Mais Médicos: 407 profissionais começam a atuar em 22 estados

SAÚDE 

Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Cerca de 24,9 mil profissionais já trabalham em 4,2 mil municípios

A partir desta semana, 407 médicos formados no exterior e que concluíram o Módulo de Acolhimento e Avaliação do Programa Mais Médicos começam a atuar no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Ministério da Saúde, a previsão é que o grupo atue em 180 municípios e 15 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), distribuídos em 22 estados.

“Com a chegada desses médicos, o Ministério da Saúde espera impactos positivos nas comunidades atendidas, como a ampliação do acesso aos serviços de saúde na atenção primária, a redução do tempo de espera por atendimento com a utilização do prontuário eletrônico do SUS (e-SUS APS), além de avanços significativos na saúde indígena”, destacou a pasta em nota.

De acordo com o comunicado, antes de iniciarem as atividades, os profissionais de saúde passaram por um treinamento específico para atuar em situações de urgência e emergência e também no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões onde vão atuar, incluindo a malária.

“Com o objetivo de assegurar a eficácia do programa e a qualidade do atendimento prestado à população, a pasta acompanha de perto o desempenho dos profissionais. Um dos principais instrumentos de monitoramento é o e-SUS APS, que permite registrar e acompanhar o histórico dos pacientes, facilitando a integração entre a atenção primária e os demais níveis de cuidado,” informa inda o ministério.

Números 

Atualmente, cerca de 24,9 mil profissionais do Mais Médicos atuam em 4,2 mil municípios – 77% do território nacional. Dentre as cidades, 1,7 mil, segundo o ministério, apresentam altos níveis de vulnerabilidade social. A meta é alcançar 28 mil profissionais no programa até o final de 2025.


“Em dezembro de 2024, o programa registrou um marco ao atingir o maior número de médicos em atividade nos Distritos Sanitários Indígenas (DSEIs), com 601 profissionais atuando nessas regiões”, destacou a pasta.

Por Agência Brasil

Ministério da Saúde quer incorporar vacina contra chikungunya ao SUS

SAÚDE 

SHAMMIKNR/PIXABAY

Vacina foi desenvolvida pelos laboratórios Valneva e Butantan  

Ministério da Saúde vai pedir a incorporação da vacina contra chikungunya no Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante, produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa farmacêutica Valneva, teve seu registro aprovado esta semana pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em nota, o ministério informou que o pedido de incorporação será encaminhado à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) “para adoção das medidas imediatas necessárias para dar seguimento à avaliação da oferta do novo imunizante na rede pública de saúde”.

A expectativa da pasta é que, uma vez aprovada e havendo capacidade produtiva, a vacina seja incorporada ao Programa Nacional de Imunizações.

Entenda

A vacina foi desenvolvida pelo laboratório Valneva em parceria com o Instituto Butantan e, segundo o ministério, representa um avanço significativo no enfrentamento de arboviroses.

A chikungunya é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, também vetor da dengue e do vírus Zika. A doença causa febre alta e dores intensas nas articulações, podendo evoluir para dor crônica em alguns casos.

O vírus foi introduzido no Brasil em 2014 e, atualmente, todos os estados brasileiros registram casos. Até o dia 14 de abril, o país já havia registrado 68,1 mil casos da doença, com 56 óbitos confirmados.

Tecnologia nacional 

Ainda de acordo com a pasta, a vacina aprovada pela Anvisa já havia sido aprovada por agências regulatórias internacionais como a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, e a Agência Europeia de Medicamentos, para uso em adultos.

O imunizante é uma vacina recombinante atenuada, de dose única, indicada para pessoas a partir de 18 anos que estejam em risco elevado de exposição ao vírus. A dose é contraindicada para gestantes e indivíduos imunocomprometidos.

A previsão é que a produção inicial do imunizante aconteça na Alemanha, pela empresa IDT Biologika GmbH, com previsão de transferência de tecnologia para fabricação futura no Brasil pelo Instituto Butantan.

Por Agência Brasil

Anvisa aprova vacina contra chikungunya do Instituto Butantan e Valneva; entenda os próximos passos

SAÚDE

Vacina da dengue desenvolvida pelo Butantan oferece proteção contra os quatro sorotipos, diz instituto.
Vacina da dengue desenvolvida pelo Butantan oferece proteção contra os quatro sorotipos, diz instituto. — Foto: Pexels

Dados do estudo clínico mostraram que o 98,9% dos participantes produziram anticorpos que neutralizavam o vírus

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (14) a vacina contra chikungunya. O imunizante poderá ser aplicado em pessoas a partir de 18 anos de idade. O pedido foi encaminhado pelo Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceria com a Valneva, empresa farmacêutica franco-austríaca.

Esta é a primeira vacina autorizada contra a doença, que pode causar dor crônica nas articulações e afetou 620 mil pessoas no mundo só em 2024. Os países com mais casos da doença são Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia.

O imunizante contra a chikungunya já recebeu aprovação nos Estados Unidos e na União Europeia. A vacina foi avaliada nos Estados Unidos em 4 mil voluntários de 18 a 65 anos, tendo apresentado um bom perfil de segurança e alta imunogenicidade.

De acordo com resultados do estudo-clínico publicado na revista científica The Lancet, 98,9% dos participantes do ensaio clínico produziram anticorpos neutralizantes, com níveis que se mantiveram robustos por ao menos seis meses.

De acordo com o Instituto Butantan, o parecer favorável da Anvisa representa um importante passo na aprovação da versão do instituto do imunizante, que já está em análise pela agência reguladora. As duas vacinas têm praticamente a mesma composição e a versão do Instituto Butantan será adequada à possível incorporação no enfrentamento da doença em nível de saúde pública.

No estudo clínico de fase 3 feito com adolescentes brasileiros, publicado na The Lancet Infectious Diseases em setembro de 2024, após uma dose da vacina, foi observada presença de anticorpos neutralizantes em 100% dos voluntários com infecção prévia e em 98,8% daqueles sem contato anterior com o vírus.

A proteção foi mantida em 99,1% dos jovens após seis meses. A maioria dos eventos adversos registrados após a vacinação foi leve ou moderada, sendo os mais relatados dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre.

Próximos passos da vacina do Butantan

Mas para que o produto chegue, de fato, aos braços da população, alguns passos regulatórios ainda devem ser cumpridos.

Instituto Butantan está trabalhando em uma versão com parte do processo realizado no Brasil. As modificações usam componentes nacionais e será melhor adequado à incorporação pelo SUS, pendente análise pela CONITEC, Programa Nacional de Imunizações e demais autoridades de saúde.

“A partir da aprovação pelo CONITEC, a vacina poderá ser fornecida estrategicamente. No caso da chikungunya é possível que o plano do Ministério seja vacinar primeiro os residentes de regiões endêmicas, ou seja, que concentram mais casos”, afirma Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.

O imunizante contra chikungunya do Butantan e da Valneva é um caso inovador no mundo por ser o primeiro a ser inicialmente aprovado com base em dados de produção de anticorpos. Tradicionalmente, vacinas são aprovadas com estudos que mostram a eficácia, comparando a incidência de casos entre pessoas vacinadas e não vacinadas. Mas como a circulação do vírus da chikungunya não é tão frequente, as agências reguladoras decidiram pela aprovação a partir do percentual de anticorpos neutralizantes.

Escolas terão campanha de vacinação entre 14 e 25 de abril

SAÚDE 

Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Programa Saúde na Escola pretende imunizar 27,8 milhões de estudantes 

As escolas públicas de 5.544 municípios de todas as regiões do país terão campanha de vacinação entre os dias 14 e 25 de abril. A ação visa atualizar a caderneta de vacinação dos estudantes, com foco em crianças e jovens de até 15 anos, e integra o Programa Saúde na Escola, dos ministérios da Saúde e da Educação.

O ministro Alexandre Padilha explicou que as escolas devem avisar os pais e a comunidade escolar com cinco dias de antecedência sobre a visita da equipe de saúde para realização de atendimentos de saúde, como vacinação e ações de de saúde bucal.

“Nossa recomendação é que as escolas avisem quando vai ter aquela ação, exatamente para os pais poderem assinar [o termo de] consentimento, para os pais mandarem a caderneta de vacinação para que exista essa atualização”, destacou Padilha.

Se as equipes de saúde identificarem na escola uma criança que precisa ser vacinada e, por exemplo, não tem o termo de consentimento dos responsáveis ou a caderneta de vacinação não foi enviada, os profissionais terão alternativas. “Se acontecer de os pais esquecerem de mandar a caderneta de vacinação, a família pode ficar tranquila porque pode ser atendida na unidade básica de saúde ou essa equipe [de saúde] vai até a casa dessa família para explicar a necessidade de vacinar essa criança”, disse o ministro.

Para custear a vacinação nas escolas públicas, o Ministério da Saúde destinou R$ 150 milhões, sendo R$ 15,9 milhões enviados para os estados e R$ 134 milhões destinados aos municípios. Os repasses serão feitos de acordo com o número de escolas de cada região, as dificuldades logísticas para entrega das doses e necessidades específicas.

Registro na caderneta 

Uma novidade anunciada pelo Ministério da Saúde é que, a partir deste ano, as doses aplicadas nas escolas ou por encaminhamento escolar devem ser registradas na caderneta de vacinação com a opção “Vacinação Escolar”. O registro padronizado permitirá monitoramento mais preciso do impacto da iniciativa. “A vacinação nas escolas passa a ser reconhecida como estratégia específica de imunização”, disse em nota o Ministério da Saúde.

Saúde na escola 

A vacinação dentro das escolas é uma das ações do Programa Saúde na Escola, criado em 2007 para promover saúde e educação integral e que desenvolve também iniciativas de saúde mental, saúde bucal, educação ambiental, sobre tudo contra arboviroses (doenças virais transmitidas por insetos, com a dengue), entre outras.

O programa federal conta com a participação de 5.544 municípios, envolvendo 27,8 milhões de alunos de 109,8 mil escolas, que representam 80% das instituições da rede pública de ensino.

A secretária Ana Luiza Caldas apontou que a adesão dos municípios ao Saúde na Escola é histórica e que o governo federal irá atrás de municípios ainda não atendidos e interessados em participar do programa.

De acordo com a pasta, a partir da adesão ao programa, 4,3 milhões de estudantes passaram a ter acesso às ações de promoção da saúde e prevenção promovidas pela iniciativa desde 2022.

Ana Luiza Caldas esclareceu que o Ministério da Saúde priorizou a escolha de escolas localizadas em comunidades de povos tradicionais e, principalmente, aquelas que têm pelo menos 50% dos seus estudantes com algum tipo de benefício de transferência de renda. “A gente atrela [o programa] a essas ações intersetoriais e já tem alcançado, cada vez mais, saúde, educação. Gerando cidadania nesses territórios”, ressaltou a secretária.

Das 109,8 mil escolas participantes do Programa Saúde na Escola, 53,6 mil têm maioria de alunos atendidos pelo Bolsa Família. Outras 2.220 escolas estão em territórios quilombolas e 1.782, em comunidades indígenas.

Entre 2022 e 2024, os maiores crescimentos de atendimentos dos alunos foram registrados nas áreas de saúde mental (77,68%), atividade física (73,61%), saúde bucal (67,01%) e verificação da situação vacinal (35,30%).

A mobilização foi lançada nesta quinta-feira (10), na sede do Ministério da Saúde, em Brasília. De acordo com a pasta, os objetivos da campanha são:

  • ampliar a cobertura vacinal;
  • reduzir doenças que podem ser evitadas por meio da vacinação (imunopreveníveis);
  • combater a desinformação e informações incorretas que possam levar à recusa vacinal;
  • conscientizar sobre a importância da imunização.

A meta do governo federal é vacinar 90% dos estudantes – crianças e adolescentes menores de 15 anos – destas escolas.

As doses serão aplicadas conforme a faixa etária de indicação. Serão aplicados os seguintes imunizantes:

  • febre amarela;
  • tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • DTp (tríplice bacteriana);
  • meningocócica ACWY;
  • HPV [Papilomavírus Humano].

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (ao centro na foto), destacou as vantagens da mobilização nacional no ambiente escolar.

“É uma grande ação de mobilização que aproxima as equipes de saúde da família e de atenção primária em saúde do espaço da escola. Também facilita a vida para os pais, porque, muitas vezes, o pai e a mãe estão na hora de trabalho e não conseguem ir à unidade básica de saúde. Então, facilita para que a sua criança seja atendida na própria unidade básica de saúde, tenha orientação de saúde bucal, orientação de saúde mental e também a vacinação na própria escola”, disse Padilha.

Aplicação das doses 

A aplicação das vacinas do Programa Saúde na Escola será realizada exclusivamente por equipes do Sistema Único de Saúde (SUS). A participação dos alunos está condicionada à autorização dos pais ou responsáveis.

As imunizações poderão ocorrer dentro das próprias unidades de ensino e também nas unidades básicas de saúde, se os estudantes forem levados pela comunidade escolar até lá, mediante autorização prévia.

A secretária de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas, informou que a intensificação da ação nas instituições de ensino nas próximas duas semanas oferece mais uma alternativa aos pais dos alunos que precisam imunizar seus filhos. “Isso não restringe o acesso dos nossos estudantes dos pais, responsáveis, gestores de continuarem a vacinação nas unidades básicas de saúde nos estabelecimentos que se encontram no território.”

A secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falam sobre a vacinação nas escolas – Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro Alexandre Padilha explicou que as escolas devem avisar os pais e a comunidade escolar com cinco dias de antecedência sobre a visita da equipe de saúde para realização de atendimentos de saúde, como vacinação e ações de de saúde bucal.

“Nossa recomendação é que as escolas avisem quando vai ter aquela ação, exatamente para os pais poderem assinar [o termo de] consentimento, para os pais mandarem a caderneta de vacinação para que exista essa atualização”, destacou Padilha.

Se as equipes de saúde identificarem na escola uma criança que precisa ser vacinada e, por exemplo, não tem o termo de consentimento dos responsáveis ou a caderneta de vacinação não foi enviada, os profissionais terão alternativas. “Se acontecer de os pais esquecerem de mandar a caderneta de vacinação, a família pode ficar tranquila porque pode ser atendida na unidade básica de saúde ou essa equipe [de saúde] vai até a casa dessa família para explicar a necessidade de vacinar essa criança”, disse o ministro.

Para custear a vacinação nas escolas públicas, o Ministério da Saúde destinou R$ 150 milhões, sendo R$ 15,9 milhões enviados para os estados e R$ 134 milhões destinados aos municípios. Os repasses serão feitos de acordo com o número de escolas de cada região, as dificuldades logísticas para entrega das doses e necessidades específicas.

Registro na caderneta 

Uma novidade anunciada pelo Ministério da Saúde é que, a partir deste ano, as doses aplicadas nas escolas ou por encaminhamento escolar devem ser registradas na caderneta de vacinação com a opção “Vacinação Escolar”. O registro padronizado permitirá monitoramento mais preciso do impacto da iniciativa. “A vacinação nas escolas passa a ser reconhecida como estratégia específica de imunização”, disse em nota o Ministério da Saúde.

Saúde na escola 

A vacinação dentro das escolas é uma das ações do Programa Saúde na Escola, criado em 2007 para promover saúde e educação integral e que desenvolve também iniciativas de saúde mental, saúde bucal, educação ambiental, sobre tudo contra arboviroses (doenças virais transmitidas por insetos, com a dengue), entre outras.

O programa federal conta com a participação de 5.544 municípios, envolvendo 27,8 milhões de alunos de 109,8 mil escolas, que representam 80% das instituições da rede pública de ensino.

A secretária Ana Luiza Caldas apontou que a adesão dos municípios ao Saúde na Escola é histórica e que o governo federal irá atrás de municípios ainda não atendidos e interessados em participar do programa.

De acordo com a pasta, a partir da adesão ao programa, 4,3 milhões de estudantes passaram a ter acesso às ações de promoção da saúde e prevenção promovidas pela iniciativa desde 2022.

Ana Luiza Caldas esclareceu que o Ministério da Saúde priorizou a escolha de escolas localizadas em comunidades de povos tradicionais e, principalmente, aquelas que têm pelo menos 50% dos seus estudantes com algum tipo de benefício de transferência de renda. “A gente atrela [o programa] a essas ações intersetoriais e já tem alcançado, cada vez mais, saúde, educação. Gerando cidadania nesses territórios”, ressaltou a secretária.

Das 109,8 mil escolas participantes do Programa Saúde na Escola, 53,6 mil têm maioria de alunos atendidos pelo Bolsa Família. Outras 2.220 escolas estão em territórios quilombolas e 1.782, em comunidades indígenas.

Entre 2022 e 2024, os maiores crescimentos de atendimentos dos alunos foram registrados nas áreas de saúde mental (77,68%), atividade física (73,61%), saúde bucal (67,01%) e verificação da situação vacinal (35,30%).

por Agência Brasil

Pernambuco tem primeira morte de adulto por causa da febre oropouche

SAÚDE

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Foto/Reprodução

A informação foi repassada no boletim de arboviroses divulgado na quarta (9) pela Secretaria Estadual de Saúde. 

Pernambuco confirmou a primeira morte de adulto provocada por febre oropouche.

A informação foi repassada no boletim de arboviroses divulgado na quarta (9).

A  doença é transmitida pela muriçoca.

O caso aconteceu na última semana de 2024, mas foi necessário fazer uma investigação rigorosa para poder confirmar.

A mulher de 71 anos, morava no Recife e tinha hipertensão e diabetes.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde,  a investigação dos óbitos é conduzida inicialmente pela equipe de Vigilância Epidemiológica do município de residência do óbito.

Em seguida, o caso é encaminhado para um comitê técnico, composto por diversos profissionais, que avaliam a causa da morte.

Dados

De maio de 2024 até o dia 05 de abril deste ano, Pernambuco confirmou 179 casos da Febre do Oropouche.

Também aconteceram perdas de fetos por  causa da doença

Por: Diario de Pernambuco

Governo de Pernambuco nomeia 1.179 novos profissionais de saúde para reforçar rede estadual

NOMEAÇÕES

Governadora também se comprometeu com a melhoria das estruturas de saúde do estado
Governadora também se comprometeu com a melhoria das estruturas de saúde do estado – Janaína Pepeu/Secom

Entre os profissionais convocados, estão 351 médicos

O Governo de Pernambuco oficializou, no sábado (5), por meio do Diário Oficial do Estado, a nomeação de 1.179 novos profissionais de saúde.

A medida abrange diversas especialidades destinadas a fortalecer as unidades da rede estadual nas 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres).

Os novos servidores incluem 351 médicos, 377 analistas em saúde, 430 assistentes em saúde e 21 fiscais em Vigilância Sanitária.

Desde 2023, a gestão Raquel Lyra já convocou mais de 2,9 mil profissionais de saúde, com objetivo de ampliar a assistência à população.

A nomeação foi formalizada por meio do Ato n° 2616, assinado pela governadora.

“A nomeação desses novos profissionais é mais um passo que damos para fortalecer a rede estadual de saúde e proteger a vida dos pernambucanos. Além de investir no capital humano, com a contratação e valorização de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros profissionais, também estamos realizando melhorias na infraestrutura hospitalar de Pernambuco e agilizando cirurgias por meio do Cuida PE”, enfatizou a governadora Raquel Lyra.

As nomeações foram realizadas de acordo com a necessidade específica de cada uma das 12 Geres.

“É com grande alegria que a gente chama mais de 1.170 novos servidores para o Estado para que a gente possa fortalecer ainda mais essa equipe e seguir empregando a assistência com eficiência e compromisso à população de Pernambuco”, afirmou Zilda Cavalcanti, secretária de Saúde de Pernambuco.

Os novos profissionais foram aprovados no concurso público regido pela Portaria Conjunta SAD/SES nº 120, de 20 de agosto de 2018, abrangendo diversas áreas como clínico geral, oncologista, enfermeiro, psicólogo e assistente social, entre outras.

Efetivo
O reforço incluiu o maior contingente de assistentes em saúde, com 430 novos profissionais nas áreas de assistência técnica de administração e técnicos de enfermagem, farmácia, laboratório, necrópsia e saúde bucal.

Além disso, 377 analistas em saúde foram nomeados para áreas como assistência social, biomedicina, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina veterinária, nutrição e psicologia.

Os 351 médicos nomeados atuarão especificamente nas especialidades necessárias em cinco Geres distintas, incluindo anestesistas, cardiologistas, cirurgiões de cabeça e pescoço, clínicos gerais, entre outros.

Adicionalmente, 21 fiscais, entre farmacêuticos, nutricionistas e enfermeiros, foram convocados para fortalecer a Vigilância Sanitária estadual.

Por Blog da Folha

Campanha de vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira (07)

SAÚDE

 Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A campanha nacional de vacinação contra a influenza começa na próxima segunda-feira (7). A meta é imunizar 90% dos chamados grupos prioritários, que incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes. Também podem receber a dose:

  • trabalhadores da saúde;
  • puérperas;
  • professores dos ensinos básico e superior;
  • povos indígenas;
  • pessoas em situação de rua;
  • profissionais das forças de segurança e de salvamento;
  • profissionais das Forças Armadas;
  • pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
  • pessoas com deficiência permanente;
  • caminhoneiros;
  • trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
  • trabalhadores portuários
  • funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • população privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (com idade entre 12 e 21 anos).

Doses

De acordo com o Ministério da Saúde, o imunizante distribuído na rede pública protege contra três vírus do tipo influenza e garante uma redução do risco de casos graves e óbitos provocados pela doença.

Para a vacinação deste ano, a pasta adquiriu um total de 73,6 milhões de doses. No primeiro semestre, 67,6 milhões de doses devem ser distribuídas para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. No segundo semestre, 5,9 milhões serão enviadas para o Norte.

Inverno amazônico

A campanha, este ano, será realizada em dois momentos:

  • primeiro semestre (março/abril): nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul
  • segundo semestre (setembro): na Região Norte, alinhando-se ao período de maior circulação viral na região.

“Enquanto no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste o pico de casos ocorre no outono e inverno (abril a junho), na Região Norte, devido ao clima tropical e ao regime de chuvas, a maior circulação do vírus acontece no segundo semestre, geralmente entre setembro e novembro, o chamado inverno amazônico”, destacou o ministério.

Eficácia e segurança

Ainda de acordo com a pasta, a vacina contra a gripe é capaz de evitar entre 60% e 70% dos casos graves e dos óbitos relacionados à doença.

Em 2025, a dose contém as seguintes cepas: H1N1, H3N2 e B. A administração, de acordo com o ministério, pode ser feita junto a outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação.

O imunizante é contraindicado para crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de anafilaxia grave após doses anteriores.

“A influenza e a covid-19 continuam sendo ameaças para a saúde pública, especialmente para as pessoas não vacinadas”, ressaltou a pasta.

Em 2024, a cobertura vacinal contra a gripe entre os públicos prioritários foi de 48,89% na Região Norte e 55,19% nas demais regiões.

“O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação e conta com a participação de toda a população. Vacinar-se é um ato de cuidado próprio e coletivo. As vacinas são seguras, eficazes e gratuitas.”

Por Agência Brasil

Suplementos com ora-pro-nóbis são proibidos pela Anvisa

SAÚDE 

Suplementos alimentares com Ora-pro-nóbis são proibidos pela Anvisa — Foto: Adobe Stock

A medida não afeta o consumo ou comercialização da planta in natura. A Anvisa informa que suplementos alimentares não são medicamentos e não podem alegar efeitos terapêuticos como tratamento, prevenção ou cura de doenças.

Suplementos alimentares contendo ora-pro-nóbis foram proibidos pela Anvisa nesta quinta-feira (3). A medida foi adotada porque a planta ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) não é autorizada como constituinte para suplementos alimentares.

A medida não afeta o consumo ou comercialização da planta in natura. A ora-pro-nóbis tem tradição de uso na alimentação cotidiana, em especial nos estados de Goiás e Minas Gerais.

Para que um ingrediente específico seja autorizado como suplemento alimentar é necessário que o constituinte em questão passe por avaliação de segurança e eficácia, que comprove de forma científica que o produto seja fonte de algum nutriente ou substância de relevância para o corpo humano.

Esta avaliação de segurança e eficácia deve ser apresentada pelas empresas interessadas em comercializar o produto.

A Anvisa informa que suplementos alimentares não são medicamentos e, por isso, não podem alegar efeitos terapêuticos como tratamento, prevenção ou cura de doenças. Os suplementos são destinados a pessoas saudáveis. Sua finalidade é fornecer nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos em complemento à alimentação.

O que é a ora-pro-nóbis?

A Ora Pro Nóbis é (Pereskia aculeata) é uma planta trepadeira, espinhosa e comestível, muito conhecida por suas propriedades medicinais e nutricionais. É considerada uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC) e é rica em proteínas, fibras, ferro, cálcio, vitaminas A e B3.

A planta pode ser consumida de várias formas, como em saladas, sopas, refogados e até em chás.

Entre os benefícios da planta in natura estão:

  • Ajuda no emagrecimento: Rica em fibras, promove a saciedade e ajuda a reduzir a ingestão de alimentos
  • Melhora o funcionamento do intestino: As fibras auxiliam na digestão e previnem a prisão de ventre.
  • Fortalece o sistema imunológico: Contém niacina, que tem ação antioxidante
  • Previne a anemia: Alta quantidade de ferro, essencial para a formação de glóbulos vermelhos
  • Mantém a saúde dos olhos: Possui luteína e zeaxantina, que protegem contra danos causados pelos raios UV

Especialistas pedem mais estudos 

Em entrevista ao g1, a nutricionista Adriana Molica, que é especializada em emagrecimento e psiquiatria nutricional, lembra que é preciso levar em consideração que a ora-pro-nóbis pode conter fatores antinutricionais e compostos bioativos que, em concentrações inadequadas, podem interferir na biodisponibilidade de nutrientes ou até gerar efeitos adversos.

“Isso inclui a presença de oxalatos, que podem contribuir para a formação de cálculos renais quando consumidos em excesso. Portanto, a ingestão controlada e na forma natural (in natura) é recomendada, enquanto o uso concentrado em suplementos necessita de uma análise mais criteriosa através de estudos”, afirma Molina.

A médica nutróloga Eline de Almeida Soriano, que é diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), lembra que a planta ora-pro-nóbis é conhecida por seu “alto teor proteico e perfil nutricional interessante”, mas o uso na suplementação ainda carece de dados consistentes.

“Mais estudos científicos são necessários para validar o uso da planta em suplementos alimentares, especialmente quando se considera o consumo frequente e em altas concentrações”, avalia a diretora da Abran.

Por Redação g1

Gripe: estados e municípios devem iniciar vacinação assim que receberem as doses do imunizante, recomenda MS

SAÚDE

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Campanha de reforço da vacina começa em 7 de abril. A previsão é de que 30 milhões de doses sejam distribuídas no mês

No dia 21 de março, o Ministério da Saúde começou a distribuir doses de vacinas contra a gripe para todos os estados das regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste. A primeira leva tem 5,4 milhões de doses e a previsão é de que a distribuição ocorra até o final de abril, totalizando 35 milhões de doses do imunizante pelo país.

O início oficial da vacinação está marcado para o dia 7 de abril, data que marca o começo da campanha de reforço da imunização. Apesar disso, a recomendação do Ministério da Saúde é de que estados e municípios iniciem a estratégia assim que receberem as doses do imunizante.

Segundo o MS, a vacina contra a gripe é capaz de evitar entre 60% e 70% dos casos graves e óbitos.

Conforme a Pasta, a estratégia será mantida ao longo do ano, indo além das campanhas sazonais e integrando o Calendário Nacional de Vacinação.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a meta é imunizar 90% do público prioritário. Com isso, já fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. Mas a estratégia vai além desses grupos prioritários. Confira:

  • Trabalhadores da Saúde;
  • Puérperas;
  • Professores dos ensinos básico e superior;
  • Povos indígenas;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
  • Profissionais das Forças Armadas;
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
  • Trabalhadores portuários
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas  (entre 12 e 21 anos).

Estratégia regional 

A campanha será realizada em dois momentos:

Primeiro semestre: março/abril, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul
Segundo semestre: setembro, na Região Norte, alinhando-se ao período de maior circulação viral na região.

A estratégia considera a região que concentra o pico de casos em determinado período do ano. Dessa forma, a previsão para o primeiro semestre é distribuir 67,6 milhões de doses para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste – onde o pico de casos ocorre no outono e inverno (abril a junho).

Já no segundo semestre, serão distribuídas 5,9 milhões de doses para a Região Norte. Isso deve ocorrer devido ao clima tropical e ao regime de chuvas, que fazem com que a maior circulação do vírus aconteça neste período, geralmente entre setembro e novembro, chamado de “Inverno Amazônico”.

Temporada do VSR no país

Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado em 27 de março, alerta para o início da tendência de aumento da circulação dos vírus respiratórios nas próximas semanas. Nas últimas edições, a publicação já apontava o crescimento de casos graves do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), especialmente na região Centro-Oeste, com a incidência atingindo níveis altos ou muito altos. O estudo refere-se à Semana Epidemiológica (SE) 12, de 16 a 22 de março.

A pesquisadora Tatiana Portela, do InfoGripe e do Programa de Processo de Computação Científica, informa que se trata de um crescimento sazonal. Além disso, a pesquisadora esclarece que, além do VSR, é muito provável que, em breve, haja um aumento do vírus da influenza.

Apesar da sazonalidade, a pesquisadora da FioCruz ressalta que estar vacinado contra a gripe é essencial para evitar casos graves.

No atual cenário, a análise aponta crescimento de VSR em níveis de incidência moderada na Região Sudeste, principalmente em São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. O Acre também já tem sinais de aumento dos casos graves de VSR.

Fonte: Brasil 61

Farmacêuticos não poderão mais prescrever medicamentos; entenda

SAÚDE

A norma entraria em vigor 30 dias após a data da publicação e, portanto, passaria a valer a partir do mês que vem.
A norma entraria em vigor 30 dias após a data da publicação e, portanto, passaria a valer a partir do mês que vem. – Foto: Freepik

Por Agência O Globo

Decisão da justiça acatou ação do CFM para suspender a Resolução CFF nº 5/2025

A justiça acatou o pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM) e suspendeu a resolução que liberava a prescrição de medicamentos por farmacêuticos.

Na decisão publicada nesta segunda-feira, o juiz da 17ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal também determinou que o Conselho Federal de Farmácia (CFF) “se abstenha de expedir novo ato normativo com matéria análoga à disposta na Resolução CFF nº 5/2025”.

Entenda o caso
No dia 17 de março, o CFF publicou a resolução nº 5/2025 que permite aos farmacêuticos prescrever medicamentos, incluindo os de venda sob prescrição; realizar exame físico com a verificação dos sinais e sintomas; renovar prescrições previamente emitidas por outros profissionais de saúde legalmente habilitados; e realizar, solicitar, interpretar ou verificar exames para avaliação da efetividade do tratamento e segurança do paciente.

A norma entraria em vigor 30 dias após a data da publicação e, portanto, passaria a valer a partir do mês que vem.

Entretanto, a resolução foi recebida com preocupação por entidades médicas como a Associação Médico Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM).

Para a AMB, “a prescrição de medicamentos é o ato final de um processo complexo de anamnese, exame físico e de exames subsidiários que permitem o correto diagnóstico das doenças, que só quando concluído e que se pode fazer a receita de um determinado fármaco. Cabe aos médicos esta tarefa”.

Diante disso, o CFM entrou com uma ação contra a resolução, em caráter de urgência.

No processo, o CFM afirma que a resolução “amplia, ilegalmente, as atribuições conferidas aos farmacêuticos, com expressivo potencial para resultar perpetrado o exercício ilegal de medicina, em manifesto prejuízo aos direito e interesses coletivos à saúde pública da população brasileira”. Isso foi corroborado pela justiça.

Na decisão, o juiz federal Alaôr Piacini afirma que “o balcão de farmácia não é local para se firmar um diagnóstico” e que a “eventual prescrição medicamentosa sem o diagnóstico correto pode causar danos irreversíveis à população”.

Matéria em atualização

Justiça suspende resolução que autoriza farmacêuticos a prescreverem medicamentos

SAÚDE 

Absolutamente ilegal’, diz CFM sobre resolução do Conselho Federal de Farmácia que permite prescrição de medicamentos por farmacêuticos — Foto: Adobe Stock

Conselho Federal de Farmácia (CFM) ainda pode recorrer. A decisão aconteceu após o Conselho Federal de Medicina (CFM) entrar com uma ação para anular a nova norma 

A Justiça Federal suspendeu nesta segunda (31) a resolução que autoriza farmacêuticos a prescrever medicamentos, incluindo aqueles que exigem receita médica. O Conselho Federal de Farmácia (CFF) ainda pode recorrer.

A decisão foi tomada após o Conselho Federal de Medicina (CFM) entrar com uma ação judicial para anular a nova resolução do CFF. A sentença tem caráter liminar, pois suspendeu os efeitos da resolução do CFF antes do julgamento definitivo da ação. A decisão é assinada pelo juiz Aalôr Piacini, da 17ª Vara Federal Civil da Justiça no Distrito Federal.

Em sua decisão, Piacini afirma que o “balcão de uma farmácia não é o local para se firmar um diagnóstico e tratamento de uma doença, sob pena do exercício ilegal da medicina“. O juiz determinou que o CFF divulgue a decisão em seu site e outros meios de comunicação institucionais sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Na sentença, o juiz afirma que somente lei de iniciativa da União, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada poderia, em tese, após amplo debate com a sociedade, atribuir ao farmacêutico as iniciativas constantes da Resolução 5/2025 do Conselho Federal de Farmácia.

Resolução contestada 

A nova norma do CFF foi publicada no Diário Oficial de 17 de março e passaria a valer a partir do mês que vem. Com a nova resolução, a prescrição de remédios que precisam de receita estaria restrita ao farmacêutico que possua Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Farmácia Clínica.

Com a publicação, a medida já havia gerado reações negativas de associações médicas, que questionam a capacitação dos farmacêuticos para a função e alegam que a atividade não faz parte do trabalho desses profissionais.

Na ação em análise na Justiça Federal, o Conselho Federal de Medicina (CFM) afirma que os farmacêuticos não têm “atribuição legal nem preparação técnica médica para identificar doenças, definir tratamentos e medidas para restabelecer a saúde de pessoas acometidas das mais diversas doenças”.

O que diz a regulamentação 

Entre outros aspectos, a resolução CFF Nº 5 DE 20/02/2025 permitiria que o farmacêutico:

  • prescreva medicamentos (incluindo os de venda sob prescrição);
  • renove “prescrições previamente emitidas por outros profissionais de saúde legalmente habilitados”;
  • faça exame físico de sinais e sintomas, realize, solicite e interprete exames para avaliação da efetividade do tratamento.

Para isso, eles se basearam na licença que o farmacêutico tem de traçar o perfil farmacoterapêutico do paciente. Para o CFF, isso dá ao farmacêutico o direito de prescrever medicamentos e renovar receitas.

O advogado Henderson Furst, especialista em Bioética e Professor de Bioética e Direito das Organizações de Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein. Ele explica que esse não é o entendimento legal.

“O perfil diz respeito a entender a reação entre medicamentos que aquele paciente toma. Por exemplo, a ginecologista passa uma medicação e o cardiologista outro. Esses médicos não se falam. Quando você vai comprar, o farmacêutico pode avaliar se há interação entre as medicações, se você deve voltar ao médico para rever. É muito mais sobre um reforço de cuidado com o paciente. Ela não pode, por exemplo, sinalizar a interação e trocar a medicação”, explica.

A resolução ainda permite que o farmacêutico:

  • Colete dados por meio da anamnese farmacêutica
  • Faça exame físico com a verificação dos sinais e sintomas
  • Realize, solicite e interprete exames para avaliação da efetividade do tratamento

A proposta do conselho é que o profissional faça algo parecido com uma consulta médica. A adoção de pronto atendimento em farmácias vem sendo ventilada no ramo, com uma das gigantes do segmento anunciando a proposta como parte dos seus planos futuros.

“A prescrição de PrEP e PEP por farmacêuticos e enfermeiros é regulada por conselhos de classe, sendo estimulada pelo Ministério da Saúde como parte dos esforços de eliminação do HIV como problema de saúde pública no país e de ampliação do acesso aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) a estratégias de prevenção”, informou o conselho.

Por Silvana Reis, g1

Anvisa suspende interdição de venda de creme dental da Colgate

SAÚDE 

Ministério da Saúde/Divulgação

Agência emitiu alerta após reações ao produto com fluoreto de estanho

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a interdição do creme dental Colgate Total Clean Mint, determinada na última quinta-feira (27), após apresentação de recurso pela empresa. Ainda assim, a Anvisa emitiu alerta sobre a possibilidade de ocorrência de reações indesejáveis ao uso de cremes dentais que contenham fluoreto de estanho na formulação.

A orientação é que os consumidores e profissionais de saúde notifiquem as reações adversas às autoridades sanitárias pelo sistema e-Notivisa. “A agência recebeu relatos de eventos adversos que indicam que a presença na formulação da substância fluoreto de estanho, que tem conhecidos benefícios antimicrobianos e anticárie, pode estar associado a reações indesejáveis em alguns usuários”, alerta a Anvisa.

>> Algumas das possíveis reações adversas relacionadas ao uso de cremes dentais contendo fluoreto de estanho são:

  • Lesões orais (aftas, feridas e bolhas);
  • Problemas na língua;
  • Sensações dolorosas (dor, ardência, queimação);
  • Inchaço (amígdalas, lábios e mucosa oral);
  • Sensação de dormência (lábios/boca); e
  • Irritações gengivais.

“A recomendação é para que os consumidores observem sinais de irritação e interrompam o uso do produto nessa situação. Caso o desconforto seja persistente é importante procurar um profissional de saúde”, acrescentou, em nota.

Já os profissionais de saúde devem monitorar sinais de alterações bucais, orientar os pacientes sobre possíveis reações adversas e recomendar alternativas para indivíduos sensíveis. Ainda, segundo a Anvisa, os fabricantes devem garantir que os rótulos dos produtos contenham informações claras sobre possíveis reações adversas e instruções de uso adequadas.

Na quinta-feira (27), a Anvisa determinou a interdição de todos os lotes do produto Colgate Total Clean Mint, que é uma ação de fiscalização com o objetivo de reduzir o risco relacionado a exposição ao creme dental. Já o alerta sanitário é uma manifestação técnica que aborda sinais de riscos associados a algum produto sujeito à vigilância sanitária e serve como orientação aos consumidores e profissionais de saúde.

“No Brasil, dados oficiais de cosmetovigilância da Anvisa, somados a relatos em mídias sociais, plataformas de reclamações de consumidores e reportagens da imprensa, evidenciam um padrão crescente de reações adversas a esses cremes dentais”, alertou.

Colgate 

O documento da agência indicava que o produto não deveria ser consumido ou comercializado por 90 dias, para que fosse realizada uma investigação sobre a inclusão da substância fluoreto de estanho na fórmula e as reações relatadas por consumidores, como: sensação de ardência, queimação na boca e até mesmo de lesões.

A linha de produtos Colgate Total Clean Mint substituiu a linha Total 12 da marca. A recomendação da Anvisa era para que o creme dental com a nova fórmula não fosse exposto ao consumidor até que fosse comprovada a sua segurança, mas não existia determinação de recolhimento dos produtos.

Com a suspensão da interdição, a venda está liberada. Segundo a Anvisa, a ação de fiscalização seguirá os trâmites administrativos da agência.

Em nota, a Colgate diz que o produto não oferece riscos à saúde, mas algumas pessoas podem apresentar sensibilidade a certos ingredientes. A empresa informou ainda que está trabalhando em colaboração com as autoridades e providenciando os esclarecimentos necessários.

Por Agência Brasil

Educadora fica com a boca gigante após usar creme dental da Colgate

SAÚDE

Educadora social, de 45 anos, sofre reação alérgica após uso de pasta de dente, em Miracatu (SP) — Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

Uma educadora social de 45 anos teve uma reação inesperada na boca após usar continuamente a pasta de dente Colgate Clean Mint, que teve a venda suspensa pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última quinta-feira (27). Denise Correia Santiago disse ter sentido o produto mais forte já no primeiro uso, mas só após cinco dias começou a notar os sintomas como vermelhidão, inchaço e queimaduras.

Educadora social, de 45 anos, sofre reação alérgica após uso de pasta de dente, em Miracatu (SP) — Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

Em nota, a Colgate informou que algumas pessoas podem ter sensibilidade a ingredientes da pasta Clean Mint, como fluoreto de estanho e corantes. A empresa recorreu contra a suspensão e obteve decisão favorável.(confira a nota na íntegra abaixo).

Teto para reajuste de medicamentos será divulgado nesta segunda-feira (31)

SAÚDE

medicamentos
MedicamentoS – Foto: Arquivo/Agência Brasil

Por Agência Brasil

Limite de reajuste máximo visa proteger consumidores

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) divulga, nesta segunda-feira (31), a lista com o novo teto de preços dos remédios vendidos em farmácias e drogarias. A Lei nº 10.742, de 2003, que trata da regulação do setor farmacêutico, prevê o reajuste anual dos medicamentos.

Isso não significa, entretanto, que haverá aumento automático dos preços praticados, mas uma definição de teto permitido de reajuste. Cabe aos fornecedores – farmacêuticas, distribuidores e lojistas – fixarem o preço de cada produto colocado à venda, respeitados o teto legal estabelecido e suas estratégias diante da concorrência.

Para definição dos novos valores, o conselho de ministros da CMED leva em consideração fatores como a inflação dos últimos 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a produtividade das indústrias de medicamentos e custos não captados pela inflação, como o câmbio e tarifa de energia elétrica e a concorrência de mercado.

Em 2024, por exemplo, o reajuste anual do preço de medicamentos foi de 4,5%, equivalente ao índice de inflação do período anterior. A lista com os preços máximos que podem ser cobrados pelos produtos fica disponível no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com a Anvisa, a lei prevê um reajuste anual do teto de preços com o objetivo de proteger os consumidores de aumentos abusivos, garantir o acesso aos medicamentos e preservar o poder aquisitivo da população. Ao mesmo tempo, o cálculo estabelecido na lei busca compensar eventuais perdas do setor farmacêutico devido à inflação e aos impactos nos custos de produção, possibilitando a continuidade no fornecimento de medicamentos.

Caso o consumidor encontre irregularidades, é possível acionar os órgãos de defesa do consumidor, como os Procons e a plataforma consumidor.gov.br. Também é possível encaminhar denúncia diretamente à CMED, por meio de formulário disponível na página da Anvisa.

A CMED é composta pelos ministérios da Saúde, Casa Civil, da Justiça e Segurança Pública, da Fazenda, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária exerce a função de secretaria executiva, fornecendo o suporte técnico às decisões.

Anvisa proíbe comercialização de creme dental da Colgate por relatos de reação após o uso

SAÚDE 

Anvisa interdita creme dental da Colgate após clientes relatarem reação adversa — Foto: Divulgação

Determinação suspende a comercialização do creme dental Colgate Clean Mint em todo o país. Empresa entrou com um recurso que suspende a interdição.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão da venda da pasta de dente Colgate Clean Mint em todo o país, após relatos de efeitos adversos em consumidores. A determinação foi publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira (27).

Segundo a Anvisa, foram oito notificações registradas, envolvendo 13 eventos adversos relacionados ao uso dessa pasta. Entre os principais sintomas relatados, estão:

  • inchaço nas amígdalas, lábios e mucosa oral;
  • sensação de ardência e dormência nos lábios e na boca;
  • boca seca;
  • gengiva irritada
  • e vermelhidão.

Em nota, a Colgate afirmou que está ciente da decisão da Anvisa e que entrou com um recurso que resultou na suspensão automática da interdição ainda nesta quinta.

“Seguimos tomando todas medidas cabíveis para interagir com a Anvisa e demonstrar a segurança do produto. É importante reafirmar que o produto não oferece riscos à saúde, mas algumas pessoas podem apresentar sensibilidade a certos ingredientes – como fluoreto de estanho, corantes ou sabores”, reforça a empresa.

Colhaye Clean Mint

A pasta interditada é a Clean Mint, uma nova versão de um dos cremes dentais mais populares da marca, a Colgate Total 12. A empresa anunciou uma mudança na fórmula e no nome.

Por Redação g1

SUS vai substituir papanicolau por exame mais sensível ainda este ano

SAÚDE 

Marcelo CasalArquivo

Por Agência Brasil

Exame molecular de DNA-HPV para rastreio terá intervalo de cinco anos

A partir deste ano, o teste citopatológico para a detecção do HPV, popularmente conhecido como papanicolau, deve ser gradualmente substituído, no Sistema Único de Saúde, pelo exame molecular de DNA-HPV. Com isso, o tempo de intervalo entre as coletas, quando não houver diagnóstico do vírus, passará a ser de cinco anos. Já a faixa-etária para o exame de rastreio, quando não houver sintomas ou suspeita de infecção, permanece a mesma: de 25 a 49 anos.

A mudança faz parte das novas diretrizes para o diagnóstico do câncer do colo do útero, apresentadas nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). O conjunto de orientações já foi aprovado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde e pela Comissão de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (Conitec). Resta apenas a avaliação final da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde para entrar em vigor.

O papilomavírus humano, ou HPV, é o causador de mais de 99% dos casos de câncer decolo do útero, que é o terceiro mais incidente entre as mulheres brasileiras, com cerca de 17 mil novos casos por ano. Com altas coberturas de vacinação e de exames de rastreio organizado, especialistas acreditam que a doença pode ser erradicada em cerca de 20 anos.

O teste molecular é recomendado como exame primário para detectar o HPV pela Organização Mundial da Saúde desde 2021, porque é mais eficaz para a redução de casos e óbitos, em decorrência da sua maior sensibilidade. Ele também permite identificar o subtipo do vírus, caso o resultado seja positivo, o que oferece uma grande vantagem, já que apenas algumas variantes têm risco de provocar lesões que podem evoluir para câncer.

O pesquisador da Divisão de Detecção Precoce do Inca Itamar Bento explica que essas vantagens permitem um espaçamento maior entre as coletas.

“O teste DNA-HPV tem um valor preditivo negativo muito forte, ou seja, se a pessoa tiver resultado negativo, a gente pode de fato confiar nesse resultado. E, conhecendo a história natural da doença, a evolução das lesões, é uma margem segura aguardar cinco anos para fazer um novo teste.”

Além disso, a implementação do novo teste deverá ser combinada com a realização de rastreio organizado, quando o sistema de saúde busca ativamente as pessoas, em vez de esperar que elas procurem as unidades de saúde. “É necessário que a população alvo seja identificada e convocada ativamente e individualmente. E é preciso garantir que ela terá acesso à confirmação diagnóstica e ao tratamento das lesões havendo essa necessidade”, complementa o pesquisador do Inca.

De acordo com dados do Sistema de Informação do Câncer, entre 2021 e 2023, apenas três estados tiveram cobertura de realização de papanicolau próxima de 50% do público-alvo. Todos os outros tiveram uma porcentagem abaixo desse patamar, e alguns não têm dados completos para análise. Além disso, há estados, como Acre, Maranhão e Mato Grosso, onde a maior parte dos resultados foi entregue após 30 dias, o que dificulta a realização de exames confirmatórios para que a paciente inicie o tratamento em até 60 dias, como determina a legislação.

Por isso, o rastreamento organizado também prevê uma linha de conduta organizada, como explica Itamar Bento: “A pessoa faz um teste de DNA-HPV, e, se não foi detectado, ela só vai repetir o exame após 5 anos. Se foi detectado um tipo oncogênico, como o 16 e o 18, que são responsáveis por 70% das lesões precursoras de câncer, ela vai ser encaminhada diretamente à colposcopia. Se a colposcopia identificar uma doença cervical, vai seguir para condutas específicas.”

As novas diretrizes também trazem outras duas inovações: a autocoleta do material para teste em populações de difícil acesso ou resistentes ao exame feito por profissional de saúde; e orientações para o atendimento de pessoas trangênero, não binárias e intersexuais.

Medicamento mais caro do mundo será ofertado pelo SUS

SAÚDE

Zolgensma
O medicamento Zolgensma é usado no tratamento de crianças com atrofia muscular espinhal (AME), (Foto: Divulgação)
 Pacientes começarão a ser convocados na próxima semana para exames preparatórios

O SUS (Sistema Único de Saúde) vai oferecer o tratamento com Zolgensma (onasemnogeno abeparvoveque) para bebês com atrofia muscular espinhal (AME) tipo 1, doença rara que afeta os movimentos do corpo e a respiração. De acordo com o Ministério da Saúde, o medicamento, considerado um dos mais caros do mundo, poderá ser indicado para pacientes de até 6 meses de idade que não estejam com a ventilação mecânica invasiva acima de 16 horas por dia.

A previsão era de que a terapia fosse incorporada em 2023, conforme estabelecido na portaria de 6 de dezembro de 2022. Mas somente agora, com um acordo entre o ministério e a Novartis, ela será disponibilizada.

A pasta e a farmacêutica firmaram, na última quinta-feira (20), um acordo de compartilhamento de risco baseado em desempenho. Com isso, o pagamento por parte do ministério ficará condicionado ao resultado no paciente, que será monitorado por uma equipe especializada — o medicamento é administrado em apenas uma dose, na qual um vírus insere no organismo do bebê uma cópia funcionante do gene afetado pela doença.

O acordo prevê o pagamento da terapia da seguinte forma: 40% do preço total no ato da infusão; 20% após 24 meses da infusão, se o paciente atingir controle da nuca; 20% após 36 meses da infusão, se o paciente alcançar controle de tronco (sentar por, no mínimo, 10 segundos sem apoio; e 20% após 48 meses da infusão se houver manutenção dos ganhos motores alcançados. Haverá cancelamento das parcelas em caso de óbito ou progressão da doença para ventilação mecânica permanente.

O governo não divulgou valores. Disse apenas que negociou o menor preço com a Novartis — na rede particular, o Zolgensma custa até R$ 7 milhões.

”O Brasil passa a fazer parte dos seis países a garantirem essa medicação no sistema público. Esse acordo inédito vai transformar a vida dessas famílias”, afirmou o ministro da Saúde Alexandre Padilha. Entre os 2,8 milhões de nascidos vivos no País em 2023, estima-se que 287 tenham AME, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A partir da próxima semana, os pacientes poderão fazer os exames preparatórios nos 28 serviços de referência para tratamento de AME no SUS. Um Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas, orientando como será feita a assistência desses pacientes, será publicado nos próximos dias.

AME

A AME é uma doença rara que interfere na capacidade de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover.

Na rede pública, os pacientes de AME tipos 1 e 2 são tratados com os medicamentos de uso contínuo nusinersena e risdiplam. Segundo o Ministério da Saúde, em 2024, esses medicamentos tiveram mais de 800 prescrições emitidas para tratamento.

Fonte: R7

Resolução permite que farmacêuticos prescrevam medicamentos

SAÚDE 

ARQUIVO/ELZA FIÚZA/AGÊNCIA BRASIL

Autorização entra em vigor em 30 dias 

O plenário do Conselho Federal de Farmácia (CFF) aprovou, no dia 20 de fevereiro deste ano, uma resolução que respalda oficialmente o profissional farmacêutico a prescrever medicamentos categorizados como tarjados e que, em tese, exigiriam receita médica. Na última segunda-feira (17), a resolução foi publicada no Diário Oficial da União e entra em vigor em 30 dias.

Em nota publicada nesta quinta-feira (20), o CFF informou que o direito à prescrição de medicamentos foi conquistado pela categoria há 12 anos.

“A prescrição farmacêutica é respaldada pela Lei Federal nº 13.021 de 2014, que determina que o farmacêutico tem a obrigação de estabelecer o perfil farmacoterapêutico dos pacientes, além do próprio acompanhamento farmacoterapêutico.”

O Ministério da Educação estabeleceu, em 2017, que todo farmacêutico deve sair da graduação apto a prescrever terapias farmacológicas ou medicamentos, acrescenta o conselho. “A mesma determinação do MEC garante que o farmacêutico saia da graduação com competências para a realização de anamnese, solicitação e interpretação de exames laboratoriais, entre outras diversas atividades clínicas.”

Para o CFF, a resolução aprovada e publicada este ano não traz “nenhuma novidade” em relação à prescrição em si. “O que o Conselho Federal de Farmácia fez foi aprimorar os instrumentos normativos para a fiscalização e garantir maior segurança para pacientes e profissionais.”

Segundo a entidade, a norma vincula a prescrição farmacêutica ao Registro de Qualificação de Especialista (RQE), mecanismo aprovado em 2025 e recém-adotado pelo CFF para assegurar que os farmacêuticos atuem de acordo com sua formação e especialização.

“Agora, a sociedade vai poder consultar quais farmacêuticos são prescritores diretamente no site do CFF, melhorando substancialmente a fiscalização e promovendo o melhor cuidado em saúde.”

Na nota, o CFF destaca que o profissional farmacêutico não pode prescrever todo tipo de medicamento e que sua atuação é limitada à prescrição daqueles que são isentos de prescrição e tarjados, “mediante protocolos ou diretrizes preestabelecidos”.

“Isso garante segurança para a sociedade, pois, diferentemente de outras categorias profissionais que têm liberdade prescritiva (podendo recomendar tratamentos de eficácia questionável como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina para covid-19 ou ainda medicamentos sem indicação, com doses e/ou posologias fora do padrão), os farmacêuticos somente podem prescrever baseados nas evidências científicas mais robustas.”

“Além disso, os farmacêuticos não podem prescrever medicamentos que possuem notificação de receita, como os chamados tarja preta. Ou seja, nenhuma prescrição feita por um farmacêutico será baseada em achismo ou interesses comerciais, mas, sim, na melhor ciência disponível”, completou a entidade.

Ato médico é Anvisa 

No comunicado, o CFF destacou ainda que os vetos à chamada Lei do Ato Médico (Lei nº 12.842/2013) estabelecem que a prescrição terapêutica não figura como atividade privativa dos médicos, “pois restringir a prescrição a estes colocaria em risco políticas públicas essenciais para o Brasil, incluindo o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS)”.

“Também foi vetada da Lei do Ato Médico a exclusividade no atendimento a pessoas em risco de morte iminente. Este veto foi crucial. Em caso de reações alérgicas graves e rápidas, por exemplo, não é possível aguardar a chegada de uma ambulância. A farmácia é o estabelecimento de saúde mais próximo, onde o paciente normalmente busca auxílio. Impedir o farmacêutico de prestar o primeiro atendimento colocaria vidas em risco.”

O conselho cita ainda resolução de 2022 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que estabelece novas regras para a rotulagem de medicamentos, determinando que as embalagens de medicamentos contenham a frase VENDA SOB PRESCRIÇÃO no lugar de VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA, “reconhecendo que medicamentos não são apenas de prescrição médica”.

“Vale frisar que a prescrição por farmacêuticos é prática consolidada internacionalmente. No Reino Unido, por exemplo, a Royal Pharmaceutical Society reconhece e promove a atividade prescritiva dos farmacêuticos como parte essencial da assistência à saúde. O Brasil segue um modelo já validado em sistemas de saúde de excelência pelo mundo”, completou a entidade.

Banalização do cuidado 

Ao citar alegações de que a resolução banaliza o cuidado em saúde, o conselho avalia que o documento apenas “organiza” a prescrição farmacêutica, “garantindo que os farmacêuticos atuem dentro de protocolos clínicos bem estabelecidos e embasados na melhor evidência científica disponível”.

“Nenhuma outra categoria profissional tem motivos para se sentir atingida, pois a norma trata exclusivamente da atuação dos farmacêuticos dentro de suas competências definidas em lei federal.”

“É fundamental esclarecer que o farmacêutico realiza consultas farmacêuticas, que possuem objetivos distintos dos demais tipos de consulta e não invadem a atuação de nenhum outro profissional. O papel do farmacêutico é garantir que o uso de medicamentos seja seguro, eficaz e apropriado, atuando em equipe com outros profissionais de saúde. O paciente só tem a ganhar com isso.”

Por Agência Brasil

Secretaria de Saúde de Pernambuco alerta para o período de alta de doenças respiratórias em crianças

SAÚDE 

Foram abertos 103 novos leitos de UTI e enfermaria pediátrica e neonatal na última semana em Pernambuco, segundo a SES-PE – Divulgação/FMSA

Estado registrou 165 casos de síndrome respiratória aguda (Srag) em crianças de até 1 ano em 2025. Mais leitos infantis foram abertos 

Desde o início de 2025, Pernambuco já contabilizou 165 casos de síndrome respiratória aguda grave (Srag) em crianças de até 1 ano. A informação é da Secretaria Estadual de Saúde do Estado (SES-PE).

A Srag é uma condição que se inicia como uma síndrome gripal e pode evoluir para insuficiência respiratória. Sua origem pode estar associada a vírus, bactérias, fungos ou outros agentes.

Os casos geralmente exigem internação dos pequenos. Em Pernambuco, 75% dos leitos pediátricos estão ocupados, mas sem filas de espera.

Período sazonal dos vírus respiratórios 

Segundo a SES-PE, para enfrentar o período sazonal dos vírus respiratórios, que vai de março até a agosto, foram abertos 103 novos leitos de UTI e enfermaria pediátrica e neonatal na última semana.

Destes, 50 são de suporte avançado em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24h. A expansão visa garantir atendimento ágil e evitar sobrecarga nos hospitais.

De acordo com a secretaria, 14 pediatras e quatro intensivistas, além de médicos neonatologistas e pediatras que serão chamados por meio de uma nova seleção simplificada com inscrições abertas a partir desta quinta-feira (20).

Sintomas da síndrome respiratória 

A Srag pode se manifestar de forma severa em crianças, especialmente durante o período de sazonalidade dos vírus respiratórios. Entre os principais sintomas, destacam-se:

  • Dificuldade para respirar ou respiração acelerada;
  • Febre alta e persistente;
  • Cansaço excessivo e fraqueza;
  • Lábios ou ponta dos dedos arroxeados (sinal de baixa oxigenação);
  • Chiado no peito e tosse intensa;
  • Dificuldade para mamar ou se alimentar em bebês.

Quando procurar atendimento médico? 

Os pais devem buscar assistência imediata se notarem sinais de esforço para respirar, mudança na coloração da pele ou piora no estado geral da criança.

Manter o cartão de vacina da criança atualizado é a principal forma de prevenção, destaca a secretária de Saúde de Pernambuco, Zilda Cavalcanti. “Pedimos a cooperação de todos, especialmente na vacinação das crianças menores”, destaca.

Outras ações são necessárias:

  • Higienizar bem as mãos e evitar contato com pessoas gripadas;
  • Evitar locais fechados e com aglomeração durante períodos de alta circulação de vírus;
  • Não enviar crianças doentes para a escola ou creche;
  • Garantir boa hidratação e alimentação saudável para fortalecer o sistema imunológico.

Por Maria Letícia Menezes/JC

Pai do humorista Whindersson Nunes atualiza estado do filho, internado em clínica psiquiátrica

SAÚDE

Reprodução/Instagram
Whindersson Nunes se internou no interior de São Paulo Foto: Reprodução/Instagram

Por Estadão Conteúdo

Esta não é a primeira vez que o humorista fala abertamente sobre depressão, interna-se por conta própria

O pai do humorista Whindersson Nunes, Hidelbrando Batista, voltou a falar sobre a internação do filho em uma clínica psiquiátrica. Em resposta a perguntas de seguidores, Hidelbrando afirmou que o comediante está “melhorando a cada dia”.

Ele também afirmou que ainda não conseguiu visitar Whindersson na clínica no interior de São Paulo. “São poucas visitas onde ele está. A pessoa que está cuidando dele está indo lá todo dia visitá-lo e passa as informações para nós”, disse.

Hidelbrando contou que deve visitar o filho em breve e que o humorista deve receber alta “logo”. “A minha vontade era trazê-lo para cá, para o interior, para ele passar um tempinho por aqui”, afirmou ele, que vive no Piauí.

Dias após o anúncio da decisão de Whindersson, o pai do humorista também comentou a internação. “Ele escolheu se cuidar, tratar a mente. Isso me deixa feliz. Já havia feito esse pedido a ele e a Deus. Sei que sairá bem e inspirado para voltar aos palcos, que é o que ele mais gosta de fazer”, declarou.

Whindersson decidiu se internar por conta própria para tratar da saúde mental no mês passado. Ele, que já havia se internado anteriormente, fala abertamente sobre sua luta contra a depressão.