Anvisa aprova vacina contra chikungunya do Instituto Butantan e Valneva; entenda os próximos passos

SAÚDE

Vacina da dengue desenvolvida pelo Butantan oferece proteção contra os quatro sorotipos, diz instituto.
Vacina da dengue desenvolvida pelo Butantan oferece proteção contra os quatro sorotipos, diz instituto. — Foto: Pexels

Dados do estudo clínico mostraram que o 98,9% dos participantes produziram anticorpos que neutralizavam o vírus

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (14) a vacina contra chikungunya. O imunizante poderá ser aplicado em pessoas a partir de 18 anos de idade. O pedido foi encaminhado pelo Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em parceria com a Valneva, empresa farmacêutica franco-austríaca.

Esta é a primeira vacina autorizada contra a doença, que pode causar dor crônica nas articulações e afetou 620 mil pessoas no mundo só em 2024. Os países com mais casos da doença são Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia.

O imunizante contra a chikungunya já recebeu aprovação nos Estados Unidos e na União Europeia. A vacina foi avaliada nos Estados Unidos em 4 mil voluntários de 18 a 65 anos, tendo apresentado um bom perfil de segurança e alta imunogenicidade.

De acordo com resultados do estudo-clínico publicado na revista científica The Lancet, 98,9% dos participantes do ensaio clínico produziram anticorpos neutralizantes, com níveis que se mantiveram robustos por ao menos seis meses.

De acordo com o Instituto Butantan, o parecer favorável da Anvisa representa um importante passo na aprovação da versão do instituto do imunizante, que já está em análise pela agência reguladora. As duas vacinas têm praticamente a mesma composição e a versão do Instituto Butantan será adequada à possível incorporação no enfrentamento da doença em nível de saúde pública.

No estudo clínico de fase 3 feito com adolescentes brasileiros, publicado na The Lancet Infectious Diseases em setembro de 2024, após uma dose da vacina, foi observada presença de anticorpos neutralizantes em 100% dos voluntários com infecção prévia e em 98,8% daqueles sem contato anterior com o vírus.

A proteção foi mantida em 99,1% dos jovens após seis meses. A maioria dos eventos adversos registrados após a vacinação foi leve ou moderada, sendo os mais relatados dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre.

Próximos passos da vacina do Butantan

Mas para que o produto chegue, de fato, aos braços da população, alguns passos regulatórios ainda devem ser cumpridos.

Instituto Butantan está trabalhando em uma versão com parte do processo realizado no Brasil. As modificações usam componentes nacionais e será melhor adequado à incorporação pelo SUS, pendente análise pela CONITEC, Programa Nacional de Imunizações e demais autoridades de saúde.

“A partir da aprovação pelo CONITEC, a vacina poderá ser fornecida estrategicamente. No caso da chikungunya é possível que o plano do Ministério seja vacinar primeiro os residentes de regiões endêmicas, ou seja, que concentram mais casos”, afirma Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.

O imunizante contra chikungunya do Butantan e da Valneva é um caso inovador no mundo por ser o primeiro a ser inicialmente aprovado com base em dados de produção de anticorpos. Tradicionalmente, vacinas são aprovadas com estudos que mostram a eficácia, comparando a incidência de casos entre pessoas vacinadas e não vacinadas. Mas como a circulação do vírus da chikungunya não é tão frequente, as agências reguladoras decidiram pela aprovação a partir do percentual de anticorpos neutralizantes.

Butantan começa a produzir sua vacina contra dengue; Anvisa ainda não aprovou

SAÚDE

Sede do Instituto Butantan
Sede do Instituto Butantan – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Por Estadão Conteúdo

Até o momento, a Butantan-DV não tem aval para distribuição e aplicação

O Instituto Butantan deu início à produção de sua vacina contra a dengue, a Butantan-DV. Segundo a instituição, a expectativa é fabricar 1 milhão de doses em 2025 e mais 100 milhões nos próximos três anos.

A fabricação ocorre cerca de um mês depois de o Butantan enviar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a última leva de documentos necessários para o pedido do registro do imunizante.

A avaliação ainda não foi concluída e, até o momento, a Butantan-DV não tem aval para distribuição e aplicação.

Segundo a Anvisa, a análise de pacotes de processos de submissão contínua – formato em que a documentação foi apresentada – costuma durar cerca de 90 dias. Nesse caso, como o pacote de dados foi submetido em 16 de dezembro, a expectativa é de que o parecer seja divulgado até meados de março.

Se aprovada, a vacina será a primeira do mundo em dose única contra a doença. “É um dos maiores avanços da saúde e da ciência na história do País e uma enorme conquista em nível internacional”, avaliou Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan, quando os documentos foram enviados à agência.

“Vamos aguardar e respeitar todos os procedimentos da Anvisa, um órgão de altíssima competência. Mas estamos confiantes nos resultados que virão”, acrescentou Kallás na ocasião.

Próximos passos
A Butantan-DV não estará disponível para os brasileiros imediatamente após a aprovação do registro.

Se ela for aprovada, a Anvisa deverá enviar uma solicitação de autorização de preço à Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Depois dessa etapa, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) irá estudar a possível incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde (SUS). Caso o posicionamento seja favorável, então os trâmites para a distribuição da vacina pelo Ministério da Saúde poderão ser iniciados – mas a pasta já sinalizou que não prevê uma vacinação em massa neste ano.

A Butantan-DV é um imunizante tetravalente, formulado para proteger contra os quatro sorotipos do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

Os ensaios clínicos foram concluídos em junho do ano passado, com os resultados mais recentes publicados na revista científica The Lancet Infectious Diseases. Os dados refletem o acompanhamento de 16.235 participantes e indicam que o imunizante do Butantan demonstrou eficácia e segurança em pessoas de 2 a 59 anos.

A vacina atual: Qdenga

O Brasil tem um imunizante disponível contra a doença, a vacina Qdenga. Mas o produto, fabricado pela farmacêutica japonesa Takeda, precisar ser importado e requer duas doses para a imunização.

Além disso, a empresa tem capacidade limitada de produção e as doses são insuficientes para atender todo o público para qual a vacina foi aprovada pela Anvisa: pessoas de 4 a 60 anos. Com isso, apenas crianças de 10 a 14 anos, moradoras dos 1.920 municípios pré-selecionados, podem tomar a Qdenga na rede pública e, na rede particular, cada dose custa mais de R$ 300.

Vacinas contra covid-19 serão enviadas nesta terça (10) para todo o Brasil

COVID-19

Foto: Arquivo

Por Agência Brasil

Novo lote de vacinas contra covid-19 será entregue a todos os estados e ao Distrito Federal, até esta terça-feira (10). São cerca de 1,5 milhão de doses da vacina Serum, que tem eficácia comprovada de  90% contra casos sintomáticos em adultos.

Elas fazem parte de um lote de quase 70 milhões doses adquiridas pelo Ministério da Saúde em um pregão eletrônico para manter os estoques do Sistema Único de Saúde abastecidos por dois anos. O Programa Nacional de Imunizações espera distribuir pelo país novas remessas nas próximas semanas, totalizando 5 milhões de doses entregas até o fim do mês.

Além de ter apresentado bons resultados nos testes de eficácia e segurança, a vacina produzida pela Zálika Farmacêutica tem maior prazo de validade, e pode ser transportada e conservada de forma mais simples. O imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicação em pessoas acima de 12 anos. Por isso, as crianças continuarão recebendo o imunizante produzido pela Pfizer.

O Ministério da Saúde também está aproveitando as novas entregas para enviar um documento aos estados com orientações sobre a estratégia atual de vacinação contra a covid-19. Desde o começo do ano, a vacina faz parte do calendário básico das crianças. Além disso, ainda é recomendada a vacinação de gestantes, e reforços periódicos para idosos e pessoas que fazem parte de grupos vulneráveis.

As crianças devem receber a primeira dose a partir dos seis meses de idade, e a segunda deve ser tomada quatro semanas depois. Esse esquema básico vale para todas com menos de 5 anos e depois disso é preciso tomar uma dose de reforço. Já as gestantes devem receber uma dose durante a gestação, e caso isso não aconteça, precisam se vacinar durante o puerpério.

Os idosos com mais de 60 anos devem reforçar a vacinação a cada seis meses, assim como todas as pessoas com mais de 5 anos que tenham alguma imunodeficiência.

Os demais grupos prioritários, como indígenas e quilombolas, pessoas com deficiências ou comorbidades, ou ainda aquelas que estão privadas de liberdade, devem receber uma dose anual.

Poliomielite: vacina oral contra doença é substituída por injetável no Brasil

SAÚDE

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Desde o dia 4 de novembro, o esquema vacinal contra poliomielite passou a ser composto apenas por uma dose de vacina inativada poliomielite (VIP). A mudança, segundo o MS, é baseada em evidências científicas e a dose é mais segura e eficiente

Fonte: Brasil 61

O esquema vacinal para os pequenos contra poliomielite no Brasil passou a ser  composto, de forma exclusiva, apenas por uma dose de vacina inativada poliomielite (VIP). Ou seja, não serão mais aplicadas as famosas “gotinhas” em duas doses de reforço. Segundo o Ministério da Saúde (MS), a dose aplicada agora é ainda mais segura e eficiente.

A decisão da  pasta da Saúde em substituir a forma de imunização levou em conta novas evidências científicas para proteção contra a pólio, e é baseada em critérios epidemiológicos e recomendações internacionais.

Segundo o MS, com o avanço tecnológico, será possível garantir maior eficácia do esquema vacinal. A mudança começou a valer no último dia 4.

O esquema vacinal anterior consistia na administração de três doses da VIP aos 2, 4 e 6 meses e duas doses de reforço da VOP, a ‘gotinha’, aos 15 meses e aos 4 anos de idade. Agora, será necessária só uma dose de reforço com VIP, que deve ser aplicada aos 15 meses.

Confira como o esquema vacinal passa a ser:

  • 2 meses – 1ª dose;
  • 4 meses – 2ª dose;
  • 6 meses – 3ª dose;
  • 15 meses – dose de reforço.

Segundo o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) do Ministério da Saúde, Eder Gatti, a mudança é relevante e pode ser observada no mundo inteiro. Inclusive, os Estados Unidos e nações europeias já utilizam esquemas vacinais exclusivos com a VIP.

Cenário nacional

O Brasil ter erradicou o poliovírus selvagem do território nacional em 1989, o que foi resultado da intensificação da vacinação no país. Porém, o vírus ainda circula em outros países. Por isso, Eder Gatti, alerta tanto os profissionais de saúde quanto os pais ou responsáveis sobre a importância de imunizar as crianças.

“A poliomielite é uma doença que, por muitas décadas, causou paralisia e morte em muitas crianças. Só que essa doença não faz mais parte do nosso cenário epidemiológico graças à vacinação e o Brasil, desde 1989, não registra nenhum caso. Embora tenhamos eliminado a doença, ela ainda existe no mundo e pode ser reintroduzida no nosso país. Por isso, é muito importante que os pais levem seus filhos menores de cinco anos para checar a caderneta e atualizar a situação vacinal se necessário”, ressalta Gatti.

Segundo dados do MS, a população alvo na campanha contra pólio no país, que reúne bebês de 1 ano a crianças de 4 anos, soma mais de 10,5 milhões. Já as doses aplicadas totalizaram 3.789.258 até a última atualização do painel do MS datada em 10/09/2024, com dados contidos na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) até o dia 30/06/2024. A cobertura vacinal correspondia a 35,53% das crianças.

Hoje, existem cerca de 38 mil salas de vacinação nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o país. A meta do Ministério da Saúde é que a cobertura vacinal alcance 95% até o fim de 2024.

POLIOMIELITE: entenda por que a OMS recomenda 95% de cobertura vacinal

Coronavac vence no estoque e governo perde R$ 260 milhões em vacinas

SAÚDE

Foto/Divulgação

Desde outubro do ano passado, somente 260 mil unidades da Coronavac foram aplicadas no Brasil.

Com baixa procura e com campanha de vacinação em segundo plano pelo Ministério da Saúde, o imunizante conhecido como CoronaVac encalhou no estoque gerou desperdício de ao menos R$ 260 milhões.

O ministério comandado por Nísia Trindade dispensou proteção contratual que obrigava o Instituto Butantã a substituir lotes com validade inferior ao prazo definido em contrato. As informações foram reveladas pelo jornal Folha de São Paulo e obtidas via Lei de Acesso à Informação.

O jornal destaca que a conta do prejuízo é conservadora, já que o “vacinômetro” mostra aplicação de apenas 260 mil unidades, ou seja, mais de 97% da compra pode ter sido desperdiçada.

O Ministério da Saúde não respondeu ao pedido de explicação sobre o motivo de ter mantido a compra da vacina que, por não estar mais atualizada, já estava em desuso no SUS, além de não confirmar quantas doses foram perdidas e quantas seguem no estoque. Fonte: Diário do poder.

AstraZeneca admite efeito colateral raro da vacina contra covid-19

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Vacina AstraZeneca produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Vacina AstraZeneca produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Foto/Reprodução/ Agência Brasil

Em documento entregue à Justiça britânica, farmacêutica diz que imunizante pode causar coágulos de sangue em casos raros, empresa é alvo de uma ação coletiva na Inglaterra

Pela primeira vez, a farmacêutica AstraZeneca admitiu à Justiça que sua vacina contra a Covid-19 pode acarretar um ‘efeito colateral raro’. De acordo com o jornal The Telegraph, a empresa é alvo de uma ação coletiva em que 51 famílias pedem uma indenização equivalente a até aproximadamente 700 milhões de reais.

O processo foi movido por pessoas que desenvolveram trombose após serem vacinadas na Inglaterra. A farmacêutica reconheceu que a vacina ‘pode, em casos muito raros, causar síndrome de trombose com trombocitopenia (TTS)’, condição caracterizada pela formação de coágulos que aumentam os riscos de entupimento de vasos sanguíneos.

Em documentos anexados ao processo, a AstraZeneca afirma que a vacina pode causar a síndrome, conhecida como TTS. Nesse quadro, há a formação de coágulos de sangue, o que pode ocasionar o entupimento de veias e artérias.

O imunizante foi desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford e chegou a ser produzido no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mas o Ministério da Saúde interrompeu sua produção nacional em abril de 2023.

‘Os eventos adversos, inerentes a qualquer medicamento ou imunizante, são raros e ocorrem, em média, um a cada 100 mil doses aplicadas, apresentando risco significantemente inferior ao de complicações causadas pela infecção da Covid-19’, informou o Ministério da Saúde em comunicado emitido em 2023. *Fonte: Exame.

Recife está entre capitais do país sem estoque de vacina para campanha contra Covid-19

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Vacina de Covid-19 está em falta no Recife  (Foto: Arquivo/DP)
Vacina de Covid-19 está em falta no Recife (Foto: Arquivo/DP)

Segundo prefeitura, houve “um desabastecimento da vacina em todo o País, incluindo a capital pernambucana”.

O Recife está sem estoque de vacina para a campanha contra a Covid-19. A informação foi confirmada, nesta quarta-feira (24) pela Prefeitura. Por meio de nota, a administração municipal disse que houve “um desabastecimento da vacina em todo o País, incluindo a capital pernambucana”.

Ainda conforme a gestão municipal, o problema aconteceu  devido a uma disputa entre fabricantes do imunizante em um processo de compra aberto pelo Ministério da Saúde.

“Tão logo elas cheguem ao Programa Municipal de Imunização, a Prefeitura do Recife, por meio das mais de 170 postos e centros, vai regularizar a proteção para a população”, acrescentou a Prefeitura.

No País

Segundo informações repassadas pelo ministério, outras sete  capitais brasileiras estão sem vacina contra a Covid. A expectativa é que as doses cheguem em 15 dias. Entre as capitais afetadas estão Goiânia (GO), São Luís (MA), Porto alegre (RS), Rio de Janeiro e São Paulo.

Normas

Pelas regras atuais do Programa Nacional de Imunizações, os grupos prioritários precisam receber uma dose de reforço a cada ano. Pessoas com comorbidades, profissionais de saúde, indígenas e quilombolas, por exemplo.

Quem tem 60 anos ou mais, quem é imunocomprometido, mulheres grávidas e puérperas devem se vacinar a cada seis meses. Mas está difícil cumprir esse plano.

Compras

Na sexta-feira (19), o Ministério da Saúde assinou um  contrato para aquisição de 12,5 milhões de doses da mais recente vacina contra a Covid-19. O contrato foi fechado após processo de licitação emergencial que resultou na seleção da empresa vencedora.

Desde a aprovação da nova vacina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro de 2023, a pasta iniciou o processo de aquisição emergencial, de modo a garantir o abastecimento de toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS). *Por Diario/PE.

Covid-19: novo lote de vacinas da Pfizer chega ao Brasil

SAÚDE

Vacina AstraZeneca
Vacina AstraZeneca – Foto/Reprodução

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou, nesta segunda-feira (20), a entrega de um novo lote com 937 mil doses de vacina contra a covid-19 produzida em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. Do total, 50 mil doses ficaram no estado do Rio de Janeiro e as demais seguireão para o Ministério da Saúde (MS), para serem distribuídas às unidades da federação.

“Assim como na última semana, a fundação fará mais duas entregas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) até o fim da semana, totalizando cerca de 4,6 milhões de doses. Os quantitativos e as datas de entrega serão informados à medida em que ocorrerem as liberações”, explicou a Fiocruz em nota.

A entrega reforça o PNI e garante a continuidade da vacinação em todo o país. Até o fim deste ano, a Fiocruz prevê entregar ao PNI 6 milhões de doses da vacina contra covid-19 produzidos com ingrediente farmacêutico ativo (IFA) nacional.

Importante lembrar que a disponibilização à população brasileira de vacinas atualizadas contra a Covid-19 contam com a aprovação da Anvisa e são recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Destaca-se ainda a importância da vacinação como a medida mais segura para prevenir casos graves e óbitos causados pela doença. *Por Agência Brasil.

 

Vacina contra dengue: Pernambuco não tem doses perto de vencer e não vai ampliar faixa etária

IMUNIZAÇÃO

As doses recebidas por Pernambuco têm validade até janeiro de 2025 (HUGO AQUINO/SESAU/PCR)

Estado, continua valendo a recomendação de vacinar crianças de 10 e 11

Após o Ministério de Saúde recomendar a ampliação do público da vacina contra a dengue para aproveitar doses que estão perto de vencer, a Secretaria de Saúde de Pernambuco informou que não recebeu nenhum lote com validade até 30 de abril, portanto, continua valendo a recomendação de vacinar crianças de 10 e 11 anos, apenas.

Segundo a pasta, a vacinação segue normalmente nos 20 municípios da 1ª Região de Saúde. Até o momento, os lotes recebidos em Pernambuco têm validade até janeiro de 2025.

“Não foram recebidas novas doses da vacina e não há previsão de data por parte do Ministério da Saúde (MS). Sobre o número de aplicações do imunizante, até esta quinta-feira (18), foram aplicadas um total de 2.028 doses”, informou a SES-PE.

Durante reunião da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), na última quarta-feira (17), foi definido que os municípios brasileiros que ainda tiverem com um alto número de doses a vencer em 30 de abril, poderão ampliar a vacinação para a faixa etária de 6 a 16 anos. As doses próximas ao vencimento fazem parte do quantitativo de imunizantes doados ao Brasil em fevereiro.

Caso os municípios permaneçam com baixa adesão na campanha de vacinação, as doses próximas ao vencimento ainda poderão ser ampliadas ao público especificado na bula da vacina da dengue (atenuada), que vai dos 4 aos 59 anos. Essa medida só deverá adotada em caso de necessidade, para que não haja perda do imunizante. *Por: Diario de Pernambuco

Mais 29 municípios entram na lista para receber vacinas contra a dengue

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Vacinação
Vacina contra a dengue foi aprovada pela Anvisa em março de 2023; na imagem, uma profissional de saúde manuseia um imunizante que não necessariamente é do laboratório japonês Takeda – Foto/Reprodução

Novo lote completa lista de 521 cidades que receberão o imunizante

O Ministério da Saúde vai enviar doses de vacinas contra dengue para mais 29 municípios nos próximos dias. O novo lote vai completar a lista de 521 municípios selecionados para receber as doses até a 1ª quinzena de março. Até agora, 492 cidades já receberam os imunizantes.

A vacinação contra a dengue começou em fevereiro de 2024 e é destinada a crianças de 10 e 11 anos. Até o fim deste ano, a vacinação com a Qdenga, nome comercial do imunizante, será ampliada para adolescentes de 12, 13 e 14 anos que moram nos 521 municípios.

Os municípios foram escolhidos para receber os primeiros lotes das vacinas por estarem localizados em áreas de com alta incidência da dengue tipo 2 (Sorotipo 2), que provoca infecção mais grave da doença.

A restrição de regiões que vão receber a vacinação foi feita diante das dificuldades apresentadas para produção e oferta da vacina, elaborada pelo laboratório Takeda. A partir da entrega de mais carregamentos, a vacinação será ampliada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o Ministério da Saúde, foram compradas 5,2 milhões de vacinas em 2023. Em 2025, serão mais 9 milhões.

A vacina Qdenga teve o registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023. Em dezembro do ano passado, a pasta anunciou a incorporação do insumo no SUS.

Pelo menos 6 Estados já declararam situação de emergência por causa dos casos registrados de dengue na população. Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Acre, Goiás, São Paulo e o Distrito Federal estão na lista. *Com informações de Agência Brasil.

Dengue: para priorizar SUS, farmacêutica não vai mais vender vacina a clínicas privadas e municípios

SAÚDE

Dourados - MS, 03/01/2024, Vacinação contra dengue começa com alta procura nos postos de saúde. Vacina Qdenga, do laboratório japonês Takeda. Foto: Rogério Vidmantas/Prefeitura de Dourados
Em comunicado, empresa disse que limitará fornecimento à rede privada – Foto/Reprodução

Diante dos “dos dados alarmantes da dengue no Brasil”, empresa informa que vai entregar imunizantes apenas para suprir segunda dose na rede privada e respeitar acordos firmados

A farmacêutica japonesa Takeda, que produz e comercializa a vacina da dengue, anunciou nesta segunda-feira (5) que não vai mais oferecer o imunizante às clínicas privadas, para priorizar o Sistema Único de Saúde (SUS).

“A Takeda informa que não está disponível para firmar contratos de forma descentralizada para atendimento a Estados e Municípios e que o fornecimento da vacina contra a dengue, Qdenga®, no mercado privado brasileiro, será limitado para suprir e priorizar o quantitativo necessário para que as pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante na rede privada completem seu esquema vacinal.”

Ou seja, a empresa oferecerá ao mercado privado apenas as doses suficientes para completar o esquema vacinal definido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que são duas doses com intervalo de 3 meses.

“A Takeda informa que, diante do atual cenário da inclusão da vacina Qdenga® no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), e dos dados alarmantes da dengue no Brasil, a empresa está concentrada em atender de forma prioritária ao Ministério da Saúde. Essa decisão pretende apoiar o Ministério da Saúde no seu propósito de promover o acesso da vacina contra a dengue de forma integral e gratuita para a população brasileira.”

A farmacêutica informa que tem garantida a entrega de 6,6 milhões de doses para o ano de 2024 e o provisionamento de mais 9 milhões de doses para o ano de 2025.

“Em paralelo, estamos buscando todas as soluções possíveis para aumentar o número de doses disponíveis no país, e não mediremos esforços para isso. A Takeda possui um plano estratégico para incrementar o fornecimento global da vacina Qdenga® e atingir a meta de 100 milhões de doses por ano até 2030, o que inclui um novo centro global dedicado à produção de vacinas, em Singen (Alemanha), previsto para lançamento em 2025”, afirmou a empresa em comunicado.

“Além disso, a Takeda Brasil está fortemente comprometida em buscar parcerias com laboratórios públicos nacionais para acelerar a capacidade de produção da vacina, alinhada às diretrizes do Complexo Econômico Industrial da Saúde (CEIS) para atender a demanda do SUS sob os princípios de integralidade e da universalidade”, disse.

Rede privada x sistema público
A vacina Qdenga foi aprovada pela Anvisa em março do ano passado para pessoas entre 4 e 60 anos. Nos estudos clínicos, as duas doses demonstraram uma eficácia geral de 80,2% para evitar contaminações, e de 90,4% para prevenir casos graves.

Até esta segunda-feira, as doses estavam disponíveis em laboratórios, clínicas de vacinação e farmácias, por valores entre R$ 350 e R$ 490. Como o esquema envolve duas aplicações, com um intervalo de três meses entre elas, o preço final fica de R$ 700 a R$ 980.

O Ministério da Saúde anunciou recentemente que 521 cidades receberão unidades da vacina da farmacêutica japonesa Takeda, para a campanha de 2024 na rede pública, primeira do mundo com o imunizante.

Devido ao quantitativo limitado de doses que o laboratório consegue produzir, nesse primeiro momento foram priorizados jovens de 10 a 14 anos residentes de municípios com mais de 100 mil habitantes e alta transmissão de dengue. A previsão é que a campanha comece oficialmente neste mês.

De acordo com o ministério, o grupo etário é o que mais sofre com internações pela doença depois dos idosos, por isso foi o escolhido – além de seguir recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos especialistas independentes que orientam a pasta.

Dengue chega a níveis recordes
Segundo o último informe da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 243.720 casos de dengue nas quatro primeiras semanas epidemiológicas de 2024, o que revela uma alta de 273%.

O crescimento chama atenção especialmente pelos aumentos já alarmantes nos últimos dois anos. Em 2023, o país bateu o recorde de mais mortes causadas pela doença. Foram 1.094 óbitos confirmados, o que superou o ano anterior, 2022, quando contabilizou 1.053 vidas perdidas. Da Agência o Globo.

Procura por vacina contra a dengue na rede privada sobe 110% em 1 mês

VACINA

Vacina
Foto/Luis Alvarez/Metrópoles

No primeiro mês do ano, clínicas particulares aplicaram mais de 5 mil doses da vacina contra a dengue, segundo dados da ABCVAC

Em meio à explosão dos casos de dengue no Brasil, a procura pela vacina contra a doença subiu 110% em clínicas privadas de todo o país, de acordo com dados da Associação Brasileira de Clínicas de Vacinação (ABCVAC).

Segundo a entidade, em dezembro de 2023, a rede particular registrou um pico na procura pela Qdenga, da fabricante Takeda, com 2.341 doses aplicadas. No primeiro mês de 2024, esse número subiu para 4.923 doses, um aumento de 110%. Se comparado a novembro de 2023, quando foram aplicadas 1.955 doses, o aumento chega a 152%.

Atualmente, há duas vacinas disponíveis para prevenção da dengue na rede privada: a Dengvaxia, do laboratório Sanofi; e a Qdenga. A primeira é indicada para pessoas entre 6 e 45 anos que já tiveram a doença. O custo varia entre R$ 400 e R$ 500.

A segunda tem cobertura mais ampla, podendo ser aplicada em indivíduos de 4 a 60 anos, independentemente de infecção prévia. O imunizante deve chegar ao sistema público de saúde na segunda semana de fevereiro.

A vacina contra a dengue está disponível na rede privada desde julho do ano passado. Segundo a ABCVAC, até dezembro de 2023, foram aplicadas 633 doses da Dengvaxia, além de 8.367 da Qdenga, em 279 clínicas particulares. Neste ano, somente até 1º de fevereiro, o número soma 5.056 — 133 da Dengvaxia e 4.923 doses da Qdenga.

Nas primeiras quatro semanas do ano, o país registrou 243.721 casos prováveis de dengue, segundo dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde. No mesmo período do ano passado, o número era de 65.366.

Além disso, há 24 mortes confirmadas pela doença e 163 em investigação. Em 2023, foram 41 óbitos confirmados e seis em investigação.

A primeira remessa com cerca de 757 mil doses de vacina contra a dengue chegou ao Brasil em 20 de janeiro. Outra remessa, com mais de 568 mil doses, tem entrega prevista para este mês. Além do primeiro lote de 1,3 milhão de imunizantes, a pasta comprou 5,2 milhões de doses para 2024.

A vacina será aplicada na população prioritária de regiões endêmicas, em 521 municípios.

*As informações são do Portal Metrópoles

Vacina do Butantan contra dengue tem 79% de eficácia, diz estudo

ARBOVIROSES

A eficácia de 79,6% é similar à da vacina Qdenga (80,2%), que será oferecida no SUS a partir de fevereiro
A eficácia de 79,6% é similar à da vacina Qdenga (80,2%), que será oferecida no SUS a partir de fevereiro – Foto/Erasmo Salomão/Acervo/MS

Imunizante teve sua eficácia confirmada em artigo publicado nesta quarta-feira, 31, na revista científica New England Journal of Medicine, uma das mais prestigiosas do mundo

A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan teve sua eficácia confirmada em artigo publicado nesta quarta-feira, 31, na revista científica New England Journal of Medicine, uma das mais prestigiosas do mundo. Na publicação, os pesquisadores descrevem que o imunizante teve 79,6% de eficácia em prevenir a doença, resultado que já havia sido divulgado pelo Butantan em dezembro de 2022, mas que, agora, ganha maior relevância por ser referendado pela comunidade científica internacional.

Isso porque, para que saia numa revista científica de alto impacto, um estudo precisa ser revisado por outros pesquisadores para garantir que os dados são robustos e confiáveis. “Ter um artigo publicado no New England é um atestado de que o que a gente fez tem relevância e seguiu um rigor na análise dos dados”, diz o infectologista Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan e investigador principal do estudo.

Pernambuco: ”Qdenga é o primeiro passo para o controle da doença” dizem especialistas sobre vacina contra dengue

SAÚDE

 (Foto: Rogério Vidmantas/ Prefeitura Dourados/ Via Agência Brasil)
(Foto: Rogério Vidmantas/ Prefeitura Dourados/ Via Agência Brasil)

Segundo infectologista, doença será controlada quando houver vacina suficiente para a população; Pernambuco ficou de fora da primeira etapa de imunização

A chegada de uma vacina contra a dengue foi festejada por médicos de todo o Brasil. Afinal, a doença causa preocupação a cada temporada. Diante da dificuldade de erradicar o mosquito Aedes Aegypti, a imunização surge como uma esperança para controlar a doença.

No entanto, especialistas ouvidos pelo Diario de Pernambuco fazem ressalvas.

De acordo com o médico pediatra e representante regional da Sociedade Brasileira de Imunização em Pernambuco, Eduardo Jorge, essa é uma boa notícia diante de altos índices.

‘’É uma grande notícia, pois a dengue é uma das arboviroses mais importantes do mundo. Estamos observando um aumento crescente no número de casos. Em 2023, aconteceram mais de um milhão de casos, com mais de mil mortes. Esta é uma preocupação crescente, esse aumento’’.

Ele ainda comenta que, evidentemente, apenas a vacina em um grupo tão restrito não será suficiente para o controle efetivo desta doença, mas é um primeiro passo dado para o controle dela.

Para o médico infectologista e sanitarista Bruno Ishigami, de fato, a chegada da Qdenga vem em boa hora para a população.

‘’A vacina Qdenga é um bom imunizante, com eficácia de mais de 80% quando se avalia os quatro sorotipos, que é o DENV1, 2, 3 e 4, mas os estudos são mais consistentes para os sorotipos do tipo 1 e tipo 2’’.

Ishigami enfatiza que uma das preocupações é o tipo 3, por ele não estar em circulação há muito tempo no país e no ano passado foi identificado novamente, por isso, é bom comemorar o surgimento do imunizante.

Prevenção

O infectologista acentua que as pessoas não devem deixar de se prevenir com a chegada da vacina, que de primeira, não será capaz de impedir uma epidemia pela falta de imunizante necessário para toda a população.
‘’A vacinação contra a dengue tem potencial para controlar a doença no país quando tivermos capacidade para imunizar massivamente a população. Nesse caso o que a gente tem que fazer para prevenir o aumento dos casos de dengue são aquelas orientações de sempre evitar água empoçada e água parada nas nossas residências, porque é onde a larva do mosquito tem o seu ciclo de vida’’.
Ainda segundo ele, é importante refletir sobre os impactos das alterações climáticas, o ano mais quente que favorece também estações chuvosas.
‘’Tudo isso favorece o ciclo de multiplicação do mosquito, então para além da vacina e desses cuidados com água parada. A gente precisa ter uma reflexão sobre o impacto das mudanças climáticas nessas doenças que têm animais no seu ciclo de transmissão, na sua cadeia de transmissão’’ disse Ishigami.
Vacina
O imunizante Qdenga, é produzido pelo laboratório japonês Takeda, e passou pelo crivo da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias (Conitec) no SUS.
Após isso foi recomendada a incorporação no calendário priorizando regiões do país com maior incidência e transmissão do vírus, além de faixas etárias de maior risco de agravamento da doença. Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos serão vacinadas.
A primeira etapa de imunização, que deve começar em fevereiro deste ano, serão beneficiados moradores de 521 municípios do País. Veja a lista completa dos municípios contemplados, disponível aqui.
Pernambuco de fora da primeira etapa de vacinação com a Qdenga
Pernambuco está fora da primeira etapa da vacinação nacional contra a dengue.
A informação foi confirmada, nesta quinta-feira (25), pelo escritório do Ministério da Saúde no Estado e pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).
No nordeste apenas os estados da Bahia, Maranhão, Rio Grande do Norte e a Paraíba receberão os imunizantes.
De acordo com nota divulgada pela SES-PE, “Pernambuco não foi contemplado com o Plano de Vacinação contra a dengue”.
Ainda segundo a administração estadual, o Ministério da Saúde alegou problemas com a “capacidade limitada de produção de vacinas pelo laboratório”.
Por isso, acrescentou o Governo do Estado, foi “necessário definir critérios para estratégia de vacinação em conjunto com as entidades representantes de estados e municípios”.
Ainda de acordo com a SES-PE, para entrar nos critérios do Ministério da Saúde seria preciso atender a alguns pré-requisitos.
Entre eles, estão:
Municípios de grande porte (mais de 100 mil habitantes) com alta transmissão de dengue;
Maior número de casos em 2023 e 2024;
Predominância do sorotipo DENV2 (dezembro de 2023);
Definição por Regiões de Saúde, abrangendo todas as regiões do país.
Questionado pelo Diario de Pernambuco, nesta quinta, o escritório do Ministério da Saúde no Estado afirmou que Pernambuco não atendeu aos critérios estabelecidos que foram acordados entre a pasta federal, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
Dengue em Pernambuco
Conforme dados divulgados pela SES-PE, entre os dias 1º de janeiro de 2023 e o dia 30 de dezembro do mesmo ano, foram contabilizados 3.262 casos da doença, sendo 54 considerados graves e três óbitos.
Entre os dias 31 de dezembro de 2023 e 20 de janeiro de 2024, foram confirmados 35 casos de dengue. Também há 282 casos em investigação. *Por Diário de Pernambuco.

Chegam ao Brasil as primeiras 750 mil doses de vacina contra dengue

 ARBOVIROSES

Vacina Qdenga, imunizante contra a dengue
Vacina Qdenga, imunizante contra a dengue – Foto: Divulgação/Takeda

Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos terão prioridade; vacinação começa em fevereiro, segundo o Ministério da Saúde, Expectativa é de que cerca de 3,2 milhões de pessoas sejam vacinadas em 2024, já que o imunizante precisa de duas doses, com intervalo mínimo de três meses

Brasil recebeu, no sábado (20), o primeiro lote de vacinas contra a dengue que será disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No total, 750 mil vacinas foram fornecidas pela farmacêutica Takeda sem cobrança ao Ministério da Saúde. Uma segunda remessa, com 570 mil doses, deve ser entregue em fevereiro. No total, o governo brasileiro adquiriu o quantitativo total disponibilizado pelo fabricante para 2024 — 5,2 milhões de doses. O volume total de doses será entregue até novembro.

A expectativa é de que cerca de 3,2 milhões de pessoas sejam vacinadas em 2024, já que o imunizante precisa de duas soses, com intervalo mínimo de três meses entre elas. De acordo com o Ministério da Saúde, as vacinas serão destinadas a regiões com municípios de grande porte com alta transmissão nos últimos dez anos e população residente igual ou maior a 100 mil habitantes.

O público-alvo, em 2024, serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue. Na sequência, os idosos devem ser vacinados — para este grupo, a Anvisa ainda não liberou a vacina.

Em 2023, segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, os municípios do Sudeste, Sul e Centro-Oeste foram os mais afetados. O número de casos no último ano passou de 1,6 milhão, um aumento de 15,8% em relação a 2022, que registrou 1,3 milhão. Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás foram os lugares com maior incidência da doença.

Entre os municípios com mais casos em 2023, seis se destacam e vão passar receber do ministério mosquitos que não transmitem a dengue para tentar conter a doença — estratégia conhecida como método Wolbachia. São eles: Natal (RN, Uberlândia (MG), Presidente Prudente (SP), Londrina (PR), Foz do Iguaçu (PR) e Joinville (SC). Outras seis cidades já fazem parte do projeto e permanecerão: Campo Grande (MS), Petrolina (PE), Belo Horizonte (MG), Niterói (RJ) e Rio de Janeiro (RJ).

*Por Agência O Globo

Ministério da Saúde incorpora vacina contra a dengue no SUS

VACINA

Previsão é que sejam entregues 5 milhões de doses em 2024

Mosquito da dengue
Mosquito da dengue – Foto: Raul Santana/Fiocruz/Divulgação

O Ministério da Saúde decidiu incorporar, nesta quinta-feira (21), a vacina contra dengue ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a ministra da Saúde, Nísia Trindade, o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal.

Conhecida como Qdenga, a vacina não será disponibilizada em larga escala em um primeiro momento, mas será focada em público e regiões prioritárias.

A incorporação do imunizante foi analisada e aprovada pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec).

“O Ministério da Saúde avaliou a relação custo-benefício e a questão do acesso, já que em um país como o Brasil é preciso ter uma quantidade de vacinas adequada para o tamanho da nossa população. A partir do parecer favorável da Conitec, seremos o primeiro país a dar o acesso público a essa vacina, como um imunizante do SUS. E, até o início do ano, faremos a definição dos públicos alvo levando em consideração a limitação da empresa Takeda do número de vacinas disponíveis. Faremos priorizações”, explicou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

A estratégia para utilização da quantitativo de vacinas será definida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) que também vão estipular o público alvo prioritário e regiões com maior incidência da doença para aplicação das doses.

A definição dessas estratégias deve ocorrer nas primeiras semanas de janeiro.

Segundo o laboratório, a previsão é que sejam entregues 5,082 milhões de doses em 2024, entre fevereiro e novembro. O esquema vacinal é composto por duas doses.

O imunizante Qdenga tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com indicação para prevenção de dengue causada por qualquer sorotipo do vírus para pessoas de 4 a 60 anos de idade, independentemente de exposição prévia.

Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, a vacina será importante para controlar a dengue no país.

“A dengue é uma doença que impacta praticamente todo o território nacional e o controle do vetor vem sendo insuficiente para reduzir as taxas de infecção. Estamos fechando o ano com recorde de óbitos. A vacina, sem dúvida, junto com outras medidas, será um importante instrumento para controle dessa doença”, disse. 

Segundo ele, a Organização Mundial da Saúde preconiza entre 6 e 16 anos de idade como a faixa etária ideal de introdução da vacina. Dentro dessa faixa etária, já há outros imunizantes que podem ser associados à aplicação da vacina da dengue e otimizar os atendimentos nos hospitais.

*Por Agência Brasil

Primeira vacina contra a chikungunya é aprovada pela agência americana FDA

VACINA 

No Brasil, a vacina de nome Ixchiq será feita pelo Instituto Butantan, por meio de uma parceria com a Valneva, empresa responsável por produzir o imunizante

A fase 3 dos estudos para a vacina Ixchiq mostrou bons resultados em ensaios clínicos realizados na América do Norte, com 3.500 participantes com 18 anos de idade ou mais – (crédito: Reprodução/Faculdade de Medicina da UFMG)

A primeira vacina contra a chikungunya foi aprovada nesta sexta-feira (10/11), pela agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA). O imunizante, produzido pela empresa Valneva, será vendido pelo nome comercial de Ixchiq, terá dose única e será aplicada a pessoas maiores de 18 anos em regiões expostas ao vírus.

Ixchiq é feita por meio de uma versão viva e enfraquecida do vírus chikungunya. A empresa Valneva será a farmacêutica responsável pela produção da vacina contra a doença. No Brasil, o imunizante será feito pelo Instituto Butantan, por meio de uma parceria com a Valneva.

Transmitido pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, o vírus circula em mais de 110 países. Entre 2021 e 2022, o Brasil apresentou um aumento de mais de 100% nos casos da doença; só neste ano, já foram registrados 118 mil casos prováveis, de acordo com o Ministério da Saúde.

Testes

A fase 3 dos estudos para a vacina Ixchiq mostrou bons resultados em ensaios clínicos realizados na América do Norte, com 3,5 mil participantes de 18 anos de idade ou mais, que receberam uma dose do imunizante.

A análise de imunogenicidade da vacina foi feita em um subgrupo de 362 voluntários (266 do grupo vacinado e 96 que receberam placebo) e o imunizante induziu produção de anticorpos neutralizantes em 99% dos indivíduos após 28 dias da vacinação. Nesse período, os títulos de anticorpos aumentaram 471 vezes.

Sintomas

Entre os sintomas, o paciente com chikungunya apresenta:

  • Febre.
  • Dores intensas nas articulações
  • Dor nas costas
  • Dores pelo corpo.
  • Erupção avermelhada na pele
  • Dor de cabeça.
  • Náuseas e vômitos.
  • Dor retro-ocular
  • Dor de garganta
  • Calafrios
  • Diarreia e/ou dor abdominal (manifestações do trato gastrointestinal são mais presentes em crianças).

Fonte: Correio Brasiliense 

Segundo Ministério da Saúde, Ingazeira é a cidade com menos aplicação de vacina monovalente em Pernambuco

SERTÃO DO PAJEÚ

Foto/Divulgação

Até o momento, em Pernambuco foram registrados 1.195.996 casos de Covid-19 e 23.116 mortes pelo vírus. O estado aplicou 23.089.336 doses da vacina monovalente e 1.209.052 vacinas da bivalente contra a doença. Os dados são do Ministério da Saúde.

Recife é o município que possui o maior número de doses aplicadas, tanto da monovalente, quanto da bivalente, com 4.621.664 e 243.595 respectivamente. Já a cidade de Ingazeira no Sertão de Pernambuco, é a que possui menos aplicações da vacina monovalente, com 14.062 e Xexéu é a que possui o menor número de bivalentes aplicadas, com apenas 254.

A infectologista Karen Morejón destaca a necessidade de manter a vacinação bivalente contra a Covid-19 em dia. Ela ressalta que, apesar da redução de casos, ainda existem pacientes que desenvolvem quadros graves da doença, sobretudo aqueles com comorbidades.

“Então, mais uma vez, nós reforçamos a necessidade dessa vacina e reforçamos a necessidade de se fazer a vacina bivalente quando indicada, então todos nós devemos ter essa vacina atualizada assim como eu para falar, atualizadas também as outras vacinas do nosso calendário”, alerta.

De acordo com o governo de Pernambuco, a rede de vacinação é organizada individualmente por cada município. Portanto, é essencial consultar a prefeitura, a secretaria de saúde municipal ou uma unidade de saúde local para identificar os pontos de vacinação mais próximos de sua residência. Fonte: Brasil 61.

Desinformação é ponto crítico para baixa cobertura vacinal de brasileiros entre 18 e 59 anos

VACINAÇÃO

A baixa cobertura vacinal de adultos é um ponto vulnerável na saúde brasileira. Na avaliação de especialistas ouvidos pelo Correio, a desinformação constitui um fator crítico para esse quadro.

O DF registrou ontem 1.499 casos positivos para a covid-19, de acordo com o boletim epidemiológico - (crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Foto/Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A baixa cobertura vacinal de adultos é um ponto vulnerável na saúde brasileira. Na avaliação de especialistas ouvidos pelo Correio, a desinformação constitui um fator crítico para esse quadro.

“Para o público adulto, alguns dos obstáculos incluem a falta de conscientização sobre a importância da vacinação contínua ao longo da vida. Muitos adultos podem erroneamente acreditar que as vacinas são apenas para crianças e não perceber que a imunização é fundamental para sua própria saúde”, comenta Lurdinha Maia, coordenadora da assessoria clínica do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos/Fiocruz.

A desinformação é outro obstáculo contra a vacinação em um país de dimensões continentais. “A propagação de mitos e informações falsas sobre vacinas pode levar a uma hesitação em receber os imunizantes recomendados. Além disso, a falta de campanhas de promoção específicas para adultos e idosos pode levar a uma falta de conscientização sobre a importância da vacinação nestes grupos”, observa a coordenadora.

Ações abrangentes são necessárias. “Para superar esses desafios, é fundamental fornecer informações precisas, promover a educação em saúde em comunidades, clínicas e consultórios médicos para esclarecer mitos e desinformações sobre vacinas”, acredita Lurdinha Maia. É preciso, ainda, “garantir o acesso fácil e econômico às vacinas; fortalecer a confiança nos imunizantes; e promover políticas de saúde pública que reconheçam a importância da vacinação ao longo da vida”.

Na avaliação da médica, é fundamental envolver profissionais de saúde, comunidades e grupos de interesse para garantir que a mensagem sobre a importância da vacinação chegue a todos os segmentos da população.

“Nunca me perguntam”

Na rede de atendimento primária, são comuns os relatos de falta de informação. A servidora pública Sônia Ferreira Campos, 65 anos, relata que tomou as vacinas destinadas a adultos apenas quando estava grávida. Ela não sabe se tem que atualizar sua caderneta de vacinação. “Não vejo esse incentivo ao público adulto para ir se vacinar. Seria muito bom se tivesse. Acho que o governo deveria fazer esse incentivo na TV, jornal etc.”

Para Maria das Dores, 70, o incentivo à vacinação nos últimos anos é mínimo. “Em minhas consultas, nunca me perguntam se eu me vacinei. Mas pela minha curiosidade, sempre procuro e me vacino”.

O médico infectologista Victor Bertollo Gomes Porto avalia a vacinação adulta e idosa como uma forma de contenção e diminuição do risco epidemiológico na sociedade, com o poder de fortalecer a qualidade de vida e a longevidade. Em compensação, a falta dela pode levar à evolução de doenças que levam a complicações graves e consequentes sequelas.

“A vacinação traz a proteção tanto dos indivíduos como da sociedade como um todo”, ressalta Gomes Porto. “As vacinas são um dos melhores custos efetivos na medicina, pois elas reduzem os gastos de saúde por reduzir internações e conseguem desafogar o grande número de pacientes nos sistemas de saúde”, complementa o infectologista.

A vacinação adulta também tem efeitos em outras parcelas da população. Estudos indicam que a cobertura vacinal no grupo entre 18 e 59 anos contribui fortemente para a preservação da saúde imunológica idosa e infantil. A chamada “imunização de rebanho”, quando um alto percentual da população está vacinado, protege indiretamente aqueles que não podem ser vacinados devido a condições médicas, a alergias ou porque são muito jovens.

A vacinação entre idosos também é estratégica. “É um componente fundamental para o envelhecimento saudável, aumentando a expectativa e a qualidade de vida”, avalia o médico.

Imunossuprimidos

A cobertura vacinal de adultos e idosos ajuda, em particular, um público específico: os imunossuprimidos. “Essas pessoas necessitam muito da imunidade coletiva para diminuir a circulação e até mesmo bloquear a circulação de vírus na população”, alerta o infectologista. “A vacinação adulta protege esses grupos de risco porque reduz o risco de complicações graves e hospitalizações. Protege também grupos vulneráveis, como crianças muito jovens e pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos, que podem não ser elegíveis para algumas vacinas ou podem não responder bem a elas”, explica Lurdinha.

Para atender os imunossuprimidos, existem esquemas especiais de atendimento na rede pública, os Centros de Referências de Imunobiológicos Especiais/CRIEs. Essas unidades de saúde são ofertadas para pacientes, da rede pública ou privada, que se encaixarem nos critérios e indicações para uso de imunológico especial.

O Boletim Temático da Biblioteca do Ministério da Saúde de 2022 revela que, em 2030, o número de idosos irá superar o de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos. Em 2050, poderá representar 30% da população brasileira.

A fim de informar esse público específico, o Ministério da Saúde oferece a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa para o acompanhamento multidimensional a nível primário de atenção. O documento possibilita o monitoramento da saúde e viabiliza a orientação sobre vacinação e outros pontos importantes na saúde sênior.

Para anotar e guardar

É grande a lista de vacinas direcionadas ao público adulto e idoso. Nem todas estão disponíveis na rede pública. Confira as doses recomendadas pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e pelo Ministério da Saúde.

ADULTO 20 a 59 anos

Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto dTpa ou dTpa-VIP / Dupla adulto – dT

RECOMENDAÇÕES: Quem estiver com o esquema de vacinação básico completo: reforço com dTpa a cada 10 anos; quem estiver com o esquema de vacinação básico incompleto: uma dose de dTpa a qualquer momento e completar a vacinação básica com dT de forma a totalizar três doses de vacina contendo o componentes tetânico. Não vacinados e/ou histórico vacinal desconhecido: uma dose de dTpa e duas doses de dT no esquema 0-2-4 a 8 meses. DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Sim, dT e dTpa para gestantes, puérperas e profissionais da saúde| Clínicas privadas: Sim, sTpa e dTpa-VIP.

Influenza (gripe)

RECOMENDAÇÕES: Dose única anual; em imunossuprimidos e em situação epidemiológica de risco, pode ser considerada uma segunda dose, a partir de 3 meses após a dose anual. DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Sim, 3V para adultos pertencentes a grupos de risco | Clínicas privadas: Sim, 3V e 4V.

Pneumocócicas

RECOMENDAÇÕES: A vacinação entre 50 a 59 anos com VPC13 ou VPC15 fica a critério do médico.
DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Não | Clínicas privadas: Sim. VPC13, VPC15 e VPP23.

Herpes zóster

RECOMENDAÇÕES: Rotina a partir de 50 anos; vacina atenuada (VZA) – dose única; vacina inativada (VZR) – duas doses com intervalo de 2 meses (0-2). DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Não | Clínicas privadas: Sim, VZA e VZR.

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)

RECOMENDAÇÕES: Duas doses acima de 1 ano de idade, com intervalo mínimo de um mês entre elas; para adultos com esquema completo, não há evidências que justifiquem uma terceira dose como rotina, podendo ser consideradas em situações de risco epidemiológico, como surtos de caxumba e/ou sarampo.
DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Sim, duas doses até 29 anos; uma dose entre 30 e 59 anos | Clínicas privadas: Sim.

Hepatites A, B ou A e B

RECOMENDAÇÕES: Hepatite A: duas doses, no esquema 0-6 meses; Hepatite B: três doses, no esquema 0-1-6 meses; Hepatite A e B: três doses, no esquema 0-1-6 meses. DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Hepatite A- Não; Hepatite B- Sim; Hepatite A e B- Não | Clínicas privadas: Hepatite A- Sim; Hepatite B- Não; Hepatite A e B- Sim.

HPV

RECOMENDAÇÕES: Duas vacinas disponíveis no Brasil, HPV4 e HPV9. É recomendado, sempre que possível , o uso preferencial da vacina HPV9 e a revacinação daqueles anteriormente vacinados com HPV2 ou HPV4, com o intuito de ampliar a proteção para os tipos adicionais; não vacinados anteriormente: três doses de HPV9 (0-2-6 meses) a partir de 15 anos. DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Não | Clínicas privadas: Sim, HPV4 e HPV9.

Varicela (catapora)

RECOMENDAÇÕES: Para suscetíveis: duas doses com intervalo de um a dois meses. DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Não | Clínicas privadas: Sim.

Meningocócicas conjugadas ACWY ou C

RECOMENDAÇÕES: Uma dose. A indicação da vacina, assim como a necessidade de reforços, dependerão da situação epidemiológica. DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Não | Clínicas privadas: Sim.

Meningocócica B

RECOMENDAÇÕES: A indicação dependerá da situação epidemiológica; duas doses com intervalo mínimo de 12 mês (Bexsero) ou 6 meses (Trumenba); Não se conhece a duração da proteção .conferida e, consequentemente, a necessidade de dose(s) de reforço. DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Não | Clínicas privadas: Sim.

Febre amarela

RECOMENDAÇÕES: Recomendação do PNI: se recebeu a primeira dose antes dos 5 anos, indicada uma segunda dose, independente da idade atual. Se aplicada a partir dos 5 anos de idade: dose única; recomendação da SBIm: Duas doses. Como há possibilidade de falha vacinal, está recomendada uma dose com intervalo de 10 anos. Essa vacina pode ser exigida pela emissão do CIVP – Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, atendendo as exigências sanitárias de alguns destinos internacionais. Nesse caso, deve ser aplicada até 10 dias antes de viajar. DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Sim | Clínicas privadas: Sim.

Dengue

RECOMENDAÇÕES: Qdenga é recomendada até 60 anos independentemente de contato prévio com o vírus da dengue. Esquema de duas doses com intervalo de três meses entre elas (0-3 meses). Dengvaxia é recomendada somente até 45 anos, soropositivos para dengue. Esquema de três doses com intervalo de seis meses entre elas (0-6-12 meses). DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Não | Clínicas privadas: Sim.

Covid-19

RECOMENDAÇÕES: Para pessoas de 12 a 39 anos não incluídas no grupo prioritário recomendado para receber as vacinas bivalentes e que não iniciaram a vacinação ou que estão com o esquema vacinal incompleto, deverá ser realizado o esquema primário utilizando duas doses das vacinas Covid-19 (monovalente) e o reforço com intervalo mínimo de 4 meses entre as doses. // Para pessoas de 40 a 59 anos de idade não incluídos no grupo prioritário recomendado para receber as vacinas bivalentes, o esquema vacinal é composto por duas doses (1ª dose e 2ª dose) e duas doses de reforço (1° reforço e 2° reforço). DISPONIBILIDADE: É recomendado o acesso a dados atualizados sobre a disponibilidade de vacinas e grupos contemplados na fase recorrente de vacinação de sua localidade.

RECOMENDAÇÕES e DISPONIBILIDADE: É recomendado o acesso a dados atualizados sobre a disponibilidade de vacinas e grupos contemplados na fase recorrente de vacinação de sua localidade.

VACINAS EM SITUAÇÕES ESPECIAIS

Hepatite A

RECOMENDAÇÕES: Na população com mais de 60 anos, é incomum encontrar indivíduos suscetíveis. Para esse grupo, portanto, a vacinação não é prioritária. A sorologia pode ser solicitada para definição da necessidade ou não de vacinar. Em contactantes de doentes com hepatite A, ou durante surto da doença, a vacinação deve ser recomendada. DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Não | Clínicas privadas: Sim.

Hepatites A e B

RECOMENDAÇÕES: A vacina combinada para as hepatites A e B é uma opção e pode substituir a vacinação isolada para as hepatites A e B. DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Não | Clínicas privadas: Sim.

Meningocócicas conjugadas ACWY ou C

RECOMENDAÇÕES: Na indisponibilidade da vacina meningocócica conjugada ACWY, substituir pela vacina meningocócica C conjugada. DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Não | Clínicas privadas: Sim.

Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)

RECOMENDAÇÕES: Na população com mais de 60 anos, é incomum encontrar indivíduos suscetíveis ao sarampo, caxumba e rubéola. Para esse grupo, portanto, a vacinação não é rotineira. Porém, a critério médico (em situações de surtos, viagens, entre outros), pode ser recomendada. Contraindicada para imunodeprimidos. DISPONIBILIDADE: Gratuitas nas UBS: Não | Clínicas privadas: Sim.

Fonte: Recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2023/2024 | Ministério da Saúde | Programa Nacional de Imunizações (PNI) *Com informações do correio Brasiliense.

Lula celebra 50 anos do Programa Nacional de Imunização: “Referência”

VACINAÇÃO

Programa do Ministério da Saúde homenageado por Lula centralizou ações de vacinação no país inteiro e é responsável pelo fim da poliomielite.

imagem colorida presidente lula tomando vacina - metrópoles
Foto/Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou, nesta segunda-feira (18/9), a data que marca os 50 anos do Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde. O programa centraliza ações de imunização em todo o território brasileiro, e oferece 32 vacinas na rede pública.

“Um dos grandes responsáveis pela erradicação de doenças e por salvar vidas, o PNI tornou o Brasil uma referencia global em vacinação”, declarou o mandatário, nas redes sociais.

Ao lado de um registro tomando vacina, o petista lembrou que, atualmente, “são cerca de 300 milhões de doses de imunizantes e soros aplicados por ano. Um SUS forte é garantia de mais saúde para o nosso povo”.

O programa alcançou marcas como a erradicação da poliomielite, e o fim do sarampo, que acabou voltando nos últimos anos em razão do negacionismo e da onda anti-vacinas, demandando novas estratégias de comunicação.

Para aumentar as coberturas vacinais do país, em queda há cerca de seis anos, o ministério promove a campanha de multivacinação nos estados. A iniciativa atualiza a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes de até 15 anos. *Fonte/Metrópoles.