Copom eleva juros básicos da economia para 14,75% ao ano

ECONOMIA

Banco Central do Brasil – Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Taxa selic sobe para maior nível em 19 anos 

A alta do preço dos alimentos e da energia e as incertezas em torno da economia global fizeram o Banco Central (BC) aumentar mais uma vez os juros.

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

Essa foi a sexta alta seguida da Selic. A taxa está no maior nível desde agosto de 2006, quando também estava em 14,75% ao ano.

A alta consolida um ciclo de contração na política monetária.

Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e três de 1 ponto percentual.

Inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em abril, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, ficou em 0,43%. Apesar da desaceleração em relação a março, o preço dos alimentos continua impressionando a inflação.

Com o resultado, o indicador acumula alta de 5,49% em 12 meses, acima do teto da meta contínua de inflação. Os números do IPCA cheio de abril só serão divulgados na próxima sexta-feira (9).

Pelo novo sistema de meta contínua em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em maio de 2025, a inflação desde junho de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância.

Em junho, o procedimento se repete, com apuração a partir de julho de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou para 5,1% a previsão do IPCA para 2025, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de junho.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,53%, mais de 1 ponto acima do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,65%.

Crédito mais caro
O aumento da taxa Selic ajuda a conter a inflação. Isso porque juros mais altos encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas maiores dificultam o crescimento econômico. No último Relatório de Inflação, o Banco Central reduziu para 1,9% a projeção de crescimento para a economia em 2025.

O mercado projeta crescimento semelhante. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2% do PIB em 2025.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Por Agência Brasil

Com preços em queda, gasolina é opção mais vantajosa na maior parte do país

ECONOMIA 

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Imagem: iStock/Getty Images

Com queda de preços nédios em abril, a gasolina é o combustível economicamente mais vantajoso na maior parte do território brasileiro na comparação com o etanol – cujos preços também apresentaram redução. É isso o que mostra levantamento da empresa de logística Ticket Log, obtido com exclusividade pelo UOL Carros.

Conforme o estudo, atualmente vale mais a pena abastecer com o derivado da cana-de-açúcar em 11 unidades federativas, ante 16 da gasolina – predominantemente nas regiões Norte, Nordeste e Sul.

“O [preço do] litro da gasolina recuou para R$ 6,46 [-0.46%] em média, enquanto o do etanol caiu para R$ 4,48 [-0,67%]. Esta queda em abril foi puxada pelo aumento da oferta de etanol com o avanço da safra, cortes no preço do diesel pela Petrobras e a expectativa de mudanças na mistura de etanol à gasolina, fatores que favoreceram um cenário mais competitivo”, analisa Renato Mascarenhas, diretor de Redes, Operações e Transformação de Negócios da Edenred Mobilidade – proprietária da Ticket Log.

De acordo com a pesquisa, o menor preço médio do etanol é encontrado no município de Itaguari (GO), onde o litro sai por R$ 3,63.

Já o álcool mais caro do país está em Macapá (AP) a R$ 5,81. Por sua vez, a gasolina mais barata também está localizada em Itaguari, com preço médio de R$ 5,56. A mais cara é encontrada em Alto Holambra (SP), por R$ 8,75.

Como é feito o cálculo

Definição dos Estados onde o etanol é mais vantajoso tem como base o IPTL (Índice de Preços Ticket Log).

Índice aponta o custo em reais por quilômetro rodado, levando em conta o preço médio do litro do combustível e o consumo médio.

Consumo é fixado em 8,5 km/l para o álcool e em 11,5 km/l para a gasolina. Há variações, dependendo do veículo.

É preciso considerar que o combustível de origem vegetal eleva o consumo em aproximadamente 30%, com variação para baixo ou para cima.

Por esse motivo, só vale a pena usar etanol quando a diferença no preço supera percentualmente a redução na autonomia.

Por Gabriel LimaColaboração para o UOL

Petrobras reduz preço do diesel para as distribuidoras

ECONOMIA 

Foto: Petrobras/Divulgação/arquivo

Novo valor será de R$ 3,27 por litro nas refinarias a partir desta terça-feira (6)

A Petrobras anunciou nesta segunda (5), no Rio de Janeiro, que reduzirá os preços de venda do diesel A para as distribuidoras em R$ 0,16 por litro. O novo valor será de R$ 3,27 por litro a partir desta terça-feira (6).

Segundo a estatal, o preço do diesel para o consumidor passará a ser, em média, de R$ 2,81 por litro. Isso porque há uma mistura obrigatória de 86% de diesel A e 14% de biodiesel para composição do diesel B vendido nos postos.

A Petrobras disse que, desde dezembro de 2022, os preços de diesel para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 1,22/litro, uma redução de 27,2%.

Considerando a inflação do período, essa redução é de R$ 1,75/ litro ou 34,9%.

Por Agência Brasil

Bandeira amarela na conta de luz já está valendo; veja como economizar

ECONOMIA

Com as bandeiras, clientes pagam mais caro pela energia consumida
Foto: João Godinho / O Tempo

Escassez de chuvas no período fez Aneel acionar a bandeira tarifária amarela, que aumenta em R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos

Já começou a valer a bandeira amarela na conta de luz dos brasileiros neste mês de maio.  A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a ativação,  o que significa custo extra de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. A mudança ocorre em função da redução no volume de chuvas, típica da transição entre o período úmido e o seco, o que impacta a geração de energia nas hidrelétricas.

Para o consumidor isso é um sinal claro: é hora de rever os hábitos e buscar formas de economizar energia dentro de casa. Pensando nisso, reunimos dicas práticas para ajudar a aliviar o impacto na conta de luz — mesmo com a bandeira amarela em vigor.

Como gastar menos energia em casa?

  • Tire os aparelhos da tomada. muitos aparelhos continuam consumindo energia mesmo desligados, no chamado modo “standby”. É o caso de TVs, computadores, micro-ondas e carregadores. Desligue-os da tomada quando não estiverem em uso.
  • Evite horários de pico. O consumo de energia entre 18h e 21h é mais alto e a sobrecarga no sistema pode sair mais cara. Se puder, lave roupa ou use outros eletrodomésticos fora desse intervalo.
  • Use a máquina de lavar com eficiência Acumule roupas e lave tudo de uma vez. Evite usar ciclos longos desnecessariamente e prefira a secagem natural ao varal, em vez da secadora.
  • Escolha aparelhos com selo Procel. Na hora de comprar um novo eletrodoméstico, verifique se ele possui o Selo Procel de Eficiência Energética. Equipamentos com classificação “A” consomem menos energia e ajudam na economia a longo prazo.
  • Aproveite ao máximo a luz natural. Abra janelas e cortinas durante o dia. Evite acender lâmpadas quando não for necessário. Isso reduz o consumo e ainda melhora o ambiente da casa.
  • Troque as lâmpadas por LED, elas consomem até 80% menos energia que as incandescentes e têm vida útil muito mais longa. Substituí-las é um investimento que se paga rapidamente.
  • Regule a temperatura do ar-condicionado. Se usar ar-condicionado, mantenha a temperatura entre 23°C e 25°C, que é o ideal para conforto e economia. Cada grau a menos aumenta significativamente o consumo.

Faça um controle mensal do consumo

Use aplicativos ou ferramentas das próprias distribuidoras de energia para acompanhar o seu gasto mensal. Assim, é possível identificar picos de consumo e agir rapidamente.

Ficar atento às mudanças na bandeira tarifária e adotar medidas simples pode ajudar a evitar sustos no fim do mês. Em tempos de energia mais cara, a conscientização sobre o uso eficiente da eletricidade é o melhor caminho para o bolso — e para o planeta.

 Com informações do Portal Brasil 61

Conta de luz fica mais cara a partir desta quinta-feira

ECONOMIA

Foto: Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo

Com a entrada em vigor da bandeira amarela, o acréscimo é de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts/hora (kWh) consumidos

A bandeira tarifária amarela, com custo adicional na conta de luz, vai entrar em vigor a partir desta quinta-feira (1º). A medida, autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para este mês, prevê um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts/hora (kWh) consumidos.

O motivo é a redução das chuvas, resultado da transição do período chuvoso para o período seco. Segundo a Aneel, as previsões de chuvas e vazões nos reservatórios para os próximos meses estão abaixo da média.

Desde dezembro de 2024, a bandeira tarifária permanecia verde, sem taxa adicional, refletindo condições favoráveis de geração de energia no país. O fim do período chuvoso piora a previsão de geração de energia hidroelétrica, o poderá aumentar o uso de usinas termelétricas, cuja energia possui custo mais elevado.

O que é o sistema de bandeiras

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no país, e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.

Quais são as bandeiras

  • Verde – Não cobra taxa extra na conta de luz;
  • Amarela – R$ 1,885 para cada 100 kWh consumidos;
  • Vermelha patamar 1 – R$ 4,465 por 100 KWh consumidos;
  • Vermelha patamar 2 – R$ 7,877 para cada 100 KWh consumidos.

Por R7

Brasil registrou 71,5 mil postos formais de trabalho em março

ECONOMIA 

Foro: Valter Campanato/ Agência Brasil

No acumulado do ano, saldo positivo é de 654.503 empregos

O Brasil encerrou o mês de março com saldo positivo de 71.576 empregos com carteira assinada. O balanço é do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado nesta quarta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O resultado decorreu de 2.234.662 admissões e de 2.163.086 desligamentos.

Em março do ano passado, o saldo positivo foi de 244.315 empregos. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, a diferença pode ser explicada pelo fato de o carnaval deste ano ter caído em março, em vez de ser em fevereiro, como normalmente ocorre.

No acumulado do ano (janeiro/2025 a março/2025), o saldo foi de 654.503 empregos, resultado de 7.138.587 admissões e 6.484.084 desligamentos.

Segundo Marinho, os resultados do Caged de março são uma sinalização para a possibilidade de redução da taxa de juros no país. Atualmente, a Selic, juros básicos da economia, está em 14,25% ao ano. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) será na semana que vem.

“De repente isso deixa o povo do Banco Central feliz, quem sabe eles possam com isso tirar o pé do freio da contenção e liberar a economia para funcionar melhor. Está na hora de falar em parar de aumentar a taxa Selic e falar em reduzir a taxa Selic. Essa é a mensagem do mercado de trabalho”, disse.

Setores 

Três dos cinco grandes grupamentos de atividades registraram saldos positivos em março e dois apresentaram saldo negativo:

  • Serviços (+52.459 postos)
  • Construção (+21.946 postos)
  • Indústria (+13.131 postos)
  • Comércio (-10.310 postos)
  • Agropecuária (-5.644 postos)

Regiões

No mês passado, quatro das cinco regiões brasileiras apresentaram saldos positivos e uma saldo teve negativo:

  • Sudeste (+48.086 postos)
  • Sul (+24.533 postos)
  • Centro-Oeste (+6.962 postos)
  • Norte (+5.170 postos)
  • Nordeste (-13.199 postos)

Das 27 unidades da Federação, 19 registraram saldos positivos.

Perfil 

Entre os postos de trabalho gerados em março, 48.922 foram para as mulheres e 22.654 para os homens. A faixa etária com maior saldo positivo foi de 18 anos a 24 anos, com 77.902 postos.

Desocupação

Na manhã de hoje, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que mostram que o Brasil fechou o primeiro trimestre de 2025 com taxa de desocupação de 7%. Esse patamar fica acima do registrado no trimestre anterior, encerrado em dezembro (6,2%), no entanto, é o menor para os meses de janeiro a março em toda a série histórica.

Bancos querem suspender antecipação de benefícios do INSS

PREVIDÊNCIA SOCIAL

A intenção de pedir o congelamento foi comunicada por Ivo Mósca, diretor-executivo de Inovação da Febraban – Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Federação do setor enviará ofício ao Ministério da Previdência pedindo suspensão até que pagamentos sejam reavaliados

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) enviará um ofício ao Ministério da Previdência Social, chefiado por Carlos Lupi, em que pedirá a suspensão da antecipação de parte dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a entidade, os pagamentos podem estar com irregularidades. Uma operação da Polícia Federal mostrou que associações e sindicatos conseguiram R$ 6,3 bilhões com esquema de retenção indevida de 2019 a 2024.

A intenção de pedir o congelamento foi comunicada por Ivo Mósca, diretor-executivo de Inovação da Febraban. Ele participou nesta segunda-feira (28) de uma reunião do Conselho Nacional de Previdência Social. A operação foi o tema central comentado no conselho de Previdência.

A antecipação dos benefícios havia sido liberada em novembro de 2024 pelo cartão Meu INSS Vale+ –mais um programa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que aquece a economia.

A modalidade oferecia aos aposentados, pensionistas e outras pessoas contempladas por benefícios permanentes a possibilidade de antecipar até R$ 150 do benefício mensal sem taxas ou juros.

Uma instrução normativa lançada em fevereiro de 2025 aumentou o limite para R$ 450. O texto é assinado por Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, demitido depois da operação da PF.

Eis a íntegra da instrução normativa.

O desconto era realizado na parcela do mês seguinte, quando os cidadãos receberiam menos dinheiro. Meu INSS Vale+ é um produto operacionalizado por bancos via convênio com o governo.

“Esse produto, além desse prejuízo aos aposentados que não segue o teto dos juros, traz uma série de outras questões e riscos, inclusive sobre a forma como está construindo”, declarou Mósca na reunião.

(Poder 360)

Por ordem de Lula, presidente do INSS é demitido após operação da PF contra sindicatos que descontaram R$ 6,3 bi em benefícios

ECONOMIA 

Alessandro Stefanutto, presidente do INSS Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Exoneração de Alessandro Stefanutto, alvo de buscas no gabinete e em sua residência, foi publicada no Diário Oficial da União 

O presidente Lula ordenou a demissão do chefe do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alessandro Stefanutto, que já havia sido afastado do cargo, mais cedo, por decisão judicial. Ele foi alvo de buscas no gabinete e em sua residência pela Polícia Federal. A exoneração dele foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) por volta das 18h20.

A PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) fizeram nesta quarta-feira a operação “Sem Desconto”, para combater um esquema nacional de descontos associativos não autorizados feitos por sindicatos em aposentadorias e pensões. As entidades cobraram de aposentados e pensionistas R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024, segundo a PF e a CGU.

De acordo com auxiliares de Lula, a orientação foi dada ao ministro Carlos Lupi, da Previdência, responsável pelo INSS. Após a ordem de Lula, Stefanutto se antecipou e pediu para deixar o cargo por volta das 16h. Apesar disso, a publicação no DOU não consta como exonerção “a pedido”.

Lula foi avisado da operação da PF pela manhã e demonstrou irritação. Logo depois, procurou o ministro para cobrar explicações. O caso foi avaliado como grave no Palácio do Planalto.

Mais cedo, Lupi disse ser de sua inteira responsabilidade a indicação do presidente do INSS, mas afirmou que iria esperar o desenrolar das apurações e não prentedia demití-lo.

— A indicação do Stefanutto é de minha inteira responsabilidade. Até o momento, ele tem dado mostra de conduta exemplar. Vamos agora aguardar o processo que corre em segredo de Justiça, esperar as investigações. Decisão judicial não se discute, se cumpre. Quando não se concorda, se recorre. Vamos tomar os cuidados devidos para o amplo direito de defesa dos cidadãos.

Trabalho não era bem avaliado

Stefanutto não tinha seu trabalho bem avaliado no Palácio do Planalto. A principal crítica é que em mais de dois anos de governo, ele não havia conseguido acabar com as filas de atendimento no INSS, uma promessa de campanha de Lula feita em 2022. Pelo contrário, a fila de espera do instituto aumentou e fechou o ano de 2024 com 2,042 milhões de requerimentos por benefícios sociais e da Previdência. Em julho de 2023, Lula chegou a falar publicamente que “não havia explicação para o tamanho da fila do INSS”.

Interlocutores do presidente viam no comando do INSS uma característica de letargia e fala de uma agenda própria. Uma ala do Planalto vê que esses fatores, somados ao desgaste da operação da PF e CGU, levaram a substituição de Stefanutto no cargo.

Quem é ele

Stefanutto é aliado do ministro da Previdência, Carlos Lupi, e servidor público de carreira. Além de ocupar cargos de indicação política, foi técnico da Receita Federal e procurador da Advocacia-Geral da União, carreira em que permanece até hoje. Filiado ao PSB, chegou a ter a indicação à chefia do INSS comemorada em nota oficial do site do partido, que divulgou comunicado nesta quarta negando ter o indicado ao cargo.

Antes de assumir o posto mais alto do INSS, Stefanutto ocupou a outras funções dentro da instituição. Em 2023, chefiou a Diretoria de Orçamento, Finanças, Licitações, Contratos e Engenharia, e entre 2011 e 2017 atuou como procurador-geral do órgão. Também representou o INSS como conselheiro na Caixa Seguradora. Participou, ainda, da equipe de transição do governo Lula na área de Previdência.

Formado em Direito pela Universidade Mackenzie, Stefanutto possui especializações em instituições como a FGV e a Universidade de Alcalá (Espanha), onde se tornou mestre em Sistemas de Seguridade Social. Seu currículo inclui pós-graduação em Gestão de Projetos, estudos em Mediação e Arbitragem, além de mestrados internacionais em Direito pela Universidade de Lisboa e pela Università degli Studi di Milano.

A trajetória profissional teve início na Marinha do Brasil e passou por cargos como técnico da Receita Federal, com atuação em tributos internos e área aduaneira, e procurador federal da Advocacia-Geral da União (AGU), onde permanece vinculado.

Operação

Estão sendo cumpridos 211 mandados judiciais de busca e apreensão, ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária no Distrito Federal e nos estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. A operação é intitulada “Sem desconto”.

“As investigações identificaram a existência de irregularidades relacionadas aos descontos de mensalidades associativas aplicados sobre os benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)”, informaram a PF e a CGU.

Seis servidores públicos foram afastados de suas funções. Também houve busca e apreensão na Diretoria de Benefícios do INSS. Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, passiva, violação de sigilo funcional, falsificação de documento, organização criminosa e lavagem de capitais.

Conforme O GLOBO mostrou no último dia 14, a arrecadação dos sindicatos no governo do presidente Lula por meio de mensalidades descontadas diretamente dos benefícios previdenciários cresceu de forma significativa nos últimos dois anos. Se em 2022 esse tipo de desconto realizado nas aposentadorias e pensões chegou a R$ 30,7 milhões, no ano passado o número quase triplicou, alcançando R$ 88,6 milhões arrecadados por 37 entidades.

O desconto sindical no INSS é uma mensalidade associativa que pode ser cobrada de aposentados e pensionistas. O desconto necessita de prévia autorização expressa do titular do benefício previdenciário.

No ano passado, no entanto, ganharam destaque as queixas de beneficiários que descobriram descontos em suas folhas de pagamento sem jamais terem se associado às entidades. Há centenas de processos judiciais contra entidades autorizadas a fazer os descontos. Todas precisam seguir uma série de requisitos e assinar um Acordos de Cooperação Técnica (ACT) para fazer as deduções.

PF deflagra ação contra quadrilha que fraudava aplicativo Caixa Tem

ECONOMIA

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

PF deflagra ação contra quadrilha que fraudava aplicativo Caixa Tem 

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira  (15) a Operação Farra Brasil 14, no Rio de Janeiro, para desmontar uma organização criminosa especializada em fraudes por meio do aplicativo Caixa Tem. De acordo com a PF, os investigados pagavam propinas a funcionários da Caixa Econômica e de casas lotéricas para obter acesso a valores por meio do aplicativo, que paga benefícios sociais do governo federal.

Foram apreendidos na ação 20 telefones celulares, seis notebooks, dois veículos, além de documentos. Os objetos apreendidos serão submetidos à perícia técnica e análise para continuidade das investigações.

Desde a criação do Caixa Tem, em abril de 2020, a Coordenação de Repressão a Fraudes Bancárias Eletrônicas da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da PF registrou cerca de 749 mil processos de contestação de quase R$ 2 bilhões por parte da Caixa Econômica Federal. As investigações contaram com o auxílio da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção a Fraude (Cefra), em Brasília e da Corregedoria Regional da Caixa, no Rio de Janeiro, informou em nota, a PF.

De acordo com a PF, as investigações mostram que a maior parte das vítimas é beneficiária de programas sociais do governo federal, mas as fraudes também atingem o FGTS e o Seguro-Desemprego de trabalhadores, todos geridos pelo Caixa Tem.

Na ação, cerca de 80 policiais federais foram designados para cumprir 23 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, Rio de Janeiro, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí, Macaé e Rio das Ostras. Além dos mandados, a Justiça Federal impôs medidas cautelares diversas da prisão para 16 investigados.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado, corrupção ativa e passiva, além de inserção de dados falsos em sistemas de informação, com as penas máximas podendo chegar a 40 anos de reclusão.

Em nota, a Caixa informa que atua conjuntamente com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que combatem fraudes e golpes. Tais informações são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente à Polícia Federal e demais órgãos competentes para análise e investigação.

O banco informou, ainda, que monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar casos suspeitos. “Adicionalmente, a CAIXA esclarece que possui estratégia e procedimentos de segurança para a proteção dos dados e operações de seus clientes e dispõe de tecnologias e equipes especializadas para garantir segurança aos seus processos e canais de atendimento”.

por Agência Brasil

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.630 em 2026

ECONOMIA 

Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

Reajuste segue previsão de 4,76% do INPC mais 2,5%

O salário mínimo em 2026 deverá ser de R$ 1.630, com aumento nominal de 7,37%. O reajuste consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, enviado nesta terça-feira (15) ao Congresso Nacional.

Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.518. O reajuste segue a projeção de 4,76% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o teto de crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.

O projeto também apresentou previsões de R$ 1.724 para o salário mínimo em 2027, de R$ 1.823 para 2028 e de R$ 1.925 para 2029. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.

Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 3,4% acima do INPC.

O pacote de corte de gastos no ano passado, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Dessa forma, foi criada uma trava que reduziu o crescimento real de 3,4% para 2,5%.

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, cada aumento de R$ 1 no salário mínimo tem impacto de aproximadamente R$ 400 milhões no Orçamento. Isso porque os benefícios da Previdência Social, o abono salarial, o seguro-desemprego, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e diversos gastos são atrelados à variação do mínimo. Na Previdência Social, a conta considera uma alta de R$ 115,3 bilhões nas despesas e ganhos de R$ 71,2 bilhões na arrecadação.

Por Agência Brasil

Leilão do Ministério de Minas e Energia pode aumentar preço do diesel na bomba, alerta associação

ECONOMIA

Preços gasolina diesel defasagem reajuste Petrobras postos
Bomba de combustível em posto de gasolina (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Certame prevê contratação de reserva de capacidade na forma de potência; associação de importadores de combustíveis diz que setor já opera no limite

O Ministério de Minas e Energia deve realizar nas próximas semanas uma nova consulta pública para discutir as diretrizes e a sistemática do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de potência de 2025.

O certame prevê a contratação a partir de empreendimentos de geração termelétricos a gás natural e a biocombustíveis, ou decorrentes da ampliação de potência de hidrelétricas.

Neste contexto, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis alerta que o leilão pode gerar um impacto direto no preço do diesel na bomba.

“O setor de biodiesel já opera próximo ao limite da sua capacidade produtiva e a medida tende a pressionar ainda mais a oferta, especialmente diante da impossibilidade legal de importar biodiesel”, alerta o presidente executivo da entidade, Sergio Araujo.

Outro ponto que preocupa a Abicom é que o leilão prevê a contratação dos biocombustíveis para geração de energia durante 15 anos.

“Biodiesel não pode ser armazenado por longos períodos, pois absorve umidade e oxida com facilidade, comprometendo sua qualidade. Diante disso, os produtores podem não se sentir seguros para fornecer biodiesel em condições de armazenamento adversas, devido ao alto risco de deterioração do produto”, complementa Araujo.

Com isso, segundo ele, as usinas podem não conseguir manter estoques para uso futuro, a fim de dar a agilidade necessária para o acionamento, o que limita a previsibilidade e segurança no suprimento.

Por Gustavo Maia/Veja

Governo publica ampliação da faixa de isenção do IR para R$ 2.428

ECONOMIA

Brasília (DF), 21/03/2025 - Arte para matéria sobre Imposto de Renda. Imposto de renda com máscara. Arte/Agência Brasil
Arte/Agência Brasil

Assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a medida valerá a partir de maio deste ano

O governo federal aumentou de R$ 2.259,20 para R$ 2.428,80 a faixa de isenção do Imposto de Renda para Pessoa Física (IPRF). Com isso, o tributo só incidirá em valores acima da nova faixa, conforme prevê a Medida Provisória 1.294 publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (14),

Assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a medida valerá a partir de maio (ano-calendário de 2025).

Além dessa isenção, a legislação que instituiu em 2023 a nova política de valorização do salário mínimo autoriza isenção até R$ 3.036 – o equivalente a dois salários mínimos.

Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.518.

As demais faixas previstas na medida provisória publicada hoje foram mantidas. Portanto, salários com valores entre R$ 2.428,80 e R$ 2.826,65 pagarão alíquota de 7,5%. Entre esse valor e R$ 3.751,05, a alíquota aplicada será de 15%.

Salários entre R$ 3.751,06 e R$ 4.664,68 pagarão alíquota de IR de 22,5%. Acima desse valor terão alíquota de 27,5%.

Promessa de campanha

Uma das principais promessas de campanha feitas pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva foi a de, até o final de seu mandato, em 2026, ampliar para R$ 5 mil a faixa de isenção.

Para isso, o governo federal apresentou em março ao Congresso Nacional projeto de lei que, por meio de descontos parciais para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, isenta aqueles que recebem até o valor prometido durante a campanha.

Por: Agência Brasil

Preço da cesta de produtos da Páscoa tem queda de 0,4% no país

ECONOMIA 

Foro: Rafa Nessermeyer/Agência Brasil

Batata-inglesa e cebola apresentaram as maiores quedas

Os preços dos produtos mais procurados na semana da Páscoa no país tiveram, na média, queda de 0,43% em comparação ao mesmo período do ano passado. Na Páscoa de 2024, em relação ao feriado de 2023, houve elevação de 20,2%. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (14), foram levantados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dos 11 produtos analisados, seis tiveram alta, e cinco, queda. A diminuição foi verificada de preço da batata-inglesa (-40,5%), cebola (-37,6%), do tomate (-7,6%), arroz (-4,1%) e de pescados (-0,2%). Já as elevações ocorreram no azeite de oliva (12,6%), ovo de galinha (13,2%), azeitona (13,2%), chocolate e achocolatado em pó (15,1%), chocolate em barra e bombom (18,5%) e alho (26,3%).

“O aumento dos chocolates acontece, dentre outros fatores, por causa da quebra na safra dos grandes players do produto no mercado internacional, como é o caso de Gana, na África. Por isso, o item disparou em nível mundial”, explica a FecomercioSP, em nota.

As estimativas da entidade para as vendas na data são positivas. A projeção indica que os supermercados devem faturar 5% a mais em abril, no estado de São Paulo, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. “Entra nessa conta não apenas a Páscoa, mas a conjuntura marcada pelo mercado de trabalho aquecido, o crescimento da renda e a disponibilidade de crédito.”

Por Agência Brasil

Mudança nos impostos federais sobre etanol começa em maio; impacto no preço deve ser baixo, dizem associações

ECONOMIA 

forma de tributação federal sobre o etanol vai mudar a partir de 1º de maio. — Foto: Reprodução/EPTV

Alíquota de álcool usado diferentemente e do misturado à gasolina será de R$ 019 por litro. Pode haver alta de 1 centavo na gasolina e redução de 5 centavos no álcool hidratado 

A forma de tributação federal sobre o etanol vai mudar a partir de 1º de maio. Com isso, o etanol hidratado e o anidro terão a mesma alíquota: R$ 0,19 por litro.

A medida foi incorporada na regulamentação da reforma tributária e deve antecipar a chamada “monofasia”, ou seja, a cobrança dos impostos federais em uma única etapa da cadeia produtiva.

Veja novas alíquotas de PIS/Cofins para o etanol

Tipo de etanol Nova alíquota (por litro)
Anidro R$ 0,1920
Hidratado R$ 0,1920

Pagamento por biometria pode superar Pix, dizem especialistas

ECONOMIA

Avaliação feita no Brazillian iGaming Summit é de que Open Finance vai impulsionar tecnologias para diminuir o tempo na realização de pagamentos instantâneos • foro/Divulgação: Banco Central do Brasil

 

Avaliação feita no Brazillian iGaming Summit de que Open Finance vai impulsionar tecnologias para diminuir o tempo na realização de pagamentos

O uso da biometria como pagamento instantâneo pode superar o Pix como principal meio de pagamentos do Brasil, segundo especialistas que participaram do Brazillian iGaming Summit nesta quinta-feira (10).

Durante o painel “Cenário de pagamentos no iGaming: desafios e oportunidades na ‘Era do Pix e da Regulamentação’”, os especialistas disseram que a evolução do Open Finance proporcionará novas tecnologias, como o pagamento com a biometria, que ajudem a diminuir o tempo para a efetuação de transferências instantâneas.

“Estamos apostando nisso como próximo passo de desenvolvimento para mudar a maneira como hoje é enxergado o Pix. O
pagamento através de biometria, por exemplo, traz inúmeros benefícios, e acredito que passe ao longo do tempo a ser o principal meio de pagamento do país, porque retira toda a jornada de fricção”, disse Cesar Garcia, CEO da OneKey Payments.

“Hoje, o usuário entra na plataforma e tem que abrir o aplicativo, copiar o código, sair do aplicativo para entrar no do banco, tudo isso demorar de 2 a 3 minutos, às vezes até mais, e faz com que o processo não seja fluído. Por isso, eu acredito que o Open Finance será o principal meio de pagamento do consumidor brasileiro, não só de iGaming, mas de todo o marketplace”, acrescentou.

Para Bruno Gonçalves, Sales Manager da OktoBank, o uso da biometria também diminui a ineficácia das transferências diante de eventuais instabilidades das plataformas dos bancos.

“Ter um outro produto, como um ‘Pix biometria’, isso tudo está chegando para ficar. Vocês não vão mais ter 9 passos para fazer um pagamento. Isso é inovação, não tem como o usuário brasileiro fugir de uma coisa sensacional como essa”, pontuou.

Da CNN

Silveira fala em ampliar isenção da conta de luz, e Haddad nega que Fazenda estude proposta

ECONOMIA

Ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia) — Foto: Claudio Braga

Ao ser questionado sobre origem de recursos, Silveira afirmou que proposta não exigirá saque do Tesouro Nacional 

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, prometeu isentar até 60 milhões de brasileiros da conta de luz por meio da ampliação da Tarifa Social de Energia Elétrica

A medida está prevista na proposta de reforma do setor que será enviada à Casa Civil até o fim de abril, por meio de um projeto de lei.

“Estaremos fortalecendo e ampliando a Tarifa Social, que hoje é muito confusa. Vamos incluir quem consome até 80 kWh por mês”, afirmou.

Hoje, só têm isenção total os consumidores que usam até 50 kWh mensais — o que, segundo o ministro, é suficiente apenas para “quatro bicos de luz e um ferro de passar”.

Atualmente, a tarifa social atende a cerca de 40 milhões de pessoas, com descontos de 65%. Para indígenas e quilombolas, a conta de luz é isenta.

Ao ser questionado sobre a origem dos recursos, Silveira afirmou que a proposta não exigirá saques do Tesouro Nacional. “Eu não considerei em nenhum momento. Eu só [quero] corrigir situações internas”, afirmou.

“Estamos reequilibrando o setor com justiça tarifária. Hoje, o pobre paga mais do que o rico para garantir a segurança energética, como o pagamento de térmicas e das usinas de Angra. No mercado livre, muitos não pagam ou pagam pouco por isso”, pontuou.

A expansão da tarifa, segundo ele, está casada com o programa Luz para Todos e visa combater a pobreza energética com energia limpa, inclusive em comunidades isoladas.

“Estamos levando energia gratuita e confiável, principalmente em locais onde hoje se utiliza sistema off-grid com bateria solar”, disse.

A reforma, segundo o ministro, é resultado de mais de dois anos de debates e tem três pilares principais: justiça tarifária, equilíbrio do setor e liberdade de escolha para o consumidor.

“Não foi fácil. Tivemos que entender as grandes angústias da sociedade com relação ao setor elétrico”, explicou.

Um dos pontos centrais da proposta é permitir que, a partir de 2026, consumidores de baixa tensão — residenciais e pequenos comércios — possam escolher a fonte da sua energia.

“Hoje, só a grande indústria pode comprar diretamente de geradores. Queremos garantir essa liberdade também ao consumidor comum”, afirmou. A abertura será escalonada, começando no fim de 2026.

Por CNN Brasil

Haddad: Fazenda ainda não estuda ampliação de isenção de conta de luz

ECONOMIA 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo ministro, pastas têm autonomia para fazer estudos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o ministério ainda não tem estudos para ampliar a isenção na conta de luz para 60 milhões de brasileiros. Em evento no Rio de Janeiro, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, mencionou que a pasta trabalha em um projeto de lei para isentar a população que consome até 80 quilowatts-hora (kWh) por mês.

“Na Fazenda, aqui, com certeza não têm [estudos sobre o tema], mas o Rui [Costa] me confirmou que não está tramitando nenhum projeto na Casa Civil nesse sentido, o que não impede, evidentemente, o ministério de estudar o que quer que seja. Mas, nesse momento, não há nada tramitando. Eu desconheço o assunto, e pelo que eu entendi da conversa com o ministro Rui Costa, não há nada que tenha chegado lá”, afirmou Haddad.

Atualmente, cerca de 40 milhões de brasileiros de menor renda têm desconto na conta de luz. Caso o aumento da isenção na conta de luz se concretize, o total de beneficiados pela tarifa social subiria 50%, incluindo os descontos parciais.

Hoje, a isenção completa do pagamento em caso de consumo de até 50 kWh vale para indígenas e quilombolas. Os idosos com Benefício de Prestação Continuada (BPC) e as famílias do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) têm direito a descontos escalonados de até 65%, caso o consumo seja inferior a 220kWh.

Em evento no Rio de Janeiro no fim da manhã, Alexandre Silveira anunciou a intenção de ampliar a isenção na conta de luz como parte do projeto de lei da reforma do setor elétrico. Ele não explicou sobre o que será feito em relação aos descontos escalonados que hoje são aplicados para consumos até 220 kWh. Segundo ele, a ideia é subsidiar a política através da correção de “distorções internas do setor”.

*Colaborou Vitor Abdala, do Rio de Janeiro

Preços dos alimentos cairão mais nas próximas semanas, diz ministro

ECONOMIA

Supermercado no Rio de Janeiro14/03/2020 REUTERS/Sergio Moraes
REUTERS/Sergio Moraes

Segundo Ministro Carlos Fávaro, ovos ficarão mais baratos depois da Páscoa

A recente queda global nos preços das commodities (bens primários com cotação internacional) fará os preços dos alimentos caírem ainda mais nas próximas semanas, disse nesta quarta-feira (9) o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Segundo ele, o recuo também ocorrerá por outros fatores, como a renovação dos estoques e a queda da demanda por ovos após a Páscoa.

“Hoje, eu recebi um dado do varejo e do atacado para a carne bovina. No varejo, ela já caiu e, no atacado, caiu muito mais. É o tempo de consumir o estoque pelo preço antigo, vai cair mais ainda no varejo, como já está se mostrando no atacado. Isso serve para óleo de soja, para arroz, para feijão. Após a Páscoa, os preços dos ovos também venham a ceder um pouco”, declarou Fávaro.

Segundo o ministro, o governo está começando a colher os resultados de medidas tomadas sem intervenção direta no mercado, preferindo agir pelo estímulo à safra e à ampliação da oferta.

“A gente está muito confiante de que, com as medidas tomadas de forma ortodoxa, sem nenhum tipo de pirotecnia, de estímulo à safra brasileira, os preços dos alimentos vão ceder na ponta para o supermercado, para o consumidor, mais do que hoje”, acrescentou.

Plano Safra

Fávaro reuniu-se nesta tarde com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir o Plano Safra 2025-2026, que entrará em vigor em 1º de julho. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, a prioridade da pasta será a subvenção das linhas de crédito do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

“A ideia é que a gente gaste o máximo possível de recursos do Tesouro para manter o Pronamp nos níveis atuais, com juros de 8% ao ano. Mas isso requer muito mais recursos do Tesouro”, disse Fávaro.

O Plano Safra atual tem R$ 65 bilhões para a equalização de juros. Com a alta da Taxa Selic (juros básicos da economia) para 14,25% ao ano, a manutenção dos juros do Plano Safra em um dígito exigirá mais recursos do Orçamento. Isso porque o Tesouro Nacional cobre a diferença entre os juros subsidiados do Plano Safra e as taxas de mercado.

Grandes produtores

Para os produtores de grande porte, Fávaro diz que o Ministério da Agricultura e Pecuária negocia a ampliação de oferta de linhas vinculadas ao dólar. Segundo ele, o grande produtor está protegido da alta do dólar porque exporta boa parte da produção, que segue cotações internacionais.

“A linha dolarizada tem custo zero para o Tesouro, mas juros ainda abaixo de 10% [ao ano], sendo praticado hoje em 8,5% ao ano e custo da variação cambial para produtores que têm hedge natural [proteção contra o câmbio]. Serão as linhas gerais do novo Plano Safra para que possamos ter um Plano Safra maior que o do ano passado, apesar da Selic elevada”, observou o ministro.

Fávaro informou que se reuniu com o Banco do Brasil e que pretende discutir com outros bancos que operam o crédito rural o aumento da oferta de linhas de crédito dolarizadas.

Por Agência Brasil

IR 2025: onde baixar o aplicativo para declarar o Imposto de Renda?

ECONOMIA 

Foto: Joedson Alves/Agência Brasil

Contribuinte tem até o dia 30 de maio para fazer a declaração

Os contribuintes têm três opções para fazer a declaração do Imposto de Renda 2025: pelo programa para computadores, pelo aplicativo para celular e pelo portal e-CAC na plataforma Gov.br.

O coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Anhanguera, Amarildo José Rodrigues, explica como funciona cada opção.

Programa gerador 

O contribuinte precisa baixar o programa gerador de declaração, disponível no site da Receita Federal do Brasil.

“Essa opção é recomendada para os contribuintes que possuem declarações mais complexas, com muitas informações a serem declaradas”, destaca o professor.

O programa para computadores, chamado IRPF 2025, tem versões para Windows, macOS, Linux e multiplataforma.

Aplicativo para celular 

O aplicativo da Receita Federal está disponível para os sistemas Android e iOS.

“Essa é uma opção ideal para quem busca praticidade e agilidade no preenchimento da declaração”.

Em 2025, o nome do aplicativo para fazer a declaração mudou. Antes chamado de “Meu Imposto de Renda”, agora recebeu o nome de Receita Federal.

e-CAC

A terceira e última opção é realizar a declaração diretamente no portal e-CAC. É necessário ter acesso e senha na plataforma Gov.br.

Cuidados na hora de baixar programa 

O professor Alessandro Pereira Alves, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), alerta que o único órgão responsável por disponibilizar o programa é a Receita Federal.

“Não se deve baixar o programa de outros sites. Então, tem que ser o programa da Receita Federal”.

Uma forma de garantir que o aplicativo ou programa é autêntico é verificar o endereço do site. Se ele não estiver no domínio Gov.br, há risco de ser um software falso criado para roubar dados do contribuinte.

Por Agência Brasil

Ovos de Páscoa estão até 33% mais caros no Grande Recife, diz Procon de Pernambuco

ECONOMIA

Fiscais encontraram variação grande de preços de ovos de Páscoa (Foto: Procon de Pernambuco )
Fiscais encontraram variação grande de preços de ovos de Páscoa (Foto: Procon de Pernambuco )

Preços podem variar 58,63%, de um estabelecimento para o outro, segundo pesquisa

Uma pesquisa de preços realizada pelo Procon de Pernambuco, entre os dias 31 de março e 2 de abril, apontou o aumento dos preços dos ovos de Páscoa.

O órgão de defesa do consumidor avaliou  44 variedades, de diversas marcas e tamanhos, além de três modelos de caixas de chocolates, em 10 lojas na Região Metropolitana do Recife.

A pesquisa identificou um aumento nos valores em relação a 2024.

O preço médio de alguns itens  aumentou até 30%.

Foi o caso do ovo de Páscoa de 227g, que em 2024 custava R$ 41,59, e neste ano, foi encontrado por R$ 55,60. Esse aumento foi 33,68%.

Variação
Também foi identificada uma variação percentual das diferenças de preços, entre os supermercados,  de quase 60%.

Um ovo de 190g, com um jogo de memória, foi o que apresentou maior variação de preço, com 58,63%, chegando a R$ 91,99, no seu maior preço, e a R$ 57,99, no seu menor preço.

Em seguida, a caixa de bombons, com 251g, apresentou uma variação de 56,22%, a caixa foi encontrada por R$ 18,59, no seu maior preço, e a R$ 11,90, no seu menor preço.

Entre as maiores variações, também apareceram alguns ovos tradicionais (sem brinquedos dentro).
Foi o caso do ovo de 357g,  encontrado em um estabelecimento por R$ 74,99, e em outro, o mesmo ovo foi encontrado por R$ 49,80, configurando uma diferença percentual de 50,58%.

“Identificamos que os preços estão maiores que no ano passado, além de variar muito de um estabelecimento para o outro, por isso temos esse cuidado de entregar essa pesquisa aos consumidores”, comentou a Gerente de Fiscalização, do Procon-PE,  Liliane Amaral.

O consumidor que tiver alguma reclamação, deve ir na sede do Procon-PE, localizado na Rua Floriano Peixoto, 144, Bairro de Santo Antônio. Ou procurar atendimento em um dos Expressos Cidadãos, localizados nos Shoppings Boa Vista, Rio Mar, Patteo Olinda.

Por: Diario de Pernambuco