Dos casos confirmados de dengue, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, sete são graves – Foto: Valery Hache/AFP
Por César Gabriel/Folha-PE
Até o momento, foram confirmados 659 casos de dengue em Pernambuco, sendo sete de maior gravidade. Os casos notificados seguem em investigação
Pernambuco divulgou, nesta quarta-feira (12), um levantamento de 4.744 casos notificados de dengue no Boletim Epidemiológico de Arboviroses Nº10.
O documento contabiliza dados referentes às semanas epidemiológicas de 29 de dezembro de 2024 a 8 de março de 2025.
O levantamento revela uma diminuição de 72% de diminuição em comparação ao mesmo período do ano anterior no Estado.
Dos 659 casos confirmados, sete foram considerados graves, e 11 óbitos foram registrados em investigação para arboviroses.
O boletim desta semana mostrou que 127 municípios pernambucanos têm baixa incidência de casos de dengue, 3 localidades apresentam incidência média e cinco apresentam alta incidência.
“A SES-PE reforça que houve uma atualização na metodologia, que substituiu a análise comparativa dos casos prováveis pelas notificações, para evidenciar a diferença entre os anos. O desempenho do número de casos prováveis é influenciado por contextos distintos nas semanas analisadas. Esses casos são compostos pelos confirmados, além dos ainda não investigados, excluindo-se os descartados. Em 2025, o número de casos descartados é ainda muito pequeno, já que o período de investigação é de, no máximo, 90 dias. Em contrapartida, o mesmo período de 2024 teve as investigações concluídas, com um grande volume de casos descartados”, destacou a SES-PE.
Zika e Chikungunya
O Boletim Epidemiológico de Arboviroses também informa que foram notificados 713 casos de Chikungunya, com 95 confirmações. Para o Zika, foram registrados 90 casos notificados, mas nenhuma confirmação.
Associação aponta que os números em janeiro de 2025 são maiores desde outubro de 2024 são. Intenso movimento de pessoas no feriado facilita a disseminação do vírus para regiões de transmissão controlada
A Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) alerta sobre a prevenção à dengue durante o Carnaval. Segundo a instituição, pode ocorrer o aumento dos casos da doença provocado pelo intenso movimento de pessoas no feriado, o que facilita a disseminação do vírus para regiões onde a transmissão ainda é controlada.
A Abramed revela, ainda, que os números de janeiro de 2025 sobre a dengue são os maiores desde outubro de 2024. Por exemplo, nas semanas de 19/01 a 01/02 de 2025, a taxa de positividade chegou a 19,3%, a maior desde outubro do ano passado.
Mesmo que a taxa de positividade tenha caído para 22,7% na terceira semana de 2025, compreendida de 12 a 18 de janeiro, e para 19,3% na quarta e quinta semanas, de 19/01 a 01/02, a Abramed afirma que o índice é alto.
“A média móvel da positividade, quando comparada com as últimas cinco semanas, confirma a tendência de alta nos casos, já que considera todas as semanas do mês de janeiro”, diz um trecho da nota da associação.
Carnaval
No feriado de Carnaval, milhões de pessoas vão para diferentes cidades e estados para participar dos blocos e desfiles. O movimento de pessoas, conforme a Abramed, além de facilitar a disseminação do vírus da dengue onde a doença está em fase de controle, faz com que pessoas infectadas, ainda assintomáticas, contribuam para a propagação do vírus. “Isso cria um cenário perigoso, onde áreas menos afetadas acabem enfrentando um aumento de casos após o período festivo”, destaca a nota da entidade.
Além disso, o período de Carnaval ocorre em pleno verão – cuja época é marcada por temperaturas elevadas e alta incidência de chuvas, elementos que formam condições climáticas ideais para a reprodução do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti.
A Abramed destaca que o contato próximo entre as pessoas no Carnaval também é um fator de preocupação.
Cenário epidemiológico de dengue
Dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses até 15/02, atualizados em 21/02, apontam que o Brasil já registrou 365.456 casos prováveis de dengue em 2025. Nesse cenário, 160 pessoas morreram pela doença e 387 óbitos estão em investigação.
São Paulo lidera em número de casos e de mortes. Com 232.543 registros de dengue, o estado paulista teve 125 mortes por dengue até agora em 2025.
Em um avanço promissor, o Instituto Butantan finalizou o desenvolvimento da vacina Butantan-DV contra a dengue – ButantanDivulgação
A relevância global da dengue e seu impacto na saúde pública têm tornado o desenvolvimento de vacinas eficazes uma prioridade científica e médica
Por Rafael Dhalia*
A dengue, uma doença viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, continua sendo uma das principais preocupações de saúde pública nas regiões tropicais. Com quatro sorotipos distintos (DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4), a doença causa alta morbidade e mortalidade em áreas endêmicas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 390 milhões de infecções por dengue ocorrem anualmente em todo o mundo.
Desde o primeiro registro da doença no Brasil, em 1981, os casos de dengue têm aumentado significativamente. Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que, em 2024, o país enfrentou mais de 10 milhões de casos prováveis e registrou 5.922 óbitos confirmados pela doença, um aumento expressivo em comparação a anos anteriores.
Diversos fatores contribuem para o aumento dos casos no Brasil: 1. Crescimento Urbano Desordenado: A falta de infraestrutura adequada para o controle de vetores nos centros urbanos favorece a disseminação da doença; 2. Mudanças Climáticas: O aumento das temperaturas e variações nos padrões de chuva criam condições propícias para a proliferação dos mosquitos; 3. Armazenamento de Água: Em regiões com acesso limitado a água potável, a prática de armazenar água em casa proporciona criadouros para os mosquitos; 4. Circulação Concomitante de Sorotipos: A circulação simultânea dos quatro sorotipos do vírus aumenta a vulnerabilidade da população.
A relevância global da dengue e seu impacto na saúde pública têm tornado o desenvolvimento de vacinas eficazes uma prioridade científica e médica nas últimas décadas. Em um avanço promissor, o Instituto Butantan finalizou o desenvolvimento da vacina Butantan-DV contra a dengue e submeteu o pedido de licenciamento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em 2024. Esta conquista representa um passo significativo na luta contra a doença, ampliando as opções de imunização.
A vacina Butantan-DV traz uma vantagem crucial: seu esquema vacinal de dose única pode ser administrado tanto a indivíduos que já foram expostos ao vírus da dengue quanto àqueles que nunca contraíram a doença. Esta característica pode facilitar a adesão ao Programa Nacional de Imunização (PNI) e aumentar a cobertura vacinal. O Instituto Butantan já está preparado para produzir e entregar 100 milhões de doses ao PNI nos próximos três anos, prometendo um impacto significativo na saúde pública.
A primeira vacina licenciada contra a dengue em 2015, a Dengvaxia®, desenvolvida pela Sanofi Pasteur, apresentou limitações significativas. Embora disponível em clínicas privadas, não é recomendada para indivíduos sem exposição prévia ao vírus, dificultando sua inclusão em programas de vacinação em massa. Em 2023, a Takeda licenciou a vacina QDenga®, aprovada pela ANVISA e incluída no PNI.
A QDenga® é apropriada tanto para pessoas previamente expostas ao vírus quanto para aquelas que nunca tiveram a doença, mas requer duas doses, com um intervalo de 90 dias entre elas. A limitação na sua produção, e entrega, restringiu sua distribuição no PNI para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, além das regiões com maior incidência da dengue.
Com a introdução da Butantan-DV, espera-se superar essas barreiras logísticas e ampliar significativamente a imunização contra a dengue no Brasil e no mundo, marcando um avanço crucial na prevenção dessa doença, que, segundo a OMS, está entre as dez maiores ameaças à saúde pública.
*Rafael Dhalia, pesquisador da Fiocruz e membro da Academia Pernambucana de Ciências
As elevadas temperaturas associadas a um maior volume de água neste período contribuem para acelerar a proliferação do Aedes aegypti
Durante o verão, os casos de dengue aumentam consideravelmente. Isso acontece devido à alta incidência de chuvas em grande parte do país, já que o acúmulo de água faz com que a proliferação do mosquito Aedes Aegypti se intensifique. Somado ao calor intenso, o ambiente fica ainda mais propício para que os ovos colocados pelas fêmeas eclodam e deem origem a milhares de novos mosquitos.
O secretário adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Rivaldo Cunha, explica porque acontece uma escalada de casos neste período.
“Durante o verão, nós temos dois fenômenos que estão diretamente associados com a biologia do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue: as elevadas temperaturas e um maior volume de água. Esses dois fatores, juntos, contribuem para acelerar a proliferação do vetor da dengue, encurtando, inclusive, aquele período entre ovos e mosquito adulto”, observa. “Ao intensificar a atividade biológica do mosquito, nós temos um maior número de pessoas sendo infectadas, porque há um maior número de mosquitos nesse período”, ressalta Rivaldo.
O cuidado por parte dos moradores é a principal medida de prevenção contra o mosquito: limpeza dos quintais para evitar água empoçada, vedação das caixas d’água, limpeza dos vasos de plantas e calhas. Também é essencial receber os agentes de saúde para fazer a vistoria em possíveis focos do Aedes aegypti.
“Recomenda-se, para este período do verão, intensificar os cuidados e dedicar uns 10 minutinhos para cuidar do seu ambiente, do seu domicílio, ver se tem algum objeto que possa acumular água, cuidar dos terrenos baldios, dos quintais, conversar com os seus vizinhos e cobrar que o poder público também faça a sua parte, recolhendo rotineiramente o lixo produzido pelos domicílios”, recomenda o secretário adjunto.
Ciclo de vida do mosquito tem quatro fases
Assim como diversos insetos, o Aedes passa por metamorfose completa durante seu desenvolvimento. Isso significa que as fases jovem e adulta são completamente diferentes e, portanto, ocupam nichos distintos, vivendo em ambientes diferentes e com hábitos particulares em cada etapa do desenvolvimento.
Assim como as borboletas e mariposas, a transição de larva para adulto depende de uma etapa de desconstrução dos tecidos larvares e a reconstrução das estruturas do adulto, fase chamada de pupa. Diferentemente das crisálidas das borboletas, as pupas de Aedes aegypti são capazes de se movimentar.
Porém, as pupas não se alimentam e, por isso, são muito pouco vulneráveis a compostos vindos do meio externo, como é o caso dos inseticidas.
Todo o processo de desenvolvimento, de ovo a adulto, é muito influenciado por condições ambientais. O tempo de duração do desenvolvimento completo, até a fase adulta, e da longevidade da vida do inseto adulto, pode variar muito, dependendo de fatores como umidade, temperatura, disponibilidade de alimento, necessidade de deslocamento, entre outros.
O desenvolvimento de Aedes de ovo, passando por larva e pupa, até a fase de mosquito adulto, geralmente dura de 7 a 10 dias, dependendo das condições ambientais.
Sorotipo 3 não circula predominantemente no Brasil desde 2008. Então, há muitas pessoas suscetíveis, que não entraram em contato com esse sorotipo e podem ter a doença – Foto/Reprodução/Pixabay
O cenário traz inquietações porque o vírus não circula de forma predominante no País desde 2008 e, assim, grande parte da população está suscetível
Por Agência Brasil
O sorotipo 3 da dengue registrou aumento em meio a testes positivos para a doença no Brasil – sobretudo nos Estados de São Paulo, de Minas Gerais, do Amapá e do Paraná. A ampliação foi registrada principalmente nas últimas quatro semanas de dezembro.
O cenário preocupa autoridades sanitárias brasileiras, já que o vírus não circula de forma predominante no País desde 2008 e, consequentemente, grande parte da população está suscetível.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, ao longo de todo o ano de 2024, o sorotipo da dengue que circulou de forma predominante no Brasil foi o 1, identificado em 73,4% das amostras que testaram positivo para a doença.
“Estamos vendo uma mudança significativa para o sorotipo 3”, destacou a secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (9).
“Quero chamar a atenção porque o sorotipo 3 não circula (predominantemente) no Brasil desde 2008. Temos 17 anos sem esse sorotipo circulando em maior quantidade. Então, temos muitas pessoas suscetíveis, que não entraram em contato com esse sorotipo e podem ter a doença.”
Alta incidência
Uma projeção feita com base nos padrões registrados em 2023 e 2024 no Brasil e apresentada pela pasta revela que a maior parte dos casos de dengue esperados para 2025 devem ser contabilizados nos seguintes Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Paraná. Nessas localidades, é esperada uma incidência acima do que foi registrado ao longo do ano passado.
“O que a gente pode esperar para 2025? A gente continua com o efeito do El Niño e, portanto, com altas temperaturas e com esses extremos de temperatura. Também temos o problema da seca, que faz com que as pessoas armazenem água, muitas vezes, em locais inadequados. E isso também faz com que a proliferação de mosquitos possa acontecer”, explicou a secretária de Vigilância em Saúde.
“O aumento da circulação do sorotipo 3 não entrou nessa modelagem. Não sabemos como ele vai se espalhar. Estamos fazendo esse monitoramento”, completou Ethel.
Segundo ela, nas últimas quatro semanas de 2024, 84% dos casos de dengue se concentraram nos estados de São Paulo, do Espírito Santo, de Minas Gerais, do Paraná, de Goiás e de Santa Catarina.
Zika
Dados da pasta mostram ainda que, nas últimas quatro semanas de 2024, 82% do total de casos prováveis de Zika identificados no países se concentraram no Espírito Santo, no Tocantins e no Acre.
Chikungunya
Nas últimas quatro semanas de dezembro, 3.563 casos prováveis de Chikungunya foram identificados, sendo 76,3% deles em São Paulo, em Minas Gerais, no Mato Grosso, no Espírito Santo e no Mato Grosso do Sul. “Os Estados se repetem, alguns deles, para dengue, zika e chikungunya”, destacou a secretária.
Oropouche
“Estamos com uma concentração grande de casos no Espírito Santo, com casos importados no Rio Grande do Norte, em Goiás, no Distrito Federal, Paraná e Rio Grande do Sul, mas 90% dos casos estão concentrados no Espírito Santo, com aumento significativo das notificações. Estamos, neste momento, com uma equipe lá”, disse Ethel.
De acordo com a pasta, na primeira semana de 2024, 471 casos de febre do oropouche foram identificados no País. Já na primeira semana de 2025, 98 casos da doença foram contabilizados no Brasil.
Arte / Metrópoles – Ilustração em que um mosquito da dengue aparece sobre o mapa do Brasil
Só em 2024, o Brasil registrou mais de 6,5 milhões de casos de dengue, sendo considerado o maior número da série histórica
Por Giovanna Estrela/Portal Metrópoles
Em 2024, a dengue bateu todos os recordes possíveis. Ao longo do ano, segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 6,5 milhões de casos prováveis da doença. É o maior número da série histórica.
Se comparado a 2023, o aumento de casos de dengue foi 300% maior. Ainda na mesma comparação, em se tratando de mortes, o país chegou a 5.893, 400% mais elevado que no ano anterior. As informações constam no Painel de Monitoramento das Arboviroses.
A incidência da doença no Brasil em 2024 também registrou um aumento expressivo em relação ao ano anterior. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país contabilizou 3.246 casos para cada 100 mil habitantes, número quatro vezes superior ao registrado em 2023.
Estados mais críticos
O Distrito Federal apresentou a maior taxa de incidência, com 9.884 casos por 100 mil habitantes. Na sequência, aparecem os estados de Minas Gerais (8.231), Paraná (5.710) e São Paulo (4.846).
Apesar de São Paulo não liderar no índice proporcional, o estado se destaca no número absoluto de casos prováveis. Até o momento, já foram contabilizados 2,1 milhões de ocorrências. Minas Gerais (1,6 milhão), Paraná (653 mil) e Santa Catarina (348 mil) vêm logo atrás no total de registros.
Fatores climáticos
O El Niño, ativo desde o final de 2023, provocou aumento das temperaturas e antecipação das chuvas em várias regiões do país. A combinação de calor e umidade favorece a reprodução acelerada do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
Fatores estruturais
Nos últimos anos, houve uma desmobilização das políticas de controle do mosquito, em parte pela priorização do combate à Covid-19. Isso incluiu a redução do número de agentes de endemias e a falta de renovação e treinamento de novos profissionais.
Além disso, o pacto que previa mobilização comunitária foi descontinuado, o que enfraqueceu as ações preventivas nas residências.
Fatores biológicos
A circulação de diferentes sorotipos do vírus da dengue também foi determinante. De acordo com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, locais onde o sorotipo 1 era predominante passaram a registrar a presença do sorotipo 2, como no Distrito Federal.
Essa mudança aumenta o risco de reinfecção e de casos de dengue hemorrágica. No Rio de Janeiro, foram registrados casos de sorotipo 3.
Impacto nas políticas públicas
Especialistas criticam a contratação de agentes de forma temporária e em número insuficiente. Para conter a epidemia, seria necessário intensificar a vigilância e as visitas domiciliares antes do período de chuvas, mas as ações geralmente ocorrem fora de época, reduzindo sua eficácia.
Especialistas informam que os temporais e as altas temperaturas formam o cenário ideal para a proliferação do Aedes aegypti
Uma das grandes preocupações com o início do período de chuvas no Distrito Federal é a dengue. Dados do boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Saúde (SES), mostram que, até 30 de setembro de 2024, 275.251 casos prováveis de dengue foram registrados, aumento de 904,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 27.396 possíveis infectados. A disparada aconteceu por causa de uma epidemia da arbovirose, vivida na capital do país no início deste ano.
De janeiro a setembro, 440 pessoas morreram de dengue, segundo o boletim da SES-DF. Porém, desde 10 de agosto, não há registros de mortes causadas pela dengue, de acordo com os dados da pasta de saúde. Em um recorte menor, os números da Secretaria de Saúde mostram que, entre os dias 30 de junho e 28 de setembro de 2024, o Distrito Federal computou 2.737 casos de dengue, uma queda de 47,3% em relação aos 5.195 casos do mesmo período de 2023.
Segundo o professor de epidemiologia da UnB, Walter Ramalho, o número atual é relativamente menor, mas fatores climáticos precisam ser considerados. “Este ano tivemos um regime de seca muito severa e agora estamos no início da estação chuvosa, o que pode mudar o cenário em relação à dengue”, ressalta.
O especialista explica que a temperatura elevada acelera o ciclo de vida do mosquito transmissor da dengue, encurtando o período de incubação em cinco a seis dias, em média. “Isso significa que os ambientes mais quentes, junto ao início do período de chuvas, favorecem e aumentam a densidade de insetos no ecossistema urbano do DF”, esclarece. “A população precisa observar seu domicílio, prestando atenção ao seu redor. O problema do mosquito é, em parte, governamental, e também de todos os cidadãos”, alerta o epidemiologista.
Prevenção
O otorrinolaringologista José Stenio Ponte afirma que a dengue, zika e chikungunya, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, encontram nas águas paradas um ambiente perfeito para sua reprodução. “O aumento desses focos, decorrente das chuvas, gera uma preocupação maior com a saúde pública, especialmente à medida que a sazonalidade favorece a multiplicação do mosquito”, destaca. Por Correio Brasiliense.
Além disso, 521.497 crianças e adolescentes brasileiros receberam apenas a primeira dose e não voltaram para concluir o esquema vacinal
Das 4.792.411 vacinas contra dengue distribuídas pelo governo federal aos Estados e ao Distrito Federal desde fevereiro, apenas 2.341.449 doses (ou 48,88%) foram registradas como aplicadas no Sistema Único de Saúde (SUS) até o último dia 15 de setembro.
Além disso, 521.497 crianças e adolescentes receberam apenas a primeira dose e não voltaram para concluir o esquema vacinal. A recomendação do Ministério da Saúde e da farmacêutica Takeda, fabricante da Qdenga, é que a segunda dose do imunizante seja aplicada três meses após a primeira.
“Parte não teve o tempo ainda. Mas sabemos que há pessoas que já deveriam ter recebido e não voltaram”, destacou Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), durante a 26ª Jornada Nacional de Imunizações, em Recife.
O dado contrasta com o número de casos da doença no País. Dados do painel de monitoramento de arboviroses do ministério, contabilizados até o último dia 18, mostram 6.526.362 casos, 5.395 mortes em decorrência da doença e 1.814 óbitos em investigação.
Apenas no Estado de São Paulo, são 2.120.312 casos desde o início do ano, sendo 638.974 na capital.
O Estado contabiliza 1.703 mortes em investigação e 988 casos fatais, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 6,73 em casos graves.
Plano para 2025
Gatti anunciou que o ministério pretende ampliar a vacinação contra dengue em 2025. “Já temos adquirido, para o ano que vem, 9 milhões de doses. Esperamos também a incorporação da vacina do Instituto Butantan”, destacou.
Recentemente, foram publicados os dados do estudo de fase 3 da vacina de dose única do Butantan, mostrando que o imunizante manteve a segurança e a eficácia 3,7 anos, em média, após a aplicação. Na época, Fernanda Boulos, diretora médica do instituto, afirmou que a expectativa era finalizar o processo de submissão à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda neste ano.
“Com a finalização da submissão em 2024, esperamos obter aprovação da Anvisa e disponibilizar a vacina para o Ministério da Saúde em 2025”, disse. Por Estadão Conteúdo.
Segundo a SES, já foram contabilizados 27.655 casos prováveis da doença, o que equivale a um aumento de 427,8% se comparado com o mesmo período de 2023
Pernambuco atingiu a marca de mais de 27 mil casos prováveis de dengue e chegou a mais de 7 mil casos confirmados do vírus. Além disso, o Estado já notificou dez óbitos confirmados em decorrência da doença.
As informações são reveladas pelo boletim epidemiológico atualizado da Secretaria Estadual de Saúde (SES), divulgado nesta quarta-feira (24), que equivale a semana epidemiológica 29, em que são contabilizados dados no período de 31 de dezembro de 2023 a 20 deste mês.
Segundo a SES, já foram contabilizados 27.655 casos prováveis da doença, o que equivale a um aumento de 427,8% se comparado com o mesmo período de 2023. Neste indicador, a pasta contabiliza casos em investigação mais casos confirmados.
“Até o momento, 7.176 casos de dengue foram confirmados em Pernambuco, sendo 132 casos graves prováveis e 10 óbitos confirmados”, disse a pasta, por meio de nota.
Ainda segundo a pasta, de acordo com o monitoramento epidemiológico, 29 óbitos já foram descartados para arboviroses e outros 33 seguem em investigação.
“A investigação é realizada, inicialmente, pela equipe de Vigilância Epidemiológica do município de residência do óbito. Após isso, o caso vai para um comitê técnico de discussão de óbito, em que diversos profissionais avaliam a causa da morte”, explicou a SES, em nota.
Dengue em Pernambuco
Segundo a SES, no boletim desta semana, os dados apontam a permanência de 55 municípios pernambucanos configurando baixa incidência para casos de dengue, 70 localidades apresentam incidência média e 60 municípios aparecem com alta incidência de casos.
Outras arboviroses
De acordo com a SES, no boletim 29 foram notificados 4.403 casos prováveis de Chikungunya, com 1.065 casos confirmados. Já para Zika foram notificados 254 casos prováveis, mas sem confirmação até o momento. Por Diario de Pernambuco.
Aedes aegypti, também conhecido como mosquito da dengue – Foto/ Getty Images
Mais de 2 mil mortes por dengue foram registradas no país neste ano, segundo informações do Ministério da Saúde
Os números da dengue não param de crescer. O Brasil alcançou, nesta segunda-feira (20), a marca de 5.100.766 de casos prováveis de dengue em 2024. A informação consta na mais recente atualização do Painel de Monitoramento das Arboviroses, abastecido com base em dados do Ministério da Saúde.
No total, são 2.827 mortos pela doença. Esta é a maior quantidade de óbitos confirmados desde o início da série histórica no país, em 2000. O número supera, inclusive, o recorde registrado em todo o ano de 2023 (1.094 mortes).
Em relação ao número de casos, 2024 (5.100.766) já supera os dois anos que haviam registrado maior quantidade de infectados, até então: 2015, com 1.688.688 diagnósticos, e 2023, com 1.641.278.
São Paulo lidera o ranking de número de casos graves da doença (13.120), seguido por Minas Gerais (9.228) e Paraná (8.339).
Segundo o Ministério da Saúde, o alto volume de casos registrado neste ano tem relação com fatores como as mudanças climáticas e a circulação de mais de um sorotipo do vírus.
O Ministério da Saúde estima que cerca de 75% dos focos do vetor da dengue estejam nos domicílios. Confira algumas instruções da pasta para diminuir a proliferação:
mantenha a caixa-d’água bem fechada;
receba bem os agentes da saúde e os de endemias;
amarre bem os sacos de lixo;
coloque areia nos vasos de planta;
guarde pneus em locais cobertos;
limpe bem as calhas de casa; e
não acumule sucata e entulho.
Atualmente, todos os quatro sorotipos da doença circulam no país, o que é uma situação considerada “incomum” pela secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Ethel Maciel.
Sintomas
Os sintomas da dengue podem variar de leves a graves e geralmente aparecem de 4 a 10 dias após a picada do mosquito infectado. As manifestações clínicas incluem:
febre alta: a temperatura corporal pode atingir valores significativamente elevados, geralmente acompanhada de calafrios e sudorese intensa;
dor de cabeça intensa: a dor é geralmente localizada na região frontal e pode se estender para os olhos;
dores musculares e nas articulações: sensação de desconforto e dor, muitas vezes referida como “quebra ossos”;
manchas vermelhas na pele: conhecidas como petéquias, essas manchas podem aparecer em diferentes partes do corpo;
fadiga: uma sensação geral de fraqueza e cansaço persistente.
Tratamento
O tratamento da dengue visa aliviar os sintomas e garantir a recuperação do paciente. Algumas medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde incluem:
hidratação adequada: a ingestão de líquidos é fundamental para prevenir a desidratação, especialmente durante os períodos de febre e vômitos;
uso de analgésicos e antitérmicos: medicamentos como paracetamol podem ser utilizados para reduzir a febre e aliviar as dores;
repouso: descanso é essencial para permitir que o corpo combata o vírus de maneira mais eficaz;
acompanhamento médico: em casos mais graves, é crucial procurar assistência médica para monitoramento e tratamento adequado;
evitar automedicação: o uso indiscriminado de alguns medicamentos, como anti-inflamatórios não esteroides (Aines) e aspirina, pode agravar o quadro clínico, motivo pelo qual é contraindicado na dengue. *Fonte: Portal metrópoles.
Mas a população deve seguir com os cuidados com os focos do Aedes Aegypti, que transmitem a Dengue, Zica e Chikungunya
O período sazonal de Arboviroses acontece, normalmente, entre março e julho, mas os especialistas já vislumbram a sustentabilidade da queda da Dengue em Pernambuco neste mês de maio. Nesta quarta-feira (15/05) foi possível identificar uma redução de 89,9% na entrada de novos casos de dengue nas últimas cinco semanas.
A última semana epidemiológica Nº 19, entre 31/12/23 e 11/05/2024, já se identificou sustentabilidade da queda dos números de dengue sem atingir uma condição de alta incidência, que é quando a taxa supera 300 casos prováveis a cada 100 mil habitantes. No último boletim epidemiológico, o indicador apontava 278,7 casos prováveis a cada 100 mil habitantes.
As arboviroses que circulam em Pernambuco pertencem a um grupo de doenças que são transmitidas pelo Aedes aegypti. Os sintomas podem variar entre febre, dores de cabeça, náusea, manchas e dores no corpo. Em situações mais graves, a dor abdominal, seguida de vômitos e sangramentos, alerta para a necessidade de um atendimento médico urgente.
Os dados recentes consolidam a projeção de uma linha sustentável de redução da entrada de novos casos das arboviroses no Estado e apontam para o fim do período de sazonalidade nas próximas semanas.
“Pernambuco já se encontra em tendência de queda em relação aos casos de dengue no Estado. Esse cenário também se deve às medidas prévias que tomamos com o plano de contingência lançado em novembro, formação do manejo clínico para dengue e dia D de arboviroses nas escolas onde foram alcançadas mais de um milhão de pessoas com ações educativas, além das ações de parceria próxima com os municípios no combate ao mosquito e a estruturação capilarizada da vigilância e da assistência à saúde”, explica a secretária de saúde, Zilda Cavalcanti.
A alta dos casos ocorreu na semana epidemiológica 11, quando mais de 3000 casos prováveis, que é a soma de casos confirmados + casos em investigação, foram registrados em relação à semana 10. Nesta semana (SE 19), foram registrados 268 novos casos prováveis se comparado à semana anterior.
“Nos prevenimos anteriormente para preparar a população para um possível surto”, destaca o diretor geral de Vigilância Ambiental, Eduardo Bezerra, com relação ao empenho prévio no combate às arboviroses e no reforço sobre os cuidados com o mosquito. “Preparamos as unidades e os profissionais em todas as macrorregiões, e esperamos um declínio ainda maior nos casos para realmente se constituir o final do período sazonal. Não esquecendo de que para nos manter firmes no combate ao mosquito, a população é crucial nesse enfrentamento”, destaca Eduardo Bezerra.
A queda nos números de casos foi viabilizada por uma série de ações realizadas pelos municípios e pela SES-PE, tanto em nível central quanto nas GERES, visando ao combate no período de elevação das doenças. Iniciando ainda em 2023, o lançamento do Plano de enfrentamento às Arboviroses aconteceu em novembro, promovendo o monitoramento precoce e o acompanhamento de forma efetiva.
Dando seguimento nas ações, em fevereiro de 2024, foi instituído o Comitê de Enfrentamento das Arboviroses, composto por participantes técnicos da SES, além de representantes de entidades médicas e pesquisadores. Além disso, no mesmo mês, foi distribuído o fluxo de manejo clínico para os profissionais da rede estadual de saúde, seguido de atualização deste fluxo, no mês de março, por meio de capacitações em todas as regionais de saúde.
O elevado número de casos se dá devido ao fato de que as arboviroses são doenças de notificação compulsória, ou seja, precisam ser registradas oficialmente. Além disso, sua notificação é feita por suspeita e não por confirmação, como outras doenças. No caso da dengue, chikungunya e zika, a notificação ocorre por meio de critério clínico-epidemiológico, que analisa os sintomas descritos pelos profissionais, e de forma laboratorial, que é realizada pela coleta de sangue para análise.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e gestores municipais das cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR) promoveram ação conjunta, nesta quarta-feira (15/05), voltada para intensificação da vacinação contra a dengue. A iniciativa se apresenta como forma de chamamento da sociedade para proteger da doença crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos.
Desde o início da imunização nos 20 municípios que compõem a RMR, no mês de abril, apenas 11,23% das doses da vacina recebidas pelo Estado foram aplicadas e registradas pelos gestores no sistema de informação oficial. Entre os critérios elencados pelo Ministério da Saúde (MS), foram observados o cenário epidemiológico da dengue em cada território e os municípios com mais de 100 mil habitantes.
Até o momento foram registradas quatro mortes por dengue no estado. A última, foi registrada no boletim Nº 19, de um homem, 79 anos, residente de Moreno. O óbito ocorreu em 05/04 e o paciente tinha outras comorbidades. Fonte: Folha de Pernambuco.
De acordo com o último boletim epidemiológico, a regional já soma um aumento de 376% dos casos em relação ao mesmo período de 2023.
Com 263 casos notificados, o município de Afogados da Ingazeira lidera com folga o número de casos prováveis de dengue na área de abrangência da X Gerência Regional de Saúde, conforme balanço divulgado nesta segunda-feira (22), no Programa A Tarde é Sua, da Rádio Pajeú, pela coordenadora da X Geres, Mary Delânea.
Pelo último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde, a X Regional soma 696 casos prováveis da doença, que são a soma dos casos confirmados e em investigação. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento é de 376% na regional. Além de Afogados, a situação mais preocupante é dos municípios de Ingazeira e Tabira, com 75 casos prováveis cada.
Confira o boletim de cada município: Afogados da Ingazeira 263, Ingazeira 75, Tabira 75, Santa Terezinha 64, Tuparetama 50, Iguaracy 33, Solidão 47, Quixaba 27, São José do Egito 26, Carnaíba 17, Itapetim 13 e Brejinho 07.
Óbitos – A regional registrou quatro casos de dengue grave ou hemorrágica confirmados. Três pacientes de Solidão que estão em processo de cura e um paciente de Tuparetama que veio a óbito em Caruaru. Há outro óbito suspeito sendo investigado, que é o caso do menino Davi de Tabira.
ZIKA e Chikungunya – Segundo Mary Delânea, a regional só tem um caso provável de ZIKA, notificado em Tabira. Já Chikungunya são nove casos prováveis: Itapetim (02), Iguaracy (2), Carnaíba (2), Afogados (1), Tabira (1), São José do Egito (1) e Quixaba (1).
VACINA – Sobre a vacina contra a dengue, Mary Delânea informou que até o momento não há previsão de chegada de doses para a X Geres. “Ainda não temos no nosso calendário previsão para a nossa região. Algumas cidades já receberam aqui em Pernambuco, mas até o momento a gente não tem essa previsão de chegar vacina para a nossa regional”. *Por Juliana Lima.
Divulgado nesta quarta (17), boletim de arboviroses aponta 1.434 confirmações da doença em 2024. Documento anterior mostrava 1.236 casos confirmados
O novo boletim de arboviroses divulgado nesta quarta (17) pela Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) aponta um aumento dos casos confirmados de dengue.
Em uma semana, o número de confirmações passou de 1.236 para 1.434.
Portanto, houve um aumento de quase 200 casos confirmados, desde o dia 10 de abril.
Desse total de confirmações, o Estado aponta 31 casos graves de dengue.
Desde o início do ano, uma morte foi confirmada. É um homem de 53 anos que morava em Tuparetama.
O caso da criança de Tabira, o atleta Luís Davi, com apenas 10 anos, que faleceu na madrugada do último domingo (14) em Serra Talhada vítima de dengue, ainda não foi confirmada a morte por dengue hemorrágica pela Secretaria Estadual de Saúde.
Prováveis
O boletim também mostra que, desde o início de 2024, foram notificados 19.874 casos prováveis de dengue. Isso representa um aumento de 564. Por Diario de Pernambuco.
Vítima foi um homem de 53 anos, natural de Tuparetama, no Sertão do Estado, mas falecido em Caruaru
Pernambuco passa por um processo de desaceleração no registro de novos casos de dengue. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), informados nesta segunda (15), houve uma perda de força do período epidêmico das arboviroses. Da semana 11 (entre os dias 10 a 16 de março) a 14 (31 de março a 6 de abril), o número de pessoas infectadas saiu de 3.158 por semana para 2.064 em um recorte de sete dias. No período, porém, ocorreu o primeiro óbito pela doença, vitimando um homem de 53 anos, natural de Tuparetama, no Sertão do Estado, mas falecido em Caruaru.
A SES-PE, por meio da Diretoria Geral de Vigilância Ambiental, reforçou que, para serem confirmados, os óbitos por arboviroses passam por uma “apuração minuciosa”. A averiguação vai desde a investigação domiciliar até a hospitalar, refazendo o trajeto do paciente no serviço.
“Depois da investigação concluída, o caso é discutido em um comitê no qual médicos, enfermeiros, sanitaristas e outros profissionais pertinentes analisam os dados colhidos para confirmar ou não a causa suspeita do óbito”, explicou o Diretor Geral da Vigilância Ambiental da SES-PE, Eduardo Bezerra.
No levantamento feito pela SES-PE, entre os dias 31 de dezembro de 2023 a 6 de abril de 2024, foram registrados 17.238 casos prováveis de dengue (somando confirmados e em investigação) no Estado. Outros 1.236 foram confirmados e, desses, ocorreram 201 notificações como graves. Com 190,3 casos/100.000 habitantes, o estado permanece em média incidência.
A porcentagem de casos prováveis de dengue, em comparação ao mesmo período de 2023, foi de 536,1% superior. No Boletim 14, 80 municípios apareceram com baixa incidência, enquanto 58 cidades estavam no estágio de média e 45 no de alta.
Vacinação
Pernambuco começou na semana passada a vacinação contra a dengue, distribuindo as 72.020 doses do imunizante recebidas pelo Governo Federal. Ao todo, 20 municípios da I Regional de Saúde do Estado (I Geres) participaram dessa primeira fase, destinada ao público infantil.
O esquema vacinal da dengue é composto por duas doses, com um intervalo de três meses entre elas, permitindo que o sistema imunológico se fortaleça progressivamente contra os sorotipos do vírus. É importante lembrar que, em casos de diagnóstico precoce de dengue, é necessário aguardar seis meses para iniciar a vacinação.
Os municípios que receberam as doses da Secretária de Saúde de Pernambuco foram: Recife, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Vitória de Santo Antão, Cabo de Santo Agostinho, Igarassu, Camaragibe, Abreu e Lima, Olinda, Chã Grande, Araçoiaba, São Lourenço da Mata, Chã de Alegria, Moreno, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Glória do Goitá, Fernando de Noronha, Pombos e Itapissuma. *Por Folha de Pernambuco.
Vacina QDenga é utilizada para imunizar brasileiros contra a dengue Arquivo – Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Restituição é de até R$ 720, sendo R$ 360 por dose; Presidência da República foi questionada pela CNN, mas não deu retorno
O Supremo Tribunal Federal (STF), a Câmara e o Senado garantem reembolso de até R$ 720 para os funcionários que quiserem se vacinar contra a dengue em clínicas da rede privada. Levantamento aponta que os planos de saúde dos servidores destes órgãos estão autorizados a devolver parte do valor gasto pelos beneficiários para a aplicação de duas doses do imunizante QDenga. Os reembolsos são feitos pelos planos de saúde de cada uma das instituições, com variação da porcentagem restituída.
O Senado, por exemplo, faz o ressarcimento de até R$ 360 por dose e R$ 720 ao todo, para beneficiários com idade entre quatro e 60 anos regularmente inscritos no plano de assistência à saúde do Senado. Podem ser reembolsados todos os que tiverem se submetido à vacinação a partir de 1º de janeiro deste ano.
Até o momento, cerca de 176 aplicações de vacinas já foram reembolsadas, o que representa pouco mais de R$ 43,8 mil. Os recursos são oriundos tanto do orçamento do Senado quanto do fundo de reserva do Sistema Integrado de Saúde da Casa.
A decisão do reembolso no Senado é baseada num parecer técnico elaborado pela coordenação de Saúde, que destaca o aumento de casos de dengue no Brasil, em especial no Distrito Federal, a eficácia da vacina, a aprovação do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o impacto orçamentário da medida.
Segundo o parecer, o impacto financeiro da inclusão da vacina ao rol de cobertura do Sistema de Saúde Integrado (SIS) do Senado está estimado em R$ 2,8 milhões, considerando a adesão de 60% do público alvo a duas doses do imunizante. O valor já desconta o percentual de 30% de coparticipação financeira.
“Considerando que o Sistema Integrado de Saúde (SIS) deve cumprir seu caráter assistencial com vistas à prevenção de doenças e à promoção, tratamento, recuperação e manutenção da saúde, e que a cobertura tem respaldo técnico suficiente e impacto financeiro previsível, a recomendação deste parecer é pela a autorização de cobertura, na modalidade mais célere que é o reembolso, na população alvo de quatro a 60 anos”, consta no parecer.
Na Câmara, o reembolso para a vacina contra a dengue também é previsto para os participantes do plano de saúde Pró-Saúde que tenham entre quatro e 60 anos de idade. O Pró-Saúde é destinado somente a deputados, servidores efetivos da Câmara dos Deputados e seus dependentes, não incluindo os comissionados.
Fora a contribuição mensal dos titulares e dependentes, há uma coparticipação financeira em todas as despesas realizadas pelos beneficiários, informou. A coparticipação é de 25% do valor reembolsado. No caso da vacina contra a dengue, o limite de reembolso por dose é de R$ 350. Portanto, o usuário tem que pagar R$ 87,50 por dose.
Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, “ninguém foi reembolsado até o momento, pois a cobertura se iniciou no final de janeiro deste ano”.
O STF, por sua vez, não detalhou como funciona o reembolso de seus funcionários. Questionada, a assessoria de imprensa informou apenas que os servidores da Corte e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) têm direito ao reembolso integral da vacina contra dengue pelo STF-Med, o plano de assistência à saúde e benefícios sociais do STF. *Da CNN.