variáveis.

Segundo ela, a bandeira tarifária é uma sinalização feita de forma antecipada para indicar a situação do setor:

— A recomposição dos reservatórios fará com que carreguemos a bandeira até o fim do ano. E hoje já vemos o impacto sobre a inflação da eletricidade provocado pela bandeira nível 1, e há um aumento maior por vir. Isso é uma pressão inflacionária vinda da nossa estrutura produtiva, e não de demanda. A eletricidade está em tudo. Quando sobe a eletricidade, o índice de inflação também sobe.

E acrescenta:

— É a repetição de um problema que já vimos no passado, e quem paga é o consumidor, sobretudo o regulado. É ele quem está assumindo todo o preço da garantia do sistema, com as térmicas, que é compensado pelas bandeiras. E não é todo mundo que paga a bandeira.

 

— É a repetição de um problema que já vimos no passado, e quem paga é o consumidor, sobretudo o regulado. É ele quem está assumindo todo o preço da garantia do sistema, com as térmicas, que é compensado pelas bandeiras. E não é todo mundo que paga a bandeira. Por Agência O Globo.

Conta de luz fica mais cara a partir de hoje, com acionamento da bandeira vermelha 2

ECONOMIA 

Foto/Reprodução

Com mudança, conta de luz terá cobrança adicional de R$ 7,87 a cada 100 quilowatt-hora (KWh) consumidos. Em setembro, bandeira era vermelha, mas no patamar 1. 

A conta de luz vai pesar mais no bolso dos brasileiros, a partir desta terça-feira (01) a conta de energia elétrica vai ficar mais cara. O anúncio havia sido feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A partir de outubro, a bandeira tarifária aplicada às contas de luz será vermelha patamar 2, o que significa uma cobrança extra de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) de energia elétrica consumidos.

Segundo a Aneel, a bandeira patamar 2 foi acionada por dois fatores:

  • o risco hidrológico, quando o nível de chuvas está baixo; e
  • o preço de referência da energia, que tem aumentado por conta da seca.
  • O consumo médio em uma casa brasileira na zona urbana é de aproximadamente 150 kWh a 200 kWh (sem ar-condicionado).

Cenário de energia mais cara 

O acionamento das bandeiras amarela ou vermelha patamar 1 e 2 pela Aneel aponta para um cenário de geração de energia mais cara.

Com a seca na região Norte do país, usinas hidrelétricas importantes estão gerando menos energia. Por isso, para atender aos horários de pico de consumo e baixa geração de energia renovável, no início da noite, é necessário acionar usinas termelétricas –que são mais caras.

A última vez que o governo havia acionado a bandeira vermelha foi em agosto de 2021 — na crise hídrica.

Depois, em setembro do mesmo ano, a Aneel criou a bandeira “escassez hídrica” – a mais cara de todas – para atender ao sistema elétrico nacional em situação severa de seca, que afetou a geração de energia pelas hidrelétricas.

A bandeira “escassez hídrica” ficou em vigor até abril de 2022, quando a Aneel acionou a bandeira verde – sem cobrança adicional na conta de luz.

Saiba quanto custa a bandeira 

Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor:

🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;

🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);

🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);

🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada kWh). Por Lais Carregosa/g1

Reforma do setor elétrico pode reduzir contas em 10%, diz ministro Alexandre Silveira

CONTA DE LUZ

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que a reforma garantirá abertura do setor elétrico para 100% dos consumidores entre 2028 e 2030
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que a reforma garantirá abertura do setor elétrico para 100% dos consumidores entre 2028 e 2030 – Foto/Sérgio Lima/Poder360

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a proposta de reestruturação do setor elétrico tem potencial de reduzir as contas de luz em 10%, em média, para as classes média e baixa. Disse que a reforma terá 3 eixos e, dentre as medidas, vai ampliar o alcance da tarifa social.

Silveira afirmou que o texto da reforma está pronto e na Casa Civil. Não cravou se será enviado ao Congresso como PL (projeto de lei) ou MP (medida provisória), mas ponderou que há urgência no tema e que tudo deve ser conduzido com cautela.

Segundo ele, os eixos da reforma serão:

justiça tarifária – corrigir distorções nas regras do mercado livre de energia para equilibrar custos entre consumidores livres e regulados (atendidos pelas distribuidoras);

liberdade para o consumidor – permitir a abertura de mercado livre de energia para 100% dos consumidores, incluindo os residenciais, de 2028 a 2030;

reequilíbrio do setor – revisão de benefícios que existem para alguns segmentos de forma desconectada com o planejamento elétrico.

“A abertura de mercado foi feita de forma injusta, porque carregou o peso financeiro mais para o consumidor regulado do que para o livre, que são as grandes indústrias. É um Robin Hood às avessas. Não podemos, sob pretexto de fortalecer a indústria, jogar a carga para o consumidor regulado, assim como a maior parte da CDE [Conta de Desenvolvimento Energético]. Precisamos fazer essa justiça tarifária”, disse Silveira.

No eixo de justiça tarifária, também virá a ampliação da tarifa social. A ideia é elevar o abatimento na conta para famílias que consomem até 80 kWh/mês (quilowatt-hora por mês) de energia. Atualmente, os descontos do benefício social variam de 65% a 10% na tarifa, sendo que o maior percentual só é aplicado para quem consome até 30 kWh/mês.

Já a regra para acesso à tarifa social de energia deve continuar: estar inscrito no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal) e ter renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa.

“Quero discutir a possibilidade de preservação de quem gasta até 80 kW de energia, que são famílias que gastam apenas para ter um chuveiro, 5 lâmpadas, uma televisão, 1 ferro e uma geladeira. Vamos ampliar a tarifa social para essas pessoas não ficarem com a maior parte da conta como ficam hoje”, afirmou o ministro.

Silveira afirmou que, para conseguir o equilíbrio do setor elétrico, os agentes e as entidades precisam “remar para o mesmo lado”. Afirmou que segmentos conseguiram, por meio de lobby no Congresso, benefícios que criaram uma colcha de retalhos descasada do planejamento elétrico. Fonte: Poder360.

‘Bandeira vermelha nível 2 pode ser revista’, diz ministro de Minas e Energia

CONTA DE LUZ

Alexandre Silveira
Alexandre Silveira afirma que a Conta Bandeiras está superavitária, o que garante que a conta de energia não vai subir ainda mais nos próximos meses – Foto/Reprodução

Ministro afirma que problemas em cálculos podem provocar mudança do patamar para baixo e descarta possibilidade de tarifa ficar ainda mais cara

O ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia, afirmou que a bandeira vermelha nível 2 na conta de luz pode ser revista. O motivo seriam inconsistências nos cálculos feitos para geração de energia térmica para setembro encontrados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

“Isso pode acontecer rever a bandeira. São programas técnicos, objetivos”, disse o ministro em entrevista a jornalistas depois de participar da formatura de uma turma de mulheres eletricistas da Neoenergia Brasília.

A CCEE notificou sobre uma inconsistência no cálculo do custo de uma usina térmica que pode ter provocado o acionamento da bandeira vermelha nível 2. Os cálculos dos custos de operação estão sendo refeitos pelo ONS e pela CCEE. A expectativa é de queda do patamar com a possível revisão.

O dinheiro extra arrecadado com as bandeiras vai para uma conta específica do setor elétrico, chamada de Conta Bandeiras. Ela é usada para pagar os custos adicionais nos períodos em que o custo de operação do sistema aumenta, com o acionamento de térmicas. Tem sido assim atualmente, com o agravamento da seca.

Silveira afirmou que a Conta Bandeira está superavitária. Logo, há espaço para a bandeira ser verde ou amarela. No entanto, é preciso um equilíbrio para manter a conta abastecida caso a necessidade de uso de térmicas se prolongue.

“Se a gente quiser usar o recurso da Conta Bandeira podemos adiantar e manter a bandeira verde ou amarela por algum tempo. Mas esse equilíbrio é fundamental porque ninguém tem segurança de por quanto tempo ainda precisaremos despachar as nossas térmicas. Então é importante termos um equilíbrio entre o saldo da Conta Bandeira e entre a recepção e despacho das nossas térmicas”, afirmou.

O ministro negou que o preço da energia subirá mais. “Temos a Conta Bandeira superavitária. Temos recursos abundantes que podem ser utilizados caso a escassez hídrica se agrave. Então, para tranquilizar a sociedade brasileira, apesar da mudança climática, apesar da gravidade do baixo índice pluviométrico e do atraso das chuvas do Brasil, nós estamos vivendo um momento, graças ao planejamento, extremamente seguro”.

Bandeira vermelha 

Por enquanto, segue valendo a bandeira vermelha nível 2, anunciada em 30 de agosto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) por causa do agravamento da seca combinado com a previsão de alta demanda. É a primeira vez em 3 anos que esse patamar será utilizado no país.

Com a bandeira vermelha 2, há uma cobrança adicional na conta de luz de R$ 7,87 a cada 100 KWh (quilowatt-hora) consumidos. É um extra significativo que pesará no bolso do consumidor em um mês de calor intenso.

A última vez que a conta de luz tinha tido bandeira vermelha foi em agosto de 2021, quando vigorou o nível 2. De setembro de 2021 a abril de 2022 existiu temporariamente uma bandeira de nível ainda mais elevado, a de escassez hídrica (também chamada de bandeira preta), que foi extinta. Por Geraldo Campos Jr./Poder 360.

Conta de luz terá bandeira verde em agosto, sem cobrança extra, diz Aneel

ECONOMIA

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Em julho, a tarifa estava sob a bandeira amarela, com custo extra de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, que a bandeira tarifária será verde em agosto. Em razão dessa mudança, as contas de energia elétrica dos consumidores não terão custo adicional em agosto.

O diretor-geral da agência, Sandoval Feitosa, explicou que a bandeira tarifária retornará à cor verde em agosto, por causa das condições favoráveis para a geração de energia elétrica no país. A bandeira verde havia permanecido por 26 meses consecutivos, de abril de 2022 a junho de 2024.

“No final de junho, houve uma expectativa de menor volume de chuvas para julho, o que se confirmou na maior parte do país. Porém, o volume de chuvas na Região Sul neste mês contribuiu para a definição da bandeira verde em agosto.”

Como funcionam as bandeiras tarifárias?

O sistema de bandeiras tarifárias foi implementado pela Aneel em 2015 para informar os consumidores sobre os custos de geração de energia no Brasil. Esse sistema reflete o custo variável da produção de energia, levando em conta fatores como a disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis e o acionamento de fontes de geração mais caras, como as termelétricas.

Com as bandeiras tarifárias, o consumidor pode ter um papel mais ativo na gestão de sua conta de energia. Por exemplo, ao saber que a bandeira está vermelha, o consumidor pode ajustar seu consumo para ajudar a reduzir o valor da conta. Antes desse sistema, que previa o repasse dos custos apenas nos reajustes tarifários anuais, o consumidor não tinha informações sobre o custo da energia naquele momento e, portanto, não podia reagir a preços mais altos. Fonte: Exame.

Conta de luz fica mais barata em Pernambuco: veja o quanto

ECONOMIA

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Conta de luz fica mais barata com redução de tarifas de energia elétrica; veja reajustes aprovados pela Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou, nesta terça-feira (23), a redução das contas de energia em Pernambuco. O índice médio do reajuste foi de -2,69%. Já para os clientes residenciais, a diminuição será de -2,63%. As novas tarifas entram em vigor a partir da próxima segunda-feira (29).

Confira, a seguir, os reajustes tarifários anunciados pela Aneel:

  • Recebimento de energia em baixa tensão, que inclui a maior parte dos clientes residenciais: –2,63%;
  • Clientes atendidos em alta tensão, como indústrias e comércio de médio e grande porte: –2,85%;
  • Índice médio com efeito para os consumidores: –2,69%.

Segundo a Neoenergia Pernambuco, apesar da inflação ocorrida no período, os custos referentes aos serviços de distribuição de energia contribuíram para que o reajuste fosse menor, pois eles tiveram uma diminuição de 4,40%, contribuindo para uma redução do índice final em –1,39%.

“Os demais itens não gerenciáveis pela distribuidora (compra de energia, transmissão, encargos setoriais e itens financeiros), contribuíram em –1,30% no índice total”, afirmou a Neoenergia Pernambuco, em nota. *Por g1-PE