Anvisa endurece fiscalização sobre canetas emagrecedoras e mira irregularidades na importação

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Caneta emagrecedora
Caneta emagrecedora – Foto: Freepik

Grupo de trabalho com entidades médicas e do setor de saúde deve ser criado para acompanhar o tema

Por Agência O Globo

A Anvisa anunciou nesta segunda-feira um pacote de medidas para reforçar o controle sanitário de medicamentos injetáveis usados para emagrecimento, como os agonistas de GLP-1, classe que inclui substâncias como semaglutida, tirzepatida e liraglutida. A decisão ocorre em meio ao avanço de irregularidades na importação de insumos e na produção por farmácias de manipulação.

Entre as ações, a agência prevê revisão das regras atuais, intensificação de fiscalizações e até suspensão do funcionamento de estabelecimentos considerados de risco. Também serão ampliadas as inspeções em empresas que importam insumos farmacêuticos e firmadas parcerias com órgãos reguladores internacionais. Um grupo de trabalho com entidades médicas e do setor de saúde deve ser criado para acompanhar o tema.

Segundo a agência, o movimento busca conter práticas que podem comprometer a segurança dos pacientes.

— Não estamos proibindo a manipulação. O que está sendo feito é o aperfeiçoamento desse normativo para possibilitar e dar essa garantia — afirmou o diretor Leandro Safatle.

Dados levantados pela própria Anvisa mostram um descompasso entre a quantidade de insumos importados e a demanda esperada no país. No segundo semestre de 2025, foram trazidos ao Brasil cerca de 130 quilos de substâncias, volume suficiente para produzir até 25 milhões de doses.

No caso da tirzepatida, por exemplo, pedidos de importação feitos entre novembro de 2025 e abril de 2026 ultrapassaram 100 quilos — o equivalente a cerca de 20 milhões de doses. Parte dessas solicitações foi barrada: 14 pedidos foram negados em março por problemas relacionados ao controle de qualidade.

Irregularidades e interdições

A fiscalização também identificou falhas relevantes na cadeia de produção. Em 2026, foram realizadas 11 inspeções, número superior ao registrado em todo o ano anterior, que resultaram na interdição de oito empresas, incluindo farmácias de manipulação e uma importadora.

Entre os principais problemas encontrados estão falhas nos processos de esterilização, ausência de controle de qualidade adequado e uso de insumos sem comprovação de origem. Ao todo, mais de 1,3 milhão de unidades de produtos estéreis foram apreendidas.

Uso indevido e eventos adversos

Outro ponto de preocupação é o aumento de relatos de efeitos adversos associados ao uso desses medicamentos. Dados do sistema VigiMed indicam crescimento nas notificações, muitas delas sem identificação clara da origem do produto.

Um estudo citado pela agência aponta que cerca de 26% dos casos estão relacionados ao uso fora das indicações aprovadas em bula, o chamado uso “off-label”, o que aumenta os riscos à saúde.

Mercado em expansão

O interesse por medicamentos à base de semaglutida, como os popularizados para tratamento de diabetes e emagrecimento, deve crescer ainda mais. Isso porque a patente da substância expirou no Brasil em março deste ano, abrindo espaço para novos produtos.

Atualmente, há oito pedidos em análise na agência para medicamentos com esse princípio ativo, além de outros nove aguardando início da avaliação técnica. Apesar disso, a Anvisa reforça que nenhum produto pode ser comercializado sem comprovação de eficácia, segurança e qualidade, atestadas por registro oficial.

A agência avalia que o reforço regulatório é necessário para acompanhar a expansão desse mercado e evitar que o aumento da oferta ocorra sem os padrões sanitários exigidos.

Anvisa e MPF assinam acordo para combater cigarros eletrônicos

SAÚDE PÚBLICA 

© Joédson Alves/Agência Brasil

Parceria visa garantir resolução que proíbe comercialização dos vapes

Por Agência Brasil 

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério Público Federal (MPF) assinaram acordo com o objetivo de intensificar ações de fiscalização e fortalecer o enfrentamento ao comércio ilegal de dispositivos eletrônicos para fumar, popularmente conhecidos como cigarros eletrônicos ou vapes.

Em nota, a Anvisa informou que o acordo visa garantir o cumprimento da Resolução da Diretoria Colegiada(RDC) 855/2024, que proíbe a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda de cigarros eletrônicos em território nacional.

“A ideia é unir a expertise técnica da Anvisa ao poder de atuação jurídica do MPF”, destacou a agência no comunicado.

O acordo terá vigência inicial de cinco anos, com reuniões periódicas entre as equipes responsáveis. Não há previsão de transferência de recursos entre as partes.

Entenda

Entre as medidas previstas no acordo está o compartilhamento sistemático de informações técnicas e de dados sobre fiscalizações realizadas em ambientes físicos e virtuais.

Caberá à Anvisa fornecer subsídios técnicos e informações sobre as ações do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, enquanto o MPF fará a apuração das infrações identificadas e a articulação com outros órgãos de controle.

A parceria prevê ainda o desenvolvimento de ações de comunicação e sensibilização sobre riscos associados ao uso de cigarros eletrônicos como parte de estratégias de proteção à saúde pública.

Alepe e FAV promovem a saúde ocular em Pernambuco, através de parceria no projeto Alepe Cuida

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Alepe e FAV promovem a saúde ocular em Pernambuco, através de parceria no projeto Alepe Cuida
Alepe e FAV promovem a saúde ocular em Pernambuco, através de parceria no projeto Alepe Cuida – Foto: Lucas Patrício

Ação busca beneficiar as comunidades de três municípios pernambucanos

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e a Fundação Altino Ventura (FAV) reafirmaram, uma parceria para a promoção da saúde ocular, por meio do projeto Alepe Cuida. A fundação ficará responsável por levar às comunidades de Pernambuco atendimentos de saúde gratuitos, como consultas oftalmológicas completas, rastreio de doenças oculares graves e, se necessário, o encaminhamento para tratamento cirúrgico no Recife.

Ainda para este ano estão previstas três novas edições do programa em municípios do estado, a serem definidos.

Em visita à Casa legislativa, o diretor de Operações, Dr. Rogério Freitas, e o gerente de Comunicação e Marketing da FAV, Phelipe Cavalcante Belo, asseguram o fortalecimento da parceria.

Os representantes da Fundação foram recebidos pelo presidente da Alepe, deputado Álvaro Porto (PSDB), e pelo primeiro secretário, deputado Francismar Pontes (PSB). Também participaram do encontro o presidente da Comissão de Saúde, deputado Sileno Guedes (PSB); o presidente da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça, deputado Coronel Alberto Feitosa (PL); o superintendente de Saúde e Medicina Ocupacional, Wildy Ferreira; e o superintendente Parlamentar, Álvaro Mendonça.

As inscrições para os atendimentos ainda não foram formalizadas pelo projeto, mas devem ser divulgadas em breve, por meio das redes sociais da Alepe.

*Com informações da assessoria

Raquel Lyra doa sangue no Hemope em campanha com novos PMs e anuncia investimento de R$ 8 milhões

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Raquel Lyra doa sangue.
Raquel Lyra doa sangue. Foto: Miva Filho/Secom

A iniciativa deve reunir até 500 doações até o fim de setembro, fortalecendo os estoques do Hemope.

Em um ato de solidariedade, a governadora Raquel Lyra participou, nesta quinta-feira (18), da campanha “Sangue Novo: proteção além das ruas”, que leva os novos soldados da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) ao Hemope para doar sangue.

A iniciativa deve reunir até 500 doações até o fim de setembro, fortalecendo os estoques e mostrando que proteger vidas vai além das ruas. Durante o ato, a governadora, primeira chefe do Executivo a doar sangue na unidade, destacou a importância do gesto e falou dos investimentos estruturais no hemocentro.

“A doação traz essa sensação de que estamos salvando vidas. Em algumas visitas que fiz a hospitais, escuto muitos relatos de cirurgias adiadas em razão da falta de estoque de sangue. Então, doar sangue é de grande importância. Aqui no Hemope, fui super bem acolhida, a doação é fácil, rápida e indolor. Esse prédio tem cerca de 50 anos, portanto, tem uma estrutura mais antiga. Serão investidos mais de R$ 8 milhões na reforma e manutenção do prédio para que as pessoas possam vir aqui com mais conforto e para que todos os trabalhadores possam ser melhor cuidados”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

A secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti, ressaltou a relevância da mobilização da tropa recém-incorporada.

“Temos uma emoção enorme de estar aqui junto com os ‘laranjinhas’, que estão fazendo uma campanha linda de doação de sangue. Mais ainda, porque a governadora Raquel Lyra foi a primeira governadora do Estado a doar sangue aqui. Isso mostra o compromisso com a gestão e com as pessoas de cada canto desse estado. A gente vai aumentar a quantidade de sangue disponível para ajudar quem precisa, com a doação dos novos policiais e de cada um que vem aqui regularmente doar”, disse.

O investimento de R$ 8 milhões para manutenção e reforma do hemocentro tem foco em melhorias estruturais como mudanças na subestação, fiação e canos.

“Isso demonstra o quanto o Hemope tem sido enxergado pelo Governo do Estado. Isso tem sido demonstrado por meio do melhoramento do parque tecnológico e tudo o que está por vir. Que esse exemplo se perpetue e atinja milhares de pernambucanos, para que a gente consiga captar mais doadores”, destacou a presidente do Hemope, Raquel Santana.

Entre os novos policiais, o soldado Maycon Pereira, de 28 anos, destacou a emoção de participar da campanha. “Ajudar tantas pessoas traz uma sensação muito importante.

Saber que, além de estar contribuindo com a segurança pública, também estamos contribuindo com a área da saúde é um orgulho muito grande”, declarou.

A ação foi acompanhada pelo secretário-chefe da Casa Militar, coronel Hercílio Mamede.

Por Fernanda Diniz/Portal Prefeitura

Anvisa emite alerta sobre uso do formol e ácido glioxílico em cabelos

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© Rafa Neddermeyer /Agência Brasil

Produtos podem causar irritações na pele e problemas respiratórios

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta segunda-feira (7), um informe de segurança alertando sobre os riscos à saúde e aos cabelos relacionados ao uso de alisantes capilares, especialmente os que contêm substâncias proibidas, como o formol, ou formaldeído, e o ácido glioxílico. Os produtos irregulares podem causar desde irritações na pele até problemas respiratórios e danos irreversíveis à estrutura capilar. 

O documento destaca que, atualmente, o formol é permitido em produtos cosméticos no Brasil apenas como conservante, em concentrações de até 0,2%, e como endurecedor de unhas, até 5%. Seu uso como agente alisante é proibido e representa sérios riscos à saúde.

A Anvisa chama a atenção que “o ácido glioxílico, também proibido para essa finalidade, pode causar severos danos quando aquecido, sendo especialmente perigoso quando combinado com outros procedimentos, como a descoloração dos fios capilares”.

O informe traz orientações detalhadas para consumidores e profissionais de salões de beleza:

  • consumidores devem verificar se o produto é regularizado junto à Anvisa;
  • evitar produtos sem rótulo ou com promessas enganosas;
  • seguir corretamente as instruções de uso;
  • ficar atento a sinais como coceira, ardência ou dificuldades respiratórias.

Os profissionais devem utilizar apenas produtos regularizados e devem recusar o uso de substâncias proibidas, mesmo que a pedido do cliente. A Anvisa alerta ainda que os profissionais adotem medidas de proteção individual e mantenham os ambientes ventilados.

A Anvisa esclarece também que “a adição de formol a cosméticos é considerada infração sanitária grave e pode configurar crime hediondo, conforme o artigo 273 do Código Penal”.

A agência reforça a importância do monitoramento e da avaliação de produtos cosméticos após a sua comercialização para prevenir riscos e proteger a saúde pública.

Governo Federal anuncia retomada de 33 obras na área da saúde em Pernambuco

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Veja mais detalhes das obras retomadas - Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Veja mais detalhes das obras retomadas – Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

por Yan Lucca

Ministério da Saúde anunciou a retomada de 33 obras em Pernambuco, como parte de um esforço nacional para reativar 478 projetos na área da saúde em todo o Brasil. No estado, 23 obras serão reativadas ou regularizadas e outras 10 repactuadas, beneficiando 21 municípios. A medida foi oficializada por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (27).

A portaria lista 282 obras que serão reativadas ou regularizadas e outras 196 que poderão ser repactuadas. No total, o governo federal destinará R$ 189 milhões para a retomada das 478 obras.

O governo federal está resolvendo o problema de mais 478 obras inacabadas na saúde graças a aplicação da Lei do Pacto Nacional da Retomada de Obras Inacabadas, sancionada pelo Presidente Lula”, destacou o secretário executivo do Ministério da Saúde, Swedenberger Barbosa.

Obras retomadas em Pernambuco

Entre as obras que serão retomadas no estado estão:

  • 1 Centro Especializado em Reabilitação
  • 3 Unidades de Pronto Atendimento (UPA)
  • 11 Academias de Saúde
  • 18 unidades do programa Requalifica UBS (Unidades Básicas de Saúde)

Programa de Retomada de Obras na Saúde

Com esse anúncio, o Ministério da Saúde atinge um total de 1.478 obras reativadas e repactuadas dentro do Programa de Retomada de Obras na Saúde. Isso representa cerca de 60% das obras que tiveram a documentação regularizada para participação no programa.

O governo federal identificou um total de 5.573 obras paralisadas ou inacabadas na área da saúde em todo o país. Desde janeiro de 2024, quando o Programa de Retomada de Obras na Saúde foi lançado, 3.594 obras manifestaram interesse na retomada, e 2.504 apresentaram a documentação exigida pelo governo.

Em setembro de 2024, mil obras foram reativadas e repactuadas. Agora, com a nova portaria, mais 478 obras estão sendo retomadas pelo programa.

Pernambuco recebe reforço no combate à tuberculose com medicamentos essenciais

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Confira detalhes - Foto: José Cruz / Agência Brasil
Foto: José Cruz / Agência Brasil

Por Yan Lucca

Distribuição da Rifampicina 4 em 1 e estratégias do SUS buscam facilitar o combate à tuberculose

O Ministério da Saúde anunciou medidas para a saúde pública, combinando iniciativas de combate à tuberculose e investimentos em assistência farmacêutica no estado de Pernambuco.

Ação garante o abastecimento e acesso na Rede de Saúde. A combinação dos medicamentos é fundamental para o tratamento da doença

Ainda no mês de dezembro, o governo federal informou o investimento de R$ 89,3 mil em Petrolina, no Sertão do estado, para modernizar a estrutura das farmácias das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e centrais de abastecimento farmacêutico, por meio do programa Qualifar-SUS.

A Rifampicina 4 em 1 combina quatro medicamentos em um único comprimido (rifampicina 150mg + isoniazida 75mg + pirazinamida 400mg + etambutol 275mg comprimido), facilitando o tratamento e melhorando a adesão dos pacientes. Com um plano terapêutico simplificado, torna-se mais simples para quem sofre da doença seguir o tratamento de maneira adequada, potencializando as possibilidades de recuperação e evitando a resistência aos medicamentos.

Agora, a distribuição de 7,8 milhões de unidades do medicamento Rifampicina 4 em 1, essencial no tratamento da tuberculose, reforça o abastecimento da rede de saúde em todo o país. Pernambuco recebeu 48 mil unidades dessa combinação medicamentosa, que facilita a adesão ao tratamento e melhora os índices de recuperação dos pacientes.

Simplificando o tratamento

rifampicina 4 em 1 combina quatro medicamentos em um único comprimido (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol), com um plano terapêutico simplificado para pacientes. Essa formulação é essencial não apenas para o tratamento da tuberculose, mas também para outras condições, como hanseníase e meningite.

Com essa remessa, o Ministério da Saúde assegura o abastecimento até o primeiro trimestre de 2025, fortalecendo o combate à tuberculose, que ainda representa um desafio para a saúde pública no Brasil.

A tuberculose é uma doença infecciosa que afeta prioritariamente os pulmões, mas pode acometer outros órgãos. A adesão ao tratamento, que dura no mínimo seis meses, garante a recuperação total. O Brasil, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), disponibiliza gratuitamente os medicamentos necessários, incluindo a rifampicina 4 em 1, e trabalha com estratégias como o Tratamento Diretamente Observado (TDO) para promover o cuidado integral dos pacientes.

Qualifar-SUS: Estruturação das farmácias públicas

Além da distribuição de medicamentos, o governo federal ampliou a abrangência do Qualifar-SUS, que desde 2012 já beneficiou 4.369 municípios. Em Petrolina, por exemplo, o investimento de R$ 89,3 mil será utilizado para aquisição de mobiliário, equipamentos e melhorias estruturais.

Ao todo, o programa destina R$ 4 milhões para novas localidades no país, garantindo uma organização das unidades de assistência farmacêutica e promovendo o acesso a medicamentos.

Com recordes de casos e mortes, 2024 foi o ano mais crítico da dengue

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Ilustração em que um mosquito da dengue aparece sobre o mapa do Brasil - Metrópoles
Arte / Metrópoles – Ilustração em que um mosquito da dengue aparece sobre o mapa do Brasil

Só em 2024, o Brasil registrou mais de 6,5 milhões de casos de dengue, sendo considerado o maior número da série histórica

Por Giovanna Estrela/Portal Metrópoles

Em 2024, a dengue bateu todos os recordes possíveis. Ao longo do ano, segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 6,5 milhões de casos prováveis da doença. É o maior número da série histórica.

Se comparado a 2023, o aumento de casos de dengue foi 300% maior. Ainda na mesma comparação, em se tratando de mortes, o país chegou a 5.893, 400% mais elevado que no ano anterior. As informações constam no Painel de Monitoramento das Arboviroses.

A incidência da doença no Brasil em 2024 também registrou um aumento expressivo em relação ao ano anterior. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país contabilizou 3.246 casos para cada 100 mil habitantes, número quatro vezes superior ao registrado em 2023.

Estados mais críticos

O Distrito Federal apresentou a maior taxa de incidência, com 9.884 casos por 100 mil habitantes. Na sequência, aparecem os estados de Minas Gerais (8.231), Paraná (5.710) e São Paulo (4.846).

Apesar de São Paulo não liderar no índice proporcional, o estado se destaca no número absoluto de casos prováveis. Até o momento, já foram contabilizados 2,1 milhões de ocorrências. Minas Gerais (1,6 milhão), Paraná (653 mil) e Santa Catarina (348 mil) vêm logo atrás no total de registros.

Fatores climáticos

O El Niño, ativo desde o final de 2023, provocou aumento das temperaturas e antecipação das chuvas em várias regiões do país. A combinação de calor e umidade favorece a reprodução acelerada do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Fatores estruturais

Nos últimos anos, houve uma desmobilização das políticas de controle do mosquito, em parte pela priorização do combate à Covid-19. Isso incluiu a redução do número de agentes de endemias e a falta de renovação e treinamento de novos profissionais.

Além disso, o pacto que previa mobilização comunitária foi descontinuado, o que enfraqueceu as ações preventivas nas residências.

Fatores biológicos

A circulação de diferentes sorotipos do vírus da dengue também foi determinante. De acordo com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, locais onde o sorotipo 1 era predominante passaram a registrar a presença do sorotipo 2, como no Distrito Federal.

Essa mudança aumenta o risco de reinfecção e de casos de dengue hemorrágica. No Rio de Janeiro, foram registrados casos de sorotipo 3.

Impacto nas políticas públicas

Especialistas criticam a contratação de agentes de forma temporária e em número insuficiente. Para conter a epidemia, seria necessário intensificar a vigilância e as visitas domiciliares antes do período de chuvas, mas as ações geralmente ocorrem fora de época, reduzindo sua eficácia.

Médicos alertam para acidentes com fogos de artifícios nas festas de fim de ano

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Top 5 Saudi National Day Celebrations to Visit in Jeddah
Foto/Divulgação

Por Agência Brasil

Rojões e bombas podem causar lesões sérias, queimaduras e até matar

Médicos da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) emitiram um alerta para os riscos de acidentes graves no manuseio de fogos de artifícios nas festas de final de ano. Quando manipulados por pessoas não especializadas, os rojões e bombas podem causar lesões sérias, como queimaduras de terceiro grau, traumas ósseos, amputações e até mesmo a morte.

“A força da explosão, combinada com o calor intenso, pode resultar em danos graves aos ossos, como fraturas nos dedos, nas mãos e até no punho. A explosão pode causar ainda lacerações profundas, danos aos tecidos e até amputações, dependendo da gravidade do acidente”, destacou o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Antonio Carlos da Costa.

O médico orienta que precauções rigorosas sejam tomadas ao soltar fogos de artifício, principalmente a de não manusear os artefatos diretamente com as mãos. “Utilize sempre utensílios apropriados, como suportes ou disparadores, para manusear os fogos. Evite segurá-los diretamente nas mãos, mesmo os mais simples”, aconselha Costa.

“Mantenha uma distância segura entre os fogos e as pessoas, especialmente crianças e animais. Não se aproxime do artefato após o acendimento, pois ele pode explodir inesperadamente”, acrescenta.

Segundo o médico, também é importante que a compra de fogos de artifício seja feita em estabelecimentos autorizados, e só sejam adquiridos os artefatos que possuam selo de segurança, que garantem que os produtos atendem aos requisitos legais.

No período de janeiro a setembro de 2024, foram registrados 288 internações e atendimentos hospitalares por ferimentos causados por fogos de artifício no Sistema Único de Saúde (SUS), número maior do que no mesmo período de 2023, quando foram registrados 271 casos.

A quantidade de atendimentos ambulatoriais de vítimas de queimaduras causadas por fogos de artifício chegou a 112 no mesmo período em 2024. Em 2023, no mesmo intervalo, foram 102. De 2019 a 2022, o SUS registrou 1.548 internações por ferimentos causados por fogos de artifício, média de um caso por dia.

Lei sobre uso da maconha medicinal é votada nesta terça (29) na Câmara do Recife

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Projeto da vereadora Cida Pedrosa visa regulamentar e facilitar uso medicinal da maconha no Recife - Divulgação
Projeto da vereadora Cida Pedrosa visa regulamentar e facilitar uso medicinal da maconha no Recife – Foto/Divulgação

Vereadores irão votar lei que propõe criar a política municipal para o uso e distribuição da maconha medicinal na cidade do Recife

Por Cynara Maíra

Os vereadores da Câmara Municipal do Recife devem analisar nesta terça-feira (29) um Projeto de Lei que pode criar as bases para uma política municipal sobre o uso e distribuição de medicamentos derivados da Cannabis sp, planta que origina a maconha.

Apesar do tema polêmico, vereadores da direita também participaram da redação final do texto, como foi o caso de Alcides Cardoso e Paulo Muniz, ambos do PL.

Entenda projeto sobre uso da maconha

O projeto, protocolado pela vereadora Cida Pedrosa (PCdoB) visa criar diretrizes para criação da “Política Municipal de Uso e Distribuição de Remédios Derivados da Cannabis sp” no Recife.

A ideia é regulamentar o uso terapêutico da maconha medicinal e facilitar o acesso para os pacientes no Recife, com o objetivo de assegurar maior segurança aos usuários e profissionais da saúde. A ação pode reduzir a presença do mercado informal e ilegal de distribuição desses itens.

Dentre os casos previstos para usar remédios com Cannabis estão pacientes com esclerose múltipla, epilepsia refratária, dores crônicas e outras doenças.

A política municipal não iria apenas regulamentar a permissão desses medicamentos, como também prevê parcerias entre o Executivo Municipal e organizações civis para garantir a produção e distribuição de remédios com maconha, dentro das normas nacionais, e incentivar pesquisas sobre o uso desses remédios.

O texto reforça a necessidade de cumprimento das regulamentações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que os medicamentos tenham certificados de análise que detalhe os teores de canabidiol (CBD) e tetrahidrocanabinol (THC), substâncias extraídas da maconha utilizadas nestes remédios.

A Anvisa regulamenta o uso de produtos derivados da Cannabis Sativa desde 2015 e tem ganhado maior notoriedade com o tempo. Dentre as regras, há a determinação de que apenas médicos especializados possam prescrever medicamentos com a substância, que só podem ser vendidos por farmácias autorizadas.

Cida Pedrosa, responsável por protocolar o projeto, faz uso de óleo de canabidiol para tratar dores crônicas e relata que muitos perdem a chance de um tratamento melhor por conta do preconceito e conservadorismo sobre o uso da maconha.

“Enquanto vivermos sob a égide dessa equivocada ‘guerra às drogas’, que só mata gente preta e periférica, ficaremos a reboque dos países que inventaram essa guerra e hoje cultivam, pesquisam e vendem a preços exorbitantes esses fármacos”, afirma a vereadora.

Mesmo com o tema polêmico, o texto tem o apoio de 25 coautores dentro os 39 vereadores do atual mandato, cerca de dois terços do atual grupo.

Dengue: governo e população destacam ações para combater o mosquito

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 16/10/2024. Crédito: Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil. Brasilia - DF. Cuidados com a dengue na Vila Cauhy. Rita Castro. - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Foto/Minervino Júnior/CB/D.A Press. Brasil

Especialistas informam que os temporais e as altas temperaturas formam o cenário ideal para a proliferação do Aedes aegypti

Uma das grandes preocupações com o início do período de chuvas no Distrito Federal é a dengue. Dados do boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Saúde (SES), mostram que, até 30 de setembro de 2024, 275.251 casos prováveis de dengue foram registrados, aumento de 904,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 27.396 possíveis infectados. A disparada aconteceu por causa de uma epidemia da arbovirose, vivida na capital do país no início deste ano.

De janeiro a setembro, 440 pessoas morreram de dengue, segundo o boletim da SES-DF. Porém, desde 10 de agosto, não há registros de mortes causadas pela dengue, de acordo com os dados da pasta de saúde. Em um recorte menor, os números da Secretaria de Saúde mostram que, entre os dias 30 de junho e 28 de setembro de 2024, o Distrito Federal computou 2.737 casos de dengue, uma queda de 47,3% em relação aos 5.195 casos do mesmo período de 2023.

Segundo o professor de epidemiologia da UnB, Walter Ramalho, o número atual é relativamente menor, mas fatores climáticos precisam ser considerados. “Este ano tivemos um regime de seca muito severa e agora estamos no início da estação chuvosa, o que pode mudar o cenário em relação à dengue”, ressalta.

O especialista explica que a temperatura elevada acelera o ciclo de vida do mosquito transmissor da dengue, encurtando o período de incubação em cinco a seis dias, em média. “Isso significa que os ambientes mais quentes, junto ao início do período de chuvas, favorecem e aumentam a densidade de insetos no ecossistema urbano do DF”, esclarece. “A população precisa observar seu domicílio, prestando atenção ao seu redor. O problema do mosquito é, em parte, governamental, e também de todos os cidadãos”, alerta o epidemiologista.

Prevenção

O otorrinolaringologista José Stenio Ponte afirma que a dengue, zika e chikungunya, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, encontram nas águas paradas um ambiente perfeito para sua reprodução. “O aumento desses focos, decorrente das chuvas, gera uma preocupação maior com a saúde pública, especialmente à medida que a sazonalidade favorece a multiplicação do mosquito”, destaca. Por Correio Brasiliense.

Febre oropouche: Pernambuco passa marca de 100 casos da doença, e Saúde alerta para cuidados com o maruim

SAÚDE PÚBLICA

Oropouche é uma doença transmitida pelo Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora
Oropouche é uma doença transmitida pelo Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora – FIOCRUZ/DIVULGAÇÃO

Infecção se manifesta com sintomas que podem incluir febre alta, dor de cabeça intensa, dores no corpo e nas articulações e erupções na pele

Dia após dia, a febre oropouche se expande em regiões não endêmicas e, em meio a esse cenário, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emite um novo alerta – agora com risco de nível alto para a doença na América. A agência internacional também acompanha de perto o aumento de mais de 700% de casos este ano no Brasil, comparado a 2023.

Em Pernambuco, segundo boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (6), o número de casos de febre oropouche chega a 118 confirmações – 29 novos registros a mais, em comparação com os últimos sete dias.

Até o momento, no Estado, o vírus oropouche isolado foi identificado em pacientes dos municípios de: Jaqueira, Pombos, Água Preta, Moreno, Maraial, Cabo de Santo Agostinho, Rio Formoso, Timbaúba, Itamaracá, Jaboatão dos Guararapes, Catende, Camaragibe, Ipojuca, Aliança, Itaquitinga, Macaparana, Sirinhaém, Bonito e Garanhuns. Com isso, 19 cidades de Pernambuco têm casos de oropouche com confirmação laboratorial.

Aumento da cobertura vacinal em Pernambuco ajuda Brasil a sair da lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas

IMUNIZAÇÃO

Vacinação infantil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Novo relatório da OMS/UNICEF, divulgado, mostra que o número de crianças brasileiras que não receberam nenhuma dose da DTP caiu de 418 mil em 2022 para 103 mil em 2023

Brasil avançou na imunização infantil e conseguiu sair da lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas no mundo. O dado faz parte das estimativas da Organização Mundial da Saúde e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) que, nesta segunda-feira (15), lançam novos dados sobre imunização infantil a nível global. Enquanto a maioria dos países não conseguiu alcançar as metas, o Brasil se destacou positivamente, mesmo após enfrentar quedas consecutivas nas coberturas vacinais desde 2016. Em 2023, no entanto, o governo brasileiro, na gestão do presidente Lula, anunciou o Movimento Nacional pela Vacinação,com o objetivo de retomar a confiança da população na ciência, no Sistema Único de Saúde (SUS) e nas vacinas.

O relatório da OMS/UNICEF mostra que, no Brasil, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1, que protege contra a difteria, o tétano e a coqueluche, caiu de 418 mil em 2022 para 103 mil em 2023. O número de crianças brasileiras que não receberam a DTP3 também caiu: de 846 mil em 2021 para 257 mil em 2023. No Brasil, a DTP é administrada pelo Programa Nacional de Imunizações, o PNI, como a Vacina Pentavalente. No estado de Pernambuco, a cobertura vacinal a contra a DTP passou de 63,31% em 2022 para 73,63% em 2023.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, relembra que o Brasil começou a ver a perda de conquistas importantes do programa de vacinação, como a erradicação da varíola e a eliminação da circulação do vírus da poliomielite. “Mas nós revertemos esse cenário. Em fevereiro de 2023, logo que assumimos a gestão, demos largada no Movimento Nacional pela Vacinação, um grande pacto para a retomada das coberturas vacinais. O Zé Gotinha viajou pelo Brasil, levando a mensagem de que vacinas salvam vidas. E hoje, com o reconhecimento da UNICEF e da Organização Mundial da Saúde, confirmamos que o Brasil se destacou positivamente com a retomada das coberturas vacinais”, defende.

“Tudo isso foi possível com o empenho e o trabalho dos profissionais da saúde e dos gestores estaduais e municipais. Nosso agradecimento a todos aqueles que se mobilizaram, que levaram as crianças para atualizar a caderneta de vacinação e que confiaram no Sistema Único de Saúde”, conclui a ministra.

Os avanços brasileiros fizeram com que o País saísse do ranking dos 20 países com mais crianças não imunizadas do mundo. Em 2021, o Brasil ocupava o 7º lugar nesse ranking e, em 2023, ele não faz mais parte da lista. Foi justamente no ano passado que 13 das 16 principais vacinas do calendário infantil apresentaram aumento das suas coberturas vacinais em todo o Brasil, se comparadas às coberturas registradas em 2022.

Entre os destaques de crescimento estão: as vacinas contra a poliomielite (VIP e VOP), pentavalente, rotavírus, hepatite A, febre amarela, meningocócica C (1ª dose e reforço), pneumocócica 10 (1ª dose e reforço), tríplice viral (1ª e 2ª doses) e reforço da tríplice bacteriana (DTP).

Nos 13 imunizantes que apresentaram recuperação, a média de alta foi de 7,1 pontos percentuais, sendo que nacionalmente a que mais cresceu em cobertura foi o reforço da tríplice bacteriana, com 9,23 pontos, passando de 67,4% para 76,7%. Ao avaliar a cobertura vacinal entre os estados, a maioria apresenta melhoria na cobertura das 13 vacinas citadas.

O investimento para apoiar estados e municípios nessa estratégia também aumentou. Mais de R$ 6,5 bilhões foram investidos em 2023 na compra de imunizantes e a previsão é que esses recursos alcancem R$ 10,9 bilhões em 2024.

De forma inédita, R$ 150 milhões foram repassados por ano aos estados e municípios, em apoio às ações de imunização com foco no microplanejamento, ou seja, nas ações de comunicação regionalizadas. Para 2024, o mesmo valor está sendo destinado aos estados e municípios.

As ações de microplanejamento, método recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), consistem em diversas atividades com foco na realidade local, desde a definição da população alvo, escolha das vacinas, definição de datas e locais de vacinação, até a logística. A proposta é alinhar essas estratégias com gestores e lideranças locais para alcançar melhores resultados e melhorar as coberturas vacinais.

Essas iniciativas contribuem para que as metas de vacinação sejam atingidas. Entre as estratégias que podem ser adotadas com a estratégia de microplanejamento pelos municípios, estão a realização do “Dia D” de vacinação, busca ativa de não vacinados, vacinação em qualquer contato com serviço de saúde, vacinação nas escolas, vacinação para além das unidades de saúde, checagem da caderneta de vacinação e intensificação da vacinação em áreas indígenas.

Participação do Zé Gotinha em eventos de todo o país

O Ministério da Saúde tem incentivado, ainda, a participação do Zé Gotinha, ícone histórico da imunização e da defesa pela vida, em eventos por todo o Brasil. O personagem é considerado um aliado importante no processo de educação e combate às falsas notícias, pois conta com a confiança da população brasileira. O Zé Gotinha surgiu de um movimento dos países latino-americanos para a erradicação da poliomielite e se transformou no representante da imunização de crianças e adultos no Brasil.

Novo programa em defesa das vacinas e de combate à desinformação

O Governo Federal também lançou, em 2023, o programa Saúde com Ciência, uma iniciativa inédita em defesa da vacinação e voltada ao enfrentamento da desinformação. A proposta faz parte da estratégia para recuperar as altas coberturas vacinais do Brasil diante de um cenário de retrocesso. A propagação de fake news é um dos fatores que impacta na adesão da população às campanhas de imunização.

O Saúde com Ciência é composto por cinco pilares, que envolvem cooperação, comunicação estratégica, capacitação, análises e responsabilização. O programa prevê ainda ações para identificar e compreender o fenômeno da desinformação, promover informações íntegras e responder aos efeitos negativos das redes de desinformação em saúde de maneira preventiva. 

Assim, a partir do acompanhamento e análise de fontes de dados relevantes de disseminação de informações falsas no ambiente digital, a meta é desenvolver ações para reduzir e mitigar o efeito negativo desses conteúdos que prejudicam a confiança da população na segurança das vacinas e que impactaram significativamente nas ações promovidas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) nos últimos anos.

Fonte: Ministério da Saúde

Entenda por que a Anvisa suspendeu 359 lotes do detergente Ypê

SAÚDE PÚBLICA

Detergentes lava louças Ypê
Detergentes lava louças Ypê — Foto: Divulgação

Agência determinou recolhimento de 359 lotes dos produtos da marca

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de 359 lotes dos produtos detergentes lava louças da Ypê por risco de contaminação microbiológica. A empresa, porém, disse que não há risco à saúde e segurança do consumidor e que já havia iniciado o recolhimento voluntário há um mês.

A agência identificou riscos de contaminação microbiológica em 359 lotes do detergente lava-louças fabricados em 2022. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a suspensão de 359 lotes dos produtos detergentes da Ypê por risco de contaminação microbiológica.

A decisão da agência foi publicada no “Diário Oficial da União” nesta semana. Em análise de parâmetro de produção, a Anvisa identificou potencial risco de contaminação microbiológica nos detergentes lava louças fabricados nos meses de julho, agosto, setembro, novembro e dezembro de 2022.

Estão incluídos detergentes dos tipos Clear Care, Coco, Capim Limão, Limão, Maçã e Neutro.

A empresa foi notificada para recolher todos os produtos reprovados pela agência, que também suspendeu a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso dos lotes informados.

Em comunicado, a Química Amparo, companhia dona da Ypê, informou que os lotes indicados pela Anvisa “já haviam sido detectados pelo controle de qualidade da própria empresa, que iniciou o recolhimento voluntário dos itens há mais de um mês”.

A empresa explica que, após uma rigorosa análise interna, nesses lotes mencionados, “foi identificada a possibilidade de descaracterização em seu odor tradicional, sem risco à saúde ou segurança do consumidor, porém, em alguns casos perceptível ao olfato”.

O número do lote é impresso na própria embalagem do produto, precedido pela letra “L”.

Os lotes reprovados pela Anvisa são:

  • Detergente lava louças Ypê Clear Care: lotes 172051, 179054, 184054, 185054, 186054, 228054, 233011, 234011, 235011, 236011, 242054, 253011, 255011, 267051, 269051, 270051 ,278011, 279011, 280011, 281011, 282011, 283011, 302051, 303051, 304051, 314011, 315011, 316011 e 318011;
  • Detergente lava louças Ypê Coco: lotes 029016, 030016, 036016, 038016, 057016, 058016, 148051, 149051, 151051, 212044, 213051, 215051, 216051, 217051, 218051, 219051, 220051, 221051, 228054, 232051, 233051, 236051, 238051, 243044, 248051, 249051, 256051, 257051, 258051, 272051, 273051, 274051, 275051, 276051, 277051, 284051, 286051, 288051, 289051, 290051, 291051, 298051, 299051, 300051, 301051, 317016, 331051, 333051, 33405, 031016, 188031, 225081, 226081, 227081, 239081, 270031, 281031, 282031, 283031, 295031, 323016, 324016, 327031, 328031, 329031 e 330031;
  • Detergente lava louças Ypê Capim Limão: lotes 225031, 226031, 242081, 314031, 323081, 325081, 060016, 173081, 174081, 175081, 176081, 177081, 178081, 223011, 224011, 239051, 240051, 242051, 271081, 272081, 273081, 299011, 300011, 302011, 303011, 326051, 327051, 336016, 337016, 338016, 346016 e 347016;
  • Detergente lava louças Ypê Limão: lotes 031016, 040016, 041016, 042016, 043016, 127011, 129011, 130011, 134081, 135081, 136081, 137081, 138081, 148011, 149011, 150011, 218011, 219011, 310011, 311011, 319016, 332016, 339016, 347016, 053016, 054016, 141031, 221081, 222081, 223081, 227081, 228081, 229081, 279081, 280081, 288031, 315031 e 325016;
  • Detergente lava louças Ypê Maçã: lotes 010016, 011016, 012016, 026016, 028016, 029016, 054016, 131011, 132011, 134011, 142011, 173011, 174011, 187011, 188011, 189011, 193011, 194011, 195011, 200051, 213011, 220011, 221011, 228011, 229011, 230011, 241011, 242011, 248081, 249081, 256011, 257011, 262011, 263011, 264011, 265011, 266011, 278061, 279061, 280061, 281061, 282061, 283051, 292011, 293011, 295011, 311011, 312011, 313011, 313061, 327011, 327016, 328011, 328016, 329011, 330011, 357016, 046016, 047016, 185081, 186081, 191081, 192081, 204101, 223081, 224081, 232081, 234081, 268031, 269031, 309031 e 310031.
  • Detergente lava louças Ypê Neutro: Lotes 019056, 020056, 037056, 038056, 039056, 054056, 055056, 173001, 174001, 186064, 188001, 211001, 212001, 225001, 226001, 228001, 228064, 237001, 239001, 272056, 320001, 321001, 322001, 324056, 325001, 325056, 326001, 326056, 327001, 331056, 336056, 338056, 356056, 236001, 016016, 017016, 024016, 025016, 026016, 038016, 039016, 040016, 172081, 172151, 173151, 174151, 175151, 176151, 177151, 178151, 188151, 207151, 208151, 209151, 210151, 211081, 212081, 225011, 226011, 227011, 228151, 229151, 230151, 232151, 233151, 234051, 234151, 235051.,235151, 236151, 239011, 241151, 279151, 282151, 283151, 317151, 318016, 318151, 321011, 322011, 325151, 326151, 327151, 328151, 333016, 342016, 346016, 349016, 048016, 049016, 050016, 051016, 176031, 177031, 207031, 208031, 227031, 229031, 236031, 237031, 238031, 282081, 316031, 317031, 318031, 319031, 323031, 325031, 326016, 327031, 353016, 355016, 052016, 171031, 173031, 174031, 209031, 230031, 232031, 233031, 234031, 235031, 239031 e 327016.
Fonte: Valor Econômico

Município de Quixaba avança no combate ao tabagismo

SERTÃO DO PAJEÚ

Foto/Reprodução

O tabagismo é considerado uma doença crônica, causada pela dependência à nicotina. Este é um problema de saúde mundial que em Quixaba, no Sertão do Pajeú, em Pernambuco, é combatido por meio de ações realizadas pela Secretaria Municipal de Saúde.

No município, foi criado o Grupo de Tabagismo, uma ferramenta importante, que atende quixabenses que fumam e também que pretendem ou deixaram o vício.

Toda a assistência necessária às pessoas é oferecida. São feitas escutas da vivência pelo uso do tabaco, orientações, explicações sobre a dependência e fatores de risco, bem como o tratamento com uma equipe multidisciplinar – que pode ser feito de forma individual ou em grupo – com a disponibilização de medicação.

No recente encontro do Grupo de Tabagismo, uma palestra foi ministrada pela nutricionista, Mariana Lima, com o tema: “Alimentos que ajudam no controle do Tabagismo”.

O momento contou com a presença da coordenadora do Núcleo de Promoção em Saúde, Sucel Galban, da psicóloga, Isabela Patriota, e da coordenadora da Atenção Primária do município, a enfermeira, Joyce Gabryela.

“O combate ao tabagismo vem avançando dia a após dia em Quixaba. Junto à população, a Secretaria Municipal de Saúde tem feito um trabalho de conscientização, prevenção e eliminação do uso de tabaco, produto este que provoca danos à saúde, podendo levar até a morte”, alerta Joyce Gabryela.

Em Quixaba, munícipes que desejam se livrar do tabagismo podem se dirigir até à Secretaria de Saúde para o processo.

O Grupo do Tabagismo se reúne na última quarta-feira de cada mês a partir das 9h30, no prédio do Bolsa Família, localizado à Rua José Pereira dos Anjos, no Centro da cidade. Por Aryel Aquino.

Pesquisa mostra desconhecimento das pessoas sobre gravidade das gripes

SAÚDE PÚBLICA

Gripe
Gripe – Foto: cco creative commons/divulgação

O estudo foi realizado em fevereiro deste ano

Pesquisa revela que 68% dos brasileiros têm pouco ou nenhum conhecimento de que o vírus da gripe pode agravar doenças preexistentes, como problemas cardiovasculares e diabetes tipo 2, especialmente em idosos.

Com o objetivo de compreender o conhecimento da população brasileira a respeito dos impactos além da gripe nos idosos, o estudo da Sanofi em parceria com a ALS Perception foi realizado em fevereiro de 2024 com pessoas na faixa etária de 40 anos ou mais, das cinco regiões do país, das classes A,B,C,D/E, representando a população brasileira.

Os resultados mostram que 23% dos entrevistados percebem nenhum ou baixo risco associado à escolha de não se vacinar contra a gripe, e sete em dez dos brasileiros responsáveis por garantir a vacinação de alguém com mais de 60 anos afirmam não saber quais vacinas eles devem tomar. Além disso, apenas um terço dos entrevistados mostrou total conhecimento de que o vírus da gripe pode causar um grande impacto em órgãos vitais, como coração, pulmão e cérebro, principalmente em idosos – população que mais sofre com as complicações da doença.

Segundo dados do Ministério da Saúde, os idosos representaram 65,6% dos óbitos por influenza no ano passado e 54,9% das hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Quando são analisados aqueles que têm alguma comorbidade, eles têm ainda mais complicações em decorrência da SRAG causada por influenza. A letalidade entre aqueles com comorbidades foi duas vezes maior em comparação aos idosos sem comorbidades.

Apesar disso, o estudo demonstrou o desconhecimento da população na relação entre a gripe e o risco de desenvolver complicações cardiovasculares, como infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral), por exemplo. Apenas um quarto dos entrevistados afirmou saber sobre os riscos. *Por Agência Brasil

Dengue: Brasil supera 1,8 milhão de casos em 2024 e bate recorde histórico

SAÚDE PÚBLICA

O Distrito Federal e oito estado estão em situação de emergência - (crédito: Luis Nova/CB)
O Distrito Federal e oito estado estão em situação de emergência – (crédito: Luis Nova/CB)

Os casos registrados nos três primeiros meses de 2024 superaram 2015 e se tornaram os maiores desde o começo da série histórica, em 2000

O Ministério da Saúde informou, nesta segunda-feira (18/3), que o Brasil passou de 1.899.206 milhão de casos prováveis de confirmados de dengue apenas em 2024. É o maior número desde o início da série histórica, em 2000.

O recorde anterior de casos prováveis ocorreu em 2015, com 1.688.688. O terceiro ano com maior número foi em 2023, com 1.658.816.

Nesta segunda-feira (18/3), a Prefeitura de São Paulo decretou situação de emergência na cidade em virtude da alta dos casos de dengue. Até o momento, nove unidades da Federação decretaram emergência pela doença: Acre, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Amapá e Distrito Federal.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 75% dos criadouros do mosquito transmissor estão nos domicílios, como em vasos e pratos de plantas, garrafas retornáveis, pingadeira, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral e materiais em depósitos de construção (sanitários estocados, canos e outros).

Além disso o monitoramento do ministério registra 561 mortes pela doença e 1020 óbito em investigação por dengue. *Com informações do Correio Brasiliense. 

Pernambuco registra quase 150 casos de dengue em 2024; saiba como se prevenir

ARBOVIROSES

Os principais grupos de risco das arboviroses são crianças, gestantes e idosos (Foto: Pixabay)
Os principais grupos de risco das arboviroses são crianças, gestantes e idosos (Foto: Pixabay)

O balanço de casos de arboviroses no estado é feito pela Secretaria de Saúde

Pernambuco tem registrado um aumento nos casos de arboviroses, doenças causadas por vírus transmitidos por mosquitos. Entre os dias 31 de dezembro de 2023 e 10 de fevereiro de 2024, pelo menos 146 pessoas foram diagnosticadas com dengue e, destes casos, quatro são considerados graves. As informações foram repassadas pela Secretaria de Saúde do Estado (SES).

De acordo com a pasta, Pernambuco tem 1.208 casos prováveis de dengue entre estes dias, o que representa um aumento de 113,4% se comparado com o mesmo período do ano anterior. O levantamento da secretaria mostra que o público mais vulnerável às infecções do vírus no estado são mulheres com idades entre 20 e 29 anos. Os municípios da Região Metropolitana registraram baixa incidência dos casos.

Além disso, há 28 casos confirmados de chikungunya neste mesmo período e 354 casos prováveis, mostrando que houve um aumento de 23,8% se comparado com a mesma época do ano anterior. Mulheres com idades entre 20 e 29 anos e homens com mais de 80 anos são os mais infectados.

Já o zikavírus não infectou nenhum morador entre os dias 31 de dezembro e 10 de fevereiro. Apesar disso, a Secretaria de Saúde pontuou que há 19 casos prováveis de infecção, sendo três em gestantes.

A pasta ainda ressalta que 13,6 % das residências do estado possuem alto risco de transmissão de arboviroses por não cumprirem regras básicas de prevenção. Entre os métodos para precaução estão colocar lixos em sacolas plásticas bem fechadas, tampar reservatórios de água, desentupir calhas d’água, virar garrafas vazias e não deixar acumular água em pneus velhos.

Os principais grupos de risco das arboviroses são crianças, gestantes e idosos. Nas crianças, os sintomas podem ser febre, sonolência, vômitos, diarreia e fraqueza. Nas gestantes, os riscos da infecção estão relacionados ao aumento do sangramento de origem obstétrica. Os idosos, por sua vez, são mais propensos a desenvolverem as formas graves da doença por não terem o sistema imunológico tão forte e por se desidratarem com mais facilidade *Por Diário de Pernambuco.

Ministério da Saúde estuda ampliar oferta da vacina contra a dengue

SAÚDE PÚBLICA

"Todo o nosso esforço será para ampliar essa oferta [de vacinas]", disse Nísia Trindade.
“Todo o nosso esforço será para ampliar essa oferta [de vacinas]”, disse Nísia Trindade. – Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema de saúde pública

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse nesse sábado, 3, que o governo estuda ampliar a oferta de vacinas contra a dengue no país. A informação foi repassada durante a abertura do Centro de Operações de Emergências (COE) contra a dengue, em Brasília.

Segundo a ministra, foram realizadas reuniões com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan para tratar do tema.”Todo o nosso esforço será para ampliar essa oferta [de vacinas]”, disse Nísia Trindade.

O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema de saúde pública. A primeira remessa com cerca de 757 mil doses chegou ao Brasil em 20 de janeiro. O lote faz parte de um total de 1,32 milhão de doses fornecidas pela Takeda, farmacêutica responsável pela Qdenga. Outra remessa, com mais de 568 mil doses, está com entrega prevista para fevereiro. A previsão é que o país receba 5,2 milhões de doses este ano.

Aplicação da vacina

Inicialmente, a vacina será aplicada na população de 10 a 14 anos de regiões endêmicas, em 521 municípios. Para 2025, a pasta já contratou outras 9 milhões de doses.

Mesmo com a ampliação, a ministra destacou que a oferta do imunizante não trará impactos imediatos para o combate à doença.

“Elas [as vacinas] significam muito, até porque adquirimos vacinas para 2024 e 2025 e todo o nosso esforço será para ampliar essa oferta, mas não vai ter um impacto nesse intervalo inicial de poucos meses”, apontou.

Centro de emergência

O Ministério da Saúde informou que o COE vai ampliar o monitoramento da situação da dengue no país, para orientar ações voltadas à vigilância epidemiológica, laboratorial, assistencial e de controle de vetores. A estrutura, em coordenação com estados e municípios, vai realizar coleta e análise de dados, produção de relatórios e divulgação de informações por meio de boletins e informes epidemiológicos.

Dados do painel de atualização de casos de arboviroses da pasta mostram que, de janeiro até agora, o Brasil registrou 243.721 casos prováveis de dengue. A doença já causou pelo menos 29 mortes confirmadas, outras 170 estão em investigação.

Epidemia local

Durante a cerimônia, Nísia frisou que a situação da dengue é mais preocupante neste momento em alguns municípios do Acre, no Distrito Federal, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e também no Paraná.

“Agora, temos concentração nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, mas isso não caracteriza um quadro de emergência nacional, quadro de epidemia nacional, mas de epidemia a nível local”, afirmou.

O período de chuvas e as altas temperaturas no Brasil são o ambiente propício para o aumento de arboviroses, como a dengue.

Prevenção

O Ministério da Saúde reforça que a principal medida é a eliminação dos criadouros do mosquito. E destaca a importância de a população receber os agentes de combate a endemias e agentes comunitários de saúde, que vão ajudar a encontrar e eliminar possíveis criadouros.

“Os sintomas de dengue, chikungunya ou zika são semelhantes. Eles incluem febre de início abrupto acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele, manchas vermelhas pelo corpo, além de náuseas, vômitos e dores abdominais”, explica.

A orientação é procurar o serviço de saúde mais próximo de casa assim que surgirem os primeiros sintomas.

*Por Agência Brasil

Pernambuco: mais de 80 municípios são beneficiados com serviços de oftalmologia, Afogados da Ingazeira é um dos municípios beneficiados

SAÚDE PÚBLICA

Procedimentos de oftalmologia são oferecidos (Foto: Governo de Pernambuco )

Atendimentos do Cuida PE começam esta semana, segundo a Secretaria Estadual de Saúde

Teve início nesta quarta-feira (24), em Garanhuns, no Agreste, a  execução dos serviços credenciados pelo Governo de Pernambuco, incluídos no programa Cuida PE, focados em atendimentos oftalmológicos. Nesta quinta-feira (25), serão realizados mutirões de avaliação pré-cirúrgica em 150 pacientes.

Eles passarão por Capsulotomia YAG Laser (limpeza de lente pós-cirurgia de catarata) e Trabeculectomia (glaucoma), além das primeiras cirurgias de glaucoma. Ao todos, informou o Governo do Estado, estão previstos mais de 1,7 mil procedimentos de média complexidade, nos próximos três meses.

Como será

Os pacientes atendidos no local são direcionados por meio da Central de Marcação de Consultas e Exames (CMCE). Esse sistema mapeia a necessidade do paciente e a unidade que oferta atendimento com profissional especializado.

Inicialmente, estão sendo encaminhados para o serviço os pacientes da 2ª e 3ª macrorregiões de Saúde, que englobam mais de 80 municípios, tendo como os municípios-sede Afogados da Ingazeira, Arcoverde, Caruaru, Garanhuns e Serra Talhada. A ideia é expandir o atendimento especializado para todo o estado de Pernambuco.

A secretária-executiva de Regulação, Fabiana Emerenciano, destaca a importância do serviço para a interiorização e descentralização da saúde dos pernambucanos.

“Estamos iniciando essa etapa da Oftalmologia no Cuida PE com o intuito de atuar na redução de filas por procedimentos cirúrgicos. O serviço já é contratualizado conosco, entretanto, devido à grande demanda, conseguiremos potencializar e ampliar os atendimentos, melhorando a prestação de serviço à população”, ressalta.

A Oftalmo PE, localizada na cidade de Garanhuns, foi a clínica credenciada pelo Governo do Estado, em dezembro de 2023, para executar o atendimento, que inclui do pré ao pós-operatório. O investimento anual será da ordem de R$ 6,8 milhões, sendo pagos de acordo com os serviços efetivamente prestados. O Termo de Credenciamento com a Oftalmo PE tem vigência de 1 ano.

Entre os procedimentos previstos para serem realizados estão os de fotocoagulação a laser, vitrectomia anterior, acoemulsificação com implante de lente dobrável, iridotomia a laser, trabeculectomia (glaucoma) e capsulotomia YAG laser.

Fonte/Diario de Pernambuco.