Desenrola Brasil começa hoje para quem tem dívida com bancos; veja como funciona e como participar

ECONOMIA

Desenrola Brasil: Plataforma de renegociação deve abrir em setembro
Desenrola, programa de renegociação de dívidas do governo federal, começa nesta segunda-feira (17); veja como funciona — Foto/Divulgação

A partir de hoje, quem ganha até R$ 20 mil por mês vai poder renegociar dívidas com instituições financeiras; pessoas com dívidas até R$ 100 vão ter o ‘nome limpo’ em cadastros

O Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas do governo federal, começa nesta segunda-feira (17) para quem tem dívidas com bancos e tenha renda mensal bruta de até R$ 20 mil – a chamada Faixa 2 do programa. O Ministério da Fazenda estima que esta etapa do programa deve beneficiar cerca de 30 milhões de pessoas a renegociar até R$ 50 bilhões em dívidas.

Outra etapa do programa que começa hoje diz respeito a quem tem dívidas de até R$ 100 com instituições financeiras. Como condição do governo, os bancos que toparem participar do Desenrola Brasil vão ter de limpar o nome das pessoas com dívidas até este valor. Mas não significa o perdão da dívida, que deverá ser paga pelo devedor.

Esta ação deverá limpar o nome de cerca de 1,5 milhão de pessoas e deve ser concluída até 28 de julho pelos bancos que aderirem ao Desenrola. Com o nome limpo, o consumidor vai poder voltar a comprar a prazo, a fazer empréstimos e a fazer um contrato de aluguel, entre outras situações que o ‘nome sujo’ não permite ou dificulta.

Como participar do Desenrola Brasil?

Quem tiver interesse em participar não precisa fazer cadastro em nenhuma plataforma específica do governo. Neste momento as negociações vão ser feitas diretamente com os bancos e instituições financeiras por meio de site, aplicativos e demais plataformas de atendimento. Apenas em setembro, quando o governo federal abrir o programa para quem ganha até dois salários mínimos – a Faixa 1 do programa, haverá necessidade de cadastro em plataforma específica.

Os bancos que já aderiram ao Desenrola Brasil são: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, e Santander.

Veja a lista de bancos que participam do Desenrola Brasil:

A terceira etapa do Desenrola Brasil está prevista para começar em setembro e vai incluir as pessoas da chamada Faixa 1, que ganham até dois salários mínimos e tenham dívidas que não ultrapassem o valor de R$ 5 mil.

O Ministério da Fazenda antecipou o programa Desenrola Brasil com a publicação da Portaria nº 733, publicada na sexta-feira (14) no Diário Oficial da União (DOU). As regras detalhadas do programa foram apresentadas na Medida Provisória 1176/23 (MP-1176/22), publicada em 5 de junho no Diário Oficial da União.

Como vai funcionar o programa Desenrola Brasil?

O governo classificou os tipos de dívidas por faixas. Na faixa 1, que deve começar só em setembro, o consumidor vai poder renegociar dívidas de consumo, como água, luz e telefone, dívidas do varejo e dívidas bancárias que tenham sido objeto de negativação até 31 de dezembro de 2022.

Vão poder renegociar estas dívidas as pessoas que recebem até dois salários mínimos ou que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Para esse grupo, o Desenrola Brasil vai oferecer recursos como garantia para a renegociação de dívidas bancárias e não bancárias cujos valores de negativação somados não ultrapassem o valor de R$ 5 mil.

O pagamento da dívida poderá ser à vista ou por financiamento bancário em até 60 meses, sem entrada, com juros de 1,99% ao mês e a primeira parcela vai poder ser paga após 30 dias.

Essa operação poderá ser feita pelo celular. No caso de parcelamento, o pagamento pode ser realizado em débito em conta, boleto bancário e Pix. O pagamento à vista será feito via Plataforma e o valor será repassado ao credor.

Ao oferecer garantia para os novos financiamentos, o governo garante maiores descontos nas dívidas e taxas de juros mais baixas. Caso o devedor deixe de pagar as parcelas da dívida renegociada, o banco iniciará o processo de cobrança, e poderá fazer nova negativação.

A Faixa 2 é destinada somente às pessoas com dívidas com bancos, que poderá oferecer a seus clientes a possibilidade de renegociação de forma direta a partir desta segunda-feira (17).

Nesta opção, não há limite de renda como a de dois salários mínimos da Faixa 1. Por este motivo, as operações dos devedores da Faixa 2 não vão ter a garantia do Fundo FGO, como no caso do público da Faixa 1.

Nesse caso, o governo oferece às instituições financeiras, em troca de descontos nas dívidas, um incentivo para que aumentem a oferta de crédito. Por Daniel Cristóvão, Valor Investe.

FGTS deve distribuir R$ 12 bi a trabalhadores após lucro de 2022

ECONOMIA

Lucro do FGTS será distribuído até o fim de agosto – Foto Gabriel Cabral/FolhaPress

Dinheiro será pago até o fim de agosto para quem tinha saldo no fundo em 31 de dezembro de 2022.

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deve distribuir R$ 12 bilhões a trabalhadores cotistas neste ano. O valor é referente ao lucro de 2022, que caiu 3,7% em relação ao exercício anterior.

O colegiado vai decidir sobre a distribuição neste mês. As opções disponíveis são de um repasse de ao menos R$ 12,7 bilhões (equivalente a 99% do lucro obtido) ou um valor um pouco maior, de R$ 12,8 bilhões.

A decisão será tomada no dia 25 de julho, quando o conselho se reúne. Os valores precisam ser depositados até o fim de agosto em todas as contas que tinham recursos ao fim do ano passado e em valor proporcional ao saldo registrado em 31 de dezembro de 2022.

O dinheiro, no entanto, não chega facilmente ao bolso do trabalhador, pois só pode ser sacado em situações como demissão sem justa causa, aposentadoria e compra da casa própria.

O FGTS passou a distribuir seus resultados aos cotistas em 2017, durante o governo Michel Temer. Na época, foi fixado um percentual de 50% do lucro.

Em 2019, o governo chegou a elevar a distribuição para 100% – mas, depois, voltou atrás. A decisão também retirou da lei a obrigação de que o repasse seja de 50%, determinando genericamente que será liberado “parte do resultado positivo auferido”.

O FGTS teve R$ 49,8 bilhões em receitas em 2022 e despesas de R$ 36,9 bilhões. Na comparação com o que tinha sido estimado em um balanço provisório, as despesas avançaram R$ 2,3 bilhões.

A diferença se deve à rubrica de equivalência patrimonial e empréstimos, que equivalem a reservas de recursos para a cobertura de calotes.

No ano passado, o FGTS distribuiu R$ 13,2 bilhões para aqueles com conta no fundo, o que levou a uma rentabilidade de 5,83% ao ano para os trabalhadores.

A remuneração do FGTS definida em lei é de 3% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR). O valor é suplementado pela distribuição dos lucros do fundo.

Essa suplementação dos rendimentos das contas do FGTS com o lucro do fundo é o principal argumento do governo no julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a rentabilidade do fundo. Inf. (Folha de São Paulo).

Deflação – queda nos preços e o futuro da inflação

ECONOMIA

Deflação: como queda de preços em junho deve impactar seu bolso e economia brasileira nos próximos meses - BBC News Brasil
Carne, gasolina e carro novo estão entre itens que puxaram queda da inflação em junho, fortalecendo expectativa de corte de juros a partir de agosto – mas deflação mensal deve ter vida curta. Foto/Divulgação

Pela primeira vez no ano, o IPCA fechou um mês no negativo. Junho registrou queda de 0,08% na média geral de preços, puxado, principalmente, pelo comportamento dos alimentos (um recuo de 4% no consolidado de 12 meses) e dos transportes (devido à redução dos combustíveis). Resultado com impacto nas famílias e no Banco Central.

Pela primeira vez no ano, o IPCA fechou um mês no negativo. Junho registrou queda de 0,08% na média geral de preços, puxado, principalmente, pelo comportamento dos alimentos (um recuo de 4% no consolidado de 12 meses) e dos transportes (devido à redução dos combustíveis). Resultado que tem impactos no acesso à alimentação para as famílias de baixa renda e também na autoridade monetária, mais pressionada para reduzir a taxa de juros. Para explicar as consequências da deflação na economia brasileira, Natuza Nery entrevista o economista André Braz, coordenador do núcleo dos preços ao consumidor do Instituto Brasileiro de Economia da FGV-RJ. Neste episódio:

  • André avalia que a tendência da inflação é acelerar, mas destaca uma “boa notícia”: “A alimentação deve seguir com variação próxima de zero ou até negativa”. Isso porque o momento é de “trégua” em relação aos impactos inflacionários dos últimos anos, como pandemia e guerra na Ucrânia – ainda que as safras de alimentos estejam sob o risco do fenômeno El Niño;
  • Ele projeta os efeitos do retorno integral dos tributos federais sobre os combustíveis na formação de preço geral da economia e analisa a fase atual na curva da inflação à luz do acumulado dos últimos 12 meses: “A renúncia fiscal do segundo semestre do ano passado rendeu forte queda de inflação”, afirma, sobre o pacote de medidas assumido pelo governo anterior nas vésperas da eleição;
  • O economista comenta a manutenção da taxa Selic no atual patamar de 13,75%, levando em consideração os ainda elevados preços do setor de serviços. “Apesar de números distantes da meta, o processo de redução da inflação está acontecendo, mas lentamente”, avalia. “Caberia corte de juros na próxima reunião [do Copom]? Caberia, talvez de 0,25, que é o consenso de mercado”. Fonte/g1.

Governo de Pernambuco e Unicef firmam parceria para fortalecer políticas públicas às crianças e adolescentes no Estado

PERNAMBUCO

Foto: Miva Filho/ Secom

O Governo de Pernambuco e o Fundo Internacional de Emergência para Crianças das Nações Unidas (UNICEF) assinaram um memorando de entendimento, nesta terça-feira (11), no Palácio do Campo das Princesas.

O documento firmado pela governadora Raquel Lyra e o representante do UNICEF no Brasil, Youssouf Abdel-Jelil, estabelece condições de cooperação entre os dois órgãos para implementação de políticas públicas nas áreas de saúde, proteção social, educação, proteção contra violências e a participação cidadã de adolescentes.

O termo oficializa a intenção mútua de atuar em áreas estratégicas para o desenvolvimento de ações voltadas às crianças e aos adolescentes em todo o Estado por meio das secretarias de Educação, da Mulher, da Saúde e Desenvolvimento Social, Criança, Juventude, e Prevenção às Drogas.

“Assinamos um acordo inédito no nosso Estado, que vai permitir uma atuação de maneira mais coordenada junto ao próprio Governo e os municípios. O UNICEF tem um selo que já articula políticas públicas que cuidam de desenvolver o potencial das nossas crianças ao máximo, fortalecendo a todos os atores que tratam com as crianças e adolescentes na ponta, permitindo que a gente possa mudar o nosso Estado para melhor”, pontuou Raquel Lyra.

O documento esclarece os pontos do acordo para que ambas as partes possam trabalhar em favor da população. Estratégia para fortalecer as políticas públicas municipais voltadas às crianças e aos adolescentes que vivem na área do semiárido, o Selo UNICEF é uma das implementações envolvidas no memorando.

O selo poderá reforçar o regime de colaboração entre o Estado e os municípios na execução do programa Juntos pela Educação, lançado pelo Governo de Pernambuco em junho deste ano. Um dos princípios do programa é a formação de parcerias com prefeituras para garantir a melhoria da qualidade da educação básica pública.

De acordo com Youssouf Abdel-Jelil, umas das prioridades a serem executadas a partir do memorando é a busca ativa dos alunos que deixaram a escola no período da pandemia. “Temos um sistema para obter informações de onde estão as crianças que deixaram as escolas e, diante disso, uma estratégia para que elas possam retornar. Todo esse trabalho será feito em parceria com o Governo do Estado, municípios e comunidades”, frisou.

O acordo assinado também fortalecerá a política da saúde na implementação da Busca Ativa Vacinal (BAV), uma metodologia criada pelo órgão para apoiar governos no registro e monitoramento de crianças não imunizadas ou em risco de não receberem vacinas. Assim, a metodologia da BAV terá o potencial de dar suporte aos municípios para ampliação da cobertura vacinal das crianças do estado.

Presente na solenidade, a deputada estadual e integrante da Frente Parlamentar da Primeira Infância, Socorro Pimentel, ressaltou a importância da ação. “Só temos a ganhar em nosso Estado, principalmente quando falamos de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento da infância e adolescência, em locais mais vulneráveis”, afirmou. Por sua vez, o deputado federal e coordenador da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Trabalho Infantil, Túlio Gadêlha, enfatizou estar vivendo um momento histórico em Pernambuco.

“Precisamos unir forças. Cooperações internacionais são necessárias para construir na Câmara Federal legislações mais sólidas que garantam a essas crianças o direito de estudar”, finalizou.

Também participaram da solenidade os secretários estaduais o coronel Hercílio Mamede (Casa Militar), Aloisio Ferraz (Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca), Fernando Holanda (Chefe da Assessoria Especial), Túlio Vilaça (Casa Civil), Carolina Cabral (Desenvolvimento Social, Criança, Juventude e Prevenção às Drogas), Rodolfo Costa Pinto (Comunicação), Zilda Cavalcanti (Saúde), Daniel Coelho (Turismo e Lazer), além do deputado federal Waldemar Oliveira; e dos deputados estaduais Joãozinho Tenório, France Hacker e João de Nadegi; o chefe de gabinete do Ministério Público de Pernambuco, José Paulo Xavier Filho – representando o procurador-geral de Justiça do MPPE; e demais representantes do UNICEF. *Fonte: (Governo de Pernambuco).

IPCA tem deflação de 0,08% em junho, primeira queda em dez meses

ECONOMIA

Hortifruti Natural da Terra - loja do Itaim - consumo - frutas - legumes - verduras - inflação - consumidor - oferta - organicos - produtosFoto: Leandro Fonseca Data: 05/01/2023 (Leandro Fonseca/Exame)
Hortifruti Natural da Terra – loja do Itaim – consumo – frutas – legumes – verduras – inflação – consumidor – oferta – organicos – produtos Foto: Leandro Fonseca

A inflação acumulada em 12 meses segue em seu menor patamar em mais de dois anos. O resultado veio dentro da expectativa do mercado, que esperava deflação de 0,10% no último mês.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador considerado a inflação oficial do Brasil, fechou o mês de junho com deflação de 0,08%, desaceleração após a alta de 0,23% em maio. O resultado foi divulgado nesta terça-feira, 11, pelo IBGE.

Essa é a primeira deflação registrada pelo IBGE em 10 meses e a menor variação para o mês de junho desde 2017. A inflação acumulada em 12 meses segue em seu menor patamar em mais de dois anos. O resultado veio dentro da expectativa do mercado, que esperava deflação de 0,10% no último mês.
O dado, aliado a aprovação da reforma tributária, do voto de qualidade do Carf e da tramitação do arcabouço fiscal, aumenta a pressão para que o Banco Central comece a reduzir a taxa de juros já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Economistas reduziram nos últimos meses suas expectativas de inflação e da Selic para este e o próximo ano.
No último Boletim Focus, a mediana para os juros básicos no fim de 2023 continuou em 12%.  Para o término de 2024 também se manteve, em 9,50%. Há um mês, as estimativas eram de 12,50% e 10,00%, nessa ordem. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano. *Inf. (EXAME).

Governo de Pernambuco realiza mudança na forma de aquisição de energia para prédios públicos

ECONOMIA

Ação representará uma economia em torno de 26% no custo da energia.

O Governo de Pernambuco deu início à mudança na forma de aquisição de energia para prédios públicos. O processo é coordenado pela Secretaria de Administração (SAD), com apoio da Secretaria de Projetos Estratégicos, e consiste na migração do Ambiente de Contratação Regulada (ACR) para o Ambiente de Contratação Livre (ACL). Isso quer dizer que o governo deixa de comprar energia de distribuidora no preço fixado e passa a escolher o fornecedor e negociar o melhor preço.

Esse novo formato representará uma economia em torno de 26% para a Administração Estadual e trará mais sustentabilidade. A ação já está sendo executada antecipando os benefícios a serem trazidos pela usina de energia solar, que será construída no município de Salgueiro a partir de agosto. O empreendimento faz parte da Parceria Público-Privada (PPP) firmada entre o Governo de Pernambuco e a empresa Enerfín do Brasil (vencedora da concorrência internacional), coordenada pela Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional (Seplag), com a participação das Secretarias de Administração; de Desenvolvimento Econômico e a de Desenvolvimento Urbano e Habitação.

A migração para o ACL abrange 14 unidades consumidoras das Secretarias de Saúde e de Ressocialização. Importante citar os Hospitais Regional do Agreste, da Restauração e Hospital Dom Malan e o Presídio de Itaquitinga e a Penitenciária Agro-Industrial São João. Além desses, outras 38 unidades serão contempladas com a modificação. Entre os critérios utilizados para a escolha desses prédios públicos estão demanda contratada a partir de 500 kW, abrangência de todo o território do Estado, entre outras exigências. Quando finalizada, a usina de energia solar em Salgueiro abastecerá a Administração Estadual por 28 anos. Ao final desse prazo, ela será incorporada ao patrimônio público.

De acordo com a secretária de Administração, Ana Maraíza de Sousa Silva, a migração para o ACL antes de a usina estar concluída é uma demonstração do pioneirismo do Governo do Estado. “Essa novidade trará mais economia e sustentabilidade, o que comprova a dedicação da governadora Raquel Lyra ao buscar melhorias para a gestão estadual e toda a sociedade”, enfatizou a titular da pasta.

O contrato de concessão administrativa para construção da usina de energia solar e migração das unidades consumidoras para o ACL está sob a coordenação da Secretaria Executiva de Administração e Patrimônio da SAD, com gestão e fiscalização da Gerência de Eficiência Energética, vinculada à Gerência Geral de Serviços Corporativos.

Segundo o gerente de Eficiência Energética da SAD, Otávio Malheiros, “um dos desafios mais arrojados da sociedade contemporânea, em nível mundial, diz respeito à gestão dos recursos energéticos. Migrar para o ACL significa inovar na gestão energética”, pontuou.

O funcionamento da usina fotovoltaica em Salgueiro e o abastecimento de 52 unidades consumidoras do Estado, situadas em todo o território, são viáveis em razão do alto índice de irradiação solar e por toda a energia produzida ser destinada à rede elétrica.

Economia – O menor valor na aquisição de energia por meio do Ambiente de Contratação Livre (ACL) é possível devido à flexibilidade dessa modalidade, que permite a busca pelos melhores preços. Já no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), o fornecimento é feito exclusivamente pela distribuidora local e as tarifas cobradas são regulamentadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o que impossibilita a negociação dos custos. *Da Redação/Portal/CBN.

Mais de 93 mil carros já foram vendidos com desconto do governo; veja a lista de modelos

ECONOMIA

Mais de 93 mil carros já foram vendidos com desconto do governo; veja a lista de modelos
Foto/Divulgação

Chegou a 93,5 mil o número de carros vendidos com descontos por meio do programa do governo federal, lançado no dia 6 de junho. É o que mostra um levantamento feito pela Jato do Brasil, empresa especializada no setor automotivo, divulgado nesta segunda-feira.

Os dados, que consideram as vendas até a última sexta-feira (30), mostram o Volkswagen Polo no topo da lista, com 9.746 unidades vendidas, seguido pelo Chevrolet Onix, com 8.258, e o Fiat Strada, com 7.519.

O levantamento foi feito com base no cruzamento entre os dados de emplacamento de veículos no Brasil e a lista de carros que estão incluídos no programa de incentivo do governo. Ao todo, foram identificados mais de 34 modelos comercializados (veja a lista mais abaixo).

O programa para baratear carros zero quilômetro de até R$ 120 mil foi lançado no começo de junho, por meio de uma medida provisória (MP). Inicialmente, a compra com descontos permaneceu exclusiva para pessoas físicas — período que havia sido prorrogado por mais 15 dias em 20 de junho.

A primeira rodada do programa injetou R$ 500 milhões para promover descontos de R$ 2 mil a R$ 8 mil em veículos novos.

Na última semana, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) ampliou o programa em R$ 300 milhões — para R$ 800 milhões —, devido ao rápido uso dos recursos iniciais do projeto. O valor adicional foi estabelecido em medida provisória publicada na sexta-feira (30).

Com isso, o valor total estimado às montadoras para automóveis e veículos comerciais leves deve ficar em torno de R$ 650, segundo a pasta.

Carros vendidos até 30 de junho

Veja, abaixo, os modelos vendidos até sexta-feira (30):

  • Volkswagen Polo – 9.746
  • Chevrolet Onix – 8.258
  • Fiat Strada – 7.519
  • Fiat Mobi – 6.894
  • Fiat Argo – 6.747
  • Chevrolet Onix SD – 6.419
  • Hyundai HB20 – 6.173
  • Renault Kwid – 5.927
  • Fiat Cronos – 4.968
  • Volkswagen Saveiro – 4.427
  • Citroën C3 – 2.930
  • Peugeot 208 – 2.718
  • Fiat Pulse – 2.507
  • Fiat Fiorino – 2.242
  • Volkswagen Virtus – 2.186
  • Jeep Renegade – 2.006
  • Volkswagen T-Cross – 2.004
  • Toyota Yaris HB – 1.660
  • Hyundai HB20S – 1.198
  • Nissan Kicks – 1.162
  • Toyota Yaris SD – 1.068
  • Renault Sandero – 1.004
  • Renault Duster – 936
  • Honda City – 669
  • Chevrolet Montana – 632
  • Renault Logan – 473
  • Chevrolet Spin – 402
  • Renault Oroch – 158
  • Peugeot Partner Rapid – 153
  • Chevrolet Tracker – 120
  • Peugeot 2008 – 111
  • Volkswagen Gol – 89
  • Fiat Fastback – 10
  • Citroën C4 Cactus – 3

Uso dos recursos

Em quase um mês, R$ 560 milhões dos recursos disponibilizados pelo governo para baratear carros populares já foram consumidos, segundo os dados mais atualizados do MDIC, publicados nesta segunda-feira.

O painel elaborado pela pasta mostra que as fabricantes já solicitaram 86,15% em créditos tributários dos R$ 650 milhões disponíveis às montadoras para descontos ao consumidor pessoa física na compra de um veículo zero.

Ainda de acordo com o painel do MDIC, os benefícios concedidos para veículos de transporte de passageiros chegaram a R$ 140 milhões, e de transporte de cargas, R$ 100 milhões.

Segundo o MDIC, até o momento, os créditos autorizados foram divididos da seguinte forma:

  • FCA Fiat Chrysler: R$ 230 milhões;
  • Volkswagen: R$ 100 milhões
  • Hyundai: R$ 60 milhões;
  • Renault: R$ 60 milhões;
  • Peugeot Citroën: R$ 40 milhões;
  • General Motors: R$ 30 milhões;
  • Nissan: R$ 20 milhões;
  • Honda: R$ 10 milhões;
  • Toyota: R$ 10 milhões.

Fonte: g1.globo.com

STF define que piso da enfermagem deve ser pago no setor privado em caso de falta de acordo com sindicatos

ECONOMIA

O ministro Luís Roberto Barroso, durante sessão do STF — Foto: Carlos Moura/STF/08-02-2023
O ministro Luís Roberto Barroso, durante sessão do STF — Foto: Carlos Moura/STF

Em relação ao setor público ficou definido que piso deve ser pago por estados e municípios na medida de repasses federais.

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu, por oito votos a dois, que o piso nacional da enfermagem deve ser pago aos trabalhadores do setor público pelos estados e municípios na medida dos repasses federais.

Por voto médio, o Tribunal definiu que prevalece a exigência de negociação sindical coletiva como requisito procedimental obrigatório, mas que, se não houver acordo, o piso deve ser pago conforme fixado em lei.

Além disso, a aplicação da lei só ocorrerá depois de passados 60 dias a contar da publicação da ata do julgamento, mesmo que as negociações se encerrem antes desse prazo.

O voto médio foi necessário uma vez que, em relação ao setor privado, três correntes de votos foram registradas.

Além disso, ficou definido, por oito votos a dois, que o pagamento do piso salarial é proporcional à carga horária de oito horas diárias e 44 horas semanais de trabalho, de modo que se a jornada for inferior o piso será reduzido.

Pela primeira vez na história do STF, os ministros Luís Roberto Barroso, relator do caso, e Gilmar Mendes apresentaram um voto conjunto e se manifestaram pela confirmação da decisão que, em maio deste ano, havia restabelecido o piso salarial nacional de profissionais de enfermagem previsto na Lei 14.434/2022 e fixado diretrizes para a sua implementação.

Barroso e Gilmar disseram também, no seu voto conjunto, que novos pisos nacionais que venham a ser aprovados serão considerados inconstitucionais.

A ação foi proposta pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde). Da (Agência o Globo).

 

Mercado vê inflação abaixo dos 5% e projeta corte maior na Selic

ECONOMIA

Supermercado é o item que mais 'pesa' no orçamento dos brasileiros
Meta da inflação neste ano é de 3,25%, com teto de até 4,75%ç na prévia da inflação de junho, acumulado ficou em 3,40% – Foto/Divulgação

Os 4,98% do IPCA seguem acima do teto da meta, de 4,75%, mas mostram trajetória de desinflação; analistas estimam juros em 12% neste ano.

A estimativa para o índice oficial de inflação do Brasil estão abaixo do patamar dos 5% pela primeira vez neste ano. Segundo dados compilados pelo Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 3, os analistas do mercado financeiro projetam o IPCA a 4,98%. O patamar ainda é maior que o limite da meta de inflação, de 4,75%, mas mostra uma importante trajetória de desaceleração. Há um mês, por exemplo, o mercado estimava o IPCA em 5,69%.

A inflação projetada pelos analistas é menor do que a vista pelo Banco Central, responsável pelas decisões de política monetária. No relatório trimestral de inflação, o BC estima o IPCA em 5,28% ao fim do ano.

A trajetória de desaceleração da inflação é importante para o corte a taxa de juros, como sinalizado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em sua última ata. Nos 12 meses até junho, a prévia da inflação (IPCA-15) ficou em 3,40%. No mesmo período de 2022, o acumulado era de 12,04%. Para o próximo ano, os analistas projetam inflação a 3,92%, dentro do teto da meta, que vai até 4,5%.

A inflação mais controlada aumenta as apostas (e a pressão, por parte do governo) de cortes na taxa Selic, hoje em 13,75%. Os analistas projetam que a Selic encerre o ano em 12%, abaixo dos 12,25% na semana passada. Isso significa que, o mercado espera redução de até 1,75% nas próximas quatro reuniões do Copom até o fim de 2024, a projeção é de Selic a 9,5%.

Além de inflação e juros, os analistas consultados pelo BC também projetam um PIB ligeiramente maior. Segundo o Focus, a economia deve avançar 2,19% neste ano, oitava revisão consecutiva para cima. A estimativa é 0,01 superior que na semana passada e 0,5 ponto percentual superior que há quatro semanas. Inf. (VEJA).

 

 

 

 

 

 

Pagamento da segunda parcela do 13º salário do INSS começa nesta segunda-feira (3)

ECONOMIA

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O pagamento da segunda parcela do 13º salário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de quem ganha mais de um salário mínimo de aposentadoria, pensão e demais benefícios começa a ser feito nesta segunda-feira (03) e vai até a próxima sexta-feira (07). Para os beneficiários que recebem até um salário mínimo – no valor que foi reajustado em 1º de maio deste ano (R$ 1.320,00), a segunda parcela começou a ser paga na semana passada. O saque pode ser feito em caixas eletrônicos e casas lotéricas.

De acordo com o professor de Economia do Ibmec Brasília, Renan Silva, a antecipação do dinheiro vai impactar de maneira positiva alguns setores da economia.

“A antecipação deve atingir algo em torno de 30 milhões de pessoas e representa uma injeção em torno de R$ 28 bilhões no mercado de compras e serviços, melhorando a atividade econômica, principalmente, no setor de hipermercados, supermercados, atacadões e varejo em geral”, afirmou.

Segundo o professor, “o pagamento beneficia também o setor de serviços, que apresentou uma retração no primeiro semestre de 2023, além de ser um alento para algumas famílias endividadas”.

Na análise do especialista Hugo Garbe, grande parte da economia do país é impulsionada pelo consumo das famílias e, quando recebem o dinheiro do 13º salário, naturalmente voltam a comprar e a consumir, provocando a movimentação de vários setores.

Por outro lado, o economista alerta que a melhor maneira de as pessoas investirem o dinheiro recebido é dar atenção, em primeiro lugar, ao pagamento das contas que tenham taxas de juros mais elevadas. “Então você tem ali algumas dívidas, veja qual é a dívida que tem a taxa de juros mais alta e faça o pagamento”, orientou.

“O cartão de crédito e o cheque especial, por exemplo, e, depois, o ideal é que invista parte desse dinheiro em uma reserva de emergência; precisa pelo menos de cinco salários, cada família, de reserva de emergência”, aconselhou o especialista. As informações são do Brasil 61.

Governo muda sistema de meta de inflação e fixa alvo contínuo de 3%

ECONOMIA

Foto da matéria: Governo muda sistema de meta de inflação e fixa alvo contínuo de 3%
Imagem ilustrativa

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o regime deixará de se pautar pelo modelo de ano-calendári

Depois de 24 anos, o Brasil terá um novo sistema de metas de inflação. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o regime deixará de se pautar pelo modelo de ano-calendário (de janeiro a dezembro), que vigora desde 1999, para seguir um objetivo contínuo. A mudança vai valer a partir de 2025, com uma meta estabelecida em 3% – com intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

O anúncio foi feito depois de reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), que é integrado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento (Simone Tebet) e ainda pelo presidente do Banco Central (Roberto Campos Neto).

Segundo Haddad, ele fez apenas uma “comunicação” ao CMN sobre a alteração do regime de metas por “lealdade” ao BC, já que a decisão é uma atribuição do presidente da República – resolvida por meio de decreto. Nem Haddad nem Simone deram previsão de quando o ato do Executivo será publicado.

“Essa decisão não cabe ao CMN, o que fiz foi comunicar. Até por lealdade ao BC, para que ele não fosse surpreendido por decreto do governo sem ser comunicado. Aproveitei a reunião do CMN, que discute exclusivamente meta, e comuniquei a decisão do governo, que é competência do presidente da República”, disse ele, acrescentando que não houve objeção de Campos Neto à alteração.

Pelo anúncio feito ontem, o BC passará a considerar um horizonte maior de tempo para cumprir as metas de inflação – de 24 meses. Mas isso não foi detalhado. Em outro momento, Haddad disse que isso será definido pela autarquia.

Na prática, com o regime contínuo o País vai perseguir uma meta única para a inflação ao longo do tempo, repetindo o modelo que existe hoje na maioria das economias desenvolvidas, como os Estados Unidos. Na avaliação de especialistas, no caso brasileiro a mudança de regime pode ajudar a suavizar os movimentos de baixa e de alta dos juros nos casos de algum choque inflacionário.

Entre março de 2021 e agosto de 2022, por exemplo, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou os juros de 2% para o atual patamar de 13,75% ao ano na tentativa de combater o aumento da inflação depois dos choques provocados pela pandemia. “Os choques de inflação levam tempo para dissipar.

Às vezes, não precisa ter um custo tão alto. (Com a meta contínua) O ciclo poderia ter sido interrompido numa taxa de juros um pouco menor. Não teria impacto negativo tão forte, desacelerando a economia e o crédito”, afirma Rafaela Vitória, economista-chefe do banco do Inter.

Um outro ponto destacado é o de que o novo regime reduz o risco de populismo econômico. Para deixar a inflação dentro dos limites estabelecidos pela meta, muitos governantes optavam por segurar tarifas de transporte público, preços de combustíveis e de energia elétrica.

UNÂNIME

A ministra do Planejamento também frisou que não houve objeção para a mudança do sistema, e que a troca está convergente com os indicadores de mercado. “Os votos foram por unanimidade, e não houve objeção. As expectativas do mercado e o Focus, do Banco Central, já mostram que em 2024, 2025 e 2026 estamos dentro da meta (de inflação). Consequentemente, não tinha sentido (mudar esse nível)”, disse ela, reiterando que esta também foi a análise técnica do Ministério do Planejamento.

Haddad explicou que a mudança a partir de 2025 foi definida porque será a data em que se iniciará o mandato do próximo presidente do Banco Central (Campos Neto deixará o cargo em dezembro de 2024).

Os alvos para a meta de inflação em 2023 (de 3,25%), 2024 (3%) e 2025 (3%) já estavam estabelecidos pelo CMN, todos com uma banda de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima e para baixo. Com a mudança no regime, a meta de 2026 em diante também ficará em 3%. As anteriores permaneceram inalteradas. * Por (Estadão Conteúdo).

 

Você pode ter direito: saiba como pedir estorno de tarifas bancárias

ECONOMIA

Banco Central
Banco Central Gil Ferreira/Agência CNJ

Todo banco deve oferecer ao cliente opção de contratar serviços essenciais. Quando o cliente não for informado sobre o serviço pelo banco, tem direito a solicitar o estorno das tarifas.

Quem tem conta corrente e paga tarifa pode solicitar reembolso à sua instituição financeira. Isso porque, de acordo com a Resolução 3.919, de 2010, todo banco deve oferecer ao cliente opção de contratar serviços essenciais. Nesse caso, eles pagam apenas pelos serviços avulsos tarifados segundo a regulamentação. Quando o cliente não for informado sobre o serviço pelo banco, tem direito a solicitar o estorno das tarifas.

— Às vezes a não temos noção do direito que temos. Quando você não foi informado de nada e o banco coloca o pacote mais caro você tem direito, sim, a pedir reembolso — ensina Nath.

Atualmente, a publicação conta com mais de 30 mil curtidas e relatos de pessoas que trocaram de serviço. É o caso da Bárbara Franzin, 39, que trabalha com planejamentos. Após ver a postagem, ela resolveu aderir ao pacote de serviços essenciais. Bárbara, que é cliente Bradesco, comenta ter feito a mudança pelo próprio aplicativo do banco. A partir do dia 1º de julho, ela não será mais cobrada pelas tarifas. Franzin revela que ja pensa em solicitar o reembolso .

— A tarifa que eu pagava nem era tão alta, mas se eu tenho direito não tem porque não usar. Já vi pessoas, nos comentários, contando que conseguiram estorno de até seis meses de tarifas pagas comenta ela.

Especialistas afirmam que caso o cliente deseje solicitar a mudança para não pagar tarifas ou até mesmo pedir o estorno, o banco deve permitir que o faça.

— A instituição financeira não pode negar o seu pedido, ou sequer dificultar o processo. Então, caso isso ocorra, o que pode ser feito é uma denúncia ao Banco Central, e uma reclamação ao SAC e à ouvidoria do banco, ou ao Procon — comenta a especialista em investimentos e fundadora da As Investidoras, Júlia Abi-Sâmara.

Uma sugestão ao optar por um plano é que os clientes avaliem quais são suas necessidades em relação ao uso da conta, como quantidade de saques feitos por mês, folhas de cheques utilizadas e transferências entre contas da mesma instituição.

O que dizem os bancos

A Federação Nacional dos Bancos (Febraban) afirmou que todos os bancos cumprem com a regulamentação do Banco Central e caso o cliente tenha aderido a uma opção de serviços tarifada e opte por mudar para os serviços essenciais, não existe custo para esta mudança .

Procurado, o Banco Bradesco informou que os serviços essenciais gratuitos estão à disposição de todos os clientes que podem optar por eles em qualquer momento por meio de diferentes canais. Da mesma forma, o Itaú Unibanco informou que a contratação de pacotes de tarifas é realizada somente mediante aceite e conhecimento dos clientes.

Já o Santander informou que sempre oferece serviços essenciais gratuito para pessoa física e que aconselha os seus clientes a escolherem opções que façam mais sentido para eles A Caixa Econômica Federal comentou que a gratuidade para os serviços essenciais é garantida para todos. Nenhum dos bancos citados deram informações sobre a solicitação de reembolso ao cliente.

O Banco do Brasil não respondeu aos questionamentos do EXTRA.

Como solicitar

Os clientes que decidirem solicitar reembolso devem entrar em contato, primeiro, com o próprio banco, através do serviço de atendimento ao consumidor ou por meio da ouvidoria da instituição.

Especialista em finanças pessoais da Escola de Negócios da PUC-Rio, Graziela Fortunato orienta que esses clientes não esqueçam de pedir o número do protocolo e que guardem o documento para caso não haja ressarcimento.

— Entrou em contato com o SAC ou a ouvidoria do banco, não deixe de pegar o número do protocolo. Com ele você consegue fazer denuncia em outras instituições — avisa Graziela.

Caso a reclamação não seja atendida, o cliente deve entrar em contato com o Banco Central, ir no site do consumidor ou até mesmo na página do Procon. O protocolo deve ser informado para que o cliente entre com um processo de ressarcimento.

A transferência via Pix se popularizou. Mas mesmo sendo gratuita, especialistas orientam que o cliente tenha um pacote essencial.

— Primeiro porque a gratuidade é sempre algo bom. Vamos supor que a pessoa tenha Pix e use isso com certa frequência. Trata-se de uma boa opção porque ela não vai precisar usar o limite de duas transferências que o banco dá de gratuidade — explica Graziela Fortunato. As informações são do (EXTRA).

Concessionárias limitam venda de carros com descontos por receio de fim do plano

ECONOMIA

Concessionárias limitam venda de carros com descontos por receio de fim do plano
Imagem ilustrativa

O programa de ‘carro popular’ do governo Lula foi lançado há três semanas.

Os compradores de carros precisam de sorte para encontrar veículos novos que ainda estejam à venda com o desconto dado pelo governo federal e as concessionárias já limitam as opções disponíveis nas negociações.

Segundo Andreta Jr, presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), as concessionárias tiveram movimento recorde no último final de semana.

“Apesar de ainda não termos o resultado dos emplacamentos consolidados, já que muitos pedidos ainda estão em vias de ser atendidos, há grandes chances de termos ultrapassado a marca dos R$ 500 milhões oferecidos, em bônus tributários pelo governo federal”, disse.

A reportagem entrou em contato com concessionárias da capital paulista. Em uma rede da Fiat, uma vendedora informou que a loja não vende mais carros com desconto, pois há risco de que na hora de a compra ser faturada, o benefício pode já ter se esgotado.

Apesar disso, a rede continua oferecendo abatimentos. Após alguma negociação, seria possível comprar um Fiat Mobi por R$ 59.700, cerca de R$ 1.000 a mais do que o preço que considerava o desconto do governo.

Em outra rede de concessionárias da Fiat, ainda havia Fiat Mobi 2023/24 por R$ 59.990, desde que o faturamento fosse feito até sexta (30). Os modelos 2023/23 com desconto, mais baratos, já haviam acabado.

Em uma loja da Renault, também não havia mais modelos Kwid com desconto nesta segunda (26). A orientação era voltar a tentar nesta terça (27). Segundo uma vendedora, havia a possibilidade de que viesse uma nova determinação, que permitiria a retomada do benefício.

Já em uma rede da Chevrolet, também havia apenas a versão 2024 mais cara do Ônix 1.0 com desconto. O modelo 2023 com o benefício não estava mais sendo vendido.

“Ficamos impressionados com o sucesso da medida, que fez o consumidor voltar a poder comprar um carro zero-quilômetro. Um novo aporte equivalente seria maravilhoso e igualmente absorvido em tempo recorde”, afirma o presidente da Fenabrave.

O programa de ‘carro popular’ do governo Lula foi lançado há três semanas.

O valor total disponível para a modalidade de veículos leves é de R$ 500 milhões. Os descontos patrocinados pelos cofres públicos vão de R$ 2.000 a R$ 8.000, mas muitas empresas têm aplicado margens maiores por conta própria.

No entanto, até sexta (23), R$ 420 milhões, ou 84% do total disponível para cobrir os descontos, já havia sido usado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Os números disponíveis ainda não consideram as vendas do último fim de semana.

Considerando todos os tipos de veículo, o programa já consumiu R$ 660 milhões de R$ 1,5 bilhão disponível (além dos R$ 500 milhões para carros, há R$ 700 milhões em recursos para caminhões e R$ 300 milhões para vans e ônibus).

Até 5 de julho, há exclusividade das vendas de carros para pessoa física, sendo que a partir daí o programa fica liberado também para empresas.

Apesar da procura, o governo tem sinalizado que não vai ampliar a medida devido à necessidade de controle das contas públicas. Na semana passada, por exemplo, o vice-presidente Geraldo Alckmin indicou que dificilmente haverá injeção de novos recursos do governo.

“Isso vai ser decidido um pouco mais para frente. Provavelmente, essa não é uma decisão definitiva, mas provavelmente quando acabar os R$ 500 milhões, acabou o programa, o estímulo”, afirmou. Fonte (FolhaPress).

Gasolina deve ficar R$ 0,34 mais cara a partir de sábado com volta de impostos

ECONOMIA

Aumento de impostos ocorre apesar de o governo Lula negar a informação ao R7
Foto/Divulgação

A retomada da cobrança total dos impostos federais nos combustíveis deve deixar o etanol também mais caro, segundo Abicom.

O litro da gasolina poderá ficar R$ 0,34 mais caro a partir do próximo sábado (1º). No etanol, o aumento deverá ser de R$ 0,11 por litro. É o que diz a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).

A expansão do valor nas bombas prevista ocorrerá por conta da volta total dos impostos federais sobre as fontes de energia. Em março, a reoneração aconteceu de forma parcial. Agora, a parcela restante voltará a incidir.

A medida foi planejada pelo governo Lula como uma forma de diminuir o impacto nos postos. A desoneração foi implementada pela administração passada, de Jair Bolsonaro, às vésperas das eleições.

Gasolina A é aquela que chega às refinarias. Por sua vez, a Gasolina C é a que fica à venda nas bombas

Segundo a Abicom, os encargos terão impacto total de aproximadamente R$ 0,68 no litro de gasolina. Serão R$ 0,07 de Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e R$ 0,61 de PIS/Cofins (Programa de Integração Social e Contribuição para Financiamento da Seguridade Social).

Sobre o etanol, o crescimento de cobrança tributária diz respeito apenas ao Pis/Cofins.

Busca por receitas

A maior cobrança de impostos sobre os combustíveis acontece em meio à tentativa do governo federal de aumentar a arrecadação sem cortar gastos. A ideia é controlar as contas públicas.

A regra fiscal proposta pela equipe econômica do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, prevê aumento total de até R$ 150 bilhões nas receitas.

Por isso, especialistas contrários ao projeto de lei afirmam que o arcabouço fiscal resultará em aumento de impostos.

“Quando se fala em ‘aumento de arrecadação’, significa que você [o contribuinte] vai pagar mais imposto. Esse aumento necessário para ter o equilíbrio fiscal é muito grande. Ou seja, nós, brasileiros, vamos ter que pagar mais tributos ao Estado”, opina Rodrigo Saraiva, membro do conselho administrativo do Instituto Mises Brasil.

Apesar disso, o Ministério da Fazenda alega que a proposição “não vai aumentar a carga tributária”.

“A proposta não prevê novos tributos ou aumentos das alíquotas atuais. Aliás, o novo regime está alinhado a outra proposta de extrema importância, a Reforma Tributária, que está em sua primeira etapa focada na tributação sobre consumo (impostos indiretos) e também não vai elevar impostos, mas sim corrigir o caráter ineficiente e regressivo do atual sistema tributário, que penaliza a produção e também quem está na parte de baixo da pirâmide social”, declarou a Fazenda ao R7.

Porém, é fato que algumas medidas de criação ou aumento de impostos já estão sendo debatidas pelo ministro Fernando Haddad. E não só nos bastidores. Isso, além dos tributos sobre os combustíveis. Três delas são:

1. Taxação de apostas esportivas. Previsão de arrecadação: R$ 12 bilhões a R$ 15 bilhões por ano;
2. Taxação de lojas digitais, como a Shein. Previsão de arrecadação: R$ 7 bilhões a R$ 8 bilhões;
3. Veto à equiparação a custeio de subvenção a investimentos estaduais. Previsão de arrecadação: R$ 85 bilhões a R$ 90 bilhões. Fonte (R7).

INSS começa a pagar hoje a segunda parcela do 13º de aposentados e pensionistas

ECONOMIA

Pagamento vai até o dia 7 de julho
Pagamento vai até o dia 7 de julho – Foto/Divulgação

Calendário do abono vai até o dia 7 de julho. Pagamento se inicia com segurados que ganham um salário mínimo (R$ 1.320).

Aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) começam a receber nesta segunda-feira (26), junto com o benefício normal, a segunda parcela do 13° salário antecipado. O calendário de pagamento segue até o dia 7 de julho.

Os primeiros contemplados com a antecipação do pagamento do abono salarial são os segurados que têm cartão de benefício com final 1 (dígito antes do traço) e que recebem até um salário mínimo (R$ 1.320).

Para quem ganha acima do piso nacional, os créditos serão feitos de 3 a 7 de julho, a começar pelos segurados que têm final de matrícula 1 e 6. A segunda parcela do abono vem com desconto do Imposto de Renda.

Para os benefícios concedidos após o mês de maio de 2023, o pagamento do abono anual será efetuado em parcela única, juntamente com a mensalidade da competência de novembro de 2023.

Calendário da segunda parcela

Quem recebe salário mínimo (R$ 1.320)

Final do benefício 1 – 26/6
Final do benefício 2 – 27/6
Final do benefício 3 – 28/6
Final do benefício 4 – 29/6
Final do benefício 5 – 30/6
Final do benefício 6 – 3/7
Final do benefício 7 – 4/7
Final do benefício 8 – 5/7
Final do benefício 9 – 6/7
Final do benefício 0 – 7/7

Quem recebe acima do salário mínimo

Final do benefício 1 e 6 – 3/7
Final do benefício 2 e 7 – 4/7
Final do benefício 3 e 8 – 5/7
Final do benefício 4 e 9 – 6/7
Final do benefício 5 e 0 – 7/7

Como consultar

O extrato já está disponível no site do instituto ou no aplicativo Meu INSS. A consulta e a impressão do documento podem ser feitas pela internet, no site da instituição. O processo é simples: basta acessar a página meu.inss.gov.br e utilizar a senha de acesso ao sistema. *Inf. (R7).

Governo já gasta mais com juros do que soma do Desenvolvimento Social, Saúde e Educação

ECONOMIA

Conta de juros soma atualmente 6,47% do tamanho do Produto Interno Bruto (PIB). Essa é a maior despesa proporcional para o mês de abril desde 2017
Conta de juros soma atualmente 6,47% do tamanho do Produto Interno Bruto (PIB). Essa é a maior despesa proporcional para o mês de abril desde 2017 Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Despesa disparou 133% em dois anos e Brasil pagou R$ 659,5 bi em juros nos últimos 12 meses, segundo dados do Banco Central.

O governo brasileiro pagou praticamente R$ 660 bilhões em juros da dívida pública nos últimos 12 meses. Essa despesa — paga pela sociedade via Tesouro Nacional — cresceu 35% em um ano e saltou 133% em dois anos.

O valor desembolsado em apenas um ano já ultrapassa a soma do orçamento previsto em 2023 de três dos maiores ministérios do governo: Desenvolvimento Social, Saúde e Educação.

O debate econômico recente no Brasil passa necessariamente pelo patamar de juros e o impacto que a política monetária restritiva gera nas empresas e nas famílias. Há, porém, outra face da discussão menos explorada: o pagamento de juros pelo próprio governo.

Dono de uma dívida de R$ 7,5 trilhões, o governo brasileiro é, na prática, a maior vítima ou beneficiário do patamar da taxa Selic. Isso acontece porque basicamente toda a dívida pública interna — em reais — é direta ou indiretamente influenciada pelas decisões do BC.

Se o Comitê de Política Monetária (Copom) eleva o juro, os títulos emitidos pelo Tesouro Nacional começam a pagar mais juros. Se a taxa cai, a despesa também começa a diminuir.

Nos últimos 12 meses, o governo pagou nessa conta exatos R$ 659,5 bilhões em juros da dívida, segundo dados do próprio Banco Central referentes a abril.

Em termos nominais, é o recorde da série histórica de mais de duas décadas, iniciada em 2002. E a conta explodiu nos últimos dois anos — exatamente no atual ciclo de aperto monetário.

Três ministérios juntos

O gasto com juros chama ainda mais atenção quando comparado às demais despesas do poder público. Uma das principais bandeiras da campanha eleitoral, o reforço dos programas sociais tem previsão de R$ 273,3 bilhões via Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome no Orçamento de 2023.

Esse é o segundo maior valor para um ministério no ano, e só perde para a Previdência.

Outros gastos importantes estão no Ministério da Saúde, que deve receber R$ 189,3 bilhões, e o Ministério da Educação, com R$ 163,8 bilhões no ano, conforme os dados do sistema Siga Brasil do Senado Federal.

Ou seja, a despesa com juros da dívida em 12 meses — de R$ 660 bilhões — já supera a soma do Orçamento previsto dos ministérios do Desenvolvimento Social, Saúde e Educação — que devem ter R$ 626,4 bilhões em 2023.O que mexe com a dívida?

É fácil entender como a taxa Selic afeta o gasto do governo brasileiro. Segundo o BC, 46,9% de toda a dívida pública interna segue exatamente taxa decidida pelo Copom. Outros 26% acompanham a inflação somada ao juro, 20,2% seguem taxas prefixadas e 5,7% estão atrelados ao câmbio.

Mesmo que não sigam diretamente a Selic, títulos do Tesouro atrelados à inflação ou prefixados também são afetados pelo BC. Em outras palavras: se a Selic cair, o Tesouro também pagaria menos nas novas emissões.

Outra maneira de avaliar o número é comparar ao tamanho da economia brasileira. Nessa comparação, a conta de juros soma atualmente 6,47% do tamanho do Produto Interno Bruto (PIB). Essa é a maior despesa proporcional para o mês de abril desde 2017. Por Fernando Nakagawa da CNN.

Caixa esperava arrecadar R$ 300 milhões por ano com cobrança de Pix para empresas e levará argumentos a Lula

ECONOMIA

Edifício- sede da Caixa Econômica Federal — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Edifício- sede da Caixa Econômica Federal — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Banco esperava arrecadar R$ 300 milhões por ano com o serviço e usar recursos para políticas públicas, mas medida foi suspensa por ordem do governo.

Estudos da Caixa Econômica Federal indicam que o banco esperava arrecadar R$ 300 milhões por ano com a cobrança de tarifas em transações via Pix para pessoas jurídicas. A medida foi anunciada na segunda-feira (19), mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que o banco suspendesse a medida após a repercussão negativa.

Fontes ouvidas pelo Valor afirmam que o banco levará os argumentos a Lula. O ponto principal será esclarecer que outros bancos, inclusive públicos, já praticam essa cobrança, e que a Caixa estaria “perdendo arrecadação” desde 2020 ao não tarifar as transações para clientes pessoa jurídica.

Esse montante de R$ 300 milhões seria necessário para o desenvolvimento de outras políticas públicas do banco. Membros da instituição também destacam que a Caixa iria cobrar a menor tarifa do mercado e que a decisão já estava tomada desde o ano passado – era aguardado somente o desenvolvimento do sistema operacional, que ficou pronto.

Nesta quarta-feira, a presidente da Caixa, Rita Serrano, falou sobre o assunto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que para Paris nesta noite. O Valor apurou que ela levou os argumentos a Haddad e, no retorno do presidente Lula ao Brasil, ele também deve participar de uma reunião sobre o tema.

Membros do banco avaliam que é importante tentar reverter a medida, pois temem que a ação palaciana seja interpretada como uma interferência do governo nas finanças públicas do banco e, consequentemente, causar problemas junto a órgãos reguladores, como o próprio Banco Central, que autoriza a cobrança em resoluções, e o Tribunal de Contas da União (TCU). Inf. (Valor Econômico-Globo).

Governo prorroga por 15 dias a exclusividade para pessoas físicas comprarem carro com desconto

ECONOMIA

Lula blindagem veículos
Foto: Renato Araújo/Agência Brasil

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio de Serviços (MDIC) prorrogou por mais 15 dias a exclusividade para pessoas físicas na compra de carros zero usando desconto. A decisão foi confirmada por meio de uma portaria assinada pelo ministro e presidente em exercício, Geraldo Alckmin, na tarde desta terça-feira (20). Ainda hoje, a edição extra do Diário Oficial da União (D.O.U.) deverá publicar a portaria com todas as informações sobre a prorrogação.

Há duas semanas, o governo anunciou medidas para tornar a compra de carros mais acessível aos brasileiros. O programa, que contou com a destinação de R$ 1,5 bilhão, foi dividido em R$ 500 milhões para automóveis, R$ 700 milhões para caminhões, e R$ 300 milhões para vans e ônibus. No entanto, o desconto para a compra de carros, que era exclusivo para pessoas físicas nos primeiros 15 dias, será prorrogado apenas por mais 15 dias, somando um total de 30 dias de exclusividade. Depois desse prazo, as empresas também poderão usufruir do benefício.

Segundo o governo, mais de 60% dos recursos destinados para incentivar a compra de carros já foram utilizados, o que indica uma forte adesão da população ao programa. Ainda assim, é importante ressaltar que quando a verba destinada ao programa acabar, os descontos também deixarão de ser ofertados. Por isso, é essencial que aqueles que têm interesse em adquirir um carro novo aproveitem essa oportunidade enquanto ela ainda está disponível. Inf. (Gazeta Brasil).

Novo valor de contribuição do MEI começa a valer nesta terça, confira valor

ECONOMIA

Contribuição de MEI vai aumentar 10,18%; novo valor já deve ser recolhido em fevereiro
Microempreendedor individual terá aumento de imposto – Foto/Divulgação

O valor da contribuição do MEI, com os impostos, ficará entre R$ 67 e R$ 72, dependendo da atividade; MEI Caminhoneiro pagará mais.

Os novos valores da contribuição de microempreendedores individuais (MEIs) começam a valer nesta terça-feira (20/6) para boletos com vencimento a partir desta data.

O valor, que antes era de R$ 65,10 (com o salário mínimo de R$ 1.302), agora subirá para R$ 66. O aumento acompanha o novo valor do mínimo, de R$ 1.320, anunciado no dia 1º de maio.

Para o MEI Caminhoneiro, que paga mais para a Previdência Social, a contribuição passa de R$ 156,24 para R$ 158,40.

Microempreendedores individuais e profissionais autônomos com regime tributário e previdenciário simplificado pagam 5% do salário mínimo por mês para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O MEI Caminhoneiro recolhe 12% do salário mínimo.

Valor adicional

Cada atividade tem um valor adicional de contribuição, variável de acordo com a área de atuação. Aqueles que têm atividade ligada ao comércio e à indústria pagam R$ 1 a mais referente ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual.

Os trabalhadores do setor de serviços pagam R$ 5 a mais do Imposto sobre Serviços (ISS), que é municipal.

Os valores a serem recolhidos pelo MEI, com os impostos, ficam assim:

R$ 67,00 para o MEI contribuinte do ICMS;

R$ 71,00 para o MEI contribuinte do ISS;

R$ 72,00 para o MEI contribuinte de ICMS e ISS.

*Fonte (Metrópoles).

Fiat lidera programa de desconto para carros populares com 26% dos recursos disponíveis

ECONOMIA

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Crédito: Reuters/Paulo Whitaker

As informações foram atualizadas nesta segunda-feira (19) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A Fiat, do grupo Stellantis, é a montadora que mais consumiu recursos do programa do governo Lula (PT) que busca reduzir o preço dos carros populares, com R$ 130 milhões em créditos tributários, o que representa 26% do total disponível.

A Fiat e a Renault são as duas montadoras que oferecem o maior desconto do programa. Há três versões do Fiat Mobi 1.0 Like Flex de quatro portas com o abatimento de R$ 8.000 e uma versão da Renault, o Kwid 1.0 Zen.

Neste fim de semana, o volume de recursos solicitados pelas montadoras para automóveis alcançou R$ 320 milhões. Com isso, já foram consumidos 64% do total de créditos tributários concedidos para a aplicação de descontos ao consumidor nessa modalidade em menos de 15 dias.

As informações foram atualizadas na tarde desta segunda-feira (19) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Entre as outras montadoras que aderiram ao plano, a Volks solicitou R$ 50 milhões, a Peugeot Citroen teve R$ 40 milhões autorizados e a Renault somou R$ 30 milhões em créditos. Completam os pedidos GM e Hyundai, com R$ 20 milhões, cada; e Honda, Nissan e Toyota, com R$ 10 milhões, cada, até o momento.

As montadoras podem pedir mais recursos na medida em que usarem os montantes solicitados até que o limite de R$ 500 milhões como crédito tributário para automóveis seja atingido.

A medida, prevista no lançamento para durar quatro meses, pode ser encerrada já nos próximos dias. Oficialmente, o governo nega as intenções de prorrogar o programa.

O pacote de desconto conta com 266 versões de automóveis e 32 modelos de nove montadoras. A lista foi atualizada na última sexta-feira (16), quando entraram mais 33 versões e um novo modelo o Honda City nas versões Hatch EX e Sedan EX, com R$ 4.000 de desconto.

Mais modelos na lista

Como a lista é dinâmica, outros modelos podem ser incluídos pelas montadoras a qualquer momento. Os descontos vão de R$ 2.000 a R$ 8.000, podendo alcançar valores maiores a critério das fábricas e concessionárias, e são válidos para veículos novos com preços de mercado até R$ 120 mil.

Menor preço, maior eficiência energética e maior densidade industrial (capacidade de gerar emprego e crescimento no entorno) foram os três critérios levados em conta para a definição das faixas de desconto. Quanto maior a pontuação nesses requisitos, maior o desconto aplicável.

O programa também é destinado para o barateamento de caminhões e ônibus, com descontos que vão de R$ 33,6 mil a R$ 99,4 mil. Ao todo, o programa soma R$ 1,5 bilhão em recursos sendo R$ 500 milhões para carros. São R$ 700 milhões para caminhões e R$ 300 milhões para ônibus.

Dez montadoras aderiram ao programa na modalidade ônibus e 13 na modalidade caminhões. Até o momento, o volume de recursos solicitados atingiu R$ 100 milhões para caminhões (14% do teto) e R$ 130 milhões para ônibus (43% do total disponível).

Para caminhões e ônibus novos, os descontos aumentam conforme os veículos vão ficando mais caros. Podem ser adquiridos modelos leves, semileves, médios, semipesados e pesados; e ônibus urbanos e rodoviários. Por Folhapress.