Ex-Deputados: Câmara cancela passaporte diplomático de Eduardo Bolsonaro e Ramagem

CÂMARA DOS DEPUTADFOS

Mesa Diretora da Câmara cassou os mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ)/Vinicius Loures/Câmara dos Deputados e Marcos Oliveira/Agência Senado
Mesa Diretora da Câmara cassou os mandatos de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ)/Vinicius Loures/Câmara dos Deputados e Marcos Oliveira/Agência Senado

Estadão Conteúdo

A Chefia do Serviço de Passaportes e Vistos também solicita a devolução do passaporte diplomático “para que o Ministério das Relações Exteriores tome as devidas providências”

Câmara dos Deputados enviou um comunicado aos ex-deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ) que informa o cancelamento dos seus passaportes diplomáticos, na sexta-feira (19), um dia após a Mesa Diretora ter publicado um ato no Diário Oficial que cassou os seus mandatos.

O informe foi repassado aos ex-parlamentares por meio de ofícios assinados pela Chefia do Serviço de Passaportes e Vistos da 2ª Secretaria da Mesa Diretora. O passaporte diplomático é emitido pelo Ministério das Relações Exteriores.

O documento de viagem é concedido a autoridades brasileiras e funcionários do serviço exterior. Têm direito ao passaporte diplomático o presidente da República, o vice-presidente e os ex-presidentes, os ministros e titulares de secretarias da Presidência, governadores, funcionários da carreira de diplomata os membros do Congresso Nacional, entre outros.

Em sua rede social, Eduardo publicou o ofício que recebeu, que diz que, “diante da vacância do cargo por perda de mandato pelo Ato da Mesa n. 229/2025, publicado no DCD n.245-A, edição extra, de 18/12/2025, comunico, de ordem do Segundo-Secretário, Deputado Lula da Fonte, o cancelamento dos seus passaportes diplomáticos”.

O texto diz que “o cancelamento ocorre em razão da necessidade de cumprirmos o previsto no inciso IX do caput do art. 6º do Decreto 5.978, de 4 de dezembro de 2006, que dispõe sobre o Regulamento de Documentos de Viagem”.

No ofício, a Chefia do Serviço de Passaportes e Vistos também solicita a devolução do passaporte diplomático “para que o Ministério das Relações Exteriores tome as devidas providências”. O setor diz ainda que “os passaportes diplomáticos já estão cancelados”.

Ao Estadão/Broadcast, o 2º secretário da Mesa, deputado Lula da Fonte (PP-PI), confirmou que os ofícios foram enviados a Eduardo e a Ramagem, mas no sentido de comunicar o cumprimento do decreto de 2006, que lista quem exatamente tem o direito aos passaportes diplomáticos.

“A gente não tem atribuição para recolher passaporte ou não, quem faz isso é o Ministério das Relações Exteriores”, declarou. “A questão foi só comunicar a perda de passaporte aos ex-parlamentares, porque isso já era uma consequência da perda de mandato. Não teve nenhuma coisa surpreendente”, acrescentou.

Na rede social X, Eduardo, que está nos Estados Unidos desde o fim de fevereiro, protestou contra o cancelamento do seu passaporte diplomático. “Desde sempre a intenção é me bloquear no exterior”, escreveu o parlamentar.

A reportagem procurou a assessoria de Ramagem, mas não havia obtido um retorno até a publicação deste texto. O espaço segue aberto para manifestações.

Eduardo foi cassado por conta do número de faltas. Já Ramagem perdeu o mandato porque foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos e um mês de reclusão por participação na trama golpista. Ele está foragido nos Estados Unidos.

Votação da PEC da Segurança na Câmara Federal, só em 2026

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Ficou para 2026 a votação da PEC da Segurança na Câmara Federal. A primeira votação seria hoje, mas os líderes das bancadas optaram por adiar para fevereiro, já que o recesso vai iniciar e a prioridade é aprovar o Orçamento da União. O deputado Mendonça Filho (UB) é o relator e disse que fez a sua parte para garantir um texto que contemple o sistema de segurança e preserve a autonomia dos estados. “Pediram para que entregasse o relatório no dia 4 e assim o fiz, mas os líderes decidiram adiar. Agora temos mais tempo para negociar. De qualquer forma, a PEC só seria votada no Senado no próximo ano”, comentou. A proposta original foi entregue pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e houve resistência por parte de alguns governadores, principalmente, da direita. Receavam perda de autonomia e maior controle das ações por parte do Governo Federal.

“Restaurei e preservei a atuação dos estados”, tranquiliza Mendonça. Entre os principais pontos do seu relatório, está o endurecimento do regime de progressão para os líderes de criminosos. “Será progressão zero”, diz. Também propõe o reforço no controle do sistema prisional. Além disso, a PEC da Segurança prevê aumento de R$ 2 bilhões para R$ 6 bilhões nos fundos Nacional de Segurança Pública e Penitenciário. Entre os pontos destacados por Mendonça estão a ampliação das atribuições da Polícia Federal, a destinação de 15% dos recursos do Fundo Social do pré-sal e de 6% da arrecadação das loterias para ações de segurança pública.

Votos em todas gerações

Presidente da Câmara do Recife, Romerinho Jatobá (PSB) lembra que João Campos (PSB) foi o deputado federal mais votado de Pernambuco e carrega os legados de Eduardo Campos e de Miguel Arraes. “João tem voto entre os eleitores da idade dele, de quem tem a idade do pai e também do bisavô”, ressaltou na Rádio Folha.

Ano de entregas

A governadora Raquel Lyra (PSD) demonstra que não está nem aí para as críticas dos opositores a sua gestão. O ano de 2026 é o último do atual mandato, mas ela disse que “o ano que vem não é o fim de nada, o ano que vem é o começo de tudo”. Seus aliados prevêem muitas entregas.

Rombo na Previdência

Ao discursar, ontem, na tribuna, o deputado estadual Fabrício Ferraz (SD) disse que a previdência social do município de Floresta tem um rombo de R$ 11 milhões. Segundo ele, foram realizadas duas audiências públicas, mas nenhum representante da gestão municipal compareceu.

Cirilo Mota: decisão certa

Cirilo Mota, ex-presidente do PT Recife, considerou um acerto a aprovação da Resolução Política, no Diretório Municipal, reafirmando que o partido deve definir um lado em 2026. “É o mesmo PT que, no ano 2000, não vacilou. Mas que, em 2012, as ilustres lideranças João Paulo e Humberto Costa colocaram tudo a perder”, disparou. As informações são blog Dantas Barreto

Projeto que cria Corte Especial no TRF5 é aprovado na Câmara dos Deputados

CÃMARA DOS DEPUTDOS

Deputado federal Eduardo da Fonte
Deputado federal Eduardo da Fonte – Foto: divulgação

(Blog da Folha)

Texto segue para análise do Senado Federal

O Projeto de Lei nº 4.278/2025, relatado pelo deputado federal Eduardo Da Fonte (UP/PP), foi aprovado na segunda-feira (15) pelo Plenário da Câmara dos Deputados. A proposta, de iniciativa do Superior Tribunal de Justiça (STJ), amplia a composição do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) e viabiliza a criação da Corte Especial.

O projeto prevê a criação de três novos cargos de desembargador federal, elevando de 24 para 27 o número de magistrados do TRF5. Com essa ampliação, o tribunal passa a atender ao requisito constitucional para a instituição do Órgão Especial, responsável por decisões administrativas e jurisdicionais estratégicas.

Eduardo da Fonte destacou que o TRF5 apresenta elevados índices de produtividade, mas enfrenta uma sobrecarga crescente de processos. Entre 2021 e 2023, o Tribunal recebeu, em média, mais de 40 mil novos processos por ano no segundo grau, o que exige o fortalecimento da estrutura para garantir celeridade e qualidade na prestação jurisdicional.

O texto agora segue para análise do Senado Federal.

“Eduardo Bolsonaro já tem faltas suficientes para ser cassado”, diz Hugo Motta

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro. O parlamentar viajou ao país afirmando sofrer perseguição do STF
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro. O parlamentar viajou ao país afirmando sofrer perseguição do STF – Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Por Agência O Globo

Presidente da Casa pautou análise dos casos de Carla Zambelli e Glauber Braga para quarta-feira

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se mudou para os Estados Unidos, deverá ter sua cassação determinada pela Mesa Diretora da Casa após faltar a mais de um terço das sessões.

— O deputado Eduardo Bolsonaro tem o número de faltas suficientes para a cassação de seu mandato — afirmou Motta.

Nos Estados Unidos, desde março, por onde atuou por sanções americanas a autoridades brasileiras, o parlamentar tem se aproximado da perda de mandato por exceder o limite de ausências permitido e sido alvo de múltiplos pedidos de cassação. Ele completou o número máximo de faltas no fim de novembro.

A ideia é que nesta semana a Câmara também analise os pedidos de cassação de Carla Zambelli (PL-SP) e Glauber Braga (PSOL-RJ). Nesses casos, os pedidos passarão pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa e, num segundo momento, no plenário.

Já o caso de Ramagem será discutida em plenário. O ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo da trama golpista e sua pena inclui a perda do mandato. Segundo Motta, ele terá um prazo de cinco sessões para apresentar sua defesa.

Limpar a pauta
Um interlocutor frequente de Motta diz que o plano é terminar o ano de 2025 sem essas pendências, já que há uma avaliação que esse tema divide o plenário e acaba atrapalhando as votações na Casa.

A análise dos casos de Zambelli, Eduardo e Ramagem atende a pedidos de parlamentares da esquerda. Já com a iniciativa de analisar o caso do psolista, Motta acena ao Centrão.

Zambelli está presa na Itália desde julho, dois meses após deixar o Brasil. Ela teve o pedido de prisão determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), após ser condenada a dez anos de reclusão por falsidade ideológica e invasão do sistema eletrônico do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Eduardo, por sua vez, está nos Estados Unidos desde fevereiro. O parlamentar viajou ao país afirmando sofrer perseguição do STF (Supremo Tribunal Federal) e passou a atuar por sanções a autoridades do governo brasileiro e da Corte, pressionando pela anistia do pai. Motta vinha sendo pressionado pela esquerda para dar andamento ao tema.

Ramagem também está nos Estados Unidos. Moraes determinou a prisão do parlamentar a pedido da Polícia Federal, após ele deixar o país. Ramagem foi condenado pela Suprema Corte em setembro, na ação penal da trama golpista.

Já Glauber teve o pedido de cassação analisado no âmbito do Conselho de Ética da Casa após ter expulsado a chutes e empurrões um integrante do MBL (Movimento Brasil Livre) no ano passado.

Deputados federais aprovam salário-paternidade e ampliação gradual da licença para 20 dias

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Deputado Pedro Campos – Foto/Divulgação

Relator do projeto, Pedro Campos avaliou a votação como um um marco histórico na valorização da família e da primeira infância

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o parecer do deputado Pedro Campos (PSB-PE) ao Projeto de Lei  do Pai Presente (PL 3.935/2008), que regulamenta de forma definitiva a licença-paternidade no Brasil e cria o salário-paternidade no âmbito do INSS.

O texto foi aprovado por em uma votação considerada histórica com apoio de todos os partidos, exceto o Novo. O projeto segue agora para análise do Senado Federal.
“Nenhum direito é mais fundamental do que o de nascer cercado de cuidado. O cuidado está na origem da vida e deve ocupar também o centro políticas públicas. Essa aprovação mostra que o Brasil está pronto para uma nova etapa de proteção à infância, em que pais e mães compartilham responsabilidades de forma igualitária”, afirmou Pedro Campos.

O parecer de Pedro Campos consolidou mais de 100 proposições apensadas, harmonizando conceitos e estabelecendo uma transição gradual para garantir segurança jurídica e previsibilidade econômica. O projeto original é de autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) e tramitava desde 2008.

Durante a tramitação, o parlamentar dialogou com o Executivo, o Judiciário, especialistas em direito do trabalho e entidades da sociedade civil para construir um texto moderno, viável e socialmente transformador.

Entenda

A proposta traz inovações de grande alcance social. Pelo texto apresentado por Campos,  o período atual de licença de 5 dias será ampliado para 20 dias, com aplicação gradual: começa com 10 dias no primeiro ano e aumenta cinco dias a cada ano, até atingir o limite em 2029. As principais mudanças são:
•    Regulamenta definitivamente a licença-paternidade na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que até então era apenas uma previsão constitucional sem lei específica. •    Cria o salário-paternidade no INSS, benefício de valor igual ao salário-maternidade, garantindo remuneração integral durante o afastamento.
•    Amplia progressivamente o tempo da licença-paternidade:
-10 dias (a partir de 2027);
-15 dias (2028);
-20 dias (2029).

* Permite fracionar a licença em até dois períodos — o primeiro imediatamente após o nascimento ou adoção, e o segundo até 180 dias depois.
•    Prorroga automaticamente o benefício em caso de internação da mãe ou do bebê.
•    Garante estabilidade no emprego por 30 dias após o retorno ao trabalho.
•    Estende o direito a pais adotantes de diferentes composições familiares, assegurando tratamento igualitário.
•    A licença aumenta em 1/3 em casos de nascimento de crianças com deficiência ou doença rara.

Todo o custeio será feito pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS), sem repasse de encargos às empresas. O impacto fiscal líquido estimado é de R$ 2,2 bilhões no primeiro ano, chegando a R$ 5,4 bilhões no último.

Avanço civilizatório

Pedro Campos destacou que a medida é um passo decisivo para reduzir desigualdades de gênero e valorizar o papel do cuidado como dever compartilhado entre homens e mulheres.

“Por muito tempo, o cuidado foi visto como uma tarefa feminina. Com esta aprovação, o Brasil reconhece que o tempo dedicado à família é investimento social, não ausência produtiva”, afirmou o relator.

O deputado ressaltou ainda que a nova legislação é sustentável do ponto de vista fiscal, sem impacto imediato nas contas públicas.

*Com informações da assessoria

Câmara aprova projeto que prevê licença menstrual

 CÂMARA DOS DEPUTADOS

Brasília - 22/10/2025 - Sessão da Câmara dos deputados. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
Sessão da Câmara dos deputados. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

A trabalhadora precisará apresentar laudo médico para comprovar a necessidade de afastamento; o texto segue para o Senado

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) o projeto de lei que prevê licença de até dois dias consecutivos por mês para mulheres que sofrem com sintomas graves associados ao fluxo menstrual. A proposta segue para análise do Senado.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Para ter direito ao afastamento remunerado, a trabalhadora precisará apresentar laudo médico que comprove as condições debilitantes que a impeçam temporariamente de exercer as atividades.

A medida valerá para trabalhadoras com carteira assinada, estagiárias e empregadas domésticas.

Mudanças no texto original
O texto aprovado é a versão da relatora, deputada Professora Marcivania (PCdoB-AP), para o Projeto de Lei 1249/22, da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

A relatora unificou a proposta original com textos apensados e com sugestões das comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Administração e Serviço Público.

“O substitutivo traz relevante contribuição à legislação trabalhista brasileira, historicamente concebida sob uma lógica masculina que pouco incorporou as especificidades das mulheres”, afirmou Professora Marcivania.Segundo ela, a proposta é um instrumento de equidade e de prevenção em saúde ocupacional.

Licença menor
No projeto de lei original, a deputada Jandira Feghali havia sugerido uma licença ainda maior para as trabalhadoras, de até três dias.

“Cerca de 15% das mulheres enfrentam sintomas graves, com fortes dores na região inferior do abdômen e cólicas intensas, que chegam, muitas vezes, a prejudicar a rotina”, argumentou Jandira.

Legislação alterada
A proposta aprovada altera:

  • a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), na parte que trata das faltas justificadas;
  • a Lei do Estágio, para assegurar o direito de afastamento às estagiárias; e
  • a Lei Complementar 150/15, que rege o contrato de trabalho doméstico, para incluir o direito às empregadas domésticas.
  • Prazo de validade do laudo

Conforme o substitutivo, caberá ao Poder Executivo definir o prazo de validade do laudo médico, a forma de apresentação e a periodicidade de sua renovação, considerando peculiaridades das atividades exercidas pela mulher.

Da Agência Câmara

Hugo Motta diz que votará corte de gastos na próxima semana

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante sessão no plenário Metropoles
Foto: Vinícius Scmidt/ Metrópoles

Presidente da Câmara afirmou, porém, que revisão nos benefícios fiscais ficará para depois; Gleisi prometeu acelerar emendas

Por Maria Laura Giuliani
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, nesta quinta-feira (23/10), que a Casa deve começar a votar, na próxima semana, o pacote apresentado pelo governo para compensar a derrubada da medida provisória (MP) alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
“É a pauta da Casa. O governo está decidindo o que vai usar nessa questão para repor o que foi perdido na medida provisória”, declarou Motta a jornalistas na Câmara depois da reunião semanal com os líderes partidários.

O parlamentar disse, entretanto, que a análise da proposta de um corte linear de 10% nos benefícios tributários ainda não tem data para discussão.

“Isenções ainda não, ficará mais para a frente um pouco. Mas queremos avançar”, declarou.

O presidente da Câmara decidiu avançar com o pacote após se reunir, na noite de quarta-feira (22/10), com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, na residência oficial da Câmara. O deputado não quis comentar publicamente a respeito do jantar.

Durante o encontro, segundo apurou o Metrópoles, a ministra se comprometeu a agilizar o pagamento de emendas caso o Congresso avançasse com as propostas. Dessa forma, seria possível fechar as contas públicas e votar o orçamento ainda neste ano.

O pacote capitaneado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será composto por três eixos:

  • corte de despesas;
  • corte nos benefícios tributários;
  • taxação de bets e fintechs.

Câmara cobra R$ 13 mil de Eduardo Bolsonaro por faltas não justificadas; boleto já está vencido

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Eduardo Bolsonaro/Foto: Marco Correa/PR/
Eduardo Bolsonaro/Foto: Marco Correa/PR ()

As faltas são referentes ao período em que o deputado já estava nos Estados Unidos, mas ainda não havia tirado licença não-remunerada de seu mandato

A Câmara dos Deputados tentou cobrar dívida de R$ 13.941,40 do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por faltas não justificadas em março deste ano, mas o deputado não pagou. Agora a Câmara deve incluir Eduardo em cadastro de devedores do setor público.

As informações foram reveladas pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmadas pelo Estadão. O deputado foi procurado, mas não retornou.

As faltas são referentes ao período em que o deputado já estava nos Estados Unidos, mas ainda não havia tirado licença não-remunerada de seu mandato. A medida foi tomada a partir de recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) para que a Câmara investigasse o uso de recursos públicos para o deputado se manter no país americano.

O boleto com a cobrança foi enviado dia 13 de agosto para o gabinete de Eduardo e recebido por uma secretária parlamentar, mas não houve pagamento. A Guia de Recolhimento da União (GRU) venceu dia 12, um mês depois do envio.

Agora, a Câmara informou que está em trâmite para incluir o nome do deputado como devedor no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin). Depois dessa etapa, o processo será enviado à Dívida Ativa da União (DAU), para prosseguimento da cobrança.

Na página do deputado no portal da Câmara, são registradas quatro ausências no mês de março, antes do anúncio de que ele se mudaria para os EUA em busca de sanções contra o Brasil para facilitar a vida do pai na Justiça, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Agora, as faltas não justificadas acumuladas já somam 25, representando 62,5% das sessões deliberativas da Casa.

Nesta terça-feira, 23, o Conselho de Ética abriu processo contra Eduardo que pode cassar o mandato do deputado. No mesmo dia, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicano-PB), barrou a iniciativa da oposição de tornar Eduardo líder da Minoria. O movimento tentava blindar Eduardo de perder o mandato por faltas. Motta justificou que a ausência do território nacional é incompatível com o exercício das atribuições de uma liderança.

Do Estadão Conteúdo

Motta pauta PEC que dificulta denúncias criminais contra parlamentares

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Brasília (DF), 29/05/2025 - Presidente da Câmara dos deputados, Hugo Motta, durante coletiva à imprensa após a reunião de lideres. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Presidente da Câmara dos deputados, Hugo Motta, durante coletiva à imprensa após a reunião de lideres. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Governo ainda não se manifestou oficialmente

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dificulta as denúncias criminais contra deputados e senadores foi pautada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para esta terça-feira (16).

A PEC determina que qualquer abertura de ação penal contra parlamentar depende de autorização prévia, em votação secreta, da maioria absoluta do Senado ou da Câmara. Além disso, a proposta concede foro no Supremo Tribunal Federal (STF) para presidentes de partidos com acentos no parlamento.

A chamada de PEC da Blindagem (PEC 3 de 2021), ou PEC das Prerrogativas, foi articulada pela maioria dos líderes da Câmara com o apoio da oposição liderada pelo Partido Liberal (PL). O governo ainda não se manifestou oficialmente sobre essa pauta.

Motta justificou que o projeto “fortalece a atividade parlamentar e foi defendida pela maioria da representação do Colégio de Líderes”. Hoje, o deputado Cláudio Cajado (PP-BA) foi nomeado relator da proposta.

Brasília (DF), 23/05/2023 - O deputado Cláudio Cajado durante entrevista após reunião na residência oficial da presidência do Senado. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O deputado Cláudio Cajado durante entrevista após reunião na residência oficial da presidência do Senado. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Caso a PEC seja aprovada, processos judiciais, seja por desvio de emendas parlamentares ou outros crimes, só poderão ser julgados no STF com autorização dos parlamentares

Em conversa com jornalistas, o deputado Cajado tentou convencer que o texto não seria uma autorização para “maus feitos”, mas apenas uma “proteção” para os deputados exercerem sua função sem medo de “perseguição política”.

“Isso aqui não é uma licença para abusos do exercício do mandato, é um escudo protetivo da defesa do parlamentar, da soberania do voto e, acima de tudo, do respeito à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal”, justificou.

O texto apresentado pelo relator afirma que: “Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, nem processados criminalmente, sem prévia licença de sua Casa”.

Em outro dispositivo, a PEC define que a decisão deve ser decidida “por votação secreta da maioria absoluta de seus membros, em até noventa dias a contar do recebimento da ordem emanada pelo STF”. Maioria absoluta significa a metade dos parlamentares da Casa mais um.

No caso de prisão por crime inafiançável, é necessário manifestação, em 24 horas, da Câmara ou do Senado, por votação secreta. A Casa poderá suspender a prisão com maioria simples que, diferentemente da maioria absoluta, requer a maioria dos parlamentares presentes na sessão e não do total.

Sobre o voto secreto, o relator Claudio Cajado sustentou que a modalidade “nunca deu problema”. “Qual o problema do voto secreto? [É] para que todos tenham a sua consciência voltada para o pleno exercício da atividade parlamentar”, afirmou.

O relator justificou ainda a inclusão dos presidentes de partidos entre aqueles com direito ao foro por prerrogativa de função, só podendo ser processado pelo STF.

“Eles são ativistas na política. Eles complementam a atividade política. Então, qualquer processo sobre eles não tem que ter autorização, para ficar claro. Mas o foro fica sendo também igual aos dos deputados”, disse Cajado.

PEC blindagem

A PEC da Blindagem começou a ganhar força na Câmara dos Deputados após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro e o motim da oposição que impediu os trabalhados legislativos por uma semana.

Os aliados do ex-presidente criticam as ações do STF contra deputados e senadores acusados de colaborar ou participar do movimento golpista que questionou, sem provas, as eleições presidenciais de 2022.

Brasília (DF), 26/06/2025 - O líder do PL na Câmara, Deputado Sóstenes Cavalcante, durante coletiva no Salão Verde. Falou sobre a votação do IOF.. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O líder do PL na Câmara, Deputado Sóstenes Cavalcante, durante coletiva no Salão Verde. Falou sobre a votação do IOF.. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Segundo o líder do PL, deputado Sostenes Cavalcante (PL-RJ), o objetivo é retomar o texto da Constituição de 1988 que condiciona a abertura de ação penal contra deputado ou senador a uma autorização prévia da Casa legislativa do parlamentar.

“Investigar pode. Para processar que será necessário autorização das Casas em até 90 dias”, explicou Sostenes à Agência Brasil.

Constituição

Até 2001, a Constituição estabelecia que os parlamentares não poderiam ser processados criminalmente sem prévia licença de sua Casa.

Naquele ano, uma Emenda Constitucional, a 35/2001 retirou essa parte da Constituição, e os deputados passaram a ser processados sem autorização prévia do plenário da Câmara ou do Senado.

Atualmente, a Câmara ou Senado pode suspender o andamento de alguma ação, depois que ela já tenha sido aceita pelo Judiciário, desde que o crime tenha ocorrido após a diplomação e tenha relação com as funções do parlamentar.

Por Agência Brasil

Câmara pauta MP da tarifa de energia elétrica gratuita para 18 milhões

TARIFA SOCIAL

Brasília (DF), 26/08/2025 - Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante reunião de líderes. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante reunião de líderes. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Em meio ao julgamento do STF, Motta pauta projetos consensuais

Em reunião de líderes partidários nesta terça-feira (9), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou aos colegas que pautaria apenas projetos em que haja consenso entre os partidos em meio ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a trama golpista.

Na pauta liberada no início da tarde desta terça (9), estava prevista a análise e votação da Medida Provisória (MP) 1.300 de 2025, que cria a nova tarifa social para energia elétrica, com gratuidade para as famílias inscritas no CadÚnico que consumam, por mês, até 80 quilowatts-hora (kWn).

O governo calcula que 4,5 milhões de famílias foram beneficiadas pela gratuidade, o que representa aproximadamente 18 milhões de pessoas. Outras 17 milhões de famílias, que já têm direito à tarifa social, não pagarão pela energia até os 80 kWn.

Por outro lado, não entrou na pauta de votação o projeto de lei (PL) que isenta do Imposto de Renda (IR) os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês e que aumenta a contribuição daqueles que recebem acima de R$ 50 mil por mês. A proposta é considerada prioritária pelo governo.

Reunião de líderes

A reunião de líderes ocorreu na residência oficial do presidente da Câmara, local onde os parlamentares entram e saem dentro de carros, impossibilitando a abordagem direta de jornalistas.

A única liderança que falou com a imprensa foi a deputada Talíria Petrone, líder do PSOL na Câmara, que destacou que Motta decidiu por uma pauta consensual no contexto do julgamento da trama golpista no STF.

“Ele [Motta] apenas reforçou que essa é uma semana de pautas consensuais. Entendo que isso é um respeito a um momento histórico que nós estamos vivendo, com o julgamento que está em curso no Supremo nesse momento”, disse a liderança.

Ainda segundo Talíria, o Partido Liberal (PL) voltou a defender como prioridade o projeto de lei que concede anistia aos condenados pelo STF por tentativa de golpe de Estado. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), saiu da reunião sem falar com a imprensa.

A oposição tem insistido em um projeto que dê perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar um movimento golpista para anular o pleito presidencial de 2022 para se perpetuar no poder. O ex-presidente nega as acusações.

A deputada Talíria defendeu que anistiar acusados por crime contra a democracia seria um ataque do próprio Parlamento à democracia.

“Pela primeira vez, um ex-presidente e a cúpula das Forças Armadas, acusados de dar um golpe de Estado no Brasil, de criar um Estado de exceção, estão sentados no banco dos réus. Se avançasse, neste momento, a ajuda da anistia, isso acirraria uma crise institucional entre Executivo, Legislativo e Judiciário, e isso também seria um ataque à democracia feito pelo próprio Parlamento”, afirmou Talíria.

Outros projetos

Ainda estão na pauta da Câmara dos Deputados nove pedidos de urgência para projetos de lei, entre eles, o PL 3050 de 2020, que cria regras para “herança digital”, disciplinando a sucessão de contas na internet de quem faleceu.

Também há pedidos de urgência para PLs sobre segurança pública; sobre Política Nacional de Minerais Críticos; sobre destinação de imóveis de origem ilícita para fins sociais e esportivos; sobre conservação do bioma Pantanal, sobre direitos das pessoas com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), entre outros.

Além dos pedidos de urgência e da MP 1.300, o plenário da Câmara pautou o PL 2.205/2022, que regulamenta a alimentação escolar; o PL 7.323-A de 2014, que cria o crime do exercício ilegal da profissão de médico veterinário; o PL 2.874 de 2019, que cria o Selo Doador de Alimentos; o PL 1.312/2025, que autoriza a criação da Fundação Caixa, entre outros.

Por Agência Brasil

CPI aprova convites a ex-ministros da Previdência, ex-presidentes do INSS e advogado denunciante

CONGRESSO NACIONAL

Carlos Viana, ao centro, agora será acompanado por Duarte Jr., do PSB, como vice-presidente na CPMI do INSS Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Carlos Viana, ao centro, agora será acompanado por Duarte Jr., do PSB, como vice-presidente na CPMI do INSS Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Propostas constam do plano de trabalho apresentado por Alfredo Gaspar. Deputado defende dividir investigação em seis eixos e apurar possíveis fraudes ocorridas a partir de 2015.

A CPI do INSS aprovou, nesta terça-feira (26), 34 requerimentos para convites de ex-ministros da Previdência, ex-presidentes do instituto e do advogado Eli Cohen, que denunciou fraude no órgão. Serão convidados nomes como Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência de Lula até maio deste ano, e Carlos Gabas, que chefiou a pasta nos governos petistas anteriores.

Também estão na pauta nomes ligados ao bolsonarismo, como José Carlos Oliveira, último ministro do Trabalho e Previdência de Bolsonaro, além de uma série de ex-presidentes do INSS que se revezaram no comando da autarquia desde 2012 — entre eles Renato Rodrigues Vieira, Alessandro Stefanutto, Glauco Wamburg e Guilherme Serrano. O ex-ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, também foi convidado.

Na primeira reunião como relator da CPI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) apresentou o plano de trabalho que abrange investigar fraudes em benefícios pagos pelo instituto desde 2015, período que engloba o segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff.

A intenção de incluir a gestão da petista foi alvo de protesto de governistas, que ameaçaram não aprovar o documento de Gaspar, mas cederam depois de um acordo que veda a votação de requerimentos em bloco.

Para os governistas, esta possibilidade poderia dar “superpoderes” ao presidente da CPI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG). Com isso, o marco temporal de 2015 ficou mantido. Ficou acordado que ministros e ex-ministros seriam previamente convidados a depor no colegiado e que requerimentos de convocação seriam apresentados apenas em casos de negativa.

Por Agência O Globo

Projeto de Lei 3214/23 quer recolocar município e Estado nas placas dos carros

CÂMARA DOS DEPUTADOS 

Aplicativo 99, lança serviço de Moto Taxi em São Paulo, contrariando norma da prefeitura que proíbe o serviço.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O autor do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), disse que a presença da informação ajuda o trabalho de fiscalização

O Projeto de Lei 3214/23 determina que as placas de carros informem o município e o Estado no qual o veículo está registrado, bem como a bandeira da unidade da Federação.

Já aprovado pelo Senado Federal, o texto altera o Código de Trânsito Brasileiro e está em análise na Câmara dos Deputados. Caso se transforme em lei, a norma entrará em vigor depois de 1 ano da sua publicação.

O autor do projeto, senador Esperidião Amin (PP-SC), disse que a presença da informação sobre o Estado e o município em que um carro está registrado ajuda o trabalho de fiscalização para que as autoridades policiais e de trânsito consigam identificar com facilidade a origem de carros em situações como infrações de trânsito, roubos, furtos e outros crimes relacionados ao veículo.

PRÓXIMOS PASSOS

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, tem que ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Com informações da Agência Câmara

Alcolumbre diz que Congresso está unido contra “agressão” dos EUA

CÂMARA DOS DEPUTADOS

📸 Reprodução/Instagram @hugomotta

Presidente do Senado defendeu a liderança do Executivo nas negociações e na defesa dos interesses nacionais; Motta falou em “unidade nacional” e afirmou que o Congresso está pronto para agir rapidamente, se necessário.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta 4ª feira (16.jul.2025) que o Congresso está unido em defesa dos interesses nacionais diante do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Ele disse que a resposta à medida será conduzida pelo governo federal, mas com apoio total do Legislativo.

“Vamos defender a soberania nacional, os empregos dos brasileiros e os empresários que geram a riqueza do país”, declarou Alcolumbre, ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após reunião na residência oficial do Senado com líderes do governo, ministros e congressistas.

SE INSCREVA-SE O encontro foi articulado após a medida anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), que impôs novas tarifas comerciais ao Brasil. A resposta brasileira está sendo coordenada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A conversa foi marcada 1 dia depois da publicação do decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade. Leia a íntegra (PDF – 131 kB). A ação, apesar de não ser direcionada unicamente aos EUA, estabelece critérios para adoção de contramedidas comerciais, de investimentos e de propriedade intelectual contra países ou blocos econômicos que imponham medidas unilaterais prejudiciais à competitividade brasileira.

Alcolumbre disse que o momento exige “firmeza, resiliência e serenidade” e afirmou que “não é correto” o que classificou como “agressão” ao Brasil. “O Parlamento está integralmente à disposição da defesa dos interesses do país. Essa relação diplomática internacional deve ser liderada pelo chefe de governo, pelo chefe de Estado”, afirmou, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração sinaliza uma posição contra a atuação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). O político tem tentado assumir uma posição de destaque nas negociações sobre o tarifaço.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também participou da reunião e falou em “unidade nacional” em torno do tema. Ele afirmou que o Congresso está pronto para agir rapidamente, se necessário. “Hoje a nossa população entende que o Brasil não pode ser levado a situações em que decisões externas interfiram na nossa soberania”, disse.

Motta reforçou sua fala em publicação no Instagram: “É momento de unidade nacional, proteção da nossa indústria e preservação dos empregos”.

Já Alckmin reafirmou que a decisão dos EUA é “inadequada e injusta”, citando que os norte-americanos têm superavit comercial com o Brasil e que grande parte de suas exportações ao país está isenta de tarifas. “Estamos unidos para defender a soberania nacional. Vamos trabalhar juntos para reverter essa situação”, declarou. O vice-presidente também reforçou a união em post em seu perfil no X.

No encontro, que durou cerca de 1 hora, estavam presentes:

  • Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado Federal;.
  • Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados;.
  • Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente e ministro de Desenvolvimento, Indústria e Serviço;.
  • Gleisi Hoffmann (PT), ministra das Relações Institucionais;.
  • Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado;.
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso;.
  • senador Nelsinho Trad (PSD-MS);.
  • senador Renan Calheiros (MDB-AL);.
  • senador Rogério Carvalho (PT-SE);.
  • senador Weverton Rocha (PDT-MA);.
  • senador Fernando Farias (MDB-AL).

Jaques Wagner foi o 1º a deixar o local, pouco antes do anúncio do fim da reunião. Em seguida, saíram o vice-presidente e o senador Nelsinho.

Fonte: Poder360

PT propõe teto único para salários de servidores em todo o país

CÂMARA DIS DEPUTADOS

📸 Vinicius Schmidt/Metrópoles

Proposta assinada por 67 deputados do PT define limite único de remuneração para agentes públicos e busca conter “supersalários”

Um grupo de 67 deputados federais do PT apresentou um projeto de lei que estabelece um teto nacional para a remuneração de agentes públicos. O texto trata da “aplicação do limite máximo remuneratório mensal de agentes políticos e públicos” em âmbito federal, estadual, distrital e municipal.

Segundo o projeto, “a remuneração mensal e o subsídio” de servidores civis ou militares efetivos, comissionados, aposentados ou pensionistas não poderá exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal” no caso da União – a remuneração mensal bruta dos ministros do STF é de R$ 46.366,19, valor implementado em 1º de fevereiro de 2025.

Para estados e municípios, o limite máximo será o subsídio de governadores, deputados estaduais ou prefeitos, dependendo do cargo ocupado.

A proposta prevê ainda que “estão sujeitas ao limite quaisquer verbas de origem pública”, independentemente do nome ou da forma de pagamento. Auxílios como alimentação, transporte, moradia e diárias poderão ser pagos, desde que sejam indenizatórios e respeitem critérios legais.

A iniciativa se alinha ao esforço do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tem defendido medidas para conter os chamados “supersalários” no serviço público, como forma de ampliar a transparência e o controle de gastos.

O projeto também obriga o Executivo a criar um “Portal Nacional de Remunerações” em até 12 meses, para integrar informações salariais de todos os entes federativos. Além disso, determina auditorias anuais pelos Tribunais de Contas para verificar o cumprimento do limite e publicar os relatórios “em formato aberto e acessível ao controle social”.

Por Paulo Capelli/Metrópoles

Nikolas reage à suspensão de Janones: “Agora só falta a cassação”

CÂMARA DOS DEPUTADOS 

📸 Renato Araújo/Câmara dos Deputados; Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Nikolas Ferreira comemora suspensão do mandato de André Janones e diz que continuará buscando cassação do mandato de adversário

Adversário regional de André Janones (Avante-MG) e pivô do caso, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu à suspensão do mandato do colega aprovada pela Câmara nesta terça-feira (15/7).

Nikolas disse que a suspensão, motivada por ofensas de Janones ao deputado do PL, é só a “primeira etapa” e que a oposição continuará insistindo na cassação do mandato do parlamentar do Avante.

“Primeira etapa concluída. Agora só falta a cassação por rachadinha”, afirmou Nikolas à coluna.

Nesta terça-feira, o Conselho de Ética da Câmara suspendeu o mandato de Janones por três meses. A decisão acatou parcialmente uma representação feita pela Mesa Diretora da Casa, que pedia seis meses de suspensão.

A ação foi aberta após Janones se envolver em um bate-boca com deputados do PL no plenário da Câmara. Por sua vez, a bancada do PL diz que o deputado mineiro provocou parlamentares da sigla com manifestações ofensivas.

Por Igor Gadelha, Gustavo Zucchi

VÍDEO: Marina Silva volta ao Congresso e é alvo de novos ataques de parlamentares

CÂMARQ DOS DEPUTADOS

Marina Silva: “Quando um homem ergue a voz, ele está sendo incisivo. Quando uma mulher fala com firmeza, dizem que é show” Estadão Conteúdo

Ministra enfrentou hostilidade e interrupções na Comissão de Agricultura, onde foi convocada a prestar esclarecimentos sobre queimadas e os índices de desmatamento

Cerca de um mês após sofrer ataques e abandonar audiência no Senado Federal, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, foi novamente interrompida e hostilizada por parlamentares em sessão na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (2/7).

(veja vídeo)


Deputado diz que Marina tem problema com o agronegócio porque ‘nunca trabalhou’

Deputado do PP chamou a ministra de ‘adestrada’, ‘mal-educada’ e afirmou que ela ‘nunca trabalhou, nunca produziu’. Marina, que foi convocada para comissão na Câmara, rebateu ataques.

A ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, foi alvo de novos ataques de deputados nesta quarta-feira (2), ao prestar esclarecimentos sobre queimadas e desmatamentos na Comissão de Agricultura da Câmara.

O deputado Evair Vieira Melo (PP-ES) chamou Marina de “adestrada” e “mal-educada”, afirmou que a ministra “nunca trabalhou, nunca produziu” e que faz um “adestramento” de esquerda e “tem discurso golpista que vale para um lado e não vale para outro”.

“A senhora tem dificuldades com o agronegócio, porque a senhora nunca trabalhou, a senhora nunca produziu, não sabe o que é prosperidade construída pelo trabalho. Todo mundo sabe, o mundo sabe que a senhora tem um discurso alinhado com essas ONGs internacionais”, afirmou o parlamentar.

Ao responder aos ataques, Marina afirmou que fez uma longa oração antes da audiência e que está “em paz”. Disse também que aprendeu que é “melhor receber injustiça” do que “praticar injustiça”.

“Depois do que aconteceu no Senado […] as pessoas iam achar muito normal fazer o que está acontecendo aqui num nível piorado […]. Fui terrivelmente agredida”, ponderou a ministra.

No fim de maio, a ministra abandonou uma audiência na Comissão de Infraestrutura do Senado, após ser alvo de declarações consideradas machistas e ofensivas.

Evair voltou ainda a dizer que Marina tinha sido “adestrada” e que a ministra “tem uma incrível capacidade de repetições de discurso, de oratória e de dados”.

Essa não foi a primeira vez que o parlamentar usou o termo. Em outubro do ano passado, durante uma audiência na comissão de Agricultura, Evair disse que a ministra havia sido muito bem “adestrada” pela equipe do ministério para não responder às perguntas na comissão. A ministra rebateu e afirmou que não aceitaria ser chamada de adestrada.

‘Vergonha’ e ‘pedido de demissão’

Outros deputados atacaram a gestão da ministra. O deputado Zé Trovão (PL-SC) afirmou que Marina é uma “vergonha como ministra”, enquanto o capitão Alberto Neto (PL-AM) sugeriu que ela deveria “pedir demissão”.

Já o presidente da comissão de Agricultura, Rodolfo Nogueira (PL-MS), pontuou que Marina se apresenta como um símbolo de defesa ambiental, mas é protagonista de um dos capítulos mais desastrosos da política ambiental.

“A senhora, que fez a sua carreira, se apresentando como símbolo da defesa ambiental, protagoniza hoje um dos capítulos mais contraditórios e desastrosos da política ambiental brasileira. Sob sua gestão, o desmatamento na Amazônia aumentou 482%”, afirmou.

“Ao contrário da narrativa da senhora, de que hoje a culpa do desmatamento não é mais do Bolsonaro e a culpa dos incêndios das queimadas, do aumento das queimadas, não são mais culpa do presidente Bolsonaro, a culpa hoje é de São Pedro”, prosseguiu.

Rumo

  • A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi convocada para falar na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados e voltou a ser alvo de ataques de parlamentares.

  • O deputado Evair Vieira Melo (PP-ES) usou termos como “adestrada” e “mal-educada” e disse que ela “nunca trabalhou” ou “produziu” algo.

  • Outros deputados atacaram a gestão da ministra. O deputado Zé Trovão (PL-SC) afirmou que Marina é uma “vergonha” e o capitão Alberto Neto (PL-AM) sugeriu que ela deveria “pedir demissão”.

  • Ao responder aos ataques, a ministra afirmou que fez uma longa oração antes da audiência e que está “em paz”.

  • Em maio, Marina já havia sido alvo de ataques considerados machistas por senadores e deixou a sessão

Por Marcela Cunha, Kellen Barreto, g1 e TV Globo — Brasília

Líderes da Câmara decidem votar urgência de projeto de isenção do IR

CÂMARA SOA DEPUTADOS

O projeto tem relatoria do deputado Arthur Lira (foto) e foi apresentado pelo governo no início do ano

Proposta que será analisada é de autoria do deputado José Guimarães, e não o que foi enviado pelo governo Lula 

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes partidários decidiram nesta 5ª feira (12.jun.2025) votar na próxima semana a urgência de um projeto que amplia o limite da 1ª faixa da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física. Trata-se do PL nº 2.692/2025, de autoria do líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

Não é o PL nº 1.087/2025, enviado pelo governo Lula para aumentar para R$ 5.000 a faixa de isenção do IRPF. Ambos têm a relatoria do deputado Arthur Lira (PP-AL).

SE INSCREVA-SE A urgência permite que o projeto seja votado diretamente no plenário, sem passar pelas comissões temáticas. A expectativa é que a análise se dê durante as sessões presenciais da próxima semana, sem data definida.

PACOTE DE MEDIDAS FISCAIS A decisão dos líderes veio depois do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defender na 4ª feira (11.jun.2025) que o Brasil está “no caminho da justiça social” com as novas medidas tributárias e ter citado a isenção para rendas até R$ 5.000.

Em entrevista depois da reunião com Lula no Palácio da Alvorada na 3ª feira (10.jun.2025), Haddad justificou que a tributação dos títulos isentos evita distorções no mercado financeiro.

Qualquer economista relativamente bem-informado vai dar essa informação […] É só consultar quem entende do mercado financeiro que vai dizer que essa é uma distorção que está sendo corrigida minimamente para equilibrarmos a tributação”, declarou.

Poder360

É preciso ter limite, diz Camilo Santana sobre banir celulares das escolas

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Camilo Santana no G20
O ministro Camilo Santana (foto) participou da reunião de ministros da Educação do G20 para discutir a valorização de professores, o engajamento escola-comunidade e digitalização da educação; na foto, o Francisco Souza, assessor especial para Assuntos Internacionais do MEC, o ministro Camilo Santana e a diretora-global de educação da Unesco, – Foto: Pia Rebello Brito

Comissão de Educação da Câmara aprovou nesta 4ª feira (30.out) projeto de lei que restringe presença da tecnologia em instituições de ensino

Fonte: Poder360

O ministro da Educação, Camilo Santana, disse nesta 4ª feira (30.out.2024) que, apesar de a tecnologia ser importante, é preciso limitar sua presença nas escolas. A declaração foi dada depois que a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o PL (projeto de lei) 104 de 2015, que propõe restrições ao uso do aparelho nesses locais.

Durante a reunião ministerial do G20 Educação em Fortaleza (CE), Camilo afirmou a jornalistas que é consenso no MEC (Ministério da Educação) que os celulares devem ser usados só para fins pedagógicos.

Em setembro, o ministro da Educação havia afirmado que apresentaria um pacote de medidas para conter os excessos da tecnologia no aprendizado de alunos, mas decidiu aproveitar a proposta que já estava no Congresso.

A secretária de Educação Básica do MEC, Katia Schweickardt, disse que o projeto proíbe o porte de celulares na educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental. Para os anos finais e ensino médio, o uso é permitido para fins pedagógicos e sob orientação dos professores.

Há ressalvas para o uso por alunos com necessidades especiais. Leia a íntegra do texto aprovado (PDF – 101 kB).

A secretária informou que o projeto foi construído com congressistas na Câmara dos Deputados e que a regulamentação será feita junto das redes Estaduais e municipais de educação. O PL segue para aprovação da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e depois vai para o Senado.

O tema é um dos tópicos debatidos em reuniões bilaterais durante o G20 Educação. De acordo com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), cerca de 1 em cada 4 países do mundo tem algum tipo de restrição a celulares.

No Brasil, os Estados de Roraima, Maranhão, Tocantins, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e o Distrito Federal restringem o uso dos aparelhos na escola

A pesquisa TIC Educação 2023, do Cetic (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), publicada em agosto, mostra que o uso do celular é proibido em 28% das escolas no Brasil. Leia a íntegra (PDF – 1 MB).

Os 2 encontros promovem debates sobre a educação entre as 20 maiores economias do mundo e organizações multilaterais. A valorização de professores, conteúdo pedagógico digital e o engajamento entre escola e comunidade são os principais temas do GT sob a presidência brasileira.

Nesta 4ª feira (30.out), os ministros de Educação dos países do G20 se reuniram para lançar o relatório final do encontro com diretrizes para a área no próximo ano.

 

No Congresso, proibição de celular nas escolas tem apoio de governistas e de parte da oposição

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Foto: Lucas Marreiros/G1

MEC diz que deve enviar texto em outubro e parlamentares da base defendem ‘regime de urgência’ para driblar comissão presidida por bolsonarista.

A proposta do Ministério da Educação (MEC) de proibir o uso de celulares nas escolas brasileiras tem sido defendida tanto por parlamentares governistas quanto por parte da oposição — embora, entre os oposicionistas, alguns defendam “cautela” na discussão.

O texto, segundo o governo, deve ser enviado em outubro para o Congresso.

Na Câmara, um projeto de conteúdo semelhante tramita desde 2015, mas não avançou nem da primeira etapa, a da Comissão de Educação, que hoje é presidida pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

  • A avaliação de alguns parlamentares é que, embora o texto não tenha sofrido críticas contundentes, ele nunca se tornou prioridade e as bancadas estavam “um pouco perdidas em como se posicionar”.

Para acelerar a tramitação e “driblar” a presidência de Nikolas Ferreira na Comissão de Educação, alguns deputados da base defendem que o projeto do Planalto seja apresentado com regime de urgência.

Com isso, o governo força a votação diretamente no plenário em um prazo reduzido — a partir de 45 dias, proposta tranca as demais votações no plenário.

Relatoria com a oposição

Deputado da oposição, Diego Garcia (Republicanos-PR) é o relator do texto que tramita desde 2015 na Comissão de Educação.

Em maio, ele apresentou um parecer que proíbe os celulares em escolas públicas e privadas durante a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental.

  • A exceção seria para uso “estritamente pedagógico ou didático” e também para alunos com deficiência, caso haja necessidade de acessibilidade e inclusão.

Apesar de ser da oposição, ele diz acreditar que o governo vai apoiar seu relatório, que segundo ele é “técnico”, e que tem recebido apoio de colegas governistas e da oposição.

“Meu relatório está pronto, não tem que inventar a roda. O relatório é baseado em evidências científicas e estudo”, diz.

Deputados da base também não descartam uma costura entre governo e oposição neste tema.

“Projetos semelhantes já passaram pela Comissão de Educação, mas nunca tiveram consenso ou condição de serem aprovados. Aconteceram audiências públicas para tratar deles, mas parou por aí”, diz a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que integra a Comissão de Educação e avalia que a proibição é importante para reduzir a distração dos jovens com as telas.

Também membro da Comissão de Educação, Carol Dartora (PT-PR) diz que a medida pode evitar casos de violência nas instituições.

“Menos celulares nas escolas é uma medida necessária para garantir educação de qualidade, segurança e saúde nas escolas”, avalia.

Já o deputado da oposição Evair de Melo (PP-ES) diz ser contrário à proibição. “Negar tecnologia é negar a própria educação. Tempos são outros”, diz.

Posições no Senado

Se passar na Câmara, o projeto ainda terá tramitação no Senado. Lá, a proibição dos celulares nas escolas também tem apoio de parte da oposição.

Ex-ministro do governo Bolsonaro, o senador Marcos Pontes (PL-SP) defende a proposta e diz que “especificamente durante o período de aula, celulares trazem distração”.

“Celulares são importantes ferramentas para busca de informações para os alunos e para deixar os pais mais ‘tranquilos’”, diz o senador. “Contudo, especificamente durante o período de aula, celulares trazem distração. Para maior eficiência de ensino e aprendizado, é fundamental que os alunos estejam focados nas atividades da aula. Portanto, concordo com o MEC.”

Também da oposição, o senador Eduardo Gomes (PL-TO) defende que o tema seja debatido com cautela.

“A proposta não tem ainda análise mais profunda. Seja qual for a intenção não será discutida de maneira açodada”, diz.

Já o presidente da Comissão de Educação do Senado, Flávio Arns (PSB-PR), diz que o Congresso precisa debater o tema.

“Países desenvolvidos já adotam esta posição. Faz parte do processo educar para a verdadeira utilidade do celular”, diz.

Primeira suplente do ministro Camilo Santana no Senado, Augusta Brito (PT-CE) diz que “pela urgência da pauta” acredita que não haverá dificuldades de tramitação no projeto.

“Há inclusive estudos e recomendações da ONU para que isso seja feito. Tenho a certeza de que a proposta a ser encaminhada pelo ministério virá embasada e justificada da melhor forma possível e, claro, cabe ao Congresso adaptar a proposta a realidade da sociedade e de nossos sistemas de ensino”, afirma.

Fonte: g1

Na Câmara, projeto para aumentar pena contra incêndios criminosos

CÂMARA DOS DEPUTADOS

Deputados querem punir quem provoca incêndio criminoso com até 10 anos de prisão - (crédito: Joédson Alves/Agencia Brasil)
Deputados querem punir quem provoca incêndio criminoso com até 10 anos de prisão – (crédito: Joédson Alves/Agencia Brasil)

Parlamentares apresentam propostas que visam endurecer a punição aos responsáveis por onda de queimadas ilegais que impactam a população e o meio ambiente

A onda de incêndios criminosos registrada no país, no último fim de semana, levou deputados de diversos partidos a apresentar projetos que endureçam penas contra os responsáveis por essas ações. As propostas visam aumentar o tempo de cadeia para os que cometem deliberadamente esses crimes.

Essas não foram as únicas iniciativas parlamentares. A deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) enviou um ofício ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público de Minas Gerais pedindo ações emergenciais contra o crescente número de focos de incêndio no estado.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Minas Gerais enfrenta o maior número de incêndios dos últimos 14 anos, com 4.857 focos registrados até o momento. A situação se agravou especialmente em agosto, com 2.118 novos focos e 344 apenas nas últimas 48 horas.

“Solicitamos a instauração de procedimento para monitorar a fiscalização e as medidas de prevenção e combate aos incêndios no estado, a implementação de planos de recuperação das áreas atingidas, bem como para o apoio das comunidades locais prejudicadas”, disse a deputada.

Em relação à elevação da punição para esses infratores, os parlamentares argumentam ser necessário “aumentar as penas para aqueles que, de forma dolosa, destroem o meio ambiente em busca do lucro fácil e imediato que compromete o futuro” do país.

Autor de um dos projetos, Fernando Marangoni (União-SP) propôs mudanças no Código Penal e na Lei de Crimes Ambientais. Para ele, quando o incêndio atingir mais de um município, a pena deve ser aumentada.

“Quando um incêndio abrange múltiplos municípios, os danos ambientais e sociais não se limitam a uma única localidade”, disse na justificativa.

Na mesma linha, Juninho do Pneu (União -RJ) apresentou proposta para aumentar a pena para seis a 10 anos quando o crime for praticado intencionalmente.

“Os incêndios florestais provocados intencionalmente representam uma grave ameaça aos ecossistemas naturais, à fauna e à flora, além de contribuírem significativamente para as mudanças climáticas”, argumentou. “As consequências desses incêndios vão além da destruição imediata de áreas verdes; eles afetam a qualidade do ar, a saúde das populações locais e a sustentabilidade dos recursos naturais.”

Quatro outros parlamentares requerem aumento de pena para os responsáveis por esses incêndios. Também com a previsão de seis a 10 anos de prisão, em caso de crime doloso, ou seja, intencional. Se for culposo, acidental, a pena prevista no texto é de seis meses a um ano de detenção, além de multa.

“Enquanto parte da sociedade já compreendeu a necessidade dos cuidados com o meio ambiente, como condição para a nossa própria existência e continuidade como espécie, pessoas inescrupulosas usam do fogo em processos arcaicos, ilegais e que visam apenas diminuir os custos imediatos de sua produção, às expensas, gigantescas, em forma de poluição, perda da saúde das pessoas, risco de direção em estradas tomadas por nuvens de fumaça e queimadas que avançam sobre áreas de preservação”, assinalam os quatro autores, os deputados Delegado Matheus Laiola (União-PR), Delegado Bruno Lima (PP-SP), Marcelo Queiroz (PP-RJ) e Fred Costa (PRD-MG). Por Correio Brasiliense.