Dengue: produção nacional e dose única são vantagens da nova vacina

SAÚDE

São Paulo 11/04/2024 Prefeitura amplia a vacinação contra a Dengue, serão 471 UBS e AMAs, para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. Fotos da vacinaçao na UBS do Cambuci. Foto Paulo Pinto/Agência Brasil
Foto Paulo Pinto/Agência Brasil

Médica aponta ainda possiblidade de inclusão de novos públicos-alvo

O anúncio do Ministério da Saúde sobre a primeira vacina nacional contra a dengue traz consigo outros avanços importantes, como o aumento no volume de doses disponíveis, a produção do imunizante no país, o novo esquema vacinal de apenas uma dose e a perspectiva de inclusão de novos públicos-alvo, afirma a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Mônica Levi.

A médica lembra que o total de 60 milhões de doses que serão entregues no ano que vem, apesar de ser seis vezes maior do que o previsto para 2025, é insuficiente para vacinar toda a população brasileira. Isso significa que o Programa Nacional de Imunizações ainda precisará definir um público-alvo para receber o imunizante que será produzido pelo Instituto Butantan e foi batizado de Butantan-DV.

Por enquanto, a vacina que está sendo aplicada nos postos de saúde é a QDenga, da farmacêutica japonesa Takeda, e apenas em adolescentes de 10 a 14 anos, em cidades com maior incidência da doença, com exceção das doses próximas do vencimento, que podem ser recebidas por pessoas de outras idades.

Mônica Levi diz esperar que novos estudos da Butantan-DV mostrem a segurança e a eficácia da vacina também entre os idosos.

“Os adolescentes internam-se mais e tem mais quadros graves, mas quem mais morre são os idosos. Só que, nas vacinas disponíveis, a faixa etária acima de 60 anos não foi contemplada nos estudos. Mas, no projeto anunciado, há um estudo em populações de outras faixas etárias. Como a vacina do Butantã é de 2 a 59 anos, eu entendo que as outras faixas etárias de interesse são de 60 anos para cima. E isso seria muito importante, porque os idosos tem maior mortalidade”, diz a especialista.

Mesmo que a capacidade de produção seja insuficiente para toda a população brasileira, outra inovação da Butantan-DV deve ajudar a aumentar as coberturas vacinais: é o primeiro imunizante contra a dengue do mundo aplicado em apenas uma dose.

“Em qualquer faixa etária, mas principalmente nos adolescentes, nas vacinas de múltiplas doses, a segunda ou a terceira sempre têm um uma evasão, sempre tem piores coberturas. Sem dúvida, é muito mais fácil fazer campanha pontual de uma dose só do que conseguir completar um esquema maior”, afirma Mônica Levi.

A Butantan-DV foi desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional de Saúde Americano e a farmacêutica MSD e será produzida em conjunto com a empresa WuXi Biologics. Ainda assim, a vacina foi apresentada como 100% nacional porque todas as etapas de sua produção serão realizada em solo brasileiro.

Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, é uma grande vantagem, inclusive para diminuir o risco de desabastecimento ou atraso na entrega das vacinas. “Não depender de acordos que os laboratórios tenham com outros países, se há surtos ou epidemias, isso permite autonomia. Você vai ter uma produção que atenda a sua população, e isso é fundamental para garantir a quantidade de vacinas para a população que se pretende vacinar.”

Bom resultado de testes

O imunizante é tetravalente, ou seja, protege contra os quatro tipos da dengue. Na última etapa de testes, a vacina teve 79,6% de eficácia geral e 89,2% de eficácia entre as pessoas que já tiveram a doença, mas ainda está sendo avaliada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é a responsável pela autorização do uso da vacina no país.

Mônica Levi lembra ainda que todos esses benefícios da Butantan-DV só devem chegar à população a partir de 2026, logo, não se pode descuidar da prevenção ambiental, para controlar a disseminação do Aedes aegypti, mosquito que transmite a doença.

A dengue não é transmitida de uma pessoa para outra, o que significa que a vacina não é capaz de produzir a chamada “imunidade de rebanho”, quando um certo número de pessoas vacinadas é suficiente para bloquear ou até erradicar o agente causador. “Claro que você vai ter menos gente infectada para os mosquitos se contaminarem e picarem outras pessoas, mas não é uma proteção segura, por exemplo, para quem não foi vacinado porque tinha contraindicação, ou estava gestante, era imunocomprometido grave.”

De acordo com o Painel de Monitoramento do Ministério da Saúde, o Brasil já registrou este ano mais de 439 mil casos prováveis de dengue, com 177 mortes confirmadas. Em janeiro, a quantidade de casos foi menor do que no mesmo mês do ano passado, quando houve surto da doença, mas superior aos registros de 2023.

Fonte: Agência Brasil

Dengue: associação revela aumento dos casos e alerta sobre prevenção no Carnaval

SAÚDE

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Associação aponta que os números em janeiro de 2025 são maiores desde outubro de 2024 são. Intenso movimento de pessoas no feriado facilita a disseminação do vírus para regiões de transmissão controlada 

A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) alerta sobre a prevenção à dengue durante o Carnaval. Segundo a instituição, pode ocorrer o  aumento dos casos da doença provocado pelo intenso movimento de pessoas no feriado, o que facilita a disseminação do vírus para regiões onde a transmissão ainda é controlada.

A Abramed revela, ainda, que os números de janeiro de 2025 sobre a dengue são os maiores desde outubro de 2024. Por exemplo, nas semanas de 19/01 a 01/02 de 2025, a taxa de positividade chegou a 19,3%, a maior desde outubro do ano passado.

Mesmo que a taxa de positividade tenha caído para 22,7% na terceira semana de 2025, compreendida de 12 a 18 de janeiro, e para 19,3% na quarta e quinta semanas, de 19/01 a 01/02, a Abramed afirma que o índice é alto.

“A média móvel da positividade, quando comparada com as últimas cinco semanas, confirma a tendência de alta nos casos, já que considera todas as semanas do mês de janeiro”, diz um trecho da nota da associação.

Carnaval

No feriado de Carnaval, milhões de pessoas vão para diferentes cidades e estados para participar dos blocos e desfiles. O movimento de pessoas, conforme a Abramed, além de facilitar a disseminação do vírus da dengue onde a doença está em fase de controle, faz com que pessoas infectadas, ainda assintomáticas, contribuam para a propagação do vírus. “Isso cria um cenário perigoso, onde áreas menos afetadas acabem enfrentando um aumento de casos após o período festivo”, destaca a nota da entidade.

Além disso, o período de Carnaval ocorre em pleno verão – cuja época é marcada por temperaturas elevadas e alta incidência de chuvas, elementos que  formam condições climáticas ideais para a reprodução do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. 

A Abramed destaca que o contato próximo entre as pessoas no Carnaval  também é um fator de preocupação.

Cenário epidemiológico de dengue 

Dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses até 15/02, atualizados em 21/02,  apontam que o Brasil já registrou 365.456 casos prováveis de dengue em 2025. Nesse cenário, 160 pessoas morreram pela doença e 387 óbitos estão em investigação.

São Paulo lidera em número de casos e de mortes. Com 232.543 registros de dengue, o estado paulista teve 125 mortes por dengue até agora em 2025.

Medicina: Inep estabelece 88 pontos como nota de corte do Revalida

SAÚDE

Inep publicou o edital do Revalida 2025/1 nessa quinta-feira (20)
Foto: Marcelo Camargo

Por Agência Brasil

O objetivo da nota de corte é estabelecer um padrão mínimo de desempenho para o candidato ser considerado aprovado no teste educacional

Os participantes do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) de 2025/1 precisam obter, no mínimo, 88 pontos de um total de 150 para ser aprovados na primeira etapa das provas.

O edital que anuncia a nota de corte foi publicado nessa quinta-feira (20). O objetivo da nota de corte é estabelecer um padrão mínimo de desempenho para o candidato ser considerado aprovado no teste educacional.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame em parceria com o Ministério da Educação (MEC), explica que a nota de corte foi calculada por integrantes da Comissão de Avaliação de Itens (CAI), por meio do método Angoff modificado.

Este grupo de especialistas é formado por professores de cursos de medicina brasileiros e médicos que administram testes psicológicos. Para chegar à nota de corte, a comissão julga o nível de dificuldade de cada um dos itens que compõem a prova (questões objetivas, discursivas e da prova prática de habilidades clínicas) já formulada pelo Inep para a respectiva edição do Revalida.

Para comparação, no ano passado a primeira etapa do Revalida 2024 teve nota de corte de 91,96 pontos.

O resultado obtido pelo candidato será equivalente à soma dos pontos nas provas objetiva e discursiva, que compõem esta primeira etapa (teórica). Não há possibilidade de arredondamentos, avisa o Inep no edital publicado.

Revalida de 2025/1

Revalida de 2025/1 tem 17.776 inscritos e confirmados, o que torna esta edição a maior em número de participantes.

As provas da primeira etapa serão aplicadas em 23 de março, em 11 capitais: Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Em 26 de março, serão divulgadas as versões preliminares dos gabaritos e primeira fase de recursos. Entre 24 e 29 de março, o participante deverá enviar documentação comprobatória de conclusão de curso do exterior (diploma, certificado ou declaração) também pelo Sistema Revalida.

Se a documentação foi aprovada em edições anteriores do Revalida, não precisará ser enviada novamente. O sistema do exame fará a homologação de forma automática.

O resultado final da primeira etapa será conhecido em 3 de junho.

Avaliação

Revalida avalia profissionais formados em medicina fora do Brasil que querem exercer a profissão em território nacional. O objetivo do exame é garantir a qualidade do atendimento médico prestado no Brasil, tanto por estrangeiros como por brasileiros que estudaram no exterior.

Desde 2011, o exame que autoriza aos aprovados ter o diploma revalidado no Brasil é aplicado pelo Inep, enquanto a revalidação é de responsabilidade das universidades públicas do Brasil que aderiram ao exame.

Anualmente, as provas são divididas em duas etapas (teórica e prática), que abordam, de forma interdisciplinar, as cinco grandes áreas da medicina: clínica médica, cirurgia, ginecologia e obstetrícia, pediatria, e medicina da família e comunidade (saúde coletiva).

A prova teórica terá 100 questões de múltipla escolha, além das questões discursivas. E o candidato somente poderá avançar para a segunda etapa, a da prova prática, se for aprovado na prova teórica.

Esta última fase avalia as habilidades clínicas em cenários de prática profissional, como atendimento de atenção primária, ambulatorial, internação hospitalar, pronto-socorro para casos de urgência e emergência, além da medicina comunitária, com base na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina, nas normas e na legislação profissional.

O site do Inep tem mais informações sobre o Revalida.

Médicos atualizam estado de saúde do papa Francisco

INTERNACIONAL 

Foto/Instagram/Reprodução

Segundo os médicos, apesar da melhora, o papa Francisco ainda não está fora de perigo e deve ficar internado por ao menos mais uma semana 

Internado em Roma desde o último dia 14 de fevereiro com pneumonia nos dois pulmões, o papa Francisco não está fora de perigo, mas está melhorando, informaram seus médicos nesta sexta-feira (21/2) em uma coletiva de imprensa. O pontífice segue internado no hospital Gemelli, mas, segundo o médico Sergio Alfieri, será reavaliado na próxima semana com possibilidade de seguir o tratamento em casa, no Vaticano.

A coletiva, nesta sexta-feira (21/2), marcou uma semana em que Francisco está internado com diagnosticado de pneumonia bilateral.

Ele está fora de perigo? Não. Mas se a pergunta é ‘ele está em perigo de morte’, a resposta é ‘não’”, afirmou Alfieri.

Embora o papa tenha apresentado melhora e bom humor, os médicos afirmam que ficar no hospital seja uma precaução, já que sua idade, 88 anos, o caracteriza como paciente frágil.

Alfieri também afirmou que o papa é um paciente que se difere dos demais idosos por não ter as mesmas condições de repouso. “A diferença é que as outras pessoas de 88 anos ficam em casa vendo televisão em uma cadeira de rodas. Vocês conhecem outro senhor de 88 anos que governa um Estado e é também o pai espiritual dos católicos no mundo? Ele não se poupa, então se cansou muito.”

Melhorando, o papa ainda recebe suplementos ocasionais de oxigênio.

As informações são do Portal Metrópoles

Covid-19: municípios do interior registraram 68 mil casos em 2025; doença volta a preocupar gestores

SAÚDE

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Até o dia 8 de fevereiro, que corresponde à Semana Epidemiológica (SE) 6, foram notificados 94.701 casos de Covid-19 no país e 429 óbitos pela doença. Do total, 68.638 registros foram feitos nos municípios do interior, que somam 271 mortes. Apesar da diminuição de 21,12% na média móvel de casos, houve aumento de 15,52% na média móvel de óbitos em comparação à SE 5. E o aumento de casos em municípios do interior do país preocupa os gestores, especialmente com a proximidade do Carnaval. Os dados são do Informe Vigilância das Síndromes Gripais do Ministério da Saúde.

Na apuração dos dados, o Brasil 61 seguiu o critério de definição de município do interior utilizado pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Pela lógica do fundo, os municípios de interior são todas as cidades que não são as capitais de seus estados

Apenas na semana 6 foram registrados 8.865 casos de Covid-19, com uma incidência de 4,15% de casos por 100 mil habitantes. O especialista em doenças tropicais do hospital Anchieta e infectologista Manuel Palácios afirma que o percentual é um sinal de alerta para a população. “Isso indica uma possível aceleração do vírus em determinadas áreas”, diz.

Os casos reportados na SE 6 apontam que houve um sinal de alta em estados do Norte e Centro-Oeste, onde foi reportada uma maior proporção de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19. Esses casos ocorreram especialmente entre idosos, em alguns estados dessas regiões.

O Ceará foi o estado que registrou o maior número de pessoas com a doença em municípios do interior até agora, segundo o Painel de Covid-19 do MS. São 12.172 casos. Outros dados, do Boletim InfoGripe da Fiocruz do início de janeiro, mostram que o estado manteve aumento de casos da doença. Na semana 02/2025, Maranguape (CE) teve 581 casos confirmados.

Na avaliação de Palácios, a situação da doença no país requer atenção e cautela dos brasileiros, tendo em vista que há risco de novas variantes começarem a circular com maior taxa de transmissibilidade.

“A situação atual da Covid-19 no Brasil exige atenção, especialmente com o aumento de casos registrados em algumas regiões como o norte e centro-oeste do país. Embora o número de casos de óbitos estejam em níveis mais baixos em comparação aos picos da pandemia, a situação não pode ser subestimada”, destaca o infectologista.

“O principal risco neste momento é o comportamento de novas variantes do vírus, que podem ser mais transmissíveis, o que leva a um aumento nos casos”, completa Manuel Palácios.

Carnaval ‘cancelado’ e volta da máscaras

O aumento de casos de Covid vem sendo registadro em municípios do interior e preocupa gestores. Em Araguaína (TO), 231 novos casos foram confirmados no período de 13 a 19 de fevereiro – desses, 67 estão ativos e 45 casos são suspeitos. Em nota ao Brasil 61, a prefeitura do município informou que de 1° a 18 de fevereiro de 2025 foram registrados 360 casos de Covid-19 na cidade, já em fevereiro de 2024 foram registrados 419 casos.

A secretária de saúde de Araguaína, Ana Paula Abadia, afirma que a pasta está monitorando os dados da Covid-19 para que sejam tomadas as decisões necessárias para a mitigação da doença no município. Entre as ações, a prefeitura decidiu cancelar o Carnaval na localidade e destinar os recursos do evento à saúde, como medida para conter o avanço da Covid-19.

“O prefeito Wagner Rodrigues anunciou que os recursos inicialmente destinados à festividade de Carnaval, que seriam na ordem de R$ 1,2 milhão, provenientes do tesouro municipal, serão redirecionados para a área da saúde. E com esses recursos, nós iremos implantar a primeira clínica veterinária pública daqui de Araguaína e a Clínica de Saúde Mental”, salienta.

Por conta do avanço da doença no Tocantins, alguns municípios decretaram o retorno do uso obrigatório da máscara para alertar a população contra a doença. Segundo a Gazeta do Cerrado, os municípios são: São Sebastião, no Bico, Lajeado, Cristalândia e Babaçulândia.

Já em Carolina (MA), foram registrados 51 casos positivos de Covid-19 até agora, sendo que 40 pessoas se recuperaram e 11 ainda estão com a doença ativa. Os dados são de Boletim Epidemiológico divulgado pela prefeitura.

Confira o número de casos e de óbitos em municípios do interior de 01/01 até 08/02 – que corresponde a SE 6, conforme dados do MS:

  • AC: 1. 850 casos; 13 óbitos
  • AL: 801 casos; 2 óbitos
  • AM: 2.121 casos; 0 óbitos
  • AP: 20 casos; 1 óbito
  • BA: 1.233 casos; 8  óbitos
  • CE: 12.172 casos; 0 óbitos
  • DF: (em branco) casos; (em branco) óbitos
  • ES: 1.099 casos; 4 óbitos
  • GO: 5.984 casos; – 107 óbitos
  • MA: 436 casos; 0 óbitos
  • MG: 8.356 casos; 64 óbitos
  • MS: 801 casos; 12 óbitos
  • MT: 5.302 casos; 10 óbitos
  • PA: 2.817 casos; 14 óbitos
  • PB: 2.652 casos; 24 óbitos
  • PE: 4.359 casos; 13 óbitos
  • PI: 153 casos; 1 óbito
  • PR:1.706 casos; -24 óbitos
  • RJ: 2.655 casos; 39 óbitos
  • RN: 1.324 casos; 10 óbitos
  • RR: 44 casos; 0 óbitos
  • RS:  2.911 casos; 44 óbitos
  • SC: 1.738 casos; 11 óbitos
  • SE: : 131 casos; 0 óbitos
  • SP:7.726 casos; 129 óbitos
  • TO: 247 casos; 3 óbitos

O Painel não foi atualizado com os dados de Rondônia. Além disso, os dados por UF são distintos das secretarias estaduais. O MS foi contatado para explicar a diferença e os números negativos, mas até o fechamento da reportagem o Brasil 61 não obteve resposta.

Até a SE 6 de 2025, segundo dados do Painel de Covid-19 do MS, a região Nordeste liderou em número de casos de Covid-19 em municípios do interior, com 23.261 registros. Sudeste aparece logo em seguida, com 19.836 pessoas infectadas. Em contrapartida, o Sudeste lidera com 236 mortes por Covid-19.

O último Boletim InfoGripe, referente à SE 7 – de 9/02 a 15/02 – aponta que a Covid-19 continua sendo a principal causa de óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre os idosos, nas últimas semanas.

A situação pode piorar no Carnaval?

O Carnaval é nos dias 3, 4 e 5 de março, período marcado por grandes aglomerações. Segundo o infectologista, isso aumenta significativamente o risco de transmissão de doenças respiratórias, incluindo a Covid-19.

“O grande número de pessoas reunidas, a proximidade entre os indivíduos de convivência nos espaços fechados ou mal ventilados são fatores que contribuem para a propagação do vírus”, aponta Palácios.

Ele alerta que a população deve evitar aglomerações, especialmente em ambientes fechados, além de optar pela máscara em locais de maior risco de infecção, como o transporte público, festas e shows. Além disso, estar com a vacinação de Covid-19 em dia também ajuda na proteção contra a doença.

“A recomendação é para que as pessoas se vacinem, caso ainda não tenham tomado a dose de reforço, pois a vacinação será a nossa principal proteção contra formas graves da doença. Durante o Carnaval, é fundamental monitorar os sintomas e, caso se sinta mal, buscar atendimento médico e evitar sair de casa para não propagar o vírus”, enfatiza o especialista.

Palácios alerta que se as medidas preventivas não forem seguidas de forma rigorosa, pode haver uma intensificação do aumento de casos, o que pode pressionar as unidades de saúde pública. “Portanto, é crucial que a população tenha consciência da importância de continuar adotando medidas preventivas, mesmo durante grandes eventos como o Carnaval”, pontua.

Fonte: Brasil 61

Papa Francisco está com infecção e situação clínica é ‘complexa’

SAÚDE

Papa Francisco na audiência semanal desta quarta-feira (5) — Foto: REUTERS/Remo Casilli
Foto: REUTERS/Remo Casilli

Pontífice está internado desde o fim de semana e, segundo o Vaticano, o quadro é complexo.

O Vaticano informou nesta segunda-feira (17) que o papa Francisco está com uma infecção polimicrobiana das vias respiratórias e que sua situação clínica é “complexa”. Ainda segundo a Santa Sé, o tratamento do pontífice, de 88 anos, foi alterado após o diagnóstico e não há previsão de alta. Ele permanecerá no hospital pelo tempo que for necessário.

O papa Francisco, internado desde sexta-feira (14) em Roma, apresenta “um quadro clínico complexo”, anunciou nesta segunda-feira o Vaticano, o que sugere que a hospitalização do pontífice de 88 anos será prolongada.

“Os resultados dos exames realizados nos últimos dias e hoje mostraram uma infecção polimicrobiana das vias respiratórias que levou a uma nova modificação do tratamento”, afirma o boletim de saúde.

“Todos os exames realizados até hoje são indicativos de um quadro clínico complexo que exigirá uma internação hospitalar adequada”, acrescentou.

O pontífice de 88 anos sofre de uma infecção respiratória há mais de uma semana e foi internado no hospital Gemelli de Roma na sexta-feira.

O porta-voz do Vaticano Matteo Bruni disse que o papa estava “de bom humor”. Ele não especificou se Francisco estava sofrendo de uma infecção bacteriana ou viral, mas afirmou que uma nova atualização sobre a condição do papa será divulgada mais tarde na segunda-feira.

* Com informações da Reuters

Farmácia Popular: Ministério da Saúde abre credenciamento a todos os municípios do país

SAÚDE

Foto: Elza Fiuza/ Agência Brasil
Foto: Elza Fiuza/ Agência Brasil

Por Bianca Mingote/Brasil61

Agora, todos os 41 medicamentos e itens, como fraldas geriátricas, são gratuitos para toda a população brasileira nas farmácias credenciadas

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou a total gratuidade do Programa Farmácia Popular para toda a população brasileira. Agora, todos os 41 itens do programa passam a ser distribuídos de graça nas farmácias credenciadas.

Com a ampliação, as fraldas geriátricas serão fornecidas gratuitamente para o público elegível, como pessoas com 60 anos ou mais. Além disso, a Dapagliflozina – um medicamento utilizado no tratamento da diabetes associada à doença cardiovascular – também será disponibilizada sem custo para os brasileiros.

Segundo a Pasta, a medida deve beneficiar diretamente – e de forma imediata – mais de um milhão de pessoas por ano, especialmente idosos. O anúncio foi feito na última quinta-feira (13), durante o Encontro de Novos Prefeitos e Prefeita, em Brasília.

Credenciamento aos municípios

A ministra Nísia Trindade também anunciou uma nova fase de credenciamento para farmácias privadas localizadas em municípios que ainda não fazem parte do programa. A partir de agora, novos estabelecimentos poderão efetuar um cadastro. Com isso, a iniciativa visa ampliar a rede de atendimento e garantir que mais brasileiros acessem medicamentos essenciais para a saúde.

Como credenciar uma farmácia no Programa:

Para credenciar um estabelecimento ao Farmácia Popular, é necessário que a unidade esteja localizada em um município com vaga aberta e que reúna a documentação exigida.

Antes de iniciar o processo, é preciso acessar o Edital de Convocação para o credenciamento ao Programa Farmácia Popular do Brasil. Segundo a Saúde, a ordem de análise da documentação de credenciamento enviada ao Ministério seguirá a ordem cronológica de inscrição por município contemplado, desde que atendidos todos os requisitos, elencados no Edital.

O processo inclui o preenchimento de formulários e a apresentação dos seguintes documentos autenticados ou com certificação digital:

  • Comprovante de CNPJ com CNAE específico (4771701 e 4771702);
  • Registro na junta comercial ou certificação digital;
  • Licença sanitária estadual ou municipal;
  • Autorização de funcionamento emitida pela Anvisa;
  • Certidão de regularidade fiscal junto à Receita Federal;
  • Certificado de regularidade técnica emitido pelo Conselho Regional de Farmácia;
  • Documentação do representante legal e do farmacêutico responsável;
  • Comprovante de conta bancária da empresa.

Conforme o Ministério da Saúde, a lista de municípios com vagas disponíveis para credenciamento será atualizada e divulgada mensalmente no site oficial do Farmácia Popular, levando em conta os credenciamentos, os eventuais descredenciamentos e alterações de endereço.

Farmácia Popular terá 100% de gratuidade, anuncia Ministério da Saúde

SAÚDE

Farmácia Popular em estabelecimento do Rio de Janeiro
Farmácia Popular em estabelecimento do Rio de Janeiro — Foto: Lucas Tavares

Por Agência O Globo

Programa tem 41medicamentos em mais de 31 mil farmácias

Os beneficiários do programa Farmácia Popular não terão mais que desembolsar recursos para receber alguns tipos de medicamentos. Em reunião com os prefeitos nesta quinta-feira, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou que a rede credenciada passará a distribuir de graça todos os 41 itens incluídos no programa — o total de insumos oferecidos.

Antes da medida, 38 produtos já eram oferecidos sem custos para a população.

A medida deve beneficiar um milhão de pessoas por ano em todo o país, principalmente idosos, segundo estimativa do ministério. Hoje, parte dos itens são pagos com algum desconto, e outra parte é de graça.

Com essa ampliação, as fraldas geriátricas passam a ser fornecidas de graça para o público elegível, como pessoas com 60 anos ou mais. A Dapagliflozina, medicamento utilizado no tratamento da diabetes associada à doença cardiovascular, também será ofertada sem custo para o público.

“A iniciativa fortalece o acesso da população a medicamentos essenciais e expande a cobertura do programa”, informou o ministério em nota.

Entre 2022 e 2024, foram incluídos no programa cerca de quatro milhões de novos beneficiários. No período, o total de pessoas atendidas passou de 20,7 milhões para 24,7 milhões.

O programa também oferece remédios para diabetes, asma, hipertensão, osteoporose, anticoncepção, colesterol alto, rinite, doença de Parkinson e glaucoma.

Atualmente, a iniciativa está presente em mais de 31 mil farmácias credenciadas de 4.812 municípios.

Além da ampliação da gratuidade, a ministra Nísia Trindade anunciou nova fase de credenciamento para farmácias privadas em 758 municípios que ainda não são atendidos pelo programa.

Com as novas habilitações, a expectativa é a universalização do Farmácia Popular. Atualmente, o programa está presente em 4.812 municípios, abrangendo 86% das cidades do país e cobrindo cerca de 97% da população por meio de mais de 31 mil farmácias credenciadas.

Preço de medicamentos genéricos pode cair mais de 50%, diz Ipea

SAÚDE

Remédios genéricos
Foto/Reprodução

Por Agência Brasil

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, quanto mais opções de um determinado medicamento chegam ao mercado, mais barato fica o produto

Um novo estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mediu os impactos dos genéricos no preço dos medicamentos. Os resultados mostram que, quanto mais opções de um determinado medicamento são colocadas no mercado, mais barato fica o produto. A queda pode chegar a mais de 50%.

Os genéricos podem ser produzidos a partir do momento em que o chamado “medicamento de referência” tem a patente quebrada, o que geralmente ocorre 20 anos após o lançamento, ou antes, em alguns casos específicos. Os produtos têm a mesma substância ativa, forma farmacêutica, dosagem e indicação farmacológica que o chamado medicamento de referência.

Detalhes do estudo foram destacados no site do Ipea nesta segunda-feira (10), quando se completam 26 anos da Lei Federal 9.787/1999, que estabeleceu os medicamentos genéricos no Brasil. De acordo com os resultados, com a entrada do primeiro produto genérico no mercado, houve redução média de 20,8% nos preços mínimos. A partir do terceiro, a economia é de cerca de 55,2%.

O estudo também resultou em um artigo do livro Tecnologias e Preços no Mercado de Medicamentos, lançado pelo Ipea em novembro do ano passado. A publicação digital está disponível gratuitamente aos interessados. O artigo, intitulado Efeitos da entrada de genéricos no mercado sobre o preço dos medicamentos, incluído como Capítulo 8, foi escrito pelo pesquisador Romero Cavalcanti Barreto da Rocha.

Os resultados do estudo indicam que mercados altamente concentrados sofrem maior impacto. Nesses casos, quando o medicamento de referência enfrenta menos concorrência, a entrada dos genéricos reduz em cerca de 34% os preços médios.

O momento em que os novos produtos são colocados no mercado também influencia nos efeitos. Quando o genérico entra logo após a perda da patente do medicamento de referência, a redução nos preços é maior. Eventuais atrasos podem gerar efeito negativo na queda.

O estudo indica ainda que a compra de genéricos já se tornou um hábito para os brasileiros. Esses produtos representam atualmente 34% dos valores das vendas de medicamentos. Entre 2003 e 2019, o aumento anual na comercialização dos genéricos foi de 18,3%. O percentual é três vezes maior do que o observado em relação aos demais tipos de medicamentos.

Apenas 5,34% do público-alvo recebeu a segunda dose da vacina contra dengue em Pernambuco

PERNAMBUCO

 (Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo)
(Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo)

Por Adelmo Lucena/DP

Apenas 53% das doses disponíveis no estado foram aplicadas

O número de casos prováveis de dengue em Pernambuco aumentaram pela segunda semana consecutiva e apenas 20% do público apto para receber o imunizante está vacinado com a primeira dose. Já com a segunda, o percentual cai para 5.34%.

Além disso, somente 53% das vacinas contra a doença foram aplicadas no estado. Os dados foram repassados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e são referentes até 28 de janeiro. O Governo Federal anunciou em março de 2024 que Pernambuco passaria a receber a vacina.

Desde então, somente 77.423 das 145.944 doses foram aplicadas em Pernambuco. Segundo a Secretaria de Saúde, apenas a I e V Regiões de Saúde foram contempladas para receber a vacina contra a dengue.

A faixa etária da estratégia incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) é de 10 a 14 anos e o esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre elas.

No período de 1º de janeiro de 2024 a 28 de janeiro de 2025, foram distribuídas 113.313 doses de vacina contra a dengue (contemplando a 1º e 2º doses) para a I Região de Saúde e até o momento foram aplicadas e registradas 60.828 doses no sistema de informação.

Neste mesmo período foram distribuídas 32.631 doses da referida vacina (contemplando a 1º e 2º doses) para a V Região de Saúde e até o momento foram aplicadas e registradas 16.595 doses no sistema de informação.

De acordo com a SES, a “política de vacinação no Brasil é de responsabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, portanto, é de competência da esfera nacional, o provimento dos imunobiológicos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações”.

A distribuição das doses nos municípios foi determinada com base em três critérios principais: o ranqueamento das Regiões de Saúde e municípios, o quantitativo necessário de doses para a população-alvo conforme a disponibilidade (prevista pelo fabricante) e o cálculo do total de doses a serem entregues em uma única remessa ao município.

A Secretaria de Saúde informou que o estado recebeu, recentemente, uma remessa com 15.309 doses da vacina contra a dengue e que estimula os municípios nas campanhas de vacinação.

Pernambuco registrou um aumento no número de casos prováveis de dengue, saindo de 559 para 1.354 em apenas uma semana. Isso representa um aumento de 99,7%. Se comparado com o mesmo período do ano anterior, o crescimento de casos prováveis é de 166,5%.

Baixa procura a nível nacional

Em janeiro, a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) emitiu um alerta sobre a baixa procura pela vacina contra a dengue, alertando que apenas 1.9 mil municípios do Brasil recebem as doses e que apenas metade delas foi aplicada.

O Brasil voltou a detectar o sorotipo 3 da dengue em diversos locais. Os sorotipos podem ser entendidos como os tipos da doença e a dengue possui quatro deles, sendo o terceiro com maior potencial de causar formas graves da doença. Segundo o Ministério da Saúde, este sorotipo não circula no Brasil de forma predominante desde 2008, o que deixa a população mais vulnerável à infecção.

O Brasil teve, em 2024, a pior epidemia de dengue, com 6.629.595 casos prováveis e 6.103 mortes por causa do vírus.

40 pessoas por minuto são diagnosticadas com câncer no mundo

SAÚDE

Câncer de mama
“Estamos trabalhando para melhorar a vida de milhões de pessoas”, declarou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, em mensagem nas redes sociais sobre o Dia Mundial de Combate ao Câncer – Foto/Divulgação/Pexels

OMS alerta para cuidados e busca ações globais para combater a doença e melhorar a vida dos afetados.

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, lembrado na 3ª feira (4.fev), a OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou que, a cada minuto, 40 pessoas são diagnosticadas com a doença em todo o planeta –e embarcam em uma verdadeira jornada para vencer a enfermidade.

“Elas não conseguem ser bem sucedidas sozinhas. Em todo mundo, a OMS trabalha com parceiros para criar coalizões globais, catalisar ações locais e amplificar as vozes de pessoas afetadas pelo câncer”, avaliou o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom.

Em seu perfil na rede sociais X (ex-Twitter), Tedros destacou que a OMS atua em diversas áreas, desde o fornecimento de medicações para tratamentos oncológicos pediátricos até campanhas globais para a eliminação do câncer cervical. “Estamos trabalhando para melhorar a vida de milhões de pessoas”, declarou.

“No Dia Mundial do Câncer, honramos a coragem daqueles afetados pela doença, celebramos o progresso científico e reafirmamos nosso compromisso de promover saúde para todos”, concluiu o diretor-geral.

Dentre as orientações publicadas pela OMS para reduzir o risco de câncer estão:

não fumar;
praticar atividade física regularmente;
comer frutas e verduras;
manter um peso corporal saudável;
limitar o consumo de álcool.

Com informações da Agência Brasil.

Hospital Eduardo Campos realiza primeira captação de órgãos em Serra Talhada

SAÚDE

Foto/Reprodução

A Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE) registrou um importante avanço no interior no último fim de semana. O Hospital Eduardo Campos (HEC), localizado em Serra Talhada, realizou a primeira captação de órgãos de sua história.

Os órgãos, rins e fígado, foram doados pelos familiares de um paciente que teve morte encefálica, conhecida como morte cerebral. Uma equipe da CT-PE esteve na unidade e fez o transporte para a capital utilizando um táxi aéreo. Pacientes que estão na fila de espera por transplantes serão beneficiados.

“Este é um momento histórico para o Hospital Eduardo Campos e para toda a região do Sertão de Pernambuco. A primeira captação de órgãos realizada aqui representa não apenas um avanço na assistência à saúde, mas também um gesto de solidariedade e esperança. Agradecemos imensamente à família do doador por essa decisão tão generosa e à nossa equipe, que se dedicou para que tudo acontecesse com segurança e respeito”, comentou a diretora do HEC, Patrícia Queiroz.

O coordenador da CT-PE, André Bezerra, salienta que as doações de órgãos devem ocorrer em todos os hospitais. “É na Região Metropolitana que acontece a identificação do maior número de pacientes em morte encefálica e, consequentemente, é onde acontece o maior número de doações. Para os 3,7 mil pacientes que estão na lista de espera por um transplante, cada doação conta. O nosso trabalho é que todo hospital que tiver potencial para identificar um paciente de morte encefálica possa realizar os exames que confirmem a morte encefálica e tenha uma equipe treinada para conversar com a família e ofertar para essa família a possibilidade de doação”, destacou.

Da redação do Blog Alvinho Patriota

Brasil tem cerca de 200 mil picadas de escorpião por ano, como ocorreu com Ana Maria Braga

SAÚDE

Escorpião
Escorpião – Foto: Miva Filho/SES-PE
Ana Maria Braga sofre picada de escorpião.
Ana Maria Braga sofre picada de escorpião. — Foto: Reprodução / Instagram

Por Agência O Globo

Em caso de acidente, a pessoa deve manter a calma, limpar o local com água e sabão e buscar o atendimento médico de referência da região o mais rápido possível

A apresentadora Ana Maria Braga precisou ser atendida na noite deste sábado (1º) no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) de Botucatu após ser picada por um escorpião enquanto estava em sua fazenda na cidade de Bofete, São Paulo.

Após receber a assistência médica, Ana Maria foi liberada e já está em casa. Em publicação nas redes sociais ela disse que está bem e agradeceu à equipe da Unesp e o carinho e preocupação das pessoas.

Na postagem, ela contou que pisou no animal e brincou que “levar uma picada de escorpião é igual boleto no fim do mês: aparece do nada e dói no coração!”. A apresentadora também disse que dará mais detalhes sobre o ocorrido amanhã no programa Mais Você, da TV Globo.

Acidentes como o de Ana Maria não são raros no Brasil e estão em alta. Segundo dados do Ministério da Saúde, disponíveis pelo DataSUS, o país registrou 200.764 picadas de escorpião

De acordo com informações da pasta, as espécies de escorpião de importância em saúde pública são do gênero Tityus. São elas:

  • Escorpião-amarelo (T. serrulatus) – com ampla distribuição em todas as macrorregiões do país, representa a espécie de maior preocupação em função do maior potencial de gravidade do envenenamento e pela expansão em sua distribuição geográfica no país, facilitada por sua reprodução partenogenética e fácil adaptação ao meio urbano.
  • Escorpião-marrom (T. bahiensis) – encontrado nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.
  • Escorpião-amarelo-do-nordeste (T. stigmurus) – Também apresenta reprodução do tipo partenogenética. É a espécie mais comum no Nordeste, apresentando alguns registros nos estados de Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
  • Escorpião-preto-da-amazônia (T. obscurus) – Principal causador de acidentes e óbitos na região Norte e no Estado de Mato Grosso.

Outras espécies também causam envenenamento, mas com menor frequência e normalmente com menos gravidade. O principal sintoma de uma picada costuma ser uma dor imediata no local.

O que fazer se for picado por um escorpião?

Em caso de acidente, a pessoa deve manter a calma, limpar o local da picada com água e sabão e buscar o atendimento médico de referência da região o mais rápido possível. O uso de compressa de água morna ajuda no alívio da dor.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, gelo ou compressa de água gelada não devem ser utilizados nos casos de picada pelo escorpião-amarelo porque acentuam a sensação de dor. Por isso, a preferência deve ser sempre por compressa de água morna.

O tratamento específico, feito sob supervisão médica no ambiente hospitalar, utiliza soro antiescorpiônico. Caso ele esteja em falta, também pode ser utilizado soro antiaracnídico.

Padre Marcelo Rossi faz alerta e mostra antes e depois da depressão: “Tem cura”

SAÚDE

Padre Marcelo Rossi posta "antes e depois" da depressão
Padre Marcelo Rossi posta “antes e depois” da depressão – Foto: Instagram/Reprodução

Por Estadão Conteúdo

[Alerta gatilho: Se você perceber que está extremamente sobrecarregado, ansioso, depressivo ou pensando em se machucar, procure seu médico, psicólogo ou familiar e não esqueça do CVV – Centro de Valorização da Vida (ligue 188)]

A publicação foi feita um dia após o Padre Fábio de Melo anunciar pausa nos shows para tratar depressão

O padre Marcelo Rossi, de 57 anos de idade, falou em seu Instagram sobre ter sido curado da depressão. O religioso compartilhou seu antes e depois, neste domingo (2), com um salto de nove anos: na primeira foto, de 2016, ele aparece mais magro, enquanto na atual, com o físico que o transformou em protagonista de memes do universo fitness.

A postagem fixada em sua página, que soma 10 milhões de seguidores, mostra o religioso em dois momentos: quando teve depressão e chegou a pesar 60 quilos, em 2016, e outra foto atual, em que aparece robusto e sorridente.

“Depressão não é frescura, mas tem cura. Cuidado do corpo, mente e espírito é essencial… tem coisas que tem que ver pra crer!”, legendou. O padre também usou a música gospel Sou um Milagre na publicação, destacando o trecho “Aquilo que parecia ser minha morte, mas Jesus mudou minha sorte, sou um milagre e estou aqui”.

Em entrevista ao The Noite, em agosto, Rossi relembrou o período em que precisou lutar pela sua saúde mental. “Tive depressão, e não desejo para ninguém, por sete meses e 22 dias. O sacerdote muitas vezes é uma lata de lixo. Você escuta tantas coisas ruins que, se não tem uma experiência com Deus, aquilo vai te consumindo”, desabafou na ocasião.

“Depressão tem cura. Glória a Deus. Cuidado do corpo, mente e espírito é essencial”, escreveu na rede social.

A publicação foi feita um dia após o Padre Fábio de Melo anunciar pausa nos shows para tratar depressão.

Foram muitos os comentários solidários ao bom momento do padre Marcelo, além dos milhares de compartilhamentos da mensagem. Até a tarde de domingo, eram mais de 8 mil registros.

Um dos seus seguidores reagiu: “Com certeza não é frescura, requer compaixão, empatia daqueles que nos cercam, para que tenhamos um ambiente propício para recuperação”.

Piso da enfermagem: estados e municípios recebem mais de R$ 675 milhões, em janeiro

SAÚDE

Por Brasil 61

Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília/Divulgaçāo
Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília/Divulgação

Fonte: Brasil 61

Para Vitória da Conquista (BA) e Barbalha (CE), a previsão é que sejam destinados mais de R$ 1 milhão

Os recursos complementares para o pagamento do piso da enfermagem referentes ao mês de janeiro já estão disponíveis para consulta. Os valores constam na Portaria GM/MS nº 6.565, de 28 de janeiro de 2025, publicada nesta quarta (29) pelo Ministério da Saúde. O total a ser transferido chega a R$ 675.673.489,45, entre valores destinados a execução municipal e estadual.

Os recursos são repassados mensalmente e destinados aos entes federados para que possam fazer o pagamento do piso de profissionais da categoria. Porém, é essencial que a aplicação dos recursos seja fiscalizada para garantir que os valores cheguem aos trabalhadores, como destaca o advogado especialista em direito médico, Josenir Teixeira.

“Os profissionais da enfermagem devem ficar atentos a acompanhar o repasse que os municípios irão receber, para que os municípios efetivamente repassem os valores às suas empregadoras, para que, finalmente, as suas empregadoras paguem os valores dentro da folha de pagamento. Vamos ver se realmente esses valores repassados pela União serão suficientes para cumprir o que disse a lei”, avalia.

Municípios como Cajueiro (AL) e Tonantins (AM), receberão mais de R$ 100 mil, cada. Para Vitória da Conquista (BA) e Barbalha (CE), a previsão é que sejam destinados mais de R$ 1 milhão.

No geral, o maior valor foi destinado aos municípios de Minas Gerais, que partilham R$ 109.999.923,71. Na sequência aparece Bahia, com R$ 73.925.792,50, entre valores de execução estadual e municipal.

Região UF Valor Transferido para Estado Valor Transferido para Município Valor Transferido em Janeiro – Total
Norte AC 2.462.939,64 1.002.135,81 3.465.075,45
Nordeste AL 2.002.854,32 14.302.159,90 16.305.014,22
Norte AM 381.318,72 10.712.221,45 11.093.540,17
Norte AP 577.562,53 3.700.385,81 4.277.948,34
Nordeste BA 24.762.820,44 49.162.972,06 73.925.792,50
Nordeste CE 5.041.736,20 37.950.277,61 42.992.013,81
Centro-Oeste DF 277.512,12 277.512,12
Sudeste ES 2.137.520,61 7.735.889,69 9.873.410,30
Centro-Oeste GO 5.091.668,17 11.796.937,40 16.888.605,57
Nordeste MA 14.569.399,50 38.988.371,00 53.557.770,50
Sudeste MG 5.054.321,27 104.945.602,44 109.999.923,71
Centro-Oeste MS 1.643.110,09 9.124.132,84 10.767.242,93
Centro-Oeste MT 2.116.877,65 8.886.998,69 11.003.876,34
Norte PA 11.080.774,20 33.043.525,47 44.124.299,67
Nordeste PB 6.818.922,83 25.395.079,84 32.214.002,67
Nordeste PE 29.385.627,98 29.385.627,98
Nordeste PI 3.622.885,89 11.718.481,11 15.341.367,00
Sul PR 14.367.869,63 14.367.869,63
Sudeste RJ 5.166.554,68 42.168.650,32 47.335.205,00
Nordeste RN 8.147.091,46 15.772.885,95 23.919.977,41
Norte RO 685.995,94 5.586.855,36 6.272.851,30
Norte RR 890.700,46 890.700,46
Sul RS 16.129.960,59 16.129.960,59
Sul SC 8.493.078,63 5.893.012,42 14.386.091,05
Nordeste SE 4.695.041,18 3.204.313,06 7.899.354,24
Sudeste SP 15.146.981,61 33.161.869,10 48.308.850,71
Norte TO 4.894.431,86 5.775.173,92 10.669.605,78
Total 134.871.399,54 540.802.089,91 675.673.489,45

Acerto de Contas

O Ministério da Saúde também publicou a Portaria GM/MS 4.155, de 14 de junho de 2024, para acerto de contas de entes federados. Serão repassados R$ 172.163.255,20 a 1.626 municípios e 10 estados, referentes a parcelas de maio a agosto de 2023.

Saúde anuncia retomada de obras em 290 municípios

De acordo com o Ministério da Saúde, os municípios e estados que não estão na Portaria 4.155 podem solicitar por e-mail, com as justificativas necessárias para embasar o requerimento. Caso não seja aceito, será encaminhada uma resposta, também por e-mail, com instruções para a correta inserção de dados no sistema InvestSUS.

Secretaria Estadual de Saúde lança Plano de Enfrentamento das Arboviroses após alta de casos em 2024

PERNAMBUO

Em Pernambuco, em 2024, foram 12.884 casos de dnegue registrados, sendo 221 graves (Foto: Freepik)
Em Pernambuco, em 2024, foram 12.884 casos de dengue registrados, sendo 221 graves (Foto: Freepik)

Por Adelmo Lucena/DP

A iniciativa visa organizar equipes de saúde nos períodos mais críticos do ano para enfrentar a proliferação das doenças

Após registrar 4.530 casos e 17 mortes por arboviroses em 2024, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) lançou o Plano de Enfrentamento das Arboviroses 2025/2026. O documento analisa os cenários existentes e prevê a organização de equipe para enfrentar os períodos de sazonalidade de doenças como dengue, zika, febre do oropouche e chikungunya.

Assim como os outros estados, Pernambuco teve um aumento de casos de arboviroses em Pernambuco, principalmente entre os meses de março e julho de 2024. A SES destaca que o enfrentamento dessas doenças requer ações integradas e sistemáticas, que serão orientadas a partir do Plano de Enfrentamento, por meio de colaborações intersetoriais, controle vetorial, manejo clínico adequado e envolvimento da população.

No documento, a pasta detalha o perfil epidemiológico e entomológico das arboviroses, a organização da rede de saúde para atendimento e um plano de ação para o enfrentamento de possíveis epidemias.

“O Plano de Enfrentamento  das Arboviroses  é  um documento  fundamental  para organizar a rede e as equipes para a sazonalidade deste grupo de doenças. Ele traz, além de  uma  análise  crítica  do  cenário epidemiológico, organização das fases de resposta e as respostas em si por setores. O  plano  está  construído  para os anos de 2025 e 2026 e é vivo,  podendo  ser  atualizado para novas orientações ou novos  fatos  que  surgirem”,  reforçou o diretor geral de Vigilância  Ambiental, Eduardo Bezerra.

No Estado, a dengue está presente desde 1987, com surtos epidêmicos marcantes em anos como 1997, 1998, 2002, 2015 e 2016. Os anos de 2015 e 2016 foram especialmente complexos devido à circulação conjunta dos recém-introduzidos chikungunya, zika e os quatro sorotipos da dengue.

As condições climáticas, a falta de saneamento adequado e o acúmulo de lixo nas ruas contribuem para a proliferação do Aedes aegypti, aumentando o risco de epidemias. Em Pernambuco, em 2024, foram 12.884 casos registrados, sendo 221 graves. Além disso, 12 mortes foram contabilizadas.

O ano de 2024 também representou um desafio para as equipes de Vigilância em Saúde, com a ocorrência de casos de uma nova doença, até então nunca identificada no Estado, a Febre do Oropouche.

Butantan começa a produzir sua vacina contra dengue; Anvisa ainda não aprovou

SAÚDE

Sede do Instituto Butantan
Sede do Instituto Butantan – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Por Estadão Conteúdo

Até o momento, a Butantan-DV não tem aval para distribuição e aplicação

O Instituto Butantan deu início à produção de sua vacina contra a dengue, a Butantan-DV. Segundo a instituição, a expectativa é fabricar 1 milhão de doses em 2025 e mais 100 milhões nos próximos três anos.

A fabricação ocorre cerca de um mês depois de o Butantan enviar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a última leva de documentos necessários para o pedido do registro do imunizante.

A avaliação ainda não foi concluída e, até o momento, a Butantan-DV não tem aval para distribuição e aplicação.

Segundo a Anvisa, a análise de pacotes de processos de submissão contínua – formato em que a documentação foi apresentada – costuma durar cerca de 90 dias. Nesse caso, como o pacote de dados foi submetido em 16 de dezembro, a expectativa é de que o parecer seja divulgado até meados de março.

Se aprovada, a vacina será a primeira do mundo em dose única contra a doença. “É um dos maiores avanços da saúde e da ciência na história do País e uma enorme conquista em nível internacional”, avaliou Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan, quando os documentos foram enviados à agência.

“Vamos aguardar e respeitar todos os procedimentos da Anvisa, um órgão de altíssima competência. Mas estamos confiantes nos resultados que virão”, acrescentou Kallás na ocasião.

Próximos passos
A Butantan-DV não estará disponível para os brasileiros imediatamente após a aprovação do registro.

Se ela for aprovada, a Anvisa deverá enviar uma solicitação de autorização de preço à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Depois dessa etapa, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) irá estudar a possível incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde (SUS). Caso o posicionamento seja favorável, então os trâmites para a distribuição da vacina pelo Ministério da Saúde poderão ser iniciados – mas a pasta já sinalizou que não prevê uma vacinação em massa neste ano.

A Butantan-DV é um imunizante tetravalente, formulado para proteger contra os quatro sorotipos do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

Os ensaios clínicos foram concluídos em junho do ano passado, com os resultados mais recentes publicados na revista científica The Lancet Infectious Diseases. Os dados refletem o acompanhamento de 16.235 participantes e indicam que o imunizante do Butantan demonstrou eficácia e segurança em pessoas de 2 a 59 anos.

A vacina atual: Qdenga

O Brasil tem um imunizante disponível contra a doença, a vacina Qdenga. Mas o produto, fabricado pela farmacêutica japonesa Takeda, precisar ser importado e requer duas doses para a imunização.

Além disso, a empresa tem capacidade limitada de produção e as doses são insuficientes para atender todo o público para qual a vacina foi aprovada pela Anvisa: pessoas de 4 a 60 anos. Com isso, apenas crianças de 10 a 14 anos, moradoras dos 1.920 municípios pré-selecionados, podem tomar a Qdenga na rede pública e, na rede particular, cada dose custa mais de R$ 300.

Estados e municípios têm até sexta para retomada de obras do SUS

SAÚDE 

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por Agência Brasil

Adesão pode ser feita por meio por meio dos sistemas Sismob ou InvestSUS

Gestores estaduais e municipais têm até a próxima sexta-feira (17) para regularizar e assinar o Termo de Repactuação para Retomada de Obras na Saúde (TRR). A nova data, de acordo com o Ministério da Saúde, visa a garantir a retomada das obras no setor em todo o país. A previsão inicial era que o prazo fosse encerrado nesta sexta-feira (3).

O último balanço da pasta indica que 153 das 203 obras que aderiram à repactuação já estão com o termo assinado e, portanto, aptas a realizar a licitação e receber os recursos federais. Dois sistemas estão disponíveis para regularizar o cadastro e aderir à retomada: o Sistema de Monitoramento de Obras (Sismob) e o InvestSUS.

“Embora o material seja de fácil acesso, o Ministério da Saúde informa que há obras que estão aptas para serem reiniciadas, mas ainda estão paralisadas devido a pendências dos entes federados”, destacou o comunicado. Além da possibilidade de concluir projetos interrompidos ou paralisados, é possível também regularizar a situação de obras concluídas.

A iniciativa – regulamentada pela Portaria GM/MS nº 5.426/2024 – conta com investimento superior a R$ 353 milhões.

Entre as obras previstas figuram 137 academias de saúde, 10 centros de atenção psicossocial (Caps), três centros de parto normal, cinco centros especializados em reabilitação, três oficinas ortopédicas, 808 unidades básicas de saúde (UBSs), quatro unidades de acolhimento, 28 unidades de pronto atendimento (UPAs) e duas unidades neonatais.

Suporte

O ministério disponibilizou os seguintes canais de apoio para orientar gestores:

* WhatsApp: (61) 3315-2223

* E-mail:  investsus@saude.gov.br

* Site: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/retomada-de-obras

 

Dengue: aumento da circulação do sorotipo 3 no Brasil preocupa autoridades

ARBOVIROSES

Sorotipo 3 não circula predominantemente no Brasil desde 2008. Então, há muitas pessoas suscetíveis, que não entraram em contato com esse sorotipo e podem ter a doença
Sorotipo 3 não circula predominantemente no Brasil desde 2008. Então, há muitas pessoas suscetíveis, que não entraram em contato com esse sorotipo e podem ter a doença – Foto/Reprodução/Pixabay

O cenário traz inquietações porque o vírus não circula de forma predominante no País desde 2008 e, assim, grande parte da população está suscetível

Por Agência Brasil

sorotipo 3 da dengue registrou aumento em meio a testes positivos para a doença no Brasil – sobretudo nos Estados de São Paulo, de Minas Gerais, do Amapá e do Paraná. A ampliação foi registrada principalmente nas últimas quatro semanas de dezembro.

cenário preocupa autoridades sanitárias brasileiras, já que o vírus não circula de forma predominante no País desde 2008 e, consequentemente, grande parte da população está suscetível.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, ao longo de todo o ano de 2024, o sorotipo da dengue que circulou de forma predominante no Brasil foi o 1, identificado em 73,4% das amostras que testaram positivo para a doença.

“Estamos vendo uma mudança significativa para o sorotipo 3”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (9).

“Quero chamar a atenção porque o sorotipo 3 não circula (predominantemente) no Brasil desde 2008. Temos 17 anos sem esse sorotipo circulando em maior quantidade. Então, temos muitas pessoas suscetíveis, que não entraram em contato com esse sorotipo e podem ter a doença.”

Alta incidência

Uma projeção feita com base nos padrões registrados em 2023 e 2024 no Brasil e apresentada pela pasta revela que a maior parte dos casos de dengue esperados para 2025 devem ser contabilizados nos seguintes Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Paraná. Nessas localidades, é esperada uma incidência acima do que foi registrado ao longo do ano passado.

“O que a gente pode esperar para 2025? A gente continua com o efeito do El Niño e, portanto, com altas temperaturas e com esses extremos de temperatura. Também temos o problema da seca, que faz com que as pessoas armazenem água, muitas vezes, em locais inadequados. E isso também faz com que a proliferação de mosquitos possa acontecer”, explicou a secretária de Vigilância em Saúde.

“O aumento da circulação do sorotipo 3 não entrou nessa modelagem. Não sabemos como ele vai se espalhar. Estamos fazendo esse monitoramento”, completou Ethel.

Segundo ela, nas últimas quatro semanas de 2024, 84% dos casos de dengue se concentraram nos estados de São Paulo, do Espírito Santo, de Minas Gerais, do Paraná, de Goiás e de Santa Catarina.

Zika

Dados da pasta mostram ainda que, nas últimas quatro semanas de 2024, 82% do total de casos prováveis de Zika identificados no países se concentraram no Espírito Santo, no Tocantins e no Acre.

Chikungunya

Nas últimas quatro semanas de dezembro, 3.563 casos prováveis de Chikungunya foram identificados, sendo 76,3% deles em São Paulo, em Minas Gerais, no Mato Grosso, no Espírito Santo e no Mato Grosso do Sul. “Os Estados se repetem, alguns deles, para dengue, zika e chikungunya”, destacou a secretária.

Oropouche

“Estamos com uma concentração grande de casos no Espírito Santo, com casos importados no Rio Grande do Norte, em Goiás, no Distrito Federal, Paraná e Rio Grande do Sul, mas 90% dos casos estão concentrados no Espírito Santo, com aumento significativo das notificações. Estamos, neste momento, com uma equipe lá”, disse Ethel.

De acordo com a pasta, na primeira semana de 2024, 471 casos de febre do oropouche foram identificados no País. Já na primeira semana de 2025, 98 casos da doença foram contabilizados no Brasil.

Covid em alta: mais de 150 casos são confirmados apenas na primeira semana do ano em Pernambuco

SAÚDE

 (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Por Diario de Pernambuco

Secretaria de Saúde de Pernambuco informou, nesta quarta (8), que testes estão disponíveis em unidades básicas de saúde, UPAs, policlínicas e outros locais definidos pelos municípios

Na primeira semana de 2025, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou 134 casos de Covid-19, sendo 133 leves e apenas um caso de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pela doença.

Ao longo de dezembro do ano passado, os números divulgados pela SES mostram um aumento nos casos leves da doença, que foram de 57 na primeira semana do mês para 165 na semana do Ano Novo.

A Secretaria de Saúde recomenda que, a partir de sintomas suspeitos, como febre, tosse, dor de garganta, o paciente aguarde entre 48 e 72 horas para realizar a testagem em serviços de saúde.

Eles estão disponíveis em unidades básicas de saúde, UPAs, policlínicas e outros locais definidos pelos municípios de todo o Estado. Caso o resultado seja positivo, a SES alerta que é necessário cumprir o isolamento de sete dias.

Em entrevista ao Diario, o clínico geral e infectologista Eduardo Faria, médico do Hospital Português afirma que “é muito importante o uso de uma máscara de boa qualidade. Essa máscara deve ser usada obrigatoriamente por pessoas que estão sintomáticas do ponto de vista respiratório, com tosse e com coriza”.

A proteção é indicada também a pessoas com fragilidades como o consumo de corticoides ou medicações que baixam a imunidade.

A SES informa, ainda, que as estratégias de imunização são conduzidas pelos municípios, que possuem autonomia para adotar as ações de vacinação e oportunizar o acesso ao imunizante aos munícipes.