Ao todo, mais de 400 escolas estão envolvidas em atividades voltadas à ampliação das coberturas vacinais do público formado por crianças e adolescentes (Foto: Divulgação/SES-PE)
Desde 2023, mensalmente, são realizadas ações para a vacinação de estudantes. Ao todo, mais de 70 mil doses de vacinas já foram aplicadas
A aplicação de vacinas em ambientes escolares proporcionou uma maior cobertura em Pernambuco. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, desde o ano passado, estudantes de 2 mil escolas têm recebido mensalmente profissionais da área, o que resultou em 70.908 doses aplicadas entre março e dezembro de 2023.
Todas as atividades foram realizadas na última semana de cada mês em escolas públicas estaduais e municipais. As ações continuam no ano de 2024 e o objetivo é levar este serviço para escolas da rede privada.
Para o mês de fevereiro, todos os municípios do estado realizarão a vacinação de alunos dentro do ambiente escolar nesta última semana, de 26 a 29 de fevereiro. Ao todo, mais de 400 escolas estão envolvidas em atividades voltadas à ampliação das coberturas vacinais do público formado por crianças e adolescentes.
“A gente observa um aumento na cobertura vacinal em Pernambuco. Esse programa de vacinação nas escolas foi iniciado em março do ano passado, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação e as Municipais de Educação e Saúde, cobrindo desde a creche, o fundamental I nas escolas municipais até o fundamental II e o Ensino Médio nas escolas estaduais. A gente já observa, por exemplo, que a vacina contra a poliomielite já mostra esse aumento, chegando hoje a quase 92% de cobertura, quando o Ministério da Saúde preconiza 95%. Para se ter uma ideia, no ano passado, esse percentual era de 70%. Realmente a gente conseguiu subir essa cobertura graças às várias ações, entre elas, a ação de vacinação na escola”, chama a atenção a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.
Todas as atividades foram realizadas na última semana de cada mês em escolas públicas estaduais e municipais. As ações continuam no ano de 2024 e o objetivo é levar este serviço para escolas da rede privada.
Para o mês de fevereiro, todos os municípios do estado realizarão a vacinação de alunos dentro do ambiente escolar nesta última semana, de 26 a 29 de fevereiro. Ao todo, mais de 400 escolas estão envolvidas em atividades voltadas à ampliação das coberturas vacinais do público formado por crianças e adolescentes.
“A gente observa um aumento na cobertura vacinal em Pernambuco. Esse programa de vacinação nas escolas foi iniciado em março do ano passado, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação e as Municipais de Educação e Saúde, cobrindo desde a creche, o fundamental I nas escolas municipais até o fundamental II e o Ensino Médio nas escolas estaduais. A gente já observa, por exemplo, que a vacina contra a poliomielite já mostra esse aumento, chegando hoje a quase 92% de cobertura, quando o Ministério da Saúde preconiza 95%. Para se ter uma ideia, no ano passado, esse percentual era de 70%. Realmente a gente conseguiu subir essa cobertura graças às várias ações, entre elas, a ação de vacinação na escola”, chama a atenção a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.
A iniciativa oferece cerca de 20 imunobiológicos diferentes e impacta positivamente na imunização de crianças e adolescentes. Em 2022, a cobertura vacinal para tríplice viral (1ª dose) era de 80,3% e em janeiro deste ano o percentual chegou aos 95%, se destacando como a maior cobertura do estado no momento.
Dados da Secretaria de Saúde mostram que a vacina pentavalente para bebês com menos de um ano de idade também chegou a marca dos 92,2% de cobertura. O mesmo aconteceu com o imunizante contra a poliomielite para bebês da mesma faixa etária, que foi de 76,2%, em 2022, para 91,8% em janeiro deste ano.
A pasta ainda destaca que o alcance do patamar de 90% também aconteceu com a vacina pneumocócica, que no mesmo período analisado foi de 80,4% para 90,2%.
Com mais de 80% de cobertura vacinal, em 2024, destacam-se ainda:
Pneumocóccica para bebês de 1 ano (88,9%)
Rotavírus humano (88,4%)
Meningocócica Conj. C para menores de 1 ano (81,8%)
DTP (para bebês de 1 ano) com 81,3%.
“Este é o primeiro ano de Elisa na creche e ela agora passa a conviver com outras crianças e mais pessoas. É o primeiro ciclo social dela e eu quero que ela fique protegida contra a gripe e outras doenças, por exemplo. A vacina vai proteger ela contra o adoecimento e me deixará mais tranquila para deixar ela ter contato com as pessoas. Hoje, ela recebeu as vacinas tríplice viral, varicela e a primeira dose da Covid-19”, disse Déborah Karoline, mãe de Elisa, de 1 ano e 9 meses. *Por Diario de Pernambuco.
Senado vai debater vacinação contra Covid em crianças -Foto/Divulgação
Debate marcado para esta segunda-feira (26) deve servir de base para a elaboração e discussão de propostas sobre o assunto
A inclusão no Programa Nacional de Imunizações (PNI) da vacina contra Covid-19 para crianças de 6 meses a 5 anos motiva a discussão de senadores. O plenário do Senado recebe nesta segunda-feira (26) uma sessão temática para debater a obrigatoriedade da imunização no público infantil. A partir do debate, os parlamentares devem juntar elementos para a elaboração e discussão de propostas sobre o assunto. O governo federal sustenta que a atualização vacinal “foi tomada com base em evidências científicas mundiais e dados epidemiológicos de casos e óbitos pela doença no país”.
O requerimento para a realização do debate foi apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE). “Faz-se necessário um amplo debate acerca da vacinação infantil, bem como que sejam trazidos os esclarecimentos acerca de riscos e possíveis danos, que, muitas vezes, ainda são desconhecidos”, diz o requerimento.
Girão afirmou que o objetivo é promover um debate científico capaz de nortear “estratégias de acordo com o que for demonstrado na discussão”. “Uma grande preocupação que tenho é em saber o porquê em nenhum outro país tem essa imposição. Temos que ouvir os especialistas, cientistas, médicos do Brasil e de fora do Brasil”, disse Girão.
O pedido para a sessão foi subscrito pelos líderes do PL, senador Carlos Portinho (RJ), do Podemos, senador Oriovisto Guimarães (PR), do PP, senadora Tereza Cristina (MS) e do PSDB, senador Izalci Lucas (DF). Eles querem avaliar se há um lobby da indústria farmacêutica influenciando nas decisões do governo em incluir a vacina do PNI. “Vamos ouvir os dois lados. Esperamos que o governo brasileiro esteja presente também”, completou Girão.
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, foi convidada. Não há confirmação da presença na agenda oficial da ministra. Entre os participantes confirmados estão o pneumologista Pierre Kory, a bióloga Jessica Rose, o virologista Geert Vanden Bossche, o ginecologista James Thorp, o radiologista Chris Flowers, o epidemiologista Peter McCullough e o médico cirurgião Andrea Stramezzi.
Inclusão no PNI
Com a inclusão da vacina contra a Covid no PNI, na prática a aplicação passa a ser obrigatória no caderno de vacina dos 6 meses até os 5 anos a partir de 2024. Isso porque, em caso de descumprimento, há previsão legal de aplicação de multas e até perda de benefícios sociais, como o Bolsa Família.
O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias. As mudanças seguem a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A vacina também faz parte do calendário anual para aplicação no grupo prioritário. Nesse rol estão pessoas acima de 60 anos, imunocomprometidas, funcionários e pessoas que vivem em instituições permanentes, indígenas, ribeirinhos, quilombolas, pessoas com deficiência permanente, trabalhadores da saúde, gestantes e puérperas e a população privada de liberdade.
Dados do vacinômetro do Ministério da Saúde apontam que quase 7 milhões de doses foram aplicadas em crianças entre seis meses e quatro anos. Nesta faixa etária, mais de 3,7 milhões receberam a primeira dose da vacina. *Do Porta R7.
Vacinação para crianças a partir de seis meses até 11 anos de idade. – Foto/Valter Campanato/Agência Brasil
Matéria segue agora para votação no plenário do Senado
A Comissão de Educação e Cultura do Senado aprovou, nesta terça-feira (20), por 15 votos a 5, o Projeto de Lei (PL) 826/2019, que institui o Programa Nacional de Vacinação em Escolas Públicas. A iniciativa visa intensificar campanhas e ações de vacinação no país e é voltada prioritariamente a alunos da educação infantil e do ensino fundamental. A matéria segue para apreciação do plenário.
O texto diz que os estabelecimentos de educação infantil e ensino fundamental, públicos ou que recebam recursos públicos, deverão participar do programa. A proposta estabelece ainda que as escolas particulares poderão aderir à iniciativa. Para tanto, as escolas devem dialogar com as unidades de saúde locais.
O projeto determina que as escolas informem os pais ou responsáveis as datas de visita das equipes de saúde com antecedência mínima de cinco dias e instruam os alunos a levar seus cartões de vacinação. A unidade de saúde encarregada também deverá divulgar essas datas.
A vacinação ocorrerá após o começo da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza e incluirá vacinas de rotina e de campanhas. Pela proposição, alunos sem cartão de vacinação receberão um novo no momento da imunização.
Além dos alunos matriculados, crianças e jovens não matriculados nas escolas participantes e adultos da comunidade também poderão ser vacinados, dependendo da quantidade de vacinas disponíveis.
De acordo com o relator do projeto que institui o programa nacional, senador Marcelo Castro, a vacinação no ambiente escolar vai contribuir para o aumento da cobertura vacinal no Brasil – Lula Marques/Agência Brasil
Ao justificar a aprovação do projeto, o relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), disse que a cobertura vacinal no país foi prejudicada pela pandemia de Covid-19 e também pela disseminação de fake news (notícias falsas) a respeito de vacinas contra a doença.
“Entre as vantagens do projeto, destaca-se que a escola é um local central na vida de crianças e adolescentes, o que torna a vacinação mais eficiente em termos de cobertura. Portanto, vacinar os estudantes no ambiente escolar certamente colabora com o aumento da cobertura vacinal que precisamos buscar no Brasil. Ao lado disso, a presença de profissionais de saúde nas escolas também pode ser uma oportunidade profícua para educar os estudantes sobre a importância da higiene e de hábitos saudáveis desde a infância”, destacou Castro.
Segundo dados divulgados em 2022 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação infantil no Brasil sofreu queda brusca de quase 20%, o que colocou o Brasil entre os dez países com a menor cobertura vacinal do mundo.
“Além disso, vale ressaltar que, ao se realizar a vacinação nas escolas públicas, proporciona-se um acesso mais facilitado e universal às vacinas para as crianças de modo amplo, o que é especialmente relevante para famílias de baixa renda que podem enfrentar dificuldades logísticas para levar seus filhos aos postos de saúde”, reiterou o senador. *Da Agência Brasil.
Entre os dias 31 de dezembro de 2023 e 20 de janeiro de 2024, foram confirmados 35 casos de dengue. (Foto: Freepik)
Ministério da Saúde disse, nesta quinta (25), que o Estado não atendeu a critérios de saúde estabelecidos no País
Nesta primeira etapa de imunização, que deve começar em fevereiro deste ano, serão benefiados moradores de 521 municípios do País. Veja a lista completa dos municípios contemplados, disponível aqui.
No nordeste apenas os estados da Bahia, Maranhão, Rio Grande do Norte e a Paraíba receberão os imunizantes. No Sul, apenas o Rio Grande do Sul está fora da lista.
No nordeste apenas os estados da Bahia, Maranhão, Rio Grande do Norte e a Paraíba receberão os imunizantes. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)
De acordo com nota divulgada pela SES-PE, “Pernambuco não foi contemplado com o Plano de Vacinação contra a dengue”.
Ainda segundo a administração estadual, o Ministério da Saúde alegou probolemas com a “capacidade limitada de produção de vacinas pelo laboratório”.
Por isso, acrescentou o Governo do Estado, foi “necessário definir critérios para estratégia de vacinação em conjunto com as entidades representantes de estados e municípios”.
Ainda de acordo com a SES-PE, para entrar nos critérios do Ministério da Sáude seria preciso atender a alguns pré-requisitos.
Entre eles, estão:
Municípios de grande porte (mais de 100 mil habitantes) com alta transmissão de dengue;
Maior número de casos em 2023 e 2024;
Predominância do sorotipo DENV2 (dezembro de 2023);
Definição por Regiões de Saúde, abrangendo todas as regiões do país.
Questionado pelo Diario de Pernambuco, nesta quinta, o escritório do Ministério da Saúde no Estado afirmou que Pernambuco não atendeu aos critérios estabelecidos que foram acordados entre a pasta federal, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
Quem vai ter vacina
Nesta quinta, o ministério disse quais municípios terão prioridade para receber a vacina.
As cidades compõem um total de 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença.
A pasta confirmou ainda que serão vacinadas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra maior número de hospitalizações por dengue.
Os números mostram que, de janeiro de 2019 a novembro de 2023, o grupo respondeu por 16,4 mil hospitalizações, atrás apenas dos idosos, grupo para o qual a vacina não foi autorizada.
“A definição de um público-alvo e regiões prioritárias para a imunização foi necessária em razão da capacidade limitada de fornecimento de doses pelo laboratório fabricante da vacina. A primeira remessa com cerca de 757 mil doses chegou ao Brasil no último sábado. O lote faz parte de um total de 1,32 milhão de doses fornecidas pela farmacêutica.”
“Outra remessa, com mais de 568 mil doses, está com entrega prevista para fevereiro. Além dessas, o Ministério da Saúde adquiriu o quantitativo total disponível pelo fabricante para 2024: 5,2 milhões de doses. De acordo com a empresa, a previsão é que sejam entregues ao longo do ano, até dezembro. Para 2025, a pasta já contratou 9 milhões de doses.”
Esquema
O esquema vacinal será composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público. A Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda, foi incorporada ao SUS em dezembro do ano passado, após análise da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec).
Principais sintomas da dengue. (Foto: Reprodução/Agência Brasil)
Dengue em Pernambuco
Conforme dados divulgados esta semana pela SES-PE, entre os dias 1º de janeiro de 2023 e o dia 30 de dezembro do mesmo ano, foram contabilizados 3.262 casos da doença, sendo 54 considerados graves e três óbitos.
Entre os dias 31 de dezembro de 2023 e 20 de janeiro de 2024, foram confirmados 35 casos de dengue. Também há 282 casos em investigação. *Por: Diario de Pernambuco.
Dourados – MS, 03/01/2024, Vacinação contra dengue começa com alta procura nos postos de saúde. Vacina Qdenga, do laboratório japonês Takeda. Foto: Rogério Vidmantas
Previsão é iniciar imunização em fevereiro
O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (15) que irá priorizar a faixa etária de 6 a 16 anos na aplicação da vacina contra a dengue.
O país irá adquirir 5,2 milhões de doses da Qdenga, fabricada pelo laboratório japonês Takeda, além de receber doações. O quantitativo irá possibilitar vacinação de até 3 milhões de pessoas, já que o esquema vacinal prevê duas doses.
De acordo com o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, a faixa etária é preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e recomendada pela Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização, composta por especialistas na área e que reuniu-se hoje.
“Dentro desse grupo [6 a 16 anos], vamos ver qual é o melhor grupo etário para ter melhor resultado epidemiológico, evitando hospitalizações e mortes”, explicou o diretor.
A definição sobre qual público-alvo, bem como as localidades prioritárias, será feita em conjunto com estados e municípios, em reunião marcada para última quinta-feira deste mês.
Gatti confirmou que a previsão é iniciar a vacinação em fevereiro. No dia 21 de dezembro, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o governo federal, o Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante em sistema público e universal.
O imunizante Qdenga tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é indicado para prevenção de dengue de 4 a 60 anos de idade, independentemente de a pessoa ter tido ou não a doença previamente.
O Brasil bateu recorde de mortes por dengue no ano de 2023. Foram 1.079 mortes pela doença até o dia 27 de dezembro.
De acordo com a OMS, o país tem o maior número de casos da doença no mundo, respondendo por metade do total global. Autoridades de saúde já alertaram para uma epidemia da doença no Brasil em 2024. *Com informações da Agência Brasil.
A dengue se distingue pela febre repentina, dores musculares e a possibilidade de evolução para complicações graves – (crédito: Fotos: Breno Esaki/Agência Saúde-DF)
Fabricante da vacina indicou apenas crianças de 4 anos e adultos de 55, mas pasta avalia incluir mais idades na cobertura de vacinação
O Ministério da Saúde promove, nesta segunda-feira (15/1), uma reunião técnica para definir a estratégia de vacinação contra a dengue no Brasil, prevista para começar em fevereiro. Farão parte do encontro a farmacêutica Takeda, que faz a vacina Qdenga, e entidades da sociedade civil.
A reunião ocorre em meio a um cenário de epidemia da doença no território brasileiro, além de dois anos consecutivos de recorde de mortes.
A vacina Qdenga teve a incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) anunciada no fim de dezembro. A proposta da farmacêutica ao ministério foi de vacinar crianças de 4 anos e adultos de 55. No entanto, de acordo com o O Globo, o ministério estuda a inclusão de mais idades na vacinação.
Entretanto, contemplar mais idades dentro da previsão de doses distribuídas em 2024, que é de 5 milhões, só será possível com limitação regional. Por isso, o plano do Ministério da Saúde é delimitar a campanha aos municípios com maior transmissão de dengue.
Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde de 2023, os municípios do Sudeste, Sul e Centro-Oeste foram os mais afetados com a doença. Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás foram os estados com maior incidência de dengue.
O Ministério da Saúde e a Fiocruz projetam que o número de casos de dengue este ano deve variar 1,7 milhão entre 5 milhões, com uma média de 3 milhões. Devido ao aumento no número de casos da doença, os estados brasileiros têm traçado diferentes estratégias de enfrentamento.
Em Minas Gerais, por exemplo, a Secretaria de Saúde planeja utilizar drones para despejar larvicidas em pontos com água parada. Já no Distrito Federal, uma equipe de 800 profissionais de vigilância ambiental estão realizando inspeções, nos dias úteis, em terrenos abandonados e em outros lugares com potencial de abrigar o mosquito transmissor da dengue. * As informações são da Agência O Globo.
Segundo o Ministério da Saúde, vacinação deve se iniciar pelas regiões e grupos prioritários mais afetados
Avanço dos casos de dengue deve ser freado com a chegada da nova vacina Foto: Fiocruz/Divulgação
A partir de fevereiro, o Sistema Único de Saúde (SUS) irá ofertar a vacina que protege contra a dengue, conhecida como Qdenga. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil será o primeiro país no mundo a realizar a vacinação contra a dengue pelo sistema público de saúde. Serão entregues 5.082 milhões de doses em 2024, entre fevereiro e novembro. Inicialmente, a vacinação será focada em público e regiões prioritárias. Cerca 3,1 milhões de pessoas poderão ser imunizadas com a Qdenga.
Conforme a pasta, a vacina Qdenga (TAK-003) foi desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda Pharma. O registro do imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março deste 2023. A vacina é recomendada para as pessoas entre 4 a 60 anos, que devem ser administradas em duas doses, com intervalo de três meses. Todas as pessoas, mesmo aquelas que já tiveram dengue, poderão receber a vacina.
Como funciona a vacina?
De acordo com o médico infectologista Fernando Chagas, a vacina contra dengue é composta de um vírus atenuado, ou seja, um vírus vivo, mas enfraquecido e com fragmentos dos outros 3 tipos de dengue que circulam pelo mundo.
“Nós temos 4 tipos de dengue que a gente classifica como DENV 1, DENV 2, DENV 3 e DENV 4. A vacina é um vírus do tipo DENV 2, mas com fragmentos dos outros 1, 3 e 4 que uma vez no nosso corpo, estimula a produção de anticorpos e de defesa celular contra os 4 tipos de dengue. Nos estudos, foi mostrado uma eficácia de média de 80% na diminuição de casos e das pessoas que desenvolveram uma doença mais de 90% no risco de evoluir para forma grave. Então, é uma efetividade muito alta”, explica.
O infectologista destaca que, nos estudos e nas populações que receberam a vacina, os efeitos adversos têm sido muito leves, geralmente dentro de dois dias após a aplicação.
“A gente tem observado geralmente sinais e sintomas que até lembram doenças febris, como febre baixa, às vezes um pouco de dor muscular, geralmente leve. Algumas pessoas relatavam um pouco de dor de cabeça também leve, que duram em média de 1 a 3 dias. Qualquer sinal ou sintoma que passe de 3 dias a pessoa tem que considerar a possibilidade de ter adoecido concomitantemente a vacina ou até mesmo antes de receber a vacina, então é importante buscar o atendimento médico”, diz.
Por tratar se de uma vacina composta de vírus atenuado, a Qdenga não vai poder ser administrada em certos grupos, como explica o infectologista.
“Pessoas que têm doenças que prejudiquem a imunidade ou que façam uso de medicamentos que diminuam a imunidade, por exemplo, pessoas que fazem uso de corticoides a mais de 15 dias. Assim como também as gestantes e mulheres que estão amamentando não vão poder receber a vacina porque tem um pouco de prejuízo na imunidade e a gente não sabe os reflexos da vacina na gestante e porque não se tem estudos sobre a transmissão do vírus ou da vacina para o leite”, afirma.
Para Chagas, a vacina contra dengue é uma estratégia que pode auxiliar nas estratégias de luta contra o vírus da doença — e frear não só o avanço de número de casos, como também o número de mortes.
“Nós não temos medicamentos específicos contra o vírus da dengue. Então, as medidas que tomávamos sempre foram no sentido de controlar o vetor de transmissão, o mosquito Aedes aegypti. E combater um inseto com a capacidade de adaptação tão grande acaba sendo muito difícil. Por isso sempre a gente acaba perdendo esta batalha. Mas a vacina acaba entrando com uma estratégia voltada diretamente contra o vírus, que se somada à estratégia que nós já temos contra o mosquito vetor, muito provavelmente a gente vai ter um impacto muito positivo, uma diminuição muito grande de não só novos casos, como também de mortes por dengue em todo o país nos próximos anos”, avalia.
Diferenças entre a Qdenga e a Dengvaxia
A Qdenga é o segundo imunizante aprovado pela Anvisa. Em 2014, uma primeira vacina, denominada de Dengvaxia, foi lançada e aprovada pela agência. No entanto, o imunizante não está disponível no Programa Nacional de Imunizações (PNI) e só pode ser encontrada no Brasil na rede privada.
“É uma vacina muito limitada. Primeiro porque eram em 3 doses, com intervalos de 6 meses entre as doses. Então a pessoa estaria imunizada em 1 ano e 6 meses. É muito tempo. O outro ponto é que a vacina não poderia ser aplicada em quem nunca teve dengue. Por isso ela não participou do Plano Nacional de Imunização, porque se fosse incorporada ao plano nacional, automaticamente teríamos que fazer o teste em todas as pessoas em todo o país e isso é inviável”, comenta.
Dengue no Brasil
Conforme o Ministério da Saúde, até 2 de dezembro de 2023, o Brasil registrou um crescimento de 15,8% nos casos de dengue, (1.601.848), quando comparado ao mesmo período de 2022 (1.382.665). Os estados com maior incidência da doença foram Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Goiás. Também houve aumento no número de mortes em 5,4% (1.053) com relação ao mesmo período de 2022 (999). Já de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país apresentou 2,9 milhões de casos entre janeiro e dezembro.
A pedagoga Luana Muller, de 25 anos, foi diagnosticada com dengue em maio de 2023. Ela comenta como reagiu aos sintomas da doença. “Eu fiquei basicamente uns cinco dias tendo febre, dor no corpo e dor nos olhos. Tinha muita dor de cabeça, não conseguia ficar acordada, dormia o tempo inteiro. Fui ao hospital, fui diagnosticada”, conta.
O médico infectologista Fernando Chagas destaca ainda os principais sintomas da dengue.
“É uma doença que geralmente se inicia com febre alta, com dor de cabeça, dor também ao redor dos olhos. Também pode apresentar dor articular. Então nem toda doença febril com dor articular necessariamente a chikungunya. Lembrando que até a metade das pessoas podem se apresentar com manchas na pele, que geralmente aparecem depois do segundo ou terceiro dia da doença. E se começar a apresentar dor de barriga e vômitos precisa ser considerado o risco de forma grave e a pessoa precisa imediatamente buscar uma urgência. Não esquecer que a dengue é uma doença que infelizmente pode matar”, alerta.
O Ministério da Saúde recomenda que a população siga com os cuidados para impedir a proliferação do Aedes aegypti, como: não acumular água em lajes ou calhas, evitar o acúmulo de itens como garrafas, pneus em áreas descobertas, colocar areia nos vasos de planta e cobrir caixas d’água.
Apesar da previsão de maior incidência da doença, especialistas avaliam que não haverá ocorrências graves, devido à vacinação
Vacinação bivalente contra a covid-19 é direcionada principalmente a pacientes imunocomprometidos – (crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil)
As aglomerações de pessoas para as compras de fim de ano, além das festas de Natal e de ano novo, possivelmente, deverão impulsionar um aumento de casos de doenças respiratórias e infecciosas, como a covid-19. Apesar disso, não é esperado que haja evolução no número de casos graves da doença, principalmente, pelo avanço da vacinação na capital federal. É o que avaliam especialistas.
No início do mês, o Ministério da Saúde identificou no Brasil duas novas subvariantes da ômicron (variante dominante no mundo). Uma delas, a JN.1 foi classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma subvariante de “interesse”, por conta da transmissão mais rápida. A instituição afirmou, no entanto, que o risco para o público é baixo.
O infectologista Julival Ribeiro enfatiza que a principal orientação, especialmente com o surgimento de novas linhagens, é manter o ciclo vacinal em dia. “O vírus está circulando com mutações diferentes. A JN.1 é uma variante transmissível, mas não é possível falar que ela seja tanto de risco. A recomendação de sempre é que as pessoas mais vulneráveis, como imunocomprometidos, imunossupressores, idosos e pessoas que tenham doenças crônicas devem se vacinar e tomar a dose de reforço, já que a doença tende a ficar mais grave nesses grupos”, explicou.
O especialista assinala que o cenário que se desenha é de aumento de casos de covid-19. Para inibir novas subvariantes da doença, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última terça-feira, a atualização da vacina Comirnaty monovalente. “Ela tem maior atuação nas novas variantes, levando uma proteção melhor para os grupos vulneráveis”, explica. “Como temos festas e aglomerações, às vezes, em locais fechados, recomenda-se que as pessoas que estejam mais vulneráveis à doença usem máscaras, além de higienizar as mãos. E é lógico: se tiver sintomas gripais, fique em casa e não vá em nenhuma comemoração”, completa Ribeiro.
Doenças infecciosas
Para o infectologista Gilberto Nogueira, o cenário nesta época aponta também para o aumento de casos de doenças respiratórias e infecciosas. O especialista diz que os hospitais públicos e particulares, além de unidades de saúde, precisam estar atentos para receber novos pacientes com esse tipo de problema.
“É natural, mas esperamos que esses casos sejam leves. A saúde pública e a saúde privada devem estar preparadas para o aumento no número de casos. Acredito que devemos ter esse cenário nas próximas semanas”, ressaltou o infectologista.
Nogueira reforçou que a imunização segue sendo a melhor estratégia para proteção individual e coletiva. “Toda e qualquer vacina, quando estudada e comprovada a sua segurança, é recomendável o uso. A vacina, de maneira geral, entre elas a da covid-19, foi desenvolvida para não evoluir para uma doença mais grave e hospitalizações”, destaca.
Transmissão
A taxa de transmissão da covid-19 no Distrito Federal está em 0,81, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado na última semana pela Secretaria de Saúde (SES-DF), O número indica que cada 100 pessoas podem infectar 81 na capital do país. Segundo a OMS, quando o número fica abaixo de 1, a pandemia está controlada.
Desde o início da pandemia, em 2020, até 16 de dezembro, foram notificados no DF 926.808 casos confirmados da doença. Desse total, 914.404 pessoas estão recuperadas e 11.948 morreram. Dos óbitos registrados pela pasta, 1.037 são de pessoas residentes em outros estados, incluindo 891 em Goiás.
Sobre a vacinação, 5,4 milhões de doses foram aplicadas desde o início da campanha, em janeiro de 2021. Cerca de 2,3 milhões de brasilienses receberam a primeira dose, enquanto 1,1 milhão receberam a segunda. Outros 22 mil tiveram a terceira dose. A bivalente, recomendável para pessoas com 60 anos ou mais e imunocomprometidos acima de 12 anos, foi aplicada em 624 mil pessoas,
Vacinação
Não haverá vacinação da covid-19 hoje, e nem amanhã, feriado de Natal. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) também não terão atendimento nos dois dias. Na terça-feira (26/12), os serviços voltam ao normal. Os locais de vacinação podem ser conferidos neste link.
O número de casos confirmados de Covid-19 no Brasil cresceu cerca de 441% na semana que se encerrou em 21 de outubro, em relação à semanda anterior. Segundo dados do Ministério da Saúde, durante o período, 47 mil novos casos da doença foram contabilizados. Esse é o maior registro no ano desde janeiro, quando foram notificados 157 mil casos.
Conforme o Ministério da Saúde, a maior incidência segue nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país, com destaque para os estados de Goiás, São Paulo e Minas Gerais, e o Distrito Federal.
Além no aumento de casos positivos, o número de mortes pela doença também cresceu. Somente na última semana, foram contabilizadas 255 mortes. No período de 9 a 15 outubro, 135 mortes foram registradas. Os maiores números foram contabilizados nos estados de São Paulo e Paraná.
De acordo com o infectologista Julival Ribeiro, a atual cepa que está circulando no país — uma subvariante da Ômicron — tem alta transmissibilidade entre as pessoas.
“A cepa que está circulando no Brasil e no mundo, conhecida como Éris, segundo a Organização Mundial de Saúde, tem alta transmissibilidade entre as pessoas. Porém, o que tem se observado no mundo inteiro e aqui no Brasil são casos mais leves, que não requer hospitalizações. Entretanto, vale lembrar, para os grupos de riscos, pode levar a casos mais graves e sérios”, diz.
Para a infectologista Joana D’arc Gonçalves, o aumento no número de casos da Covid-19 era esperado.
“São as ondas de aumento e que dependendo do comportamento da população, dependendo de como a gente reage frente a esse aumento, sem banalizar a doença e, sim, sendo consciente e responsável com relação às nossas atitudes, a gente pode passar de forma tranquila por esse aumento de número de casos. Mas lembrando que devemos ficar atentos e cuidar daqueles que venham a complicar. E as unidades de saúde têm que estar vigilantes com relação a esse aumento e a questão da vigilância genômica, que deve ser eficaz para buscar tendências de complicações e cepas mais agressivas”, ressalta.
A infectologista ainda alerta para os cuidados que a população deve continuar mantendo.“Todos nós precisamos de uma atenção. A primeira delas é a vacina. A gente sabe que somente em torno de 16,7% da população brasileira fez a vacina com a bivalente e essa protege melhor contra as novas variantes do SARS-CoV-2.”
A médica também orienta quanto ao uso de máscara. ]”A gente tem que saber qual é o nosso risco. Então, avalie o seu risco e utilize a máscara em alguns ambientes: ambientes de pouca ventilação, ambientes onde tem muitas pessoas, como transporte público, hospitais, elevadores.”
“Se você tiver algum sintoma da doença, é melhor você manter um certo distanciamento das demais pessoas. E aí o ideal é testar e fazer um repouso com relação à exposição de outros indivíduos”, alerta Joana D’arc Gonçalves.
Vacinação no Brasil
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 29 milhões de pessoas já receberam a vacina bivalente contra a Covid-19. Conforme a pasta, a cobertura vacinal do imunizante é de 16,80% da população brasileira, abaixo da meta de 90% preconizada pelo Ministério da Saúde. Já em relação à vacina monovalente, o ministério informa que mais de 518 milhões de doses foram aplicadas.
O infectologista Julival Ribeiro destaca que é preciso ampliar a recomendação de vacinas monovalentes para as novas variantes da Covid-19 no Brasil. Segundo ele, o imunizante pode ser fornecido para os grupos de alto risco, pois evita mortes e complicações graves.
“Vale lembrar que nos Estados Unidos nós temos agora duas vacinas chamadas ‘vacinas monovalentes’, ou seja, com as cepas atuais em relação ao coronavírus. Os Estados Unidos estão ofertando para a população essa nova vacina monovalente para buscar maior estímulo das cepas que estão circulando nesse momento aqui no Brasil e em outras partes do mundo”, destaca.
De acordo com o Ministério da Saúde, desde o início da pandemia de Covid-19 em 2020, foram contabilizadas 706.531 mortes pela doença no Brasil e 37.905.713 casos confirmados no período.
Estados e municípios têm até 10 de novembro para solicitar investimentos em saúde